astor Moisés de Jesus durante ministração em culto. (Foto: Reprodução)
astor Moisés de Jesus durante ministração em culto. (Foto: Reprodução)

Decisão judicial em Nova Odessa acolhe denúncia contra o pastor Moises de Jesus Lima após declarações sobre a nomeação de diretor homossexual na Câmara

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra o pastor Moises de Jesus Lima, ex-secretário-adjunto de Governo de Nova Odessa, sob a acusação de discriminação ao associar a necessidade de orações na cidade à posse de um diretor homossexual na Câmara Municipal. A decisão judicial que tornou o religioso réu no processo criminal foi divulgada pelo Metrópoles.

A juíza Melina Alonso Scherma Locatelli, da 1ª Vara Judicial de Nova Odessa, acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. A magistrada apontou na decisão que a materialidade do crime está comprovada e que existem indícios suficientes da autoria delitiva contra o ex-secretário.

O caso ocorreu em 17 de janeiro de 2025, durante um encontro de lideranças religiosas e autoridades no gabinete do prefeito municipal. Na ocasião, o pastor teria se direcionado a Lucas Camargo Donato, que havia assumido recentemente a diretoria-geral do Legislativo local. O episódio gerou a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito no parlamento e resultou na exoneração de Lima do cargo administrativo municipal em 13 de maio de 2025.

Em posicionamento oficial sobre as acusações, o pastor negou ter proferido as palavras de teor discriminatório e apontou motivações de opositores para tirá-lo de suas funções governamentais.

“Eu não falei isso, não há áudio ou vídeo, nada que prove essa inverdade. Isso é uma perseguição religiosa e política. Eles queriam o cargo que eu exercia de chefe de gabinete. Não falei isso e muito menos falei nome de quem é que seja na oração. Na oração, oramos por todas as secretárias existentes.”

O réu declarou ainda manter uma postura profissional harmônica com o diretor e reforçou seu compromisso religioso e de respeito interpessoal.

“Sempre tive um bom relacionamento com o Lucas, trabalhamos juntos, andamos juntos no mesmo carro, não é da minha índole ofender ninguém, sou um homem de família, de respeito e cuido de centenas de vidas na igreja. Amo a vida dele e ele sabe muito bem disso. Fico muito triste com toda essa situação que criaram. Mas confio no meu Deus e ele fará justiça.”

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