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Brasil lidera distribuição mundial de Bíblias em 2024, segundo relatório global

Mulher lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Mulher lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

O Brasil segue na liderança mundial na disseminação da Bíblia. Em 2024, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) distribuiu 4,2 milhões de exemplares completos das Escrituras — o maior volume registrado entre os países membros da Fraternidade das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU). Os dados fazem parte do “Relatório Global de Distribuição das Escrituras 2024”, publicado pela entidade internacional.

Nos últimos 10 anos, foram mais de 2,6 bilhões de Escrituras impressas distribuídas no mundo. Em 2023, o número chegou a 150 milhões, somado ao avanço expressivo do acesso digital, com bilhões de interações online.

No ambiente digital, o Brasil também ocupa posição de destaque: 16 milhões de downloads de Escrituras em 2024 (mais de 60% do total dos dez principais países), 5 bilhões de visualizações de capítulos bíblicos e 406,8 milhões de reproduções em áudio da Bíblia em português — ficando atrás apenas do espanhol.

Para o secretário-geral da SBU, Rev. Dirk Gevers, os números revelam um movimento global em expansão: “As Escrituras estão sendo lidas, ouvidas, assistidas, compartilhadas e discutidas como nunca antes”.

Fundada em 1948, a SBB é uma das principais lideranças desse esforço, atuando em tradução, publicação, distribuição e incentivo ao engajamento com a Bíblia. O objetivo, segundo a instituição, é garantir que todos tenham acesso à Palavra de Deus em sua própria língua, em qualquer lugar do mundo.

Fonte: Comunhão

Irã usa TV estatal para transmitir confissões forçadas de cristãos por falsos crimes

Cristão preso (Foto: Portas Abertas)
Cristão preso (Foto: Portas Abertas)

Após a prisão de cristãos convertidos, o telejornal noturno do canal estatal IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting) exibiu um documentário de propaganda com acusações de segurança nacional e confissões forçadas de falsos crimes.

A iniciativa faz parte de uma campanha permanente de intimidação e fabricação de casos contra cristãos no Irã.

Segundo a HRANA, agência de ativistas de direitos humanos no Irã, após o anúncio do Ministério da Inteligência sobre a prisão de cristãos convertidos, o Canal 2 da IRIB produziu e exibiu um documentário voltado à fabricação de supostos casos de segurança contra eles.

Produzido com a participação de Ameneh Sadat Zabihpour, figura do IRIB associada a órgãos de segurança, o documentário adota uma narrativa centrada em questões de segurança nacional.

Nele, cristãos convertidos – chamados no programa de “evangelistas” – são acusados de manter vínculos com entidades estrangeiras, participar de acampamentos religiosos no exterior, colaborar com grupos de oposição e tentar minar a segurança do país.

Supostas evidências

O repórter apresenta como supostas evidências de ameaça à segurança ações como viajar para a Turquia, participar do “Campo Armênia”, manter contato com sionistas e planejar ataques a “locais sensíveis” no Irã, transformando práticas religiosas e pessoais em condutas criminalizadas.

Na parte final do documentário, foram exibidas imagens de detidos apresentados como suspeitos, que, em circunstâncias não esclarecidas, apareceram fazendo confissões.

Segundo organizações de direitos humanos, as declarações foram obtidas sob pressão ou ameaça das agências de segurança.

Também foram mostradas cenas de um suposto “carregamento de armas”, porém sem qualquer evidência ou documentação independente que sustentasse a acusação.

Confissões forçadas

A República Islâmica tem usado confissões forçadas e documentários na TV para justificar a repressão contra minorias religiosas e dissidentes, prática já condenada repetidas vezes por organizações de direitos humanos.

A exibição dessas confissões constitui uma violação grave dos direitos dos acusados, incluindo o direito fundamental a um julgamento justo.

O lançamento do documentário acontece em um contexto de crescente pressão de segurança e psicológica sobre a comunidade cristã no Irã, marcado por tentativas de criar um clima de medo e intimidação.

Nos últimos anos, inúmeros cristãos convertidos enfrentaram acusações semelhantes e receberam penas severas, que vão de longos períodos de prisão ao exílio e à exclusão social.

53 cristãos presos

Em comunicado anterior, o Ministério da Inteligência informou que ao menos 53 cristãos convertidos haviam sido presos durante a operação chamada de “Guerra dos 12 Dias”.

Em 2024, a HRANA registrou 28 casos de confissões forçadas de prisioneiros.

A prática de extrair e exibir declarações coagidas de dissidentes e manifestantes pelo aparato de segurança iraniano remonta aos primórdios do regime.

Em 2022, durante a onda de protestos em todo o país, esse número chegou a 391 casos.

Fonte: Guia-me com informações de HRANA

Livro ensina pais a resgatar filhos das telas e restaurar vínculos familiares

Livro"Resgate seu filho das telas", da psicóloga Cassiana Tardivo (Foto: Reprodução)
Livro"Resgate seu filho das telas", da psicóloga Cassiana Tardivo (Foto: Reprodução)

A psicóloga Cassiana Tardivo enxergou o que muitos pais ainda insistem não admitir: as crianças estão crescendo diante de telas que moldam valores, hábitos e afetos, enquanto os adultos, cansados, inseguros ou simplesmente perdidos, assistem de longe.

A também pedagoga especialista em Neuroaprendizagem e Dependência Tecnológica oferece em Resgate seu filho das telas um mapa para um dos territórios mais desafiadores da vida moderna: a criação de filhos emocionalmente saudáveis e espiritualmente firmes em um mundo saturado de estímulos digitais.

Ela trata de temas urgentes, como depressão, ansiedade, distúrbios do sono, isolamento, quebra de vínculo e desinteresse pela fé – sintomas que surgem cada vez mais cedo e com maior frequência. 

Cassiana alerta ainda para graves consequências associadas ao uso das telas, como ciberbullying, automutilação, pensamentos suicidas, exposição a comportamentos de risco (sexting, pornografia, desafios perigosos), além do impacto físico e cognitivo que inclui problemas de atenção, sedentarismo e queda no desempenho escolar.

O desenvolvimento das crianças que é comprometido pelo uso de telas e sua consequente privação de experiências e estímulos do ambiente pode ser irrecuperável. (Resgate seu filho das telas, p.143)

Com estratégias acessíveis, a autora ensina a mediar o uso das telas com amor e autoridade, a construir rotinas familiares que acolhem e protegem, e a transformar o lar em um ambiente de discipulado digital, em que a fé é vivida e transmitida. 

Mais do que impor limites ao tempo de tela, a proposta é cultivar uma presença real: tempo em quantidade, olho no olho, abraço, escuta. Ela fala sobre o brincar como linguagem divina, propõe a contemplação da natureza como antídoto ao excesso de estímulos e defende uma vida familiar marcada por bênçãos e palavras de afirmação. “Temos perdido filhos dentro dos quartos”, lamenta a psicóloga.

Leia também: Livros cristãos que alertam sobre a adultização infantil

Este lançamento da Editora Vida é uma leitura necessária para quem não quer perder os filhos, nem para o algoritmo, nem para a apatia. Afinal, é possível recomeçar, reconstruir vínculos e cultivar presença. Livros como Resgate seu filho das telas provam que ainda há tempo e existem caminhos possíveis para recomeçar.

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎ Editora Vida
  • Data da publicação ‏ : ‎ 21 julho 2025
  • Edição ‏ : ‎ 
  • Onde comprar‏ : ‎ Amazon (compre aqui)

Sobre a autora: Cassiana Tardivo é pedagoga, psicóloga e especialista em diversas áreas, como Psicopedagogia e Neuroaprendizagem. Atuou como professora, coordenadora e diretora em escolas e instituições socioassistenciais. Hoje atende em consultório, dá consultoria a projetos sociais e capacita líderes ministeriais e institucionais. Também é palestrante, autora, editora e ativa nas redes sociais, com foco em restaurar vínculos familiares. Vive em Campinas/SP com o marido Jonatas e seus filhos Théo e Heloísa.

Sobre a editora: A Editora Vida oferece títulos nas áreas infantil, jovem, relacionamentos, espiritualidade, vida cristã, ficção, acadêmicos e bíblias. Com enfoque contemporâneo e respeito a obras clássicas, promove o crescimento espiritual do leitor. Com mais de 65 anos de destaque na publicação e venda de literatura cristã, também se firma como relevante distribuidora de Bíblias, em diversas versões, edições especiais e traduções inéditas.  

Fonte: Guia-me

Câmara dos Deputados aprova projeto sobre proteção de crianças em ambientes digitais

Parlamentares comemoram a aprovação do projeto no Plenário da Câmara (Fonte: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Parlamentares comemoram a aprovação do projeto no Plenário da Câmara (Fonte: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes quanto ao uso de aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e programas de computador. A proposta prevê obrigações para os fornecedores e controle de acesso por parte de pais e responsáveis.

De autoria do Senado, o Projeto de Lei 2628/22 foi aprovado nesta quarta-feira (20) com mudanças feitas pelos deputados. Por isso, o texto volta ao Senado para nova votação.

O relator do projeto, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), disse ter alterado a proposta para garantir que as famílias exerçam o papel de proteção de forma eficaz, sem substituí-lo pelas plataformas. “Essa solução se inspira no modelo adotado pela Constituição Federal, que, ao tratar da proteção contra conteúdos prejudiciais na comunicação social, optou por assegurar à família os meios para se defender, e não por substituir sua autonomia”, afirmou.

Segundo o relator, a proposta é mais técnica e restritiva do que o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no final de junho, que determinou a retirada de qualquer conteúdo que viole direitos de crianças e adolescentes mediante simples notificação. “O projeto inova ao estabelecer parâmetros objetivos, requisitos formais e hipóteses específicas de violação, conferindo maior segurança jurídica e eficácia prática à regra”, explicou.

Jadyel Alencar defendeu o apelido “ECA Digital” para a proposta, por considerar que a nomenclatura relacionada ao Estatuto da Criança e do Adolescente vai ampliar a adesão social e a observância da medida.

Medidas previstas

Com previsão de vigência depois de um ano de publicação da futura lei, o projeto determina aos fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação que adotem “medidas razoáveis” desde a concepção e ao longo da operação dos aplicativos para prevenir e diminuir o acesso e a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos considerados prejudiciais a esse público.

O texto aprovado estabelece vários procedimentos e exigências aos fornecedores dos aplicativos de internet (empresa controladora de apps, por exemplo). No entanto, um regulamento posterior definirá critérios objetivos para aferir o grau de interferência desses fornecedores sobre os conteúdos postados.

Assim, exigências previstas no projeto em relação a temas como risco de exposição a conteúdo prejudicial (pornografia, estímulo a suicídio, bullying, jogos de azar etc.), retirada de material por notificação do usuário ou comunicação a autoridades de conteúdo de crime contra crianças e adolescentes serão aplicadas de forma proporcional à capacidade do fornecedor de influenciar, moderar ou intervir na disponibilização, circulação ou alcance dos conteúdos acessíveis por esse público.

Provedores dos serviços com controle editorial (jornais e revistas, por exemplo) e provedores de conteúdos protegidos por direitos autorais licenciados serão dispensados do cumprimento das obrigações se seguirem normas do Poder Executivo sobre:

  • classificação indicativa, com transparência na classificação etária dos conteúdos;
  • se oferecerem mecanismos técnicos de mediação parental; e
  • se ofertarem canais acessíveis para recebimento de denúncias.

Um regulamento do Executivo federal definirá detalhes das exigências do projeto. Todas as regras se referem tanto aos produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados a crianças e adolescentes quanto àqueles de acesso provável por esse público.

O texto define acesso provável quando houver:

  • “suficiente probabilidade” de uso e atratividade do produto ou serviço;
  • “considerável facilidade” ao acesso e utilização dele; e
  • “significativo grau” de risco à privacidade, à segurança ou ao desenvolvimento biopsicossocial de crianças e adolescentes.

No entanto, a regulamentação não poderá impor mecanismos de vigilância massiva, genérica ou indiscriminada; e serão vedadas práticas que comprometam os direitos fundamentais à liberdade de expressão, à privacidade, à proteção integral e ao tratamento diferenciado dos dados pessoais de crianças e adolescentes.

Debate em Plenário

Para a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), o projeto é um marco histórico para a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais. “As plataformas e as big techs também têm responsabilidades para garantir que as redes sejam um ambiente seguro para nossas crianças”, afirmou.

De acordo com a deputada, a proposta protege a liberdade de expressão e de imprensa pelo rol restrito de conteúdos que podem ser imediatamente removidos. “Todos aqueles que se preocupam com crianças e adolescentes, são pais e mães, têm a obrigação de votar favoravelmente. É uma resposta fundamental do Parlamento, do governo e da sociedade para esse problema que é a exposição de nossas crianças nas redes”, disse.

Fim de censuras

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que foram retiradas do texto todas as possíveis censuras. “Crianças e adolescentes serão prioridade deste Parlamento. Nesta hora não existe bandeira partidária ou ideológica. Na defesa das crianças e dos adolescentes, queremos sempre estar juntos”, declarou.

A deputada Bia Kicis (PL-DF), vice-líder da Minoria, disse que as mudanças no texto do relator corrigiram vários pontos que preocupavam a oposição por possibilidade de censura. “Haverá critério para que se possa aplicar qualquer punição. A agência [de fiscalização] não será uma autoridade escolhida pelo Executivo, mas criada por lei”, declarou.

De acordo com ela, a versão final proposta também tirou a subjetividade do que seria qualificado como conteúdo ofensivo.

Recuo

Para o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), a oposição recuou em sua posição contrária ao projeto por pressão da sociedade civil. “Entre proteger crianças e adolescentes ou a bíblia do Trump e a defesa das big techs, eles estavam ficando daquele lado”, disse.

Já o deputado Kim Kataguiri (União-SP) afirmou que o projeto aprovado está “mil vezes melhor” do que o governo propôs. “O total controle e a total vigilância que o governo queria no texto original, colocando o projeto de lei da censura disfarçado em um projeto de lei de proteção de crianças, foi desmontado pelo relator”, declarou.

A líder do Psol, deputada Talíria Petrone (RJ), citou dados sobre crimes contra crianças e adolescentes para mostrar a importância da proposta. “Isso tem a ver com algoritmo que entrega pedofilia, com ambiente virtual onde há lucro exagerado a partir da monetização do corpo das crianças”, disse.

ECA e Constituição

O texto conecta-se com o ECA e com a Constituição, na opinião do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). “É muito importante que a segurança seja um requisito no desenho dos aplicativos. É muito importante oferecer mecanismos para que pais e mães tenham contas de crianças vinculadas às suas”, disse Silva.

Segundo a deputada Maria do Rosário (PT-RS), a proposta estende para o meio digital os direitos efetivos de crianças e adolescentes do Brasil. “Esta Nação tem como essencial a prioridade e a proteção integral da infância”, disse.

Ela elogiou o trabalho de deputados da base e da oposição, associado à atuação da sociedade civil em prol da infância. “Queríamos estar unidos e, que bom, estamos unidos neste momento. Isso não apaga nossas diferenças, mas demonstra que o Parlamento brasileiro pode viver momentos de maturidade e alta política.”

Para o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), vice-líder da oposição, houve um equilíbrio e um denominador comum no projeto. “O que está neste projeto vai ao encontro do que queremos, que é proteger as crianças e os adolescentes.”

O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) afirmou que a proposta é uma vitória do entendimento e do diálogo. “Mostramos que, quando queremos, nossas divergências ficam de lado e prevalece o bem comum”, disse.

Porém, o líder do Novo, deputado Marcel van Hattem (RS), afirmou que o texto ainda possui dispositivos que permitem ao governo fazer, por medida provisória, a regulação do tema. “Não consigo hipotecar o meu apoio a este projeto. Em defesa das nossas crianças, quero ver mais ação da polícia, do Ministério Público e da Justiça”, declarou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Silas Malafaia reage após operação da PF: “Vai ter que me prender para me calar”

Silas Malafaia durante manifestação a favor de Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Silas Malafaia durante manifestação a favor de Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O pastor Silas Malafaia se pronunciou na noite desta quarta-feira (20) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal. A ação ocorreu no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, logo depois de ele desembarcar de Lisboa, Portugal.

“Vai ter que me prender para me calar”, disse Malafaia à imprensa.

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as medidas cautelares estão a apreensão do celular do pastor, a proibição de deixar o país e a restrição de comunicação com outros investigados no inquérito que apura a tentativa de obstrução da investigação sobre a chamada trama golpista.

Malafaia classificou a operação como uma injustiça. “Vergonha o que estamos assistindo no Brasil”, afirmou, destacando que é um líder religioso, “não bandido nem moleque”.

As investigações apontam que o pastor mantinha articulação com o ex-presidente Jair Bolsonaro para atacar ministros do STF.

Em uma das conversas interceptadas, Malafaia teria sugerido pressão direta sobre a Corte. “Dizendo que se houver uma anistia ampla e total, a tarifa vai ser suspensa. Ainda pode usar o argumento: NÃO VER SANÇÕES CONTRA MINISTROS DO STF E SUAS FAMÍLIAS. Eles se cagão [sic] disso”, afirmou ao ex-presidente.

O pastor também se revoltou com o vazamento de mensagens. “Que país é esse que vaza conversa minhas particulares como se eu instruísse Eduardo. ‘Olha, faz assim ou faz assado’. Quem instruiu, eu? A posição de Eduardo é dele! É uma vergonha! Que país é esse? Que democracia é essa? Eu não vou me calar! Vai ter que me prender pra me calar!”, declarou.

Fonte: UOL

Silas Malafaia tem celular apreendido pela Polícia Federal e está proibido de deixar o país

Pastor Silas Malafaia pregando na sua igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Foto: Reprodução)
Pastor Silas Malafaia pregando na sua igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal cumpriu, na noite desta quarta-feira (20), mandados de busca pessoal e de apreensão contra o pastor Silas Malafaia, no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A ordem foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da PET nº 14129, que apura suposta obstrução de Justiça em processo relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a corporação, “o alvo dos mandados foi abordado por policiais federais ao desembarcar de voo proveniente de Lisboa e está sendo ouvido nas dependências do aeroporto”. Na ação, os agentes apreenderam o celular do líder religioso e o conduziram para prestar depoimento ainda no terminal.

Além da apreensão, Malafaia ficou sujeito a medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados. A viagem a Portugal, segundo fontes ligadas à investigação, incluiu compromissos em templos ligados à Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), denominação presidida pelo pastor.

Os investigadores acompanharam sua agenda no exterior e aguardaram o retorno ao Brasil para cumprir a ordem judicial.

O pedido de busca foi formulado pela Polícia Federal e recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 15 de agosto. Para o procurador-geral Paulo Gonet, os elementos reunidos no inquérito indicam que Malafaia teria atuado como “orientador e auxiliar” em ações de coação e obstrução de Justiça envolvendo Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo o parecer, há indícios de que o pastor e outros investigados “estão associados no propósito comum de interferir ilicitamente no curso da Ação Penal nº 2668”, que trata da suposta tentativa de golpe de Estado atribuída ao ex-presidente.

Mensagens no celular

Malafaia entrou na mira da investigação após diálogos encontrados no celular de Jair Bolsonaro nos quais o líder religioso orienta o ex-presidente a incentivar manifestações de rua e disparar mensagens por WhatsApp, mesmo estando proibido de usar redes sociais.

Nas conversas, Malafaia diz a Bolsonaro para pressionar os atores políticos e o Judiciário a favor de uma anistia. “Tira o Lula do foco, volta ao assunto da anistia e pressione o STF”, afirmou, em um dos diálogos.

Para a PF, essas orientações demonstram uma intenção de “coagiar” autoridades brasileiras.

“Vale ressaltar que nas orientações repassadas ao ex-presidente, Silas Malafaia evidencia que a real intenção dos atos praticados pelos investigados é coagir as autoridades brasileiras (ministros do STF e parlamentares) para obter uma anistia e impunidade nas ações penais em curso, sendo tais medidas a única saída para reverter as sanções impostas pelos Estados Unidos. Diz: ‘tem que juntar a taxa com a questão da anistia. Ou juntar liberdade, justiça e anistia e a queda da taxa. É a carta de Trump, não vão ter como dizer que é fake’”, diz o relatório da Polícia Federal.

Em outra mensagem, enviada por escrito no WhatsApp em 15 de agosto, Malafaia insiste para Bolsonaro gravar um vídeo e atacar o STF: “Abre a boca! Líder da (sic) direção ao povo, povo é levado por outros quando líder se cala. SÓ O QUE VIRALIZA É VIDEO ! Vai por mim, não espere o pior acontecer. SE POSICIONE! O jogo está armado e o juiz comprado”.

Depois de sugerir a produção de um vídeo, Malafaia diz que faria a tradução dele por inteligência artificial para que o filho de Bolsonaro, Eduardo, enviasse o arquivo para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Nesse sentido, verifica-se que Malafaia atua com adesão subjetiva ao intento criminoso ao se disponibilizar a produzir a versão em inglês por inteligência artificial (IA), indicando que o vídeo seria encaminhado até o presidente Trump por EDUARDO BOLSONARO através de ‘assessores que fala toda hora com ele’”, escreveu a Polícia Federal.

Malafaia xinga Eduardo Bolsonaro

O pastor Silas Malafaia afirmou ter enviado um áudio xingando o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no dia seguinte ao tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Brasil no início de julho.

“E vem o teu filho babaca falar merda! Dando discurso nacionalista, que eu sei que você não é a favor disso. Dei-lhe um esporro, cara… mandei um áudio pra ele de arrombar. E disse pra ele, a próxima que tu fizer eu gravo um vídeo e te arrebento! Falei pro Eduardo”, diz Malafaia em mensagem de voz enviada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O relato está detalhado no documento da Polícia Federal enviado ao STF.

Contexto político

Nos últimos anos, Malafaia se consolidou como um dos mais influentes apoiadores de Jair Bolsonaro, participando ativamente de manifestações públicas em sua defesa. Em fevereiro de 2023, organizou um grande ato na Avenida Paulista, que, segundo estudo da USP, reuniu mais de 180 mil pessoas. Inicialmente, ele anunciou que a estrutura seria bancada pela Associação Vitória em Cristo (Avec), braço social de sua igreja, mas após críticas voltou atrás e afirmou ter arcado pessoalmente com os custos.

O pastor também tem sido figura central em debates sobre liberdade de expressão, anistia a Bolsonaro e questionamentos a decisões do Judiciário. Em declarações recentes, chegou a desafiar autoridades a investigarem sua vida financeira e a origem dos recursos usados em manifestações de apoio ao ex-presidente.

Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel e Estadão

Participar das atividades da igreja ajuda a reduzir estresse e solidão, mostra estudo

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

Uma nova pesquisa revelou que congregar em uma igreja é benéfico não apenas para a vida espiritual, mas também para a saúde física e emocional.

O estudo “Estado da Bíblia”, realizado pela Sociedade Bíblica Americana nos Estados Unidos, mostrou que pessoas engajadas na sua igreja local apresentam menos estresse, ansiedade e solidão do que aqueles que frequentam pouco ou não frequentam uma igreja.

A pesquisa, divulgada na semana passada, entrevistou americanos e os classificou em níveis de engajamento na igreja: alto, médio e baixo.

O relatório definiu como engajamento o “envolvimento de um indivíduo na vida, missão e comunidade de uma igreja local” e “aprender e crescer na fé, relacionamentos significativos com as pessoas na igreja e uso ativo dos dons no trabalho da igreja”.

Os pesquisadores afirmaram que a diferença na saúde mental entre os grupos foi grande. Os entrevistados que congregam regularmente em uma igreja relataram níveis de estresse quase 40% mais baixos.

Maior senso de esperança

O sentimento de solidão nesse grupo também cai cerca de 20%, enquanto seu senso de esperança para o futuro aumenta quase 20%.

“Se você está envolvido o suficiente na igreja para dirigir o programa de Natal das crianças, pode argumentar que o envolvimento da igreja leva a mais estresse e ansiedade. No entanto, nossa pesquisa descobriu que, em geral, o alto envolvimento da igreja está associado a menor estresse e ansiedade, bem como menos solidão e maior esperança”, afirmou o estudo.

Assim como a leitura da Bíblia, ter comunhão com os irmãos da igreja local faz bem para a saúde.

“A vida das pessoas melhora quando elas se envolvem com sua igreja – não apenas frequentando, mas usando seus dons, desenvolvendo relacionamentos e aproveitando as oportunidades para crescer espiritualmente”, comentou John Farquhar Plake, diretor de inovação da Sociedade Bíblica Americana.

Desigrejados

Apesar dos benefícios, muitos cristãos não estão participando ativamente em sua igreja e cerca de metade não está frequentando uma congregação nos Estados Unidos, conforme o novo estudo.

Cerca de 64% dos americanos se identificam como cristãos, mas apenas 55% afirmaram ter frequentado a igreja nos últimos seis meses. Já 45% dos cristãos nunca frequentam a igreja.

Fonte: Guia-me

Cristãos mortos por serem considerados apóstatas, no Irã

Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)

Mehdi Dibaj era um pastor de origem muçulmana no Irã que foi preso por sua renúncia ao islamismo. Após quase nove anos na prisão, foi sentenciado à morte em dezembro de 1993. Seu caso atraiu a atenção internacional. A Portas Abertas também lançou um apelo por oração e o regime foi finalmente forçado a libertar Mehdi em janeiro de 1994.

O principal gatilho para a pressão internacional foi o fato de o pastor armênio-iraniano Haik Hovsepian ter vazado a condenação de Mehdi para a mídia britânica. No entanto, essa não era a primeira vez que Haik fazia algo que desagradava o regime. Ele também tinha se recusado a excluir cristãos de origem muçulmana de sua congregação e a assinar uma declaração afirmando que os cristãos no Irã gozavam de liberdade religiosa.

Três dias depois da libertação de Mehdi, Haik desapareceu; onze dias depois, ele foi encontrado morto com múltiplos ferimentos a faca no peito. O Irmão André, fundador de Portas Abertas, tinha se encontrado com Haik várias vezes durante sua vida. Ele relata como Haik se despediu dele no último encontro que tiveram.

“‘Quando eles me matarem, será porque eu falei, não porque fiquei calado’. O fato de que ele não disse ‘se eles me matarem’, mas ‘quando’, me afetou profundamente”, disse o Irmão André. Haik foi assassinado pouco tempo depois do encontro com Irmão André. Após cerca de seis meses, Mehdi também foi encontrado morto a facadas. A Portas Abertas apoiou suas famílias enlutadas.

Diversos líderes das igrejas domésticas do Irã citam o assassinato dos pastores em 1994 como o começo de um despertamento espiritual entre os cristãos e o início do avivamento de hoje.

Avivamento para ser levado a sério

O avivamento no Irã tem continuado forte por anos. Um líder da igreja relata que, no tempo da Revolução Islâmica, havia um máximo de 500 cristãos de origem muçulmana. “Hoje, nós estimamos que o número seja pelo menos de 500 mil a um milhão, ou até mais“, diz Mansour Borji, da organização Article 18.

Sob o rigoroso regime islâmico, um dos maiores avivamentos para Jesus no mundo está acontecendo! O governo vê esse avivamento como uma ameaça. O sucessor de Khomeini, o atual líder supremo Aiatolá Ali Khamenei, até expressou isso diretamente. Em outubro de 2010, ele fez um discurso na cidade de Ghom no qual falou sobre as maiores ameaças ao regime islâmico e mencionou o movimento de igreja doméstica. Essa é uma das coisas “que os inimigos do islamismo estão fazendo atualmente […] com o objetivo de infiltrar a religião na sociedade”.

Forças de segurança, especialmente os Guardas Revolucionários, como guardiões da Revolução Islâmica, entenderam o discurso de Khamenei como uma declaração de guerra para reprimir ainda mais as igrejas domésticas. Os cristãos de origem muçulmana tornaram-se inimigos do Estado. Isso mostra quão seriamente o governo considera o que está acontecendo espiritualmente no país e quão grande o avivamento se tornou.

Fonte: Portas Abertas

Projeto de lei promove punições mais severas a cristãos na Índia

Mulheres cristãs na Índia (Foto: Portas Abertas)
Mulheres cristãs na Índia (Foto: Portas Abertas)

No Norte da Índia, o Gabinete do estado de Uttarakhand aprovou a nova emenda à Lei de Liberdade Religiosa, semelhante à lei anticonversão de Uttar Pradesh, que foi alterada e aprovada em agosto de 2024.

Organizações e líderes cristãos expressaram forte oposição às emendas, chamando-as de discriminatórias e uma violação da liberdade religiosa. A lei anticonversão restringe ou proíbe indivíduos de mudarem de religião. Doze estados na Índia já aplicam essas leis, alegando a necessidade de prevenir conversões forçadas ou coagidas e conter esforços de grupos religiosos para converter pessoas de outras crenças.

Segundo o jornal The Hindu, em 13 de agosto de 2025, o Gabinete de Uttarakhand aprovou a segunda emenda ao Projeto de Lei para endurecer a lei anticonversão do estado. A legislação, inicialmente promulgada em 2018 e alterada em 2022, será apresentada na Assembleia Estadual a partir de hoje (19). Ela introduz penalidades mais rigorosas e definições mais amplas para conversões forçadas.

Principais modificações na lei*

  • Penalidades: Penas de prisão variam de 3 anos até prisão perpétua.
  • Definição de “Indução”: Inclui presentes, benefícios materiais, emprego ou invocação de desagrado divino. Criticar uma religião enquanto se exalta outra, ou divulgar propaganda de conversão em mídias sociais/digitais, também se enquadra.
  • Definição de “Vítima”: Qualquer pessoa prejudicada pela infração. Agora inclui tutores e herdeiros legais.
  • Prisões podem ser feitas sem mandado. Fiança será concedida apenas se otribunal estiver convencido de que o acusado não é culpado ou não tem probabilidade de reincidir.

Preocupações para a igreja indiana

“Desde que um partido político com inclinação hindutva assumiu o governo de Uttarakhand, as minorias religiosas estão sob ameaça. Vários governos estaduais liderados por hindutva estão alterando suas leis anticonversão. Após Uttar Pradesh, Uttarakhand revisou sua lei. Arunachal Pradesh, Maharashtra e Chhattisgarh estão na fila para introduzir leis mais rígidas e cruéis, visando cristãos e outras religiões minoritárias. Com leis tão severas, seguir a Cristo na Índia traz consequências dolorosas” afirma o parceiro local da Portas Abertas, Rahul Singh.

“As mudanças na lei pioraram a situação dos cristãos no estado. De janeiro a julho de 2025, mais de quarenta incidentes de perseguição foram relatados em Uttarakhand, onde cristãos foram atacados, cultos interrompidos, igrejas fechadas e pastores falsamente acusados de conversão forçada. Cada reunião de oração é vista como um encontro de conversão. Até atos de serviço social e bondade por parte de organizações estão sendo alegados como ‘indução’ para conversão religiosa por extremistas.” compartilha Priya Sharma, parceira local da Portas Abertas.

*Conforme reportado pelo The Indian Express

Fonte: Portas Abertas

Escola cristã é tomada pelo governo na Nicarágua

Bandeira da Nicarágua (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua (Foto: canva)

A co-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, anunciou na terça-feira que o governo expropriou uma escola da Congregação das Irmãs de São José. Ela alegou que o local foi usado para “torturar e matar” apoiadores sandinistas durante os protestos antigovernamentais que eclodiram em abril de 2018, mas não apresentou evidências ou testemunhos para sustentar suas alegações.

“Temos um novo centro educacional. Esta é uma vitória pela paz, a paz que vivemos, protegemos e merecemos”, disse a co-presidente. A Escola San José, que funcionou por mais de 40 anos sob a administração de cristãs na Nicarágua, foi “transferida para o Estado” por ser “emblemática da barbárie”, mas também da “luta digna das famílias, que derrotaram o golpe”, segundo Murillo.

O processo aconteceu de maneira apressada e arbitrária. Atualmente, estão sendo realizados trabalhos de manutenção, e o governo planeja reabrir o local com o novo nome na próxima semana, homenageando um líder político sandinista. Cerca de 600 alunos, do jardim de infância ao último ano do ensino médio, serão atendidos no local pela política de educação gratuita do Estado.

Em janeiro, duas propriedades de igrejas na Nicarágua – o Seminário San Luis Gonzaga e o centro de retiro espiritual La Cartuja – foram tomados pelo governo Ortega-Murillo, em meio às tensões entre a administração sandinista e a Santa Sé. As relações com cristãos locais se deterioraram a ponto de se tornarem hostis, marcadas por expulsão, prisão e retirada da nacionalidade de líderes cristãos e pela proibição de atividades religiosas.

Fonte: Porta Abertas

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