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Cristãos enfrentam discriminação sistêmica no Egito, revela relatório

Bandeira do Egito. (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Egito. (Foto: Canva Pro)

Um novo relatório levanta novas preocupações sobre a liberdade religiosa no Egito, alertando que cristãos e outras minorias religiosas continuam a enfrentar discriminação sistêmica, apesar de sinais de progresso.

A Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) divulgou um relatório na segunda-feira detalhando o que descreveu como repressão contínua contra comunidades não muçulmanas.

Em um comunicado que acompanha o relatório, a agência apartidária afirmou que “o governo do Egito continua a aplicar sistematicamente leis, políticas e decisões judiciais que reprimem a vida religiosa não muçulmana, incluindo a dos bahá’ís, cristãos coptas, testemunhas de Jeová, judeus, coranistas, membros da religião ahmadi da paz e da luz, bem como a dos não crentes”.

“Em meio a essas preocupações contínuas [com a liberdade de religião e crença], o governo egípcio continua a apoiar iniciativas que promovem seletivamente a diversidade e a tolerância religiosa. Embora isso represente algum progresso, o governo egípcio ainda não conseguiu garantir que o país esteja em plena conformidade com suas obrigações de liberdade de religião e crença perante o direito internacional”, acrescentou a USCIRF.

O relatório pinta um quadro preocupante para as minorias religiosas no Egito, onde mais de 90% da população é muçulmana sunita. Os críticos afirmam que as leis — particularmente as leis contra a blasfêmia — são frequentemente usadas para perseguir aqueles que professam crenças minoritárias.

Um desses casos envolve o cristão convertido Said Abdelrazek , que foi acusado em julho de 2025 de “desprezo pelo Islã” após compartilhar sua fé online. Durante a prisão preventiva, ele teria sofrido repetidas agressões por agentes da Segurança Nacional e teve negado o acesso a materiais de culto e a uma Bíblia.

O relatório também destaca o que descreve como tratamento desigual na construção de locais de culto. Enquanto mais de 2.000 pedidos para a construção de igrejas e instalações cristãs permanecem pendentes, as aprovações para mesquitas têm sido muito mais rápidas. “Só no último ano, aproximadamente 926 mesquitas foram construídas ou mantidas”, afirma o relatório.

As tensões, por vezes, tornaram-se violentas.

Em fevereiro, confrontos entre as forças de segurança egípcias e cristãos coptas residentes na diocese de Helwan eclodiram devido aos “esforços do governo para demolir uma cerca em torno de um terreno destinado à construção de uma nova igreja e local de culto comunitário”.

Segundo o relatório, “As autoridades alegaram que a demolição era justificada porque a construção não possuía as licenças adequadas, enquanto os coptas locais questionaram as autoridades por não terem apresentado objeções anteriormente, durante meses de atividade de construção e depois de a comunidade ter investido tempo, dinheiro e recursos no local.”

As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes e detiveram vários indivíduos antes de demolir tanto a cerca quanto uma estrutura de madeira improvisada para oração no local. Em seguida, as forças de segurança utilizaram tratores para demolir ambos os locais.

O relatório também expressa preocupação com o desaparecimento de mulheres cristãs coptas e com o que descreve como uma falta de investigação significativa por parte das autoridades. A USCIRF afirmou que isso reflete uma falha mais ampla em garantir “igualdade de proteção perante a lei em razão de seu gênero e identidade religiosa”.

Entre os casos citados está o de Silvana Atef, identificada como “uma jovem copta diagnosticada com transtorno mental que estava sendo mantida em cárcere privado por um homem”. Embora sua família tenha relatado seu desaparecimento em outubro de 2025, um tribunal egípcio decidiu em janeiro que não tinha jurisdição. Sua família alega “deficiências significativas na resposta das autoridades locais”, incluindo a omissão em investigar o suposto sequestro.

Outras preocupações apontadas no relatório dizem respeito ao tratamento dado pelo Egito aos não-crentes. A USCIRF documentou a prisão de pelo menos 29 pessoas entre julho de 2025 e janeiro deste ano, relacionadas a atividades em redes sociais envolvendo ateísmo ou críticas às crenças religiosas majoritárias. Segundo relatos, as autoridades apreenderam laptops e celulares sem mandado judicial.

Até fevereiro, apenas cinco dessas pessoas foram libertadas, enquanto 23 permanecem em prisão preventiva e uma morreu sob custódia. Os não crentes foram acusados ​​de “pertencer a um grupo estabelecido em violação das disposições da Constituição e da lei” e de “insultar publicamente uma religião cujos rituais são praticados publicamente”, podendo enfrentar até cinco anos de prisão se condenados.

Apesar das preocupações, o relatório também destaca alguns sinais limitados de progresso.

O desenvolvimento mais significativo foi o estabelecimento de licença religiosa remunerada na Páscoa para funcionários cristãos que trabalham no setor privado. “Antes dessa decisão, os cristãos no Egito muitas vezes eram forçados a escolher entre celebrar a Páscoa e cumprir obrigações de trabalho, acadêmicas ou cívicas”, observou o relatório.

O relatório concluiu destacando como, em seu Relatório Anual , a USCIRF recomendou que o Departamento de Estado dos EUA incluísse o Egito em sua Lista de Vigilância Especial. A Lista de Vigilância Especial é reservada para países que cometem ou toleram violações “graves” da liberdade religiosa, mas não atendem aos critérios para violações “particularmente graves” que justificariam a inclusão na Lista de Países de Preocupação Especial, designada para os piores violadores da liberdade religiosa no mundo.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cristãos na Índia recebem ultimato para renunciar a fé

Cristãos reunidos na Índia (Foto: Portas Abertas)
Cristãos reunidos na Índia (Foto: Portas Abertas)

Comunidades cristãs em vilarejos do distrito de Narayanpur, em Chhattisgarh, na Índia, foram confrontadas com um ultimato severo: renunciar à sua fé em Jesus e retornar às religiões tradicionais até hoje, 30 de abril de 2026, ou arriscar protestos em larga escala.

A ameaça vem de uma organização influente que representa comunidades tribais na região, que também alertou sobre potenciais medidas legais contra aqueles que se recusarem a participar de cerimônias de reconversão conhecidas como Ghar Wapsi, intensificando a pressão sobre os seguidores de Cristo.

A organização Sarva Adivasi Samaj, que congrega grupos tribais proeminentes em Chhattisgarh, reuniu aproximadamente 800 pessoas em 7 de abril de 2026 para exigir a reconversão de todos que deixaram as crenças ancestrais em favor do cristianismo. Durante o encontro, líderes de diversas aldeias afirmaram um aumento nas tentativas de converter indivíduos que seguem costumes tribais e cultuam divindades locais, declarando que tais conversões não serão toleradas.

Embora nenhum indivíduo tenha sido nomeado, foi solicitada a aplicação de medidas rigorosas contra todos os convertidos, com o principal orador ressaltando que a questão transcende o religioso, afetando a própria sobrevivência social da comunidade e sendo percebida como uma ameaça à identidade cultural e étnica local.

Diante do crescente alarme, a Sarva Adivasi Samaj ameaçou organizar manifestações em grande escala e iniciar procedimentos legais contra os que não cumprirem as exigências, citando o Projeto de Lei de Liberdade Religiosa de Chhattisgarh de 2026, que impõe restrições significativas ao direito de mudança de fé.

O aumento da pressão social tem levado algumas famílias a considerar a participação nas cerimônias de Ghar Wapsi, enquanto muitos outros cristãos vivem sob o temor constante de protestos e reconversões forçadas, numa região conhecida por possuir leis anticonversão consideradas entre as mais rigorosas da Índia.

hostilidade e a perseguição contra cristãos na Índia, especialmente em áreas com forte presença de comunidades tradicionais, têm se manifestado através de coerção coletiva, intimidações públicas e restrições à prática da fé. Essas táticas visam pressionar famílias cristãs, que já enfrentam rejeição familiar e comunitária por terem abandonado suas crenças ancestrais para seguir Jesus. Relatos locais indicam que algumas famílias, receosas do isolamento social completo, cogitam ceder às pressões, enquanto outras permanecem firmes em sua fé, apoiadas por passagens bíblicas que evocam coragem diante da adversidade.

A situação vivida pelos cristãos em comunidades tradicionais na Índia, conforme destacado pela organização Portas Abertas, reafirma que seguir a Jesus ainda acarreta um alto custo em diversas partes do mundo. A Constituição indiana garante a liberdade religiosa, mas leis estaduais e pressões sociais, na prática, têm restringido esse direito, particularmente para minorias religiosas. A organização solicita intercessão para que os cristãos pressionados permaneçam fortes, que as autoridades ajam com justiça e respeito à liberdade religiosa, e que as igrejas locais continuem a oferecer suporte aos perseguidos, buscando também a transformação dos corações daqueles que praticam a perseguição.

Folha Gospel com informações de Portas Abertas

Luiza Possi relata transformação após conversão ao cristianismo

Cantora Luiza Possi (Foto: Reprodução/Instagram)
Cantora Luiza Possi (Foto: Reprodução/Instagram)

A cantora Luiza Possi compartilhou detalhes de sua profunda transformação pessoal e espiritual após sua conversão ao cristianismo, em participação no programa Mais Você, da Rede Globo, na última terça-feira (28). A artista, que se rendeu a Jesus em julho de 2024, descreveu as mudanças internas como o aspecto mais significativo de sua nova fase.

Luiza Possi, que não cresceu em um lar cristão, iniciou sua caminhada com Deus ao lado do marido, Cris Gomes. Ela relatou que a busca por uma conexão espiritual sempre esteve presente em sua vida e em seu lar, culminando em um encontro profundo com Jesus. “Eu e meu marido, numa busca; a gente sempre buscou muito por Deus na nossa vida, na nossa casa, até que a gente chegou nesse ser maravilhoso e apaixonante que é Jesus. E com toda a intensidade do mundo”, declarou a cantora.

A artista ressaltou que a experiência religiosa não a transformou em uma pessoa alienígena, mas sim em uma versão melhor de si mesma. “O que mais mudou, Ana, de verdade, são mudanças muito mais internas do que externas”, afirmou Luiza. “É tão bom poder falar isso, porque as pessoas tendem a achar que você vira um alien. Não, gente, é a mesma pessoa. A mesma pessoa, mas, graças a Deus, posso dizer isso, muito melhor”, acrescentou.

Possi enfatizou a noção de ser escolhida por Deus, em contraste com a ideia de uma escolha unilateral. “Não é a gente que escolhe, a gente é escolhido. E tem gente que quer muito conhecer e talvez não tenha sido alcançada ainda. E eu sinto, sei, posso afirmar que fui alcançada por Jesus e que hoje Ele é o centro da minha casa, da minha família, dos meus filhos”, disse ela, mencionando a alegria de ver seus filhos crescendo com valores cristãos.

Sobre a conversão, Luiza explicou o significado de viver com a “consciência do perdão”. Para ela, converter-se implica reconhecer erros, arrepender-se sem se culpar, buscar perdão e entender que existe um Redentor que oferece suporte constante. “O que é se converter? É você ter a consciência de que pode se arrepender de coisas que fez, no sentido de não se culpar, mas pedir perdão por isso. Que há um Redentor, um Salvador, e que você não está sozinha nunca mais na vida, que tenha alguém por você”, explicou.

A cantora comparou a sensação de solidão e desesperança que muitos enfrentam com o conforto encontrado em sua fé. “Eu sinto que o grande problema de todos nós é, em algum momento, se sentir abandonado, se sentir sozinho, sem força, sem ter como continuar, pensando em desistir às vezes da vida, do trabalho, de uma relação. E, quando você tem esse encontro com Jesus, você sabe que você tem alguém ali por você”, completou. Ela admitiu que, apesar das provações, inclusive públicas, sua relação com Jesus traz proteção e amor.

Luiza descreveu o batismo como um divisor de águas em sua vida, uma entrega total que muda a percepção das coisas. “O batismo muda a vida. Você entende as coisas de outra maneira. Foi muito especial, é uma entrega de coração, de alma e de espírito. Você entende que as coisas não são sobre o seu próprio entendimento, mas são coisas que você aprende através do Espírito”, relatou. Ela mencionou a capacidade aprimorada de orar por situações adversas, perdoar mais facilmente e não retribuir o mal com mal.

Apesar do orgulho por sua trajetória profissional e conquistas, Luiza Possi afirmou que sua identidade atual é de uma adoradora. “É o momento em que Jesus me chamou, e eu senti isso muito forte: que era para eu louvar, para estar aqui como uma adoradora hoje e louvar de coração”, concluiu.

Folha Gospel com informações de Guia-me e GShow

Atriz Cássia Kis é denunciada por transfobia no Rio de Janeiro

Atriz Cássia Kis. (Foto: Facebook Cássia Kis)
Atriz Cássia Kis. (Foto: Facebook Cássia Kis)

A atriz Cássia Kis, de 68 anos, foi denunciada ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) em decorrência de suposta transfobia. O incidente teria ocorrido na sexta-feira (24), no Barra Shopping, e envolve declarações públicas atribuídas à artista sobre identidade de gênero, motivando um pedido de análise pelas autoridades competentes. O registro policial ocorreu na segunda-feira (27).

Segundo o relato de Roberta Santana, a atriz teria feito comentários transfóbicos enquanto ambas aguardavam na fila do banheiro feminino. De acordo com a denúncia, Cássia Kis teria dito que “o Brasil estava perdido porque tinha ‘homem’ no banheiro”.

Em defesa da atriz, o senador Jorge Seif (PL-SC) e o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) manifestaram apoio. Otoni de Paula declarou em sua rede social que “a intimidade das nossas mulheres não é negociável”. Ele acrescentou que permitir a invasão de espaços reservados à privacidade feminina não representa progresso, mas sim uma afronta à segurança e ao bom senso.

“A proteção das nossas filhas, mães e esposas é um dever. Não podemos aceitar que o direito à privacidade seja sacrificado no altar de agendas ideológicas”, afirmou o deputado, expressando solidariedade a Cássia Kis como parte de uma luta maior pela segurança das mulheres em seus espaços íntimos.

Esta não é a primeira vez que Cássia Kis se envolve em polêmicas por declarações sobre sexualidade e família. Em 2022, a atriz já havia sido alvo de uma nota de repúdio da TV Globo e de uma denúncia no Ministério Público do Rio de Janeiro após participar de uma live com a jornalista Leda Nagle.

Na ocasião, em conversa transmitida pelo Instagram, Cássia Kis expressou preocupação com ameaças ao conceito de família tradicional. “Desconstruir família, se você fomenta o feminismo, esse mundo onde não existe mais o homem e a mulher, mas é a mulher com a mulher e o homem com o homem, onde tem essa ideologia de gênero que já estamos vendo dentro das escolas”, disse a atriz.

Ela ainda relatou ter recebido imagens de crianças pequenas se beijando em ambiente escolar e mencionou a existência de um “beijódromo”. “O que está por trás disso? Destruir a família sem dúvida nenhuma. Mas destruir a família só? Não. Destruir a vida humana, porque que eu saiba homem com homem não dá filho, mulher com mulher também não dá filho”, completou Cássia Kis.

Folha Gospel com informações de G1, Guia-me e Veja

Lei que restringe uso de banheiro feminino por pessoas trans é sancionada em Campo Grande

Placas indicativas dos banheiros masculino e feminino
Placas indicativas dos banheiros masculino e feminino

Uma nova legislação aprovada em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, proíbe o uso de banheiros femininos em espaços públicos por pessoas transgênero.

A medida, sancionada pela prefeita Adriane Lopes e publicada no Diário Oficial na última quarta-feira (22), é de autoria do vereador André Salineiro e visa, segundo seus proponentes, garantir a proteção da intimidade, segurança e dignidade das mulheres biológicas.

A lei, que já está em vigor, exige que a prefeitura promova adaptações estruturais e fiscalize seu cumprimento.

O vereador André Salineiro defendeu a iniciativa como uma medida para assegurar direitos básicos. “Proteger as mulheres nunca deveria ser motivo de dúvida. Apresentei um projeto para garantir algo simples que banheiros femininos sejam utilizados por mulheres biológicas”, declarou Salineiro, acrescentando que a lei é necessária para garantir direitos que foram conquistados com dificuldade.

Em suas declarações à imprensa, a prefeita Adriane Lopes reiterou que a sanção da lei tem como objetivo resguardar os direitos femininos. “Eu respeito todas as opções sexuais, mas cheguei ao óbvio de ter que sancionar uma lei para resguardar os direitos das mulheres”, afirmou Lopes. A prefeita enfatizou a importância de defender a identidade feminina, declarando “Hoje como mulher, prefeita, eu vou lutar pelas mulheres, não só o meu direito, mas das mulheres de Campo Grande”. O texto da lei também prevê a realização de ações educativas, como palestras e debates voltados à valorização da mulher.

Por outro lado, a nova legislação já enfrenta resistência. Um advogado transgênero protocolou uma representação contra a lei no Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS). A instituição informou à CNN Brasil que a matéria está sob análise do Procurador-Geral de Justiça quanto à eventual cabimento de Ação Direta de Inconstitucionalidade, indicando possíveis questionamentos legais sobre a constitucionalidade da norma.

Folha Gospel com informações de CNN Brasil e Campo Grande News

Cristã traduz Bíblia para língua de sinais em Cuba

Surdos precisam da Bíblia traduzida em linguagem de sinais (Foto: Reprodução)
Surdos precisam da Bíblia traduzida em linguagem de sinais (Foto: Reprodução)

Uma iniciativa pioneira em Cuba está rompendo barreiras de comunicação para a comunidade surda, levando a mensagem bíblica em sua própria língua. Yaily Valdés, profissional formada em Direito e com experiência em comunicação, que admitiu nunca ter tido contato prévio com pessoas surdas, viu sua trajetória pessoal se transformar ao se envolver em um projeto de tradução da Bíblia para a Língua de Sinais Cubana. Ela descreveu a jornada como um chamado divino que a conectou profundamente a essa comunidade.

“Eu não conhecia nenhuma pessoa surda. Não tinha nenhuma ligação com esse universo. E hoje, não consigo imaginar um único dia sem eles”, declarou Yaily Valdés ao Notícias Adventistas. Sua entrada no projeto ocorreu de forma inesperada, ao oferecer suporte jurídico à Sociedade Bíblica Cubana. Posteriormente, o convite para integrar a equipe surgiu, apesar de sua formação em área distinta.

“No início, me senti deslocada. Venho da área de comunicação, da mídia, mas Deus me trouxe para cá”, relatou Valdés. O que começou como uma nova experiência evoluiu para uma missão de vida. Ao aprender a língua de sinais cubana, Yaily mergulhou no serviço à comunidade surda, descrevendo o período como um “estudo profundo, aprendendo ao lado de um grupo que, por muitos anos, foi marginalizado e frequentemente invisível”.

Tradução em vídeo para superar desafios de compreensão

Atualmente, Yaily atua como assistente e coordenadora geral do projeto que visa traduzir a Bíblia para a língua de sinais cubana, uma iniciativa com mais de 14 anos de andamento. A produção é realizada em formato de vídeo, onde cada trecho é meticulosamente estudado e interpretado, buscando transmitir o significado mais do que apenas traduzir palavras isoladas.

“Estudamos o texto e depois o expressamos em sinais. Não se trata apenas de traduzir palavras, mas de transmitir o significado”, explicou. O processo enfrenta desafios adicionais, especialmente devido ao acesso limitado ao espanhol por parte de muitos surdos em Cuba. Conceitos bíblicos complexos exigem explicações detalhadas para garantir a plena compreensão.

“Para uma pessoa ouvinte, se digo ‘Jesus veio’, ela entende tudo: seu nascimento, sua vida, sua morte. Mas, para uma pessoa surda, preciso explicar cada parte dessa história”, exemplificou Valdés. A colaboração entre ouvintes e surdos na equipe de tradução, composta por dois ouvintes e quatro surdos, assegura que a mensagem seja fiel às Escrituras e culturalmente relevante. Um marco importante já foi alcançado com a conclusão do Evangelho de Lucas, resultando em mais de 100 vídeos que já estão disponíveis em igrejas e plataformas digitais.

Missão de Salvação e Capacitação para uma Igreja Inclusiva

Para Yaily, a iniciativa transcende a tradução, focando na salvação da comunidade surda em Cuba, estimada em mais de 57 mil pessoas, das quais apenas uma pequena fração conhece o Evangelho. “Eles precisam conhecer Jesus”, ressaltou Valdés, destacando a necessidade de preparação das igrejas locais para receber e acolher esses indivíduos.

“Qual é o sentido de convidá-los se ninguém pode interpretar?”, questionou. Diante desse cenário, ela também dedica esforços à capacitação de líderes e membros de igrejas, conscientizando sobre a importância e as oportunidades evangelísticas voltadas para surdos. “Não estamos apenas conscientizando, estamos desenvolvendo sensibilidade. Infelizmente, ainda há um ministério muito limitado para surdos dentro da igreja”, afirmou.

A tradução da Bíblia para surdos transformou a vida de Yaily e de sua família, inspirando nela o sonho de ver pessoas surdas sendo batizadas. Ela apontou para regiões como Guantánamo e Holguín como áreas com comunidades surdas ainda não alcançadas, expressando confiança na capacidade da igreja em atingi-las.

“Eu nasci para isso. Deus nos coloca onde nos capacita. Isso vai além da emoção. É compromisso”, concluiu Yaily Valdés, reforçando seu empenho nesta missão evangelística.

Folha Gospel com informações de Notícias Adventistas

Cristão copta condenado a 5 anos de prisão por evangelismo no YouTube entra com recurso

Cristão preso (Foto: Portas Abertas)
Cristão preso (Foto: Portas Abertas)

Um pesquisador cristão copta e YouTuber de 37 anos entrou com um recurso para anular sua condenação por publicar vídeos online sobre o cristianismo. Ele foi sentenciado em janeiro a cinco anos de prisão com trabalhos forçados.

Segundo a ADF International , organização internacional de defesa da liberdade religiosa que o representa, Augustinos Samaan apresentou o recurso na semana passada.

Ele foi preso nas primeiras horas de 1º de outubro de 2025 por agentes mascarados das forças especiais, que apreenderam seu laptop, telefone, livros e documentos pessoais, segundo informações da Coptic Solidarity , um grupo de defesa dos direitos dos coptas egípcios e de minorias perseguidas, com sede nos EUA.

Samaan mantém um canal no YouTube com mais de 100 mil inscritos. Seus vídeos são predominantemente acadêmicos, abordando questões comuns sobre o cristianismo e explorando as diferenças teológicas e filosóficas entre o cristianismo e o islamismo.

Inicialmente, ele foi acusado de crimes relacionados ao terrorismo, antes que os promotores alterassem o caso para “desacato à religião” de acordo com o Artigo 98(f), a principal disposição egípcia sobre blasfêmia, e “uso indevido de mídias sociais”.

“Processar Augustinos por sua expressão pacífica é uma clara violação da liberdade religiosa”, disse Kelsey Zorzi, diretora de defesa da liberdade religiosa global da ADF International. “Todos têm o direito fundamental de expressar pacificamente sua fé. Esperamos que o Egito reverta essa condenação flagrante e liberte Augustinos.”

O julgamento foi realizado sem aviso prévio à sua família ou advogado.

O caso, registrado como Caso nº 21896 de 2025 no Tribunal de Delitos Menores de El Basatin, foi ouvido em 27 de dezembro de 2025, adiado e decidido em 3 de janeiro. Sua família e advogados chegaram ao tribunal em 6 de janeiro esperando uma audiência de rotina para renovação da prisão preventiva e descobriram que o veredicto já havia sido proferido.

A detenção de Samaan teria incluído tortura durante as investigações de Segurança Nacional. A organização Coptic Solidarity afirmou que o processo violou o Artigo 96 da Constituição egípcia, que garante a presunção de inocência, o direito à defesa e a um julgamento justo, bem como as obrigações do Egito perante o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (PIDCP), incluindo disposições que abrangem audiências justas e públicas e a liberdade de crença e expressão.

O caso de Samaan é um dos muitos que surgiram desde agosto de 2025, quando as autoridades egípcias começaram a prender indivíduos por conteúdo religioso online. Entre os presos estão jovens que publicam em redes sociais, convertidos que falam sobre sua fé e pessoas que participam de discussões ou críticas religiosas, segundo a ADF International.

Em um caso paralelo, Abdulbaqi Saaed Abdo , um pai cristão de cinco filhos, foi preso sob a acusação de blasfêmia por compartilhar suas crenças em um grupo cristão privado no Facebook. Com apoio jurídico, Abdo foi libertado da prisão e realocado para outro país.

A Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional, um órgão de fiscalização bipartidário encarregado de aconselhar o governo federal sobre violações da liberdade religiosa em âmbito global, incluiu Samaan na lista de indivíduos presos por atividades religiosas e observou sua sentença de janeiro de 2026.

Zorzi afirmou que o governo egípcio está monitorando cada vez mais cristãos e outras minorias religiosas online.

“Cada vez mais pessoas estão sendo presas simplesmente por expressarem suas crenças nas redes sociais”, disse ela, apelando às autoridades egípcias para que honrem seus compromissos de proteger a liberdade religiosa e a liberdade de expressão.

Os cristãos representam cerca de 10% a 15% da população do Egito. A Constituição egípcia garante a liberdade religiosa, embora as punições por blasfêmia, previstas no Artigo 98(f), continuem a ser aplicadas a discursos considerados ofensivos ao Islã.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Ônibus com missionários bate em carreta e deixa dois mortos em MG

O ônibus após o acidente. (Foto: Reprodução/TV Integração/g1)
O ônibus após o acidente. (Foto: Reprodução/TV Integração/g1)

Um grave acidente envolvendo um ônibus de uma igreja e uma carreta carregada de açúcar resultou na morte de duas pessoas e deixou mais de 30 feridos na madrugada de terça-feira (28). A colisão ocorreu na BR-050, em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

O ônibus transportava um grupo de fiéis da Primeira Igreja Batista Bíblica da Cidade Ademar, que retornavam para São Paulo após uma excursão missionária na Bahia, onde participaram da inauguração de uma nova congregação. A carreta envolvida no acidente seguia em direção ao município de Guará, em São Paulo.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a batida aconteceu por volta da meia-noite, no km 152 da rodovia, sentido Delta (MG). A colisão ocorreu quando o ônibus atingiu a traseira da carreta. Um motorista de 52 anos e uma passageira de 54 anos morreram no local. As circunstâncias exatas do acidente ainda estão sob investigação.

A igreja comunicou o ocorrido através de seu perfil no Instagram: “Com muita tristeza, tivemos a perda de duas vidas: uma de nossas irmãs e um dos motoristas”.

Ao todo, o ônibus levava 52 passageiros e dois motoristas. O Corpo de Bombeiros informou que 36 vítimas foram socorridas e encaminhadas para hospitais da região. O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) recebeu quatro passageiras; três delas passaram por cirurgia e uma segue em observação. A concessionária Ecovias Minas Goiás relatou que 10 vítimas foram resgatadas em estado grave e outras 10 em estado moderado.

As vítimas fatais ficaram presas às ferragens e foram removidas pelas equipes de resgate. A perícia da Polícia Civil compareceu ao local para os procedimentos necessários, e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

Em nota, a igreja pediu orações: “Intensifiquem suas orações” Ao todo, 52 passageiros e dois motoristas estavam no ônibus. O Corpo de Bombeiros informou que 36 vítimas foram socorridas e encaminhadas para hospitais da região, devido ao grande número de feridos. Conforme o g1, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) recebeu quatro passageiras. Três delas passarão por cirurgia, enquanto a quarta permanece em observação, com quadro estável. A concessionária Ecovias Minas Goiás, responsável pelo trecho, relatou que 10 vítimas foram socorridas em estado grave e outras 10 em estado moderado. As vítimas fatais ficaram presas às ferragens e foram retiradas pelas equipes de resgate. A perícia da Polícia Civil esteve no local para os procedimentos necessários, e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). “Neste momento de dor, pedimos que orem pelas famílias enlutadas e por todos os nossos irmãos e irmãs que foram encaminhados aos hospitais da região. Em especial, pedimos que intensifiquem suas orações pelas irmãs Elena e Eliete, que estão em estado grave. Que o Senhor, em sua infinita misericórdia, traga consolo aos corações, fortaleça cada família e envolva a todos com sua paz. Seguimos em oração, confiando no cuidado e no amor de Deus em todo o tempo”, declarou a igreja.

A prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, lamentou o ocorrido e disse estar acompanhando os casos. “Minha solidariedade às famílias que perderam seus entes queridos. E minha oração por cada pessoa que está em atendimento. Seguimos trabalhando com responsabilidade e cuidado. Nesse momento, o mais importante é cuidar das pessoas. Uberaba está unida”, afirmou.

Silas Anastácio, colunista do Guiame e frequentador da igreja há mais de 20 anos, comentou o impacto da tragédia na comunidade. “Conheço praticamente todas as pessoas, e a igreja está unida em profunda oração. O acidente chocou a congregação, principalmente pelo grande projeto missionário que estava sendo realizado na Bahia. Havia jovens, idosos e adolescentes envolvidos na ação evangelística”.

Projeto missionário na Bahia envolvia evangelização e celebração

O obreiro Lauro César, um dos responsáveis pela ação missionária na Bahia, explicou que o grupo participava do projeto “Kerigma”, focado na evangelização. A programação incluiu oficinas, cultos e evangelismos de rua, além da celebração dos 30 anos da Primeira Igreja Batista Bíblica em Buritirama. Foram realizados cultos diários entre quarta-feira (22) e domingo (26).

“Essa notícia nos entristece, porque temos laços com os irmãos de Cidade Ademar. Mas, ao mesmo tempo em que há a tristeza humana, nós temos uma paz que excede todo entendimento, que vem de Jesus Cristo”, afirmou Lauro César, referindo-se à fé que sustenta os fiéis.

Ele ressaltou que o amor a Jesus motiva a comunidade a continuar o trabalho evangelístico. “Jesus Cristo é o nosso motivo, Jesus Cristo é a nossa motivação, Jesus Cristo é o nosso alvo. Ele é quem nos deu amor, e esse amor vai pulsar sempre em nossos corações. É por isso que vamos continuar falando do amor Dele, anunciando o seu Evangelho, as Boas Novas, a todos aqueles que precisam”, concluiu o líder.

Fonte: Guia-me

Cristão é preso e crucificado no Egito por se converter ao cristianismo

Said Abdelrazek enfrenta acusações no Egito relacionadas à sua fé cristã. (Foto: Christian Solidarity Worldwide)
Said Abdelrazek enfrenta acusações no Egito relacionadas à sua fé cristã. (Foto: Christian Solidarity Worldwide)

O julgamento de um homem cristão egípcio preso sob acusações relacionadas à sua conversão do islamismo e à sua tentativa de alterar a designação religiosa em seus documentos de identidade começou na semana passada no Cairo.

Said Mansour Rezk Abdelrazek foi preso em julho sob acusações relacionadas a “terrorismo”. A apostasia não é ilegal no Egito, mas alterar a designação religiosa em documentos de identidade oficiais é praticamente impossível e deixa os convertidos sujeitos a processos por representarem uma “ameaça à segurança nacional”.

Segundo o grupo de defesa Coptic Solidarity, os promotores apresentaram várias acusações contra Abdelrazek, incluindo a criação e liderança de um grupo em violação da lei; a participação em um grupo supostamente fundado ilegalmente; o financiamento do grupo; a promoção de ideias e crenças consideradas “prejudiciais à unidade nacional e à paz social”; e o desprezo pelo Islã e o questionamento de seus princípios fundamentais.

Segundo a organização Coptic Solidarity, a equipe jurídica de Abdelrazek apresentou, em 21 de abril, diversas moções importantes, incluindo pedidos de adiamento do processo para que pudessem preparar uma defesa completa. O tribunal concedeu o adiamento e agendou a próxima audiência para 15 de junho.

Abdelrazek está detido na prisão 10 de Ramadan, no Cairo, onde, segundo relatos, foi privado de necessidades básicas, incluindo alimentação adequada, roupas e cuidados médicos, e mantido pendurado em posição de crucificação.

A audiência ocorreu no Primeiro Circuito Criminal de Terrorismo do Egito, em Badr, na zona leste do Cairo. Grupos internacionais de direitos humanos há muito criticam os tribunais de Badr pela falta de transparência, pela ausência de devido processo legal e pela privação de proteções legais básicas aos réus. A prisão preventiva prolongada e o acesso limitado a advogados são práticas comuns.

A Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) designou Abdelrazek como prisioneiro de consciência religioso, afirmando que ele foi detido por sua conversão religiosa e atividades religiosas. Em 22 de julho, a Procuradoria Suprema de Segurança do Estado do Egito o acusou de “desprezo pelo Islã”, participação em uma organização terrorista proibida, incitação à desordem e disseminação de informações falsas, segundo a USCIRF.

“Durante a detenção, as autoridades e os outros presos abusaram física e psicologicamente de Abdelrazek por causa de sua conversão”, observou a comissão.

O réu foi representado por uma equipe de defesa jurídica que incluía a Iniciativa Egípcia para os Direitos da Pessoa e a Comissão Egípcia para os Direitos e Liberdades, bem como o escritório do advogado de cassação Saeed Fayez.

Conversão e asilo

De acordo com a USCIRF, as dificuldades legais, sociais e civis resultantes da conversão anterior de Abdelrazek ao cristianismo o levaram a fugir para a Rússia em 2019.

Ele pediu asilo por motivos religiosos, mas em 2023, as autoridades russas o prenderam por sua ligação a um vídeo gravado em privado que supostamente ofendia o Islã. Suas postagens online sobre o Islã teriam incomodado muçulmanos na Rússia.

Em 2024, a Rússia o deportou para o Egito, o que, segundo defensores dos direitos humanos, violou o princípio da não repulsão, visto que ele possuía documentação do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) confirmando que ele se qualificava para proteção internacional. O princípio da não repulsão visa proteger refugiados e requerentes de asilo do retorno forçado a um país onde enfrentam ameaça de perseguição.

As autoridades egípcias o prenderam e o mantiveram incomunicável por cerca de 10 dias.

“Quando a comunicação foi retomada, as autoridades egípcias o interrogaram sobre suas crenças religiosas e o pressionaram a reconsiderar sua fé, monitorar outros convertidos e pediram que ele excluísse suas contas nas redes sociais”, afirma a USCIRF em seu site. “As autoridades finalmente o libertaram com instruções para não falar publicamente nem fazer proselitismo.”

Em julho de 2025, as autoridades egípcias detiveram novamente Abdelrazek sem mandado e o acusaram depois que ele voltou a publicar suas crenças religiosas online e pediu a um advogado que o ajudasse a alterar a designação de religião em seus documentos de identificação. Abdelrazek teria afirmado que, durante esse período, foi coagido a se submeter à dolorosa remoção de uma tatuagem cristã e foi mantido suspenso por horas em uma posição semelhante à de uma crucificação.

Abdelrazek ainda aguarda uma decisão sobre um pedido de visto humanitário para a Austrália que apresentou em maio de 2024.

“Sua noiva é cidadã australiana e apelou por uma intervenção urgente, criticando o que descreveu como a falta de um engajamento diplomático significativo por parte da Austrália”, afirmou o grupo de ajuda humanitária Church in Chains.

Em 26 de janeiro, o Instituto de Estudos de Direitos Humanos do Cairo enviou uma carta de “apelo urgente” em nome de uma coalizão internacional de organizações de direitos humanos, defensores da liberdade religiosa e especialistas independentes, “para instar respeitosamente o Governo Australiano a tomar medidas humanitárias e diplomáticas imediatas em nome do Sr. Said Mansour Rezk Abdelrazek, um cidadão egípcio e convertido ao cristianismo que está detido arbitrariamente no Cairo desde 15 de julho de 2025, por exercer seu direito fundamental à liberdade de crença”, informou o Church in Chains.

A carta afirma que a prisão de Abdelrazek reflete um padrão persistente e alarmante de perseguição religiosa no Egito, particularmente contra indivíduos que se convertem do Islã.

“O Sr. Abdelrazek se converteu ao cristianismo em 2016, após anos de reflexão pessoal. Desde então, ele tem sofrido perseguição severa e contínua por parte das autoridades egípcias, incluindo repetidas prisões arbitrárias, tortura e maus-tratos, divórcio forçado, separação de seu filho pequeno e vigilância constante”, afirma a carta, segundo a organização Church in Chains.

“Sua experiência contradiz flagrantemente o Artigo 64 da Constituição do Egito, que afirma que ‘a liberdade de crença é absoluta’, mas na prática nega esse direito àqueles que abandonam o Islã.”

A carta insta o Governo australiano a conceder a Abdelrazek o estatuto de humanitário ou de proteção, permitindo a sua relocalização segura e a sua reunificação com a sua noiva na Austrália; a pressionar as autoridades egípcias, através de canais diplomáticos bilaterais, para que o libertem imediata e incondicionalmente; e a apresentar o seu caso em fóruns internacionais relevantes, incluindo as Nações Unidas, enfatizando as obrigações do Egito ao abrigo do direito internacional dos direitos humanos.

O Egito ficou em 42º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, que classifica os 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Eleições 2026: Governo Lula intensifica aproximação com evangélicos e já vê melhora nas pesquisas

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo federal tem implementado um conjunto diversificado de ações administrativas, convênios e gestos institucionais nos últimos dois anos com o objetivo de aproximar-se do eleitorado evangélico, que representa cerca de um terço da população brasileira. A iniciativa abrange desde a cessão de áreas em assentamentos para a construção de templos até o repasse de verbas para a realização de eventos religiosos, buscando reduzir a rejeição e melhorar a percepção em pesquisas de intenção de voto.

No campo fundiário, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) formalizou a cessão de uso de áreas em assentamentos para instituições religiosas, incluindo denominações como Assembleia de DeusIgreja Universal. Essa prática, que autoriza igrejas a utilizarem terrenos públicos para construção de templos sem transferência de propriedade, já era existente para outras finalidades comunitárias e ganhou visibilidade ao contemplar grupos evangélicos em diversas regiões do país.

As informações são do site Comunhão.

Na esfera orçamentária, foram firmados ao menos sete convênios entre 2023 e 2025, com recursos federais destinados à organização de Marchas para Jesus e festivais gospel. Os valores desses repasses, que variam entre R$ 220 mil e R$ 450 mil por evento, contemplam municípios como Santa Maria (RS), Presidente Prudente (SP) e Aratuba (CE). Um pacote adicional no fim de 2025 destinou cerca de R$ 950 mil para eventos em Porto Alegre (RS) e Cuiabá (MT), enquadrados legalmente como incentivo ao turismo e à cultura, seguindo uma prática já estabelecida para eventos de grande porte com status oficial.

O uso de equipamentos públicos também faz parte da estratégia. Em um caso documentado, o Ministério do Esporte autorizou a cessão da Arena Carioca, no Rio de Janeiro, para eventos promovidos pela Igreja Internacional da Graça de Deus, demonstrando a abertura de estruturas estatais para atividades religiosas de grande escala mediante critérios administrativos.

Na área social, o programa “Acredita no Primeiro Passo”, do Ministério do Desenvolvimento Social, incorporou ao menos 16 organizações evangélicas como parceiras na execução de políticas de qualificação profissional e inclusão produtiva. Essas entidades atuam diretamente com beneficiários do Cadastro Único, fortalecendo a presença do Estado em territórios com limitada infraestrutura social.

Institucionalmente, o governo intensificou gestos simbólicos, como o envio de mensagens oficiais à Marcha para Jesus e o reconhecimento do papel social das igrejas, buscando reconstruir laços com um eleitorado que demonstrou rejeição ao atual presidente em 2022.

Críticas apontam uso eleitoreiro da fé

O pastor e pesquisador Felippe Amorim alerta para o uso estratégico da fé como ferramenta eleitoral por parte de atores políticos, motivado pelo peso do eleitorado religioso. “A impressão muito forte que eu tenho é que uma boa parte desses benefícios dados aos evangélicos tem funções eleitoreiras”, observa, ressaltando que essa prática não é restrita a um único espectro político.

Segundo Amorim, essa lógica se manifesta na presença frequente de políticos em igrejas, especialmente em períodos pré-eleitorais, onde “os dois lados estão indo à igreja… eles querem eleitores”. Ele aponta que tal movimentação pode indicar mais uma tentativa de conexão com um público numeroso do que uma convicção religiosa genuína, afirmando que “há um aproveitamento muitas vezes de má fé de alguns políticos [que] vão à igreja apenas para ganhar voto”.

O pesquisador enfatiza a necessidade de discernimento por parte dos fiéis, orientando que o critério de escolha do candidato por um cristão deve ser fundamentado em princípios profundos, e não apenas em identificação religiosa ou discurso político imediato. “Um cristão deve escolher o seu candidato de acordo com os critérios cristãos que ele vive”, defende, incentivando a reflexão e o estudo antes da decisão de voto, especialmente em meio à desinformação e à polarização.

Estratégia começa a refletir em pesquisas

Os resultados dessa estratégia começam a ser notados em levantamentos recentes. Uma pesquisa da BTG Pactual/Nexus, divulgada em 27 de maio, indica que Lula possui 41% das intenções de voto entre evangélicos, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Analistas destacam a recuperação de terreno de Lula nesse segmento, historicamente adverso, enquanto Flávio Bolsonaro demonstra sinais de estagnação, o chamado “teto eleitoral”. O estudo também aponta uma fragmentação no campo conservador religioso, com Ronaldo Caiado emergindo como alternativa para parte do eleitorado evangélico antes alinhado ao bolsonarismo.

Diante desse cenário, as ações governamentais, embora juridicamente amparadas e inseridas em políticas públicas existentes, são interpretadas como componentes de uma estratégia mais ampla para reduzir resistências, ampliar a interlocução e disputar um dos eleitorados mais decisivos da política brasileira contemporânea.

Folha Gospel com informações de Comunhão

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