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Ludmila Ferber: morte da cantora completa quatro anos

A cantora e pastora Ludmila Ferber foi diagnostica com câncer de pulmão em 2018, e faleceu em 26 de janeiro de 2022. (Foto: Reprodução redes sociais)
A cantora e pastora Ludmila Ferber foi diagnostica com câncer de pulmão em 2018, e faleceu em 26 de janeiro de 2022. (Foto: Reprodução redes sociais)

Nesta segunda-feira (26), completam-se quatro anos da morte da cantora gospel Ludmila Ferber, aos 56 anos, vítima de um câncer de pulmão. Considerada uma das vozes mais influentes da música cristã contemporânea no Brasil, a artista deixou um legado marcado pela fé, perseverança e impacto espiritual em diferentes gerações.

A canção “Nunca pare de lutar”, um de seus maiores sucessos, tornou-se símbolo de sua trajetória pessoal e ministerial. A mensagem da música reflete a postura adotada por Ludmila especialmente nos últimos anos de vida. Sua última publicação nas redes sociais, onde reunia mais de 2 milhões de seguidores, também trouxe versos de uma de suas composições: “É nessa hora que a gente precisa lutar e jamais desistir”.

Ludmila Ferber deixou três filhas: Daniela Ferber Lino, Ana Lídia Ferber Lino e Vanessa Ferber Lino. Sua carreira musical começou nos anos 1990 como integrante do grupo Koinonya, referência no louvor congregacional brasileiro. Posteriormente, seguiu carreira solo, consolidando-se como uma das principais compositoras e ministras de louvor do país.

Ao longo de sua trajetória, lançou mais de 20 álbuns e eternizou canções que marcaram gerações de cristãos, como Os sonhos de Deus, Ouço Deus me chamar, Buscar tua face é preciso, Um novo começo, Doce presença, Aguenta firme e Unção sem limites.

Em 2018, Ludmila foi diagnosticada com câncer de pulmão. Desde então, passou a compartilhar publicamente sua luta contra a doença, relatando dores, fragilidades e desafios, mas também reafirmando sua fé e confiança em Deus durante todo o tratamento. Seu testemunho foi amplamente reconhecido por admiradores como um exemplo de perseverança espiritual.

Mesmo diante do diagnóstico grave, a cantora continuou ministrando, compondo e encorajando pessoas que enfrentavam situações semelhantes, reforçando sua mensagem de esperança e fé em meio à adversidade. Quatro anos após sua morte, Ludmila Ferber segue sendo lembrada como uma referência na música gospel e um símbolo de resistência e confiança em Deus.

Trajetória

Ludmila Ferber nasceu no Rio de Janeiro. Sempre amou as artes. A primeira composição foi escrita aos oito anos. Ela estudou canto, violão e até teatro. Ingressou na faculdade de pedagogia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), transferiu-se para letras. No entanto, não concluiu a graduação. Afinal, queria viver de música.

Aos 20 anos, converteu-se ao Cristianismo em um pequeno grupo em Niterói (RJ). Desde então, construiu sua vida dentro da igreja. Seu álbum “Marcas”, lançado em 1996, foi o começo de uma estrada que dura mais de 20 anos.

Dona de uma extraordinária carreira na música gospel, Ludmila Ferber lançou albuns ao vivo que foram importantes para o cenário gospel, como;

  • 2002: Unção sem Limites
  • 2004: Tempo de Cura
  • 2004: Uma História, Uma Estrada, Uma Vida
  • 2005: Nunca Pare de Lutar
  • 2007: Coragem
  • 2007: Pérolas da Adoração
  • 2011: O Poder da Aliança

Seus maiores sucessos incluem “Sonhos de Deus”, “Sopra Espírito”, “Ouço Deus me Chamar” e “Nunca pare de lutar”. Este último também é o título de seu livro, que foi lançado, em 2013, pela editora Thomas Nelson Brasil.

Em 2005, Ludmila chegou a lançar um projeto infantil, intitulado: “Meu amigão do peito”. Ela chegou a apresentar ao menos dois programas na TV:  Nunca Pare de Lutar, entre 2007 – 2010, na Rede Super, e em 2012, pelo Você Adora, ela apresentou o “Cozinhando com a Pastora Ludmila Ferber”.

O sucesso da música “Nunca pare de lutar” foi tão grande, que em 2012 ela lançou um livro com esse título.

Sua história de superação e luta contra a doença inspirou milhares de pessoas ao redor do mundo, e no dia em que se completa um ano de sua morte, ela recebe homenagens dos amigos, fãs e familiares.

Homenagem

Em seu Instagram, a equipe de Ludmila Ferber, que mantem o perfil dela no ar, lembrou dos 4 anos sem a cantora:

Hoje vivemos o marco de 4 anos desde o último dia da nossa querida Pastora Ludmila Ferber na Terra.

É possível dizer que sua trajetória de vida conta o quão imenso é o poder de Deus, que segue se manifestando através daqueles que vivem o chamado, independente do tempo, da distância, do lugar ou das pessoas.

Quando somos transformados por Jesus e entendemos nosso propósito, vivemos uma vida cheia de significado, capaz de nos inspirar a inspirar pessoas. Que possamos servir a Deus e transbordar do amor Dele, fazer a diferença e dar o nosso melhor nessa Terra.

Equipe Indesistível 🦋

Ana Paula Valadão esclarece que não faz mais parte da Igreja da Lagoinha

Ana Paula Valadão (Foto: Reprodução/Instagram)
Ana Paula Valadão (Foto: Reprodução/Instagram)

A pastora e cantora Ana Paula Valadão se manifestou publicamente para esclarecer que não faz mais parte da Igreja Batista da Lagoinha, após uma publicação nas redes sociais tentar associar a denominação a investigações envolvendo o Banco Master e a CPMI do INSS.

A postagem utilizou uma imagem de Ana Paula durante uma apresentação do ministério Diante do Trono para comentar o caso, sem mencionar que a líder cristã deixou a Lagoinha há mais de dez anos. A igreja foi fundada e por muitos anos presidida por seu pai, o pastor Márcio Valadão, e atualmente é liderada por seu irmão, o pastor André Valadão.

Diante da repercussão, Ana Paula pediu publicamente que sua imagem e seu nome fossem retirados do conteúdo. Em comentário, ela afirmou que a associação era indevida e solicitou correção das informações.

“Por amor à verdade, peço encarecidamente que apaguem a minha foto do carrossel, e se mencionarem meu nome ou do meu ministério chamado Diante do Trono, que deixem claro não apenas na matéria completa, mas aqui também, que há dez anos eu e meu esposo não fazemos parte da denominação, e já há oito anos temos a alegria de ver nascer a Igreja Diante do Trono”, escreveu.

Ana Paula reforçou que, desde sua saída da Lagoinha, segue à frente de outro trabalho ministerial, desvinculado da denominação presidida atualmente por André Valadão.

O pastor André Valadão já havia se pronunciado anteriormente sobre as investigações envolvendo o Banco Master, afirmando que nem ele nem a Igreja Batista da Lagoinha possuem qualquer relação com os escândalos mencionados. Segundo ele, o empresário e pastor Fabiano Zettel — cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro — foi afastado de suas funções ministeriais assim que a liderança da igreja tomou conhecimento das investigações.

Folha Gospel

Mais de 90 cristãos sequestrados e torturados para denunciar outros fiéis no Iêmen

Cristão preso (Foto: Portas Abertas)
Cristão preso (Foto: Portas Abertas)

Mais de 90 cristãos foram presos ou sequestrados por rebeldes houthis no Iêmen apenas no mês de janeiro de 2026, segundo informações divulgadas pela organização cristã Portas Abertas. De acordo com o levantamento, ao menos 50 seguidores de Jesus foram detidos e outros 43 sequestrados em diferentes regiões do país.

Relatos apontam que os cristãos foram retirados das ruas e levados para locais secretos, onde estariam sendo interrogados sob tortura. O objetivo seria forçá-los a fornecer informações sobre outros cristãos e redes de fé ativas no país.

Daniel Hodge, especialista em Iêmen da Portas Abertas, afirmou que a onda de prisões gerou pânico entre os fiéis. Segundo ele, muitas pessoas deixaram suas casas por medo de também serem alvo dos rebeldes. “Há muito medo. Muitos acreditam que os houthis estão à procura de outros cristãos”, relatou.

Motivações religiosas e políticas

Em entrevista ao Premier Christian News, Hodge afirmou que os próprios cristãos iemenitas têm dificuldade em compreender as razões por trás da ofensiva. No entanto, há especulações de que as prisões estejam ligadas tanto a motivações religiosas quanto políticas.

Segundo ele, os houthis — grupo rebelde apoiado pelo Irã — podem estar tentando reforçar sua imagem de controle após recentes instabilidades no país. Hodge também destacou interpretações extremistas do Alcorão usadas para justificar a perseguição. “No Alcorão está escrito que qualquer pessoa que vire as costas para seu Deus é considerada apóstata e pode ser punida com a morte. Isso pode estar sendo usado como convicção religiosa”, explicou.

Iêmen segue entre os países mais hostis aos cristãos

O Iêmen ocupa atualmente a terceira posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, que classifica os países onde cristãos enfrentam maior hostilidade por causa da fé. De acordo com Hodge, a atual onda de repressão é inédita. “Não vimos nada parecido com isso nos últimos 30 anos da história da igreja no Iêmen”, afirmou.

Apesar da repressão, algumas famílias conseguiram recentemente notícias de parentes presos. Segundo relatos, detidos conseguiram fazer ligações pedindo alimentos e roupas, o que trouxe algum alívio às famílias, ainda que a situação continue crítica.

Apoio e pedidos de oração

A Portas Abertas informou que segue oferecendo apoio à igreja no país, com assistência médica, distribuição de alimentos e roupas, além de capacitação de líderes cristãos locais.

Diante do agravamento do cenário, Hodge fez um apelo à igreja global por intercessão. “A oração é tudo o que podemos fazer neste momento”, declarou. Ele pediu oração pelas famílias dos presos, pelos cristãos detidos, pela cura física e emocional das vítimas e para que Deus levante novos líderes no país.

“Acima de tudo, oramos para que, mesmo em meio a essa situação, as bênçãos e a glória de Cristo sejam reveladas ao povo iemenita”, concluiu.

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

Família esclarece causa da morte do filho de Shirley Carvalhaes

Cantora Shirley Carvalhaes e seu filho, Weslley Carvalhaes (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
Cantora Shirley Carvalhaes e seu filho, Weslley Carvalhaes (Foto: Reprodução/ Redes sociais)

A família da cantora gospel Shirley Carvalhaes informou neste sábado (24) que Weslley, filho da artista, morreu em decorrência de uma pneumonia. O falecimento do jovem, de 35 anos, havia sido comunicado ao público na sexta-feira (23), por meio de uma nota divulgada pela equipe da cantora nas redes sociais.

Segundo a família, Weslley estava internado desde o dia 25 de dezembro, após passar mal em casa e ser levado ao hospital pelo padrasto. Durante a internação, exames médicos apontaram alterações nas plaquetas. Apesar de apresentar sinais iniciais de melhora, o quadro clínico se agravou nos dias seguintes, levando ao óbito.

Em nota oficial, a família agradeceu as mensagens de apoio e as orações recebidas, além de prestar uma homenagem ao jovem. O texto destacou o relacionamento próximo, o carinho mútuo e a presença constante de Weslley na vida da família Carvalhaes.

Poucas horas antes da confirmação da morte, Shirley Carvalhaes havia publicado uma foto ao lado do filho, pedindo orações e alertando para a gravidade do estado de saúde dele. Após o falecimento, a cantora voltou às redes sociais para agradecer a solidariedade do público e relembrar momentos vividos com Weslley.

A morte do filho da artista gerou comoção entre fãs, amigos e personalidades públicas, que manifestaram apoio à cantora. Entre as mensagens recebidas está a da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Weslley atuava como estrategista de marketing havia pelo menos cinco anos e era filho adotivo de Shirley Carvalhaes.

Em razão do luto, a cantora suspendeu temporariamente sua agenda de compromissos e apresentações.

Mais de dez mil igrejas já foram fechadas em Ruanda

Igreja em Ruanda. (Foto: Imagem ilustrativa/Wikimedia Commons/Adam Jones, Ph.D)
Igreja em Ruanda. (Foto: Imagem ilustrativa/Wikimedia Commons/Adam Jones, Ph.D)

Mais de dez mil igrejas foram fechadas em Ruanda em meio a uma campanha de repressão em que a liberdade de religião ou crença está sofrendo ataques.

A situação começou com a introdução da lei de 2018 que regulamenta os locais de culto e se tornou ainda mais crítica este ano, gerando preocupação, pois governos africanos, como o da Tanzânia, e até de países da Lista Mundial da Perseguição 2026, como Moçambique Etiópia, estão considerando leis semelhantes. 

Exigências rigorosas impostas pela lei de 2018 

Desde que foi formalizada, a lei exige requisitos extremamente rígidos de igrejas e mesquitas sobre segurança, higiene, infraestrutura e registro, muitas vezes impossíveis para as comunidades religiosas alcançarem. Entre as exigências estão:  

  • banheiros posicionados a uma distância específica da entrada;
  • instalação de um tipo específico de forro de lona, mesmo com risco de incêndio;
  • isolamento acústico obrigatório;
  • estradas de acesso e pátios pavimentados; 
  • paredes internas e tetos rebocados e pintados (tijolo aparente proibido); 
  • instalação de para-raios;
  • pastores formados em Teologia em instituição acreditada;
  • apenas instituições que ofereçam Ciência e Tecnologia podem ensinar Teologia;
  • igrejas que desejam registro devem comprovar mil membros.

Embora, no papel, as regras se apliquem tanto a cristãos quanto a muçulmanos, cristãos locais relatam que muito menos mesquitas foram afetadas.

Cristãos presos por celebrar a ceia em Ruanda 

Cinco cristãos foram presos este ano após realizarem um culto de ceia em uma igreja doméstica. Embora a condenação tenha acontecido em novembro de 2025, as prisões ocorreram apenas agora. O casal que cedeu sua casa para o culto foi acusado de “recusar-se a parar de testemunhar a fé”, informou uma fonte à Portas Abertas. 

Até o momento, essa é a terceira prisão relacionada à lei de 2018. Em março de 2018, seis pastores foram detidos acusados de desafiar o fechamento de templos em Kigali e em 2019, o governo prendeu um missionário americano e se recusou a renovar seu visto para continuar atuando no país. 

O presidente Paul Kagame expressou abertamente sua posição contrária à reabertura das igrejas. “Se dependesse de mim, eu não reabriria nem uma única igreja”, ele disse em novembro. Para o governo, a igreja é um resquício do período colonial.   

“A declaração do presidente Paul Kagame de que as igrejas fechadas não serão reabertas mostra que as ações do governo vão além da regulação legítima de padrões de higiene e saúde pública. Sentenciar indivíduos à prisão por testemunhar e reunir-se em encontros domésticos reflete uma tentativa deliberada de controlar e suprimir instituições religiosas e a prática livre da fé”, afirma um analista da Portas Abertas.

Desperta África: pelo fim da violência e início da cura 

A perseguição em Ruanda reflete a pressão crescente sobre cristãos em toda a África Subsaariana. Fortaleça a Igreja Perseguida participando da campanha Desperta África. Assine a petição

Fonte: Portas Abertas

Pastor é preso, multado e expulso de comunidade por se recusar a se ajoelhar diante de imagem no México

O pastor Mariano Velásquez Martínez. (Foto: Reprodução/Facebook/El Universal Oaxaca)
O pastor Mariano Velásquez Martínez. (Foto: Reprodução/Facebook/El Universal Oaxaca)

Um pastor evangélico foi preso por mais de 48 horas, multado e expulso de sua comunidade no México após se recusar a se ajoelhar e rezar diante de uma imagem durante uma festa católica tradicional. O caso ocorreu em Santiago Malacatepec, localidade do município de San Juan Mazatlán Mixe, no estado de Oaxaca.

Mariano Velásquez Martínez, que atua no ministério desde 2015, foi detido após se negar a cumprir o protocolo religioso da Festa de São Tiago Apóstolo, alegando convicções cristãs. Antes da prisão, ele já havia sido obrigado pela comunidade a aceitar o cargo de responsável pela celebração.

Segundo o portal Evangélico Digital, mesmo concordando em pagar uma multa — apesar de não ter recursos suficientes — o pastor teve sua proposta rejeitada pela assembleia local, que exigiu o cumprimento integral do ritual religioso. Diante da recusa, ele foi preso no sábado (17).

“Sua prisão ocorreu depois que ele se recusou a se ajoelhar e rezar diante da imagem religiosa, citando suas convicções cristãs”, afirmou o advogado Porfirio Flores Zúñiga à imprensa.

Expulsão e denúncia de irregularidades

Após quatro dias detido, Mariano foi levado à assembleia comunitária com as mãos amarradas e informado de que seria expulso da cidade junto com a esposa e a filha de três meses, por não aceitar as tradições religiosas locais.

De acordo com a defesa, a libertação ocorreu sob pressão, irregularidades e atos de assédio, culminando na saída forçada da família da comunidade. O pastor relatou ainda que foi obrigado a assinar um documento em branco, que poderia ser usado para simular uma saída voluntária.

“Trata-se, na realidade, de uma expulsão forçada, que agora é classificada como crime grave”, declarou o advogado.

Caso é classificado como intolerância religiosa

A defesa classificou o episódio como um grave caso de intolerância religiosa, especialmente diante do novo marco legal do estado de Oaxaca. Em setembro de 2025, o Congresso estadual aprovou a Lei para Prevenir, Abordar e Reparar Integralmente o Deslocamento Forçado Interno, que reconhece conflitos ligados à liberdade religiosa como causa de deslocamento forçado.

A legislação prevê penas de até 18 anos de prisão, além de multas, especialmente quando os crimes são cometidos por autoridades locais ou envolvem violência e assédio.

Segundo o jornal El Universal Oaxaca, a defesa pediu que a Procuradoria-Geral de Justiça de Oaxaca e a Secretaria de Governo apliquem a lei contra as autoridades municipais envolvidas no caso.

Histórico de conflitos e críticas ao Estado

De acordo com o advogado, o município de San Juan Mazatlán Mixe possui histórico de episódios semelhantes. Em 2022, seis famílias teriam sido expulsas da comunidade de San Pedro Chimaltepec por motivos religiosos.

Neste mês de janeiro de 2026, onze cristãos evangélicos foram presos na última sexta-feira (16) por autoridades comunitárias na comunidade de Pinar Salinas, no município de Zinacantán, nas Terras Altas de Chiapas, no México. A detenção ocorreu após os fiéis se recusarem a participar de uma festa católica tradicional promovida pela comunidade.

Além da responsabilização criminal, a defesa solicitou medidas de proteção e reparação para o pastor e sua família, incluindo garantias de segurança e ações para interromper o que classificou como perseguição religiosa sistemática na região.

“A liberdade de culto não é uma concessão das autoridades comunitárias, mas um direito humano inalienável que o Estado deve proteger”, afirmou Flores.

Segundo ele, apesar das denúncias e dos pedidos de medidas cautelares, até o momento não houve resposta efetiva das autoridades, o que foi classificado como uma atuação insuficiente do Estado mexicano diante dos casos de intolerância religiosa registrados em Oaxaca.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Otoni de Paula critica fanatismo e acusa bolsonarismo de distorcer valores cristãos

Otoni de Paula (MDB-RJ) é deputado federal e pastor evangélico. (Imagem: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Otoni de Paula (MDB-RJ) é deputado federal e pastor evangélico. (Imagem: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) fez duras críticas ao que classificou como fanatismo político no meio evangélico e ao papel do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesse processo. As declarações foram dadas durante a edição 2026 da série Conversas Difíceis, promovida pelo Instituto Humanitas360, realizada nesta semana em São Paulo.

Pastor da Assembleia de Deus e integrante da Frente Parlamentar Evangélica, o parlamentar relatou o rompimento com o campo bolsonarista e denunciou o que chamou de um processo de “sequestro emocional e espiritual” das igrejas evangélicas nos últimos anos.

Segundo Otoni, a politização extrema da fé provocou uma ruptura nos valores cristãos. “O bolsonarismo determinou uma guerra de quem é de Deus e quem é do diabo”, afirmou. Para ele, esse movimento distorceu princípios centrais do cristianismo a partir das eleições de 2018. “Quando vi que estava sendo mais bolsonarista do que cristão, me arrependi. Estou pagando um preço muito alto por isso”, declarou.

O encontro teve como tema central a relação entre política e religião no Brasil contemporâneo, em um ano marcado pelas eleições presidenciais. O deputado participou do debate ao lado da cineasta Petra Costa, diretora do documentário Apocalipse nos Trópicos, com mediação do antropólogo Juliano Spyer. O filme, que aborda a influência do fundamentalismo evangélico no governo Bolsonaro, serviu de base para a discussão.

Durante sua participação, Otoni afirmou que as igrejas evangélicas foram capturadas por uma lógica permanente de confronto político. “De 2018 pra cá, com o sequestro mental, emocional e quase espiritual que o bolsonarismo fez com as igrejas evangélicas, se instalou um princípio de ódio que nunca foi nosso. Começamos a ver um homem ser glorificado no templo ao invés de Jesus. Isso é muito grave”, disse.

O parlamentar também criticou o que classificou como idolatria política dentro dos templos. “Gritar ‘mito é um sinal gravíssimo de idolatria. Há um choque entre o que Cristo pregou e o que o fundamentalismo cristão prega”, afirmou, defendendo que a fé não deve ser instrumentalizada como ferramenta de exclusão ou guerra cultural.

Ao abordar temas comportamentais, Otoni adotou um discurso de respeito às diferenças. “O fundamentalismo não admite que duas pessoas do mesmo sexo se amem e constituam família. O cristianismo respeita a diferença. Antes de pregar, eu preciso respeitar a sua verdade”, declarou. Ele também afirmou que manifestações religiosas de matriz africana devem ser reconhecidas como expressão cultural.

O deputado fez críticas diretas a lideranças religiosas com forte presença política. “Silas Malafaia é movido por interesses pessoais que são vendidos como interesses de Deus”, afirmou. Sobre o cenário político nacional, Otoni defendeu tolerância institucional e respeito às autoridades eleitas. “Se toda autoridade vem do Senhor, o mesmo Deus que permitiu Bolsonaro, permitiu Lula ser presidente. Temos que orar por ambos”, disse.

Nos últimos meses, o parlamentar tem revisado publicamente sua trajetória política e reforçado o distanciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem apoiou no passado. Otoni afirmou se arrepender de ter chamado Bolsonaro de “mito” e declarou preferir “andar sozinho do que mal acompanhado”. Para ele, o bolsonarismo representa uma vertente radical que se sobrepôs a um conservadorismo mais amplo.

Apesar das críticas, Otoni afirma que seguirá se identificando como conservador, mas sem vínculo com o núcleo radical associado ao ex-presidente. O deputado relatou ter sido hostilizado por colegas da Frente Parlamentar Evangélica após se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto e orar pelo chefe do Executivo.

A presidente do Instituto Humanitas360, Patrícia Villela Marino, abriu o evento por videoconferência e destacou que a proposta do projeto é enfrentar temas sensíveis a partir do diálogo. “Com o Conversas Difíceis, queremos seguir na luta pelo maior mandamento bíblico: amar”, afirmou.

Já a cineasta Petra Costa alertou para os riscos da aproximação excessiva entre religião e poder político. “Existe uma linha muito tênue entre igreja e Estado. Defender dentro da igreja em quem votar é algo com o qual eu não concordo”, disse.

Folha Gospel com informações de Congresso em Foco e Instituto Humanitas360

Morre filho da cantora gospel Shirley Carvalhaes

Cantora Shirley Carvalhaes e seu filho, Weslley Carvalhaes (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
Cantora Shirley Carvalhaes e seu filho, Weslley Carvalhaes (Foto: Reprodução/ Redes sociais)

Weslley Carvalhaes, filho da cantora gospel Shirley Carvalhaes, morreu na tarde desta sexta-feira (23/1), aos 35 anos.

A informação foi confirmada pela própria artista por meio das redes sociais.

Horas antes da morte do filho, a cantora pediu orações e publicou um desabafo relatando que o jovem estava internado há alguns dias, após receber um diagnóstico considerado extremamente grave.

Segundo o relato, os médicos avaliaram que o estado de saúde era gravíssimo e que as chances de sobrevivência eram mínimas. A publicação mobilizou fãs e seguidores, que passaram a prestar solidariedade à artista.

Antes da morte, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou uma mensagem de força: “Em oração pelo seu filho amado, minha irmã”.

Weslley atuava como estrategista de marketing e responsável pela comunicação da uma clínica há cinco anos.

Filho adotivo de Shirley Carvalhaes, Weslley recebeu homenagens de fãs e da própria cantora, que lamentou a perda nas redes sociais.

“Agradecemos as orações de todos, mas nessa tarde Deus recolheu nosso menino”, escreveu. “Obrigada pelos momentos vividos, pelas brincadeiras, pelo sorrisos nos momentos tristes, que agora irão ficar em nossa lembrança.”

A causa da morte não foi divulgada.

Fonte: Metrópoles

Católicos diminuem e evangélicos seguem estáveis na América Latina, aponta estudo

Culto em uma igreja na América Latina (Foto: Pexels)
Culto em uma igreja na América Latina (Foto: Pexels)

Os resultados de um novo estudo do Pew Research Center, divulgados em 21 de janeiro, revelam uma transformação profunda no cenário religioso da América Latina. A pesquisa foi realizada na primavera de 2024 com mais de 6.200 adultos da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru — os países mais populosos da região.

O levantamento mostra que o catolicismo, historicamente predominante no continente, segue em trajetória de queda contínua. Desde 1900, quando “a grande maioria dos latino-americanos era católica”, segundo o Pew Research Center, a presença da Igreja Católica diminuiu de forma significativa. Em alguns países, a retração se aproxima de 50% ao longo dos últimos 125 anos.

Em sentido oposto, o protestantismo “permaneceu relativamente estável” no mesmo período. Já o grupo de pessoas sem filiação religiosa — definidos pelo instituto como agnósticos, ateus ou indivíduos sem identidade religiosa específica — cresceu de forma consistente, com aumento de 7 pontos percentuais ou mais, passando a representar entre 12% e 33% da população nos seis países analisados.

De acordo com o estudo, aproximadamente dois em cada dez adultos abandonaram o catolicismo na região. Parte desses ex-católicos passou a se declarar sem religião, enquanto outra parcela “agora se identifica como protestante”, segundo o Pew Research Center. O instituto define esse processo como “mudança religiosa” ou “transição de religião”, fenômeno que é apontado como “uma das razões para o declínio do catolicismo”.

Apesar das mudanças institucionais, o relatório destaca que a religiosidade permanece forte na região. Segundo o Pew Research Center, “os latino-americanos continuam bastante religiosos, em média”. A “crença em Deus” segue amplamente difundida, com “cerca de nove em cada dez adultos entrevistados em cada país afirmando acreditar em Deus”.

Essa crença se manteve estável na última década, inclusive entre pessoas sem filiação religiosa. O estudo aponta ainda que a religião “é muito importante para muitas pessoas na região”, com aproximadamente metade ou mais dos entrevistados no Brasil, Colômbia, México e Peru afirmando que a fé ocupa papel central em suas vidas.

O relatório também compara a América Latina com outras regiões do mundo e afirma que, segundo o Pew Research Center, “os latino-americanos são mais religiosos do que os adultos em muitos outros países” pesquisados recentemente, especialmente na Europa, “onde muitos adultos abandonaram o cristianismo desde a infância”.

Avanço evangélico e perfil protestante

Em relação ao protestantismo, o estudo aponta estabilidade regional, com crescimento pontual em alguns países. O Brasil aparece com a maior proporção de evangélicos e protestantes, alcançando 29% da população, alta de 3 pontos percentuais na última década.

Chile (19%), Peru (18%), Argentina (16%) e Colômbia (15%) também apresentam percentuais relevantes, todos com crescimento entre 1 e 2 pontos percentuais desde 2013-2014. No México, o índice é menor: 9% dos entrevistados se identificaram como evangélicos.

O levantamento indica ainda que o movimento pentecostal ou carismático, que teve origem nos Estados Unidos no século XX, “continua difundido por toda a região”. O Pew Research Center ressalta que “os protestantes são os que mais afirmam que a religião é muito importante em suas vidas” e também os que mais frequentam cultos religiosos semanalmente, em comparação com católicos e pessoas sem religião.

Catolicismo em retração contínua

O estudo confirma que o catolicismo segue em declínio consistente. Segundo o Pew Research Center, “o número de católicos diminuiu em 9 pontos percentuais ou mais em todos os seis países na última década”.

A Colômbia lidera a perda proporcional, com queda de 19 pontos percentuais — de 79% em 2013-2014 para 60% em 2024. Em seguida aparecem o Chile (de 64% para 46%), o Brasil (de 61% para 46%) e o México (de 81% para 67%).

Na Argentina, o número de católicos caiu de 71% para 58%. Já o Peru registrou o menor declínio entre os países analisados, passando de 76% para 67% da população.

O relatório, intitulado “O catolicismo diminuiu na América Latina na última década”, consolida o diagnóstico de uma mudança estrutural no perfil religioso da região, marcada pela diversificação da fé, crescimento do grupo sem religião e manutenção da força social da religiosidade na cultura latino-americana.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Ativistas são presos após protesto em igreja batista contra imigração nos EUA

Ativistas anti-ICE interromperam culto na igreja batista de St. Paul, em Minessota. (Captura de tela/YouTube/Fox News)
Ativistas anti-ICE interromperam culto na igreja batista de St. Paul, em Minessota. (Captura de tela/YouTube/Fox News)

Agentes federais dos Estados Unidos prenderam três manifestantes de Minnesota envolvidos em um protesto realizado dentro de uma igreja batista contra um pastor que, segundo os ativistas, exerce função de liderança no Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês). A manifestação ocorreu durante um culto religioso e teve como alvo o pastor David Easterwood, apontado como diretor interino do escritório local do ICE na região de Minneapolis–St. Paul.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou nesta quinta-feira que as prisões foram realizadas por agentes do FBI e do Departamento de Segurança Interna (DHS). Entre os detidos estão os ativistas de direitos civis Nekima Levy Armstrong e Chauntyll Louisa Allen, que teriam ajudado a organizar o protesto, além de William Kelly, veterano do Exército e conhecido ativista anti-ICE.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, Levy Armstrong foi acusada com base em uma lei federal que proíbe a obstrução física de casas de culto. As prisões ocorreram após dezenas de manifestantes interromperem um culto dominical, gritando palavras de ordem e forçando o encerramento da celebração.

Em publicação nas redes sociais, Bondi afirmou que novas prisões podem ocorrer em decorrência do protesto, no qual os manifestantes alegaram que a atuação de Easterwood no ICE entraria em conflito com valores cristãos. Para a procuradora-geral, a ação integra uma série de episódios classificados como ataques a locais de culto.

O caso também envolve o ex-âncora da CNN Don Lemon, que transmitiu o protesto ao vivo de dentro da igreja. Um juiz de Minnesota rejeitou uma queixa criminal apresentada pelo Departamento de Justiça contra o jornalista. Segundo uma fonte familiarizada com o caso, “A procuradora-geral está furiosa com a decisão”.

Os advogados de Levy Armstrong, Allen e Kelly não comentaram imediatamente as prisões. Don Lemon afirmou que não participou da organização do protesto e que atuava exclusivamente como jornalista no local.

As detenções acontecem após declaração de Harmeet Dhillon, chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça, que anunciou a abertura de uma investigação por possíveis violações da Lei de Liberdade de Acesso a Clínicas, legislação federal de 1994 que também protege casas de culto contra obstruções e intimidações.

Para Dhillon, a presença de Lemon no local não o isentaria de envolvimento no que ela descreveu como “conspiração criminosa”. Já nesta quinta-feira, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, divulgou imagens das prisões e afirmou que os três ativistas serão acusados com base em uma lei federal que proíbe conspiração para interferir em direitos constitucionalmente protegidos, como a livre prática religiosa.

Levy Armstrong, que é advogada de direitos civis, classificou a reação do governo como retaliação e abuso de poder, após o Departamento de Justiça anunciar que não investigaria o agente do ICE Jonathan Ross, responsável pelo disparo que matou Renee Good, moradora de Minneapolis.

“É assim que você continua a nos levar em direção ao autoritarismo, quando você instrumentaliza os poderes de investigação que você tem e os departamentos que você tem”, disse Levy Armstrong à Reuters na terça-feira.

David Easterwood é listado como pastor no site oficial da Cities Church e aparece em registros públicos como diretor interino do escritório de campo do ICE em St. Paul. Ele não respondeu aos pedidos de comentário.

Em nota, o pastor sênior da igreja, Jonathan Parnell, afirmou que a Cities Church avalia medidas judiciais contra os manifestantes. Segundo ele, os ativistas “abordaram membros de nossa congregação, assustaram crianças e criaram uma cena marcada por intimidação e ameaça”.

Imagens do protesto mostram manifestantes entoando “Fora ICE”, enquanto Parnell reage do púlpito: “Que vergonha, esta é a casa de Deus e estamos adorando”. William Kelly também aparece discutindo de forma acalorada com outro homem durante a confusão.

Em um vídeo divulgado no domingo, Levy Armstrong questionou a atuação do pastor, afirmando que sua função religiosa seria incompatível com sua suposta liderança no ICE. “Como você ousa afirmar ser um pastor de Deus e está envolvido com o mal em nossa comunidade?”, declarou.

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