Um menino cristão de apenas 12 anos foi forçado por terroristas a comer partes do corpo de uma mulher cristã assassinada em um cativeiro na região central da Nigéria. O caso chocante foi revelado pelo advogado de direitos humanos Jabez Musa, que atua na defesa de minorias religiosas perseguidas no país africano.
A vítima fatal estava em um grupo de cerca de uma dúzia de cristãos sequestrados por militantes fulani. Após passar quatro meses em cativeiro, ela foi executada e esquartejada, momento em que os criminosos obrigaram a criança faminta a consumir os restos mortais.
O impacto da violência extrema contra minorias
Imediatamente após o ato de extrema crueldade, o menino começou a vomitar e adoeceu gravemente. Posteriormente libertado, ele recebeu ajuda de organizações cristãs locais e atualmente passa por tratamento médico em unidades hospitalares.
Segundo o advogado Jabez Musa, a mãe do garoto também já havia sido sequestrada anteriormente junto com o marido. Esse cenário ilustra a escalada de terror que atinge famílias inteiras no território nigeriano.
A expansão da perseguição religiosa no território nigeriano
Musa, que trabalha na defesa jurídica de vítimas desde 2010, alerta que a violência está se espalhando geograficamente. O terrorismo, que teve início no nordeste da Nigéria em 2002 com o surgimento do Boko Haram, avançou para o noroeste, consolidou-se na região central e agora alcança o sul.
Atualmente, estima-se que apenas 20% a 40% da Nigéria — a maior nação da África e a sexta mais populosa do mundo — seja considerada segura para se viver. Mulheres e crianças enfrentam riscos extremos diariamente.
Entre os relatos acompanhados pelo advogado, destacam-se casos graves de tortura física e psicológica:
- Uma jovem do Corpo Nacional de Jovens da Nigéria (NYSC) que foi espancada e teve sua Bíblia queimada por sequestradores ao se recusar a negar a sua fé.
- Uma grávida em cativeiro cuja companheira de prisão foi forçada a cortar o cordão umbilical do recém-nascido com os dentes, sob ameaças de morte e após presenciar a execução de outra vítima que serviu de aviso para que ela realizasse o ato.
O clamor por apoio internacional e ações do governo
Especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas emitiram alertas de que os assassinatos, violência sexual, sequestros e casamentos forçados atingiram níveis críticos no país. O órgão aponta uma vulnerabilidade extrema de mulheres e meninas cristãs a abusos sistemáticos.
“Os testemunhos que recebemos revelam um quadro horrível de medo, trauma, coerção e abandono. As vítimas e sobreviventes não devem ser deixadas sem proteção, justiça, reparação, incluindo reabilitação e apoio significativo.”
De acordo com dados da Lista Mundial da Perseguição 2026, publicada pela organização Portas Abertas, 3.490 cristãos nigerianos foram mortos devido à sua fé entre outubro de 2024 e setembro de 2025.
Diante da gravidade, Jabez Musa, que conta com o suporte da Portas Abertas para oferecer assistência jurídica gratuita, reforça a urgência de uma reação global. A cobrança é direcionada para que o governo nigeriano se mobilize de forma imediata para combater a violência, garantindo o alívio e a segurança das minorias religiosas perseguidas.
Folha Gospel com informações de Baptist Press







