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Igrejas vandalizadas com declaração de fé islâmica escrita nas paredes, no Sudão

Prédio da Igreja Presbiteriana no Sudão (Foto: Reprodução/Instagram)
Prédio da Igreja Presbiteriana no Sudão (Foto: Reprodução/Instagram)

Duas igrejas em Porto Sudão foram alvo de vandalismo coordenado, com declarações islâmicas pintadas em grafite vermelho em suas paredes externas. Os incidentes ocorreram na semana passada no centro da área do mercado da cidade.

Na Igreja Presbiteriana Evangélica do Sudão, a Shahada islâmica, que diz “Não há outro Deus além de Alá, e Maomé é o Seu mensageiro”, foi rabiscada ao lado de um versículo do Alcorão: “Não há outro Deus além d’Ele, o Senhor do Trono Honrado”, informou o grupo Christian Solidarity Worldwide (CSW), com sede no Reino Unido.

Nas paredes da igreja ortodoxa próxima, vândalos picharam a frase “Alá é eterno”.

Ambas as igrejas estão localizadas em frente a uma delegacia de polícia e perto de repartições públicas em Porto Sudão, que funciona como a capital de facto do país.

Imagens de câmeras de segurança registraram o incidente na Igreja Ortodoxa, quando um grupo chegou em um carro e uma pessoa saiu com uma lata de spray vermelha antes de se aproximar do muro da igreja.

Os ataques ocorrem em meio ao agravamento da guerra civil no Sudão entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF), que começou em abril de 2023. Com Cartum mergulhada na violência, Porto Sudão tornou-se um refúgio para centenas de milhares de civis deslocados e a base administrativa da liderança das SAF. A cidade era considerada uma zona segura, embora o vandalismo recente tenha gerado preocupação entre as minorias religiosas.

Apesar da localização privilegiada das igrejas em uma área pública movimentada, as autoridades locais supostamente não tomaram nenhuma providência em resposta às pichações.

Os líderes da igreja evangélica decidiram não apresentar queixa para evitar agravar as tensões na comunidade. Em vez disso, os membros da congregação pintaram por cima da pichação, tentando fazê-la parecer uma obra de arte abstrata.

Um membro da igreja descreveu a situação como “alarmante”, dizendo: “Só Deus sabe o que acontecerá se um crime de ódio como esse for tolerado.”

O CEO da CSW, Scot Bower, instou as autoridades em Porto Sudão a investigarem os incidentes, alertando que a intolerância religiosa aumentou durante o conflito. Ele afirmou que as comunidades cristãs devem poder praticar sua fé sem medo.

Os cristãos nos estados do norte do Sudão, particularmente aqueles das Montanhas Nuba, há muito enfrentam diversas formas de discriminação. Nessas áreas, os residentes de ascendência árabe de Darfur são frequentemente acusados ​​de ligações com as Forças de Apoio Rápido (RSF), e as restrições à liberdade de movimento são impostas por meio de uma política conhecida como “Rostos Estranhos”. Essa política tem como alvo pessoas do oeste do Sudão, que são submetidas a detenções arbitrárias e a procedimentos judiciais de emergência que já resultaram em condenações à morte.

Em um desses incidentes, em setembro, a polícia armada destruiu abrigos temporários em Atbara, no estado do Nilo, visando civis que haviam fugido dos combates e não receberam ajuda. As autoridades ordenaram que o grupo retornasse a Cartum, mesmo com a cidade ainda considerada insegura.

O Sudão atravessa atualmente a maior crise humanitária do mundo. Cerca de 12 milhões de pessoas foram deslocadas e 30 milhões necessitam de assistência humanitária.

Em outubro, o evangelista Franklin Graham condenou os combatentes das Forças de Apoio Rápido (RSF) por realizarem execuções após a tomada da cidade de el-Fasher, em Darfur. Graham afirmou ter recebido vídeos que mostravam civis sendo baleados na cabeça, com “pilhas de corpos” deixadas para trás.

A BBC verificou alguns desses vídeos, incluindo um em que um combatente das Forças de Apoio Rápido (RSF), conhecido como Abu Lulu, atira em nove prisioneiros desarmados enquanto outros comemoravam. Um vídeo, geolocalizado em um prédio universitário, mostrava um homem armado executando um indivíduo desarmado sentado entre cadáveres. A equipe de verificação da BBC constatou que outros assassinatos ocorreram em áreas rurais próximas à cidade.

As Forças de Apoio Rápido (RSF), lideradas pelo General Mohammed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti, surgiram da milícia Janjaweed, responsável por massacres em Darfur no início dos anos 2000. Dagalo, que vem de uma família árabe de comerciantes de camelos em Darfur, expandiu a força por meio de redes de milícias e receitas provenientes da venda de ouro. Estima-se que o grupo tenha 100.000 combatentes e recebeu apoio de países como os Emirados Árabes Unidos, a Turquia e a Rússia.

O exército sudanês apresentou recentemente uma queixa no Tribunal Internacional de Justiça acusando os Emirados Árabes Unidos de violarem a Convenção sobre o Genocídio ao apoiarem as Forças de Apoio Rápido (RSF). Os Emirados Árabes Unidos rejeitaram a queixa, classificando-a como uma manobra publicitária.

Desde a queda do ex-presidente Omar al-Bashir em 2019, Dagalo tem sido uma figura central no cenário político, liderando um golpe que desestabilizou o governo de transição do Sudão. A guerra atual teve início após um rompimento nas relações entre Dagalo e o chefe do Exército, general Abdel-Fattah Burhan.

As Forças de Apoio Rápido (RSF) controlam grandes extensões de Darfur e partes de Kordofan e anunciaram planos para estabelecer um governo paralelo nas áreas sob seu controle.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Apologista cristão Maurilo Borges rebate vídeo de Lanna Holder sobre inclusão LGBT

Maurilo Borges e Lana Holder (Foto Montagem: Folha Gospel/Instagram)
Maurilo Borges e Lana Holder (Foto Montagem: Folha Gospel/Instagram)

Lanna Holder, que se autointitula pastora, voltou a mobilizar o debate religioso nas redes sociais ao publicar um vídeo no qual apresenta o que considera fundamentos bíblicos para a aceitação de fiéis LGBTQIA+. A líder da Cidade de Refúgio, igreja inclusiva que reúne membros da comunidade LGBT, abordou a questão ao responder a uma pergunta direta sobre a base bíblica para a aceitação de pessoas dessa comunidade.

No conteúdo divulgado, Lanna afirma que parte dos cristãos interpreta trechos da Bíblia de modo isolado, sem análise aprofundada do contexto histórico e linguístico. Ela menciona passagens sobre misericórdia e acolhimento e reforça que Deus “não faz acepção de pessoas”.

A pastora diz, na sua argumentação, que a promessa feita a Abraão de que “todas as famílias da terra seriam benditas” inclui sua própria família: “Eu e minha mulher também estamos incluídas porque cremos em Cristo Jesus”, disse no vídeo. Em seguida, citou João 3:16 e textos do livro de Atos para sustentar que, a seu ver, Deus recebe todo aquele que entrega sua vida a Cristo, independentemente de orientação sexual.

As reações foram imediatas. Lideranças e seguidores que defendem a leitura tradicional bíblica se posicionaram contra a interpretação de Holder.

Comentários apontaram que ela teria desconsiderado textos historicamente usados no ensino sobre sexualidade. Confira alguns abaixo:

“Absurdo! Ele amou o mundo, mas chama o mundo para conversão de seus pecados.”
“Deus ama o pecador, não o pecado.”
“O evangelho não é aceitação mais sim renúncia”
“Ela distorcendo a palavra do Senhor”

Entre as reações, destaca-se o vídeo do evangelista e apologista cristão Maurílo Borges. Em seu vídeo, que rebateu todos os argumentos de Lana Holder, ele inicia citando vários textos bíblicos sobre homossexualidade e em seguida rebate a explicação de Holder sobre a diferença entre eisegese e exegese e também cada um dos seus argumentos.

Ainda em seu post, Maurilo Borges escreve:

Se formos seguir a lógica desta moça (a eisegese dela), então podemos facilmente concluir o seguinte:
Deus abençoa a família de assassinos porque Deus abençoou todas as famílias da terra.
Deus ama o estuprad0r porque Deus amou o mundo e o estuprad0r está no mundo, não está em marte.
Deus aceita os ped0fil0s porque Deus não faz acepção de pessoas.

Eu duvido que ela concorde com isso.

Deus chama a todos os pecadores, em todo o lugar para se arrependerem. Sejam homossexuais, sejam heterossexuais. Sejam ladrões, assassinos, caluniadores. Após os versículos 9 e 10 do capítulo 6 de 1 Coríntios, que deixam bem claro que homossexualismo é pecado, entre outros, Paulo diz o seguinte no versículo 11: Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.

Não use a bíblia para legitimar o seu pecado. Assim como todos nós precisamos fazer, arrependa-se dos seus pecados, coloque sua fé em Jesus Cristo e busque viver uma vida longe daquilo que desagrada a Deus.

Confira o vídeo abaixo:

Fonte: Fuxico Gospel

Sudão: perseguição religiosa e guerra civil afligem 2 milhões de cristãos

Cristãos em uma igreja no Sudão (Foto: Portas Abertas)
Cristãos em uma igreja no Sudão (Foto: Portas Abertas)

A guerra civil no Sudão já tirou a vida de cerca de 150 mil pessoas e forçou metade da população a deixar suas casas, mas continua praticamente ignorada pela mídia internacional.

A face mais brutal da violência ficou evidente nas últimas semanas, quando El Fasher foi tomada por uma das facções após 18 meses de cerco.

Imagens de satélite revelaram pilhas de corpos espalhados pela cidade e os restos de prédios incendiados.

Rafat Samir, presidente do Conselho da Comunidade Evangélica Sudanesa, detalha o impacto sobre os 2 milhões de cristãos do país e indica como os crentes ao redor do mundo podem interceder em oração.

Samir descreveu o Sudão como um país que já foi reconhecido como o maior da África, caracterizado por uma rica diversidade cultural e étnica, com múltiplas línguas, tradições e tons de pele.

No entanto, destacou que décadas de rígido domínio islâmico acabaram por sufocar essa diversidade e impor severas restrições à liberdade religiosa, especialmente para os cristãos.

Silêncio da mídia internacional

Enquanto outros conflitos dominam os holofotes da mídia internacional, a devastadora guerra civil no Sudão segue quase esquecida.

Em meio a uma crise que ameaça milhões de vidas, surge um apelo urgente à comunidade internacional e aos cristãos: levantar oração, demonstrar solidariedade e exercer pressão por paz.

Desde abril de 2023, o confronto entre as Forças Armadas do Sudão (SAF) e a milícia paramilitar Rapid Support Forces (RSF mergulhou o país em uma crise humanitária sem precedentes.

A RSF integra a força de segurança criada pelo ex-presidente Omar al-Bashir, deposto em 2019. Ela é remanescente da milícia Janjaweed, um grupo paramilitar que atuou em Darfur e foi acusado de cometer genocídio.

Agora, os dois grupos armados e seus respectivos generais travam uma disputa pelo poder. Ambos são fortemente islâmicos e almejam governar o país para controlar sua riqueza mineral.

O líder de um grupo disse que poderia apertar a mão do diabo. Em outras palavras, qualquer um dos lados fará qualquer coisa para promover o Islã e a lei islâmica Sharia. Isso explica em parte por que a luta tem sido tão brutal.

Maior deslocamento global

Os combatentes de ambos os lados avançam pelo país como gafanhotos, deixando destruição por onde passam.

“A morte está em toda parte. Enterrei corpos diante da minha porta, e há sangue espalhado por todos os cantos”, diz um sobrevivente.

Mais de 15 milhões de pessoas já foram obrigadas a abandonar seus lares, produzindo o maior deslocamento interno do mundo atualmente.

Cerca de 6 milhões fugiram do país. A maioria agora vive com ajuda. Não têm onde viver e não têm emprego. Os combates destruíram o país.

Um depoimento diz: “A vida tem sido indescritível para civis como eu. Levaram-me a casa, o meu carro, o meu trabalho, o meu dinheiro. Agora não tenho nada.”

O impacto vai muito além da perda de moradia: o conflito interrompeu a produção agrícola pelo segundo ciclo consecutivo, desencadeando uma fome generalizada.

Especialistas alertam que centenas de milhares de pessoas podem morrer de inanição se a ajuda urgente não chegar a tempo.

Comunidades cristãs sob fogo cruzado

Os cristãos representam cerca de seis por cento da população do Sudão, mas é difícil saber o número exato.

“Eu nasci em uma família cristã, mas em meus documentos oficiais, fui registrado como muçulmano. O governo quer tornar toda a população muçulmana”, diz o entrevistado

Para ele, se os islâmicos tiverem sucesso, a vida dos cristãos será pior do que nunca.

“Mas ainda acreditamos que Deus nos colocou aqui por uma razão. Temos algo para fazer. Sabemos que Deus transformará essa maldição em uma bênção final para a nossa nação.”

Para a Igreja sudanesa, historicamente fragilizada, o cenário é ainda mais dramático. A milícia RSF tem ocupado templos, transformando igrejas em quartéis improvisados e expondo cristãos ao risco de bombardeios das forças da SAF.

Organizações como a Christian Solidarity Worldwide (CSW) e a Portas Abertas alertam que as comunidades cristãs enfrentam perseguição sistemática, incluindo violência, prisões arbitrárias, restrições ao culto e às conversões, além de discriminação no acesso à ajuda humanitária.

Em um incidente recente, um pastor presbiteriano e quatro membros foram detidos em Cartum Norte durante um funeral, sob acusação de “ilegalidade”. Muitos temem que isso sinalize uma onda mais ampla de perseguição religiosa.

Apesar da dimensão da tragédia, que inclui deslocamento em massa, fome, destruição de igrejas e violações de direitos humanos, a guerra no Sudão segue fora dos holofotes da mídia global e das prioridades diplomáticas. Para muitos, o país tornou-se “a crise esquecida”.

Fonte: Guia-me com informações de Premier

Igreja recebe ordem de demolição após Justiça anular doação de terreno em GO

A Igreja Templo da Glória de Deus. (Foto: Reprodução/Instagram/João Campos).
A Igreja Templo da Glória de Deus. (Foto: Reprodução/Instagram/João Campos).

Uma decisão da Justiça que determinou a demolição de uma igreja evangélica em Aparecida de Goiânia, Goiás, gerou comoção entre os membros e os moradores da região.

A decisão, publicada no dia 16 de outubro deste ano, ordenou que a Igreja Templo da Glória de Deus destrua seu templo e desocupe o terreno até o prazo de 60 dias, segundo uma reportagem do telejornal Serra Dourada, da TV Serra Dourada/SBT.

A ação acontece após uma ação civil pública apresentada há anos por um ex-vereador do PT, que contestou a doação do terreno feita pela prefeitura. Na sentença, foram anuladas três leis e um decreto municipal para retirar a igreja do lugar.

Conforme a Justiça, o terreno voltará para o poder público e o local será transformado em uma praça. Entretanto, já existem várias praças na região da igreja.

Nas redes sociais, o vice-prefeito de Aparecida de Goiânia, João Campos, condenou a decisão judicial, ressaltando que a doação do terreno à igreja foi realizada conforme a lei.

“A Igreja Templo da Glória de Deus, por meio de seu advogado, protocolou recurso no Tribunal de Justiça contra a decisão judicial que determina a demolição e desocupação do templo no Parque Trindade. O prefeito Leandro Vilela determinou que a procuradoria municipal também ingresse com recurso em apoio à causa, visando defender os interesses da comunidade religiosa”, informou Campos.

Chamando a decisão de “injustiça”, o vice-prefeito declarou: “Confiamos plenamente de que o tribunal reverterá essa decisão, preservando o espaço de fé e agregação social”.

O político ainda enfatizou o impacto social da igreja na comunidade local. “A igreja realiza um trabalho excepcional, de evangelização e de ação social. É uma forma da igreja colaborar com o poder público. A igreja é reconhecida pela comunidade, ninguém aqui tem interesse na remoção”, afirmou.

A congregação ajuda moradores em vulnerabilidade social através de distribuição gratuita de verduras, doação de roupas, auxílio pedagógico e distribuição de cestas básicas.

“A igreja virou uma família porque toda vez que precisa de uma roupa para vestir, eles doam. Tem gente que vem do Maranhão, do Pará, chega aqui, tem uma casa de apoio abençoada que aceita as pessoas”, contou Mateus, um dos beneficiados pelas ações sociais.

Fonte: Guia-me com informações de Jornal Serra Dourada

Padre anglicano sequestrado morre em cativeiro na Nigéria

Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)
Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)

Em meio a uma onda de sequestros em massa na Nigéria, um padre anglicano sequestrado junto com sua esposa e filha morreu em cativeiro, anunciaram líderes da Igreja da Nigéria, Comunhão Anglicana, na quarta-feira (26 de novembro).

O reverendo Edwin Achi foi sequestrado em 28 de outubro, juntamente com sua esposa, Sarah Achi, e sua filha, na vila de Nissi, condado de Chikun, estado de Kaduna. Os líderes da igreja não informaram como ele morreu, mas os sequestradores exigiram um resgate de 600 milhões de nairas (US$ 415.216).

“O Venerável Edwin, que foi sequestrado juntamente com sua esposa em 28 de outubro, teve sua morte confirmada”, disseram os líderes anglicanos em um comunicado à imprensa. “Sua partida é uma perda dolorosa para toda a Diocese, o clero, a família da igreja e todos que foram abençoados por seu ministério fiel, espírito humilde e devoção inabalável ao serviço de Deus. Continuamos a orar pela libertação de sua esposa e filha, que ainda estão em poder dos sequestradores.”

Dias antes de sua morte, seus sequestradores divulgaram uma foto dele e de sua esposa junto com outros cristãos cativos.

Harrison Gwamnishu, da Safe City Foundation, havia declarado em um comunicado de imprensa anterior que o valor do resgate era exorbitante.

“Na foto divulgada pelos sequestradores, outras vítimas inocentes também aparecem, mostrando que este não é um ataque isolado, mas parte de uma crescente onda de insegurança”, disse Gwamnishu. “Apelo ao governo federal, ao governo do estado de Kaduna e a todas as agências de segurança relevantes para que ajam com rapidez e decisão. Esta situação é inaceitável. Cada dia que essas vítimas permanecem em cativeiro é mais um dia de trauma e incerteza para suas famílias e comunidades. O governo deve intervir imediatamente para garantir sua libertação em segurança.”

Nelly Achi, parente do padre anglicano, declarou publicamente: “Estamos chorando e implorando por misericórdia, Jeová; o resgate exigido é de 600 milhões de nairas. É uma quantia muito alta para a família arcar. Suplicamos e imploramos por seus atos de bondade.”

Onda de sequestros

O anúncio foi feito depois que o presidente nigeriano, Bola Tinubu, pressionado pelo governo dos EUA, ordenou na quarta-feira (26 de novembro) a contratação de 20.000 agentes de segurança para reforçar a força existente de 30.000, em decorrência de uma onda de sequestros em massa.

“A polícia recrutará mais 20.000 agentes, elevando o total para 50.000”, disse Tinubu em um comunicado à imprensa. “Meus compatriotas nigerianos, esta é uma emergência nacional e estamos respondendo com o envio de mais policiais para o terreno, especialmente em áreas com problemas de segurança.”

Entre os sequestros em massa recentes, homens armados sequestraram 303 estudantes de um internato católico na vila de Papiri, estado de Níger, em 21 de novembro, segundo a Associação Cristã da Nigéria (CAN). Cerca de 50 deles conseguiram escapar logo depois, de acordo com a seção local da CAN.

O governador do Níger, Umar Bago, teria dito que o número de estudantes sequestrados era “muito, muito menor” que 303 e que as escolas da região haviam sido fechadas quatro anos antes devido a ameaças. Ele criticou os responsáveis ​​pela Escola Católica de Santa Maria por reabrirem a instituição, visto que homens armados fizeram ameaças dois meses antes e também quatro anos antes, o que resultou no fechamento da escola, segundo a BBC.

Na aldeia de Eruku, no estado de Kwara, agressores mataram dois cristãos durante um culto na Igreja Apostólica de Cristo (CAC) e sequestraram outros 38 em 21 de novembro. Tinubu e autoridades estaduais anunciaram no domingo (23 de novembro) que os 38 fiéis sequestrados em Kwara foram libertados, sem especificar as condições para sua libertação.

Na cidade de Maga, no estado de Kebbi, 25 meninas foram sequestradas da Escola Secundária Abrangente Feminina do Governo em 17 de novembro, e uma delas teria conseguido escapar no mesmo dia. Novamente sem fornecer detalhes, Tinubu anunciou na terça-feira (25 de novembro) que as 24 meninas restantes haviam sido libertadas.

Os suspeitos de serem os culpados pelos sequestros são grupos extremistas islâmicos, predominantemente milícias muçulmanas Fulani e gangues criminosas.

Na região Centro-Norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no Nordeste e Noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, sobretudo cristãos, segundo um relatório do Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional de Crença (APPG) do Reino Unido. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de ataques, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, de acordo com o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, o Lakurawa, surgiu no noroeste, armado com armamento avançado e uma agenda islâmica radical, de acordo com o relatório Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas. O Lakurawa é afiliado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

Com milhões de habitantes espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os fulanis, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de diversas linhagens que não sustentam visões extremistas, embora alguns fulanis adiram à ideologia islâmica radical, de acordo com o relatório do APPG.

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atacar cristãos e símbolos importantes da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria afirmaram acreditar que os ataques de pastores contra comunidades cristãs na região central do país são motivados pelo desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o islamismo, já que a desertificação tem dificultado a criação de seus rebanhos.

De acordo com a Lista Mundial da Perseguição de 2025, a Nigéria continua sendo um dos lugares mais perigosos do mundo para os cristãos. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período analisado, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, segundo a .

“O nível de violência anticristã no país já atingiu o máximo possível, segundo a metodologia da Lista Mundial de Vigilância”, afirmou o relatório.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 dos 50 piores países para os cristãos.

Folha Gospel com informações de Christian Daily International

Organização humanitária de Franklin Graham dará caixas de sapato com presentes a 13 milhões de crianças

Crianças vulneráveis de 130 países receberão o presente de Natal. (Foto: Facebook/Samaritan’s Purse).
Crianças vulneráveis de 130 países receberão o presente de Natal. (Foto: Facebook/Samaritan’s Purse).

A Samaritan’s Purse, organização humanitária liderada pelo evangelista Franklin Graham, vai enviar 13 milhões de caixas de sapato com presentes para crianças em todo o mundo, neste Natal.

A Operação Christmas Child vai presentear crianças em vulnerabilidade social de 130 países, incluindo regiões isoladas e de difícil acesso.

Recentemente, Franklin participou da celebração anual de iluminação da árvore de Natal da Fox News, em Nova York, e anunciou a meta da operação deste ano.

“Teremos cerca de 13 milhões dessas caixas”, disse ele, durante a transmissão do evento. “Cada um tem cerca de 30 presentes. E o que queremos ensinar às crianças é a importância de doar. Deus deu Seu Filho, Jesus Cristo, e queremos que as crianças do mundo entendam a importância de receber um dom, e para as crianças que os empacotam, a importância de dar”, destacou.

O filho de Billy Graham aproveitou a oportunidade e pregou sobre o significado bíblico do Natal.

“Natal é sobre dar. Deus deu o primeiro presente — Seu Filho, Jesus Cristo, que veio para tomar nossos pecados. No Natal, honramos Jesus Cristo e lembramos do que Ele fez por nós”, declarou.

Operação de Natal

A Operação Christmas Child acontece todos os anos nos Estados Unidos, onde crianças, famílias e igrejas embalam caixas de sapatos, contendo ursinhos de pelúcia, brinquedos, itens de higiene, material escolar, livros infantis evangelísticos e cartas escritas à mão.

O projeto envolve cerca de 300.000 voluntários e alcança crianças que vivem em florestas densas, favelas, vilarejos e mais de 1.000 ilhas remotas do Oceano Pacífico.

“Na Samaritan’s Purse, temos a oportunidade de compartilhar o verdadeiro significado do Natal com milhões de crianças ao redor do mundo por meio da Operação Christmas Child”, disse Graham à Fox News.

E acrescentou: “Esta é uma oportunidade para as crianças darem a outra pessoa sem querer nada em troca. Vivemos em um mundo egoísta, mas isso ensina à próxima geração a importância de dar”.

As famílias também podem montar uma caixa de sapato online no site da Samaritan’s, selecionando itens e adicionando uma foto ou bilhete pessoal.

A Operação de Natal da missão começou em 1993 e, desde então, já entregou mais de 232 milhões de caixas para crianças em mais de 170 países e territórios.

Fonte: Guia-me como informações de Fox News

Resolução da ONU pede fim da perseguição contra cristãos no Irã

O Terceiro Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução. (Foto: Captura de tela/ONU).
O Terceiro Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução. (Foto: Captura de tela/ONU).

O Terceiro Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução denunciando a perseguição contra cristãos no Irã.

O Comitê, conhecido como Comissão de Assuntos Sociais, Humanitários e Cultural (SOCHUM), divulgou o documento neste mês, expressando preocupação com o “aumento do assédio, intimidação, perseguição, prisão e detenção arbitrárias e incitação ao ódio que pode levar à violência contra pessoas pertencentes a minorias religiosas reconhecidas e não reconhecidas, incluindo cristãos (particularmente convertidos do Islã)”.

A resolução – aprovada por 79 votos a favor, 28 contra, com 63 abstenções – também mencionou as “restrições ao estabelecimento de locais de culto” e apelou ao governo iraniano para acabar, na lei e na prática, com todas as formas de discriminação com base na religião.

Grande parte dos países que votaram contra a resolução estão na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Portas Abertas, onde cristãos enfrentam diferentes formas de perseguição, como China, Coreia do Norte, Índia, Eritreia, Iraque e Cuba. O Brasil se absteve da votação.

No Comitê, o documento foi apresentado pelo representante do Canadá, que declarou que as minorias religiosas no Irã “continuam sofrendo discriminação, violência e perseguição enraizadas, refletindo um padrão deliberado e persistente de desrespeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito”.

O representante do Reino Unido afirmou que “a mídia ligada ao Estado intensificou a busca de bodes expiatórios e incitação contra minorias religiosas, em particular os bahá’ís e cristãos”.

O documento ainda pediu que o Irã liberte todos os iranianos que foram presos devido a sua fé e que pare de vigiar cidadãos por causa de sua crença.

Cristãos presos

A ONU também condenou o uso do Artigo 500 pela Justiça do Irã para acusar cristãos de “propaganda contra o regime” e sentenciá-los à prisão.

De acordo com a Relatora Especial da ONU sobre a Situação dos Direitos Humanos no Irã, Mai Sato, entre 24 de junho e 31 de julho, pelo menos 96 cristãos foram presos por atividades religiosas no Irã.

O país ocupa a 9ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas.

Fonte: Guia-me com informações de Article 18

Igreja Universal distribui 2 mil Bíblias em comunidade do RJ

A mobilização social foi promovida pelos voluntários da Força Jovem Universal (FJU), da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) - Foto: Reprodução/Site Universal
A mobilização social foi promovida pelos voluntários da Força Jovem Universal (FJU), da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) - Foto: Reprodução/Site Universal

Mais de duas mil Bíblias foram distribuídas aos moradores da comunidade na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), no último domingo (23). A mobilização social foi promovida pelos voluntários da Força Jovem Universal (FJU), da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

De acordo com a denominação, a ação teve como objetivo oferecer mais do que o livro sagrado. O foco foi prestar apoio emocional, oração e acolhimento a famílias que vêm enfrentando um período de tensão e insegurança na região.

A iniciativa ocorreu em meio a um cenário delicado, marcado por conflitos recentes que afetaram o cotidiano da Vila Cruzeiro. Para a Igreja, a presença dos voluntários representou um gesto de solidariedade e aproximação com os moradores. “A proposta era entregar não só a Bíblia, mas uma mensagem de conforto e esperança”, destacou a instituição.

Moradores relataram que o gesto foi recebido como um sinal de paz e como incentivo a um novo começo. A Universal afirma que ações desse tipo reforçam a convicção de que a fé pode promover transformação e restaurar vidas.

A denominação lembra ainda que sua atuação no Complexo da Penha não é recente. Em julho de 2022, o projeto Unisocial distribuiu mais de 1,1 mil cestas básicas — cerca de 20 toneladas de alimentos — e ofereceu atendimento psicológico, jurídico, serviços de saúde, corte de cabelo e atividades de evangelização na Vila Cruzeiro.

Segundo a Igreja, a entrega de uma Bíblia também funciona como um “chamado à mudança” e ao fortalecimento espiritual, especialmente em áreas mais vulneráveis.

Fonte: Comunhão

Cristão enfrentam crescimento da ameaça islâmica na França, alerta relatório

Torre Eiffel em Paris, capital da França (Foto: Canva Pro)
Torre Eiffel em Paris, capital da França (Foto: Canva Pro)

A inteligência interna da França emitiu um alerta sobre o aumento da ameaça às comunidades cristãs, segundo um relatório confidencial obtido pelo Le Figaro, que relaciona os recentes ataques na Europa a décadas de propaganda jihadista.

O alerta foi emitido após o ataque de 10 de setembro, em Lyon, contra Ashur Sarnaya, um cristão iraquiano que usa cadeira de rodas, episódio que, segundo os investigadores, evidencia a persistente obsessão jihadista em atacar cristãos.

Segundo a Direção Geral de Segurança Interna (DGSI), grupos islâmicos têm reiteradamente mirado os cristãos, os classificando como “infiéis” ou “idólatras”.

O relatório aponta que essa narrativa se apoia em propaganda antiga que retrata os cristãos como “cruzados” e recorre a referências às Cruzadas, à colonização europeia e às recentes operações militares ocidentais.

Retórica anticristã

O documento da DGSI evidencia como a retórica anticristã se converteu em violência concreta.

Em 1998, Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda, publicou uma fatwa conclamando ataques contra “judeus e cruzados”.

A fatwa é uma decisão ou parecer jurídico emitido por um estudioso islâmico (mufti) sobre questões religiosas, sociais ou legais, com base na interpretação da sharia (lei islâmica).

O sucessor de bin Laden, Ayman al-Zawahiri, reforçou essa visão ao descrever o cenário global como um confronto entre “os cruzados e seus aliados” e os muçulmanos.

O Estado Islâmico recorreu diversas vezes a uma retórica semelhante, prometendo em 2014 que “conquistaremos sua Roma, quebraremos suas cruzes e escravizaremos suas mulheres… Elas venderão seus filhos no mercado de escravos”.

Em 2015, a revista em língua francesa do grupo, Dar al-Islam, incentivou ataques a igrejas para “incutir medo em seus corações”, enquanto a agência jihadista Thabat divulgou, em árabe, uma declaração condenando a “islamofobia” e conclamando o uso de facas ou veículos como armas, com foco específico em locais cristãos de culto.

Efeitos devastadores

Na Argélia, durante os anos 1990, o Grupo Islâmico Armado assassinou pelo menos 19 líderes religiosos.

No Paquistão, nos anos 2000, a Al-Qaeda atacou comunidades cristãs locais. Já em 2015, o Estado Islâmico executou 21 cristãos coptas egípcios na Líbia.

A Europa também foi alvo de ataques: o atentado que matou 12 pessoas no mercado de Natal de Berlim em 2016, o assassinato do padre Jacques Hamel em Saint-Étienne-du-Rouvray, e o ataque à basílica de Nice em 2020 – todos evidenciam a vulnerabilidade do continente.

Dados do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa (OIDAC) apontam para uma crescente onda de violência anticristã no continente.

Apenas em 2024, a Alemanha registrou 337 incidentes, incluindo 33 incêndios criminosos em igrejas.

Na França, houve diversas agressões contra fiéis e ataques a locais históricos, como o incêndio em Saint-Omer e o uso de gás lacrimogêneo durante cultos adventistas em Dijon.

Fonte: Guia-me com informações de European Conservative

Países da União Europeia serão obrigados a reconhecer casamentos gay, decide tribunal

Complexo do Tribunal de Justiça da União Europeia em Luxemburgo, com bandeiras dos países da EU. (Foto: Creative Commons)
Complexo do Tribunal de Justiça da União Europeia em Luxemburgo, com bandeiras dos países da EU. (Foto: Creative Commons)

A principal corte da União Europeia (UE) decidiu, nesta terça-feira (25), que os casamentos entre pessoas do mesmo sexo devem ser reconhecidos em todos os países do bloco.

O tribunal criticou a Polônia por não aceitar o registro de um casamento realizado na Alemanha – onde o casamento é legalizado desde 2017 e a união civil desde 2001 – entre dois cidadãos poloneses.

Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) afirmou que a Polônia agiu de forma incorreta ao não reconhecer o casamento dos dois homens quando eles retornaram ao país.

A Polônia justificou sua negativa com base na legislação do país que proíbe uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Donald Tusk, primeiro-ministro da Polônia e líder do partido centrista Plataforma Cívica, é conhecido por sua postura pró-União Europeia e pela defesa de políticas liberais e de integração.

Ex-presidente do Conselho Europeu, Tusk afirmou que o projeto para reconhecer uniões homoafetivas no país enfrenta entraves devido à resistência de um parceiro conservador dentro da coalizão governista.”

O presidente conservador da Polônia, Karol Nawrocki, declarou que vetaria “qualquer projeto que enfraqueça o status do casamento protegido constitucionalmente”.

Na Polônia, a Constituição define o casamento como uma união exclusivamente entre um homem e uma mulher, um princípio considerado essencial para a proteção da família tradicional.

Essa cláusula é vista pelos setores conservadores como inegociável, e qualquer tentativa de mudança – como a legalização do casamento homoafetivo – é interpretada como uma violação constitucional.

Após receber a questão dos tribunais poloneses, o Tribunal concluiu que “recusar o reconhecimento de um casamento entre dois cidadãos da União, celebrado legalmente em outro Estado-Membro onde exerceram a sua liberdade de circulação e de residência, é contrário ao direito da UE, porque infringe essa liberdade e o direito ao respeito pela vida privada e familiar”.

Embora a UE não possa obrigar seus Estados-membros a legalizar o casamento gay, determina agora que qualquer união válida em um país que o permita seja reconhecida por todos os demais integrantes do bloco.

Assim, o estado civil de qualquer cidadão da União Europeia deve ser reconhecido em todo o território dos 27 países.

Dessa forma, nações como Romênia, Bulgária e Letônia, onde não há previsão legal para uniões entre pessoas do mesmo sexo, terão de aceitar esse tipo de casamento quando realizado em outro país do bloco.

Fonte: Guia-me com informações de Reuters e RFI

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