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Igreja vai recorrer da proibição de pregar nas ruas da Inglaterra

Pastor Stephen Clayden durante pregação pública em Colchester, na Inglaterra. (Foto: Christian Legal Centre)
Pastor Stephen Clayden durante pregação pública em Colchester, na Inglaterra. (Foto: Christian Legal Centre)

Uma igreja na Inglaterra vai entrar com um recurso depois que as autoridades proibiram toda a congregação de pregar no centro da cidade.

O Tribunal de Magistrados de Colchester analisará o recurso contra uma Notificação de Proteção Comunitária (CPN, na sigla em inglês) emitida pelas autoridades à Igreja Comunitária Pão da Vida, em Essex.

O grupo de direitos humanos Christian Concern afirmou que as autoridades usaram seus poderes de ordem pública de forma inédita, visando uma igreja inteira em vez de evangelistas individuais. Segundo o grupo, a notificação criminaliza tanto o conteúdo da mensagem quanto a maneira de pregar.

O reverendo Stephen Clayden, pastor da Igreja Comunitária Pão da Vida, disse que a igreja prega de forma legal e pacífica em Colchester há seis anos.

“Não prejudicamos ninguém”, disse Clayden. “Não nos deixaremos intimidar a ponto de abandonar a Grande Comissão.”

Clayden rejeitou as alegações de que a igreja agiu ilegalmente e confirmou que irá contestar a decisão do CPN. O Centro Jurídico Cristão está apoiando o caso.

“Respeitamos a lei. Mas não podemos e não vamos parar de pregar o evangelho de Jesus Cristo”, disse ele. “Nenhum conselho tem autoridade para silenciar a Igreja.”

A organização Christian Concern afirmou que os fiscais da prefeitura impuseram a Ordem de Proteção ao Consumidor (CPN) após pressionarem a igreja, inclusive proibindo o uso de amplificação durante as atividades evangelísticas semanais. Não há nenhuma Ordem de Proteção do Espaço Público que restrinja o som amplificado no local, no centro da cidade.

O descumprimento da notificação constitui um crime, o que significa que Clayden e outros membros da igreja podem ser processados ​​caso não a cumpram.

A organização Christian Concern acrescentou que ninguém havia reclamado anteriormente do trabalho de evangelização da igreja, incluindo a pregação e as conversas com o público.

Em novembro, os responsáveis ​​emitiram um alerta de proteção comunitária e, posteriormente, ameaçaram aplicar multas. Na sequência, manifestaram preocupação não só com o volume, mas também com o conteúdo da pregação, incluindo referências ao julgamento e ao inferno, que, segundo o conselho, poderiam perturbar os ouvintes.

A CPN acusa a igreja de usar amplificação e “mensagens religiosas” que mencionam o “inferno” e causam “assédio, alarme e angústia”. Afirma ainda que os responsáveis ​​pela prisão “tentaram orientar” os pregadores, mas consideraram a atividade “irrazoável” e “prejudicial” à comunidade.

O Centro Jurídico Cristão argumentará em juízo, com base na seção 46 da Lei de Comportamento Antissocial, Crime e Policiamento de 2014, que a CPN é ilegal. A igreja nega que qualquer das condutas alegadas tenha ocorrido e rejeita as acusações de que tenha se envolvido em comportamento ameaçador, de assédio ou intimidação. Afirma que descrever o ensinamento bíblico sobre o inferno como “intimidação” deturpa a prática rotineira do evangelismo cristão.

A igreja registra e transmite ao vivo todas as suas atividades de evangelização e afirma que não há evidências de ameaças ou assédio. Argumentará também que o caso diz respeito a um desconforto com sua mensagem, e não a qualquer perturbação genuína – uma questão protegida pelos Artigos 9 e 10 da Lei de Direitos Humanos.

O recurso afirma ainda que o conselho não demonstrou qualquer efeito prejudicial real na qualidade de vida da área, conforme exige a lei.

A igreja argumenta ainda que as autoridades não apresentaram provas objetivas de danos e nega que sua conduta tenha sido persistente ou irracional.

A organização Christian Concern afirmou que a CPN é “vaga e desproporcional”, particularmente em sua proibição de “comportamento intimidatório” não definido. A igreja argumenta que as tentativas de restringir declarações doutrinárias, como advertências sobre o julgamento de Deus, equivalem à censura ilegal de discursos religiosos protegidos.

Na audiência, a igreja pedirá ao tribunal que cancele integralmente o CPN ou, alternativamente, que remova quaisquer exigências que restrinjam ilegalmente a expressão religiosa.

Andrea Williams, diretora executiva do Centro Jurídico Cristão, descreveu o caso como um “desenvolvimento profundamente alarmante”.

“Os poderes de ordem pública concebidos para lidar com comportamentos antissociais genuínos estão agora sendo usados ​​para reprimir a pregação cristã”, disse ela. “Hoje é a amplificação; amanhã será o conteúdo da própria mensagem. Estamos testemunhando uma ladeira escorregadia, da gestão do ruído à vigilância da teologia.”

Williams afirmou que a pregação e o testemunho público são essenciais à fé cristã e permanecem protegidos por lei.

“Se uma igreja pode ser criminalizada simplesmente por proclamar o evangelho, então a liberdade de religião e de expressão no Reino Unido está seriamente ameaçada”, disse ela. “Esta igreja leva as Boas Novas de Jesus Cristo ao coração desta comunidade, e nós a apoiaremos enquanto ela contesta a notificação.”

Folha Gospel com informações de Christian daily

Nick Vujicic responde aos rumores de sua morte confirmando que está vivo e bem

Evangelista Nick Vujicic (Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)
Evangelista Nick Vujicic (Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)

Em meio a alegações virais de que estaria gravemente doente ou morto, o fundador da Life Without Limbs, Nick Vujicic, esclareceu que está “com boa saúde” e desmentiu tais notícias, classificando-as como “falsas”.

“É com grande satisfação que informo que estou com boa saúde e gostaria de esclarecer que existem muitas notícias, artigos e publicações falsas afirmando que fui diagnosticado com câncer e até mesmo que faleci. Embora eu deseje ir para Casa, ainda há muito trabalho a ser feito”, disse o australiano de 43 anos ao The Christian Post.

Diversos relatos sobre a morte ou doença do evangelista circularam em várias plataformas de mídia social esta semana e foram compartilhados por milhares de pessoas, juntamente com comentários de solidariedade. Muitas das postagens apresentavam imagens geradas por inteligência artificial de Vujicic em um leito de hospital.

O marido e pai de quatro filhos, conhecido mundialmente por sua mensagem de resiliência e fé apesar de ter nascido sem membros, já foi alvo de boatos semelhantes na internet no passado, parte de um padrão mais amplo de desinformação direcionada a figuras públicas de destaque.

Em sua declaração à CP, Vujicic, que lidera o NickV Ministries, uma organização internacional sem fins lucrativos dedicada a compartilhar o Evangelho e unir o corpo de Cristo, disse que “especialmente” deseja estar presente para assistir ao seu novo filme, “No Limbs, No Limits”, com sua família no cinema.

“Sabemos que a vida é curta, e fico feliz em informar que ainda estou aqui, fazendo o que posso para ajudar mais uma pessoa a encontrar esperança em Deus!”, disse ele.

O filme, que estreia nos cinemas em 25 de setembro, conta a história de Vujicic, que superou uma profunda depressão e tentativas de suicídio para alcançar bilhões de pessoas com uma mensagem de esperança e fé. O australiano nasceu com síndrome de tetra-amelia, uma doença rara caracterizada pela ausência dos quatro membros.

“Poder ver ao menos uma pessoa sentir que não há esperança, mas que ela existe, é realmente incrível. É emocionante, honroso e inspirador”, disse ele ao CP sobre o motivo de ter dedicado sua vida a compartilhar a esperança do Evangelho.

Além de seu ministério de palestras, Vujicic expandiu seus negócios para empreendimentos financeiros alinhados com sua defesa da vida. Em 2025, ele lançou a ProLifeFintech, uma alternativa bancária cristã com o objetivo de oferecer serviços consistentes com os valores pró-vida.

A iniciativa surge de preocupações que ele expressou em 2021 sobre grandes instituições financeiras que supostamente apoiam clínicas de aborto, como a Planned Parenthood.

“Assim como Noé salvou vidas, nós também vamos salvar vidas com o ProLife Bank”, disse ele ao CP na época . “Baseia-se no entendimento de que Deus quer retomar o Seu papel e redistribuí-lo por meio de Seus fiéis discípulos.”

“Nos Estados Unidos, foram realizados 77 milhões de abortos — isso representa 23% da nossa população. E uma em cada três cristãs já fez um aborto. Estou fazendo a minha parte para pressionar a Igreja a dizer: ‘Vocês não podem se dar ao luxo de não dizer às pessoas que metade dos abortos nos Estados Unidos são realizados por cristãs.’”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Cristãos comemoram aprovação de projeto de lei para coibir casamento infantil em Punjab, Paquistão

Bandeira do Paquistão (Foto: Folha Gospel/Canva)
Bandeira do Paquistão (Foto: Folha Gospel/Canva)

A Assembleia da Província de Punjab, no Paquistão, aprovou na segunda-feira (27 de abril) um projeto de lei histórico com o objetivo de coibir o casamento infantil, após um acalorado debate entre parlamentares do governo e da oposição.

O Projeto de Lei de Restrição ao Casamento Infantil de Punjab de 2026 foi aprovado por maioria de votos após ser apresentado pelo Ministro de Assuntos Parlamentares, Mian Mujtaba Shujaur Rehman. A legislação já havia sido aprovada pela Comissão Permanente de Governo Local e Desenvolvimento Comunitário da Assembleia Provincial em 13 de abril e entrará em vigor após a assinatura do Governador de Punjab, Saleem Haider Khan.

Defensores dos direitos cristãos saudaram a medida, considerando-a um passo significativo para proteger meninas menores de idade pertencentes a minorias da exploração sexual ligada a conversões religiosas forçadas e casamentos arranjados.

A nova lei alinha o Punjab com as províncias de Sindh e Baluchistão e com o Território da Capital Islamabad, que estabeleceram 18 anos como a idade mínima legal para o casamento. Khyber Pakhtunkhwa continua sendo a única província sem legislação semelhante.

O projeto de lei substitui as disposições da Lei de Restrição ao Casamento Infantil de 1929, que permitia que meninas se casassem aos 16 anos e meninos aos 18, e estabelece 18 anos como a idade mínima para ambos os sexos.

Os legisladores também aprovaram por unanimidade uma emenda que exige que o “melhor interesse da criança” seja a principal consideração em todos os procedimentos previstos em lei, incluindo investigação, fiança, sentença e custódia. A emenda foi proposta pelo legislador cristão Ejaz Alam Augustine e co-patrocinada por membros de diferentes partidos.

Esclarece ainda que uma criança envolvida em um casamento não pode ser tratada como criminosa e que qualquer suposto consentimento de um menor, particularmente em casos que envolvam coerção ou sequestro, não será considerado determinante em decisões de guarda ou proteção.

A legislação enfrentou forte oposição de alguns parlamentares, que argumentaram que ela entrava em conflito com os princípios islâmicos e as normas sociais. Eles propuseram que o projeto de lei fosse devolvido à comissão, mas a assembleia rejeitou a moção.

A ministra da Informação do Punjab, Azma Zahid Bokhari, defendeu o projeto de lei, questionando se os críticos aceitariam casamentos precoces para suas próprias filhas. Ela argumentou que a coerência legal exige que as decisões sobre casamento sejam tomadas na idade adulta, observando que os cidadãos não podem celebrar contratos antes dos 18 anos.

Bokhari também destacou os riscos à saúde associados aos casamentos precoces e enfatizou a importância da maturidade mental e física, bem como da verificação adequada da idade por meio de documentos oficiais.

O deputado Zulfiqar Ali Shah, do Ministério da Fazenda, alertou contra a priorização da legislação em detrimento dos “valores sociais” e expressou preocupação com as implicações morais da restrição de casamentos precoces. Bokhari rejeitou esses argumentos, apontando para práticas prejudiciais, como o uso de meninas para resolver disputas. Ela também observou que o Tribunal Federal da Sharia já havia confirmado a constitucionalidade de legislação semelhante promulgada em Sindh.

Uma proposta de Augustine para declarar nulos todos os casamentos infantis foi retirada depois que o presidente da Assembleia Nacional, Malik Ahmed Khan, pediu mais consultas, citando complexidades legais, incluindo o estatuto das crianças nascidas dessas uniões.

Outra emenda proposta por Augustine, que buscava tornar o Cartão Nacional de Identidade Informatizado (CNIC) um comprovante de idade obrigatório, também foi retirada após garantias do governo de que a exigência seria incorporada às normas de implementação.

Augustine afirmou que a lei ajudaria a conter os casos de sequestro e conversão forçada envolvendo meninas de minorias.

“Embora tenhamos buscado disposições para a anulação, reconhecemos a complexidade da questão”, disse ele ao Christian Daily International-Morning Star News. “No entanto, manter esses casamentos legalmente válidos implica o risco de permitir que os agressores recuperem a guarda da vítima quando ela atingir a maioridade.”

Grupos de defesa dos direitos cristãos comemoraram a legislação, mas alertaram que a sua aplicação efetiva será crucial.

Samson Salamat, presidente do Rawadari Tehreek ou Movimento pela Igualdade, afirmou que as autoridades devem garantir que a polícia e os tribunais lidem com esses casos com sensibilidade, principalmente quando alegações de conversão religiosa são usadas para encobrir condutas criminosas.

“Agradecemos ao governo de Punjab por dar um passo na direção certa. No entanto, o verdadeiro teste será aplicar esta lei na íntegra. Nesse sentido, é importante que o governo garanta que a polícia e o judiciário exerçam mais cautela em casos envolvendo meninas de minorias, pois essas crianças são exploradas sob o pretexto de conversão religiosa, transformando um crime em uma questão religiosa”, disse Salamat ao Christian Daily International-Morning Star News.

Tehmina Arora, diretora de defesa de direitos da ADF International para a Ásia, descreveu a lei como uma salvaguarda crucial, observando que o casamento infantil viola os padrões internacionais de direitos humanos, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher.

“Parabenizamos o Governo de Punjab e todos os grupos da sociedade civil que defenderam esta causa pela aprovação histórica deste projeto de lei”, disse Arora em comunicado ao Christian Daily International-Morning Star News. “Este é um momento histórico não só para a província de Punjab, mas para todas as meninas do Paquistão, cujo direito à infância, à educação e a uma vida livre do casamento precoce forçado tem sido negado por muito tempo.”

Ela enfatizou que, embora a legislação represente uma mudança política significativa, sua eficácia dependerá da aplicação consistente e da responsabilização institucional.

Em 22 de abril, especialistas independentes nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU também instaram o Paquistão a intensificar os esforços contra conversões forçadas e casamentos infantis. Eles recomendaram o aumento da idade mínima para casamento em todo o país, a criminalização da conversão religiosa forçada e a garantia de responsabilização por meio de investigações rápidas.

O Projeto de Lei de Restrição ao Casamento Infantil de Punjab de 2026 introduz penalidades severas para aqueles envolvidos em casamentos de menores de idade. O casamento infantil é classificado como um crime passível de prisão, sem direito a fiança e sem possibilidade de acordo. Indivíduos que contraem, facilitam ou promovem tais casamentos podem ser condenados a até sete anos de prisão e multas de até 1 milhão de rúpias paquistanesas (US$ 3.500).

Os registradores de casamento, ou nikah khawans , estão proibidos de registrar casamentos envolvendo menores. As violações acarretam penas de até um ano de prisão e multas de 100.000 rúpias (US$ 357).

Adultos que se casam com menores de idade podem enfrentar pena de prisão rigorosa de dois a três anos e multas de até 500.000 rúpias (US$ 1.787). A coabitação resultante de um casamento infantil é considerada abuso infantil, punível com pena de prisão de cinco a sete anos e multa mínima de 1 milhão de rúpias, independentemente do suposto consentimento.

A lei também criminaliza o tráfico de crianças ligado ao casamento e responsabiliza os pais ou responsáveis ​​que facilitam ou deixam de impedir casamentos de menores. Tais crimes acarretam penas de prisão de dois a três anos e multas de até 500.000 rúpias.

Todos os casos abrangidos por esta lei serão julgados nos Tribunais de Sessão e deverão ser concluídos no prazo de 90 dias, uma medida destinada a agilizar a justiça.

O Paquistão ficou em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, que classifica os 50 países onde é mais difícil ser cristão. O relatório cita conversões forçadas, sequestros e lacunas na proteção legal como algumas das principais preocupações.

Folha Gospel com informações de Christian Post

Projeto de literatura cristã está transformando vidas no Iraque

Grupo se reúne todas as semanas para ler e conversar sobre a Bíblia no Iraque. (Foto: Portas Abertas)
Grupo se reúne todas as semanas para ler e conversar sobre a Bíblia no Iraque. (Foto: Portas Abertas)

Em regiões do Iraque, um projeto de literatura cristã tem sido fundamental para a edificação e o desenvolvimento da fé dos cristãos locais. Através da criação e manutenção de bibliotecas em diversas cidades, a iniciativa tem ampliado o acesso a livros que auxiliam no crescimento espiritual e no conhecimento geral.

A bibliotecária Randa, que atua na região de Nínive, destaca a importância dessas bibliotecas como um legado valioso para pessoas de todas as idades. “Ela os ajuda a crescer na fé, mas também intelectualmente, socialmente e culturalmente”, afirma Randa, ressaltando o impacto multifacetado do projeto.

Um dos pilares do projeto é a promoção de atividades que incentivam a leitura e o estudo das escrituras. Uma reunião semanal para leitura e discussão da Bíblia, iniciada recentemente, já congrega aproximadamente 35 participantes. Além disso, estudantes frequentam o espaço em busca de referências para suas pesquisas acadêmicas.

Randa observa que os frequentadores buscam principalmente materiais como a Bíblia, livros cristãos e obras de psicologia. Malak, um jovem frequentador assíduo, expressa sua gratidão pela disponibilidade dos recursos: “É muito útil ter uma biblioteca na minha região, o que facilita o acesso e o empréstimo de livros. Agradeço suas doações e espero que continuem com seu apoio”.

Os clubes do livro são outra iniciativa para estimular o hábito da leitura, onde grupos selecionam e debatem obras que abordam valores e princípios cristãos. Em casos específicos, especialistas compartilham conhecimentos em psicologia para apoiar trabalhadores da educação cristã e profissionais de centros de cuidados pós-trauma.

“Eu gostaria de dizer às pessoas que apoiaram nossa biblioteca que a leitura deveria ser uma parte fundamental da vida. Agradeço a todos os doadores pelo apoio, que enriquece a fé das pessoas em Cristo”, conclui Randa, reforçando o valor do investimento em literatura para a comunidade.

Folha Gospel com informações de Portas Abertas

Igrejas domésticas não precisarão de autorização em Uttar Pradesh, na Índia

Cristãos reunidos em culto doméstico na Índia (Foto: Portas Abertas)
Cristãos reunidos em culto doméstico na Índia (Foto: Portas Abertas)

Uma decisão recente do Tribunal Superior de Allahabad representa um avanço significativo para a liberdade religiosa no estado mais populoso da Índia. A Corte afirmou que não é necessária autorização do Estado para realização de encontros de oração em residências particulares, desde que as atividades ocorram exclusivamente em propriedade privada e sem uso de espaços públicos.

A decisão surgiu após uma petição apresentada por um grupo cristão que buscava permissão oficial para realizar encontros de oração em sua propriedade. Segundo os autores da ação, apesar de diversas solicitações feitas às autoridades estaduais, não houve resposta clara sobre a necessidade ou não de autorização. O impasse gerou insegurança jurídica, especialmente em um contexto de crescente vigilância sobre reuniões cristãs.

Proteção à liberdade religiosa na Índia

Ao analisar o caso, os juízes Atul Sreedharan e Siddharth Nandan foram categóricos ao afirmar que nenhuma lei indiana proíbe reuniões religiosas em locais privados. De acordo com o tribunal, exigir autorização estatal para esse tipo de encontro violaria o Artigo 25 da Constituição da Índia, que garante a todos os cidadãos o direito de professar, praticar e propagar sua fé.

A Corte destacou ainda que, caso uma atividade religiosa se estenda para áreas públicas, como ruas ou propriedades do Estado, os organizadores deverão informar a polícia e seguir os procedimentos legais previstos. Mesmo assim, o tribunal ressaltou que é dever das autoridades garantir a segurança, a vida e a propriedade dos cidadãos, sem discriminação religiosa.

A perseguição aos cristãos em Uttar Pradesh, Índia

A decisão ocorre em um contexto delicado para os cristãos em Uttar Pradesh e em outras regiões da Índia. Reuniões de oração em casas, conhecidas como igrejas domésticas, têm sido frequentemente interrompidas por denúncias, ações policiais e, em alguns casos, violência, muitas vezes com base em leis anticonversão estaduais. Veja o exemplo dessa realidade na história de Laxman.

Segundo a Lista Mundial da Perseguição 2026, da Portas Abertas, a Índia está entre os 15 países onde os cristãos enfrentam perseguição extrema. Grupos extremistas hindutva frequentemente acusam líderes cristãos de conversões forçadas, resultando em prisões, interrogatórios e intimidação, com relatos recorrentes de omissão ou conivência das autoridades locais.

Entre a lei e a realidade

Para a Portas Abertas, o julgamento do Tribunal de Allahabad é um passo encorajador, pois oferece uma base legal clara para a proteção do culto cristão pacífico em ambientes privados. No entanto, a organização alerta que o principal desafio continua sendo a aplicação prática da decisão, já que muitos cristãos ainda enfrentam abusos mesmo quando atuam dentro da lei.

A Portas Abertas pede oração para que essa decisão seja respeitada e implementada de forma justa, garantindo que a liberdade religiosa assegurada pela Constituição indiana não seja apenas reconhecida nos tribunais, mas vivida plenamente no dia a dia dos cristãos em Uttar Pradesh e em toda a Índia.

Fonte: Portas Abertas

Assembleia de Deus abre filial na Suécia, país com alto índice de ateus

O pastor José Wellington Bezerra da Costa (esq.), presidente da Assembleia de Deus Ministério do Belém em São Paulo)(Imagem: Reprodução/Redes sociais)
O pastor José Wellington Bezerra da Costa (esq.), presidente da Assembleia de Deus Ministério do Belém em São Paulo)

Um momento de profunda emoção marcou a inauguração de uma nova igreja da Assembleia de Deus na Suécia. O pastor José Wellington Bezerra da Costa manifestou sua comoção ao ver a abertura do templo em uma nação com fortes laços históricos com a origem da denominação, mas que também se destaca por seu elevado percentual de ateísmo.

As raízes da Assembleia de Deus no Brasil remontam ao início do século XX, quando missionários suecos como Gunnar Vingren e Daniel Berg chegaram ao país em 1910. A percepção de que a igreja fundada por eles agora retorna à sua nação de origem gerou um sentimento especial.

“É emocionante saber que de lá surgiu a Assembleia de Deus, e agora temos o privilégio de levar novamente a Palavra àquela nação”, declarou o pastor.

A nova congregação sueca tem como objetivo acolher tanto a comunidade brasileira residente no país quanto os moradores locais. Os organizadores indicam que o espaço servirá também como ponto estratégico para a expansão das atividades da igreja em toda a região.

A Suécia é reconhecida mundialmente por apresentar um dos mais altos índices de ateísmo entre suas populações. Uma pesquisa realizada em 2025 pelo Pew Research Center, abrangendo 22 países, apontou que 52% dos suecos se autodefinem como ateus, agnósticos ou sem filiação religiosa específica.

Mais da metade desse grupo — o equivalente a 28% de toda a população sueca — se declara completamente ateu, rejeitando a existência de forças divinas e de vida após a morte.

Folha Gospel com informações de UOL

Azerbaijão destrói igrejas cristãs históricas em Nagorno-Karabakh

Mapa da região onde ficam Azerbaijão, Armênia e Nagorno-Karabakh (Foto: Reprodução/G1)
Mapa da região onde ficam Azerbaijão, Armênia e Nagorno-Karabakh (Foto: Reprodução/G1)

Imagens de satélite confirmaram a demolição de duas igrejas cristãs históricas em Stepanakert, a principal cidade da região de Nagorno-Karabakh, controlada pelo Azerbaijão desde setembro de 2023. As autoridades religiosas da Armênia classificaram a ação como uma campanha deliberada para apagar o patrimônio religioso armênio do território.

A Catedral da Santa Mãe de Deus, principal local de culto cristão em Stepanakert, chamada Khankendi pelos azerbaijanos, foi demolida, informou a Rádio Europa Livre , com base em imagens de satélite captadas no domingo.

A construção da catedral começou em 2006 e o ​​local foi consagrado em 2019. Durante as ofensivas militares do Azerbaijão na década de 2020, o porão da catedral foi usado como abrigo antiaéreo pelos moradores.

Uma publicação nas redes sociais do início de fevereiro mostrava uma cerca de construção cercando a catedral. Acredita-se que o prédio tenha sido demolido no início de abril.

Além da catedral, imagens de satélite confirmaram que a Igreja de São Jacó, outro importante local cristão na cidade, também foi destruída nas últimas semanas. Concluída em 2007, a igreja foi financiada por um filantropo armênio-americano em memória de seu filho falecido. Cruzes de pedra no terreno ao redor da igreja demolida também foram destruídas, segundo a Igreja Armênia.

O Conselho Muçulmano do Cáucaso, um órgão religioso ligado ao governo do Azerbaijão, confirmou a demolição planejada pelo Estado de ambas as igrejas, de acordo com o Asbarez .

O conselho afirmou que as estruturas haviam sido construídas “ilegalmente” durante o que chamou de ocupação armênia do território azerbaijano e argumentou que a demolição “não pode ser distorcida de forma alguma como destruição de patrimônio religioso ou cultural”. Acrescentou que azerbaijanos que retornaram à cidade pressionaram as autoridades para que removessem estruturas que não existiam ali antes do período descrito como “ocupação”.

Na semana passada, a Santa Sé de Etchmiadzin, autoridade governante da Igreja Apostólica Armênia, acusou o Azerbaijão de “atacar deliberadamente locais sagrados cristãos armênios, buscando apagar a presença armênia” em Nagorno-Karabakh, informou o Middle East Eye .

O Conselho de Muçulmanos do Cáucaso rejeitou essa declaração como “uma manifestação de hostilidade e desinformação”.

Elnare Akimova, membro do parlamento do Azerbaijão, classificou os relatos da destruição das igrejas como “uma provocação das forças revanchistas” e afirmou que o Azerbaijão “preservou monumentos religiosos e históricos em seu território como política de Estado”.

Lernik Hovhannisyan, presidente do Conselho Diocesano de Artsakh, órgão administrativo da Igreja Armênia na região de Nagorno-Karabakh, que os armênios chamam de Artsakh, contestou a versão apresentada pelo governo do Azerbaijão. Segundo ele, os armênios sempre foram a população predominante de Stepanakert e os azerbaijanos foram trazidos para o distrito de Krkzhan, na parte alta da cidade, na década de 1960, para alterar as condições demográficas no que era então o Oblast Autônomo de Nagorno-Karabakh.

Hovhannisyan também questionou por que as justificativas azerbaijanas não mencionavam as igrejas da Hora Verde e de Mokhrenes, construídas nos séculos XVIII e XIX, que foram destruídas na cidade vizinha de Shushi.

Ele disse que isso era inconsistente com a imagem que o Azerbaijão projeta de si mesmo como um país tolerante onde, segundo suas próprias palavras, “uma igreja, uma mesquita e uma sinagoga convivem lado a lado”. Ele perguntou onde estavam agora os 27.000 monumentos de Nakhichevan e os monumentos do norte de Artsakh.

Hovhannisyan argumentou que as demolições eram incompatíveis com os padrões internacionais de autodeterminação.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Grupo de Minsk, o órgão multinacional de mediação copresidido pela França, Rússia e Estados Unidos, que trabalhou desde 1992 para encontrar uma solução negociada para o conflito de Nagorno-Karabakh, reconheceu em seus documentos o direito da população armênia do território à autodeterminação.

O grupo estava praticamente inativo desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, que rompeu as relações de trabalho entre seus copresidentes, e cessou toda atividade substancial após a ofensiva do Azerbaijão em setembro de 2023.

As demolições geraram controvérsia às vésperas das eleições parlamentares da Armênia, com críticos acusando o primeiro-ministro Nikol Pashinyan de não pressionar o assunto nem buscar uma condenação internacional de Baku pela destruição de locais sagrados cristãos no território.

Pashinyan afirmou que seu governo estava trabalhando para reunir informações completas sobre o assunto, mas não chegou a condenar Baku. “Não creio que, levando em conta nossa experiência anterior, faremos disso um tema de discussões internacionais em nível estatal”, disse ele a repórteres. Ele também afirmou que “esses assuntos são uma faca de dois gumes”, pedindo, em vez disso, “prudência”.

Cerca de 120 mil armênios étnicos fugiram de Nagorno-Karabakh após uma série de ofensivas militares azerbaijanas que culminaram na captura total do território pelo Azerbaijão em setembro de 2023. Os armênios capturados durante o conflito permanecem presos no Azerbaijão.

Em uma publicação no X , Nadine Maenza, ex-presidente da Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), chamou a destruição de igrejas de “genocídio cultural após a limpeza étnica de 120.000 pessoas”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Líderes cristãos buscam unidade para amparar 388 milhões de perseguidos no mundo

Líderes cristãos se reúnem para para discutir o futuro do apoio a cristãos perseguidos (Foto: Reprodução)
Líderes cristãos se reúnem para para discutir o futuro do apoio a cristãos perseguidos (Foto: Reprodução)

Mais de 70 líderes de ministérios se reuniram em uma cidade europeia, em um encontro anual da Religious Liberty Partnership (RLP), para discutir o futuro do apoio a cristãos perseguidos.

O presidente da International Christian Concern (ICC), Shawn Wright, apresentou sua visão sobre como a colaboração entre organizações pode efetivamente alcançar e servir os mais de 388 milhões de cristãos que enfrentam perseguição.

A ICC, membro fundador da RLP, entidade dedicada à liberdade religiosa e ao amparo de crentes perseguidos, teve seu líder convidado a compartilhar reflexões sobre a necessidade de… (Leia a íntegra clicando aqui)

Silas Malafaia vira réu no STF por injúria; pastor alega perseguição política

Pastor Silas Malafaia durante ato político na Avenida Paulista, em São Paulo em abril de 2025. (Foto: Reprodução/redes sociais)
Pastor Silas Malafaia durante ato político na Avenida Paulista, em São Paulo em abril de 2025. (Foto: Reprodução/redes sociais)

O pastor Silas Malafaia foi formalmente aceito como réu pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 28 de abril. A decisão, referente a declarações feitas em abril de 2025 durante um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, acata parcialmente denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por crime de injúria contra o comandante do Exército, Tomás Paiva.

Nas redes sociais, Malafaia se manifestou classificando o processo como uma perseguição política e questionando seu foro no STF.

A acusação centraliza-se em falas proferidas pelo pastor durante uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, onde ele teria chamado integrantes da… (Leia a íntegra clicando aqui)

Bíblias em áudio levam esperança a cristãos perseguidos no México

Distribuição de Bíblias em áudio fortalece comunidades cristãs no México. (Foto: Reprodução)
Distribuição de Bíblias em áudio fortalece comunidades cristãs no México. (Foto: Reprodução)

Apesar da violência e resistência ao Evangelho, pastores mexicanos têm levado esperança a comunidades através da distribuição de Bíblias em áudio. Essa iniciativa tem fortalecido o trabalho missionário em regiões onde o cristianismo enfrenta forte oposição, conforme relatos de líderes religiosos atuantes na área.

O pastor Mariano, que iniciou seu ministério em Zinacantán, Chiapas, há cerca de 30 anos, enfrentou oposição desde o início. Ele era o único cristão em sua família ao começar a compartilhar o Evangelho. “Quando começamos, eu estava sozinho”, disse ele ao Global Christian Relief. José, outro pastor local, descreveu a resistência inicial.

“Eles não queriam a Palavra de Deus na comunidade. Mesmo que um… (Leia a íntegra clicando aqui)

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