Cristã evangelizando no trabalho (imagem ilustrativa)
Uma parcela significativa de protestantes indica que pessoas ao seu redor desconhecem sua afiliação religiosa, o que levanta questões sobre a prática e o testemunho público da fé cristã no cotidiano. Scott McConnell, diretor executivo do Lifeway Research, observou que a honestidade dos frequentadores de igreja sobre essas lacunas revela um considerável espaço para desenvolvimento no que se refere à vivência transparente da fé, um aspecto crucial do discipulado.
Essa percepção sugere que, apesar da adesão professa, muitos indivíduos ainda enfrentam obstáculos para manifestar sua identidade cristã de forma clara e explícita em suas rotinas diárias.
A pesquisa identifica uma tendência que merece atenção: embora os protestantes estejam engajados em suas comunidades de fé, uma parte substancial hesita em demonstrar suas convicções religiosas em contextos sociais e de trabalho. Diversos fatores podem contribuir para essa postura, incluindo o receio de enfrentar rejeição, uma preparação inadequada para compartilhar crenças ou até mesmo a influência de um ambiente cultural que tende a valorizar o individualismo e a discrição em matéria de religião.
Essa relutância em assumir publicamente a fé cristã tem um impacto direto no processo de discipulado, que se fortalece com a vivência autêntica e o testemunho contínuo. Para McConnell, a identificação dessas dificuldades representa o passo inicial para que as igrejas e seus líderes possam conceber estratégias eficazes para encorajar os fiéis a viverem sua fé com mais coragem e transparência. Adicionalmente, o cenário atual desafia a comunidade cristã a cultivar ambientes mais receptivos, nos quais os membros se sintam seguros para expressar suas convicções mais profundas.
O fortalecimento da identidade cristã é fundamental não apenas para que o evangelho alcance um número maior de pessoas, mas também para que os cristãos possam cumprir seu papel de influenciar positivamente a sociedade, em linha com os ensinamentos bíblicos.
Em suma, a pesquisa do Lifeway Research sublinha a necessidade premente de que os protestantes superem o receio de se identificarem abertamente como seguidores de Cristo, pois o crescimento espiritual e a efetividade do discipulado dependem de uma fé vivida sem constrangimentos, capaz de impactar a sociedade e robustecer a Igreja em sua totalidade.
Bahar Sahraian é uma advogada que defende cristãos perseguidos no Irã. (Foto: NCRI Women's Committee).
A advogada Bahar Sahraian, conhecida por defender cristãos perseguidos no Irã, foi presa em 16 de maio. A detenção ocorreu no Tribunal Revolucionário de Shiraz, onde Sahraian trabalhava em seus casos. A jurista foi acusada de “reunião e conluio para agir contra a segurança nacional”, “atividades de propaganda contra o sistema islâmico” e “publicação de falsidades”. Após ser levada ao escritório do promotor, foi enviada para a prisão de Adel Abad.
Sahraian atuou na defesa jurídica de diversos presos políticos, incluindo membros da comunidade cristã no Irã. Um dos casos notórios envolveu o casal cristão Sam Khosravi e Maryam Falahi. Seus direitos sobre a filha adotiva, Lydia, foram contestados por um tribunal que determinou a retirada da criança de seus cuidados, sob o argumento de que a conversão dos pais ao cristianismo tornava Lydia, considerada nascida muçulmana, passível de afastamento. A advogada conseguiu reverter a decisão através de um decreto da mais alta autoridade islâmica xiita, que permitiu a adoção devido à natureza crítica do caso, à saúde debilitada da criança e ao forte vínculo familiar.
Outro caso defendido por Sahraian foi o do casal cristão Sara Ahmadi e Homayoun Zhaveh, condenados a um total de 10 anos de prisão pela fundação de uma igreja doméstica. A advogada também representou a família Bet-Tamraz, processada por participar de cultos domésticos, e ex-muçulmanos que enfrentaram acusações de “apostasia” após se converterem ao cristianismo.
Esta não é a primeira vez que Sahraian enfrenta a repressão do regime. Em 2022, ela foi detida juntamente com outros 30 advogados durante os protestos que eclodiram após a morte de Mahsa Amini. Em janeiro deste ano, outra advogada que atuava na defesa de cristãos, Shima Ghosheh, foi presa no Irã e posteriormente liberada sob fiança.
O Irã, um país predominantemente muçulmano com um governo islâmico, impõe forte perseguição aos cristãos, proibindo a existência de igrejas, a distribuição de Bíblias e qualquer atividade evangelística. Líderes e fiéis cristãos que são descobertos correm o risco de prisão e tortura, especialmente aqueles que abandonaram o Islã para seguir Cristo, prática proibida pela Sharia (lei islâmica). Apesar da severa repressão, relatórios indicam um crescimento contínuo da igreja secreta no país, que figura na 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.
Folha Gospel com informações de Guia-me e Article 18
O grupo islâmico Al-Shabaab atacou 14 igrejas em Moçambique. (Foto: Instagram/William Hart).
Novos ataques ligados a militantes islâmicos no norte de Moçambique deixaram pelo menos nove mortos e várias igrejas destruídas, segundo grupos religiosos e organizações de ajuda humanitária que monitoram a violência na província de Cabo Delgado.
A mais recente onda de violência ocorreu no distrito de Ancuabe, uma área que tem sido alvo de repetidos ataques de militantes nos últimos anos, à medida que insurgentes ligados ao grupo Estado Islâmico continuam a expandir suas operações no norte de Moçambique.
Segundo a organização Barnabas Aid, cinco cristãos foram mortos na aldeia de Namecala, no dia 9 de maio, durante um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico de Moçambique, também conhecido como EI-M. O grupo teria incendiado uma igreja e mais de 160 casas durante o ataque.
A organização também relatou que dois cristãos foram capturados e decapitados perto de Namecala em 8 de maio, enquanto outro fiel foi morto perto da aldeia de Nanoni um dia antes. Outras aldeias no distrito de Ancuabe também foram atacadas, com casas e igrejas incendiadas.
Os ataques ocorrem em meio à crescente preocupação com os ataques contra comunidades cristãs em Cabo Delgado, província do norte do país que tem sido o epicentro de uma violenta insurgência islâmica desde 2017.
Em mensagens de propaganda recentes, o Estado Islâmico de Moçambique teria se referido aos cristãos que se recusam a se converter ou a se submeter ao regime extremista como “combatentes”, uma linguagem que, segundo analistas e grupos religiosos, reflete uma ameaça cada vez mais direta contra civis cristãos.
A violência não recebeu ampla atenção internacional, mas agências religiosas, observadores de conflitos e grupos humanitários afirmam que os ataques se intensificaram novamente nos últimos meses.
No início deste mês, militantes atacaram a histórica Igreja de São Luís de Montfort, na vila de Meza, em Cabo Delgado, incendiando o edifício da igreja, uma residência missionária e um jardim de infância gerido pela Igreja Católica, segundo o Vatican News .
O bispo António Juliasse Ferreira Sandramo, de Pemba, descreveu o ataque como “uma cena de verdadeiro terror”, afirmando que igrejas e capelas da região têm sofrido destruição repetida há quase nove anos.
A insurgência em Cabo Delgado começou em outubro de 2017, quando militantes armados lançaram ataques contra esquadras da polícia em Mocímboa da Praia. O grupo, conhecido localmente como al-Shabaab, embora sem qualquer ligação com a organização extremista somali de mesmo nome, jurou posteriormente lealdade ao grupo Estado Islâmico e passou a ser conhecido internacionalmente como Estado Islâmico Moçambique.
Desde então , milhares de pessoas foram mortas e centenas de milhares deslocadas, enquanto militantes realizavam ataques a aldeias, decapitações, sequestros e ataques a igrejas, escolas e instalações governamentais.
De acordo com grupos de defesa dos direitos humanos e de combate ao conflito, a insurgência foi alimentada pela pobreza, pelo fraco controle estatal, pelo desemprego juvenil e por frustrações antigas em Cabo Delgado, uma das províncias mais pobres de Moçambique, apesar de sua vasta riqueza em gás natural e minerais.
O conflito intensificou-se drasticamente entre 2020 e 2021, quando militantes tomaram brevemente cidades estratégicas, incluindo Palma, uma área próxima a importantes projetos de gás natural liderados por empresas internacionais de energia. A violência obrigou as empresas estrangeiras a suspenderem as suas operações e desencadeou uma resposta militar regional que envolveu tropas do Ruanda e de países da África Austral.
Embora as operações militares tenham ajudado a retomar várias cidades, os ataques continuaram em comunidades rurais por todo Cabo Delgado.
Organizações cristãs afirmam que os cristãos têm se tornado alvos cada vez mais frequentes. A Portas Abertas , um grupo que monitora a perseguição contra cristãos em todo o mundo, diz que militantes no norte de Moçambique incendiaram igrejas, destruíram casas e mataram civis em ataques direcionados a comunidades cristãs.
A população cristã de Moçambique desempenha há muito tempo um papel importante na vida social e política do país. As igrejas estiveram fortemente envolvidas nos esforços de paz e reconciliação durante a guerra civil moçambicana, que terminou em 1992 após quase 16 anos de conflito.
Mas o aumento da violência islamista em Cabo Delgado colocou muitas comunidades cristãs sob nova pressão, especialmente em distritos remotos do norte, onde a segurança continua frágil.
Agências humanitárias afirmam que o conflito deslocou mais de 1 milhão de pessoas nos últimos 9 anos, enquanto muitas aldeias permanecem vulneráveis a ataques repentinos.
Apesar do apoio militar regional, analistas afirmam que os militantes se adaptaram, realizando ataques menores em comunidades isoladas em vez de tentar controlar as principais cidades.
Os recentes ataques em Ancuabe sugerem que a insurgência permanece ativa e capaz de atacar civis, apesar de anos de operações militares.
Líderes religiosos locais continuam a pedir atenção internacional e apoio humanitário para as comunidades afetadas.
“Pedimos atenção e solidariedade”, disse o bispo Sandramo após a destruição da igreja de Meza no início deste mês. “A fé dessas pessoas jamais será destruída.”
A Câmara Municipal de São Paulo decidiu remover locais de culto da lista de estabelecimentos passíveis de multa por barulho, em uma alteração significativa no projeto de lei que revisa o Programa Silêncio Urbano (Psiu). A proposta, que flexibiliza as penalidades gerais, foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ) nesta quarta-feira (27). O texto agora seguirá para duas audiências públicas antes de passar por duas votações plenárias, com datas a serem confirmadas.
A decisão atende a um pedido que, segundo o relator na CCJ, vereador Sansão Pereira (Republicanos), visa solucionar “dificuldades a instituições religiosas de modo geral”, incluindo aquelas que operam de forma informal. Ele agradeceu ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) pela receptividade à mudança. A alteração, que teve cinco votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção, representou um recuo em relação à punição original para locais de culto, que previa multa de R$ 2 mil em caso de reincidência, podendo chegar a R$ 3 mil e interdição administrativa na quarta ocorrência. Atualmente, a primeira autuação pode chegar a R$ 16 mil.
O projeto substitutivo, que flexibiliza as regras do Psiu, propõe transformar a primeira autuação em advertência e criar uma chance adicional antes do fechamento administrativo. Essas mudanças gerais, contudo, foram criticadas por áreas técnicas da prefeitura em 2025, que alertaram para o risco de “beneficiar os infratores contumazes”. A flexibilização do Psiu em áreas de grandes eventos já havia sido contestada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em março, após multas aplicadas ao Allianz Parque.
Em nota, a gestão Nunes defendeu que a proposição “não representa enfraquecimento do combate à poluição sonora”, mas sim uma “modernização focada na eficácia e garantindo punições severas aos infratores contumazes, ao mesmo tempo em que se preserva a economia local”. A prefeitura destacou que a proposta prevê regimes de plantão e blitze, com a expectativa de aumento nas autuações e maior presença fiscalizatória.
As demais alterações propostas pela prefeitura foram mantidas. O projeto, que altera o Plano Diretor e a Lei de Zoneamento, exige aprovação de três quintos (33) dos 55 vereadores. Uma das novidades é a inclusão de residências na fiscalização de barulho, especificamente para festas e reuniões entre 22h e 7h, com advertência inicial e multa de R$ 1.000 em caso de reincidência. A prefeitura justificou a medida como um atendimento a “demanda histórica”, garantindo que a fiscalização medirá o som a partir da rua, sem violar o lar.
Aplicativo Bíblia SBB+ da Sociedade Bíblica do Brasil. (Foto: SBB)
A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) apresentou oficialmente o Bíblia SBB+, um novo aplicativo gratuito para Android e iOS que visa democratizar o acesso às Escrituras Sagradas. A plataforma oferece uma gama de ferramentas para leitura, audição e estudo bíblico, com o objetivo de incentivar o contato diário com a Palavra de Deus e fortalecer a jornada de fé.
“A proposta é aproximar ainda mais as pessoas da Palavra de Deus por meio da tecnologia”, destacou a SBB. Desenvolvida em colaboração com a BibleBooster, uma iniciativa internacional ligada às Sociedades Bíblicas, a plataforma está alinhada à missão da SBB de expandir o alcance das Escrituras em ambientes digitais. A entidade ressaltou que “a tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa para fortalecer a caminhada de fé”, e que o Bíblia SBB+ foi concebido justamente com este propósito de levar a mensagem bíblica de forma simples, prática e acessível.
O aplicativo disponibiliza recursos como a leitura da Bíblia em texto, narrações em áudio com voz humana, planos devocionais e reflexões diárias. Os usuários podem realizar pesquisas por palavras-chave, referências e frases específicas, além de compartilhar versículos nas redes sociais e salvá-los em anotações pessoais. A funcionalidade de marcação de textos com diferentes cores auxilia em estudos e aprofundamentos.
O Bíblia SBB+ integra diversas traduções publicadas pela SBB, permitindo que os usuários escolham a versão que melhor se adapta às suas preferências de leitura, incluindo Almeida Revista e Corrigida, Almeida Revista e Atualizada, Nova Almeida Atualizada e Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Um dos grandes diferenciais é o acesso offline ao conteúdo bíblico, permitindo a leitura e a escuta mesmo sem conexão com a internet.
A plataforma opera em três modalidades de acesso. A versão anônima permite a leitura e audição da Bíblia, o acompanhamento de planos de leitura e o versículo do dia sem a necessidade de cadastro. Ao criar uma conta gratuita, os usuários podem receber notificações, salvar anotações e acessar conteúdos adicionais. Para os apoiadores da SBB, a versão premium oferece acesso a materiais exclusivos, Bíblias de estudo, vídeos, artigos e conteúdos aprofundados sobre temas bíblicos.
O norte do Texas, nos EUA, está se preparando para receber quase 4 milhões de torcedores no próximo mês para a Copa do Mundo da FIFA, uma oportunidade que as igrejas da região metropolitana de Dallas-Fort Worth aproveitarão para pregar as Boas Novas de Jesus .
De 11 de junho a 19 de julho , a Copa do Mundo de 2026 realizará 16 partidas nesta região, incluindo uma semifinal no AT&T Stadium em Arlington.
Eles estimam que o fluxo de pessoas para a região durará 35 dias , e é por isso que a Convenção Batista do Sul do Texas (SBTC) está intensificando os preparativos para ajudar as igrejas locais a organizar ou participar de eventos evangelísticos na região.
Uma “evangelização esportiva”
A SBTC está incentivando evangelistas a organizarem um “TellGate “, uma estratégia de evangelismo porta a porta na qual uma equipe pode comprar uma churrasqueira para percorrer o bairro e assar cachorros-quentes para a comunidade. A Forgotten Ministries , com sede em Oklahoma, serviu de inspiração para essas iniciativas.
Outro método é o “ Futebol com Bola Eletrônica ” , que utiliza conceitos familiares do futebol para comunicar princípios encontrados nas Escrituras. Usando uma “bola de futebol para evangelização” multicolorida, os participantes empregam dribles, chutes e outros exercícios para ajudar a explicar a mensagem do Evangelho. Um folheto distribuído pelo SBTC inclui ensinamentos sugeridos, como: “A Bíblia é o livro de regras de Deus para nossas vidas”.
A organização também sugeriu o uso da Iniciativa do Cartão Amarelo , para usar cartões amarelos e vermelhos com um tema da Copa do Mundo da FIFA e “ilustrar o pecado e como ele pode causar a separação eterna de Deus se não nos arrependermos e entregarmos nossas vidas a Ele”.
Essa organização, com uma “rede confessional” de mais de 2.800 igrejas em todo o estado , também dispõe de alguns recursos para os evangelistas independentes que planejam compartilhar a mensagem de Cristo durante o evento.
Folha Gospel como informações de Evangélico Dgital
Elon Musk, bilionário que comanda a empresa Neuralink (Foto: Reprodução)
Elon Musk, o bilionário empreendedor que certa vez usou uma armadura satânica como fantasia de Halloween, afirma que sua empresa, a Neuralink, está prestes a lançar “tecnologias do nível de Jesus”.
Durante uma participação virtual em 18 de maio na 9ª Cúpula Internacional de Mobilidade Inteligente Samson, em Israel, Musk, de 54 anos, descreveu os ambiciosos projetos de interface cérebro-computador da Neuralink e destacou os objetivos da empresa de restaurar a visão e a mobilidade de pacientes com deficiências graves.
“Ainda este ano, esperamos realizar nosso primeiro implante para o que chamamos de ‘visão cega’, onde mesmo que alguém tenha perdido os dois olhos ou o nervo óptico, ou talvez nunca tenha sido capaz de enxergar, mesmo que tenha nascido cego, isso lhe dará inicialmente uma visão limitada, mas acredito que, com o tempo, uma visão muito precisa, talvez até sobre-humana”, disse ele.
“Restaurar o controle de tetraplégicos e restaurar a visão, eu acho, são coisas muito importantes. Você poderia chamá-las de tecnologias do nível de Jesus, milagres da ciência”, acrescentou Musk, arrancando risos da plateia.
Ao longo dos Evangelhos, Jesus realizou repetidamente vários milagres, incluindo a restauração da visão aos cegos, como registrado de forma mais famosa no tanque de Siloé em João 9 com o homem que nasceu cego e em Lucas 18 quando curou um cego em Jericó.
A discussão sobre a Neuralink fez parte de uma entrevista abrangente que abordou o progresso da Tesla em direção autônoma, robôs humanoides, a Starship da SpaceX e o futuro da humanidade a longo prazo.
Sobre a tecnologia de direção autônoma completa (FSD) da Tesla, que se baseia exclusivamente em câmeras e inteligência artificial, Musk expressou grande confiança. “Espero que essa abordagem seja, em última análise, pelo menos dez vezes mais segura do que a direção humana”, disse ele. Ele observou que veículos FSD autônomos já estão operando sem monitores de segurança em três cidades do Texas e previu uma ampla implementação nos EUA até o final do ano.
Olhando para o futuro, Musk previu que “daqui a dez anos, provavelmente 90% de toda a distância percorrida a pé será feita por inteligência artificial em carros autônomos”. Ele acrescentou: “Na grande maioria dos casos, daqui a dez anos, dirigir o próprio carro será algo bastante específico. O carro dirigirá você.”
Musk defendeu o robô humanoide Optimus da Tesla e vislumbrou um futuro dominado por máquinas inteligentes.
“Minha previsão é que haverá muito mais robôs inteligentes no mundo do que pessoas”, disse ele, introduzindo sua previsão dizendo: “devemos sempre nos preocupar com isso, porque o Exterminador do Futuro é um dos possíveis resultados”.
Musk afirma que continua otimista em relação à IA.
“Acho que isso vai inaugurar uma era não de renda básica universal, mas de renda alta universal”, disse ele.
Embora metas inegavelmente ambiciosas dificilmente possam ser descritas como nefastas, alguns especulam se Musk possui uma agenda oculta, que talvez derive do que pelo menos um pensador cristão descreveu como uma visão de mundo que se inclina para o “transhumanismo ateu”.
À medida que o progresso da Neuralink supera as previsões de Musk feitas há quatro anos, alguns neurologistas cristãos se manifestaram sobre as questões éticas levantadas pela implantação de dispositivos no cérebro humano.
Em resposta, Musk afirmou que o motivo pelo qual criou a empresa foi como uma “mitigação de riscos para a superinteligência digital”, acrescentando: “Se formos capazes de alcançar uma simbiose efetiva com a inteligência digital, então… a vontade coletiva da humanidade estará mais apta a direcionar as coisas na direção que desejamos, ou mesmo com uma IA benigna, pelo menos embarcar nessa jornada”, disse ele ao The Babylon Bee em uma entrevista de 2022 .
“Neste ponto, já somos parcialmente ciborgues… no sentido de que nossos telefones, computadores e aplicativos são uma extensão digital de nós mesmos”, acrescentou Musk.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Uma equipe da Samaritan's Purse combatendo o Ebola na República Democrática do Congo. (Foto: Reprodução)
A expansão do surto de Ebola na África Central — que já causou 220 mortes e tem equipes de saúde “na linha de frente do surto”, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) — levou a uma mobilização urgente de organizações cristãs de ajuda humanitária que atuam no terreno na República Democrática do Congo (RDC).
A OMS confirmou mais de 900 casos suspeitos e 101 casos confirmados em laboratório, enquanto países vizinhos como Uganda começaram a detectar infecções importadas.
A combinação de alta mobilidade populacional, zonas de conflito e a falta de uma vacina aprovada para a cepa Bundibugyo está gerando preocupação global. O surto foi declarado uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional.
O Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que a epidemia está “nos sobrecarregando”, enfatizando que as equipes de saúde estão trabalhando com atraso na detecção de novos casos e que as províncias de Ituri e Kivu do Norte, epicentro do surto, são regiões “altamente inseguras” que dificultam o rastreamento de contatos e o atendimento precoce aos infectados.
ONGs evangélicas: apoio à educação e à saúde
Diante desse cenário, as ONGs evangélicas tornaram-se atores essenciais na educação comunitária, prevenção, apoio logístico e contenção social do medo e da estigmatização, elementos-chave para conter a propagação do vírus.
Em meio à crescente deterioração epidemiológica, organizações cristãs como a Tearfund e a Samaritan’s Purse intensificaram sua atuação na República Democrática do Congo .
A Tearfund trabalha há anos na província de Ituri e tem promovido campanhas de educação pública focadas em higiene, notificação precoce de sintomas e práticas seguras de sepultamento, em coordenação com igrejas e líderes comunitários.
Sua diretora nacional, Poppy Anguandia, alertou que o surto representa “uma séria ameaça” devido à mobilidade regional e à crescente dificuldade de rastreamento de contatos. A organização também relata que muitas famílias são forçadas a escolher entre “água para beber ou água para lavar as mãos”, dada a falta de acesso a água encanada e saneamento básico.
A Tearfund reativou as redes comunitárias para distribuir informações de saúde e apoiar medidas preventivas, lembrando que em surtos anteriores instalou pontos de água potável, unidades de triagem, latrinas e incineradores, além de campanhas de conscientização em massa no rádio e visitas domiciliares em línguas locais.
Por sua vez, a Samaritan’s Purse anunciou o envio de uma equipe especializada em desastres, composta por especialistas em surtos, engenheiros, pessoal médico e especialistas em prevenção de infecções, com o objetivo de reforçar os hospitais missionários e aprimorar os protocolos de controle de saúde.
A organização, em coordenação com o governo congolês, também está preparando um Centro de Tratamento de Ebola e o envio de equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde locais.
Franklin Graham, presidente da organização, afirmou que eles estão na linha de frente contra o Ebola há mais de uma década e continuarão “fazendo todo o possível para salvar vidas” e apoiar as comunidades afetadas.
O desafio humanitário é agravado pela violência e pela falta de recursos
A OMS observa que em Ituri, uma em cada quatro pessoas precisa de assistência humanitária e uma em cada cinco está deslocada internamente, o que complica ainda mais os esforços para conter o vírus e força muitos profissionais de saúde e trabalhadores humanitários a fugir da região.
ONGs cristãs denunciam que os cortes na ajuda internacional aumentaram a pressão sobre as equipes que tentam responder à crise em comunidades vulneráveis , onde a falta de sabão, água potável e serviços básicos de saúde aumenta o risco de transmissão.
Folha Gospel com informações de Evangélico Digital
O edifício da Igreja Luz do Evangelho em Balakliya, Kharkiv, na Ucrânia, após o ataque russo no sábado, 23 de maio de 2026. (Foto: Luz do Evangelho Ucrânia)
A igreja evangélica Світло Євангелії (em português, ‘Luz do Evangelho’), em Balakliya, uma cidade de 20.000 habitantes ao sul de Kharkiv, na Ucrânia, foi atacada e incendiada no sábado, 23 de maio, durante um ataque aéreo russo.
Na véspera do culto de domingo, por volta das 16h, projéteis atingiram o prédio da igreja, e imagens capturadas por um morador local mostraram as chamas que “destruíram completamente o telhado”.
As autoridades ucranianas de Balakliya informaram pelo Telegram que não havia ninguém dentro do local de culto no momento do ataque. “Nada é sagrado para o inimigo”, declararam, “um lugar onde as pessoas vinham orar tornou-se alvo de armas russas”.
Primeira reação da igreja
Em seu site, a liderança da igreja explicou: “O ataque causou um incêndio de grandes proporções. O fogo destruiu completamente o telhado do prédio, várias salas importantes e danificou significativamente todos os interiores”.
Pouco depois, com os serviços de emergência em ação, as pessoas se reuniram, chorando e orando enquanto se abraçavam, observando a destruição causada pelas chamas.
A igreja, que faz parte da denominação evangélica Aliança Cristã e Missionária, explica que sobreviveu à ocupação russa dos últimos anos e à detenção e posterior libertação, pelas tropas russas, de seu pastor, Alexander Sergeevich Suffetnikov.
No dia seguinte, domingo, 24 de maio, membros da igreja e vizinhos trabalharam em equipes para “remover os escombros e as estruturas queimadas, limpar as instalações restantes e salvar os bens e livros da igreja”.
A igreja insiste que “ninguém ficou ferido. Em meio à escuridão e às ruínas, a comunidade sentiu claramente a presença de Deus”, acrescentam.
Refeições quentes e refúgio na zona de guerra do leste da Ucrânia.
A organização ‘Luz do Evangelho’, em Balakliya, vinha realizando um extenso trabalho comunitário, fornecendo refeições quentes, oferecendo refúgio em tempos de guerra e assistência espiritual.
“A igreja, que durante anos foi o centro da esperança, da caridade e do amor, estava mais uma vez na mira do inimigo. Mas nem mesmo um incêndio enorme pode destruir o que foi construído sobre a rocha sólida da fé”, concluem.
Mais edifícios em Balakliya foram destruídos no mesmo dia.
Segundo fontes do governo municipal, o mesmo ataque com drones também afetou “um bloco de apartamentos e residências particulares”.
Algumas horas antes, na manhã de sábado, outro ataque de drones russos teve como alvo o centro da cidade, bombardeando um centro cultural, infraestrutura civil, um café e mais residências. Quatro pessoas sofreram ferimentos de gravidade variável.
Dezenas de igrejas foram atacadas pela Rússia desde 2022
Um relatório detalhado de março de 2026 concluiu que, desde o início da invasão russa da Ucrânia em 2022, a Rússia atacou 737 locais de culto, dos quais cerca de 450 eram igrejas batistas.
Em abril de 2026, um drone russo atingiu uma igreja batista em Zaporizhzhia enquanto várias pessoas estavam reunidas no interior, matando o pastor .
Em março de 2025, um pai e sua filha pequena, que haviam buscado refúgio em uma igreja evangélica em Kiev , também foram mortos após um ataque russo à congregação.
Flávio Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. (Foto: Reprodução/X)
O cenário político brasileiro tem sido marcado por uma reconfiguração estratégica de alianças, especialmente no que diz respeito à relação entre lideranças evangélicas e a família Bolsonaro. Recentemente, a figura de Flávio Bolsonaro tem enfrentado um escrutínio crescente, e o que antes era uma parceria de interesses mútuos agora parece ceder espaço a um distanciamento cauteloso por parte de influentes líderes religiosos. O motivo central dessa movimentação é o escândalo envolvendo o Banco Master, que lança uma sombra sobre a credibilidade e a viabilidade de sua candidatura para 2026.
A gravidade das revelações associadas ao Banco Master tem impulsionado um movimento de afastamento por parte de caciques evangélicos que, até então, sustentavam um apoio estratégico a Flávio Bolsonaro. Essa nova dinâmica reflete um jogo político complexo onde o custo de manter a proximidade com o ex-parlamentar torna-se cada vez mais elevado, levando essas lideranças a reavaliar seus posicionamentos em busca de salvaguardar seus próprios interesses e influência no tabuleiro político.
O acordo entre evangélicos e bolsonarismo: um pacto em redefinição
A ascensão de Jair Bolsonaro à presidência foi intrinsecamente ligada à sua capacidade de dialogar e firmar alianças com o segmento evangélico. Desde a campanha eleitoral, marcada por eventos simbólicos como o batismo no rio Jordão, passando pela composição ministerial e por diversas ações governamentais, a relação com os evangélicos foi um pilar fundamental. Para Bolsonaro, essa parceria significou capilaridade política e uma base ideológica sólida; para os evangélicos, representou um ganho significativo de poder e influência.
Contudo, com o fim da presidência e a subsequente reconfiguração do cenário político, essa dinâmica tem sido posta à prova. A candidatura de Flávio Bolsonaro, que antes parecia uma promessa de continuidade, agora enfrenta obstáculos consideráveis. O custo associado à sua proximidade tem aumentado progressivamente, levando figuras proeminentes como o pastor Silas Malafaia a sinalizarem uma crescente desconfiança.
Desconfiança e apoio condicionado: os sinais de alerta
A desconfiança em relação à capacidade de Flávio Bolsonaro em sustentar uma candidatura viável para a direita em 2026 não é um fenômeno recente. Relatos indicam que, desde o início da campanha, lideranças evangélicas de diversas regiões do país já manifestavam preocupações. Em dezembro, Silas Malafaia foi enfático ao diferenciar a figura de Bolsonaro do seu filho, questionando a “musculatura política” de Flávio e sugerindo que ele teria se aproveitado da fragilidade emocional do pai para obter apoio.
Embora essa desconfiança tenha sofrido uma relativa diminuição nos meses anteriores, o escândalo envolvendo o Banco Master atuou como um divisor de águas. Atualmente, observam-se duas posturas distintas entre as lideranças políticas evangélicas. Uma delas é o silêncio estratégico, um compasso de espera para mensurar o impacto das revelações e antecipar o que mais pode vir à tona. A outra vertente é o apoio condicionado, exemplificado pela declaração de Malafaia na semana passada: “se tiver mais coisa, será difícil apoiar”. Esses sinais indicam um claro estremecimento na relação com Flávio Bolsonaro.
O jogo de poder: quem precisa de quem?
É inegável que, no atual contexto de crise, Flávio Bolsonaro necessita significativamente mais do apoio das lideranças evangélicas do que o inverso. A desistência dessas forças políticas de sua campanha, especialmente neste momento delicado, deixaria o candidato em uma posição extremamente vulnerável, corroborando as previsões sobre sua falta de musculatura política, como já antecipado por Silas Malafaia. Essa dependência mútua, antes uma força, agora se torna um ponto crítico para a continuidade da candidatura.
Entretanto, novas articulações políticas permanecem possíveis. Líderes como Malafaia e outras figuras influentes do meio evangélico ainda podem optar por redobrar o apoio e reafirmar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Se isso ocorrer, contudo, o preço a ser pago será significativamente mais alto, e essa conta deverá ser saldada na composição de um eventual governo. O fato é que, à medida que o escândalo do Banco Master abala a candidatura de Flávio Bolsonaro, as lideranças religiosas, essenciais para sua sobrevivência política, ganham força e poder de barganha para negociarem futuras concessões, conforme aponta a análise da Folha de S.Paulo.