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Cristãos temem avanço do Estado Islâmico no Iraque 

Bandeira do Iraque (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Iraque (Foto: Canva Pro)

Autoridades iraquianas enviaram reforços para a fronteira após relatos de que mais de 100 militantes ligados ao Estado Islâmico escaparam de uma prisão anteriormente controlada pelas forças curdas na cidade síria de al‑Shaddadi. As incertezas causadas pelos confrontos no Nordeste da Síria repercutiram imediatamente no Iraque, reacendendo temores antigos.

Tanto o exército sírio quanto as forças curdas trocam acusações sobre quem seria responsável pela fuga. Enquanto isso, o Iraque informou ter capturado um líder de alto escalão do grupo extremista que teria atravessado a fronteira recentemente.

A população iraquiana também respondeu aos acontecimentos. Protestos reuniram multidões em cidades como Erbil, Duhok e Sulaymaniyah. Alguns em apoio aos curdos na Síria, outros expressando medo da possível retomada de ataques extremistas no Iraque.

Cristãos que vivem no Norte do Iraque dizem estar preocupados. Um deles, que prefere permanecer anônimo por questões de segurança, descreveu a sensação atual como “tensão e temor” e pediu oração pela estabilidade dos dois países: “As pessoas estão com medo que os militantes voltem e tragam mais violência. Oramos pela segurança e pela paz no Iraque”.

Como é a perseguição aos cristãos no Iraque?

Igrejas históricas e evangélicas no Iraque enfrentam ameaças de violência, intolerância e discriminação, especialmente de extremistas islâmicos e líderes não cristãos. Elas também sofrem discriminação por parte de órgãos governamentais. Cristãos iraquianos que se convertem do islã enfrentam pressão da família e da sociedade e correm risco de violência e perda de direitos.

A principal pressão sobre os cristãos iraquianos vem de milícias xiitas apoiadas pelo Irã. Operações militares turcas e iranianas no Curdistão iraquiano, visando o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), danificaram severamente vilas cristãs, expulsando muitos cristãos de suas casas.

Em algumas partes do Iraque, mulheres e meninas cristãs usam véus por segurança, pois estar sem véu pode levar a assédio ou apedrejamento público. Há impunidade geral para violações contra cristãos, seja sequestro ou abuso sexual. Convertidas do islã são vulneráveis a prisão domiciliar, espancamentos, casamento forçado, assédio sexual e até “crimes de honra”.

Homens cristãos, especialmente os de origem muçulmana, enfrentam discriminação no trabalho, particularmente no setor público. Eles podem sofrer pressão para deixar seus cargos, ter dificuldade para conseguir emprego ou enfrentar exploração no local de trabalho. Como os homens são geralmente os principais provedores da família, a perda de emprego impacta todo o lar.

Convertidos do islã são particularmente vulneráveis à rejeição da família, ameaças ou mortes. Em uma cultura que preza pela honra, esses arriscam serem rejeitados pelos parentes, sofrerem ameaças ou serem mortos. Cristãos, independentemente do contexto de origem, também enfrentam ameaças de extremistas islâmicos. Esses perigos podem levar homens a deixar o país, o que afeta famílias e enfraquece as igrejas locais ao reduzir seu potencial de liderança.

O Iraque está em 18º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, que relaciona os piores países para os cristãos.

Como ajudar os cristãos perseguidos no Iraque? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para o projeto da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos que enfrentam maiores necessidades.  CLIQUE AQUI PARA AJUDAR 

Fonte: Portas Abertas

É Inconstitucional Resolução 34/24 do Governo Federal que Restringe a Liberdade Religiosa no Sistema Prisional Brasileiro

IAB, Dra. Elizabeth Nunes & Dr. Gilberto Garcia (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)
IAB, Dra. Elizabeth Nunes & Dr. Gilberto Garcia (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)

Compartilha-se, por oportuno, a posição do plenário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB/Nacional), aprovando o parecer, que pede a sanção do projeto de Decreto Legislativo (PDL) 229/24. Este objetiva sustar a Resolução 34/24 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, na qual está prevista a Proibição do Proselitismo Religioso nas Prisões do Brasil.

CÂMARA DOS DEPUTADOS – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 229/2024

(Deputado Federal Eli Borges, (Partido Liberal/TO), com Parecer Favorável do Deputado Federal. Allan Garcêz (PP/MA). Susta, parcialmente, a Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública que define diretrizes e recomendações referentes à assistência socio-espiritual e à liberdade religiosa das pessoas privadas de liberdade

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º. Ficam sustados, nos termos do art 49, inciso V da Constituição Federal, o inciso II do art. 1º, o inciso I do art. 4º e a expressão “vedado o proselitismo religioso por parte dos agentes do estado, garantindo-se a livre escolha de cada indivíduo” do inciso I do art. 19, ambos da Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública. (…)”

O presente Projeto de Decreto Legislativo tem o objetivo de sustar os efeitos da Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública que define diretrizes e recomendações referentes à assistência socio-espiritual e à liberdade religiosa das pessoas privadas de liberdade.

As disposições supracitadas poderiam violar a liberdade religiosa das pessoas privadas de liberdade, em particular, os incisos II do art. 1º o inciso I do art. 4ºe o inciso I do art. 19º, que tratam do proselitismo religioso por parte do Estado e de seus agentes, bem como da participação de servidores públicos, empregados privados ou profissionais liberais como voluntários religiosos em espaços de privação de liberdade nos quais tenham atuação profissional direta.

A sustentação do presente PDL encontra amparo na importância de respeitar a liberdade individual de crença e a não discriminação religiosa. O proselitismo religioso por parte do Estado ou de seus agentes pode comprometer essa liberdade e causar constrangimento aos cidadãos. Da mesma forma, a participação de profissionais em atividades religiosas em espaços de privação de liberdade pode gerar conflitos de interesse e violar a neutralidade do Estado em questões religiosas.

Portanto, justifico a necessidade de sustar tais disposições da Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024, a fim de assegurar o princípio da laicidade do Estado, garantir a igualdade de condições para todos os grupos religiosos e proteger a liberdade de crença e a autonomia individual dos cidadãos.”, Fonte: Câmara de Deputados, Brasília/DF.

O PL foi Aprovado pelaComissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, tendo Sido Encaminhado para Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), e sendo Aprovado seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados e após para Apreciação do Senado Federal, o qual, certamente, será Aprovado, Revertendo-se a Inconstitucionalidade do Governo Federal.

Segue Parecer da Comissão de Direito Religioso-IAB/Nacional, presidida pelo Dr. Gilberto Garcia, que designou como Relatora Dra. Maria Elizabeth da Silva Nunessobre o ‘Projeto de Decreto Legislativo 229/2024’, que Declara Inconstitucional a Resolução 34/2024 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, com fundamento legal, alusivo a temática da Liberdade de Expressa Religiosa no País.

Continue lendo o artigo do Dr. Gilberto Garcia na sua coluna “DIREITO NOSSO”. Clique aqui.

Violência contra cristãos cresce em diferentes regiões do mundo, revela relatório

Cristão segurando cartaz onde está escrito: "Viva como cristão. Morra como cristão. Orgulho de ser cristão". (Foto: Reprodução/ICC)
Cristão segurando cartaz onde está escrito: "Viva como cristão. Morra como cristão. Orgulho de ser cristão". (Foto: Reprodução/ICC)

Um relatório divulgado em janeiro de 2026 pelo Instituto Internacional para a Liberdade Religiosa (IIRF) apontou os principais responsáveis por atos de violência contra cristãos em diferentes regiões do mundo. O levantamento, realizado com apoio da International Christian Concern (ICC), analisou episódios registrados entre julho de 2024 e junho de 2025 em cinco continentes: África, Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul.

De acordo com o documento, grupos paramilitares, agentes governamentais, milícias rebeldes e cartéis criminosos figuram entre os principais perpetradores de perseguição religiosa. O relatório destaca que a violência inclui assassinatos, prisões arbitrárias, destruição de templos, deslocamentos forçados e outras formas de repressão motivadas pela fé cristã.

Na África, grupos armados e milícias islâmicas foram identificados como os principais responsáveis pelos ataques. Entre eles estão organizações conhecidas como ISIS-Moçambique, al-Shabab e Estado Islâmico da Província de Moçambique (ISMP), que atuam no norte do país há anos. No fim de setembro de 2025, mais de 30 cristãos foram decapitados por militantes islâmicos na região. Segundo a organização Mission Network News, militantes costumam separar cristãos dos demais moradores antes de cometer os ataques, demonstrando que a violência tem motivação religiosa explícita.

Ainda conforme informações do Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI), divulgadas em abril de 2025, o objetivo desses grupos é derrubar o governo moçambicano e implantar a lei islâmica (sharia), rejeitando o ensino laico e a presença de influências estrangeiras.

Na Ásia, o relatório aponta a atuação de grupos armados alinhados ao governo, especialmente em Myanmar, como uma das principais fontes de perseguição. O nacionalismo budista, somado à instabilidade política após o golpe militar, tem contribuído para ataques sistemáticos contra comunidades cristãs, sobretudo no estado de Chin. Líderes de direitos humanos afirmam que os ataques não são incidentes isolados, mas parte de uma estratégia deliberada para eliminar a identidade religiosa e cultural de grupos cristãos.

Na Europa, cristãos têm sido afetados diretamente pelo conflito entre Rússia e Ucrânia. Segundo a Comissão de Segurança e Cooperação na Europa, autoridades russas têm reprimido igrejas protestantes, frequentemente acusando-as de atuar como agentes estrangeiros. Por outro lado, a Organização das Nações Unidas expressou preocupação, em relatório de outubro de 2025, com restrições impostas pela Ucrânia à Igreja Ortodoxa Ucraniana, em razão de supostos vínculos com o Patriarcado de Moscou.

Na América do Norte, a maioria dos ataques foi atribuída a indivíduos isolados e a grupos de ódio extremistas. O relatório menciona episódios recentes de tiroteios, incêndios criminosos e vandalismo contra igrejas nos Estados Unidos. Em junho de 2025, um homem armado foi detido ao tentar invadir uma igreja em Michigan. Já em agosto do mesmo ano, um ataque a uma igreja e escola católica em Minnesota deixou 21 feridos e duas crianças mortas.

Na América do Sul, cartéis criminosos e governos autoritários foram identificados como os principais agentes de perseguição. Em diversos países, cristãos se tornam alvos ao denunciar atividades ilícitas ou violações de direitos humanos. O relatório destaca especialmente a situação na Nicarágua, onde autoridades têm utilizado leis repressivas para perseguir igrejas e líderes religiosos considerados críticos ao regime. Segundo a Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), instituições religiosas são tratadas como ameaças ao poder estatal.

O IIRF ressalta que centenas de milhões de cristãos enfrentam perseguição todos os anos em diferentes partes do mundo. Embora muitos casos sejam documentados, o número real de vítimas pode ser ainda maior, já que inúmeras pessoas deixam de denunciar abusos por medo de retaliações, violência ou morte.

Folha Gospel com informações de International Christian Concern

Confiança nos pastores está em declínio nos EUA, revela pesquisa

Pastor pregando (foto: reprodução)
Pastor pregando (foto: reprodução)

Os dados revelam que apenas 27% dos adultos nos EUA atualmente classificam a honestidade e a ética dos pastores como altas ou muito altas, de acordo com uma análise da Lifeway Research .

Este valor representa uma queda de três pontos percentuais em relação ao mínimo histórico anterior, registrado em 2024, e dá continuidade a uma tendência de queda que persiste há mais de uma década.

Segundo o relatório da Gallup, “27% dos adultos nos EUA afirmam que os membros do clero têm níveis altos ou muito altos de honestidade e ética, o que representa uma mudança significativa em relação a meados da década de 1980, quando 67% da população tinha o clero em altíssima consideração”.

Embora 6% dos entrevistados deem aos pastores uma classificação muito alta e 21% deem uma classificação alta, metade de todos os americanos agora classifica sua honestidade como apenas mediana.

Aproximadamente 12% classificam a honestidade do clero como baixa, 6% dizem que é muito baixa e 7% permanecem indecisos. Apesar desse declínio na percepção da ética de pastores individuais, a pesquisa constatou uma leve recuperação na confiança geral em relação à religião organizada como instituição.

Em 2025, 36% dos adultos relataram ter muita ou bastante confiança na igreja, um aumento em relação aos 31% registrados em 2022 e aos 32% em 2024. Isso sugere que, embora os líderes individuais estejam sob escrutínio, a própria instituição está passando por uma leve estabilização na percepção pública em todo o país.

A erosão da confiança não é exclusiva do ministério, já que 15 das 20 carreiras analisadas na pesquisa de 2025 apresentaram quedas em suas avaliações. A avaliação positiva média em um grupo central de 11 profissões acompanhadas de forma consistente atingiu um novo mínimo de 29%.

No entanto, a queda na confiança do clero é a mais acentuada registrada nas últimas duas décadas, caindo de uma média de 56% entre 2000 e 2009 para os atuais 27%. Essa queda de 29 pontos percentuais ocorre após um histórico de alta reputação pública; em 2001, a confiança nos pastores subiu para 64% após os ataques terroristas de 11 de setembro, antes de iniciar um declínio constante.

A trajetória descendente começou de fato no início de 2002, quando vieram à tona relatos de escândalos de abuso sexual e subsequentes acobertamentos envolvendo padres católicos romanos. Nos anos seguintes, outros relatos envolvendo várias outras denominações e grupos cristãos foram expostos.

A última vez que a maioria dos americanos acreditou que o clero possuía padrões éticos elevados ou muito elevados foi em 2012, e essa avaliação vem caindo todos os anos desde então, com exceção de um. Atualmente, os pastores se classificam em uma categoria que a Gallup descreve como ligeiramente positiva, na qual se encontram ao lado de professores do ensino médio, policiais e agentes funerários, embora permaneçam muito atrás dos grupos mais confiáveis, como enfermeiros, veteranos militares e médicos.

Os dados demográficos destacam uma divisão significativa na forma como diferentes grupos veem o clero. Os americanos brancos são mais propensos a confiar nos pastores (33%), em comparação com 18% dos americanos não brancos.

A idade e a escolaridade também desempenham papéis significativos nessas percepções; apenas 17% das pessoas com 34 anos ou menos expressam alta confiança, enquanto 38% das pessoas com 55 anos ou mais mantêm uma visão positiva.

Além disso, aqueles com renda familiar mais alta e maior nível de escolaridade tendem a relatar níveis de confiança mais elevados do que aqueles com renda mais baixa ou menor escolaridade.

Politicamente, 36% dos republicanos avaliam a honestidade do clero como alta, em comparação com 25% dos democratas e 24% dos independentes, revelando uma diferença de confiança partidária de 15 pontos percentuais.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Pastor é preso em campo de refugiados após conversões ao islamismo no Sudão do Sul

Cristão orando no Sudão (Foto: Reprodução)
Cristão orando no Sudão (Foto: Reprodução)

Uma família sudanesa que expulsou um parente de 18 anos de sua casa em um campo de refugiados no Sudão do Sul por ter se convertido ao cristianismo levou um pastor à prisão sob a acusação de sequestro, disseram fontes.

Hassan Ibrahim Kaki, irmão muçulmano de Amona Ibrahim Kaki, recentemente convertida ao islamismo, arrastou à força o pastor Joseph Shawish, da Igreja Batista Glory, no campo de refugiados de Ajoang Thok, até a delegacia de polícia do campo em 20 de janeiro, segundo uma fonte local que pediu anonimato.

A polícia ainda o mantém sob custódia, mas não o acusou de nenhum crime, disse a fonte.

Amona Kaki, uma refugiada da região das Montanhas Nuba, no Sudão, que vive no campo de refugiados de Ajoung Thok, converteu-se ao cristianismo em dezembro, após ler a Bíblia secretamente por dois anos. Depois que sua família a levou de casa em 8 de janeiro, ela inicialmente se refugiou em outra casa no campo de refugiados, antes de buscar segurança na casa de um líder religioso fora do campo, segundo a fonte.

Segundo ele, a família muçulmana dela tem feito ameaças constantes contra a igreja, exigindo seu retorno.

“A família afirma que a igreja enfrentará as consequências e que não libertarão o pastor da prisão porque acreditam que foi ele quem fez a menina mudar de religião”, disse a fonte.

Os líderes da igreja se recusaram a devolvê-la à família, alegando que ela correria alto risco de violência.

“Eu não permitiria que ela voltasse, porque conheço muito bem a reação da família”, disse um líder religioso. “Eu sempre converso com eles, e eles não estão contentes com a decisão da moça. Então, eu quero que a menina fique comigo porque ela é muito jovem e é arriscado para ela voltar.”

Amona Kaki teme por sua vida caso retorne para casa.

“Minha mãe pegou uma pedra e me expulsou de casa, e meu irmão mais velho me disse que nunca mais moraríamos juntos na mesma casa e que um de nós teria que morrer”, contou ela a uma fonte. “Ele disse que enquanto estivesse vivo, jamais me deixaria morar naquela casa.”

Amona Kaki encontrou uma Bíblia no quarto do irmão mais velho enquanto ele estava viajando. Como usava o quarto para estudar, começou a ler a Bíblia secretamente todos os dias e, durante as provas, orava a Deus pedindo ajuda. Ela disse que, ao receber a resposta do Senhor, depositou sua fé em Cristo.

Ela compareceu a um culto religioso em 30 de novembro e revelou sua fé à igreja em 25 de dezembro. Um muçulmano que a viu participando de um culto religioso relatou o ocorrido à família dela.

Líderes religiosos estão pressionando o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) a intervir e fornecer proteção e reassentamento para esses casos. Regionalmente, líderes religiosos expressaram preocupação com a falta de proteção aos refugiados na África Oriental que se convertem ao cristianismo.

O Sudão é 93 % muçulmano, com adeptos de religiões étnicas tradicionais representando 4,3% da população, enquanto os cristãos constituem 2,3%, de acordo com o Projeto Joshua.

O Sudão foi classificado em 4º lugar entre os 50 países onde é mais difícil ser cristão, segundo a Lista Mundial da Perseguição 2026 (LMP) da Portas Abertas. O Sudão havia saído do top 10 da lista pela primeira vez em seis anos, quando alcançou a 13ª posição em 2021.

Em 2019, o Departamento de Estado dos EUA removeu o Sudão da lista de Países de Preocupação Especial (CPC, na sigla em inglês), que se envolvem em ou toleram “violações sistemáticas, contínuas e flagrantes da liberdade religiosa”, e o elevou para a lista de vigilância. O Sudão havia sido designado como um CPC de 1999 a 2018.

Em dezembro de 2020, o Departamento de Estado removeu o Sudão de sua Lista de Vigilância Especial.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Colômbia: presidente diz blasfêmia sobre Jesus e gera rejeição de cristãos

Presidente de Colombia Gustavo Petro. (Fonte: Gov.co)
Presidente de Colombia Gustavo Petro. (Fonte: Gov.co)

Na última terça-feira, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, quebrou o protocolo presidencial ao afirmar que Jesus “fez amor, talvez com Maria Madalena”, gerando profunda rejeição em diferentes setores da sociedade.

“[Jesus] era um homem de luz, de verdade e um revolucionário. Por isso o mataram. E é por isso que sua mensagem ainda é relevante hoje, porque ele estava certo. E eu acredito que Jesus fez amor, sim. Talvez com Maria Madalena , porque um homem como ele não poderia existir sem amor. E as mulheres o apoiaram até o fim. E ele não morreu como Bolívar; ele morreu cercado pelas mulheres que o amavam. E eram muitas ”, afirmou Petro na reinauguração do Hospital San Juan de Dios.

Em resposta a essa blasfêmia, a Confederação Evangélica da Colômbia (Cedecol) emitiu um comunicado expressando sua “profunda preocupação e rejeição” a essas declarações feitas publicamente em Bogotá.

A Cedecol explica que essas declarações “constituem uma falta de respeito para com a figura central da fé cristã : Jesus Cristo, o Filho de Deus, Salvador do mundo, cuja vida e mensagem estão claramente estabelecidas nas Sagradas Escrituras”.

Eles acrescentaram que “ a Bíblia, fonte fundamental da fé cristã, não apoia nem sugere tais afirmações . Pelo contrário, apresenta Jesus Cristo como santo, reto e obediente ao propósito divino, e Maria Madalena como uma discípula fiel transformada por sua graça, não como um objeto de especulação ou distorção ideológica”, enfatiza a declaração.

A Cedecol também apelou a todas as instituições do país para que respeitem a fé cristã, conforme estabelecido pela Constituição Política de 1991.

“A Colômbia é um país pluralista e democrático, e esse pluralismo exige respeito mútuo. A liberdade de expressão não deve se tornar um instrumento para ofender a fé ou distorcer verdades que sustentam a identidade espiritual de grande parte da população”, concluíram.

Reação de outros setores

Os bispos da Colômbia também emitiram um comunicado à imprensa para abordar as mensagens controversas de Petro.

“Acreditamos que nenhum funcionário público ou qualquer outra pessoa é incumbida de emitir opiniões teológicas sobre as convicções religiosas ou doutrinais dos cidadãos e, pelo contrário, o poder público tem a obrigação de proteger as pessoas em suas crenças e manter relações harmoniosas e de compreensão mútua com as denominações religiosas”, diz um trecho do texto.

A declaração deixa claro que “para aqueles de nós que seguimos os ensinamentos do Filho de Deus, baseados nas Sagradas Escrituras e na tradição da Igreja, seu nome é santo e sua pessoa não só tem a importância de uma figura histórica, mas também exige o respeito e a adoração com que o verdadeiro Deus é tratado ”.

Em relação às declarações de setores políticos, a candidata presidencial Paloma Valencia descreveu esses comentários como “blasfemos”, afirmando que representam uma falta de respeito pela fé católica e cristã na Colômbia.

Discurso de Petro

Os comentários de Petro sobre Jesus não foram os únicos durante o evento presidencial. O presidente também incluiu em seu discurso opiniões sobre relacionamentos, referências a conquistas amorosas e menções à sua vida privada, o que gerou diversas críticas nas redes sociais.

Ele argumentou, por exemplo, que ” homens inteligentes são sempre amados pelas mulheres , independentemente da aparência física deles”.

Ela também falou sobre seu próximo encontro com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, mencionando um tópico específico que omitirá da conversa. “Não me interessa o que o Sr. Trump fez na cama. Não vou perguntar a ele. Nem nenhum jornalista fofoqueiro deveria se interessar pelo que eu faço na cama. Eu faço coisas muito boas e penso. E ninguém vai me esquecer porque serei inesquecível lá “, afirmou.

Durante o encerramento da cerimônia, ele quis elogiar os profissionais de saúde que trabalham no hospital, mas se referiu a eles de forma informal.

Folha Gospel com informações de Evangelico Digital

Muçulmano ateia fogo em cristão no Paquistão

Cristão queimado por muçulmano no Paquistão (Foto: Reprodução/Morning Star News)
Cristão queimado por muçulmano no Paquistão (Foto: Reprodução/Morning Star News)

Um católico sofreu queimaduras graves depois que um vizinho muçulmano supostamente o encharcou com gasolina e ateou fogo nele após uma pequena discussão, disse seu advogado.

Zahid Morris, de 36 anos, pai de dois filhos e residente da cidade de Bahawalpur, na província de Punjab, no Paquistão, foi atacado em 21 de janeiro enquanto ia comprar frango em um mercado próximo, disse o advogado cristão Lazar Allah Rakha.

“O agressor, Ali Azhar, parou Morris na rua, insultou-o verbalmente, despejou gasolina sobre o seu corpo e ateou fogo”, disse Rakha ao Christian Daily International-Morning Star News. “Morris sofreu queimaduras extensas no rosto e pescoço, o que lhe causou dores físicas inimagináveis ​​e um profundo trauma emocional.”

O ataque foi “chocantemente desproporcional” à disputa, que teve origem em um incidente trivial ocorrido uma semana antes, quando Morris questionou Azhar sobre o fato de estar olhando para ele, disse Rakha.

Morris trabalhava como ajudante em uma joalheria local e é o único provedor de sua família. A agressão o deixou incapacitado para o trabalho e mergulhou sua família em graves dificuldades financeiras, além do trauma psicológico que estão enfrentando, acrescentou ele.

A polícia prendeu Azhar logo após o incidente e registrou um boletim de ocorrência contra ele com base no Artigo 324 do Código Penal do Paquistão, que trata de tentativa de homicídio e prevê pena máxima de 10 anos de prisão. Rakha afirmou que a promotoria pretende apresentar acusações adicionais assim que o laudo médico de Morris for concluído.

“Vamos apresentar um pedido para adicionar artigos relacionados ao terrorismo e à queima de um corpo humano, especificamente o Artigo 336 do código penal, que prevê prisão perpétua ou um mínimo de 14 anos de prisão, juntamente com uma multa de 1 milhão de rupias paquistanesas”, disse Rakha.

O advogado afirmou ainda que Azhar já havia atacado e ferido outros dois cristãos na região, mas não sofreu quaisquer consequências legais.

“Essas vítimas não entraram com uma ação judicial, o que parece tê-lo encorajado”, disse Rakha. “Ele não hesitou em tentar queimar Morris vivo.”

Defensores dos direitos humanos afirmam que o caso destaca padrões mais amplos de violência e discriminação enfrentados pela minoria cristã do Paquistão, que representa cerca de 1,8% da população do país. Os cristãos estão desproporcionalmente representados em empregos de baixa renda e no setor de saneamento, e frequentemente relatam assédio, violência coletiva e dificuldades de acesso à justiça na sociedade paquistanesa, de maioria muçulmana.

Nos últimos anos, diversos casos de grande repercussão reforçaram essas preocupações.

Em 12 de maio, o trabalhador cristão Kashif Masih foi torturado até a morte por um grupo de muçulmanos, incluindo um ex-policial, sob uma acusação de roubo não comprovada. O assassinato provocou indignação entre grupos de defesa dos direitos das minorias, que criticaram as autoridades por não prevenirem ou processarem prontamente tais crimes.

De forma semelhante, em 21 de março, Waqas Masih, um operário cristão de uma fábrica, ficou gravemente ferido depois de um colega muçulmano ter cortado sua garganta sob a acusação de blasfêmia. O agressor alegou que Masih havia tocado um livro didático islâmico “com as mãos impuras”, uma acusação que, segundo ativistas de direitos humanos, refletia o uso indevido de sensibilidades religiosas para justificar a violência.

Em outro incidente, em 27 de fevereiro, o trabalhador cristão Wasif George foi sequestrado por proprietários de terras muçulmanos, humilhado e desfilado em um burro após ser acusado de roubo de madeira. Imagens e vídeos da agressão circularam amplamente nas redes sociais, provocando condenação, mas resultando em pouca responsabilização legal.

Anteriormente, em 6 de junho de 2024, Waqas Salamat, um trabalhador católico de 18 anos, morreu após ser torturado por seu empregador muçulmano e outros, por supostamente ter abandonado o trabalho sem permissão. Sua família afirmou que ele foi submetido a horas de choques elétricos, resultando em ferimentos fatais.

Especialistas jurídicos e defensores de minorias argumentam que, embora a Constituição do Paquistão garanta igualdade para todos os cidadãos, a sua implementação permanece inconsistente.

“Enquanto os ataques contra minorias não forem investigados de forma imparcial e os responsáveis ​​processados ​​com rigor, essa violência continuará”, disse Rakha, apelando por salvaguardas legais mais robustas e mecanismos de responsabilização.

Organizações internacionais de vigilância continuam a classificar o Paquistão entre os países mais difíceis para os cristãos. O país ficou novamente em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, que avalia a perseguição enfrentada por cristãos em todo o mundo. O relatório citou discriminação sistêmica, violência coletiva, conversões forçadas, trabalho escravo e abusos de gênero, observando que os perpetradores muitas vezes agem com impunidade devido à fragilidade da aplicação da lei e às pressões sociais.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Coreia do Norte: cristão secreto denuncia fome e falta de luz 

Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Folha Gospel/Canva)
Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Folha Gospel/Canva)

Um cristão secreto enviou uma mensagem para a Portas Abertas denunciando a fome e a escuridão do inverno na Coreia do Norte. Ele descreve a situação como “uma noite sem fim”. Com os dias ficando mais curtos e frios, a vida dos norte-coreanos tem se tornado ainda mais difícil.

Por outro lado, outros irmãos na fé compartilharam como o apoio da igreja global tem feito a diferença. Um deles afirma: “Nós ainda existimos graças às suas orações e ao seu apoio”. Saiba mais sobre os desafios e as lições de fé de cristãos perseguidos na Coreia do Norte.

Fome extrema, falta de luz e vigilância constantee

Além da luta pela sobrevivência física – fome, falta de cuidados médicos e, em algumas regiões, desastres naturais, como enchentes – há a luta pela sobrevivência mental e espiritual. O governo norte-coreano monitora ativamente o que as pessoas fazem e dizem. As atividades são controladas do amanhecer ao anoitecer e o povo é bombardeado constantemente com propagandas do governo.

“A situação econômica da Coreia do Norte é crítica. Os jornais e a televisão proclamam em alto e bom som que novas fábricas e locais de trabalho fornecidos pelo governo estão produzindo bens necessários para a vida diária das pessoas. Mas, na realidade, muitas fábricas não estão operando, as ruas estão escuras e os cidadãos sofrem profundamente com a fome”, conta o cristão secreto.

“Recentemente, houve uma grande diferença de temperatura entre o dia e a noite, o que causou gripe generalizada e doenças respiratórias infecciosas. Aqui, isso é um grande problema, porque os remédios não são apenas muito caros, mas também escassos. As pessoas suportam a doença sem tratamento adequado ou recorrem a remédios caseiros, como ferver rabanete e gengibre com açúcar, ou adicionar açúcar ao suco de gengibre e misturá-lo com água quente”, relata outro cristão secreto sobre o inverno na Coreia do Norte.

A fé resiste na Coreia do Norte

Apesar do sofrimento, os cristãos tentam se apegar ao evangelho. “Com uma fé inabalável e firme no Senhor, compreendemos que nunca devemos abandonar nossa fé em Cristo. Nem mesmo se isso nos custar a vida”, conta outro cristão secreto.

“A calorosa e inimaginável consideração de vocês tocou profundamente nossas vidas, permeando cada canto de nossa existência diária e fluindo em nós como o ar, tornando-se uma fonte inesgotável de força”, conclui o cristão norte-coreano.

Você leu corretamente. Cristãos da Coreia do Norte recebem força por meio das suas orações e do seu apoio. Você talvez nunca os encontre, e eles talvez nunca saibam seu nome, mas irmãos e irmãs norte-coreanos perseveram porque sentem que você está ao lado deles. “Nós ainda existimos graças às suas orações e ao seu apoio”, conclui um irmão na fé.

Apoie cristãos perseguidos da Coreia do Norte 

Muitos cristãos deixam a Coreia do Norte em busca de alimento e oportunidade de crescer na fé. Doe e socorra refugiados norte-coreanos com alimento, abrigo seguro e cuidado pastoral.

Fonte: Portas Abertas

Terroristas invadem vila cristã e deixam ao menos 25 mortos no Congo

A comunidade cristã após o ataque no Congo. (Foto: Reprodução/ICC)
A comunidade cristã após o ataque no Congo. (Foto: Reprodução/ICC)

Terroristas das Forças Democráticas Aliadas (ADF) assassinaram ao menos 25 pessoas durante um ataque contra uma comunidade cristã na República Democrática do Congo (RDC), no último domingo (25). A ação ocorreu na vila de Apakolu, localizada no território de Irumu, durante a madrugada, enquanto os moradores dormiam.

Segundo relatos de sobreviventes, os extremistas invadiram a comunidade de forma violenta, indo de casa em casa. “Eles iam de porta em porta, executando civis sem piedade e incendiando casas”, disse um agricultor ao International Christian Concern (ICC).

De acordo com o ativista local Christophe Munyanderu, 25 pessoas morreram no ataque. Dentre as vítimas, 18 moradores teriam sido trancados dentro de uma residência e executados, enquanto outras sete foram mortas a tiros na estrada ao tentar fugir da vila.

Autoridades locais e organizações humanitárias alertam que o número de mortos pode ser maior, já que há pessoas desaparecidas após o ataque. O clima na região é de medo, especialmente em comunidades cristãs vizinhas, que temem novos atentados.

‘Cristãos estão morrendo enquanto dormem’

Uma mãe de quatro filhos que conseguiu escapar ao se esconder em uma plantação próxima relatou os momentos de terror vividos durante a invasão.

“Ouvimos batidas na porta e depois gritos. Nos disseram para abrir a porta ou iriam queimar a casa. Então, tapei a boca dos meus filhos para que não chorassem”.

Ela descreveu o impacto da violência ao amanhecer:

“Quando os tiros começaram, pensei que meu coração fosse parar. Quando amanheceu, encontrei os corpos dos meus vizinhos espalhados por toda parte. Nossa aldeia acabou”.

Líderes religiosos locais condenaram o ataque e classificaram a ação como um “crime contra a humanidade” e “uma mancha na consciência da nação”. Durante uma reunião de oração realizada após o massacre, um padre lamentou a escalada da violência contra cristãos na região.

“Cristãos estão morrendo enquanto dormem, em suas casas, onde deveriam se sentir seguros. Este sangue clama a Deus. Até quando os inocentes sofrerão enquanto o mundo assiste em silêncio?”, declarou.

Um pastor de uma igreja vizinha também se manifestou, destacando o perfil das vítimas e a vulnerabilidade da população local. “Eram agricultores, mães, crianças, pessoas sem armas, sem proteção. Hoje os enterramos com o coração partido. Se não houver uma ação urgente para proteger os civis, amanhã será outra aldeia, outra igreja, outra sepultura”.

Enquanto a comunidade cristã local sepulta seus mortos, o trauma e o medo se espalham pela região. Sobreviventes pedem proteção, justiça e o fim da violência que atinge repetidamente vilas cristãs no leste do país.

A República Democrática do Congo ocupa atualmente a 29ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Missão Portas Abertas, que monitora países onde cristãos enfrentam maior nível de perseguição por causa da fé.

Folah Gospel com informações de ICC

Pastor é forçado a comer esterco e beber água de esgoto, na Índia

O pastor Bipin Bihari Naik. (Foto: Reprodução/ICC)
O pastor Bipin Bihari Naik. (Foto: Reprodução/ICC)

Após acusar um pastor no distrito de Dhenkanal, em Odisha, na Índia, de converter hindus ao cristianismo à força, um grupo de nacionalistas hindus o obrigou a comer esterco de vaca e beber água de esgoto.

O incidente ocorreu em 4 de janeiro, mas só se tornou amplamente conhecido nos últimos dias, provocando indignação e críticas em todo o país.

Uma multidão de cerca de 40 pessoas, supostamente ligadas ao Bajrang Dal — o braço militante da organização nacionalista hindu Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS) — invadiu uma casa durante uma reunião de oração na vila de Parjang e acusou o pastor de realizar “conversões religiosas forçadas”.

O pastor, Bipin Bihari Naik, foi arrastado para fora de casa e espancado com varas. Seu rosto foi besuntado com vermelhão (sindoor). Sandálias foram penduradas em seu pescoço. Ele foi então desfilado pela aldeia por quase duas horas.

Naik acabou sendo levado a um templo hindu local, onde suas mãos foram amarradas a uma barra de metal e ele foi forçado a consumir esterco de vaca e beber água de um esgoto. Eles também tentaram forçar o pastor a entoar cânticos hindus, mas ele se recusou.

Fotos do incidente apareceram em diversos jornais e relatos foram amplamente divulgados nas redes sociais.

Alguns dos principais jornais impressos publicaram versões menos detalhadas da história, com um deles omitindo a referência ao esterco de vaca.

Em declarações à Maktoob Media, Vandana, esposa do pastor Naik, disse estar orgulhosa do marido por este se recusar a ceder à pressão da multidão para entoar slogans hindus.

Vandana, que estava presente na reunião de oração, disse que a multidão primeiro invadiu à força a casa onde eles estavam orando. A multidão começou a espancar todos que estavam lá dentro. Outras sete famílias estavam presentes.

Vandana disse que ela e seus filhos conseguiram escapar e correr em direção à delegacia de polícia mais próxima. Lá, eles imploraram aos policiais que resgatassem seu marido.

“Mas foi somente depois de quase duas horas que a polícia chegou à aldeia”, acrescentou ela.

Segundo Vandana, a intervenção policial não interrompeu o ataque imediatamente.

A polícia deteve nove pessoas em conexão com a agressão. No entanto, um boletim de ocorrência contra o pastor também foi registrado, acusando-o de conversão forçada.

Pinarayi Vijayan, o ministro-chefe de Kerala, em uma declaração sobre o ocorrido, afirmou que o ataque brutal ao pastor não é um crime isolado; ele reflete a atmosfera de violência e ódio que está sendo sistematicamente fomentada pelo Sangh Parivar (o grupo ligado ao RSS).

“Obrigar um ser humano a comer esterco de vaca é um ato profundamente desumano, encorajado pelo silêncio e pela cumplicidade dos governos liderados pelo BJP”, disse ele.

O incidente gerou ampla condenação por parte de outros líderes, incluindo o Ministro-Chefe de Meghalaya, Conrad K. Sangma, e o Comitê do Congresso de Odisha. Eles descreveram o ato como uma grave violação dos direitos constitucionais.

Condenando veementemente o incidente, Sangma afirmou que os repetidos ataques contra cristãos mancham a diversidade cultural e religiosa da Índia. Ele instou as autoridades a conduzirem uma investigação minuciosa e pediu uma ação rápida e decisiva contra os responsáveis.

Rahul Gandhi, líder da oposição no Parlamento indiano, também condenou o incidente em X.

A Conferência Episcopal Católica da Índia afirmou em comunicado que se solidariza com Naik e instou as autoridades a garantirem a segurança e a proteção de todos os cidadãos.

“Obrigar alguém a comer esterco de vaca é um grave ato de violência e humilhação, que atinge a dignidade e a fé do indivíduo”, dizia o comunicado.

Entretanto, Naik e sua família foram levados para um abrigo secreto. As outras famílias cristãs também foram realocadas para casas seguras.

Folha Gospel com informações de International Christian Concern

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