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Ed René Kivitz deixa presidência da IBAB após 36 anos

Pastor Ed Rene Kivitz
Pastor Ed Rene Kivitz

O pastor Ed René Kivitz anunciou oficialmente, nesta segunda-feira (4), sua saída do cargo de pastor presidente da Igreja Batista de Água Branca (IBAB), em São Paulo. A decisão foi comunicada nas redes sociais, um dia após a despedida realizada no culto de domingo (3).

Com mais de três décadas de liderança à frente da IBAB, Kivitz afirmou ter chegado a esse novo momento de sua vida e ministério com sentimento de realização plena e gratidão.

“Depois de 36 anos nos quais me dediquei a cooperar para construir uma igreja viva e relevante, fiel ao Evangelho e à missão redentora de Deus em Jesus Cristo, nosso Senhor, chego nesse momento absolutamente realizado, e com o coração cheio de gratidão”, escreveu.

Apesar de deixar a presidência, Ed René não se desligará da igreja. Segundo ele, continuará servindo à IBAB como presbítero, conselheiro e assessor do novo pastor presidente, além de manter sua atuação como pregador no púlpito aos domingos.

“Alegremente passo a exercer essas novas funções. Ao Kenner Terra, novo pastor presidente da IBAB, todo meu apoio e orações pela bênção de Deus sobre sua vida e ministério”, declarou.

Em tom de despedida, o pastor também reiterou seu amor pela comunidade que liderou por mais de três décadas:

“À IBAB, minha renovada declaração de amor. Sigo fazendo o caminho de Jesus, do jeito de Jesus, na companhia de Jesus.”

Referência entre os evangélicos progressistas e respeitado por seu trabalho teológico e pastoral, Kivitz deixa um legado de influência espiritual e intelectual à frente da IBAB, marcada por sua abertura ao diálogo, atuação social e compromisso com uma fé centrada em Jesus Cristo.

A transição de liderança acontece em um momento de estabilidade e maturidade institucional da igreja. Kenner Terra, agora à frente da presidência, assume com o apoio explícito do antecessor e da comunidade local.

Ed René finalizou sua mensagem com uma citação bíblica de louvor e confiança:

“Ao Deus que nos guarda de tropeçar para nos apresentar santos e inculpáveis diante da sua glória, ao único Deus, Salvador, por meio de Cristo, o Senhor — majestade e glória, poder e reino, antes e agora, e para todo sempre. Amém.”

Fonte: Fuxico Gospel

Pesquisador brasileiro diz que imagem no “Santo Sudário” não é de um ser humano real

Pesquisador e designer 3D brasileiro revela que a imagem no "Santo Sudário" não foi impressa por um corpo humano. (Crédito: Cícero Moraes)
Pesquisador e designer 3D brasileiro revela que a imagem no "Santo Sudário" não foi impressa por um corpo humano. (Crédito: Cícero Moraes)

O Sudário de Turim ou Santo Sudário continua dividindo opiniões, com a mais recente revelação sendo a afirmação de um pesquisador brasileiro de que o objeto é uma “obra-prima da arte cristã” e não uma relíquia genuína.

Diz-se que o sudário, descoberto em 1354, na França, é o pano usado para envolver o corpo de Jesus quando ele foi descido da cruz. Ele traz a imagem do rosto de um homem, que alguns acreditam ser a marca milagrosa do rosto de Jesus.

Os que acreditam na autenticidade da vestimenta apontaram a precisão e a exatidão anatômica da representação como estando além das dos artistas medievais. Outros apontam para amostras de pólen originárias do Oriente Médio e amostras de sangue consistentes com as de um homem que foi crucificado.

Os oponentes, no entanto, observam que a datação por carbono do artefato coloca sua criação em algum momento nos séculos XIII ou XIV, algo que condiz com a falta de qualquer registro histórico da existência do sudário antes dessa época.

Cícero Moraes, designer e pesquisador 3D brasileiro, contribui com sua própria visão para o debate. Moraes tentou recriar digitalmente o sudário por meio de dois métodos: um com um corpo humano real e o outro com uma escultura em relevo.

Foi a escultura em relevo, e não o corpo humano, que apresentou a maior semelhança com o Sudário de Turim, sugerindo que o sudário original foi criado como uma obra de arte, e não envolvido em um cadáver real.

Moraes, que publicou seu trabalho no periódico Archaeometry , disse: “A imagem do Sudário é mais consistente com uma representação artística em baixo relevo do que com a impressão direta de um corpo humano real”.

Em declarações à Live Science , ele disse: “A imagem no Sudário de Turim é mais consistente com uma matriz de baixo relevo.

“Tal matriz poderia ter sido feita de madeira, pedra ou metal e pigmentada — ou mesmo aquecida — apenas nas áreas de contato, produzindo o padrão observado.”

Folha Gospel com informações de Olhar Digital e The Christian Today

Oficina G3 confirma novo álbum para 2026

Banda Oficina G3 (Foto: instagram/@oficinag3)
Banda Oficina G3 (Foto: instagram/@oficinag3)

A banda de rock gospel Oficina G3 confirmou que lançará um novo álbum com músicas inéditas em 2026, encerrando um hiato de 12 anos desde o último trabalho autoral, Histórias e Bicicletas, de 2013.

O anúncio foi feito nesta semana por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, que também marca a reta final da DDG Tour, turnê comemorativa dos 15 anos do álbum Depois da Guerra, vencedor do Grammy Latino em 2009.

As informações são do site Fuxico Gospel.

Três anos atrás decidimos voltar ao ponto de partida. Anunciar Jesus, com verdade, com a nossa música”, diz o comunicado narrado no vídeo. “O desejo era claro: celebrar, reunir os de casa e voltar para a estrada.”

O vídeo também faz um retrospecto dos últimos anos da banda, destacando momentos de grande impacto emocional, como a Tour Humanos, que chegou a virar filme e reuniu ex-integrantes como PG, Manga, Walter Lopes, Déio Tambasco, Alexandre Aposan, entre outros. Segundo a banda, foi um tempo de “alegria, cura e perdão”, marcado por reencontros e reconciliações históricas com o público e entre os próprios membros.

Outro momento lembrado foi a turnê NADOQ Indy, voltada para os clássicos da banda:

“Voltamos aos hits que nunca saíram da nossa memória. Uma super dose de nostalgia que encheu o nosso coração.”

Em tom sincero, a banda também chegou a mencionou o que pode ser a ausência de Mauro Henrique, vocalista das fases mais recentes do Oficina, que optou por não participar da DDG Tour:

“A gente tinha um plano, mas Deus reescreveu tudo. No meio do caminho, algo mudou. Mas Deus esteve lá, em cada detalhe invisível.”

Mesmo com os ajustes inesperados, a banda destaca que os últimos três anos foram intensos e bem-sucedidos, com centenas de shows e milhares de pessoas impactadas.

Novo álbum, novos nomes e expectativas

“O Oficina G3 não está nem perto de parar. É hora de buscar algo novo.”, diz o vídeo.

Embora ainda sem título oficial, o projeto de 2026 já conta com uma imagem de divulgação. Na arte, aparecem os três membros oficiais — Juninho Afram, Duca Tambasco e Jean Carllos — acompanhados das sombras de dois integrantes convidados, cujas identidades ainda não foram reveladas, gerando especulações entre os fãs.

Com mais de três décadas de história, a banda sinaliza que está entrando em uma nova fase criativa e espiritual, mantendo firme sua missão de anunciar o evangelho por meio da música.

“É hora de buscar algo novo”, conclui o vídeo — indicando que, para o Oficina G3, o fim da turnê não é encerramento, mas início de um novo capítulo.

Fonte: Fuxico Gospel

Igreja Anglicana da Nigéria rompe com a de Gales após nomeação de arcebispa lésbica

Arcebispa lésbica Cherry Vann (Foto: Igreja Anglicana no País de Gales)
Arcebispa lésbica Cherry Vann (Foto: Igreja Anglicana no País de Gales)

De acordo com a imprensa local, o Arcebispo da Igreja da Nigéria (como é conhecida a Igreja Anglicana no país), Henry Ndukuba, afirmou numa conferência realizada na terça-feira, na capital Abuja, que a escolha de uma mulher lésbica contradiz os ensinamentos da Bíblia.

Cherry Vann, que mantém uma união civil com outra mulher, Wendy Diamond, desde 2015, foi eleita 15º Arcebispo do País de Gales por uma maioria de dois terços no Colégio Eleitoral no final do mês passado.

Ndukuba rejeitou “a ação dos revisionistas da Igreja Ocidental do Reino Unido, concretamente da Igreja do País de Gales”, acusando-os de não recuarem na sua “agenda maligna”, mas de a intensificarem.

“A eleição de uma mulher lésbica não tem origem numa missão (…) Rejeitamos a eleição da reverenda Cherry Vann como arcebispa do País de Gales” e “rompemos todos os laços e relações com a Igreja do País de Gales”, afirmou o líder religioso.

Contudo, Ndukuba demonstrou apoio aos setores conservadores do anglicanismo galês através da Conferência Global do Futuro Anglicano (GAFCON, na sigla em inglês), um encontro de líderes e bispos anglicanos conservadores realizado de cinco em cinco anos.

Vann tornou-se, em 30 de julho, a primeira mulher a ocupar o cargo de arcebispa no Reino Unido, marcando um novo avanço para as mulheres e para a comunidade LGBTI (lésbicas, gays, transgênero, bissexuais e intersexo) na Igreja anglicana.

Ainda assim, as divisões no seio desta confissão, na qual as mulheres podem exercer o sacerdócio há pouco mais de três décadas, tornaram-se visíveis nos últimos tempos.

Em abril de 2023, mais de 1.300 líderes anglicanos reunidos no Ruanda para a GAFCON manifestaram a sua oposição a uma moção aprovada em fevereiro desse ano pelo Sínodo Geral, que permite abençoar casais homossexuais casados ou unidos em cerimónias civis, embora sem celebrar os seus casamentos.

Os setores mais conservadores de várias correntes cristãs vem ganhando força nos últimos anos na África, onde tem aumentado o discurso e a implementação de leis anti-LGBTI.

O continente africano abriga mais de 30 dos mais de 60 países no mundo que criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo.

Líderes lamentaram nomeação

Líderes anglicanos criticaram duramente a nomeação de Cherry Vann, uma lésbica em união estável como a nova Arcebispa do País de Gales.

O Reverendíssimo Dr. Laurent Mbanda , Presidente do Conselho de Primazes da Gafcon, chamou sua eleição de um “ato de apostasia” e um “fracasso na liderança”.

Escrevendo aos membros da Gafcon, ele pediu aos anglicanos ortodoxos que “tomassem uma posição” contra a “pressão implacável dos revisionistas anglicanos que impõem descaradamente sua imoralidade à preciosa igreja de Cristo”.

“É com o coração pesado que escrevo a vocês sobre os acontecimentos graves em nossa amada Comunhão Anglicana”, disse ele.

“A decisão da Igreja no País de Gales de eleger o Reverendo Cherry Vann como Arcebispo e Primaz é mais um doloroso prego no caixão da ortodoxia anglicana.

“Ao celebrar esta eleição e seu relacionamento imoral entre pessoas do mesmo sexo, a Comunhão de Canterbury mais uma vez cedeu à pressão mundana que subverte a boa palavra de Deus.

“Porque a Bíblia é clara sobre aqueles que ‘trocam a verdade de Deus pela mentira’ ( Romanos 1:25 ).”

Ele acrescentou: “Devemos confrontar erros graves que comprometem a palavra gloriosa e autoritária de Deus sobre a sexualidade humana.

“Devemos nos manifestar e tomar uma posição.”

O Reverendíssimo Dr. Justin Badi Arama, Primaz do Sudão do Sul e Presidente da Global South Fellowship das Igrejas Anglicanas, lamentou que a “rejeição divisiva do ensino bíblico e anglicano histórico sobre casamento e sexualidade humana tenha continuado sem nenhuma restrição efetiva” desde a eleição do assumidamente gay Gene Robinson na Igreja Episcopal dos EUA em 2003.

Ele disse: “Os fiéis anglicanos do Sul Global lamentarão que o rompimento no tecido da nossa amada Comunhão esteja agora estabelecido no mais alto nível, mas isso também fortalecerá nossa determinação de restaurar as Escrituras ao seu lugar central em nossa vida juntos e construir relacionamentos de aliança por meio dos quais seremos capazes de reconhecer uns aos outros com alegria como parceiros na missão e membros da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.”

O Reverendíssimo Samy Fawzy, Arcebispo de Alexandria, também expressou sua “profunda tristeza” pela nomeação de Vann.

“Esta não é uma decisão local ou privada”, escreveu ele em uma carta à Diocese do Egito.

“É uma rejeição pública do ensinamento bíblico e da ordem católica. Os bispos servem não apenas localmente, mas como parte de uma comunhão global.”

Ele continuou: “A unidade não pode existir sem a verdade. Esta medida da Igreja no País de Gales torna extremamente difícil encontrar uma solução fiel e duradoura para as divisões dentro da Comunhão Anglicana.

“Enquanto muitos de nós trabalhamos diligentemente para discernir um caminho a seguir neste doloroso dilema, ações contínuas dessa natureza dificultam a reconciliação, aprofundam as fraturas e correm o risco de tornar nossos esforços infrutíferos.”

Folha Gospel com informações de Notícias Ao Minuto e The Christian Today

Pastor questiona os reais motivos dos ataques na Nigéria

Acampamento de cristãos deslocados em Benue, na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Acampamento de cristãos deslocados em Benue, na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

Para entender a crise em Benue, Nigéria, é preciso conhecer a visão de quem vive ali e presenciou os ataques. Jonathan Ugbede é um reverendo e membro da Associação Cristã da Nigéria.

Leia abaixo, seu depoimento que mostra como estão os cristãos nigerianos em meio à onda de violência e perseguição:

A violência contra os cristãos na Nigéria é uma tentativa de islamização e acontece de diversas formas. Algumas pessoas estão dizendo que se trata de um conflito entre agricultores e criadores de cabras, mas essa não é a verdade. 
 
Os criadores são vistos com seu bastão de pastoreio levando seus rebanhos para pastar. O que nós estamos vendo são militantes armados que atacam pessoas enquanto elas dormem, as expulsam de casa e ocupam suas terras. 
 
Na Nigéria, especialmente na região centro-norte, os cristãos são a grande maioria. É nesse local onde os ataques estão concentrados. Mesmo que haja algum ataque fora dessa região, a dimensão é diferente.  
 
Para aqueles que acreditam que esse é um conflito entre criadores de cabra e agricultores, eu pergunto: quais criadores levam o rebanho para pastar à noite, que é quando os ataques acontecem? Se você expulsa uma comunidade de sua terra, qual o sentido de queimar as igrejas?  

A situação dos deslocados internos 

Há mais de dois milhões de pessoas deslocadas no estado de Benue, espalhadas em 13 acampamentos. Até 2023, não havia registros de deslocados internos em Benue. Esses registros começaram assim que o novo governo foi eleito, mas os números são ainda maiores, pois há pessoas deslocadas que não vivem nos acampamentos. 
 
Essas pessoas foram deslocadas, mas encontraram abrigo na casa de parentes ou em algum pedaço de terra onde era possível cultivar algo. O governo não as considera deslocadas internas, mas elas sofreram a mesma violência e também dependem das autoridades para poder voltar para casa. 
 
Imagine viver com uma família de cinco pessoas em um acampamento durante anos. Como é possível conseguir sustento? O governo deveria prover meios para que os deslocados voltem para suas vilas. 
 
Essa situação afeta a igreja profundamente. Há casos de fome, desnutrição e até casamentos forçados de menores de idade. Os deslocados internos precisam de ajuda para reconstruírem suas vidas e voltarem para casa o quanto antes. 
 
Alguém que foi deslocado vive com raiva. Além disso, essas pessoas são privadas da comunhão que só existe na igreja. Todos que frequentam uma igreja sabem o quanto a comunhão é importante. Esses fatores acabam afetando a vida espiritual dos deslocados. 
 
Nós acreditamos que essa situação vai se resolver um dia e que a igreja de Benue será fortalecida, se levantando novamente em nome de Jesus Cristo. Deus não nos abandonará. Ele ouve nossas orações e responderá. 
 
Aos cristãos do mundo todo, eu peço que se levantem e ajudem a igreja da Nigéria da forma que o Senhor colocar em seus corações. Nós precisamos de vocês mais do que nunca. 

Sua ajuda é fundamental 

Seja resposta de oração para os cristãos nigerianos. Com sua contribuição, a Portas Abertas pode levar ajuda emergencial para as famílias deslocadas. 

Fonte: Portas Abertas

Franklin Graham denuncia silêncio global diante do massacre de cristãos na África

Evangelista Franklin Graham (Foto: Reprodução)
Evangelista Franklin Graham (Foto: Reprodução)

No último final de semana, o evangelista Franklin Graham fez um alerta incisivo nas redes sociais: o mundo está ignorando uma crescente onda de violência contra cristãos em várias regiões da África. Ele chamou atenção para a violência de extremistas islâmicos que promovem ataques sistemáticos, especialmente na República Democrática do Congo (RDC) e na Nigéria. Ambos estão na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2025, da Missão Portas Abertas, figurando em 35º e 7º lugares, respectivamente.

“Enquanto as notícias se concentram em tarifas e outras coisas, o mundo está estranhamente silencioso sobre o massacre de cristãos na República Democrática do Congo por jihadistas muçulmanos”, afirmou Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham. Ele convocou cristãos de todo o mundo a orarem pelos perseguidos: “Juntem-se a mim em oração por esses cristãos”.

Graham mencionou um dos ataques mais recentes, ocorrido em julho na cidade de Komanda, no leste da RDC. De acordo com a Missão Portas Abertas, 49 fiéis foram mortos durante uma vigília em uma igreja. Relatos à emissora Fox News indicam que nove crianças teriam sido decapitadas. Os responsáveis seriam membros das Forças Democráticas Aliadas (ADF), grupo ligado ao Estado Islâmico, conhecido por seus ataques a comunidades cristãs na região.

Outro ataque citado por Graham ocorreu em fevereiro, na cidade de Kasanga. Militantes da ADF teriam sequestrado e matado pelo menos 70 cristãos, utilizando facões e martelos. O ataque começou ainda na madrugada, na vila cristã de Mayba, onde moradores foram rendidos e executados. Segundo Illia Djadi, porta-voz da Portas Abertas para a África Subsaariana, o grupo tem como alvo prioritário a população cristã.

A Nigéria também enfrenta uma escalada de violência religiosa. De acordo com Graham, mais de quatro mil cristãos foram mortos no país apenas no último ano. Em junho, ataques coordenados por extremistas da etnia fulani deixaram mais de 200 civis cristãos mortos. Segundo a organização International Christian Concern, as vítimas incluíam crianças e idosos, mortos durante emboscadas e invasões a vilarejos.

A perseguição tem provocado um êxodo silencioso: mais de 16 milhões de cristãos foram deslocados na África Subsaariana por conta da violência, segundo estimativas de organizações cristãs internacionais. “O horror é inimaginável — e não se trata de incidentes isolados, mas de uma realidade contínua”, escreveu Graham. “A igreja está em retirada”, disse, citando relatos de fiéis que abandonam suas casas para escapar da violência.

O evangelista também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, por ter se posicionado contra os ataques. “Sou grato que o presidente Donald J. Trump e a Casa Branca tenham condenado esses assassinatos e estejam trabalhando para defender a liberdade religiosa em todo o mundo.”

Fonte: Comunhão

Anistia Internacional denuncia que os cristãos estão “condenados aos esgotos” no Paquistão

Imagem de um esgoto (Foto: Martin Brechtl - Unsplash)
Imagem de um esgoto (Foto: Martin Brechtl - Unsplash)

Nesta terça-feira, a Anistia Internacional divulgou um relatório intitulado “Abra-nos e veja que sangramos como eles”, que denuncia a discriminação extrema no Paquistão com base na crença de que “trabalho impuro é reservado para não muçulmanos”.

As minorias religiosas neste país representam 2% da população, mas 80% dos lixeiros são cristãos e o restante é hindu.

Segundo o relatório, pelo menos 84 pessoas morreram nos últimos cinco anos devido ao atraso da infraestrutura e das técnicas utilizadas nesse contexto.

“Suas vidas não valem o custo da modernização… O Paquistão deve reconhecer a discriminação de casta como uma forma de racismo”, enfatizou a Anistia, de acordo com relatos da mídia asiática.

Embora o sistema de castas não exista oficialmente no Paquistão, os reclamantes explicam que essa dinâmica persiste nessas profissões. O termo “Chuhra”, que tradicionalmente se refere à “casta dos catadores”, é considerado altamente pejorativo e, de fato, agora é sinônimo de cristão.

Eles acrescentaram que os poucos muçulmanos que são forçados a aceitar esses empregos se recusam a fazer as tarefas mais degradantes e frequentemente ocupam cargos de supervisão.

Testemunhos

Shafiq Masih, um cristão de 44 anos, trabalha limpando esgotos em Lahore desde os 15. “Não há equipamentos, máscaras e, às vezes, nem luvas. Entro nos poços com as próprias mãos.”

Todos os dias, ele coloca sua vida em risco em meio a gases tóxicos, poluentes e outros resíduos dentro dos esgotos entupidos de Lahore, a segunda maior cidade do país, com 11 milhões de habitantes.

“É um trabalho difícil”, disse ele à AFP . “Quando alguém desce (para o esgoto), primeiro tem que sacrificar todo o respeito próprio.”

“Quando eu estava lá dentro, caiu água misturada com detergente em mim porque as pessoas lá dentro (de casa) estavam lavando roupas. (Às vezes) as pessoas vão ao banheiro, dão descarga e toda a sujeira cai em cima da gente”, explica ele.

Em 2017, a morte de um cristão que inalou gás enquanto limpava um esgoto em Umerkot (sudeste) gerou indignação. Médicos muçulmanos se recusaram a tratá-lo, não estando dispostos a tocar em um corpo sujo durante o Ramadã.

No Paquistão, muitos cristãos são descendentes de hindus de casta inferior que se converteram durante a colonização britânica para escapar da discriminação contra sua casta.

Violação dos Direitos Humanos

Isabelle Lassée, diretora regional adjunta da Anistia Internacional para o Sul da Ásia, condenou o tratamento profundamente injusto dos trabalhadores orgânicos no Paquistão.

Ele denunciou essas ações como uma violação dos direitos humanos. “Muitos membros de minorias são forçados a esse trabalho devido a preconceitos arraigados que os impedem de escolher. O problema é que o sistema jurídico do país ainda não reconhece a discriminação baseada em castas como uma forma de racismo”, denunciou.

A Anistia Internacional pede que o governo paquistanês aprove uma lei específica que proíba a discriminação baseada em castas como uma medida urgente para garantir condições de trabalho decentes, seguras e justas.

“Não estamos falando de privilégios, mas de respeito básico à dignidade humana e aos direitos fundamentais de todos os cidadãos, sem exceção”, concluiu.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Médico cristão é proibido de exercer a profissão por expressar opinião sobre ideologia de gênero

Jereth Kok, é um médico cristão na Austrália (Foto: Reprodução)
Jereth Kok, é um médico cristão na Austrália (Foto: Reprodução)

O Tribunal Civil e Administrativo de Victoria (VCAT) considerou o médico cristão Dr. Jereth Kok culpado de má conduta profissional por expressar publicamente suas opiniões . Especificamente, por suas postagens críticas ao aborto, à ideologia de gênero e às políticas da COVID-19 ao longo de um período de 12 anos nas redes sociais e na mídia.

O Dr. Kok, que atuava em uma clínica no subúrbio de Melbourne, foi suspenso pelo Conselho Médico da Austrália em agosto de 2019 após reclamações anônimas sobre sua atividade nas redes sociais desde 2010.

Mais de seis anos depois, na semana passada, o VCAT confirmou a suspensão do Dr. Kok, concluindo que 54 das 85 supostas violações constituíam má conduta segundo a Lei Nacional de Profissionais de Saúde (Victoria) de 2009.

O Tribunal determinou que essas 54 postagens constituíam má conduta, apesar de abordarem questões políticas e religiosas, muitas vezes em tom irônico ou satírico, e sem qualquer conexão ou impacto no atendimento ao paciente, o que eles reconheceram ser inquestionável.

A decisão estabelece um precedente preocupante para a liberdade de expressão na Austrália, especialmente para profissionais de fé cristã ou conservadora. O Tribunal considerou, mas deu pouca importância, às proteções constitucionais ou à liberdade de expressão.

Confirma ainda que órgãos reguladores como a AHPRA e o Conselho Médico têm o poder de disciplinar profissionais não apenas por sua prática clínica, mas também por expressarem visões sociais ou morais impopulares, mesmo em caráter privado. Para profissionais cristãos, e de fato para qualquer profissional que tenha opiniões fora da corrente principal progressista, as implicações são graves.

As ramificações dessa decisão se estendem a todos os australianos, especialmente aqueles que trabalham em uma profissão regulamentada, que veem sua liberdade de expressão de opiniões pessoais, políticas e religiosas ameaçada por instituições reguladoras e pelo governo.

O partido político cristão Family First condenou a decisão, descrevendo-a como uma “grave injustiça e um ataque assustador à liberdade de expressão. Isso não é justiça, isso não é australiano. Isso é o ‘ministério da verdade’ de Victoria impondo conformidade ideológica e reprimindo a dissidência”.

A Family First disse que lutaria para revogar “leis semelhantes contra a liberdade de expressão” em todos os estados e apresentaria candidatos nas próximas eleições na Austrália do Sul, Victoria e Nova Gales do Sul.

Declarações do Dr. Kok

O Dr. Kok admitiu que parte da linguagem usada em suas publicações era “lamentável” e que, após reflexão, não a usaria novamente, mas nega que a expressão de suas opiniões constitua má conduta profissional.

O Dr. Kok disse ao tribunal que acreditava que “a Bíblia ensina muito claramente que a conduta homossexual, que inclui atividades e relacionamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo, é imoral” e que “a Bíblia obriga os cristãos a se absterem de toda conduta imoral, incluindo a conduta homossexual”.

Ele acrescentou: “Prestei atendimento a muitos pacientes gays e lésbicas sem revelar minhas opiniões pessoais”, disse ele em seu depoimento, e “isso não foi mais difícil para mim do que prestar atendimento sem julgamentos a pacientes heterossexuais que tinham casos extraconjugais (dos quais eu pessoalmente desaprovo) ou até mesmo a criminosos condenados”.

Algumas das publicações condenadas

Uma publicação que colocou o Dr. Kok em maus lençóis foi um artigo satírico do site cristão conservador americano Babylon Bee, intitulado “Em vez da guerra tradicional, os militares chineses agora serão treinados para gritar pronomes incorretos para as tropas americanas”. O VCAT considerou a publicação, compartilhada pelo Dr. Kok, “inconsistente” com o Código de Conduta do Conselho Médico, pois “não respeitava nem era sensível à diversidade de gênero”.

Outra publicação ofensiva foi um artigo escrito pelo Dr. Kok que abordava a ideologia transgênero de uma perspectiva cristã, o que o Tribunal considerou “degradante, desrespeitoso e desdenhoso para com as pessoas LGBTQI+”. Em várias publicações sobre o tema da disforia de gênero, Kok descreveu a cirurgia transgênero como “massacre médico” e “mutilação genital”.

Em outras publicações, o Dr. Kok criticou o aborto , descrevendo-o como “matança de bebês” e “assassinato de bebês” e referindo-se aos médicos envolvidos na prática como “açougueiros” e “assassinos em série”.

O Dr. Kok disse ao tribunal que “acredito que a vida e a personalidade começam na concepção” e “abomino a maneira como nossa sociedade obscurece a verdade sobre o aborto por meio do uso de eufemismos enganosos”. Mas o VCAT concluiu que eles denegriram, degradaram e difamaram médicos que oferecem tratamento abortivo a pacientes.

O VCAT descobriu que o Dr. Kok também “expressou sentimentos violentos e fez declarações depreciativas” em relação a grupos raciais e religiosos, apesar de reconhecer que vários deles podem ter sido “interpretados pelo Dr. Kok de maneira humorística”.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Pela primeira vez, grupo indígena tem a Bíblia completa em seu idioma, na Colômbia

Evento de apresentação da Bíblia na língua das comunidades indígenas do povo Nasa, na Colômbia (Foto: Reprodução)
Evento de apresentação da Bíblia na língua das comunidades indígenas do povo Nasa, na Colômbia (Foto: Reprodução)

Em um fato inédito para o departamento do Cauca e para a Colômbia, no último fim de semana, as comunidades indígenas do povo Nasa receberam, pela primeira vez na história, a Bíblia completa traduzida para sua língua nativa: Nasa Yuwe.

O evento aconteceu no município de Caldono, no norte do Cauca, e contou com a presença de autoridades indígenas, professores, líderes espirituais e um grande público da comunidade em geral, além de representantes do governo departamental e de organizações de base.

A tradução da Bíblia foi liderada pela Sociedade Bíblica Colombiana, em colaboração com estudiosos ancestrais, linguistas e líderes espirituais do povo Nasa. O projeto representa um marco na preservação da língua e da espiritualidade de uma das comunidades indígenas mais representativas do país.

“É uma mensagem de reconciliação e, claro, de paz para o departamento do Cauca. Este evento tem um significado profundo porque fortalece nossa identidade, nossa fé e nos permite unir-nos em meio às nossas diferenças “, disse Maribel Perafán Gallardo, Secretária de Governo do Cauca.

Em seu discurso, a autoridade destacou a importância desse tipo de esforço interinstitucional, que se soma ao trabalho pela liberdade religiosa, inclusão étnica e construção da paz: “Somos um departamento profundamente étnico, e isso nos permite nos reunir dentro do contexto de nossas diferenças. Esta Bíblia em Nasa Yuwe não representa apenas uma ferramenta espiritual, mas também um ato de dignidade para nossas comunidades .”

O governador do Cauca, Jorge Octavio Guzmán, não pôde comparecer ao evento, mas enviou uma calorosa mensagem aos presentes, celebrando este passo histórico no âmbito da política pública do departamento sobre liberdade religiosa e culto.

Folha Gospel com informações de Evangelico Digital

Países de maioria cristã estão em declínio em todo o mundo, revela estudo

Bíblia sobre o mapa mundi (Foto: Canva Pro)
Bíblia sobre o mapa mundi (Foto: Canva Pro)

O número de países com maiorias cristãs diminuiu entre 2010 e 2020, de acordo com um novo estudo do Pew Research Center , destacando uma mudança notável na filiação religiosa global.

Em 2020, os cristãos continuavam sendo a maioria em 120 dos 201 países e territórios analisados, ante 124 em 2010. Isso significa que as nações de maioria cristã representavam 60% de todos os países pesquisados, em comparação com 62% uma década antes. O declínio é amplamente atribuído ao crescente número de pessoas que abandonam o cristianismo, contribuindo para o aumento de populações sem religião em diversas nações.

As mudanças mais significativas ocorreram no Reino Unido, Austrália, França e Uruguai — todos países que perderam suas maiorias cristãs no período de 10 anos. Nesses países, a proporção de pessoas que se identificam como cristãs caiu para menos de 50%, enquanto a porcentagem de indivíduos sem religião aumentou substancialmente.

O Uruguai tornou-se o único país das Américas sem maioria cristã em 2020, com 52% de sua população se identificando como não religiosa e apenas 44% como cristã. No Reino Unido, Austrália e França, nenhum grupo religioso detinha a maioria. No entanto, as populações não religiosas se aproximaram ou ultrapassaram o número de cristãos, refletindo tendências mais amplas de secularização.

Dois outros países — Nova Zelândia e Holanda — também fizeram a transição para maiorias religiosamente não filiadas durante o mesmo período, juntando-se a um grupo de sete nações que já detinham esse status em 2010: China, Coreia do Norte, República Tcheca, Hong Kong, Vietnã, Macau e Japão.

No total, a Pew descobriu que 10 países tinham maiorias não religiosas em 2020, contra sete em 2010. Essas populações incluem indivíduos que se identificam como ateus, agnósticos ou “nada em particular”.

O estudo observou que, embora o cristianismo continue sendo a religião mais difundida geograficamente, sua proporção na população global é menor do que a proporção de países onde os cristãos constituem a maioria. Em 2020, os cristãos representavam 29% da população mundial, mas eram maioria em 60% dos países. Esse contraste reflete a ampla dispersão do cristianismo entre nações grandes e pequenas — dos Estados Unidos e Filipinas a nações menores como a Micronésia.

Em comparação, outras grandes religiões mundiais, como o hinduísmo e o islamismo, tinham populações majoritárias em menos países, mais alinhadas com sua parcela da população global. Os hindus, que representavam 15% da população mundial, detinham maioria em apenas dois países: Índia e Nepal. Os muçulmanos eram maioria em 53 países e os budistas em sete.

O número de países sem uma maioria religiosa clara também aumentou ligeiramente, passando de seis em 2010 para sete em 2020. Entre eles estavam Coreia do Sul, Cingapura, Costa do Marfim e Maurício, além do Reino Unido, Austrália e França — países que perderam suas maiorias cristãs durante a década.

Os resultados refletem uma tendência global crescente de desfiliação religiosa, particularmente em países tradicionalmente cristãos. Os dados do Pew sugerem que, embora o cristianismo continue numericamente disseminado, sua influência cultural e institucional está diminuindo em algumas partes do mundo.

O estudo é baseado em dados populacionais e estimativas de filiação religiosa coletados de uma ampla gama de fontes, refletindo uma ampla visão geral demográfica da mudança religiosa global.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Christian Daily International

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