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Bíblias são usadas nas igrejas para ajudar na alfabetização de adultos

Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)
Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)

O Brasil ainda convive com uma chaga silenciosa: o analfabetismo funcional. Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em maio de 2025, 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são incapazes de compreender textos simples ou realizar tarefas básicas com números. A taxa não apresentou avanço desde 2018. Entre pessoas de 50 a 64 anos, o índice sobe para 51%. Pretos e pardos, historicamente mais vulneráveis, também estão sob maior risco de exclusão educacional.

Neste cenário, a alfabetização de adultos encontra na igreja um terreno fértil para se expandir. Ali, o ato de aprender a ler se entrelaça com fé, pertencimento e dignidade. Ao acessar a Bíblia com os próprios olhos, homens e mulheres que não tiveram acesso à escolarização formal se reencontram com Deus de maneira profunda e libertadora.

“Um dos principais desafios é preparar líderes e voluntários para lidar com essa realidade. Muitas vezes, há exigências que excluem”, afirma o pastor Jorge Souto, da Comunidade Evangélica Jesus Vive, na Tijuca (RJ). Ele relata o caso de uma familiar que, após se converter, começou a frequentar a Escola Bíblica com entusiasmo.

Tudo corria bem até que um professor entregou uma atividade escrita e disse que quem não levasse as respostas na semana seguinte não poderia continuar na turma. “Ela se sentiu constrangida por não saber ler nem escrever. Estava aprendendo pelo ensino oral, mas diante da exigência acabou desistindo. A meritocracia espiritual afasta quem mais precisa ser acolhido”.

Para ele, a igreja deve recorrer a recursos como áudios, dramatizações, Bíblia falada, vídeos com linguagem acessível e uma abordagem individualizada. “A alfabetização deve ser parte da missão da igreja, numa integração entre evangelização, educação e ação social”, diz, citando Romanos 15:7: “Portanto, recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus”.

Alfabetizar também faz parte da missão

O teólogo Atila Ribeiro, diretor do Instituto Teológico Dünamis, destaca os desafios teológicos e pastorais desse processo. “A missão da igreja é formar discípulos e isso inclui ensinar todas as coisas que Cristo ordenou. Para isso, no entanto, é preciso que o crente tenha acesso à leitura compreensiva da Palavra. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, como diz 2 Timóteo 3:16. Isso pressupõe que o texto seja lido e entendido”.

Com base na perspectiva pastoral e acadêmica, Atila reforça que a alfabetização bíblica não pode ser tratada como um recurso opcional dentro da igreja. “Incluir adultos recém-alfabetizados no ensino das Escrituras é um ato de justiça do Reino. Isso revela o coração inclusivo de Deus, que não faz acepção de pessoas, como lemos em Atos 10:34.

O discipulado precisa ser formativo, não apenas informativo, e isso exige sensibilidade para adaptar o conteúdo sem diluir a essência da fé. A Palavra continua a mesma, mas os caminhos para alcançá-la precisam ser diversos e acessíveis”.

Atila lembra que muitos desses adultos carregam o peso de uma história de exclusão educacional e religiosa. “A igreja, como comunidade terapêutica e pedagógica, deve agir com graça e paciência, aplicando os princípios de 1 Coríntios 12:22-25, que ensinam que os membros menos honrados são indispensáveis. O discipulado precisa ser adaptado, sem perder profundidade, com recursos orais, visuais e relacionais”.

Um divisor de águas

O pastor Francisco Rosa, da Igreja Batista Missionária em Éden, no Rio de Janeiro, vê na alfabetização um divisor de águas. “Hoje a alfabetização na fase adulta tem sido uma realidade na vida de milhares de brasileiros. São pessoas que não tiveram oportunidade de frequentar a escola e ficaram à margem da sociedade. A leitura da Bíblia, nesse contexto, fortalece a fé e promove uma participação mais ativa na comunidade”.

Para ele, o impacto não é apenas espiritual. “A leitura funcional leva o indivíduo a compreender melhor a vida e a se tornar crítico diante das diversas manifestações da sociedade. A leitura é o primeiro passo para a liberdade e para a expansão da existência”. Ele cita a orientação de Paulo a Timóteo: “Persiste em ler” (1 Timóteo 4:13).

Em Vitória (ES), o pastor Fábio Andrade, da Igreja Batista Resgate, vai além. “Somos o povo da Bíblia. Cremos no Deus que se revela pela Palavra. É uma afronta existirem pessoas na igreja local que não sabem ler e nada ser feito para mudar isso. A alfabetização, ainda que tardia, abre um portal para uma intimidade totalmente nova com Deus”.

Segundo ele, a fé que antes era sustentada pelo ouvir passa a ser também alimentada pelo ler. “Essa apropriação pessoal da Palavra fortalece a convicção e aprofunda a caminhada cristã. Deus deixa de ser apenas falado. Ele passa a ser lido e compreendido de forma íntima.”

O pastor Marcos Soares Gonçalves, da Assembleia de Deus Igreja da Família em Pedra de Guaratiba (RJ), faz um alerta social. “O analfabetismo no Brasil representa 4,3% da população, o que equivale a mais de nove milhões de pessoas em vulnerabilidade educacional. Isso é muito para um país que se diz em crescimento”.

Ele defende que erradicar o analfabetismo, inclusive o funcional, deveria ser a prioridade número um de qualquer governo. “Muitos que se alfabetizaram por conta própria usaram a Bíblia como ferramenta. Com políticas públicas aliadas à ação das igrejas, esse processo poderia ser muito mais eficaz”.

Educação que gera frutos

Na mesma cidade, o pastor Eder Reis, da Assembleia de Deus na Tijuca, testemunha os frutos espirituais da alfabetização. “Os adultos recém-alfabetizados, ao se encontrarem com a Bíblia, passam a ver sentido na vida, ganham direção, descobrem promessas e experimentam consolo”.

Ele relata a história de uma senhora que aprendeu a ler em um projeto da igreja. O maior sonho dela era ler a Bíblia sozinha. “Um dia, ela conseguiu ler um versículo e chorou profundamente. Disse: ‘Antes, eu ouvia Deus pela boca dos outros. Agora, eu leio a voz de Deus com os meus próprios olhos’. Essa frase nunca saiu da minha memória. Foi um dos momentos mais impactantes do meu ministério”.

A alfabetização bíblica se revela, assim, como uma ponte entre fé, cidadania e dignidade. O ensino da Palavra, quando adaptado com amor e paciência, torna-se mais que informativo. Ele se transforma em um ato pastoral que acolhe e restaura. Como ensina 2 Timóteo 2:24-25, “ao servo do Senhor não convém brigar, mas ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão”.

Embora milhões de brasileiros ainda enfrentem barreiras para acessar o universo da linguagem escrita, a igreja tem se consolidado como um espaço essencial para romper esse ciclo de exclusão. Quando a leitura da Bíblia se torna uma experiência pessoal, não é apenas a fé que se fortalece.

A dignidade também é restaurada. Ensinar alguém a ler, nesse contexto, significa abrir caminho para que cada pessoa descubra, por si mesma, a presença viva de Deus nas palavras sagradas. Ler, então, deixa de ser um ato mecânico e passa a ser um encontro.

Fonte: Comunhão

Mulheres continuam mais religiosas do que os homens nos EUA, revela estudo

Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)
Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)

As mulheres americanas continuam mais propensas a serem religiosas do que os homens, de acordo com o Estudo do Panorama Religioso do Pew Research Center .

O estudo está alinhado com outras pesquisas sobre gênero e religião: as mulheres têm sido consistentemente mais propensas a serem religiosas do que os homens, nos Estados Unidos e em muitos outros países.

Uma tendência contrária, amplamente divulgada este ano, é que os jovens da Geração Z estão agora mais religiosos do que suas colegas mulheres. Eles frequentam cultos com mais frequência e são mais propensos a se identificarem como religiosos. Mais homens cristãos da Geração Z estão permanecendo na igreja, enquanto mais mulheres da Geração Z estão abandonando a igreja.

Essa tendência é encontrada entre aqueles que se identificam como cristãos, para começar.

No entanto, entre todos os adultos do país, as mulheres continuam mais propensas do que os homens a adotar a religião.

De acordo com a Pesquisa do Panorama Religioso de 2023-24, 66% das mulheres se identificam como cristãs, enquanto apenas 59% dos homens o fazem. Os homens são ligeiramente mais propensos a se identificar com outras religiões, com 8% dos homens e 6% das mulheres tendo uma identidade religiosa não cristã. No entanto, as mulheres ainda são mais propensas, em geral, a serem religiosas.

As mulheres também são muito mais propensas do que os homens a orar diariamente. Os dados mostram que metade das mulheres relatam orar pelo menos uma vez por dia, em comparação com 37% dos homens.

Em consonância com sua maior predisposição à identidade religiosa e às práticas espirituais, as mulheres afirmam sentir uma sensação de bem-estar espiritual com mais frequência do que os homens. Entre os participantes da pesquisa, 45% das mulheres e 35% dos homens relataram sentir uma sensação de bem-estar espiritual uma vez por semana ou mais.

Da mesma forma, 29% dos homens afirmam que raramente ou nunca sentem paz espiritual e bem-estar. Apenas 20% das mulheres relataram o mesmo.

O estudo do Pew não tenta explicar por que as mulheres são mais religiosas do que os homens, mas sociólogos discordam sobre o assunto. Alguns teóricos afirmam que a testosterona masculina faz com que os homens se sintam mais confortáveis em assumir riscos sem precisar de orientação espiritual. Outros afirmam que os papéis de gênero tornam as mulheres mais confortáveis em se submeter a uma figura de autoridade do que os homens.

Seja qual for o motivo, a tendência de maior espiritualidade entre as mulheres permaneceu consistente ao longo do tempo, segundo a pesquisa, mesmo com a tendência dos americanos se identificarem como religiosos continuando a diminuir.

Embora o estudo Pew tenha examinado o gênero, não isolou atitudes e práticas entre aqueles que são transgêneros, não binários, intersexo ou não conformes com o gênero. A pesquisa mais recente pediu aos participantes que se identificassem como heterossexuais, lésbicas/gays (emparelhados) ou bissexuais.

Em estudos anteriores , o Pew descobriu que mulheres lésbicas e bissexuais tendem a ser ligeiramente mais religiosas do que os homens. Mas, entre a comunidade gay e lésbica, cerca de metade (34%) se identifica como cristã em comparação com a comunidade heterossexual (66%). A identidade cristã é ainda menor entre aqueles que se identificam como bissexuais (27%).

Da mesma forma, apenas 33% dos americanos lésbicas e gays dizem que são “religiosos”, em comparação com 60% dos americanos heterossexuais.

No entanto, quando a pergunta foi feita de forma diferente, a diferença entre gays, lésbicas e bissexuais americanos e heterossexuais americanos diminuiu significativamente. Questionados se se consideram “espirituais”, 68% dos gays e lésbicas disseram ser muito espirituais ou um pouco espirituais. Isso representa apenas alguns pontos atrás dos heterossexuais americanos que se declararam “espirituais”.

Folha Gospel com informações de Baptist News

Discurso de Javier Milei em igreja gera críticas entre evangélicos argentinos

Javier Milei discursa na igreja Portal del Cielo, na Argentina (Foto: Iglesia Portal del Cielo/Instagram)
Javier Milei discursa na igreja Portal del Cielo, na Argentina (Foto: Iglesia Portal del Cielo/Instagram)

O presidente argentino Javier Milei compareceu à inauguração do Portal del Cielo , o novo templo da Igreja Cristã Internacional no Chaco, com capacidade para mais de 10.000 pessoas.

A construção do Portal del Cielo levou uma década. Segundo o pastor Jorge Ledesma, a obra foi financiada inteiramente em dinheiro, e a construção foi inspirada por uma profecia espiritual que ele recebeu há 17 anos, conforme relatado pelo Infobae.

A inauguração do que é considerado o maior auditório evangélico da Argentina foi parte do Congresso Mundial da Invasão do Amor de Deus, uma reunião de liderança cristã, com duração de dois dias.

Os ingressos para o evento variavam de 30.000 pesos argentinos a 100.000 dólares (entre 20 e 60 euros) nas áreas VIP. Os ingressos mais baratos (de 20.000 dólares) esgotaram rapidamente.

Dada a magnitude do evento, o governo local da cidade de Chaco implementou uma operação de segurança em larga escala envolvendo pelo menos 120 policiais.

Fundada em 1994 por Jorge e Alicia Ledesma, a Igreja Cristã Internacional começou com um pequeno grupo. Hoje, conta com mais de 25.000 fiéis por semana e afirma ter 50.000 membros ativos.

Este grupo faz parte do movimento carismático pentecostal mundial e tem 166 congregações em 66 países, incluindo 45.000 membros na Argentina.

Javier Milei é o primeiro presidente da Argentina a fazer um discurso em uma igreja evangélica.

“O presidente Milei mantém um relacionamento espiritual não religioso com o pastor Ledesma há vários anos. Eles se conheceram durante a campanha de 2023”, disse uma autoridade de Chaco ao jornal argentino La Nación .

Defendendo a cultura cristã e suas próprias políticas

Em seu discurso, Milei citou versículos bíblicos e criticou as ideias socialistas de justiça social, redistribuição de renda e a frase atribuída a Eva Perón, que diz “onde há uma necessidade, nasce um direito”.

“Se os valores judaico-cristãos têm sido uma fonte inesgotável de progresso, os antivalores da esquerda levam à pobreza, à miséria e ao subdesenvolvimento”, disse o presidente Milei.

“A primeira coisa que eles atacam quando começam a avançar é a fé das pessoas. Eles querem substituir o Deus do céu pelo deus do Estado, que os invejosos e ressentidos usam para roubar das pessoas de bem os frutos do seu trabalho”, acrescentou.

O presidente enfatizou que a cultura judaico-cristã “orienta profundamente” a formulação de suas políticas. “As eleições de 2023 nada mais foram do que o povo argentino se reunindo com os valores da liberdade e rejeitando o falso deus do Estado”.

Milei ressaltou que o Estado é um conceito diabólico e justificou sua visão com passagens do Antigo Testamento e a tentação de Jesus no deserto, quando Satanás ofereceu a Jesus os reinos do mundo. “Esse é o Estado”, disse Milei.

O presidente descreveu a ideologia de esquerda como um “vírus na cabeça das pessoas” que as enche de “ódio e ressentimento”. “Desde quando um pecado capital se tornou uma virtude? Eles não vão nos destruir; nós conhecemos as Sagradas Escrituras”.

Nas últimas décadas, a esquerda impôs um discurso único sobre a justiça, definindo-a apenas em termos distributivos. Mas este não é o verdadeiro significado da justiça, porque, para dar a alguns, é preciso tirar de outros. Como aprendemos da pior maneira na Argentina, quem dá leva a melhor.

“Mas, felizmente, eles estão começando a acabar na cadeia”, disse Milei, referindo-se à pena de prisão da ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Críticas dos evangélicos

A participação de Milei no evento gerou um debate acalorado sobre o envolvimento das igrejas evangélicas na política argentina nos últimos anos.

O pastor evangélico Norberto Saracco é uma das vozes críticas que se manifestaram contra a participação de Milei.

Saracco lidera a igreja evangélica Buenas Nuevas (Boas Novas) há quase 40 anos. Ele é cofundador do Conselho de Pastores da Cidade de Buenos Aires e membro do conselho administrativo da Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da Argentina (Aciera), a Aliança Evangélica nacional.

Ele lamentou que “o lugar sagrado do púlpito tenha sido emprestado ao presidente, em um claro ato partidário, para proferir uma diatribe cheia de argumentos falsos, distorções maliciosas e declarações completamente contrárias aos ensinamentos do evangelho”.

O representante da Aciera lembrou que “nenhum presidente jamais fez um discurso em um evento religioso judaico, católico ou muçulmano. Esses grupos religiosos têm um respeito por espaços e eventos sagrados que nós, evangélicos, obviamente não temos”.

Sobre a relação entre capitalismo e protestantismo, sobre a qual Milei falou, o pastor sublinhou que “o presidente, ou aqueles que escrevem os seus discursos, esquecem ou ignoram que a escravatura e o racismo foram desenvolvidos e sustentados em sociedades capitalistas e protestantes como os Estados Unidos e a Inglaterra”.

“Os países com o melhor padrão de vida para todos, não apenas para alguns, são os países escandinavos. Eles se baseiam em princípios protestantes, mas são aplicados por um Estado muito presente.”

Também Walter Ghione, político e líder evangélico, alertou que Milei cometeu “erros graves” em seu discurso ao dizer que “o próprio Estado representa o mal”.

“Essa ideia contradiz a história bíblica, bem como a teologia cristã. O Estado não é uma entidade moral em si; é inerte e assume o caráter daqueles que o governam e os princípios pelos quais o fazem”, disse ele, acrescentando que Romanos 13:1 diz que toda autoridade provém de Deus, embora possa ser mal utilizada quando aqueles que a exercem se afastam dEle.

Além disso, o pastor lembrou que a justiça social não tem origem marxista, mas cristã, embora tenha sido posteriormente “ideologizada”. “Era um modelo de justiça que não condenava a riqueza, mas sim a acumulação egoísta e a opressão dos fracos”, diz Ghione.

“É por isso que reduzir a justiça social a ‘inveja com retórica’ é uma simplificação perigosa. A verdadeira justiça social não consiste em roubar de uns para dar a outros, mas em criar condições nas quais a dignidade humana, o trabalho e a solidariedade sejam respeitados como dádivas de Deus”, concluiu Ghione.

Jorge Fernández, pastor evangélico argentino radicado na Espanha e atual assessor de imprensa da Federação de Entidades Religiosas Evangélicas da Espanha (FEREDE), também expressou seu desconforto tanto com o discurso de Milei quanto com o convite para subir ao púlpito.

“Os evangélicos latinos ainda não se arrependeram o suficiente da vergonha de entregar o púlpito de algumas de nossas igrejas a políticos importantes como Augusto Pinochet e Efraín Ríos Montt”, ambos ditadores, disse ele.

“Alguns dirão que não é a mesma coisa, que Milei é um presidente democrático legítimo e não um golpista. Isso é verdade, mas ele ainda é um presidente, o mais alto representante do poder político em uma república, e seu lugar é no governo, não no púlpito da Igreja de Jesus Cristo”, enfatizou Fernández.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Ataque a tiros em igreja batista deixa duas mulheres mortas nos EUA

Igreja Batista Richmond Road, em Kentucky, nos EUA (Foto: Reprodução/X)
Igreja Batista Richmond Road, em Kentucky, nos EUA (Foto: Reprodução/X)

Um atirador matou duas mulheres em uma igreja no Kentucky e atirou e feriu um policial estadual do lado de fora de um aeroporto no domingo, antes que a polícia conseguisse matá-lo a tiros dentro da igreja, disseram as autoridades.

As mulheres foram mortas na Igreja Batista Richmond Road, em Lexington. Dois homens também ficaram feridos, incluindo um em estado crítico, informou o chefe de polícia de Lexington, Lawrence Weathers, em uma coletiva de imprensa.

As autoridades não forneceram o nome ou a idade do suspeito.

“Há dias como hoje que são extremamente difíceis”, disse Weathers. “Às vezes, as coisas acontecem, e você simplesmente não sabe o porquê.”

O incidente começou por volta de 11h25 do horário local no Aeroporto Blue Grass, na cidade de Lexington. O policial parou veículo que o homem dirigia no Terminal Drive, perto do aeroporto, após receber um alerta do leitor de placa. Durante a interceptação, porém, o agente foi baleado.

O suspeito roubou um veículo e fugiu do local até acabar na Igreja Batista Richmond Road, a cerca de 24 km de distância, informou Weathers, na coletiva deste domingo. Segundo ele, o homem “disparou sua arma contra pessoas na propriedade da igreja”.

As duas mulheres baleadas e mortas tinham 72 e 32 anos. Ainda não se sabe se eram parentes. Outras duas pessoas na igreja ficaram feridas e foram transportadas para um hospital próximo. As autoridades disseram que acredita-se que vários membros da igreja sejam parentes.

Em uma série de postagens nas redes sociais no domingo, o governador do Kentucky, Andy Beshear, pediu orações. 

“Por favor, orem por todos os afetados por esses atos de violência sem sentido e vamos agradecer pela rápida resposta do Departamento de Polícia de Lexington e da Polícia Estadual de Kentucky”, 
escreveu Beshear em um tópico no X.

ECA 35 anos: na era digital e da desigualdade, proteger crianças e adolescentes exige mais do que a lei

Adolescente com celular triste sofrendo cyberbulling (Foto: Canva Pro)
Adolescente com celular triste sofrendo cyberbulling (Foto: Canva Pro)

Hoje, 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 35 anos – uma das legislações mais avançadas do mundo na defesa dos direitos da infância. Criado para garantir proteção integral a crianças e adolescentes, o ECA mudou a forma como o Brasil enxerga sua população mais jovem; não mais como objetos de tutela, mas como sujeitos de direitos. Ainda assim, mais de três décadas depois, o desafio continua sendo tirar esses direitos do papel e torná-los realidade para todos.

A ONG Visão Mundial, presente no Brasil desde 1975 e uma das organizações que atuaram na construção do Estatuto, reforça que, apesar dos avanços institucionais, a infância brasileira continua vulnerável e agora diante de novas e antigas ameaças.

“Vivemos um momento crítico. A violência se sofisticou. Hoje, ela não está apenas nos lares e nas ruas, mas também nos celulares, nos algoritmos, nas narrativas que desumanizam a infância. O ECA precisa ser defendido, sim, mas também precisa evoluir para responder a esses novos desafios”, afirma Thiago Crucitti, diretor nacional da Visão Mundial Brasil. “Proteger nossas crianças hoje significa também olhar para as novas tecnologias, combater desigualdades estruturais e garantir que os direitos previstos na lei cheguem a todos, sem exceção”, conclui.

Segundo o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), considerando-se a faixa etária de 0 a 2 anos, a proporção de crianças usuárias de internet saltou de 9% em 2015 para 44% no ano passado. Já na faixa etária de 3 a 5 anos, o salto foi de 26% para 71% no mesmo período e, entre 6 e 8 anos, o uso dobrou, passando de 41% para 82%, reforçando que o ambiente digital virou terreno fértil para novas formas de violação. A exposição a conteúdos sensíveis, o cyberbullying e o aliciamento para crimes sexuais acontecem diante de uma legislação que ainda não compreende plenamente a lógica e os impactos desse ecossistema.

De acordo com a rede internacional InHope, o Brasil foi o 5º país com mais denúncias de abuso sexual infantil online em 2024, com mais de 52 mil páginas denunciadas contendo material ilegal. Somado a isso, a SaferNet Brasil registrou em 2023 um recorde histórico de 71 mil denúncias relacionadas à exploração sexual infantil, um crescimento de 84% em comparação ao ano anterior.

“Esses dados escancaram a urgência de que o ECA seja atualizado com mecanismos de regulação digital, moderação ativa de conteúdo e responsabilização das plataformas, que hoje operam sem barreiras eficientes”, comenta Crucciti.

A Visão Mundial alerta ainda para a falta de políticas públicas voltadas à educação midiática e o vazio de monitoramento parental. A ONG defende que o Congresso avance em projetos como a regulação das plataformas digitais, enquanto as escolas e comunidades se fortaleçam para prevenir e combater as novas formas de violência digital.

A violência sexual contra crianças continua sendo uma das violações mais brutais e invisíveis do país. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que quase 100 crianças sofrem violência sexual por dia no Brasil, sendo 82% meninas. Em 85% dos casos, o agressor é alguém do convívio da vítima. Em pesquisa do Atlas da Violência 2025, a cada hora, 13 crianças e adolescentes de até 19 anos sofreram algum tipo de violência em 2023, entre física, psicológica, sexual e negligência. Foram 115.384 vítimas registradas no país, um aumento de 36,2% em relação ao ano anterior.

Uma das respostas mais conhecidas a esse cenário, por exemplo, foi a criação da Coalizão Pelo Fim da Violência Contra Crianças e a Adolescentes, uma articulação nacional composta por organizações da sociedade civil (incluindo a Visão Mundial) — laica, independente e suprapartidária — que trabalha para prevenir e enfrentar todas as formas de violência contra crianças e adolescentes no Brasil. Formada no final de 2017, reúne atualmente entre 40 e 77 entidades, incluindo institutos, universidades, coletivos e movimentos sociais.

“Iniciativas que conscientizam a sociedade sobre a violência sexual de crianças e adolescentes, como a coalizão, são importantes porque se somam ao ECA, resultando em um moderno arcabouço legal sobre a infância, e não há limite aprofundarmos o debate sobre a segurança dos jovens brasileiros”, analisa Crucitti.

A ONG Visão Mundial e o ECA: uma história em defesa da infância

A organização Visão Mundial participou ativamente dos debates que originaram o ECA em 1990, atuando com outras organizações da sociedade civil na mobilização por um marco legal que colocasse a criança no centro da política pública. Desde então, a ONG tem desenvolvido programas de proteção, educação, advocacy e resposta a emergências, atendendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em todo o território nacional.

Para além da celebração da data, a organização propõe que o Brasil transforme o 13 de julho em um marco de renovação de compromissos com a infância, voltado não só à memória, mas à ação concreta.

“Mais do que nunca, é hora de refletir. Estamos avançando na proteção das nossas crianças ou ainda enfrentamos os mesmos desafios de décadas atrás, como a negligência, a violência e a falta de acesso a direitos básicos? O ECA representou um marco essencial na história do país, mas sua efetivação depende de compromisso contínuo, atualização frente aos novos contextos e ação concreta em todas as esferas da sociedade. O ECA é uma conquista, mas que precisa ser defendida todos os dias”, conclui Crucitti.

Projetos em tramitação no Congresso propõem nova era de proteção infantil na internet

Em meio ao crescimento de denúncias de exploração sexual, cyberbullying, exposição a conteúdos sensíveis e desafios perigosos nas redes sociais, parlamentares tentam acelerar a votação de propostas que buscam preencher lacunas legais deixadas por uma norma criada em 1990, antes da popularização da internet e das plataformas digitais. No último mês, junho, a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para discutir a vulnerabilidade de crianças e adolescentes no ambiente digital. 

A expectativa é que esses projetos ganhem força ainda em 2025, impulsionados por dados alarmantes. Segundo a rede internacional InHope, o Brasil foi o 5º país do mundo com mais denúncias de abuso sexual infantil online em 2024. Já a SaferNet Brasil registrou 71 mil denúncias desse tipo em 2023, um aumento de 84% em relação ao ano anterior.

Para especialistas que atuam na linha de frente da proteção à infância, como a ONG Visão Mundial, presente no Brasil desde 1975 e uma das organizações que atuaram na construção do ECA, os projetos representam um avanço necessário para enfrentar um cenário que se agrava em silêncio. “A internet se tornou parte da vida cotidiana das crianças. Mas enquanto elas navegam, interagem e consomem conteúdo, o Brasil ainda opera com uma legislação que não as protege adequadamente nesse ambiente”, afirma Thiago Crucitti, diretor nacional da Visão Mundial Brasil.

Conheça os principais projetos em discussão:

PL 2628/2022  – Marco legal para proteger crianças e adolescentes em ambientes digitais

O Projeto de Lei 2628/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira é o principal projeto com envolvimento da Visão Mundial e parceiros, inclusive com a intermediação da ONG na criação de grupos de trabalho com outras organizações sociais. Ele propõe a criação de um marco legal para proteger crianças e adolescentes em ambientes digitais. A proposta estabelece regras para limitar a coleta e o uso de dados pessoais de menores, proíbe o perfilamento e a publicidade direcionada sem consentimento, e exige mecanismos eficazes de verificação etária, especialmente para impedir o acesso de crianças com menos de 12 anos a determinadas plataformas. 

Além disso, o texto impõe responsabilidades às empresas de tecnologia, como a obrigação de remover imediatamente conteúdos ilegais ou prejudiciais, independentemente de ordem judicial, e implementar medidas preventivas contra abusos como bullying, assédio e exposição a conteúdos inapropriados.

O projeto foi aprovado no Senado em 2024 e está atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, onde passou por audiências públicas e recebeu dezenas de emendas. O debate se concentra em temas como a diferenciação entre crianças e adolescentes, os limites à atuação das plataformas digitais e as exceções para campanhas de interesse público.

PL 4474/2024 – Ambientes digitais seguros para crianças

De autoria da deputada Tábata Amaral (PSB-SP), o projeto altera o Marco Civil da Internet, o ECA e a Lei Geral de Proteção de Dados para estabelecer medidas específicas de segurança para crianças e adolescentes em plataformas digitais.

A proposta obriga empresas a: Implementar verificação de idade ativa; Criar ambientes certificados para crianças, com navegação segura e ausência de publicidade comportamental; Produzir relatórios de impacto sobre privacidade e segurança infantil; Disponibilizar recursos de denúncia acessíveis para crianças e responsáveis. O texto já passou pela Comissão de Educação da Câmara e avança agora nas comissões de Ciência e Tecnologia e de Constituição e Justiça.

PL 663/2025 – Regulamentação do uso de redes sociais por menores

De autoria do deputado Ricardo Silva (PSD-SP), o projeto cria regras claras para o uso de redes sociais por crianças e adolescentes, com base na faixa etária. Entre os principais pontos estão: Proibição do uso de redes sociais por menores de 12 anos sem autorização e supervisão dos pais; Exigência de verificação de idade por meio de documentos ou tecnologia confiável; Limitação de funcionalidades, como bloqueio de mensagens diretas de adultos desconhecidos para menores; Restrições de conteúdo sensível e notificações excessivas; Penalidades para plataformas que não cumprirem as regras.

Segundo o autor, o projeto busca proteger a saúde mental e emocional dos jovens, especialmente diante da disseminação de conteúdos tóxicos, como discursos de ódio, culto ao corpo, automutilação e erotização precoce.

PL 2551/2025 (Senado) – Supervisão parental obrigatória

Em análise no Senado, esse projeto estabelece que é dever legal dos pais e responsáveis supervisionar o uso da internet por crianças e adolescentes sob sua guarda. A medida busca reforçar o papel da família na mediação do acesso digital, mas também prevê campanhas públicas para conscientizar sobre o uso saudável da tecnologia, bem como incentivos ao desenvolvimento de ferramentas de controle parental. O projeto está sendo analisado na Comissão de Direitos Humanos e pode seguir para a Comissão de Educação.

 PL 777/2025 – Transparência e responsabilização das plataformas

A proposta visa atualizar o Marco Civil da Internet e o ECA, tornando mais rígida a atuação das plataformas digitais quando houver conteúdos que violem direitos de crianças e adolescentes. Dentre as principais mudanças, o texto prevê: Obrigatoriedade de relatórios públicos sobre moderação de conteúdo infantojuvenil; Prazo máximo para remoção de conteúdos abusivos; Multas pesadas e responsabilização civil de plataformas em caso de omissão. A proposta dialoga com experiências internacionais, como a Lei de Serviços Digitais da União Europeia, e pode abrir caminho para uma regulação mais robusta no Brasil.

ONG Visão Mundial: “O ECA precisa alcançar o mundo digital”

A ONG, que participou da construção do ECA em 1990, defende a atualização da legislação para contemplar a realidade digital e cobra do Congresso agilidade na tramitação das propostas. “O ECA é uma conquista, mas que precisa ser defendida e adaptada todos os dias. A violência online é real, tem deixado marcas profundas e exige uma resposta institucional à altura”, completa Crucitti.

Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil, 9 em cada 10 crianças entre 9 e 17 anos acessam a internet todos os dias, mas apenas 26% afirmam que há algum acompanhamento dos pais ou responsáveis sobre o que consomem. Além disso, 22% já viram conteúdo sexual; 19% foram vítimas de xingamentos ou humilhações; 16% relataram ter sofrido discriminação online.

O cenário preocupa para a Visão Mundial, além da legislação, é urgente que escolas, conselhos tutelares e campanhas públicas estejam preparados para atuar na prevenção e acolhimento das vítimas. Todos os projetos citados ainda tramitam nas comissões da Câmara e do Senado. Para que avancem, dependerão de mobilização política e apoio da sociedade civil. “Essa é uma oportunidade concreta de atualizar a proteção da infância brasileira. Não podemos perdê-la”, conclui Crucitti.

Sobre a Visão Mundial: A World Vision, conhecida no Brasil como Visão Mundial, é uma organização humanitária cristã dedicada a trabalhar com crianças, famílias e comunidades para combater as causas da pobreza e da injustiça. No Brasil desde 1975, atua nas áreas de proteção, educação, advocacy e emergências, priorizando populações em situação de vulnerabilidade, independentemente de religião, raça ou gênero. Mais informações: www.visaomundial.org.br

Pesquisa aponta que 94% dos adolescentes não sabem como denunciar violência sexual online

Adolescente com celular no quarto escuro (Foto: Canva Pro)
Adolescente com celular no quarto escuro (Foto: Canva Pro)

De acordo com a pesquisa “Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet”, realizada pela ChildFund Brasil, foi possível identificar que, de todos os adolescentes ouvidos pelo estudo, cerca de 8.500, 94% afirmaram não saber como proceder diante de situações de risco de violência sexual online, mas indicaram que a reação mais comum é o bloqueio de perfis suspeitos, em vez da formalização de denúncias, o que contribui para a subnotificação do problema e dificulta ações mais efetivas de combate à violência. 

Em 2024, o Brasil foi o quinto país que mais denunciou páginas online que distribuíam conteúdos de abuso sexual infantil, segundo relatório da International Association of Internet Hotlines (INHOPE), rede internacional de organizações que combatem o abuso sexual infantil online. No total, mais de 48 mil páginas foram denunciadas e compartilhadas pela SaferNet com a organização, ficando atrás somente de países como Alemanha, Holanda, Reino Unido e Bulgária, que lidera a lista com mais de 1 milhão e 600 mil páginas denunciadas, somente em 2024. 

Para o diretor de país do ChildFund Brasil, Mauricio Cunha, é necessário que pais, familiares e cuidadores estejam atentos a o que crianças, adolescentes e jovens fazem no ambiente on-line, a fim de prevenir a violência sexual on-line. “Entender as tendências é uma forma de conseguir agir. O ChildFund Brasil defende que a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual deve ser promovida por meio da educação digital voltada para pais e adolescentes sobre os riscos on-line; monitoramento parental ativo, associado a diálogos constantes com os adolescentes e, principalmente, a implementação de mecanismos que favoreçam a proteção integral no ambiente digital, indo além de medidas paliativas”, declara Mauricio.  

Outro ponto de destaque divulgado na pesquisa foi que, com o aumento da idade dos adolescentes, cresce também o tempo de uso da internet e a variedade de aplicativos, elevando, em até 1,3 vezes, o risco de violência on-line para jovens de 17 e 18 anos em comparação aos de 15.  

Mecanismos de Segurança On-line 

Um dos métodos mais recomendados pelo ChildFund Brasil para prevenir abusos sexuais on-line é a partir do controle parental sobre o que crianças e adolescentes fazem na internet. Dentre os estudantes entrevistados, foi possível analisar uma discrepância entre os que estudam em escolas particulares e privadas. O estudo identificou que, o controle digital por pais alcança 40% dos adolescentes de escolas privadas e apenas 24% dos adolescentes de escolas públicas. 

Aliado ao combate contra violência sexual on-line de crianças e adolescentes, lançamos, gratuitamente, o curso SafeChild, com o objetivo de orientar o público infantojuvenil, pais, professores e cuidadores sobre como identificar perigos e se proteger contra os vários tipos de crimes e abusos que ocorrem no ambiente on-line.  

Acesse e divulgue o curso para que crianças e adolescentes naveguem com mais segurança na internet. 

Fonte: ChildFund Brasil

ONG lança campanha para proteger crianças e adolescentes das ameaças on-line

Crianças com smartphones (Foto: Canva pro)
Crianças com smartphones (Foto: Canva pro)

Você sabe realmente quem está do outro lado da tela ou quem conversa com o seu filho(a) quando está conectado à internet? O ChildFund Brasil, organização que atua há quase 60 anos na promoção e defesa dos direitos de crianças, adolescentes e jovens, lançou a campanha “Os Monstros na Internet São Reais” em seis países da América Latina, sendo México, Guatemala, Honduras, Equador, Bolívia e Brasil. A proposta é conscientizar famílias, educadores e a sociedade sobre os riscos crescentes no ambiente digital, como aliciamento, exploração sexual, cyberbullying e manipulações disfarçadas de brincadeiras ou laços de amizade.

A campanha foi construída a partir de relatos reais de adolescentes atendidos pela organização. Situações como perfis falsos, ameaças, chantagens e tentativas de contato por meio de jogos virtuais têm se tornado cada vez mais comuns. Em uma pesquisa realizada pelo ChildFund Brasil, por exemplo, o Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet,  um dos participantes contou que foi abordado por um perfil falso que solicitou o envio de fotos. Mais tarde, descobriu que se tratava de um adulto se passando por adolescente. O relato também revela que ele passou a receber mensagens com ameaças de exposição caso não atendesse às exigências feitas.

“A internet é uma ferramenta poderosa, mas também é um dos ambientes mais arriscados para crianças e adolescentes quando estão sozinhos e sem acompanhamento. Esta campanha tem um objetivo claro: entender como podemos proteger nossas crianças de agressores on-line, que utilizam diversas estratégias digitais para entrar em contato, manipular e violar novas vítimas todos os dias”, afirma Cristina Barrera, diretora regional do ChildFund nas Américas.

Por meio da metáfora dos “monstros”, a campanha personifica os perigos invisíveis da internet. Com três vídeos impactantes, materiais educativos e recursos gratuitos, o ChildFund oferece apoio a mães, pais, cuidadores e também diretamente a crianças, adolescentes e jovens. Os conteúdos ajudam a reconhecer ameaças, identificar sinais de manipulação e reforçar a importância do acompanhamento adulto na vida digital das crianças.

10 incidentes por segundo

Segundo o relatório ChildLight 2024, cerca de 302 milhões de crianças e adolescentes foram vítimas, no último ano, de captura, divulgação ou exposição não autorizada de imagens e vídeos com conteúdo sexual — o que corresponde a uma em cada oito crianças no mundo. Além disso, esses jovens também enfrentaram pedidos sexuais indesejados por parte de adultos ou outros menores. Os casos ocorrem em uma frequência alarmante: cerca de 10 incidentes por segundo, configurando uma “pandemia invisível” que exige atenção e ação imediata.

A campanha também é direcionada a toda a América Latina, região onde, segundo o estudo Plataformas globais, proteções parciais 2022, da Fairplay, os marcos legais e as ferramentas de proteção digital são menos rigorosos e menos acessíveis do que nos Estados Unidos e na Europa. 

Metade dos adolescentes brasileiros já sofreu violência sexual on-line

Mais de 8 mil adolescentes de 13 a 18 anos, de todas as regiões do país — especialmente do Nordeste e Sudeste — participaram do Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, conduzido pela organização. O estudo revelou que, com o aumento da idade, cresce também o tempo de uso da internet e a variedade de aplicativos acessados, elevando em até 1,3 vezes o risco de exposição à violência on-line entre jovens de 17 e 18 anos em comparação aos de 15. Em média, os adolescentes passam quatro horas por dia conectados, na maior parte pelo celular e fora do ambiente escolar.

A pesquisa também destacou a predominância do ambiente digital na rotina dos jovens, sendo que 79% dos hobbies mencionados por eles são on-line, como jogos e redes sociais, enquanto apenas 21% envolvem atividades offline, como desenhar, passear ou praticar esportes. Além disso, o estudo mostrou que 54% dos adolescentes brasileiros já sofreram algum tipo de violência sexual na internet, o que representa 9,2 milhões de jovens, com ou sem a interação direta de um agressor.

“Buscamos promover campanhas que ampliem a consciência sobre a importância da proteção infantojuvenil. Nosso objetivo é estimular a reflexão da sociedade e mobilizar esforços coletivos para que toda infância seja respeitada e protegida”, comenta Mauricio Cunha, diretor de país do ChildFund Brasil. 

O ChildFund Brasil convida escolas, empresas, meios de comunicação, autoridades e toda a sociedade a compartilhar essa mensagem e fazer parte ativa dessa rede de proteção. A campanha completa, com vídeos, orientações e formas de engajamento, está disponível em www.monstrosnainternetsaoreais.com

Sobre o ChildFund Brasil

Fundado em 1966, o ChildFund Brasil é uma organização com sede em Belo Horizonte (MG) que integra a rede internacional do ChildFund International, presente em mais de 70 países e responsável por impactar positivamente a vida de mais de 24,3 milhões de crianças e suas famílias. No Brasil, a organização atua no desenvolvimento integral e na promoção dos direitos de crianças, adolescentes e jovens, especialmente em contextos de privação, exclusão e vulnerabilidade.

O trabalho é viabilizado com o apoio de pessoas físicas, por meio do apadrinhamento de crianças e campanhas como o Guardião da Infância, além de parcerias com empresas, institutos e fundações. Em reconhecimento à sua atuação, o ChildFund Brasil foi eleito uma das 25 melhores ONGs do país pela certificadora internacional The Dot Good em 2024 e já recebeu premiações como a de melhor ONG de assistência social do Brasil (2022) e melhor ONG para crianças e adolescentes em três edições do Prêmio Melhores ONGs (2018, 2019 e 2021). www.childfundbrasil.org.br.

Morre sobrinho de André Valadão em acidente de moto

André Valadão e Felipe Pitteli (Foto: Reprodução)
André Valadão e Felipe Pitteli (Foto: Reprodução)

Os pastores André e Cassiane Valadão lamentaram nas redes sociais, neste sábado (12), a morte precoce do sobrinho Felipe Marroni Pitelli, 21 anos, vítima de acidente de trânsito.

De acordo com a assessoria da casal, o jovem sofreu um acidente de moto por volta das 23h desta sexta-feira (11) e não resistiu.

Filho do irmão da pastora, Felipe morava nos Estados Unidos e servia a Deus na Lagoinha Orlando Church. Natural de Londrina, o jovem foi morar com os tios assim que terminou o ensino médio.

Em seu Instagram, Cassi fez uma homenagem ao sobrinho destacando o quanto ele era amado por todos.

– Não estou acreditando que você se foi. Meu sobrinho amado. Menino mais incrível que conheci na vida. Desde que nasceu foi meu amor. Primeiro sobrinho, primeiro neto, primeiro bisneto da família. Éramos tão apaixonados por você, que quando completou o ensino médio, veio morar com a gente. Funcionário exemplar, amigo fiel, filho e irmão protetor. Irmão do Vivi, do Lolo e da Angel – escreveu a pastora, bastante abalada com a notícia.

E continuou:

– Não conseguimos entender os planos de Deus. Mas a vida do Fefe era a igreja, era servir a Deus. Hoje o céu está em festa, e nós em luto. Uma dor que nunca vivi parecida na vida. Hoje eu perdi um filho. Pra sempre lembraremos de você com esse seu sorrisinho, com sua inteligência, amor e cuidado com todos nós e principalmente com seus primos. Te amarei pra sempre.

O pastor André também lamentou a partida do jovem:

– Meu sobrinho. Meu filho. Meu amor. Jesus te levou. Você está com Ele. Seus irmãos Lolo, Vivi e Angel sentirão tantas saudades. Em tudo vemos você conosco. Nossa última viagem juntos em família era uma despedida e nunca imaginaria. Tio Dedé te ama.

A notícia da morte gerou grande comoção nas redes sociais e entre os fiéis que acompanhavam a trajetória do jovem na igreja liderada por Valadão.

Segundo o Fuxico Gospel apurou, Felipe havia decidido adquirir uma moto há cerca de três semanas, mesmo diante da resistência de André e outros familiares, que não concordavam com a ideia por questões de segurança. A decisão acabou se tornando trágica. Na noite do acidente, Felipe bateu de frente com um carro e morreu na hora.

O jovem trabalhava na igreja e era considerado um funcionário exemplar por todos que conviviam com ele. Desde muito novo demonstrava envolvimento com a fé cristã e dedicação ao serviço ministerial.

Fonte: Pleno News e Fuxico Gospel

Pastor e fiéis são mortos a tiros durante culto na Nigéria

Cristãos orando na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Cristãos orando na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

Durante um culto noturno na segunda-feira, supostos extremistas islâmicos atiraram em um pastor batista e outro fiel e sequestraram uma mulher no estado de Katsina, noroeste da Nigéria.

Cerca de 15 a 20 homens armados com sotaque fulani invadiram a Igreja Batista Bege na vila de Yaribori (também conhecida como Yari Bori), no Condado de Kafur, e atiraram no Rev. Emmanuel Na’allah Auta e Mallam Samaila Gidan Taro, de acordo com o meio de comunicação TruthNigeria .

O membro da igreja Zakariya Jatau disse ao Christian Daily International-Morning Star News que o pastor estava liderando um culto e um estudo bíblico quando foi baleado.

“Outra membro, uma senhora, também foi sequestrada e levada para um lugar desconhecido”, disse ele, corroborando o relato de outro membro da igreja.

Membros da congregação disseram que o morto Gidan Taro era um importante convertido do islamismo e que o pastor Na’allah havia trabalhado para reconciliar as comunidades muçulmana e cristã da vila, informou o TruthNigeria.

Assassinatos no estado de Plateau

No estado de Plateau, no centro da Nigéria, os terroristas pastores Fulani mataram 20 cristãos em uma área do estado em junho, enquanto aldeias predominantemente cristãs em outro condado do estado sofreram o massacre de 80 de seus moradores desde maio, disseram fontes.

No Condado de Mangu, terroristas arrasaram 96 casas pertencentes a cristãos em Gyambwas, distrito de Langai, e mataram dois cristãos em 27 de junho, disse a moradora da área, Esther Luka.

“Estes são os efeitos devastadores dos assassinatos de fulanis na Área de Governo Local de Mangu, no estado de Plateau”, disse Luka ao Christian Daily International-Morning Star News em uma mensagem de texto. “Na sexta-feira, 27 de junho, o pai do meu amigo, Rose Dapus, foi à sua fazenda em Gyambwas com cerca de 15 cristãos contratados para cultivar a terra e plantar. No final do dia, ele pagou e dispensou os trabalhadores contratados, enquanto permaneceu com o filho para dar alguns retoques na fazenda. Foi então que os terroristas atacaram os dois. O filho conseguiu correr e escapar para contar a história, mas o pai foi morto a tiros.”

No vilarejo de Manja, no condado, terroristas mataram três cristãos em 19 de junho enquanto trabalhavam em suas fazendas, disseram moradores.

“Os três cristãos estavam na fazenda, cultivando a terra e cuidando de suas terras quando os terroristas armados os atacaram e os mataram”, disse Mathew Kwarpo, deputado da Assembleia Legislativa do estado de Plateau, ao Christian Daily International-Morning Star News. “Durante o ataque na aldeia de Manja, os terroristas não apenas mataram os três cristãos, como também incendiaram mais de 20 casas pertencentes a cristãos.”

Em 11 de junho, terroristas mataram oito cristãos na vila de Chicim, no condado, disse o morador Jeremy Nyuwa.

“Os terroristas armados invadiram a comunidade, que fica a apenas 1,6 km da cidade de Mangu, e começaram a atirar nos cristãos que avistaram”, disse Nyuwa. “E na aldeia de Bwai, outra comunidade cristã, os terroristas atacaram cristãos no dia 10 de junho. Durante o ataque, sete cristãos foram mortos a tiros.”

No condado de Bokkos, terroristas fulani, em conjunto com outros terroristas extremistas islâmicos, atacaram 13 aldeias predominantemente cristãs desde maio, matando 80 pessoas e destruindo dezenas de casas, segundo fontes. Autoridades militares confirmaram os ataques e enviaram forças para as comunidades afetadas.

As aldeias de Tulus, Hokk e Juwan foram atacadas em 29 de junho, enquanto outras 10 comunidades foram invadidas em incidentes anteriores, nos dias 27, 26 e 2 de junho, segundo líderes cristãos. A casa de um pastor foi incendiada no ataque de 29 de junho em Hokk.

Amalau Samuel, presidente do Conselho de Governo Local de Bokkos, descreveu os ataques como “bárbaros e desumanos”.

“Os agressores chegaram tarde da noite e começaram a matar pessoas inocentes”, disse Samuel. “Eles iam de casa em casa e, onde não conseguiam entrar, arrombavam o teto. Os mais afetados são idosos e crianças que não conseguiam correr, enquanto os mais ágeis fugiam em busca de segurança.”

Moradores da área disseram que os terroristas têm acampamentos em áreas como Daffo, Mbar, Tangur, Pyakmallu, Butura e Kwatas, e que essa informação foi relatada às autoridades militares nigerianas e outras agências secretas.

Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020.

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de terroristas às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo deles de tomar as terras dos cristãos à força e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem seus rebanhos.

A Nigéria continua entre os lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição de 2025 (LMP) da Portas Abertas, que reúne os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período do relatório, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, segundo a LMP.

“O nível de violência anticristã no país já está no máximo possível segundo a metodologia da LMP”, afirma o relatório.

Na zona centro-norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no nordeste e noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, principalmente cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de invasões, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, segundo o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, Lakurawa, surgiu no noroeste, munido de armamento avançado e com uma agenda islâmica radical, observou a LMP. Lakurawa é filiado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na lista da LMPde 2025 dos 50 piores países para os cristãos.

Folha Gospel – artigo foi publicado originalmente pelo Christian Daily International – Morning Star News.

Extremistas destroem complexo de igreja em meio a conflito civil no Sudão

Cristãos no Sudão (foto representativa)
Cristãos no Sudão (foto representativa)

Extremistas, acompanhados por forças armadas sudanesas e policiais, destruíram um complexo de igreja pentecostal em Cartum, capital do Sudão, esta semana, de acordo com um grupo de vigilância.

A Igreja Pentecostal, construída inicialmente no início da década de 1990 e destruída na terça-feira, estava localizada na área de El Haj Yousif, de acordo com a Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediada no Reino Unido.

El Haj Yousif está sob o controle das Forças Armadas do Sudão (SAF) — a facção envolvida em um conflito civil com as Forças de Apoio Rápido (RSF) e que declarou Cartum “completamente libertada” do controle das RSF em maio.

Enquanto os combates entre as SAF e as RSF se intensificaram em Darfur e Omdurman, ataques direcionados a igrejas continuaram desde o início do conflito civil em abril de 2023. Ambas as facções armadas foram acusadas de profanar espaços religiosos durante operações militares.

Em dezembro de 2024, um ataque aéreo das Forças Armadas Revolucionárias da Síria (SAF) contra uma igreja em Cartum matou 11 pessoas, incluindo oito crianças. Em junho de 2025, tropas das Forças Armadas Revolucionárias da Síria (RSF) bombardearam três igrejas — a Igreja Episcopal Sudanesa, a Igreja do Interior Africano e a Igreja Católica Romana — em El Fasher, capital de Darfur do Norte, ao longo de dois dias.

O diretor executivo da CSW, Scot Bower, disse que a demolição em El Haj Yousif parece ter sido apoiada pelas autoridades locais, acrescentando que “ataques intencionais a locais dedicados à religião são crimes graves segundo o Estatuto de Roma”.

A área de El Haj Yousif também testemunhou demolições de igrejas no passado.

Em fevereiro de 2018 , as autoridades destruíram um complexo da Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão no mesmo bairro. O Rev. Abdul Harim, pastor da igreja, disse à International Christian Concern na época que escavadeiras do governo e a polícia chegaram após o culto matinal, removeram à força móveis e Bíblias e arrasaram o prédio.

A demolição foi realizada apesar de um processo judicial pendente contestando a propriedade do terreno, disse Harim, que, segundo o estado, deveria ser transferido para uma construtora muçulmana privada. Os pertences da igreja, incluindo Bíblias e cadeiras, foram confiscados.

Comunidades cristãs deslocadas pela guerra civil no Sudão enfrentaram restrições ao culto em áreas de refugiados.

Em Wadi Halfa, uma cidade no estado do Norte, cristãos deslocados foram impedidos de realizar um culto de Natal em um parque público onde haviam se abrigado. O pastor Mugadam Shraf Aldin Hassan, da Igreja Unida de Esmirna, disse na época que autoridades disseram à congregação que precisavam de permissão por escrito para realizar atividades cristãs em uma área muçulmana, apesar da aprovação verbal prévia das autoridades de segurança nacional.

O Sudão é classificado como o quinto pior país em termos de perseguição aos cristãos na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas, que observa que mais de 100 igrejas, edifícios e casas cristãs foram ocupados à força durante o conflito civil em curso.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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