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Irmãos Kendrick anunciam produção do primeiro filme cristão no Brasil

Alex e Stephen Kendrick. (Foto: Divulgação)
Alex e Stephen Kendrick. (Foto: Divulgação)

Os cineastas cristãos Alex e Stephen Kendrick, conhecidos por filmes como “À Prova de Fogo”, “Quarto de Guerra” e “A Forja”, irão regravar no Brasil seu primeiro longa, “A Virada” (Flywheel no original), com elenco e equipe nacionais. 

Intitulada “A Ignição”, a nova produção é uma parceria com a 360 WayUp e será distribuída nos cinemas pela Heaven Content. O elenco será escolhido por meio do projeto Talento Puro, que busca promover profissionais cristãos e valorizar histórias de fé no audiovisual.

“Amamos o Brasil e estamos profundamente inspirados pela beleza do país e pela paixão e fé do povo. Deus está agindo nas igrejas brasileiras e estamos empolgados por poder levar uma das melhores histórias que já escrevemos e refilmar no Rio com atores, locações e profissionais brasileiros. Esperamos que esta produção fortaleça o número crescente de filmes cristãos produzidos no Brasil”, afirma Stephen Kendrick.

O elenco será selecionado por meio de um projeto chamado Talento Puro, criado com o propósito de valorizar e promover histórias de fé e transformação através de produções cinematográficas de alto nível. A proposta é conectar profissionais cristãos qualificados a projetos que transmitam valores bíblicos e mensagens que inspirem a crescente indústria audiovisual cristã no país. Profissionais cristãos que tenham interesse podem se inscrever através do site: https://talentopuro.com.br/

Atualmente, o Brasil ocupa a 2ª posição no ranking global de mais público nos cinemas em filmes cristãos, e irá se consolidar como uma potência na produção de novos conteúdos que impactam vidas. “Nossa missão é apoiar esse setor desenvolvendo talentos comprometidos e preparados para entregar excelência em cada produção”, destaca Ygor Siqueira, CEO da 360 WayUp e da Heaven Content.

Reconhecidos mundialmente por sua abordagem profunda de temas como família, identidade, oração e propósito, os Irmãos Kendrick recentemente emocionaram mais de 3 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros com “A Forja – O Poder da Transformação”, que narra a história inspiradora de um jovem desafiado por um mentor a iniciar um relacionamento com Deus e trilhar um caminho melhor para sua vida.

“Vamos refazer nosso primeiro filme de uma forma ainda melhor e atualizá-lo com uma equipe brasileira. Queremos que este seja o primeiro de muitos filmes realizados por cineastas cristãos brasileiros em ascensão”, anuncia Alex Kendrick.

“Enquanto orávamos, Deus colocou o Brasil em nossos corações e nos mostrou a grande necessidade de cristãos talentosos nas artes se unirem para produzir novos filmes cristãos que transformem corações e honrem a Deus”, afirma Stephen Kendrick, que estará presente no próximo Café com Negócio, em Curitiba, no dia 23 de agosto.

O filme “A Ignição”, primeiro filme dos irmãos Kendrick no Brasil, será rodado e filmado a partir de setembro de 2025 no Rio de Janeiro, com previsão para lançamento nos cinemas em 2026.

Sobre a Kendrick Brothers Productions

A Kendrick Brothers Productions é a empresa dos Irmãos Kendrick, que existe para honrar a Jesus Cristo e fazer Seu amor e Sua verdade conhecidos nas Nações através de seus filmes, livros, currículos e palestras. Através da oração constante para fazer uma mistura de histórias cativantes, com integridade doutrinária, os Kendricks buscam motivar, incentivar e inspirar espectadores e leitores com recursos que afetam a sua vida espiritual e fortalecem suas famílias e seus relacionamentos pessoais.

Sobre a 360 WayUp

A 360 WayUp nasceu com o objetivo de impulsionar o mercado cinematográfico cristão no país. A empresa atua no processo de viabilizar, produzir, distribuir e comunicar produtos que alcancem pessoas através de mensagens de fé e esperança. Para isso, utiliza-se de estratégias eficientes numa atuação em nível nacional. Fundada por Ygor Siqueira, a empresa tem como diferencial a expertise de se comunicar amplamente com o seu público-alvo: os cristãos. Com uma equipe experiente, a 360 WayUp é a única do mercado e tem revolucionado o segmento. Entre os lançamentos: Você Acredita?, Quarto de Guerra, Ressurreição, Milagres do Paraíso, Deus Não Está Morto 2, Ben-Hur, Para Sempre, Papa Francisco, A Cabana, A Estrela de Belém, Extraordinário, Mais que Vencedores, Paulo, Apóstolo de Cristo, A Forja, O Rei dos Reis e Som da Liberdade, dentre outros, totalizando mais de 30 milhões de espectadores levados ao cinema.

Sobre a Heaven Content

A Heaven Content é a principal força do cinema cristão no Brasil, trazendo histórias inspiradoras que promovem fé, esperança e superação. Com parcerias estratégicas com a 360 WayUp, a Heaven combina excelência em produção, distribuição eficiente e campanhas autênticas, impactando milhões de espectadores. Sua missão é conectar o público a narrativas transformadoras, consolidando-se como referência no entretenimento cristão no Brasil e na América Latina.

Fonte: Guia-me

Cristãos enfrentam ‘existência cada vez mais perigosa’ na Síria

Igreja destruída na Síria (Foto: Captura de Tela/YouTUbe)
Igreja destruída na Síria (Foto: Captura de Tela/YouTUbe)

O atentado à bomba na Igreja Santo Elias em Damasco, Síria, no mês passado, que matou mais de duas dúzias de pessoas, é uma indicação de que as autoridades islâmicas da Síria, sob o comando do presidente Ahmad al-Sharaa, estão permitindo o radicalismo que ameaça a existência da comunidade cristã da Síria, alertam especialistas.

O atentado à bomba de 22 de junho na Igreja Ortodoxa Grega serve como um “lembrete brutal” da presença de grupos jihadistas radicalizados na Síria que buscam eliminar os cristãos do país, de acordo com Jeff King, presidente do grupo de vigilância sediado nos Estados Unidos International Christian Concern.

O incidente foi o ataque mais mortal à comunidade cristã da Síria desde o Massacre de Damasco em 1860, com defensores dizendo que ele serve como um lembrete da “existência cada vez mais perigosa do cristianismo em sua antiga pátria”.

Em entrevista ao The Christian Post, King condenou al-Sharaa e seu governo, que chegaram ao poder depois que Hayat Tahrir al-Sham e grupos militantes aliados derrubaram o ex-presidente sírio Bashar al-Assad em dezembro, por serem incapazes ou não quererem proteger os cristãos sírios enquanto o novo governo assegura sua posição de poder.

“Esta suposta administração, liderada pelos jihadistas renomeados da Hayat Tahrir al-Sham, com raízes na Al-Qaeda e [no Estado Islâmico], oferece condolências vazias, mas não consegue conter milícias extremistas e células rebeldes que têm como alvo minorias”, disse King em um comunicado. “O islamismo radical, tanto dentro das fileiras do governo quanto por meio de atores independentes como os remanescentes do ISIS, busca a erradicação total do cristianismo na Síria.”

O atentado à Igreja Santo Elias ocorreu durante um culto de oração na manhã de domingo. O agressor entrou no prédio e abriu fogo contra a congregação antes de detonar um colete explosivo.

Após uma investigação preliminar, o governo sírio afirmou que o Estado Islâmico [também conhecido como EI ou ISIS] era responsável pelo atentado. Em seu discurso de 23 de junho, o presidente al-Sharaa condenou o atentado como um crime contra todos os sírios. O crime foi posteriormente reivindicado pela organização militante islâmica e grupo dissidente do HTS, Saraya Ansar al-Sunnah , que não tem afiliação oficial com o EI, mas demonstrou afinidade com o grupo.

“Este ataque é apenas um passo nessa campanha sangrenta”, disse King ao CP. “O mundo deve rejeitar a legitimidade dessa conspiração jihadista disfarçada de governo e impor pressão internacional imediata para proteger a população cristã quase extinta da Síria.”

O alerta surge no momento em que o governo dos EUA, sob a direção do presidente Donald Trump, removeu as sanções financeiras à Síria a partir deste mês. No início desta semana, o Departamento de Estado dos EUA removeu a designação terrorista do HTS, originalmente conhecido como Jabhat al-Nusra e designado como grupo terrorista pelos EUA em 2018. O grupo estava ligado a abusos generalizados de direitos humanos.

A revogação da designação de terrorismo atraiu a ira de alguns defensores cristãos dos direitos humanos, que dizem que o HTS já havia matado cristãos no Iraque e na Síria antes de ser renomeado para aceitação internacional desde a queda de Assad.

Brian Orme, presidente e CEO da Global Christian Relief, também está preocupado com a falha do presidente al-Sharaa e seu governo em proteger as comunidades cristãs históricas.

“Embora a liderança afirme que haverá liberdade religiosa, essas garantias parecem cada vez mais vazias. Este não é um incidente isolado, mas parte de um padrão mais amplo em que os cristãos permanecem vulneráveis ​​à violência e intimidação direcionadas”, disse Orme ao CP.

“Também devemos lembrar de orar pela Igreja na Síria — por sua proteção, pela liberdade genuína de adorar sem medo e pelo futuro dos cristãos na região”, acrescentou Orme.

Depois que o HTS e os rebeldes liderados por islâmicos derrubaram o regime de Assad em dezembro, os rebeldes se encontraram com líderes cristãos e representantes da igreja, fazendo promessas de defender a liberdade religiosa.

No início deste ano, King alertou que o HTS, formado por ex-combatentes do EI e da Al-Qaeda, estava tentando se “reformular” para parecer inofensivo. Como observou o presidente do TPI, os combatentes do HTS já atacaram cristãos no passado, o que torna sua promessa de proteção aos cristãos vazia.

Após o último ataque contra a Igreja Santo Elias, o rei declarou que os cristãos da Síria e os cidadãos do país merecem viver em paz e segurança após décadas do que ele descreveu como “opressão e privação”.

“O presidente al-Sharaa deve falar em nome das minorias religiosas de seu país e reconhecer a perseguição em curso no país”, disse o presidente do TPI.

Durante um funeral em 24 de junho, o Patriarca Ortodoxo Grego de Antioquia, João (X) Yazigi , um importante líder cristão sírio, exigiu ação em vez de compaixão do Presidente al-Sharaa. Yazigi fez essas declarações aos enlutados reunidos na Igreja da Santa Cruz, onde nove das vítimas do bombardeio foram sepultadas.

O líder cristão repreendeu al-Sharaa por expressar suas condolências por telefone, segundo a Reuters . Yazigi também culpou o atual governo pelo atentado à igreja em Damasco, que, segundo ele, foi consequência direta de uma falha do governo.

“O que é importante para mim — e eu digo isso — é que o governo assuma total responsabilidade”, disse Yazigi.

Richard Ghazal, diretor executivo do grupo de defesa In Defense of Christians (Em Defesa dos Cristãos), sediado em Washington, alerta que os cristãos na Síria — com uma população cada vez menor — enfrentam uma “crise existencial”.

“Com cada atentado suicida, cada igreja profanada, cada êxodo comunitário, a Síria se aproxima mais da perda de um pilar espiritual e cultural de dois milênios”, escreveu Ghazal em um artigo de opinião para o The Hill esta semana.

Antes do início da Guerra Civil Síria em 2011, os cristãos representavam cerca de 10% (2 milhões) da população síria e coexistiam com vizinhos muçulmanos. Hoje, restam menos de 300 mil cristãos na Síria, enfatizou Ghazal.

Em resposta ao ataque à igreja em 22 de junho, Ghazal afirma que o governo dos EUA deve pressionar o governo de transição sírio para processar os perpetradores e “implementar medidas de segurança robustas para proteger as comunidades cristãs do país”. Especificamente, a IDC quer que o governo dos EUA mantenha “relações diplomáticas ponderadas” e exija “garantias de segurança” e “proteções constitucionais” para as minorias.

Sem o envolvimento dos EUA, Ghazal acredita que há o risco de criar um “vácuo” que só fortalecerá os extremistas.

“Uma Síria sem cristãos não é mais um cenário hipotético distante”, escreveu ele. “É uma realidade que se aproxima rapidamente e que o mundo não pode se dar ao luxo de suportar. A presença cristã na Síria é um fio na tapeçaria mais ampla da civilização humana. Se esse fio for puxado, toda a tapeçaria se desfaz.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Pastor Luiz Sayão é internado novamente com suspeita de AVC

Pastor Luiz Sayão (Foto: Divulgação/Assessoria)
Pastor Luiz Sayão (Foto: Divulgação/Assessoria)

O pastor Luiz Sayão, fundador e líder da Igreja Batista das Nações Unidas (IBNU), em São Paulo, foi hospitalizado nesta quarta-feira (9) após apresentar sintomas compatíveis com Acidente Vascular Cerebral (AVC). A informação foi confirmada por meio de uma publicação no Instagram oficial do religioso.

Segundo o comunicado, Sayão passou mal logo nas primeiras horas da manhã e foi encaminhado para exames médicos especializados. A equipe que administra o perfil informou que, apesar do quadro, ele se encontra estável e em paz. “Depois de passar mal pela manhã bem cedo, internado no hospital para exames de sintomas de AVC. Estável e em paz. Agradecido pelas orações”, dizia a nota.

Este não é o primeiro episódio de saúde delicada enfrentado pelo pastor neste ano. Em maio, ele foi internado em estado grave após sofrer um AVC enquanto estava em um consultório médico para exames de rotina.

Na ocasião, Luiz Sayão apresentou perda súbita de força no braço esquerdo, dificuldade de fala e sudorese intensa. O atendimento rápido, realizado em menos de 30 minutos após o início dos sintomas, foi fundamental para reduzir as sequelas do acidente vascular.

Após um período de internação e ser monitorado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o pastor conseguiu recuperar parte da fala, embora tenha permanecido com limitações motoras no membro superior esquerdo. Exames complementares identificaram um problema cardíaco congênito que favoreceu a formação de coágulos, descartando causas relacionadas ao acúmulo de gordura nas artérias.

Sayão permaneceu hospitalizado por quase duas semanas antes de receber alta no início de junho. À época, ele destacou em entrevista que o atendimento rápido e a oração dos irmãos foram essenciais para sua recuperação. Atualmente, segue sendo acompanhado por equipes médicas para reabilitação e prevenção de novos episódios.

Além de pastor, Luiz Sayão é conhecido por sua atuação como teólogo, linguista e tradutor, sendo um dos principais nomes na área de estudos bíblicos no Brasil. Sua trajetória inclui participação em grandes projetos de tradução das Escrituras, como a Nova Versão Internacional (NVI), além de vasta produção acadêmica voltada para a formação de líderes cristãos, o que faz com que seu estado de saúde seja acompanhado com atenção e preocupação por fiéis, alunos e colegas de ministério em todo o país.

Fonte: Fuxico Gospel

Professores universitários cristãos são vigiados na China

Bandeira da China (Foto: Canva pro)
Bandeira da China (Foto: Canva pro)

Tem crescido o número de notícias sobre professores universitários do Leste da China sendo proibidos de participar de atividades em igrejas e compartilhar sua fé. Além das igrejas domésticas, os cultos secretos de estudantes são outra forma que os chineses têm para praticar sua fé e ser fortalecidos em meio à perseguição no país.

“Uma amiga minha, que é professora universitária, foi chamada pelo chefe diversas vezes para responder algumas perguntas sobre qual igreja ela frequenta e de quais atividades ela participa. Essa minha amiga foi informada que ela podia participar apenas de cultos nas igrejas do Movimento Patriota, sendo proibida de frequentar igrejas domésticas (clandestinas). Outras histórias parecidas aconteceram com funcionários da universidade”, diz Malia (pseudônimo), uma parceira local da Portas Abertas.

Todos os professores de outra universidade ao Leste da China receberam uma notificação da direção sobre prevenir e resistir à “infiltração religiosa” em todas as atividades dentro de classe. Essa região da China é um grande polo universitário, o que mostra a possibilidade de que outras faculdades adotem as mesmas medidas.

As ações restritivas são uma tentativa de dificultar ainda mais o evangelismo. Na China, jovens menores de 18 anos são proibidos de frequentar igrejas. As únicas igrejas autorizadas são monitoradas de perto para garantir que os discursos não sejam contra a ideologia do governo.

“Alguns cristãos que trabalham em universidades frequentam escondidos cultos em igrejas domésticas e grupos de estudantes. Eles estão enfrentando muita vigilância e desafios com essas restrições para a prática da fé e precisam das nossas orações”, diz Malia.

Fonte: Portas Abertas

Cuba, país que já foi ‘ateu’, agora vê aumento de evangélicos

Culto na Igreja Movimiento Apostólico Fuego y Dinámica del Espíritu Santo em Camagüey, Cuba (Foto: Reprodução)
Culto na Igreja Movimiento Apostólico Fuego y Dinámica del Espíritu Santo em Camagüey, Cuba (Foto: Reprodução)

Em meio ao agravamento da crise econômica em Cuba, manifestações públicas de fé cristã, especialmente evangélica, têm ganhado cada vez mais visibilidade. Nas ruas de Havana, cultos e orações ao ar livre, muitas vezes liderados por jovens, são cenas cada vez mais frequentes.

Um exemplo emblemático dessa mudança ocorre na Plaza del Cristo, no extremo oeste da capital. Ali, “em frente a um edifício com uma imagem de aproximadamente um metro de altura do revolucionário Che Guevara”, grupos se reúnem para realizar uma prática que, até recentemente, era rara: “fazer orações em público”.

Com frequência, esses encontros incluem pedidos por transformação espiritual e superação das dificuldades. “Com os braços erguidos, eles pedem as bênçãos de Jesus por dias de prosperidade e coragem para enfrentar a batalha entre o bem e o mal”.

Esse novo cenário contrasta com a tradição do país. Conhecida historicamente por adotar uma linha ideológica materialista, Cuba já foi considerada um “Estado ateu”, moldado por uma estrutura educacional e política inspirada no modelo soviético. Hoje, porém, o país presencia uma mudança expressiva no campo religioso, com o avanço das igrejas evangélicas.

A transformação ocorre justamente no momento em que a ilha enfrenta “a maior crise econômica enfrentada pelo país nas últimas três décadas”. Especialistas e líderes religiosos apontam que o contexto de incertezas, agravado pela pandemia de Covid-19, tem levado um número crescente de cubanos a buscar refúgio na fé.

Ainda que não existam dados oficiais atualizados sobre a proporção de evangélicos no país, estudiosos indicam que a tendência é clara. “Sem dúvida temos visto um aumento [dos evangélicos em Cuba] nos últimos cinco anos”, afirma o pesquisador Pedro Alvarez Sifontes.

A avaliação é compartilhada por outros líderes religiosos ouvidos pela imprensa. “Depois da pandemia, a crise levou muito mais pessoas a se aproximarem da fé e das igrejas”, observa o teólogo Eliecer Portal. Para ele, “momentos de crise chamam as pessoas à fé, principalmente quando sentem que suas vidas estão em jogo”.

Embora a religiosidade faça parte da história cubana, marcada pela colonização espanhola e pela forte presença do catolicismo e das religiões afrodescendentes, a Revolução de 1959 impôs um afastamento entre o Estado e qualquer prática religiosa. A Constituição de 1976 oficializou o país como laico, mas em bases ateístas.

“A Constituição proclama a liberdade religiosa e o direito de praticar qualquer religião que se queira. Mas, depois disso, havia um artigo que dizia que o Estado era obrigado a propor e realizar todo o trabalho educacional baseado na concepção científica marxista-leninista”, relembra Sifontes.

Segundo o pesquisador, esse modelo foi incorporado à cultura e à educação cubanas. Ele explica que “no ensino superior, foi criada uma disciplina chamada Comunismo Científico”, voltada a consolidar um pensamento ateu baseado no positivismo neomarxista.

Além da ideologia formal, o governo adotou práticas restritivas. “Pessoas religiosas não podiam cursar certas áreas, como jornalismo; não podiam acessar cargos governamentais diretamente. Se você declarasse sua religião ou filiação religiosa, não teria acesso a cargos de liderança no governo”, diz Sifontes.

Ele também relata que a filiação ao Partido Comunista da Juventude exigia compromisso com o ateísmo. “Todos eram questionados sobre sua ascendência religiosa, para tudo. Para ser membro do Partido Comunista da Juventude, você também tinha que declarar seu status ateu, sua posição ateia. Se não, você não era admitido. E isso, claro, para nós, cria toda uma concepção de um Estado ateu.”

Apesar das barreiras impostas, a fé resistiu no cotidiano dos cubanos, muitas vezes exercida de forma discreta, em espaços privados ou pequenos templos comunitários.

Nos últimos anos, especialmente após a queda da União Soviética e as reformas econômicas dos anos 1990, o governo cubano passou a flexibilizar sua postura diante das religiões. A Constituição de 2019 marcou mais uma etapa nesse processo ao “assegurar o direito à liberdade religiosa, independentemente da crença professada”.

Agora, em um cenário de escassez material e de busca por esperança, a fé cristã — e em especial as igrejas evangélicas — ressurge com vigor, impulsionada por jovens, novos formatos de culto e pelo apoio comunitário oferecido por essas congregações.

Folha Gospel com informações de BBC Brasil

Líderes evangélicos criticam declaração agressiva contra filha de Roberto Justus

Roberto Justus com sua esposa e filha (Foto: Redes sociais / Divulgação)
Roberto Justus com sua esposa e filha (Foto: Redes sociais / Divulgação)

A declaração do professor Marcos Dantas, da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, causou revolta nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os limites do discurso político-ideológico no espaço público. Em resposta a uma imagem da menina Vicky Justus, 5 aninhos, filha de Roberto Justus, com uma bolsa de luxo, Dantas comentou “só guilhotina”, remetendo ao símbolo de execuções da Revolução Francesa. A frase foi interpretada como incitação à violência contra a criança.

A repercussão foi imediata. O deputado Nikolas Ferreira se manifestou publicamente, afirmando que a esquerda estaria desejando a morte de uma criança por usar uma bolsa. A mãe da menina, Ana Paula Siebert, anunciou que moverá ação judicial contra o professor e pediu que seguidores denunciem o perfil dele, que já está fora do ar.

Pastores de diferentes denominações evangélicas também reagiram à fala. Para o pastor Glauco Ferreira, da Igreja Metodista em Guadalupe, Rio de Janeiro, o episódio ultrapassa qualquer alegação de metáfora ou crítica social.

“A guilhotina não é símbolo de justiça, mas de morte. Ela remete a um período sombrio da história, marcado por sangue, intolerância e desumanização”, afirmou. Ele destacou que, ao ser evocada contra uma criança, a palavra se torna um atentado simbólico contra a infância e contra os valores que sustentam uma sociedade civilizada.

A fala de Dantas também colocou em evidência seu histórico de atuação em governos petistas. Durante o primeiro mandato de Lula, ele ocupou cargos relevantes nos Ministérios das Comunicações e da Educação, além de integrar o Conselho da Anatel. Atualmente, lidera um grupo de pesquisa marxista vinculado à UFRJ. A polarização ideológica nas universidades públicas voltou a ser alvo de críticas após o episódio.

Para o pastor Márlon Silveira, da Igreja Batista em Maruípe, Vitória, a sociedade vive tempos marcados por reações impulsivas e crescentes violências simbólicas. “Somos tentados a reagir impulsivamente e falar absurdos como esse professor falou”, disse.

Ele citou Romanos 12:12 ao propor uma saída bíblica: vencer o mal com o bem. “Nesse mundo polarizado onde a violência se manifesta, é preciso lembrar da bem-aventurança de que os pacificadores serão chamados filhos de Deus”, completou.

O pastor Anderson Aurora, da Igreja Evangélica Batista de Vitória (IEBV), também destacou o contraste entre a fala do professor e os valores cristãos. “A orientação bíblica é sempre a paz, nunca desejar o mal a ninguém”, afirmou. Ele lamentou que o comentário tenha sido dirigido justamente à parte mais vulnerável da cena: uma menina de cinco anos. “Em todo tempo a palavra de Deus vai pregar o amor”, disse. “É injustificável.”

Limites da crítica

O debate sobre os limites da crítica social foi outro ponto abordado por líderes religiosos. O pastor Luiz Gustavo Marques Lança, da Igreja Batista da Redenção, em Vitória, ES, foi direto: “O discurso de ódio e a incitação à violência, mesmo em tom de crítica social, não condiz com o exemplo de Cristo”. Segundo ele, o cristão é chamado a ser luz no mundo, inclusive nas redes sociais. “Suas palavras devem refletir paz, justiça e amor”.

O episódio expõe a escalada do discurso violento e evidencia a fragilidade do diálogo entre campos ideológicos opostos. O que poderia ter se configurado como uma crítica ao consumismo infantil acabou se transformando em uma ofensa direta à criança e à sua família, com possíveis desdobramentos legais e sociais.

Pastor Glauco Ferreira reforçou que o uso da liberdade de expressão não pode ser um pretexto para propagar o ódio. “O que se viu nesse episódio não foi uma denúncia legítima contra os excessos do luxo, mas um ataque covarde à figura mais vulnerável daquela imagem.”

A resposta dos líderes religiosos aponta para uma tentativa de frear a escalada da retórica violenta. Ao invés de alimentar ciclos de ressentimento, eles propõem o retorno ao Evangelho como fonte de equilíbrio e sabedoria. Para eles, a crítica deve ser feita com empatia, não com agressividade.

Ainda que o professor não tenha mais se pronunciado publicamente, o caso segue provocando debates. O papel do educador, os limites da crítica social, o uso da linguagem violenta e a exposição de crianças nas redes formam um conjunto de questões que não se encerram com a exclusão de um perfil, mas exigem reflexão contínua.

Os pastores entrevistados enfatizam uma mensagem clara: o mal não se combate com mais mal. Diante da radicalização crescente, o Evangelho segue como um chamado à paz, ao amor e ao respeito absoluto pela vida, desde o seu início.

Fonte: Comunhão

Gospel é o gênero mais ouvido em Salvador, terra do axé

Vista do Elevador Lacerda, Forte de São Marcelo, Baía de Todos os Santos e Mercado Modelo, em Salvador, Bahia. (Foto: Reprodução)
Vista do Elevador Lacerda, Forte de São Marcelo, Baía de Todos os Santos e Mercado Modelo, em Salvador, Bahia. (Foto: Reprodução)

O crescimento de evangélicos em Salvador (BA), apontado pelo Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está refletindo nos hábitos culturais dos moradores da capital baiana.

Na terra do axé e do samba-reggae, hoje o gênero musical mais ouvido é o gospel, segundo a pesquisa “Cultura nas Capitais”, divulgada em abril deste ano.

O levantamento mostrou que a música gospel é a preferida de 28% dos moradores de Salvador, seguido pela MPB (Música Popular Brasileira) como segundo estilo mais consumido (24%), e o sertanejo (19%) e o pagode (19%) apareceram empatados em terceiro lugar.

Ritmos historicamente relacionados à identidade musical de Salvador, como o axé e o samba-reggae, não apareceram na pesquisa como os estilos musicais mais apreciados dos moradores.

O estudo foi realizado pelo DataSenado em parceria com o Ministério da Cultura, e entrevistou 600 moradores em 2024.

Para o cantor baiano cristão Marcos Semeadores, o crescimento do gospel no cenário de Salvador é resultado da busca das pessoas pela Palavra de Deus através da música.

“Isso demonstra que o gênero gospel não está restrito às igrejas e faz parte da vida dessas pessoas, que muitas vezes nem frequentam os templos, mas que estão em busca de uma mensagem de fé, esperança e amor e vivem nesse mundo de agitação e desafios”, avaliou Marcos, em entrevista ao G1.

Como cantor de pagode gospel, ele observou que o estilo ganhou espaço entre os jovens evangélicos e tem feito sucesso entre o público mais amplo. Além disso, a qualidade das produções gospel atraiu o público não cristão.

“O gênero gospel está se aproximando das pessoas porque ela não toca só nas igrejas. Está também nos carros, fone de ouvido, churrascos e nas redes sociais”, comentou o cantor.

Já para Joel Zeferino, que atuou por duas décadas como pastor na Igreja Batista Nazareth em Salvador, a música gospel se tornou uma ferramenta de evangelização, que conseguiu alcançar o público não cristão.

“Muitas pessoas que não frequentam as igrejas evangélicas ouvem as músicas do gênero gospel, porque estão dentro desse ambiente cultural que os evangélicos conseguiram criar pelo grande crescimento nas últimas décadas”, pontuou José.

Embora o gospel tenha ganhado popularidade na capital da Bahia, o produtor de eventos cristãos, Bispo Oliveira, relatou que ainda há dificuldades para promover festividades evangélicas por falta de investimentos do poder público.

“As autoridades precisam enxergar o tamanho da comunidade evangélica e o que ela representa. Os evangélicos não vão consumir festas seculares, como Carnaval, São João e festas de largo. Eles têm direito a lazer, entretenimento e cultura. Existem diversos tipos de eventos que fazemos, como manifestação de fé, como shows, teatro e espetáculos de dança”, afirmou o produtor.

Ele deu o exemplo do evento evangélico “Sem João, com Jesus”, que é uma alternativa às festas juninas católicas.

Segundo Oliveira, o propósito não é desprezar a cultura local da Festa de São João, mas exaltar o nome de Jesus. “Ele é a nossa maior estrela e referência”, explicou.

Fonte: Guia-me com informações de G1

Mais de 1.300 pessoas aceitam a Jesus durante campanha evangelística na Alemanha

O evento “City of Light” atraiu uma multidão ao ar livre no centro de Nuremberg, na Alemanha. (Foto: Instagram/City of Light)
O evento “City of Light” atraiu uma multidão ao ar livre no centro de Nuremberg, na Alemanha. (Foto: Instagram/City of Light)

Ministérios e igrejas locais se mobilizaram em Nuremberg, na Alemanha, para realizar uma ampla campanha evangelística no último final de semana. A ação culminou com a realização do evento City of Light, que reuniu centenas de pessoas em frente à histórica Igreja de São Lourenço.

A mobilização começou antes mesmo do evento principal, com 12 dias de ações evangelísticas nas ruas da cidade. Durante esse período de pré-evangelismo, 6.500 pessoas ouviram mensagens cristãs e 764 tomaram a decisão de seguir a fé cristã.

A abertura oficial do City of Light aconteceu na quinta-feira (3), com uma programação ao ar livre que atraiu cerca de 800 moradores. O evento combinou música, adoração e mensagens evangelísticas, com a participação de diversos pregadores ao longo dos dias.

No segundo dia, os evangelistas Ben Fitzgerald e Daniel Kalupner conduziram a pregação. “As pessoas escolheram Jesus e as curas aconteceram!”, testemunhou o “City of Light”, em publicação no Instagram.

A campanha também teve uma programação especial voltada ao público infantil, com evangelismo adaptado para crianças. Nos dias seguintes, os pregadores Chris Schuller, Jakes Boakye, David Rotärmel e Lukas Repert seguiram com as mensagens, resultando em mais conversões e relatos de curas.

“Grato ao Senhor e ao corpo de Cristo de Nuremberg por darem as mãos e juntos acreditarmos em um mover de Deus na cidade”, celebrou Lukas.

Ao final da campanha, realizada no domingo (6), pastores e líderes da região se reuniram para orar pela cidade. No total, somando os quatro dias do evento com o pré-evangelismo, mais de 1.300 pessoas decidiram por Cristo.

“Deus operou de forma poderosa. As pessoas entregaram suas vidas a Jesus, experimentaram a cura e receberam uma nova esperança”, testemunhou o evento.

Folha Gospel com informações de Guia-me

Entidades evangélicas enviam ajuda ao Texas após enchente matar mais de 100 pessoas

Equipes da Samaritan’s Purse e da Billy Graham Evangelistic Association iniciam o dia com oração em Kerrville, Texas (Foto: Reprodução Samaritan's Purse)
Equipes da Samaritan’s Purse e da Billy Graham Evangelistic Association iniciam o dia com oração em Kerrville, Texas (Foto: Reprodução Samaritan's Purse)

A Samaritan’s Purse e a Associação Evangelística Billy Graham (BGEA), lideradas pelo evangelista Franklin Graham, estão enviando ajuda para socorrer os afetados da enchente que devastou o Texas, nos Estados Unidos.

Ao menos 111 pessoas morreram no desastre, incluindo meninas e líderes do acampamento cristão Camp Mystic, após o Rio Guadalupe subir entre 6 e 8 metros em apenas 90 minutos e inundar a região.

A Equipe de Resposta Rápida da BGEA, que atua em tragédias, foi enviada para o condado de Kerr, uma das áreas mais afetadas.

A missão também já implementou dois centros de ajuda no Texas, com equipamentos e ferramentas de apoio.

Na manhã de terça-feira (8), voluntários da Samaritan’s Purse começaram a trabalhar na limpeza de casas e na remoção da lama.

Enquanto oferecem ajuda prática durante a recuperação do estado, as equipes também compartilham a esperança do Evangelho com os texanos.

“Os voluntários servem como as mãos e os pés de nosso Senhor. Em tudo o que fazemos, pretendemos compartilhar as Boas Novas de Jesus Cristo com as pessoas feridas”, afirmou a organização humanitária.

Franklin Graham pediu oração pelas famílias enlutadas e pelas equipes de resgate, que continuam procurando vítimas.

“Precisamos continuar cercando essas famílias e comunidades devastadas em oração. Ore também pelas centenas de pessoas envolvidas nos esforços de busca e resgate, com previsão de mais chuva”, escreveu o evangelista em publicação no Facebook, no domingo (6).

Mais de 800 moradores foram resgatados das águas. Mais de 170 pessoas ainda estão desaparecidas, incluindo participantes do acampamento cristão para meninas Camp Mystic.

Enchente repentina

A enchente teve início por volta das 4 horas da manhã de sexta-feira (4), quando chuvas intensas durante a madrugada provocaram uma elevação abrupta do nível do Rio Guadalupe, entre 6 e 8 metros em apenas 90 minutos.

Segundo a NBC 5, a água invadiu o Condado de Kerr e áreas vizinhas com tanta velocidade que as autoridades dizem que não conseguiram emitir ordens de evacuação a tempo.

Um acampamento cristão para meninas, o Camp Mystic, localizado às margens do Rio Guadalupe, foi atingido. O local abrigava 750 jovens, de 7 a 12 anos, quando a enchente chegou de forma repentina.

O acampamento confirmou a morte de 27 crianças que foram levadas pelas águas.

Fonte: Guia-me com informações de Samaritan’s Purse

Labubu: bonecos que não têm nada de inocente viram febre mundial

Labubu (Foto: KUA CHEE SIONG / reprodução internet/Reprodução)
Labubu (Foto: KUA CHEE SIONG / reprodução internet/Reprodução)

Uma criatura de olhos arregalados, dentes afiados e expressão cômica-assustadora se tornou o centro de uma discussão inusitada entre pais cristãos. Afinal, o que é esse tal de Labubu, e por que ele está dentro das mochilas, prateleiras e vídeos de tantos jovens e adolescentes em 2025? Tudo começou quando uma celebridade do K-pop apareceu com um Labubu pendurado na bolsa, transformando o brinquedo em um símbolo de desejo pop e aumentando sua procura global.

No Brasil, o modelo original pode custar até R$ 1.445,90, enquanto versões paralelas, como o “Labunu”, chegam a R$ 500. A febre mundial, porém, tem provocado reações bem diferentes do entusiasmo que costuma cercar fenômenos da moda. Em vídeos que viralizaram nas redes sociais, cristãos apontam semelhanças visuais entre o boneco e Pazuzu, entidade demoníaca que ficou conhecida como o vilão do filme O Exorcista.

Em 2025, a valorização do Labubu atingiu proporções impressionantes. Segundo levantamento do site The Toy Chronicle, a marca responsável pela criação do boneco, Pop Mart, superou o valor de mercado de gigantes como a mineradora brasileira Vale, uma das maiores do mundo. Isso revela não apenas a força do consumo cultural ligado à estética “fofa e estranha”, mas também o impacto financeiro que personagens da cultura pop podem exercer globalmente, especialmente quando impulsionados por fenômenos como o K-pop ou pop coreano.

Um monstrinho pop com raízes artísticas

Ao contrário do que circula nas redes, o Labubu não é novo. Ele foi criado em 2015 pelo artista visual Kasing Lung, de Hong Kong, como parte da linha de toys art da marca How2Work. Segundo o próprio autor, a inspiração vem de criaturas da mitologia nórdica e universos de fantasia, como os trolls das florestas.

A proposta do artista é simples, ele quis produzir bichinhos colecionáveis com estética grotesca e sentimentos ambíguos. Eles são vendidos em edições limitadas e, por isso, viram alvo de fãs, revendedores e influencers de luxo.

Apesar da aparência incomum, a linha não faz menção direta a nenhuma figura religiosa ou espiritual. No entanto, a estética perturbadora, somada à ignorância sobre a origem da peça, abriu espaço para que interpretações espirituais se sobrepusessem à proposta artística.

Pazuzu, a confusão com o demônio do cinema

O nome mais citado nas comparações é Pazuzu, entidade da antiga Mesopotâmia que, originalmente, era considerada um espírito protetor contra forças do mal, mas que se popularizou no Ocidente como o demônio principal do filme O Exorcista. A partir daí, muitas figuras de aspecto animalesco e desfigurado passaram a ser relacionadas a ele, mesmo sem qualquer vínculo real.

“Tem muita gente perguntando se ele teria alguma ligação oculta com Pazuzu, aquela figura demoníaca e pagã que aparece até em filmes de terror, né? Filmes pesados, como O Exorcista e outros por aí”, comentou o pastor André Valadão, em vídeo recente publicado em suas redes sociais. Para ele, mais do que gerar pânico, a preocupação deve conduzir os cristãos ao discernimento.

“A gente precisa lembrar que nossas crianças são bombardeadas todos os dias por personagens, histórias, produtos… E muitos carregam mensagens sutis, subliminares. E é por isso que a atenção dos pais precisa ser constante”, declarou.

Quando o visual gera desconforto espiritual

Para além das lendas que circulam online, existe uma questão prática sendo discutida entre líderes cristãos é se é seguro introduzir personagens de visual sombrio no ambiente familiar? “Por si só, acredito que não, mas uma coisa muito comum é que muitos acabam relacionando figuras assim com o misticismo”, afirma o pastor Alex Gandra, da Comunidade Batista Karis, de São Fidélis/RJ. Ele reconhece que boa parte do sucesso do Labubu se deve à curiosidade e ao apelo comercial que envolve esse tipo de estética.

No entanto, o pastor faz um alerta. “Num mundo vazio de Deus, as influências malignas se utilizam de visuais sombrios para usar como portas para fins mais profundos”, diz. Para as famílias que se sentem desconfortáveis com o tema, Gandra sugere um princípio simples. “A orientação bíblica que podemos usar para essa pergunta é: afastar-se da aparência do mal. Mesmo parecendo simplista, em um tempo tão difícil, com tantas más influências, o melhor é não deixar entrar em casa coisas assustadoras, bizarras e estranhas como estes bichinhos aí. É melhor não arriscar”, reflete o pastor.

Nem tudo convém

O dilema em torno do Labubu também revela o quanto os pais precisam estar atentos não só ao que os filhos consomem, mas às razões por trás desses desejos. “A gente precisa se perguntar: por que eles gostam do que gostam? O que sentem quando estão brincando com essas coisas?”, questiona André Valadão.

“Desde pequenos, precisamos ensiná-los que nem tudo que é lícito, nem tudo que está disponível para nós, convém”, relembra ele. Para o pastor Alex Gandra, o equilíbrio entre discernimento espiritual e julgamento precipitado passa por conhecimento e oração. “Julgar de forma precipitada não resolve as questões que precisam de discernimento. É preciso buscar o máximo de informações e manter-se em oração”, exorta.

Discernir sem temer

No fundo, a preocupação cristã com o Labubu não é sobre o boneco em si, mas sobre o que ele representa, como a falta de filtros espirituais diante de tudo o que entra nos lares. Para alguns, é apenas um brinquedo alternativo. Para outros, um sinal de alerta sobre os símbolos que permeiam a cultura pop.

A Bíblia aconselha a julgar todas as coisas e reter o que é bom (1 Tessalonicenses 5:21). Diante disso, pais e mães não precisam agir com pânico, mas com vigilância ativa. “Vigilância não é medo. É cuidado de pai e mãe. Então, não baixe a guarda. Essas tendências passam, mas a responsabilidade de proteger o coração dos nossos filhos, dos pequenos, essa continua”, resume Valadão.

Artigo publicado originalmente em Comunhão

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