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Mais de 30 cristãos decapitados em ataques em Moçambique

Cristãos em Moçambique. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Heidi Baker)
Cristãos em Moçambique. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Heidi Baker)

Mais de 30 cristãos foram decapitados em uma série de ataques recentes no norte de Moçambique por terroristas afiliados ao Estado Islâmico, que também divulgaram fotos explícitas mostrando execuções, tiroteios e incêndios criminosos generalizados. O grupo atacou diversas aldeias nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, incendiando igrejas e casas em uma campanha de violência contra civis.

O Estado Islâmico da Província de Moçambique, ou ISMP, divulgou um conjunto de 20 imagens esta semana, documentando seus agentes executando civis por decapitação e tiros de curta distância, e incendiando casas e igrejas, informou o MEMRI (Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio).

O grupo assumiu a responsabilidade por vários ataques durante a última semana de setembro, incluindo a decapitação de dois cristãos na última quinta-feira em Chiure-Velho, distrito de Chiure.

Agentes do ISMP também reivindicaram a responsabilidade pelo ataque de sexta-feira passada à aldeia de Nacocha, no distrito de Chiure, onde um cristão foi morto a tiros e duas igrejas foram incendiadas. No mesmo dia, atacaram a aldeia de Nacussa, também em Chiure, e incendiaram mais duas igrejas.

No domingo, combatentes invadiram a cidade de Macomia, matando quatro cristãos e saqueando seus pertences antes de se retirarem sem deixar vítimas, de acordo com a declaração do ISMP.

Na segunda-feira, o ISMP informou que seus agentes decapitaram um cristão no distrito de Macomia. No dia seguinte, o grupo relatou um ataque à aldeia de Nakioto, no distrito de Mimba, na província de Nampula, queimando mais de 100 casas de cristãos e uma igreja. Na aldeia vizinha de Minhanha, no distrito de Memba, eles teriam destruído uma igreja e 10 casas. O grupo afirmou que seus militantes retornaram às suas bases após incendiarem as casas dos cristãos.

A reportagem do Defense Post citou um morador dizendo que homens armados entraram no bairro por volta das 20h, matando quatro pessoas e sequestrando outras quatro, incluindo uma mulher e suas duas filhas. Outro morador disse que um jovem foi morto a tiros após se recusar a entregar os pertences do pai.

A violência faz parte de uma escalada que deslocou dezenas de milhares de civis e provocou uma renovada aliança de segurança entre Moçambique e Ruanda, de acordo com a revista ADF.

No dia 27 de Agosto, o Ministro da Defesa de Moçambique, Cristóvão Artur Chume, e o Ministro da Defesa do Ruanda, Juvenal Marizamunda, assinaram um Acordo sobre o Estatuto da Força em Kigali para alargar o destacamento das Forças de Defesa do Ruanda em Cabo Delgado.

O ISMP teria realizado ataques em seis distritos em setembro, de Balama, no sudoeste, a Mocímboa da Praia, no norte, de acordo com o Projeto de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados. Em um raro ataque a Mocímboa da Praia em 7 de setembro, combatentes teriam se deslocado de porta em porta para identificar as vítimas. Este foi apenas o segundo ataque do tipo na cidade desde setembro de 2021.

Líderes militares moçambicanos e ruandeses reuniram-se em Pemba em 12 de setembro para avaliar as operações conjuntas. As autoridades de defesa de Ruanda declararam que a reunião teve como objetivo avaliar o progresso na estabilização das regiões mais afetadas do norte e concordaram em intensificar os esforços coordenados para restaurar a paz. O ISM já havia lançado ataques simultâneos no norte e no sul de Cabo Delgado em julho, com 60 combatentes entrando nos distritos de Ancuabe e Chiúre sem oposição.

Uma atualização de agosto do ACLED descreveu a movimentação do grupo em Chiure como uma expansão tática, e não uma retirada. O relatório observou que a campanha de propaganda dos militantes havia mantido com sucesso sua presença na percepção pública, mesmo quando, no início do ano, as Nações Unidas estimaram que a força do ISM havia caído de 2.500 combatentes para 280.

As tropas ruandesas, enviadas pela primeira vez a Cabo Delgado em julho de 2021, têm apoiado Moçambique em operações de contrainsurgência desde então.

De acordo com uma atualização de agosto da Grey Dynamics , o Estado Islâmico vem realizando operações a partir dos distritos centrais de Cabo Delgado e avançando ofensivas para o sul, encontrando pouca resistência ao longo da rodovia Macomia-Awasse. O Ministro da Defesa de Moçambique admitiu que operações recentes não conseguiram conter os insurgentes.

A violência forçou o deslocamento de pelo menos 50.000 pessoas do distrito de Chiure nas últimas semanas, segundo a atualização. Sequestros e recrutamento forçado também foram relatados durante incursões em vilarejos remotos.

Os Médicos Sem Fronteiras suspenderam as operações em Mocímboa da Praia após a violência e lançaram uma resposta de emergência para ajudar milhares de deslocados que agora se abrigam em campos em Chiure, informou a Associated Press . A agência de migração da ONU afirmou que mais de 46.000 pessoas foram deslocadas em apenas oito dias no final de julho, sendo quase 60% delas crianças.

A insurgência moçambicana, ativa desde 2017, já causou a morte de pelo menos 6.200 pessoas.

O conflito em curso também interrompeu o projeto de gás natural de US$ 20 bilhões da TotalEnergies perto de Palma em 2021, após militantes atacarem a área, matando mais de 800 pessoas. Uma ação judicial foi movida contra a empresa francesa de energia em 2023 por subcontratadas e familiares das vítimas.

A ONU estima que mais de 1 milhão de pessoas no norte de Moçambique foram deslocadas desde o início do conflito, devido a uma combinação de violência militante, seca prolongada e eventos climáticos extremos.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Jovens precisam fugir da polícia para estudar a Bíblia, na China

Líder de jovens cristãos na China (Foto: Reprodução)
Líder de jovens cristãos na China (Foto: Reprodução)

Da Wei, de 40 anos, é um líder de jovens chinês e pai de quatro filhos. Para continuar pregando o evangelho e proteger seu grupo de jovens, ele já precisou fugir quatro vezes. Nascido em uma família não cristã da zona rural, Da Wei ouviu sobre Jesus e se converteu ainda no Ensino Médio. Ele começou a ir a todos os cultos que conseguia e a estudar a Bíblia com muita dedicação. Quando tinha 20 anos, decidiu se dedicar ao ministério integralmente.

Certo dia, ele organizou um acampamento para cerca de cem jovens e adolescentes entre 16 e 20 anos. “Eu me lembro de estar cantando com os acampantes, quando, de repente, um grupo de policiais entrou no local e nos interrompeu. Eu fui preso por 17 dias e multado em 990 dólares. Cada participante também foi multado entre 28 e 70 dólares. Graças a Deus, a igreja conseguiu cobrir o valor das multas de todos que não podiam pagar”, conta.

Isso não desanimou Da Wei, que continuou a servir e estudar sobre evangelismo. Então teve a ideia de montar um grupo missionário para levar o evangelho aos jovens chineses. Nascia assim o Viajantes.

O grupo Viajantes é especializado em cuidar de crianças e jovens marginalizados. Hoje, atende cerca de 50 estudantes com uma média de 14 anos de idade. Cerca de metade deles vem de famílias pobres ou foram abandonados e rejeitados nas escolas devido a mau comportamento. Da Wei e sua equipe oferecem não apenas educação, mas um espaço seguro para que esses jovens possam se curar, crescer e ser discípulos de Cristo.

Devido à perseguição e aos constantes interrogatórios da polícia, cada vez mais pesados, o Viajantes já teve de se mudar quatro vezes em um ano para garantir a segurança dos estudantes. Tudo isso teve um impacto muito grande em Da Wei, que, diante do peso da responsabilidade, conta que se sentiu como Elias, desejando estar morto. “Senhor, eu quero desistir agora. Não é que eu não queira continuar, mas nós não conseguimos encontrar nenhum lugar para ficar”, ele orou.

Os parceiros locais da Portas Abertas conheceram Da Wei e sua história e ofereceram um lugar seguro e todo o treinamento para que o Viajantes pudesse continuar. Alguns dos jovens que concluíram os estudos estão servindo como missionários dentro e fora da China. Eles são um exemplo vivo de que o evangelho sempre encontra um caminho para avançar e transformar vidas.

Fonte: Portas Abertas

Entre a dor e a esperança: a vida dos cristãos em Gaza

Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)
Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)

Após quase dois anos do começo da guerra entre Hamas e Israel, a Igreja Perseguida nos Territórios Palestinos continua em uma situação difícil. A crise humanitária afeta principalmente os cristãos que não têm meios de fugir da região.

Em Gaza, os cristãos estão se refugiando em duas igrejas. Além dos riscos à segurança, a guerra afetou o sustento de grande parte dos cristãos. Muitos deles trabalham no setor do turismo, em restaurantes, hotéis e lojas. Sem turistas, eles não têm trabalho.

Ainda que houvesse dinheiro, há cada vez menos mercados e comércios na região, o que dificulta a compra de comida, medicamentos e outros produtos de necessidade básica.

As crianças também enfrentam as consequências dos conflitos. Sem escola e com pouca comida disponível, muitas viram suas casas serem destruídas.

Mesmo diante da violência e da desesperança desde cedo, há um movimento de jovens palestinos se unindo e demonstrando um desejo genuíno de conhecer mais sobre Jesus e a Bíblia.

A nova geração divide a palavra entre si e com seus amigos muçulmanos, mostrando que, mesmo em meio à guerra, todos podem ser alcançados e é possível ver o próximo como nosso irmão, não como um inimigo.

Fonte: Portas Abertas

Cresce o número de evangélicos que fazem apostas esportivas, mostra pesquisa

Jogo de bets (Foto: Canva Pro)
Jogo de bets (Foto: Canva Pro)

O vício em apostas esportivas online, conhecidas como BETs, está se expandindo rapidamente entre os cristãos no Brasil. Segundo levantamento da PoderData, divulgado nesta semana, 41% dos evangélicos admitem apostar nessas plataformas em 2025, contra 29% no ano passado. Entre os católicos, o número também subiu, de 22% para 34%.

O dado acende um alerta não apenas econômico, devido ao alto índice de endividamento das famílias, mas também espiritual, já que igrejas apontam os jogos como uma prática que compromete valores bíblicos.

Para o pastor Bruno Caetano Simplício, presidente da Igreja Batista Atitude no Espírito Santo, os efeitos são profundos:

“Os efeitos são devastadores. Espiritualmente, a aposta alimenta a cobiça e desvia a confiança que deveria estar em Deus. Muitos começam gastando pouco, mas acabam presos em um ciclo viciante.”

Ele também ressalta os impactos dentro de casa:

“No aspecto familiar, as consequências vão desde dificuldades financeiras até brigas conjugais e distanciamento emocional. (…) A Bíblia ensina que o diabo veio ‘para roubar, matar e destruir’ (João 10:10), e esse é exatamente o rastro que as BETs têm deixado em muitas famílias.”

Cresce o endividamento entre apostadores

Os dados confirmam a preocupação. O número de endividados por conta das apostas quase dobrou em menos de um ano: passou de 16% em outubro de 2024 para 35% em setembro de 2025.

Outro recorte do levantamento mostra que eleitores de Lula (42%) apostam mais do que os de Jair Bolsonaro (30%).

Falta de ensino bíblico e pressão cultural

O pastor Simplício avalia que o fenômeno revela também uma lacuna de formação espiritual:

“Creio que falta ensino bíblico consistente sobre contentamento, mordomia cristã e a forma correta de lidar com recursos financeiros. Além disso, a pressão cultural e a normalização das apostas no futebol e em plataformas digitais fazem com que muitos não percebam o risco espiritual e moral envolvido.”

Ele lembra que, mesmo sem mencionar BETs ou loterias, a Bíblia condena a ganância e o amor ao dinheiro, reforçando que o trabalho honesto deve ser a base do sustento.

Pesquisa e metodologia

A sondagem da PoderData foi realizada entre 27 e 29 de setembro de 2025, com 2.500 pessoas em 178 municípios. As entrevistas foram feitas por telefone, utilizando sistema URA (Unidade de Resposta Audível). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Pesquisas científicas reforçam a gravidade do problema. Um artigo da The Lancet Psychiatry mostrou que o vício em jogos online afeta áreas do cérebro ligadas à tomada de decisão, às emoções e ao sistema nervoso autônomo.

Além disso, estudos revelam que jogadores compulsivos liberam mais dopamina, intensificando a sensação de prazer e tornando mais difícil resistir ao impulso de apostar.

A psicóloga Julyanna Cardoso destaca:

“Psicólogos e psiquiatras podem fornecer apoio emocional, estratégias para lidar com a situação e ferramentas para superar a dependência em jogos de apostas. Conscientizar sobre os perigos desses jogos e promover alternativas saudáveis de lazer são passos essenciais na prevenção.”

Estratégias para vencer o vício

Especialistas sugerem nove passos práticos para quem deseja abandonar as apostas:

1. Reconheça o problema

O primeiro passo é admitir que o comportamento está prejudicando sua vida financeira, emocional ou social.

2. Bloqueie o acesso

Utilize ferramentas de bloqueio de sites e aplicativos de apostas no celular e no computador.

3. Evite gatilhos

Afaste-se de grupos, redes sociais ou amizades que incentivem apostas.

Preencha o tempo livre com esportes, leitura, trabalho voluntário ou hobbies.

4. Reestruture suas finanças

Crie metas de economia e destine parte do dinheiro que seria gasto em apostas para algo concreto (como quitar dívidas ou montar uma reserva).

5. Busque apoio emocional

Converse com familiares ou amigos de confiança sobre o problema.

Se sentir vergonha ou medo de julgamento, procure grupos de apoio anônimos (como Jogadores Anônimos).

6. Procure ajuda profissional

Psicólogos especializados em compulsões e psiquiatras podem ajudar a controlar a ansiedade e os impulsos.

7. Tenha consciência dos riscos

Entenda que BETs são desenhadas para favorecer a casa. Não existe “fórmula” ou “segredo”: no longo prazo, a perda é certa.

8. Reforce sua fé e espiritualidade 

Momentos de oração, leitura bíblica ou participação em grupos de fé ajudam a fortalecer a disciplina e reduzir a ansiedade que leva à recaída.

9. Celebre cada vitória

Reconheça cada dia sem apostar como uma conquista. Pequenos passos constroem uma grande mudança.

Fonte: Comunhão

Igrejas vazias viram restaurantes, academias e até casas de festas na Alemanha

Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)
Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)

A perda de fiéis na Alemanha tem levado igrejas católicas e protestantes a se reinventarem. Muitos templos, sobretudo os mais antigos, enfrentam custos anuais de manutenção que giram em torno de 26,5 mil euros, e como a frequência aos cultos despenca, parte deles passou a ser reaproveitada para atividades seculares – de centros esportivos a espaços culturais e até baladas.

A Igreja Evangélica na Alemanha Central (EKM) admite que grande parte dos templos já não é necessária apenas para o culto.

“Já não precisamos mais de metade das igrejas, e temos que encontrar outras possibilidades”, afirmou a entidade, que atua em regiões da Saxônia-Anhalt, Turíngia e Brandemburgo.

Segundo a pesquisadora Stefanie Lieb, do Instituto de História da Arte da Universidade de Colônia, a tendência é que “de cada dez igrejas, quatro ou cinco não sejam usadas exclusivamente para a prática religiosa”.

As mudanças são diversas. Em Bad Orb, perto de Frankfurt, uma igreja católica desativada virou centro de escalada para crianças e jovens, a “Boulder Church”, com investimento de 500 mil euros. Em Limburg, uma capela foi transformada em restaurante e espaço de eventos.

Na Renânia do Norte-Vestfália, a antiga Igreja Martini de Bielefeld passou a receber festas e jantares. Em Berlim, a Heilig-Kreuz, no bairro de Kreuzberg, abriga café, shows, espetáculos de dança e até noites de DJ. A vizinha St. Thomas já sediou raves.

A tendência também aparece em outros países: na Espanha, a antiga igreja de Santa Bárbara, em Llanera, virou o Kaos Temple, reduto de skatistas.

Caminhos para reduzir custos

Nem sempre a saída é secularizar os espaços. Em algumas regiões, como Oberpfalz (sudeste da Alemanha), católicos e protestantes dividem o mesmo templo em 51 casos já registrados. Há também o repasse de igrejas para comunidades ortodoxas.

Ainda assim, vender ou reformar prédios antigos não é simples. Muitos são tombados como patrimônio histórico e não podem ser demolidos ou modificados, o que limita compradores em potencial.

Queda de fiéis e impacto financeiro

Nos anos 1990, católicos e protestantes somavam 57 milhões de fiéis na Alemanha. Hoje, são pouco mais de 37 milhões (23,7% católicos e 21,5% protestantes). Projeções apontam que esse número pode cair para 23 milhões até 2060.

O encolhimento da base de fiéis pesa diretamente nas finanças. Isso porque a filiação religiosa no país está vinculada ao sistema tributário: quem declara oficialmente pertencer a uma religião reconhecida tem parte da renda (entre 8% e 9%) descontada em favor da denominação.

Enquanto igrejas protestante e católica dependem desse imposto, religiões como o Islã e a Ortodoxa prescindem dessa forma de arrecadação.

Cerca de 100 milhões de cristãos no mundo não têm acesso à Bíblia, mostra pesquisa

Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)
Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)

Uma nova avaliação global descobriu que cerca de 100 milhões de cristãos vivem sem acesso a uma Bíblia, revelando restrições legais e escassez severa em dezenas de países.

Lista de Acesso à Bíblia , divulgada na semana passada pela Iniciativa de Acesso à Bíblia, combina dados e análises de especialistas de 88 países para identificar onde as Escrituras são mais difíceis de obter. Quase três dúzias de países têm restrições “extremas” ou “severas” ao acesso à Bíblia, impedindo milhões de fiéis de ler a Palavra de Deus.

“Embora existam muitos equívocos sobre o acesso à Bíblia em todo o mundo, a Lista de Acesso à Bíblia destaca as complexidades e nuances da questão”, disse Ken Bitgood, fundador e CEO da Sociedade Bíblica Digital, uma das parceiras fundadoras da iniciativa. “O acesso irrestrito à Bíblia não é um padrão universal.”

Lista de Restrições Bíblicas mede barreiras como proibições governamentais, atividades extremistas e fatores socioeconômicos que impedem a distribuição da Bíblia. A Lista de Restrições Bíblicas estima o número de cristãos que desejam uma Bíblia, mas não conseguiram obtê-la.

“A fome moderna persiste, não devido à apatia, mas por causa das barreiras que impedem as pessoas de acessar a Bíblia”, disse Wybo Nicolai, cocriador da lista BAL, em uma declaração fornecida ao The Christian Post.

Essas barreiras diferem na forma, mas o resultado é o mesmo: milhões vivem isolados da Palavra de Deus. Muitos nunca viram uma Bíblia em seu idioma, no formato que preferem ou na faixa de preço que podem pagar, ou não têm como obtê-la com segurança.

Somália

A Somália foi classificada como o país com o pior acesso à Bíblia, com o país de maioria muçulmana da África Oriental tendo “restrições extremas de acesso” devido à perseguição legal, ameaças de violência e recursos econômicos limitados.

“O acesso à Bíblia na Somália não é apenas limitado; é proibido. Segundo uma interpretação estrita da Sharia, é ilegal imprimir, importar, armazenar ou distribuir Bíblias”, explicou o perfil do BAL sobre a Somália.

Além das restrições legais, a pobreza extrema na Somália agrava a crise. Com mais de 70% da população vivendo na pobreza e em insegurança alimentar generalizada após anos de seca e conflito, as necessidades básicas muitas vezes ofuscam a possibilidade de comprar uma Bíblia — mesmo que fosse possível.

No geral, a Somália é classificada como tendo o segundo pior ambiente para perseguição cristã na Lista Mundial de Observação anual da Portas Abertas, citando a presença do grupo extremista islâmico Al-Shabaab e abusos de familiares.

Afeganistão

O Afeganistão, sob domínio do Talibã desde 2021, foi classificado como o segundo pior país em termos de acesso à Bíblia. Com uma população de 43 milhões de habitantes, a comunidade cristã no Afeganistão representa cerca de 0,02% da população, sendo a maioria convertidos do islamismo que enfrentam severa perseguição. Todas as formas de impressão ou importação da Bíblia são ilegais e o acesso digital é proibido.

“O acesso à Bíblia no Afeganistão não é apenas limitado, é quase impossível”, afirma o relatório. “Especialistas estimam que menos de um terço dos cristãos afegãos têm acesso às Escrituras.”

“O retorno do Talibã ao poder em 2021 apenas reforçou as restrições, impondo uma interpretação mais severa da lei islâmica e monitorando ativamente a atividade online”, acrescenta o relatório. “Como resultado, até mesmo ler a Bíblia no celular é amplamente considerado inseguro. O risco não é teórico. Crentes de origem muçulmana (MBBs) frequentemente enfrentam pressão de suas próprias famílias, comunidades e autoridades locais. A exposição pode levar a casamento forçado, prisão ou execução.”

Iêmen

O Iêmen ficou em terceiro lugar na lista. Em um país com 35 milhões de habitantes, a comunidade cristã é “pouco visível”, afirma o relatório, acrescentando que menos de um terço dos estimados 17.000 cristãos têm acesso a uma Bíblia sob o sistema legal baseado na Sharia do Iêmen.

“Qualquer esforço percebido para compartilhar a fé cristã é considerado blasfêmia ou apostasia, punível com a morte”, observa o relatório.

Coréia do Norte

Na Coreia do Norte, que ocupa o quarto lugar entre os piores países em termos de acesso à Bíblia, o controle e a censura da religião estão longe de ser um segredo. Sob o controle da monarquia da família Kim, a Coreia do Norte é constantemente observada como um dos principais perseguidores de cristãos do mundo e “continua sendo um dos ambientes espiritualmente mais isolados e hostis para os cristãos no mundo”, de acordo com a lista.

“Na Coreia do Norte, a Bíblia não é apenas proibida — é temida”, observaram os pesquisadores. “O regime vê o cristianismo como uma ameaça ao culto à personalidade que cerca Kim Jong-un e sua família, um desafio direto ao controle ideológico do Estado.”

Mauritânia

A República Islâmica da Mauritânia, localizada no Norte da África, ficou em quinto lugar na lista. Com uma população de cerca de 5 milhões, apenas 11.000 são cristãos, com menos de 40% tendo acesso à Bíblia devido às severas restrições.

As políticas do país proíbem a impressão, importação, distribuição e exibição de materiais cristãos, e possuir múltiplas cópias “pode ​​resultar em processo, com acusações que, em alguns casos, podem levar à pena de morte por proselitismo ou apostasia”.

“A posição firme do governo está enraizada na identidade constitucional da Mauritânia como um Estado islâmico”, explica o relatório. “A apostasia é um crime punível com a morte. Até mesmo o acesso à internet é monitorado de perto; embora quase metade do país tenha conexão com a internet, o risco de ser vinculado a atividades cristãs online pode ter consequências graves e fatais.”

Eritreia

Em sexto lugar na Lista de Acesso à Bíblia está a Eritreia, que se tornou conhecida como a “Coreia do Norte da África” ​​devido às suas políticas autoritárias e repressões à liberdade religiosa, que estão entre as mais severas do mundo. Embora quase metade do país se identifique como cristão (1,7 milhão), pesquisadores relatam que estimativas mostram que nem mesmo 40% dos cristãos têm acesso a uma Bíblia devido às restrições.

O relatório observa que “o controle governamental permeia quase todos os aspectos da vida religiosa”.

“A posse, a distribuição e até mesmo a leitura privada da Bíblia são severamente restringidas pela lei eritreia. Embora cristãos ortodoxos e católicos (que representam cerca de 95% da população cristã) possam encontrar um pouco menos de obstáculos, seu acesso continua rigorosamente monitorado”, afirma o relatório. “Para igrejas domésticas protestantes e fiéis de origem muçulmana (MBBs), a situação é drasticamente pior.”

Líbia, Argélia, Irã e Turcomenistão completam o top 10 dos piores países para acesso à Bíblia. No total, o relatório identificou 15 países com “restrições extremas”. Para a categoria logo abaixo, conhecida como “restrições severas”, o relatório listou 18 nações.

O Butão liderou a lista de países com “severas restrições” ao acesso à Bíblia e ficou em 16º lugar no geral, com o relatório citando “restrições religiosas rigorosas” e uma taxa de alfabetização de apenas 70% como fatores.

Outras nações listadas como tendo “severas restrições” à Bíblia incluem Arábia Saudita (nº 18), Paquistão (nº 20), China (nº 25), Azerbaijão (nº 30) e Kuwait (nº 32).

A Armênia, que foi a primeira nação a adotar o cristianismo como religião oficial no século IV, ocupa a 87ª posição na lista. Com 95% da população se identificando como cristã, não há restrições à posse ou distribuição de Bíblias na Armênia. No entanto, uma “crise silenciosa de escassez de Bíblias” surgiu devido a “dificuldades econômicas, à redução da infraestrutura das igrejas e a redes de distribuição obsoletas ou limitadas”, relatam os pesquisadores.

“Mesmo em um país onde o cristianismo é culturalmente dominante, a capacidade real de ler e se envolver com a Palavra de Deus continua limitada para a maioria”, afirma o relatório .

No final da lista, na 88ª posição, ficou o Brasil, um país sul-americano de maioria cristã que, segundo pesquisadores, enfrenta dificuldades de acesso à Bíblia em certas áreas do país devido à “extrema pobreza”.

“Mesmo quando as Bíblias estão disponíveis para compra, muitas famílias são forçadas a priorizar comida e abrigo em detrimento de recursos espirituais”, afirma o perfil do Brasil. “Para piorar a situação, os altos impostos e a corrupção elevam os custos dos materiais impressos, incluindo as Bíblias.”

Além da Portas Abertas e da DBS, o relatório de 2025 contou com a participação de parceiros como Frontlines International, Bible League International, Biblica, Bible League Canada e OneHope.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Christian Daily

Café com Deus Pai alcança 10 milhões de cópias e lança volume 6 com páginas interativas

Livro Café com Deus Pai - Volume 6 (Foto: Reprodução)
Livro Café com Deus Pai - Volume 6 (Foto: Reprodução)

Um marco histórico foi revelado no lançamento do Café com Deus Pai – Volume 6: a obra best-seller escrita por Junior Rostirola superou a marca de 10 milhões de exemplares vendidos. O anúncio, feito durante a transmissão oficial no YouTube e em um jantar exclusivo na Casa de Destino, em Alphaville (SP), reforça a dimensão cultural que o projeto alcançou.

Mais do que um devocional, Café com Deus Pai se tornou um movimento global de fé, identidade e esperança. O novo volume, intitulado “Porções diárias de amor”, traz como novidade páginas interativas que convidam os leitores a participar de uma corrente de atos de amor, além de incluir frases inspiradoras destacadas, um plano de leitura bíblica e marcador de página personalizado.

Durante o evento, Junior Rostirola destacou a urgência do amor como mensagem central da nova edição:

“Vivemos em um mundo em que, a cada dia, está mais difícil. Precisamos amar mais e atentar para os detalhes. Não tropeçamos em grandes montanhas, mas em pequenas pedras. É nos detalhes, nas pequenas coisas, que demonstramos o amor de Deus Pai. Por isso, neste livro, cada mensagem desafia o leitor a praticar um ato de bondade: pagar um café para alguém, deixar um bilhete carinhoso, ligar para uma pessoa esquecida, declarar amor em casa. Esses pequenos gestos podem se transformar em uma corrente do bem, não só no Brasil, mas no mundo.”

A cada página, o leitor é convidado a desfrutar de um momento íntimo com Deus, refletir, anotar suas próprias inspirações e compartilhar experiências. São 365 devocionais diários, que fortalecem a espiritualidade e ampliam a conexão pessoal com a fé.

Além do volume 6, Rostirola anunciou a chegada de novos títulos que expandem o universo da obra, como o Café com Deus Pai Teens e a coleção Café com Deus Pai Kids, formada por quatro livros com conteúdos preparados especialmente para as crianças.

“Se eu tivesse esse material na minha infância, minha história teria sido diferente. Por isso, preparei um conteúdo lindíssimo para abençoar as crianças e adolescentes. Precisamos investir nelas, porque o amor de Deus Pai precisa ser experimentado desde cedo.”

Traduzido para sete idiomas, incluindo português, italiano, francês, espanhol, inglês e alemão, o livro alcança leitores em mercados como Europa, Estados Unidos e América Latina. Com uma narrativa emocionante e repleta de significados, a obra transcende barreiras culturais e linguísticas, levando ao mundo uma mensagem de fé, superação e transformação pessoal.

O fenômeno editorial se expandiu também para o digital. O podcast Café com Deus Pai, apresentado por Rostirola, tornou-se o maior do Brasil, ultrapassando 170 milhões de reproduções no Spotify e figurando no Top 10 mundial em todas as categorias. Trechos do livro circulam diariamente nas redes sociais, compartilhados por leitores e influenciadores, consolidando o projeto como uma verdadeira corrente de inspiração.

A trajetória de Junior Rostirola também é parte fundamental desse impacto. Nascido em Itajaí (SC), enfrentou uma infância marcada por abusos, violência doméstica e bullying escolar. Aos 13 anos, abandonou os estudos e mergulhou em depressão. Anos depois, encontrou na fé cristã a força para ressignificar suas dores e transformá-las em projetos sociais e em uma mensagem que hoje alcança milhões de pessoas.

“Quando escrevi o primeiro Café com Deus Pai, jamais imaginei que tantas pessoas iriam se identificar com a minha história. Chegar a 10 milhões de exemplares vendidos mostra que a fé não conhece fronteiras e que Deus ainda fala ao coração de cada um de nós”, afirma o autor.

Com o volume 6, Café com Deus Pai consolida-se como o devocional mais lido do Brasil e um dos maiores sucessos editoriais de língua portuguesa, reafirmando sua missão de espalhar amor e esperança em cada página.

Ficha técnica:
Título: Café com Deus Pai 2026
Subtítulo: Porções Diárias de Amor
Autor: Júnior Rostirola
Editora: Kit de Livros
Onde encontrar: Amazon (clique aqui)

Nigéria é o pais mais violento contra cristãos

Culto em uma igreja cristã após o incêndio causado por grupos extremistas islâmicos na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Culto em uma igreja cristã após o incêndio causado por grupos extremistas islâmicos na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

A violência jihadista continua a crescer na Nigéria, e os cristãos estão particularmente em risco por causa dos ataques de extremistas islâmicos, como radicais entre o povo fulani, Boko Haram e ISWAP (Estado Islâmico da Província da África Ocidental). Houve um aumento desses ataques durante o governo do ex-presidente Muhammadu Buhari, colocando a Nigéria no epicentro da violência contra a igreja. A falha do governo em proteger os cristãos e punir os agressores tem fortalecido a influência dos militantes na região.

O país ocupa a 7ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, ranking que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.

Enquanto os cristãos costumavam ser vulneráveis apenas nos estados do Norte, predominantemente mulçumano, essa violência continua a se espalhar no Cinturão Médio e até o Sul do país. Muitos cristãos são mortos, principalmente os homens, enquanto as mulheres são sequestradas e alvos de violência sexual. Mais cristãos são mortos por sua fé na Nigéria do que em qualquer outro lugar no mundo. Os militantes também destroem casas, igrejas e meios de subsistência, como as roças das famílias cristãs.

Ao todo, mais de 16,2 milhões de cristãos na África Subsaariana foram expulsos de suas casas por causa de violência e de conflitos nos últimos anos, sendo a maioria da Nigéria. Milhões vivem agora em acampamentos de deslocados internos. Por outro lado, cristãos que vivem nos estados do Norte da Nigéria vivem sob a sharia (conjunto de leis islâmicas) e podem enfrentar discriminação e opressão como cidadãos de segunda classe. Os cristãos de origem muçulmana geralmente experimentam rejeição da família e pressão para renunciar à fé em Jesus. Eles frequentemente têm de fugir de casa sob ameaça de morte.

Em meados de 2025, extremistas entre o povo fulani atacaram várias comunidades no estado de Benue, Nigéria. Em uma semana aterrorizante, mais de 200 pessoas foram mortas e milhares foram forçadas a abandonar suas casas e vilarejos. A maioria das comunidades atacadas é composta por cristãos.

Essa brutalidade reflete um padrão contínuo na Nigéria: grupos extremistas atacam desproporcionalmente comunidades cristãs, deixando mortos, deslocados e traumatizados. O impacto pode ser devastador para a igreja na Nigéria. A fé resiliente dos cristãos nigerianos é posta à prova repetidamente. Os ataques direcionados deixam os cristãos feridos, agarrando-se à sua fé.

Resistindo em Cristo à violência

Recentemente, parceiros locais da Portas Abertas, organização que atende cristãos em mais de 70 países, passaram um tempo com algumas das pessoas deslocadas. Nas conversas impactantes, os cristãos compartilharam em primeira mão como foram os ataques. “Eles mataram muitos do nosso povo, incluindo muitos da família do meu marido. Por causa do caos, estávamos apenas correndo sem rumo”, relata Imma*, uma das sobreviventes em Benue, Nigéria.

Quanto à motivação dos ataques, os deslocados relatam: “Acho que eles querem nos converter à força ao islã, mas como não estamos fazendo isso, continuam nos atacando até que talvez percamos a fé”. Os parceiros locais da Portas Abertas conseguiram fornecer ajuda emergencial para cerca de 300 famílias após os ataques.

Para conhecer mais do trabalho da Portas Abertas e como ajudar os cristãos perseguidos na Nigéria clique aqui.

A perseguição a cristãos na África Subsaariana

Os cristãos que vivem em países da África Subsaariana, como Nigéria e Burkina Faso, estão sendo caçados por extremistas islâmicos. Vilas inteiras são destruídas, os homens são mortos, as mulheres e meninas são abusadas sexualmente e os meninos, quando não são assassinados, são obrigados a se juntarem ao exército de jihadistas.

Mais de 4.400 seguidores de Jesus foram mortos na região no período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2025, entre 1 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2024.

Violência contra cristãos

De acordo com dados da Lista Mundial da Perseguição 2025, 4.476 cristãos foram mortos por amarem e seguirem a Cristo. A Nigéria foi responsável por 69% das execuções, chegando ao total de 3.100 cristãos mortos. Outros países do continente africano também contribuíram para o número total de cristãos assassinados. Entre os dez países onde mais cristãos foram mortos, oito são africanos: República Democrática do Congo, Burkina Faso, Camarões, Níger, República Centro-Africana, Uganda e Moçambique, além da Nigéria.

A Nigéria também lidera o número de sequestros de cristãos: 2.830, o que equivale a 75% dos 3.775 casos na LMP 2025. Os sequestros são uma forma de amedrontar a comunidade cristã, conseguir dinheiro com os resgates e silenciar líderes cristãos. Além da Nigéria, outros países do continente africano: República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Mali.

Forçados a Fugir

Por causa da violência e da pressão, o número de cristãos forçados a fugir de casa ou que precisaram se esconder dentro do próprio país por questões religiosas foi de 183.709. Nigéria lidera essa categoria com uma estimativa de 100 mil casos, o que representa mais de 50% do total. Mianmar, Burkina Faso, República Democrática do Congo e Índia juntos totalizam quase 70 mil casos, representando outros 38%. Além desses, outros países da África tiveram uma estimativa de ao menos mil casos cada: Camarões, República Centro-Africana, Chade, Etiópia, Mali, Moçambique, Níger, Sudão do Sul e Sudão.

Campanha Desperta África

A perseguição aos cristãos na África Subsaariana deixou rastros, como insegurança alimentar, traumas, pobreza e desespero. Em resposta às necessidades dos cristãos perseguidos na região, a Portas Abertas lançou a Campanha Global Desperta África (para saber mais, acesse o link)

Fonte: Portas Abertas

“Uma Nova História”, filme sobre fé, cura e superação divulga trailer oficial

Cena do filme "Uma Nova História" (Foto: Reprodução)
Cena do filme "Uma Nova História" (Foto: Reprodução)

O cinema cristão brasileiro se prepara para receber, no dia 6 de novembro de 2025, uma produção que promete emocionar e inspirar. O longa Uma Nova História, produção brasileira, acaba de lançar seu trailer oficial, trazendo à tona narrativas que dialogam com dores profundas da vida real: o vazio existencial, os traumas reprimidos e o luto. Mais do que entretenimento, o filme é um convite à reflexão sobre como feridas podem se transformar em pontos de partida para um futuro de fé e superação.

Nos últimos três meses, termos como “dores emocionais” e “saúde mental” estiveram entre os mais pesquisados no Google no Brasil. Esse movimento revela uma sociedade cada vez mais atenta ao autoconhecimento e aberta à busca por ajuda terapêutica para enfrentar traumas e feridas da alma. É nesse cenário que Uma Nova História se apresenta: um filme que dá voz a essas dores, transforma histórias em reflexão e aponta para o caminho da cura e da esperança de uma vida renovada.

Histórias que refletem a vida

A trama se desenvolve a partir de três personagens femininas que representam dilemas universais:

Janete, uma influencer que, apesar da fama e do reconhecimento online, enfrenta um vazio interior que nenhuma curtida consegue preencher.

Roberta, jovem que sofre convulsões enigmáticas, revelando memórias e traumas que insistem em permanecer escondidos.

Flávia, uma mulher em luto, que luta para reencontrar sentido após a perda de alguém amado.

Cada uma dessas histórias ecoa experiências comuns na sociedade atual. O filme mostra que, mesmo diante de dores aparentemente insuportáveis, existe um caminho de cura e esperança. Você se conecta com alguma dessas histórias? A terapeutae pastora Angela Sirino, reconhecida por seu trabalho na área de saúde emocional e espiritual, estreia como diretora e protagonista do filme.

Um filme que toca além da tela

A força de Uma Nova História não está apenas em sua narrativa cinematográfica, mas no impacto que ela pode gerar na vida de quem assiste. Ao trazer temas sensíveis como saúde emocional, pressões sociais e enfrentamento do luto, a obra cria um espaço de identificação e diálogo dentro das famílias e também nas comunidades de fé.

É um lembrete poderoso de que nenhuma dor é definitiva e que cicatrizes podem carregar novos significados — não como marcas de derrota, mas como símbolos de sobrevivência e transformação.

Um marco no cinema cristão

O lançamento de Uma Nova História marca um momento importante para o cinema cristão brasileiro, que tem ampliado seu alcance ao abordar temas contemporâneos com profundidade espiritual. O longa reforça que contar histórias de dor e recomeço é também uma forma de ministério, oferecendo esperança para quem precisa reescrever sua própria jornada.

Assista o trailer:

Tradução da Bíblia cresce e faz milhões de pessoas receberem as Escrituras em seu próprio idioma

Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)
Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)

O movimento global para tornar a Bíblia disponível em todos os idiomas está ganhando força notável, com novos números mostrando progresso histórico nos esforços de tradução.

Divulgadas no Dia Internacional da Tradução das Nações Unidas, 30 de setembro, as últimas estatísticas da Wycliffe Bible Translators destacam como uma das maiores barreiras à missão cristã — a ausência das Escrituras nas línguas nativas das pessoas — está sendo rapidamente superada.

Somente no ano passado, 118 novas traduções da Bíblia e do Novo Testamento foram lançadas — uma média de uma a cada três dias.

Destes, 23 eram Bíblias completas e 95 eram Novos Testamentos, marcando o maior total anual até hoje.

Os avanços estão aproximando o dia em que cada comunidade poderá acessar a palavra de Deus em seu próprio idioma.

Apenas 12 meses antes, 985 idiomas foram identificados como adequados para tradução, embora nenhuma parte da Bíblia tivesse sido iniciada neles.

Esse número caiu drasticamente em 44%, para 550.

Em 2021, o número era de 1.892.

“Durante séculos, bilhões de pessoas viveram sem um único versículo da Bíblia em sua língua”, afirmou o diretor executivo da Wycliffe Bible Translators, James Poole. “A ausência da Palavra de Deus na língua nativa das pessoas é uma das maiores barreiras para que as boas novas cheguem a todos. Mas essa história está mudando.”

Nos últimos anos, temos visto um aumento extraordinário na tradução da Bíblia. O progresso está acontecendo em um ritmo e escala nunca antes vistos, e comunidades inteiras estão começando a receber as Escrituras muito mais cedo do que poderíamos imaginar.

“Este é um momento extraordinário na missão mundial. Deus está trabalhando, e temos o privilégio de fazer parte disso.”

O progresso deste ano significa que, pela primeira vez, 197 milhões de pessoas agora têm a Bíblia completa disponível em sua língua materna — um número equivalente à população do Brasil. Outros 54 milhões de pessoas receberam acesso ao Novo Testamento.

Programas de tradução também foram iniciados em 461 novos idiomas, com uma média de um novo idioma sendo iniciado a cada 19 horas.

Wycliffe observa que trechos das Escrituras foram publicados pela primeira vez em 174 idiomas, o que significa que comunidades inteiras agora estão encontrando a palavra de Deus em sua própria língua.

Para muitas comunidades, a chegada das Escrituras foi transformadora.

No Togo e no Benim, o falecido Kaleb Edoh, que liderou o projeto de tradução de Ifè, explicou a importância do Antigo Testamento para seu povo: “Há muitas histórias no Antigo Testamento que nos ajudam a entender o Novo Testamento. Os sacrifícios descritos no Antigo Testamento são muito semelhantes aos sacrifícios animistas realizados na vida tradicional de Ifè.

“Ler o que Levítico tem a dizer sobre sacrifícios ajudará nosso povo a entender o que eles eram antes de vir a Cristo e como eles mudaram desde então.

“Por isso é muito importante que o nosso povo tenha toda a Bíblia traduzida para Ifè.”

Em Papua Nova Guiné, o povo Nobonob marcou o lançamento de sua Bíblia completa em junho, décadas depois de receber o Novo Testamento em 1990.

Ulys, um tradutor, descreveu a dedicação: “Em 1990, o Novo Testamento Nobonob foi dedicado, mas os líderes Nobonob queriam a Bíblia inteira. Mas tudo isso não foi justo para que se pudesse dizer: ‘A Bíblia está traduzida para a língua Nobonob’.”

Não, isso foi feito para que o povo Nobonob, e outros que podem lê-lo, entendam seu significado e o sigam. A palavra de Deus não é para ser lida casualmente. Não, é para nos dar orientação.

Os esforços de tradução também tiveram efeitos colaterais inesperados. Em alguns casos, a tradução da Bíblia preservou línguas que corriam o risco de desaparecer.

O povo Label da Papua Nova Guiné enfrentou a extinção de sua língua, mas um grupo determinado de crentes insistiu em traduzir as Escrituras para ela.

Duas décadas depois, não apenas a língua está prosperando na forma escrita, mas a comunidade também tem o Novo Testamento em formato Label.

Em Uganda, a tradução tem sido a base da educação e da alfabetização. Por meio do programa “Vamos Ler Juntos”, as pessoas aprenderam a ler usando as Escrituras em sua língua materna. Como resultado, as comunidades relataram melhorias no comportamento, na higiene e no desempenho escolar, além de um maior engajamento com a fé.

Poole enfatizou o impacto duradouro desses acontecimentos: “À medida que as pessoas passam a compreender claramente a profundidade do amor de Deus e a grandeza da obra de Cristo por elas, vidas e comunidades serão transformadas. Que privilégio é ver isso acontecer em nossa geração.”

Apesar do rápido progresso, a Wycliffe relata que cerca de 1 em cada 5 pessoas no mundo — cerca de 1,5 bilhão de indivíduos — ainda não tem a Bíblia em seu idioma. A organização pede apoio contínuo até que todos os idiomas sejam cobertos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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