Início Site Página 63

Justiça nega recurso de Edir Macedo para retirar imagens de documentário da Netflix sobre possessão

Edir Macedo (Foto: Reprodução)
Edir Macedo (Foto: Reprodução)

O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record, sofreu mais um revés na Justiça ao tentar retirar sua imagem do documentário O Diabo no Tribunal, disponível na Netflix. A ação, movida contra a plataforma de streaming no ano passado, foi arquivada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 27 de maio, após pedidos do religioso nas 1ª e 2ª instâncias terem sido negados. De acordo com o TJ-SP, não cabem mais recursos.

A Netflix não comentou o caso. Já a Igreja Universal, por meio de nota, afirmou que Edir Macedo não desistiu do processo e que a ação principal continua tramitando normalmente na 36ª Vara Cível de São Paulo.

O documentário, lançado em 2023, aborda um caso judicial ocorrido nos Estados Unidos em que a defesa alegou “possessão demoníaca” como justificativa para um assassinato — tese que foi rejeitada pela Justiça americana. A produção usa brevemente imagens de cultos da Igreja Universal para ilustrar sessões de “libertação”, o que motivou a reação de Edir Macedo e de seu genro, o bispo Renato Cardoso, também apresentador do programa The Love School, da Record. Ambos foram autores da ação contra a Netflix.

Na ação, os religiosos alegam que a produção é “claramente sensacionalista” e que suas imagens foram exibidas em “sessões de libertação” sem autorização prévia. “As imagens pessoais foram incluídas no filme sem a devida autorização no âmbito de um entretenimento claramente sensacionalista e de temática perturbadora, qual seja, uma possessão demoníaca e um posterior assassinato brutal”, afirmaram os bispos no processo.

A Netflix, por sua vez, alegou em sua defesa que o documentário tem caráter informativo e biográfico, e que as imagens foram usadas de maneira contextualizada para ilustrar práticas religiosas ligadas a rituais de exorcismo. A empresa afirmou ainda que não há qualquer associação direta entre a Igreja Universal e o crime abordado no filme, e que os rostos de Macedo e Cardoso aparecem de forma não identificável.

A relatora do caso, desembargadora Décio Viviani Nicolau, rejeitou os argumentos dos autores e teve seu voto acompanhado de forma unânime pelos demais desembargadores. Ela afirmou que as imagens utilizadas no documentário são de eventos públicos e não ferem a honra dos envolvidos.

“Os autores são pessoas públicas de conhecimento notório, e as imagens em questão foram capturadas em cerimônia religiosa por eles ministrada e aberta ao público. Tais gravações são utilizadas no documentário de forma a contextualizar o exorcismo de uma pessoa possuída, estando relacionadas, portanto, ao tema central da obra”, escreveu a magistrada.

Após a publicação da decisão, a Igreja Universal divulgou uma nota contestando a interpretação de que Edir Macedo teria perdido a ação. Segundo a instituição, o que houve foi o arquivamento de um recurso específico, sem julgamento de mérito.

Leia a íntegra da nota:

“A verdade é que não houve qualquer perda de ação, conforme foi divulgado erroneamente em seu texto.
O que realmente aconteceu: apenas que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo arquivou o recurso de agravo: o qual decidiu sobre o pedido liminar realizado pelos autores do processo, pelo entendimento de ser prematuro o deferimento da liminar, sem analisar o mérito do processo.

O processo principal não foi arquivado, muito pelo contrário, ele está apenas no começo e sua tramitação segue completamente normal, em primeira instância na 36ª Vara Cível. A defesa pede a remoção das imagens, que foram inseridas no documentário, sem as devidas autorizações do Bispo Edir Macedo e do Bispo Renato Cardoso, sendo comercializado na plataforma de streaming Netflix”.

Folha Gospel com informações de Folha de S.Paulo

Cristãos enfrentam novos níveis de repressão no Irã

Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)

Após o recente cessar-fogo entre Israel e Irã, uma realidade preocupante, mas que raramente ganha destaque na mídia internacional se desenrola dentro das fronteiras persas. Após os 12 dias de ataques aéreos de Israel (13 a 24 de junho), as autoridades voltaram-se da confrontação externa para uma repressão interna.

Foram mais de 700 prisões em doze dias, dez execuções-relâmpago por “espionagem” e bloqueios nas ruas que começaram em cidades curdas e se espalharam por todo o país. Esses casos seguem um padrão conhecido: os detidos são privados de direitos legais básicos, sem julgamento justo, sem acesso a advogados independentes e, muitas vezes, condenados com base apenas em confissões obtidas sob tortura.

Especialistas jurídicos alertam que o projeto acelera os julgamentos sumários já em andamento nos Tribunais Revolucionários por meio de nove artigos aprovados às pressas por parlamentares em 29 de junho. Defensores dos direitos humanos alertam que, em tempos de crise nacional, as autoridades iranianas costumam usar execuções e prisões em massa como instrumentos para controlar a população e esmagar qualquer sinal de oposição.

Prisões arbitrárias

Dentro das prisões iranianas, o desespero cresce. Após um ataque com mísseis que atingiu a prisão de Evin durante a ofensiva israelense, relatos internos descrevem condições horríveis. Prisioneiros políticos foram transferidos repentinamente para prisões maiores e mais severas, como a notória Penitenciária da Grande Teerã.

Famílias relatam condições terríveis: celas infestadas de pragas, água contaminada, ventilação precária e corte total de comunicação externa. Em 26 de junho, até mesmo as breves ligações monitoradas normalmente permitidas foram suspensas. Entre os presos estão pessoas cujos “crimes” incluem ativismo pacífico e líderes cristãos considerados como “ameaças à segurança nacional”. Um homem, por exemplo, foi condenado a quase seis anos de prisão por simplesmente comentar com um único sinal de pontuação em uma publicação de um líder do governo.

Para cristãos iranianos e outras minorias, esse ambiente já hostil torna-se ainda mais perigoso. Em tempos assim, oração e intercessão são vitais. “A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram” (João 1.5). Oramos para que a igreja iraniana permaneça como uma raio silencioso de esperança em meio ao medo, e que Deus redima até mesmo esses dias difíceis para os propósitos do seu Reino.

“Conhecemos o Senhor mais intimamente em tempos de dor e provação. No fim, o amor é a voz mais alta e o testemunho mais poderoso. Orem para que, neste tempo, quando tantos iranianos estão cansados da religião, da política e de promessas vazias, o Senhor se revele como a verdadeira fonte de amor, esperança e salvação”, afirma um cristão iraniano.

No mesmo período, em outro país entre os 10 primeiros colocados na Lista Mundial da Perseguição 2025, um grupo de cristãos foi preso e levado para interrogatório por suspeita de serem cristãos. Eles estão sob grande risco de tortura e pedem orações. Parceiros locais da Portas Abertas estão apoiando as famílias enquanto eles estão detidos.

*A Portas Abertas não é contra nenhuma nacionalidade, governo ou religião. Somos pró-Jesus Cristo, a favor da paz e defendemos a Igreja Perseguida em todos os lugares.

Fonte: Portas Abertas

Morre pastor Gedelti Gueiros, fundador e presidente da Igreja Cristã Maranata

Morre pastor Gedelti Gueiros. (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Morre pastor Gedelti Gueiros. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A Igreja Cristã Maranata comunicou o falecimento de seu presidente, Gedelti Victalino Teixeira Gueiros, ocorrido na madrugada deste sábado (05). Ele tinha 93 anos e estava internado em um hospital particular em Vila Velha, no Espírito Santo. A notícia foi confirmada por familiares e pela própria denominação.

“A Igreja Cristã Maranata comunica o falecimento de seu fundador e presidente, Pastor Gedelti Victalino Teixeira Gueiros, ocorrido na madrugada de hoje. Informações adicionais quanto ao horário e local do Culto de sepultamento serão fornecidos posteriormente”, informou a nota divulgada pela Igreja Cristã Maranata nas redes sociais.

Gedelti Gueiros havia sido internado na última quinta-feira, (03) de julho, após sofrer um infarto em uma cidade capixaba.

Legado de fé

Josias Júnior, gerente de comunicação da Igreja Cristã Maranata, enfatizou o profundo impacto de Gedelti Gueiros na denominação e na vida de seus membros.

“Temos, na pessoa do Pr. Gedelti, a maior referência no amor pela Obra de Deus, na pregação do Evangelho e no zelo pela doutrina bíblica. Ele deixa um legado imensurável como homem, líder, profissional e servo do Deus Altíssimo. Aos 93 anos de idade, apenas uma condição extrema o impediria de estar presente, atuante e à frente de uma Igreja pautada no voluntariado e na disciplina bíblica, herdadas de suas aulas dadas no Maanaim e nas Escolas Bíblicas Dominicais. As cerca de uma década de convivência com ele resultaram, em mim, o aprendizado de uma vida inteira. Exemplo”, afirmou Josias Júnior.

O líder da denominação foi uma das figuras mais influentes no segmento evangélico do Brasil. Em 1968, fundou a Igreja Maranata no estado capixaba, e ao longo das décadas, dedicou-se à expansão da igreja, que hoje possui atuação em diversos estados e países, consolidando-se como uma das principais denominações pentecostais do Brasil.

Apesar de enfrentar problemas de saúde nos últimos anos, Gedelti manteve sua participação ativa na liderança espiritual da instituição até seus últimos dias.

Autoridades enfatizam a importância do líder

Em nota divulgada pelo X (antigo Twitter), o governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, lamentou profundamente a morte do líder da Maranata, que, sem dúvida, era uma referência para os capixabas.

O vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, expressou seu pesar e anunciou luto oficial de três dias no estado em memória do pastor Gedelti Gueiros. “Recebemos com muita tristeza a notícia de seu falecimento. Amigo, sábio, líder, defensor da família e missionário da fé em nosso estado, no Brasil e no mundo. Momento de tristeza, dor e profunda reflexão. Desejamos muito conforto e carinho a todos da Igreja Maranata, à família e amigos”, publicou Ferraço no Instagram.

O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, também decretou luto oficial de três dias na capital capixaba. “Com pesar, nos despedimos do pastor Gedelti Gueiros. “Nos solidarizamos com os familiares, amigos e fiéis da Igreja Cristã Maranata. Nossos votos de conforto e paz neste momento de dor”, expressou Pazolini.

Euclério Sampaio, prefeito de Cariacica, cidade da Grande Vitória, também decretou luto oficial de três dias no município. “Um homem de fé, sabedoria e incansável dedicação à obra de Deus. Seu legado como líder da Igreja Maranata marcou gerações e continuará a inspirar muitos. Neste momento de dor, expresso meus mais sinceros sentimentos à família, amigos e a toda comunidade da Igreja Maranata. Que o consolo e a paz do Senhor estejam com todos”, escreveu Euclério no Instagram.

O prefeito de Vila Velha, Arnaldo Borgo, também se pronunciou sobre o falecimento, destacando a importância do líder religioso para a cidade e para o mundo. “Recebi com profundo pesar a notícia do falecimento do pastor Gedelti Gueiros, fundador e presidente da Igreja Cristã Maranata. Em 1968, ele iniciou em Vila Velha um movimento religioso que ultrapassou fronteiras e, hoje, reúne mais de 1 milhão de fiéis no Brasil e exterior. Minha solidariedade à família e a toda comunidade da Igreja Cristã Maranata. Gedelti deixa um legado espiritual profundo e marcante”, afirmou Borgo.

Fonte: Comunhão

Minissérie “Paulo, o Apóstolo” estreia dia 7 de julho na Record

O ator Murilo Cezar, que interpreta Saulo/Paulo, na minissérie "Paulo, o Apóstolo". (Divulgação/Seriella Productions)
O ator Murilo Cezar, que interpreta Saulo/Paulo, na minissérie "Paulo, o Apóstolo". (Divulgação/Seriella Productions)

Com estreia anunciada para segunda-feira (7), às 21h, na Record, “Paulo, O Apóstolo” é uma superprodução que retrata, de maneira inédita na televisão, a trajetória do homem que se tornou um dos pilares do Cristianismo.

Dividida em 50 episódios, a obra retrata com profundidade e sensibilidade a trajetória do jovem fariseu Saulo de Tarso (Murilo Cézar), um feroz perseguidor dos seguidores de Cristo.

Antes de iniciar sua busca pelos cristãos, Saulo encontra Caifás (Floriano Peixoto), sumo sacerdote do Templo, de quem consegue autorização para liderar a perseguição contra os discípulos de Jesus.

Mas a vida do jovem fariseu obstinado pela Lei dá uma reviravolta radical após um encontro surpreendente com Jesus enquanto se dirigia para Damasco para prender os cristãos.

A partir desse encontro transformador, a vida de Saulo sofre uma virada definitiva: o perseguidor implacável se torna um dos mais fervorosos defensores da fé cristã.

Passando a se chamar Paulo, ele precisará enfrentar a desconfiança dos apóstolos, a perseguição dos líderes religiosos judeus e a dureza do império romano – mas permanecerá firme em sua missão, anunciando com coragem a mensagem que antes buscava silenciar.

O retrato da amizade leal entre Lucas (Caio Menck) – médico e historiador – e o afeto paternal de Paulo por Timóteo (João Fernandes), seu amado “filho espiritual”, traz à narrativa uma camada comovente de intimidade e humanidade, ampliando o impacto da trama.

Grandes figuras históricas entram em cena, moldando o caminho de Paulo e os rumos do Cristianismo: Herodes Agripa (Cirillo Luna), o astuto príncipe de Israel; Nero (Enzo Ciolini), imperador de impulsos incendiários, marcado pela influência sutil e sombria de sua mãe, Agripina (Rosanne Mulholland); e Popeia (Emily Matte), imperatriz de ambição desmedida e estratégias implacáveis.

Com elenco superior a 400 atores, “Paulo, O Apóstolo” – escrita por Cristiane Cardoso e com direção-geral de Leo Miranda – desponta como uma superprodução épica.

A série foi gravada em cenários deslumbrantes, incluindo Petrópolis (RJ), Milho Verde (MG) e os belos contornos de Torres e Cambará do Sul, na Serra Gaúcha.

Fonte: Guia-me com informações de R7

China condena líderes e membros da Igreja Linfen Covenant Home à prisão

Martelo da Justiça tendo ao fundo a bandeira da China (Foto: canva)
Martelo da Justiça tendo ao fundo a bandeira da China (Foto: canva)

Três líderes da Igreja Linfen Covenant Home, na província de Shanxi, na China, foram condenados à prisão por acusações de fraude em um processo a portas fechadas.

O pastor Li Jie e o ancião Han Xiaodong receberam três anos e oito meses cada, enquanto o ancião Wang Qiang foi condenado a um ano e 11 meses.

As condenações foram anunciadas em 20 de junho, após anos de vigilância, prisões e atrasos judiciais, começando com a detenção de Li e Han durante um retiro da igreja em agosto de 2022 e a prisão de Wang em novembro de 2022, informou a organização de vigilância Christian Solidarity Worldwide (CSW) , sediada no Reino Unido, na terça-feira.

Os homens foram inicialmente acusados ​​em junho de 2023 de formar uma “panelinha criminosa” e arrecadar “renda ilegal”, mas seu julgamento só começou em 8 de maio deste ano.

O julgamento foi realizado sob forte esquema de segurança, com relatos de intimidação policial, restrições de acesso ao tribunal e remoção forçada de parentes. No dia do julgamento, as autoridades impediram a esposa, a mãe e os dois filhos de Li Jie de entrarem no Tribunal Distrital de Linfen Yaodu, detendo-os do lado de fora e removendo-os à força.

A CSW afirmou que os advogados de defesa foram informados de que as sentenças para Li e Han não excederiam três anos se eles concordassem com as exigências de segurança do tribunal, incluindo a entrega de seus celulares e laptops. No final das contas, as sentenças excederam essas garantias.

A sentença de Wang, embora mais curta, foi proferida após sua libertação da “Vigilância Residencial em Local Designado” em 30 de setembro de 2024. Ele foi posteriormente libertado sob fiança em março deste ano. A CSW declarou que sua pena de prisão havia sido considerada cumprida e que ele não retornaria à custódia.

A igreja divulgou uma declaração condenando o veredito, sustentando que a Linfen Covenant Home Church é uma igreja doméstica não registrada que opera dentro de seus direitos constitucionais e que suas ofertas são baseadas em ensinamentos bíblicos, não em fraude.

“Embora o julgamento do caso tenha sido anunciado, não aceitamos esta sentença injusta”, diz a declaração, traduzida pela China Aid. “Nossos irmãos não cometeram fraude, e as ofertas de nossa igreja não são fraude. Nossa igreja continua sendo uma igreja doméstica, aderindo a Cristo como o único chefe da igreja e ao princípio da separação entre igreja e estado. Reconhecemos que Li Jie, Han Xiaodong e Wang Qiang estão sofrendo por causa da justiça e estão dispostos a tomar a cruz com o Senhor. Recebemos o resultado do julgamento do Senhor com um coração de gratidão e obediência.”

Em dezembro de 2024, advogados e ativistas de direitos humanos assinaram uma declaração desafiando a criminalização dos dízimos coletados por igrejas domésticas.

No mesmo dia, membros de outra igreja em Linfen, a Golden Lampstand Church, também receberam sentenças de prisão por acusações semelhantes de fraude. Dez líderes foram julgados em abril e condenados a penas de prisão que variam de nove anos a nove anos e dois meses, após uma série de prisões iniciadas em agosto de 2021.

Em uma declaração, o presidente da CSW, Mervyn Thomas, disse que as sentenças recentes destacam “a facilidade com que o complexo sistema e os processos judiciais da China podem ser manipulados”.

Ele disse que os julgamentos a portas fechadas e o acesso restrito ao apoio jurídico levantam “sérias questões sobre a integridade do processo judicial da China”.

A CSW condenou as sentenças e pediu às autoridades que as anulem e garantam que os julgamentos futuros sejam justos e transparentes.

A Portas Abertas, organização internacional que monitora a perseguição religiosa em mais de 60 países, declarou que esses tipos de casos fazem parte da estratégia da China para reprimir a atividade cristã, especialmente entre igrejas domésticas não registradas. O grupo citou o endurecimento do controle estatal e a ampla vigilância digital direcionada a comunidades religiosas não filiadas a instituições reconhecidas pelo Estado.

A China reconhece cinco religiões: Budismo, Taoísmo, Islamismo, Protestantismo e Catolicismo. Embora a Constituição chinesa afirme que os cidadãos têm liberdade de crença religiosa, ela “limita as proteções para a prática religiosa a ‘atividades religiosas normais’ e não define o que é ‘normal'”.

A repressão também está afetando cidadãos estrangeiros .

Novas restrições emitidas pelo Partido Comunista Chinês entraram em vigor em 1º de maio, proibindo missionários estrangeiros de pregar e operar instituições religiosas.

As regras revisadas proíbem cidadãos não chineses de produzir materiais religiosos, solicitar doações, recrutar seguidores locais ou organizar educação religiosa sem a aprovação do governo, de acordo com a Mission News Network.

Segundo essas regulamentações, clérigos estrangeiros só podem pregar se convidados por organizações religiosas sancionadas pelo Estado, e todos os sermões devem ser autorizados com antecedência pelas autoridades chinesas.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Novo documentário da Netflix mostra como fé e política se misturam no Brasil

Pastores e políticos religiosos orando por Bolsonaro e Lula (Foto: Montagem/Fuxico Gospel)
Pastores e políticos religiosos orando por Bolsonaro e Lula (Foto: Montagem/Fuxico Gospel)

O novo documentário Apocalipse nos Trópicos, da cineasta Petra Costa, estreia hoje, quinta-feira (3/7), nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro. A partir do dia 14 de julho, o filme também poderá ser assistido no catálogo da Netflix. A obra dá continuidade ao trabalho iniciado em Democracia em Vertigem, longa indicado ao Oscar, e desta vez aborda a crescente presença da religião evangélica na política brasileira — um fenômeno que tem influenciado diretamente os rumos do poder no país.

Segundo dados do IBGE, 26,9% da população brasileira se identifica como evangélica. O número é ainda mais expressivo entre as faixas etárias mais jovens: 31,6% das crianças entre 10 e 14 anos se declaram evangélicas. Com esse pano de fundo, Petra Costa e a produtora Alessandra Orofino decidiram explorar, através do documentário, como a fé tem sido usada estrategicamente por lideranças políticas. Para isso, entrevistaram figuras como Silas Malafaia, Jair Bolsonaro e Lula, em um retrato da “instrumentalização religiosa na vida pública”.

Uma das sequências iniciais do longa mostra um registro inédito captado durante as gravações de Democracia em Vertigem, no qual o ex-deputado Cabo Daciolo realiza uma pregação no plenário do Congresso e entrega uma bíblia à diretora. A partir desse e de outros materiais que não foram incluídos no filme anterior, surgiu o desejo de aprofundar a investigação sobre a bancada evangélica e sua atuação no cenário político nacional.

“O que mais saltava aos olhos era a presença evangélica nas comunidades, oferecendo apoio espiritual, médico e psicológico”, afirma Petra, refletindo sobre o impacto das igrejas durante a pandemia de Covid-19.

Foi esse cenário que inspirou o título Apocalipse nos Trópicos, referindo-se ao discurso religioso de fim dos tempos que ganhou força entre líderes e fiéis. Ao analisar o conteúdo filmado, Petra notou também a disseminação de ideias negacionistas durante a crise sanitária. “Alguns pastores diziam que Jesus curava a Covid”, relata a diretora.

Fé e política

O pastor Silas Malafaia, que conta com mais de 4 milhões de seguidores nas redes sociais, ocupa um papel de destaque na narrativa do documentário. A diretora acompanhou de perto sua atuação e proximidade com o então presidente Jair Bolsonaro, que recebia visitas frequentes do líder religioso.

A produção, no entanto, não se restringiu a personagens da direita evangélica. Durante o processo de pesquisa, foram ouvidas diferentes vozes dentro do universo evangélico, com diversas posições ideológicas. “Saíram quase todos com uma revolta em relação à manipulação da fé para fins políticos”, afirma Petra.

Para Alessandra Orofino, o objetivo do documentário é provocar uma reflexão — inclusive entre o próprio público evangélico. “Essa pessoa que tem fé, que eventualmente é evangélica, a gente espera que ela assista o filme. Que esse filme seja o início de uma reflexão, e não o fim de uma reflexão, que ele desperte uma conversa pública sobre esse assunto”, explica.

As gravações também enfrentaram obstáculos. Em 8 de janeiro de 2023, durante os ataques às sedes dos Três Poderes, um manifestante engoliu um cartão de memória usado pela equipe de filmagem. Em outro episódio, durante o ato de 7 de setembro de 2021 convocado por Bolsonaro na Avenida Paulista, integrantes da equipe foram agredidos por apoiadores.

“Chegou num nível de intolerância muito grande”, diz Petra.

Apesar disso, a diretora destacou que algumas das lideranças religiosas e políticas retratadas no longa foram receptivas com a produção — algo que, para ela, contrasta com o discurso muitas vezes inflamado transmitido aos fiéis.

Futuro

Quando questionada sobre os possíveis desdobramentos políticos e sociais do cenário retratado, Alessandra Orofino responde com cautela: “Não somos profetas”, comenta com leveza. Ainda assim, ela deixa claro que o crescimento do número de evangélicos não é, por si só, motivo de alarme. O problema, segundo a produtora, é quando a fé vira ferramenta de dominação.

“Isso representa não só uma ameaça à própria fé, que pode ser facilmente manipulada e corrompida pelo poder político, mas representa uma ameaça à democracia”, conclui.

Fonte: Metrópoles e Fuxico Gospel

Corpos de 8 líderes cristãos evangélicos são encontrados em vala comum na Colômbia

Local da vala comum onde os oito líderes sociais e religiosos foram encontrados em Guaviare, Colômbia. (Foto: Procuradoria-Geral da República da Colômbia)
Local da vala comum onde os oito líderes sociais e religiosos foram encontrados em Guaviare, Colômbia. (Foto: Procuradoria-Geral da República da Colômbia)

Em um evento que abalou a Colômbia, autoridades do país localizaram nesta terça-feira, 1º de julho, uma vala comum em uma área rural do município de Calamar, departamento de Guaviare, onde estavam os corpos de oito líderes religiosos cristãos.

As vítimas, nativas de Arauca, realizavam trabalho humanitário e espiritual naquela região quando desapareceram.

De acordo com os primeiros relatos do Ministério Público, esses líderes foram convocados em abril por dissidentes das FARC, especificamente pela Frente Armando Ríos, sob ordens do vulgo Iván Mordisco. Presume-se que o crime tenha tido como objetivo bloquear o suposto surgimento de uma célula do ELN, embora as autoridades não tenham encontrado indícios de vínculos entre as vítimas e esse grupo guerrilheiro.

A descoberta foi possível graças à captura, em maio, de um guerrilheiro cujo celular continha fotografias dos líderes detidos e, posteriormente, do crime, o que permitiu localizar a sepultura e proceder à sua exumação.

Os desaparecidos são James Caicedo, Óscar García, Máryuri Hernández, Maribel Silva, Isaid Gómez, Carlos Valero, Nixon Peñaloza e Jesús Valero. Os mencionados são membros dos conselhos evangélicos Alianza de Colombia e Cuadrangular.

Declaração oficial do CEDECOL

Diante deste crime, a Confederação Evangélica da Colômbia (CEDECOL) emitiu um comunicado expressando seu forte repúdio e solidariedade às famílias afetadas e às comunidades cristãs que lamentam esta perda.

“Pedimos orações pela paz e consolo a essas famílias; elevamos uma voz firme de clamor e exigência às autoridades para que esses crimes não fiquem impunes, que as investigações avancem rapidamente e que sejam dadas garantias reais para a proteção da vida e da integridade daqueles que exercem a liderança espiritual nas regiões mais vulneráveis ​​do país”, diz o comunicado.

O CEDECOL também reafirmou seu compromisso com a defesa da vida, da verdade, da justiça e da paz na Colômbia e pediu orações pela restauração do tecido social e pelo consolo dos afetados por esta tragédia. O pronunciamento concluiu relembrando a passagem bíblica de Mateus 5:10 : “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.”

Reações oficiais e contexto sociopolítico

O presidente colombiano, Gustavo Petro, condenou publicamente o assassinato e o descreveu como uma grave violação dos direitos humanos. Ele pediu o fortalecimento da presença do Estado e da segurança nos territórios historicamente afetados pelo conflito armado.

Por sua vez, a filha de uma das vítimas disse ao jornal SEMANA que o apelo que fazem ao governo Petro é “para que esteja presente e evite esse tipo de situação, porque dois grupos armados estão disputando o território e quem está no meio é o campesinato, e não há resposta do Estado. Não há proteção do Estado. Em outras palavras, estamos realmente sozinhos em uma guerra entre dois grupos armados”, explicou.

Organizações internacionais como o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) também se manifestaram, alertando que tais crimes “silenciam vozes essenciais” nas comunidades e aprofundam a crise humanitária nas áreas rurais.

O prefeito de Calamar, município onde o túmulo foi encontrado, disse que a população se sente “sozinha” e pediu ao governo nacional que intervenha em vez de se distrair com atividades festivas. Ele exigiu atenção imediata à grave crise de segurança que sua comunidade enfrenta, segundo o El País .

A situação da ordem pública na região continua muito complexa sem que ninguém faça nada porque os dissidentes ameaçam até os prefeitos dos municípios que compõem este departamento.

Números e panorama do conflito

Segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz), este caso se tornou o maior massacre já registrado na Colômbia em 2025. Até o momento, mais de 30 homicídios múltiplos foram registrados em áreas rurais, especialmente em regiões onde há disputas territoriais entre dissidentes das FARC e do ELN.

Guaviare tem sido palco de confrontos recorrentes entre as estruturas do grupo conhecido como Iván Mordisco e do grupo conhecido como Calarcá. Só em janeiro passado, foi relatada a chegada de 20 corpos ao necrotério local após intensos combates.

Este crime expõe a alarmante vulnerabilidade de líderes sociais e religiosos em regiões controladas por atores armados ilegais. A descoberta, a rápida ação das autoridades e a rejeição unânime da sociedade civil e da comunidade religiosa constituem um apelo urgente para garantir o direito à vida, à fé e ao trabalho comunitário em áreas afetadas pela violência.

A declaração do CEDECOL ressalta que, além da condenação, são necessários celeridade nas investigações, proteção aos líderes espirituais e verdadeiro compromisso institucional para salvaguardar aqueles que, a partir da fé e da solidariedade, trabalham pela paz na Colômbia.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

ONU denuncia discriminação sistemática contra minorias religiosas no Irã

Sede da ONU, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)
Sede da ONU, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

A perseguição às minorias religiosas no Irã continua “persistente na lei e na prática”, de acordo com o mais recente relatório do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, apresentado, na segunda quinzena de junho, na 59ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça. O documento apela à República Islâmica que ponha fim, “sem demora”, a todas as formas de discriminação contra esses grupos e garanta seus direitos fundamentais.

Entre os casos destacados estão as prisões arbitrárias de cristãos convertidos, como Jahangir Alikhani, Hamed Malamiri e Gholam Eshaghi. Segundo o relatório, os três foram submetidos a “interrogatórios prolongados e pressão coercitiva para renunciar à fé cristã” antes de serem libertados sob fiança. Seus julgamentos seguem em andamento.

O documento também menciona a detenção de mais de 40 cristãos durante o período do Natal, contrariando um anúncio oficial de que prisioneiros cristãos teriam cinco dias de licença para celebrações religiosas. Pelo menos 18 desses detentos — classificados como prisioneiros de consciência — foram excluídos do benefício, sem explicações das autoridades iranianas.

O relatório foi apresentado pela Alta Comissária Adjunta para os Direitos Humanos, Nada Al-Nashif, que aproveitou o discurso para expressar preocupação com a escalada do conflito entre o Irã e Israel. Ela relatou que “milhares de moradores fugiram de áreas da capital, Teerã, devido a alertas generalizados”, e alertou para o risco de vítimas civis em possíveis ataques a zonas densamente povoadas.

“É imperativo que ambas as partes respeitem plenamente o direito internacional humanitário, garantindo a proteção de civis e infraestrutura essencial”, afirmou Al-Nashif. A comissária também instou líderes internacionais a promoverem o diálogo como medida prioritária para conter a tensão regional.

Em resposta ao relatório, o representante iraniano Ali Bahreini criticou o que chamou de “violação dos direitos do povo iraniano” por parte da comunidade internacional, citando ameaças à segurança, soberania e desenvolvimento do país. No entanto, ele não comentou diretamente as denúncias apresentadas no documento.

O relatório do Secretário-Geral também inclui casos de tortura, detenções arbitrárias e restrições às liberdades de expressão, reunião pacífica e associação, reforçando preocupações constantes sobre o ambiente repressivo imposto pelo regime iraniano às minorias religiosas e à dissidência civil.

Fonte: Comunhão com informações Article 18

Jovens que estudam a Bíblia são mais felizes, revela pesquisa

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

Um novo relatório da American Bible Society revela uma forte relação entre o engajamento com a Bíblia e o bem-estar pessoal, especialmente entre membros da Geração Z e dos millennials.

Segundo a pesquisa, jovens adultos que mantêm o hábito de leitura regular das Escrituras apresentam melhores índices de saúde emocional, física e relacional do que aqueles que não mantêm esse contato com o texto sagrado.

O estudo utilizou o Human Flourishing Index, desenvolvido pela Universidade de Harvard, para mensurar áreas como saúde, felicidade e sentido de vida. Jovens leitores da Bíblia alcançaram média de 8,1 no índice, enquanto a média geral da Geração Z foi de apenas 6,8, a mais baixa entre todas as gerações avaliadas. Já os boomers atingiram 7,5, com quase metade declarando sentir-se plenamente realizados.

Outro dado relevante foi o avanço das relações sociais entre os membros da Geração Z. O índice, que era de 6,6 em 2024, passou para 7,0 neste ano, ultrapassando as médias dos millennials e da Geração X. A leitura bíblica diária, assim como a frequência mensal à igreja, se mostraram fatores associados a maiores níveis de bem-estar geral.

O relatório destacou ainda uma reversão na tendência de queda na leitura bíblica nos Estados Unidos, com crescimento pela primeira vez em quatro anos. Estima-se que cerca de 11 milhões de americanos passaram a ler a Bíblia em 2025, com destaque para o aumento entre homens, millennials e membros da Geração X. Cerca de 71 milhões de pessoas ainda estão no que a pesquisa chama de “meio móvel”: interessados nas Escrituras, mas ainda sem engajamento ativo.

Geograficamente, o aumento da leitura bíblica foi mais expressivo nas regiões Nordeste e Oeste dos EUA, com 18% de crescimento. O Sul permaneceu estável. Curiosamente, na área da Baía de São Francisco, conhecida por sua baixa religiosidade, os índices de leitura entre jovens superaram a média nacional, reforçando a ideia de que, mesmo em contextos culturais mais seculares, há sede por sentido e espiritualidade.

Fonte: Comunhão

Igrejas registram aumento de frequência e de engajamento desde a pandemia, nos EUA

Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)
Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)

Um novo estudo sugeriu que as igrejas nos EUA têm experimentado crescimento e engajamento desde os bloqueios da Covid de quatro ou cinco anos atrás.

A pesquisa foi conduzida pelo projeto Explorando o Impacto da Pandemia nas Congregações, liderado pelo Instituto Hartford de Pesquisa Religiosa, e entrevistou mais de 24.000 frequentadores de igrejas em mais de 80 denominações.

Mais de um terço dos entrevistados (38%) disseram que se filiaram à sua igreja atual nos últimos cinco anos, embora seja importante ressaltar que isso inclui pessoas que mudaram de igreja, bem como novos fiéis e pessoas em busca de fé.

Oitenta por cento dos entrevistados também relataram frequentar a igreja com mais regularidade do que antes da pandemia. Isso se aplica principalmente aos frequentadores mais jovens.

Os bloqueios causados ​​pela Covid, embora muitas vezes proibissem ou restringissem reuniões na igreja, levaram muitas congregações a explorar ou desenvolver cultos e eventos online, uma tendência que aparentemente continuou após o bloqueio.

Pouco mais de um quarto dos frequentadores de igrejas afirmou participar regularmente de cultos online, enquanto os três quartos restantes preferem cultos presenciais. Dois terços dos que participam de eventos online da igreja disseram que faziam outras coisas em casa enquanto participavam.

A maioria dos entrevistados afirmou ter crescido na fé e na espiritualidade desde a pandemia. Outras mudanças incluem um aumento nas doações para caridade e no voluntariado.

O relatório também incluiu comentários pessoais de muitos dos entrevistados, com um deles dizendo: “Tornar-me cristão não fez nada além de melhorar muito minha vida”.

Outro testemunhou sobre sua igreja: “Este lugar significa tudo para mim. Fui ateu convicto por mais de uma década, mas Cristo e a Igreja continuaram a mudar todo o meu ser. Sou grato por isso não ser algo que continua acontecendo apenas comigo, mas também com minha esposa. Eu não conseguiria imaginar minha vida sem o cristianismo. Amo minha paróquia, amo meu padre e meu diácono, digo isso a eles pelo menos uma vez por semana. Cristo ressuscitou!”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-