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Nicarágua: repressão ao cristianismo se aprofunda em meio à tomada de poder político

Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)

Um novo informe político divulgado pela Portas Abertas expôs uma campanha sistemática de repressão contra comunidades cristãs na Nicarágua.

A publicação do documento sobre a “Repressão direcionada a cristãos e organizações afiliadas à Igreja na Nicarágua” ocorre em um momento em que o governo Ortega-Murillo consolida o poder por meio de amplas reformas legais e políticas.

Ele detalha como o presidente Daniel Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, usaram emendas constitucionais, forças policiais e leis restritivas para reprimir a dissidência — particularmente contra líderes e organizações religiosas.

“A Nicarágua está no meio de uma crise de direitos humanos cada vez mais profunda”, afirma o documento, “com limites crescentes à liberdade de religião ou crença, à liberdade de expressão e ao direito de discordância”.

O documento descreve como os ataques às comunidades cristãs se intensificaram após os protestos antigovernamentais de 2018, durante os quais líderes católicos e protestantes apoiaram os manifestantes e forneceram ajuda humanitária.

Em retaliação, o governo respondeu com uma campanha de difamação na mídia contra a Igreja Católica, rotulando os líderes da igreja como inimigos políticos. Também prendeu pastores protestantes que se manifestavam abertamente e começou a fechar igrejas.

Desde então, locais de culto têm sido fortemente vigiados por forças paramilitares e informantes locais afiliados à Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).

Eventos religiosos públicos, como procissões de Natal e Semana Santa, foram proibidos, enquanto estações de rádio cristãs podem ser fechadas se forem consideradas críticas ao regime.

As notas breves: “Tanto nas comunidades católicas quanto nas protestantes, os cristãos enfrentaram limites na duração, local e frequência dos cultos, invasões de homens mascarados na igreja e roubo ou vandalismo de itens religiosos.

“Os líderes da Igreja devem falar com cautela, pois qualquer comentário considerado crítico ao governo pode levar à prisão, ao fechamento da igreja ou ambos.

“Muitos cristãos, com medo de serem atacados nas igrejas, agora se reúnem em igrejas improvisadas ou leem suas Bíblias sozinhos, em particular.”

A Portas Abertas também documenta o uso de leis recentemente promulgadas para impor restrições, como a Lei 1040 que restringe o financiamento estrangeiro e a Lei 1055 que classifica os críticos como “traidores”.

Uma importante emenda constitucional aprovada em janeiro de 2025 eliminou a independência do judiciário e dos órgãos eleitorais da Nicarágua e nomeou Ortega e Murillo como copresidentes conjuntos, consolidando o controle executivo sobre todos os poderes do governo.

O regime também criou uma força de “Polícia Voluntária” sancionada pelo Estado, composta por ex-presidiários e membros leais ao partido no poder, para intimidar e reprimir a oposição das comunidades religiosas.

Novas alterações ao Código de Processo Penal (Lei 1060) agora permitem que as autoridades detenham indivíduos por até 90 dias sem apresentar acusações.

Vários líderes católicos e protestantes foram detidos, muitas vezes sem acesso a aconselhamento jurídico.

Alguns foram mantidos sem contato com o mundo exterior, com relatos de tratamento desumano, incluindo abuso sexual de mulheres detidas.

A Lei 1115, aprovada em 2022, concede ao Ministério do Interior o poder de revogar o status legal de ONGs acusadas de ameaçar a ordem pública.

Como resultado, entidades cristãs estabelecidas há muito tempo, como a Caritas Nicarágua, a Igreja Episcopal (fundada em 1612) e a Igreja Morávia (fundada em 1847) foram forçadas a encerrar suas operações.

ONGs religiosas tiveram seus bens apreendidos, isenções fiscais revogadas e funcionários ameaçados.

A Portas Abertas está pedindo ao governo da Nicarágua que tome medidas urgentes para lidar com as constantes violações da liberdade religiosa no país.

A organização pede que as autoridades libertem imediatamente todos os líderes religiosos presos e restabeleçam a situação legal e financeira das organizações religiosas.

Ele também pede a devolução de propriedades confiscadas de igrejas e grupos religiosos, bem como o fim da vigilância generalizada de locais de culto.

Além disso, a Portas Abertas exige a revogação de leis que restringem a liberdade de religião e reunião pacífica, e apela ao governo para que cumpra suas obrigações sob os padrões internacionais de direitos humanos.

O relatório também pede à comunidade internacional que pressione o regime de Ortega por meio de canais diplomáticos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Queda de arrecadação diminui tempo de evangélicos na TV aberta

Pastores midiáticos: Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Silas Malafaia e R. R. Soares (Foto: montagem/Folha Gospel
Pastores midiáticos: Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Silas Malafaia e R. R. Soares (Foto: montagem/Folha Gospel

A presença das igrejas evangélicas na TV aberta encolheu significativamente em 2025, acompanhando o ritmo mais lento de crescimento revelado pelo Censo de 2022. Durante décadas, sobretudo entre os pentecostais, a compra de horários em grandes emissoras era uma estratégia central — mas isso está mudando.

Antes da pandemia, em 2019, as principais redes abertas da Grande São Paulo — Globo, Record, SBT, Band, RedeTV!, TV Cultura e TV Gazeta — dedicavam juntas cerca de 48 horas semanais a programas evangélicos. Atualmente, esse número caiu para 32 horas e 15 minutos. A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) continua sendo a maior investidora, respondendo sozinha por mais de 21 horas desse total.

A Universal mantém presença de destaque na Record — que pertence ao grupo liderado por Edir Macedo — com cerca de 4 horas e 15 minutos diários, especialmente na madrugada. O investimento, de acordo com balanços da emissora, gira em torno de R$ 900 milhões anuais. A denominação ainda compra outras quatro horas na RedeTV! e 13 horas na TV Gazeta, além de reservar 23 horas semanais em canais de menor audiência como a Rede 21 (ligada à Band) e a CNT.

Apesar da força da Universal, outras igrejas têm encolhido sua participação. A Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, reduziu seu tempo de exposição. Em 2018, ocupava cerca de 11 horas diárias; agora, são 7 horas e meia. O contrato com a Band — renovado até 2026 — também sofreu corte de valor: caiu de R$ 8 milhões para cerca de R$ 4,5 milhões mensais, após sua saída para dar espaço ao programa de Fausto Silva em 2022.

Silas Malafaia também revisou sua estratégia na televisão. Deixou de investir na Band e hoje mantém apenas 30 minutos semanais aos sábados na RedeTV!, pagando por isso em torno de R$ 600 mil. Já Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, praticamente desapareceu das grandes redes devido a dificuldades financeiras. Mesmo em canais menores, como a Ideal TV, sua presença é instável e já foi interrompida por falta de pagamento.

Uma surpresa recente nesse cenário é a Igreja Cristã Maranata. Originária do Espírito Santo e em crescimento desde os anos 2010, a denominação pentecostal conquistou três horas de programação combinadas entre Band e RedeTV!. Além disso, ousou anunciar até mesmo na GloboNews, tradicionalmente distante desse tipo de publicidade religiosa.

Menos dízimo, menos tempo no ar

No meio evangélico, o diagnóstico é claro: a pandemia de Covid-19 afetou fortemente a arrecadação via dízimos, obrigando líderes religiosos a repensar investimentos em mídia. Com menos recursos, as igrejas passaram a negociar contratos com mais cautela e foco em custo-benefício. Emissoras com baixa cobertura nacional, como a Rede NGT, perderam espaço para pequenos ministérios locais, deixando de ser viáveis para as grandes denominações.

Diante do novo cenário, muitos líderes têm migrado seus esforços para o ambiente digital. Valdemiro Santiago, por exemplo, mantém um canal no YouTube com 1,2 milhão de inscritos — um número que, segundo sua igreja, antes só seria alcançado com investimentos milionários na TV.

Enquanto as igrejas se adaptam às novas realidades econômicas e tecnológicas, o recuo na TV aberta mostra que o mercado de fé também está sendo reconfigurado pela lógica da sustentabilidade financeira e pela expansão das plataformas digitais. A mensagem permanece — mas os meios estão mudando.

Folha Gospel com informações de Folha de S. Paulo

Pelo menos dois ataques contra cristãos são registrados por dia na Índia

Mulher cristã orando na Índia (Foto: Canva Pro)
Mulher cristã orando na Índia (Foto: Canva Pro)

Pelo menos dois ataques contra cristãos estão sendo relatados todos os dias na Índia este ano, de acordo com novos números divulgados por um grupo de defesa dos cristãos.

Um total de 313 incidentes foram registrados somente entre janeiro e maio, com base em ligações para uma linha de ajuda gratuita administrada pelo órgão interdenominacional United Christian Forum, sediado em Nova Déli, de acordo com a Union of Catholic Asian News .

O padrão de violência se intensificou constantemente na última década, mostram dados da UCF. A organização registrou 834 incidentes de ataques a cristãos em 2024, ante 734 em 2023 e 601 em 2022.

AC Michael, coordenador nacional da UCF e ex-membro da Comissão de Minorias de Déli, disse ao UCA News que os incidentes incluem “ódio viral, violência brutal de multidões e ostracismo social desenfreado”, apontando Uttar Pradesh e Chhattisgarh como os estados mais severamente afetados.

Em 2024, Uttar Pradesh registrou 209 incidentes, o maior número do país, seguido por 165 em Chhattisgarh. Até o final de maio, Chhattisgarh já havia registrado 64 casos de violência contra cristãos, com Uttar Pradesh logo atrás, com 58.

O ativista cristão Minakshi Singh, de Uttar Pradesh, foi citado dizendo que um grande número desses ataques são motivados por acusações de conversões forçadas.

Singh rejeitou as alegações, chamando-as de infundadas.

“Em 2022, a Suprema Corte da Índia solicitou relatórios sobre conversões forçadas dos governos federal e estadual, mas até hoje, nenhum governo foi capaz de fornecer provas documentais”, disse Singh.

Doze dos 28 estados da Índia possuem leis que restringem conversões religiosas. A maioria é governada pelo partido nacionalista hindu BJP, que grupos cristãos acusam de permitir ataques nacionalistas hindus sob o pretexto de medidas anticonversão.

Líderes cristãos argumentam que essas leis são frequentemente usadas indevidamente por grupos nacionalistas hindus para assediar e intimidar comunidades cristãs.

“Se essa tendência não for interrompida imediatamente, ela ameaçará a identidade e a existência da comunidade cristã indiana em sua terra natal”, disse Michael. Ele alegou que os sistemas jurídico e judicial não estão protegendo as minorias cristãs e disse que muitas vítimas evitam denunciar agressões por medo de represálias.

A UCF mantém um registro de reclamações recebidas por meio de sua linha de ajuda e rede de contato, registrando um aumento constante de incidentes ano após ano desde 2014 — ano em que o BJP chegou ao poder — com 127 casos naquele ano.

Em dezembro, Michael pediu ao governo indiano que nomeasse um secretário para liderar a investigação sobre um aumento acentuado nos incidentes de perseguição.

Os cristãos constituem 2,3% da população da Índia, com base no censo de 2011. A UCF diz que a minoria cristã tem enfrentado crescente hostilidade nos últimos anos, particularmente devido às leis e narrativas promovidas por grupos nacionalistas hindus.

Em Chhattisgarh, cristãos foram presos em março, depois que dezenas de hindus radicais atacaram uma igreja em Raipur e cortaram o fornecimento de energia elétrica. Rajesh Sharma, um dos cristãos presos, disse ao Morning Star News que seu pedido de fiança antecipada foi rejeitado nos tribunais estaduais de primeira e segunda instâncias.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Homem invade casa e tenta matar pastor em Mianmar

ristãos são perseguidos violentamente em Mianmar (Foto representativa: Portas Abertas)
ristãos são perseguidos violentamente em Mianmar (Foto representativa: Portas Abertas)

Myint vivia em paz em sua vila de maioria budista em Mianmar, enquanto mantinha sua fé em particular. Ele era querido e respeitados vizinhos, mas malvisto por líderes budistas, que o acusavam de ter uma fé estrangeira. Mas ele tinha apoio do chefe da comunidade, eleito democraticamente.

No entanto, a tensão aumentou quando ele começou a compartilhar o evangelho com os moradores. Myint relembra a história de U Tun, um morador que decidiu seguir a Cristo. A conversão de U Tun gerou grande oposição. “Quando U Tun se tornou cristão, sua família o ridicularizou e seu filho foi atacado fisicamente”, explica Myint. “Felizmente, U Tun continuou vivendo sua fé, e os moradores notaram mudanças positivas em sua vida. Então, começaram a ficar curiosos sobre Jesus, perguntando-se quem poderia transformar uma pessoa dessa forma.”

Com o tempo, o pastor Myint se mudou para a periferia da vila, onde comprou um terreno para construir uma casa e iniciar um grupo de comunhão. Essa decisão inflamou ainda mais a situação. “Eu me tornei alguém indesejável para os líderes religiosos e seus seguidores”, ele conta. Apesar da crescente hostilidade, Myint e sua família permaneceram seguros devido à sua boa conduta na comunidade.

A virada pós-golpe

Então, o golpe militar de 1º de fevereiro de 2021 mudou tudo. Novos líderes assumiram o controle da vila, colocando os seguidores de Jesus perigo. “Após o golpe, os cristãos em nossa vila se tornaram muito vulneráveis”, relembra Myint. Os líderes religiosos tinham conexão com o novo governo, aproveitaram a oportunidade para incitar o ódio contra o pastor e sua família. Eles acusaram Myint de ser um forasteiro, de adorar uma religião estrangeira e de compartilhar sua fé.

Com lágrimas nos olhos, o pastor recorda o dia terrível. “Um dos líderes instigou o homem mais rico da vila contra mim. Ele reuniu alguns jovens, ofereceu-lhes bebidas alcoólicas e os instruiu a me matar e a meus filhos. Felizmente, alguns moradores da vila me avisaram, e eu peguei meus filhos e fugi. Mas minha esposa e minha filha estavam lá quando os homens invadiram a casa. Elas ficaram muito assustadas. Quando não voltei para casa, os agressores mataram duas mulheres birmanesas que haviam demonstrado interesse na fé cristã.”

Era muito arriscado para o líder cristão retornar. Sua esposa May e sua filha conseguiram escapar, e toda a família fugiu em busca de segurança. “Quando os agressores souberam que havíamos fugido da vila, saquearam nossa casa e levaram nossos bens. Então, incendiaram nossa casa”, ele relembra.

Um Novo Começo com Ajuda e Oração

Myint e sua família agora moram um novo local, onde se sentem mais seguros. No entanto, como muitos outros cristãos deslocados em Mianmar, eles enfrentam dificuldades financeiras, sem fonte de renda, sem casa e sem esperança. Foi nesse momento que a Portas Abertas interveio com ajuda, compaixão e cuidado.

As doações ajudaram a prover assistência emergencial e encorajamento ao pastor Myint. May expressou sua gratidão: “Depois de ficarmos deslocados, ninguém se preocupou em nos perguntar como estávamos. Somos muito gratos por vocês ouvirem nossa história e nos ajudarem.”

Graças a esse apoio, o pastor Myint continua a servir os cristãos em Mianmar, mas ele precisa de orações. “Eu continuo preocupado com o bem-estar espiritual dos cristãos que estão deslocados por causa do conflito e da opressão”, diz ele. Sua esposa, May, acrescenta: “Estamos no ministério há anos e vimos muitos vindo a Cristo. Mas perdemos a conexão com as pessoas por causa da guerra e da perseguição. Por favor, peçam que Deus esteja com elas e que permaneçam fiéis a Jesus.”

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Livros de colorir viram febre e ganham versão cristã com ‘Café com Deus Pai – Entre Cores’

Livro de colorir 'Café com Deus Pai - Entre Cores' (Foto: Reprodução)
Livro de colorir 'Café com Deus Pai - Entre Cores' (Foto: Reprodução)

Colorir virou mais que passatempo. Virou terapia, ferramenta de concentração e – por que não? – ponte com a espiritualidade. A nova tendência editorial dos livros de colorir voltou com força ao mercado brasileiro, dominando listas de vendas e ganhando espaço entre leitores de todas as idades. Segundo a plataforma PublishNews, seis dos dez livros mais vendidos no Brasil hoje são livros de colorir.

Seguindo esta tendência, o fenômeno editorial Junior Rostirola ganhou um novo tom com o lançamento de Café com Deus Pai – Entre Cores, obra que une fé, arte e acolhimento emocional. Criador da série Café com Deus Pai, que ultrapassa 6 milhões de exemplares vendidos, o autor convida agora o leitor a se conectar com Deus enquanto colore.

Junior é conhecido por transformar dores em missão. Vítima de abusos e violência na infância, abandonou a escola aos 13 anos e viu sua vida mudar radicalmente após se reconectar com a fé. Desde então, dedica-se a levar conforto e inspiração por meio de livros, projetos sociais e encontros. Agora, aposta na força da imagem e na memória visual para alcançar ainda mais pessoas.

“Tem gente que talvez não vai parar para ouvir uma pregação, talvez não vai abrir um livro, mas pega um lápis e começa a desenhar. E é ali que podemos tocar esse público também”, explica. “Cada pessoa acessa o mundo de uma forma – alguns ouvem, outros veem. O Entre Cores é uma forma de traduzir a mensagem de Deus por meio da arte

Diferente de outros livros de colorir que seguem tendências mais comerciais, Café com Deus Pai – Entre Cores carrega a essência da série Café com Deus Pai. As ilustrações trazem os personagens queridos dos livros Café com Deus Pai Kids, além da grande estrela, o carismático Expressinho, em cenários que convidam não apenas à criatividade, mas também à reflexão e ao cuidado com a alma. “É um livro para todas as idades desfrutarem de um tempo de relaxamento, diversão e de soltar a criatividade”, conta Junior.

A ideia, segundo ele, surgiu de um pedido recorrente dos próprios leitores — não apenas das crianças, mas também dos pais e adultos que acompanham o projeto. “Cada página é um convite para desacelerar e encontrar alegria nos pequenos detalhes. Colorir este livro não é apenas uma atividade criativa, mas também uma forma de autocuidado, reduzindo o estresse do dia a dia e trazendo equilíbrio para a rotina”, explica.

O público, reforça, é plural: crianças, adultos, idosos, famílias inteiras. “A prática de colorir, quando feita junto com quem amamos, se torna ainda mais especial. O Café com Deus Pai – Entre Cores vem com essa proposta de construir memórias, gerar conexão e fortalecer vínculos, enquanto nos aproximamos de Deus de forma leve e criativa.”

Assim como outras tendências internacionais, como os livros da linha americana Boobie Goods, que associam arte e bem-estar emocional, Café com Deus Pai – Entre Cores surge em um mercado cada vez mais atento a experiências sensoriais e emocionais. Dados do setor apontam que livros de colorir voltados ao público adulto e familiar continuam em alta, especialmente como ferramenta de relaxamento, foco e presença.

E vem mais por aí. “Estamos sempre atentos às tendências e ao que os nossos leitores pedem. Temos, sim, uma série de produtos para serem lançados, mas, por enquanto, é surpresa. O que posso garantir é que tudo que leva o nome Café com Deus Pai é feito com muito amor, cuidado e excelência”, adianta Junior.

Detalhes do produto
Editora
‏ : ‎ Editora Vélos
Data da publicação ‏ : ‎ 21 maio 2025
Edição ‏ : ‎ 1ª
Onde comprar‏ : ‎ Amazon (clique aqui)

“O Peregrino”: uma alegoria da vida cristã

Livro "O Peregrino" (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Livro "O Peregrino" (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Inspiração para aqueles que buscam trilhar a própria jornada de fé, O Peregrino, de John Bunyan, é um clássico de 1678 que atravessa os séculos sem envelhecer.

O livro ganhou a versão ideal para uma experiência imersiva e completa, apoiada por xilogravuras que retratam a peregrinação espiritual do jovem Cristão. Publicação do Grupo Editorial Edipro, a obra faz parte da Coleção Peregrino e é prefaciada pelo teólogo, filósofo, escritor e professor Jonas Madureira.

No texto de apresentação, Madureira destaca a mensagem atemporal da narrativa, que descreve a caminhada do protagonista rumo a um destino celestial, cujo percurso é repleto de desafios. Segundo o prefaciador, Bunyan fez da obra “uma declaração poderosa sobre onde se encontra a verdadeira salvação”.

Na história, cada personagem, lugar ou situação representa aspectos da fé, das provações ou das virtudes cristãs. Quando Cristão inicia a caminhada, está angustiado com o peso de seus pecados, simbolizado por uma mochila nas costas. Guiado por Evangelista, ele decide embarcar em uma peregrinação em direção à libertação.

Em busca por uma “cidade” onde a consciência e a liberdade reinem sem obstáculos, Bunyan enfatiza que a jornada espiritual é, em última análise, uma viagem interior – uma peregrinação para além do ordinário, na qual a verdadeira redenção e a paz podem ser encontradas.  
(Jonas Madureira, O Peregrino, p. 9) 

Entre os diversos obstáculos e tentações que o protagonista enfrenta ao longo da trajetória, estão o Pântano do Desânimo, o Castelo da Dúvida, a Feira da Vaidade. Cristão também confronta personagens simbólicos como Apoliom, representando o diabo, além de outros que o desviam ou testam sua devoção. Ao mesmo tempo, recebe a ajuda de aliados como Fiel e Esperançoso, que fortalecem sua determinação. 

A linguagem simples, as ricas metáforas e o profundo conteúdo moral e espiritual fizeram de O Peregrino um clássico, traduzido para centenas de idiomas e continuamente lido por cristãos ao redor do mundo. Mais do que uma narrativa sobre a salvação individual, o livro retrata a constante luta entre o bem e o mal, a importância da fé e a esperança na redenção divina. 

Sobre o autor: John Bunyan foi um escritor e pregador cristão batista nascido em Harrowden, Elstow, Inglaterra. Autor de The Pilgrim’s Progress (O Peregrino), uma alegoria cristã popular entre países de língua inglesa, traduzida para mais de 200 idiomas. 

Sobre o prefaciador: Jonas Moreira Madureira é um pastor batista reformado, teólogo, filósofo, escritor e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, do Seminário Martin Bucer e do programa de doutorado do Puritan Reformed Theological Seminary. 

Ficha técnica  

Título: O Peregrino 
Autor: John Bunyan 
Selo: Coleção Peregrino  
Editora: Grupo Editorial Edipro 
Onde encontrar: Amazon (clique aqui)

Fonte: LC – Agência de Comunicação

Síria: Cristãos protestam após atentado suicida em igreja; temor por futuro cresce

Cristãos protestam contra perseguição religiosa e ataque suicida à igreja em Damasco (Foto: Reprodução/Instagram/The Christians Of The East)
Cristãos protestam contra perseguição religiosa e ataque suicida à igreja em Damasco (Foto: Reprodução/Instagram/The Christians Of The East)

Centenas de cristãos foram às ruas de Damasco, na noite da última segunda-feira (23), em uma manifestação comovente contra a crescente perseguição religiosa na Síria. O protesto ocorreu um dia após um atentado suicida devastador na Igreja Ortodoxa Grega de Santo Elias, que vitimou ao menos 25 fiéis e deixou dezenas de feridos durante um culto noturno.

O ataque, classificado como “hediondo” e “horrível” pelo Patriarcado Ortodoxo Grego de Antioquia, foi atribuído a um homem-bomba ligado ao grupo Estado Islâmico (EI), embora nenhuma facção tenha reivindicado oficialmente a autoria. Segundo testemunhas, o agressor abriu fogo contra os presentes antes de detonar os explosivos presos ao corpo.

Durante a marcha em Damasco, cristãos carregavam cruzes e entoavam frases de fé, homenageando os mortos e clamando por justiça. “Mantenha sua cruz erguida! O sangue dos cristãos é precioso. Somos soldados de Cristo”, bradaram. Em uníssono, proclamaram: “Com espírito, com sangue, atendemos seu chamado, ó Cristo!”.

Em nota, o Patriarcado exigiu que o governo sírio assuma “total responsabilidade” e tome medidas definitivas para proteger os cristãos e impedir futuras “violações da santidade das igrejas”. O atentado aumentou o clima de medo entre a minoria cristã, que já vinha sofrendo represálias desde a deposição do presidente Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, e a ascensão de Ahmed al-Sharaa — um político ligado a grupos islâmicos radicais.

O atual governo sírio está sob o domínio de um grupo islâmico que surgiu como um desdobramento da Al-Qaeda. Eles foram uma das principais forças envolvidas na deposição do governo do líder secular Bashar al-Assad em dezembro passado.

Sob o governo Assad, os cristãos tinham relativa liberdade e presença em cargos de influência. Agora, especialistas alertam para um cenário de retaliação contra minorias associadas ao antigo regime, como alauítas e cristãos. “Vemos uma escalada preocupante da perseguição religiosa”, afirmou Martin Parsons, diretor do Lindisfarne Centre for the Study of Christian Persecution.

O CEO da Christian Solidarity Worldwide (CSW), Scot Bower, lamentou o atentado e pediu ao novo governo “resposta rápida e decisiva” à incitação sectária, garantindo proteção igualitária a todos os cidadãos sírios. Ele também apelou à comunidade internacional: “O governo sírio deve ser encorajado a lançar uma iniciativa de diálogo nacional para lidar com o sectarismo sem mais delongas”.

Após o ataque, o governo aumentou o policiamento em igrejas e bairros cristãos, mas há ceticismo quanto à sua real intenção. Um parceiro sírio da Portas Abertas afirmou que as autoridades estão apenas “fingindo proteger os direitos de todos na Síria”. Segundo ele, “a pressão da islamização está em todos os cantos do país”, deixando cristãos e líderes eclesiásticos em constante alerta.

“Este incidente fará com que os cristãos fiquem na ponta dos pés, esperando o próximo ataque”, declarou. Uma jovem cristã de Damasco confessou: “Perdi toda a esperança de que ainda houvesse alguma vida aqui para nós”.

A situação na Síria é especialmente grave: o país ocupa atualmente a 18ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Portas Abertas. Desde o início da guerra civil, em 2011, estima-se que cerca de 80% da população cristã tenha deixado o país. O grupo Portas Abertas continua atuando em apoio às igrejas locais, oferecendo apoio pastoral e aconselhamento sobre traumas.

Folha Gospel com informações de Comunhão e The Christian Today

Gravadora rompe contrato com a banda Newsboys após acusações contra Michael Tait

Banda Newsboys durante uma apresentação no Elevate Music Festival (Foto: Protestia)
Banda Newsboys durante uma apresentação no Elevate Music Festival (Foto: Protestia)

Os membros da banda cristã indicada ao Grammy Newsboys abordaram publicamente as acusações de agressão sexual contra o ex-vocalista Michael Tait durante uma apresentação no domingo no Elevate Music Festival, revelando que sua gravadora de longa data, Capitol Christian Music Group, os abandonou após o escândalo.

“Fomos retirados da nossa gravadora”, disse Adam Agee , o novo vocalista do Newsboys, durante uma declaração emocionada antes do show na Highlands Church, em Scottsdale, Arizona. “As rádios retiraram nossas músicas. Fomos cancelados por promotores e casas de shows no mundo todo.”

“Mas não esta noite”, disse Agee em meio a aplausos.

O festival, realizado de 7 a 9 de junho, contou com artistas como Colton Dixon, Ben Fuller, Danny Gokey, Mac Powell, Rhett Walker e outros. Mas antes do show do Newsboys no domingo à noite, Agee se juntou aos colegas de banda Jeff Frankenstein, Duncan Phillips e Jody Davis no palco para confrontar as crescentes consequências após os múltiplos relatos de má conduta sexual envolvendo Tait — incluindo novas alegações de que ele testemunhou o estupro de uma mulher por um membro da equipe durante uma parada da turnê em 2014.

“Nosso mundo foi abalado pelas notícias devastadoras sobre a confissão [de Tait] e o que [sua] vida dupla realmente era”, disse Agee ao público.

Tait, que deixou a banda abruptamente em janeiro, admitiu em uma declaração no Instagram em 10 de junho que “relatos recentes sobre meu comportamento imprudente e destrutivo, incluindo abuso de drogas e álcool e atividade sexual, são, infelizmente, em grande parte verdadeiros”. Ele também confessou ter “tocado homens de forma sensual indesejada” e ter abusado de cocaína e álcool por duas décadas.

A banda disse que Tait lhes contou em janeiro que estava lutando contra o abuso de substâncias e havia se internado em uma clínica de reabilitação em Utah, mas que a natureza e a extensão de sua má conduta eram desconhecidas na época. Em uma publicação nas redes sociais, Tait, que liderou o Newsboys por 15 anos, disse que sua decisão veio após “reflexão fervorosa” e uma sensação de clareza.

“Ficamos chocados”, disse Agee. “Porque em janeiro ele mencionou algumas coisas sobre abuso de substâncias e dificuldades pessoais. … Mas nunca nada da magnitude do que lemos e do que foi registrado, e nunca nada que pudesse nos fazer pensar que isso pudesse ser um perigo para outras pessoas.”

Contendo as lágrimas, Agee disse que a banda e suas famílias se sentiram surpreendidas pelas revelações.

“Ele era a nossa família. Ele era o nosso irmão”, disse Agee. “Temos 14 filhos juntos, e ele era um amigo das nossas famílias. Ele vinha às nossas casas. … Tem sido devastador para nós.”

“Nossas famílias sentem como se nossos nomes tivessem sido arrastados pela lama por causa de tudo isso, e isso realmente machucou nossos filhos”, disse ele.

A multidão do Elevate respondeu à mensagem de Agee com aplausos e apoio vocal.

Michael Tait (Foto: Reprodução)
Michael Tait (Foto: Reprodução)

Na semana passada, o The Roys Report publicou um novo depoimento de uma ex-funcionária do Pulse Ministries que alega ter sido estuprada em um quarto de hotel em Fargo, Dakota do Norte, durante a turnê de Natal “The Reason” dos Newsboys em 2014. Ela alega que Tait lhe deu uma dose de tequila depois de horas bebendo e que ela desmaiou. Mais tarde, ela acordou no banheiro de um hotel com um homem em cima dela e Tait presente no quarto.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pelo The Roys Report mostram o ex-técnico de iluminação Matthew Brewer acompanhando a mulher até seu quarto, seguido por Tait. A mulher, então com 23 anos, e várias testemunhas afirmam que Tait assistiu à suposta agressão e que o empresário de longa data da turnê Newsboys, Steve Campbell, ajudou a encobrir o ocorrido.

Brewer negou a agressão, alegando que o encontro foi consensual. Tait não comentou a nova alegação e Campbell negou qualquer acobertamento.

Após o incidente, a mulher registrou um boletim de ocorrência, mas nenhuma acusação foi apresentada, e a investigação acabou sendo arquivada. Posteriormente, a mulher foi submetida a um exame de estupro e foi diagnosticada com agressão sexual.

Em 5 de junho, o Newsboys divulgou uma declaração pública expressando pesar pelas acusações e apoio às vítimas.

“Nossos corações ficaram destroçados quando lemos as notícias alegando abuso de drogas e atos sexuais inapropriados por parte do nosso ex-vocalista, Michael Tait”, escreveu a banda. “Estamos devastados até mesmo pelas implicações de tal comportamento.”

Eles continuaram: “Antes de mais nada, nossos corações estão com as vítimas que corajosamente compartilharam suas histórias. Se você é uma vítima, pedimos que se apresente. Não toleramos absolutamente nenhuma forma de agressão sexual.”

Agee, que se juntou oficialmente ao Newsboys há três anos, disse aos fãs no Elevate Festival que eles continuaram em turnê e se apresentando desde janeiro, orando pelos próximos passos.

“Sentimos que ainda tínhamos um ministério e uma missão a cumprir”, disse ele. “Vimos pessoas incríveis e o Espírito fazer coisas que nos encorajaram muito.”

Entre os vários relatos de má conduta está uma denúncia feita por um ex-membro da equipe do Newsboys que alega que Tait o agrediu no ônibus de turnê da banda na primavera de 2014. O homem, que tinha cerca de 20 anos na época, disse que o incidente ocorreu após uma noite de bebedeira, quando o ônibus estava silencioso e os outros membros estavam dormindo.

Até o momento, o The Roys Report e o The Guardian entrevistaram mais de nove supostas vítimas. Algumas eram menores de idade quando relataram o abuso. Pelo menos duas delas acreditam ter sido secretamente drogadas por Tait.

Redes de rádio cristãs como a K-LOVE retiraram as músicas da banda de sua rotação. A Capitol Christian Music Group, gravadora de longa data da banda, também removeu Newsboys de sua lista de artistas.

“Colocamos o Newsboys e o DC Talk em nossas transmissões online separadas do Decades enquanto assistimos, oramos e tentamos entender melhor a situação”, disse um representante do K-LOVE ao The Christian Post em um comunicado.

A prática de dar descanso a um artista é relativamente comum em todos os gêneros musicais. Quando um artista passa por uma provação como essa, sua música costuma ser deixada de lado até que a situação se esclareça, em respeito ao artista, à situação e aos ouvintes. A música costuma ser colocada de volta na rotação assim que a situação for resolvida. Planejamos reavaliar quando for o momento apropriado.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Ex-Miss Trans Universo passa por destransição de gênero após aceitar a Jesus

Rafael Panarello, ex-Miss Trans, aceitou a Jesus e passa por destransição de gênero (Foto: Facebook/Miss T Brasil/Instagram/Rafael Panarello)
Rafael Panarello, ex-Miss Trans, aceitou a Jesus e passa por destransição de gênero (Foto: Facebook/Miss T Brasil/Instagram/Rafael Panarello)

Rafael Panarello acabou acreditando que havia nascido mulher em um corpo masculino. Na juventude, ele passou a se identificar como “Raika” e passou pela transição de gênero através de tratamento com hormônios e colocação de silicone.

“Na minha cabeça achava que era mulher, que Deus tinha errado. Mas o Senhor não erra, o homem que distorce, que desfaz a obra perfeita do Senhor”, disse Rafael, no Instagram.

Se apresentando como mulher, ele ganhou fama, participou do Miss Trans Brasil em 2013 e ganhou o título de trans mais belo do país.

No ano seguinte, Rafael viajou à Tailândia para participar do Miss Trans Universo e ficou em quarto lugar.

No concurso, o jovem ganhou de prêmio uma cirurgia de redesignação sexual no país asiático.

Recentemente, ele causou forte impacto nas redes sociais ao compartilhar publicamente sua transformação espiritual e pessoal, testemunhando como abraçou a fé em Jesus e abandonou sua identidade de mulher trans.

Em um vídeo viral comovente, Panarello declarou: “Sou um ex-travesti. Jesus me libertou das mentiras do inimigo. Hoje sou um homem. Jesus escreveu uma nova história na minha vida.”

Essas palavras circularam rapidamente nas plataformas digitais, reabrindo o debate sobre identidade de gênero, espiritualidade e liberdade pessoal.

Foi quando estava prestes a se submeter a uma cirurgia de redesignação sexual na Tailândia que Panarello afirma ter tido um encontro espiritual que mudou seu curso: “Ouvi uma voz que me disse: ‘Eu fiz de você um homem.’”

Desde então, ele iniciou uma jornada de destransição, na qual afirma ter encontrado paz com sua identidade biológica masculina e sentiu um chamado para viver de acordo com sua fé cristã.

Embora reconheça ter sofrido diversas críticas e acusações desde então, Panarello diz que permanece firme em sua decisão: “Vivi em conflito por muitos anos. Hoje estou em paz comigo mesmo.”

Milhares de internautas reagiram ao seu depoimento. Muitos o veem como um ato de coragem e fé; mas outros expressam preocupação com a “mensagem religiosa” em torno da questão da identidade de gênero.

Sobre este último ponto, Panarello responde que sua mensagem não pretende impor, mas sim compartilhar uma experiência pessoal baseada no respeito. “Hoje sou livre, e essa liberdade veio de Jesus”, afirma, defendendo seu compromisso de continuar falando sobre fé, reconstrução pessoal e a experiência do amor espiritual de Deus em suas plataformas.

“Era influenciado por forças malignas”

Durante a pandemia, Rafael voltou ao Brasil, aceitou a Jesus e iniciou uma mudança radical. 

“Eu era influenciado por forças malignas. O Senhor me alcançou com grande poder, manifestou a sua graça. Jesus me libertou”, testemunhou ele.

Agora, o ex-trans está passando pela destransição. Ele já retirou as próteses de silicone dos seios e pretende retirar as próteses dos glúteos com a ajuda de uma arrecadação online.

“Quero voltar para minha verdadeira identidade em Deus”, declarou ele. “Quando olho para meu corpo vejo as marcas do pecado, mas também vejo coragem em recomeçar minha vida com Deus! O amor de Jesus por mim não tem dimensão”.

Desde que anunciou sua conversão e a decisão pela destransição, Rafael tem recebido críticas e xingamentos em suas redes sociais.

Para ele, a zombaria que tem sofrido é uma resposta de andar na contramão do mundo. “Estou sendo massacrado na internet, é sinal que Deus está trabalhando”, comentou.

O cristão contou que sonha em se casar e ter filhos. Ele também deseja ser usado por Deus para ajudar outras pessoas que lutam com sua identidade.

Jimmy Swaggart continua hospitalizado, ‘sem mudanças’ em seu estado após ataque cardíaco grave

Jimmy Swaggart, um dos maiores televangelistas do mundo (Foto: Jimmy Swaggart/Facebook/Divulgação)
Jimmy Swaggart, um dos maiores televangelistas do mundo (Foto: Jimmy Swaggart/Facebook/Divulgação)

O televangelista Jimmy Swaggart continua hospitalizado sem nenhuma mudança em seu estado desde a semana passada, quando sua família o encontrou inconsciente após um grave ataque cardíaco e disse que sua morte provavelmente seria próxima sem um milagre.

Um porta-voz da família Swaggart disse ao The Christian Post na manhã de segunda-feira, em um breve comentário, que “não houve nenhuma mudança” desde que o pregador de 90 anos foi hospitalizado.

No domingo da semana passada, o filho de Jimmy Swaggart, Donnie Swaggart, anunciou à Igreja Family Worship Center em Baton Rouge, Louisiana, que seu pai havia sofrido uma parada cardíaca.

Segundo Donnie Swaggart, ele e o neto de Jimmy Swaggart encontraram o famoso evangelista inconsciente. Ele não recuperou a consciência e foi internado na UTI.

Uma declaração atualizada na página oficial de Jimmy Swaggart no Facebook na última segunda-feira disse que “não houve nenhuma mudança em sua condição” e pediu aos apoiadores que “continuassem a orar por ele e acreditassem em Deus por um milagre — mas, acima de tudo, confiamos na vontade perfeita do Senhor”.

Em um culto realizado na quarta-feira à noite, Donnie Swaggart observou que “tudo continua igual” com a condição de seu pai, descrevendo a situação como “em espera”.

“Não questionamos Deus, não culpamos Deus, não discutimos com Deus”, disse Donnie Swaggart aos presentes no culto de quarta-feira. “Sempre queremos que Deus faça as coisas imediatamente e de acordo com a nossa agenda. Mas os caminhos de Deus não são os nossos.”

Nascido em 1935 e primo do famoso músico Jerry Lee Lewis, Jimmy Swaggart foi um importante televangelista e artista de sucesso conhecido por seus grandes eventos de avivamento.

Ordenado ministro nas Assembleias de Deus, a maior denominação pentecostal dos Estados Unidos, Jimmy Swaggart ganhou destaque por meio de suas transmissões de rádio e televisão amplamente assistidas.

Em 1988, porém, foi revelado que Jimmy Swaggart mantinha um relacionamento com uma prostituta. Isso levou as Assembleias de Deus a destituir o pregador, além de ele fazer sua memorável e lacrimosa confissão: ” Eu pequei ” diante de sua congregação.

“Não tenho ninguém além de mim para culpar. Não coloco a culpa ou a culpa da acusação em ninguém. Pois ninguém é culpado além de Jimmy Swaggart. Eu assumo a responsabilidade. Eu assumo a culpa. Eu assumo a culpa”, disse ele.

Aos meus colegas ministros de televisão e evangelistas, vocês que já estão carregando um fardo quase insuportável, para continuar a contar a grande história do amor de Jesus, eu tornei o fardo de vocês mais pesado e os magoei. Por favor, me perdoem por pecar contra vocês.

Apesar de ter sido removido das Assembleias de Deus, Jimmy Swaggart continuou seu trabalho de televangelismo, lançando a SonLife Broadcasting Network, que começou a transmitir conteúdo em 2010.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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