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Atriz mirim Millena Brandão foi batizada antes de falecer aos 11 anos

Millena foi internada em estado grave na semana passada. (Foto: Reprodução/Instagram/Millena Brandão).
Millena foi internada em estado grave na semana passada. (Foto: Reprodução/Instagram/Millena Brandão).

A atriz mirim Millena Brandão, que atuou no SBT e na Netflix, faleceu aos 11 de idade na última sexta-feira (2).

Nos últimos dias, a menina enfrentou sintomas graves como fortes dores na cabeça e na perna, sonolência, falta de apetite e desmaio. Milena foi levada ao hospital com suspeita de dengue.

Porém, exames descartaram a doença. Ela foi internada no Hospital Geral do Grajaú, em São Paulo (SP), em estado grave, após sofrer uma parada cardíaca, na última terça-feira (29).

“O lábio ficou roxo. Depois a reanimaram e entubaram. A partir desse dia, ela não acordou mais”, relatou a mãe de Millena, Thays Brandão, em entrevista ao G1.

“Foi feita uma tomografia, e os médicos disseram que viram uma massa de 5 centímetros no cérebro dela. Só que não se sabe se essa massa era um tumor, um cisto, um edema, um coágulo, porque não conseguiram abrir a cabeça dela para ver. E agora, que veio o óbito, vão fazer uma biópsia para saber o que tinha no cérebro dela”, acrescentou.

Nos dias seguintes, o estado de saúde de Millena piorou, sofrendo 13 paradas cardíacas no total.

Na sexta-feira (2), a equipe médica atestou morte cerebral através de exames e os pais optaram por desligar os aparelhos.

“Eu falei que, se fosse para deixar o coraçãozinho dela parar de bater sozinho, a gente sofreria mais, e ela também. E pedimos para desligarem os aparelhos”, afirmou a mãe.

Os pais da menina questionam a condução dos atendimentos médicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) municipal e nos dois hospitais estaduais em que Millena passou.

Em notas, as Secretarias da Saúde municipal e estadual informaram que vão apurar se houve alguma irregularidade nos atendimentos.

Batismo nas águas

Millena fazia parte da Companhia Artística En’cena e participou de novelas como “A infância de Romeu e Julieta” e “A Caverna Encantada”, do SBT, e também da série da Netflix, “Sintonia”.

A pré-adolescente era cristã e havia se batizado nas águas na Igreja Apostólica da Conquista, em São Paulo (SP), em 2024.

“Eu escolhi nascer de novo. E sei que o meu caminhar com Deus será fantástico”, disse Millena na época, em postagem no Instagram.

Em uma homenagem à filha nas redes sociais, os pais escreveram: “Perdemos a nossa menina, mas tenho certeza que ela está nos braços do nosso Pai Todo Poderoso e em um lugar lindo para brincar”.

“As lembranças que passamos juntas vão ficar guardadas em minha memória e jamais vamos esquecer da sua alegria que contagiava todos ao seu redor. Minha menina, a saudade já está apertando de não ter você aqui”.

“Ela servia na igreja”

Durante entrevista à repórteres no enterro de Milena no último domingo (4), membros de sua igreja lamentaram sua morte e contaram o carinho que a congregação tinha por ela.

“A Milllena era uma criança risonha e brincalhona. Domingo de manhã, você chegava na igreja, o sorrisinho dela já te contagiava e deixava o ambiente mais leve”, declarou Antônio Carlos Neto, amigo da família.

“A cada notícia de uma parada cardíaca era uma oração. Nós não queríamos desistir nunca, mas sabemos que Deus sabe de todas as coisas”, revelou.

Francisca Angélica, amiga da família e membro da igreja, também comentou: “A Millena é uma menina incrível. Ela servia na nossa igreja com muito amor, com coração de serva mesmo. Ela contagiava com sua alegria”.

Inquérito policial

A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar a morte da atriz mirim. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo apurado pelo 101º Distrito Policial (Jardim Imbuias) e foi registrado inicialmente como morte suspeita.

De acordo com a pasta, laudos periciais foram requisitados e estão em andamento para auxiliar na análise da autoridade policial. O objetivo da investigação é determinar a causa exata da morte de Millena Brandão e apurar se houve alguma responsabilidade de terceiros no ocorrido.

Fonte: Guia-me, G1 e CNN

Homem cospe no rosto de pregadora de rua em Curitiba

Atillah Attallah estava pregando com a Bíblia na mão quando foi atacada por um homem. (Foto: Reprodução/TikTok/Comunhão Com Abba).
Atillah Attallah estava pregando com a Bíblia na mão quando foi atacada por um homem. (Foto: Reprodução/TikTok/Comunhão Com Abba).

Uma pregadora de rua foi vítima de um ataque de intolerância religiosa durante um evangelismo no centro de Curitiba, no Paraná.

Atillah Attallah estava pregando com a Bíblia na mão, junto com seu esposo, John, e seu filho pequeno, na Rua XV de Novembro, quando um homem se aproximou e xingou a evangelista com palavrões, aos gritos.

Tentando acalmar a situação, ela disse: “Eu sou mãe. Deus te abençoe em nome de Jesus!”.

Mas, o homem – que estava sem calças e só com uma camiseta e roupa íntima – ainda faz um sinal obsceno e cuspiu no rosto de Atillah, visivelmente alterado.

Seu esposo se aproximou para protegê-la e o homem lhe xingou e foi embora rapidamente.

Realidade do mundo espiritual

Antes do ataque, a pregadora estava ministrando sobre a realidade do mundo espiritual e da existência de espíritos malignos.

“Há o senhorio de Cristo e o senhorio maligno, por mais que você não acredite em Deus, não acredite em espíritos malignos, eles não deixarão de existir. E Jesus veio como um Filho cheio de luz de Deus. Jesus é a luz do mundo. Aquele que nos direciona, nos ajuda a ver o que não vemos, e nos ajuda a entender aquilo que não entendemos”, pregou Atillah.

O vídeo do ataque foi compartilhado nas redes sociais pelo casal de evangelistas, em janeiro deste ano. “Cuspiram, perdoamos. Jesus ainda salva, por Jesus vale tudo, [vale] compartilhar a verdade”, escreveram eles na postagem.

Nos comentários da publicação no TikTok, muitos usuários manifestaram apoio e encorajaram o casal. “A luz incomoda as trevas. Continuem o belo trabalho de evangelização”, escreveu um homem.

Outro internauta comentou: “Jesus é contigo minha amada, seu galardão é com o Senhor”. E uma mulher lembrou: “Jesus mesmo disse ‘Se me perseguirão, vão perseguir vocês também’”.

Casal de missionários

John e Atillah são missionários em tempo integral, atuando na evangelização e no discipulado através do seu ministério “Christianity Reformation”.

Eles pregam o Evangelho nas ruas, clínicas de reabilitação, orfanatos, penitenciárias, e também apoiam a Igreja Perseguida e outros missionários.

John Attallah nasceu em uma família cristã no Egito, mas só teve um encontro pessoal com Cristo na juventude.

Em 2008, John foi resgatado por Deus durante uma tentativa de suicídio. Ele foi curado da depressão e liberto do vício em cigarro, drogas, álcool e pornografia.

Já sua esposa Atillah nasceu no Brasil e, desde os 8 anos de idade, é usada por Deus por meio de visões, sonhos e revelações.

Na juventude, ela serviu na International House of Prayer (IHOP) em Israel, onde aprendeu sobre adoração, oração e liderança ministerial.

Logo depois, ela atuou como missionária em diversos países, como China, Macau, Jordânia, Egito, Itália, Holanda, Irlanda e Peru.

Fonte: Guia-me

Missionários apontam desafios para evangelizar países não alcançados na África

Pastor batiza homem convertido por ministério da IMB na África Ocidental. (Foto: IMB)
Pastor batiza homem convertido por ministério da IMB na África Ocidental. (Foto: IMB)

A África ainda tem muitas regiões onde o Evangelho não foi plenamente difundido, apesar da presença missionária ao longo dos anos. Nos círculos cristãos, essa região é frequentemente vista como predominantemente evangélica e plenamente alcançada.

Segundo Josh Rivers, missionário do Conselho de Missões Internacionais, essa percepção não reflete a realidade.

Rivers aponta que países como Senegal, Guiné, Mali e Níger possuem poucas igrejas, e a maioria da população segue o Islamismo.

“O Senegal é menos evangélico que o Irã”, enfatizou Rivers, que trabalhou como missionário na África Ocidental por mais de 20 anos, sobre um país imerso no islamismo.

“Há muitos lugares na África onde o Evangelho se enraizou e igrejas surgiram. Mas há muitos lugares onde o Evangelho não está sendo proclamado. É para lá que precisamos que os fiéis vão e façam discípulos.”

Os missionários locais destacam a necessidade de mais trabalhadores para alcançar áreas remotas e fortalecer comunidades cristãs existentes.

Os desafios para a expansão do Cristianismo incluem dificuldades geográficas, instabilidade política e pressão social para manter tradições islâmicas.

Recentemente, Rivers se reuniu com os missionários veteranos Moses e Beth, que também atuam na África, para discutir as percepções sobre o continente e a necessidade de mais trabalhadores para expandir o alcance do Evangelho.

Apesar da longa história de missões cristãs na África, muitos ainda acreditam que o continente será plenamente alcançado pelo evangelho. Rivers explica que essa visão pode ser influenciada por biografias de missionários, como a de David Livingstone, que retratam o trabalho evangélico na região.

Países como a Nigéria celebram 175 anos de missão batista, algo que, segundo Rivers, é motivo de gratidão. No entanto, ele alerta que ainda existem áreas onde as sementes do Evangelho não criaram raízes, mesmo dentro daquele país.

Em muitas partes da África Ocidental, a presença cristã ainda é fraca. Senegal tem menos de 10 igrejas batistas, Guiné apenas 5, Mali conta com cerca de 12 e Níger, 20 – a maioria situada nas capitais ou nas proximidades.

Para a missionária Beth, que atua no Senegal, a realidade espiritual do continente se revela de forma impactante por meio dos números. No país onde trabalha, 95% da população é muçulmana, enquanto os cristãos evangélicos representam apenas 0,19%.

Essa estatística significa que, das 343 pessoas que morrem diariamente no Senegal, quase todas partem sem conhecer o Evangelho. “A cada hora, 14 pessoas no Senegal entram na eternidade sem um relacionamento com Cristo”, enfatiza Beth, reforçando a urgência da missão cristã na região.

Para Beth a cultura muçulmana predominante influencia fortemente as estruturas sociais africanas, de modo que muitas famílias enviam seus filhos para escolas bíblicas apenas para aprimorar habilidades como o ensino do inglês.

“Os pais não se preocupam com a conversão dos filhos ao Cristianismo, porque na maioria das sociedades africanas o que importa é se conformar socialmente às decisões e orientações da comunidade”, explica.

Já Moses aponta que, em muitas regiões, o islamismo se entrelaçou profundamente com a cultura local, influenciando até mesmo a forma de se vestir, que mescla elementos árabes e africanos. O islamismo também permitiu a mistura de religiões tradicionais africanas.

“O problema que a maioria vê no Cristianismo é que dizemos: ‘Só Jesus’”, relata Moses.

Outro desafio, segundo Josh é o histórico de conflitos na África Ocidental, que torna a mobilidade missionária mais complicada, dificultando a propagação do Cristianismo.

Para enfrentar a perdição espiritual na África, missionários ressaltam a necessidade de uma presença cristã constante no cotidiano das comunidades.

Beth enfatiza que ter testemunhos vivos do Evangelho é essencial para a evangelização e cita o desafio que sua equipe enfrenta: com apenas nove missionários, precisam alcançar uma população de 12 milhões de pessoas em uma área equivalente ao estado de Dakota do Sul, nos EUA.

“Outras equipes missionárias na África enfrentam o mesmo desafio. Por isso, estamos sempre buscando recrutar igrejas e indivíduos dispostos a preencher essas lacunas para serem esse testemunho”, declara.

Moses complementa que um dos caminhos para fortalecer a presença missionária é mobilizar igrejas africanas já estabelecidas. Ele explica que alguns seminários batistas da África Ocidental oferecem estágios missionários para seus alunos atuarem em regiões de difícil acesso, como parte de equipes evangelísticas.

“Estamos em fase de planejamento com a Convenção Batista do Togo para enviar missionários”, diz.

E continua: “Conectamos uma igreja em Dacar, Senegal, com alguns missionários enviados do Benim para trabalhar no sul do país. Por meio dessa parceria, eles compartilharam o Evangelho, levaram pessoas a Cristo e realizaram batismos”.

Para ajudar na expansão do Evangelho na África, igrejas e pessoas individualmente podem desempenhar um papel essencial na missão cristã. Moses lembra que Deus deseja usar cada pessoa para cumprir a Grande Comissão.

Ele destaca a importância de que igrejas se comprometam a adotar aldeias, estabelecendo relacionamentos e sendo uma presença ativa do Evangelho.

Além disso, pede que igrejas americanas invistam em cristãos e igrejas africanas, oferecendo orientação e treinamento para que se tornem igrejas multiplicadoras, capazes de evangelizar e discipular novas comunidades.

Josh reforça que é necessário que mais pessoas estejam dispostas a ir a lugares de difícil acesso, como Guiné, Mali, Níger, Burkina Faso e Senegal.

Ele reconhece que levar o Evangelho a regiões onde ainda não foi pregado pode ser um desafio, mas ressalta que Jesus vale o esforço e a dedicação daqueles que desejam cumprir essa missão.

Fonte: Guia-me com informações de IMB

Pesquisa mundial revela que a maioria das pessoas acredita em Deus

Jovens adorando a Deus durante culto (Foto: Reprodução)
Jovens adorando a Deus durante culto (Foto: Reprodução)

Uma pesquisa “sem precedentes” sobre atitudes em relação à fé, crença e Deus foi revelada no final de abril e indicou que, para a maioria das pessoas no mundo todo, Deus é uma realidade.

Durante um período de três anos, 90.000 pessoas em 85 países foram questionadas em profundidade sobre suas opiniões sobre a Bíblia e a fé, como parte da pesquisa conduzida pela Gallup em nome da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (BFBS) e da Sociedade Bíblica Unida (UBS).

“A Iniciativa de Patmos”, como a pesquisa é chamada, dividiu o mundo em sete “clusters” ou contextos de missão.

O Cluster 1, por exemplo, incluía lugares como o Sahel ou o Paquistão e foi definido como “um contexto de maioria muçulmana com barreiras econômicas ao envolvimento com a Bíblia e uma minoria cristã com poucos recursos”.

Em contrapartida, o Cluster 2 inclui países da Europa Central e Oriental que têm “uma maioria cristã em declínio com baixa importância religiosa e uma minoria secular crescente”.

O Reino Unido estava entre os países do Cluster 5 — contextos ocidentais seculares — onde, mesmo nessas regiões, 62% acreditam em Deus.

A pesquisa constatou que, em cinco dos sete grupos, a maioria das pessoas afirmou que a religião é importante para o seu dia a dia. A maioria das pessoas em todos os grupos acredita em Deus ou em um poder superior.

A iniciativa destacou que, em algumas partes do mundo, o conhecimento da Bíblia e do cristianismo continua assustadoramente baixo.

Em algumas partes da Ásia, particularmente no Sudeste Asiático e na Índia, até três quartos das pessoas não sabem absolutamente nada sobre a Bíblia. Mais da metade das pessoas nesses lugares nem sequer sabe que a Bíblia existe. Em algumas partes da Ásia, por exemplo, mais de 56% das pessoas nunca ouviram falar da Bíblia.

A pesquisa também sugeriu que mais de um quarto da população cristã do mundo ainda não possui uma Bíblia em um idioma que possa entender.

No entanto, o estudo também revelou amplo apoio ao conhecimento de histórias bíblicas por crianças, com mais de dois terços (70%) de todos os entrevistados em todo o mundo concordando que isso era algo positivo. Um em cada 10 não cristãos (11%) estava interessado em aprender mais sobre a Bíblia – o que equivale a cerca de 250 milhões de pessoas.

Descobriu-se que o uso da Bíblia entre cristãos é maior em lugares onde eles são minoria, por exemplo, em países de maioria muçulmana, e menor no Ocidente secular.

Surpreendentemente, quase um terço dos cristãos em todo o mundo não consideram a Bíblia relevante para si, embora, novamente, isso seja mais pronunciado no Ocidente. Menos da metade (42%) de todos os cristãos entrevistados afirmaram usar a Bíblia semanalmente.

Richard Powney, líder do projeto da Iniciativa Patmos, disse: “Os dados desafiam muitas narrativas predominantes sobre o declínio da religião globalmente… Em cinco dos sete contextos globais que estudamos, a maioria das pessoas ainda considera a religião uma parte importante de suas vidas diárias.”

Dirk Gevers, Secretário-Geral das Sociedades Bíblicas Unidas, afirmou: “As descobertas da Iniciativa de Patmos oferecem o quadro mais preciso e abrangente até o momento de como as pessoas realmente se envolvem com as Escrituras. Elas representam tanto uma fonte de encorajamento quanto um chamado à ação para os cristãos em todo o mundo.”

“Nossa esperança é que a Iniciativa de Patmos inspire um compromisso renovado e amplo para promover tanto a disponibilidade da Bíblia quanto o engajamento significativo.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Igrejas ampliam uso de inteligência artificial, mas evitam usar na criação de sermões

Pastor pregando (Foto: Reprodução)
Pastor pregando (Foto: Reprodução)

O uso da inteligência artificial (IA) tem ganhado espaço nas igrejas, sobretudo em áreas administrativas e de comunicação. No entanto, líderes religiosos seguem cautelosos quanto à aplicação da tecnologia na elaboração de mensagens pastorais e sermões. É o que aponta o relatório “State of the Church Tech 2025”, divulgado recentemente pela empresa de tecnologia Pushpay, em parceria com a Engiven e a Checkr.

O estudo ouviu cerca de 8 mil líderes de igrejas, organizações religiosas e instituições sem fins lucrativos. De acordo com os dados, o uso de IA nos ministérios cresceu 80% em relação ao levantamento apresentado no ano passado, mas segue concentrado em tarefas operacionais — como a criação de conteúdo para redes sociais, produção de materiais gráficos e elaboração de e-mails.

“Ainda que a adoção tenha aumentado, os líderes continuam relutantes em confiar na IA para conteúdos pastorais”, destaca o relatório. Segundo o levantamento, menos de um quarto dos usuários da tecnologia utiliza a ferramenta para desenvolver devocionais, sermões ou orientações de cuidado espiritual.

A principal justificativa apresentada pelos especialistas é a própria natureza da vocação pastoral. “Muitos dos que hoje lideram comunidades começaram seu ministério muito antes da ascensão da IA e sentem-se chamados a guiar pelo Espírito Santo. Por isso, ainda há apreensão quanto ao papel da IA na liderança espiritual”, explicam os pesquisadores. Por outro lado, uma vez que a mensagem pastoral esteja formulada, a tecnologia é amplamente utilizada para ampliá-la e distribuí-la com mais eficiência.

O tema ganhou força após a plataforma Gloo — voltada ao ecossistema da fé — anunciar, em março de 2025, a nomeação do ex-CEO da Intel, Pat Gelsinger, como presidente executivo e chefe de tecnologia. Com a chegada de Gelsinger, a empresa pretende impulsionar o uso ético e construtivo da IA no meio religioso. “A capacidade de moldar a IA como uma força para o bem é enorme”, declarou o executivo. “Podemos realmente ser o ponto de encontro entre fé e tecnologia.”

Segundo a Gloo, o ecossistema religioso nos Estados Unidos abrange cerca de 450 mil igrejas, redes e instituições sem fins lucrativos. A empresa reconhece que esse segmento tem adotado tecnologias digitais de forma mais lenta, o que, segundo Gelsinger, trouxe consequências negativas — especialmente na comunicação com o público jovem — e não deve se repetir com a IA.

Além do uso da inteligência artificial, o relatório aponta que 86% dos líderes religiosos entrevistados acreditam que a tecnologia contribui para fortalecer os laços entre os membros da igreja. Para Kenny Wyatt, CEO da Pushpay, os dados revelam uma mudança de mentalidade. “Mais do que números, este relatório mostra como os líderes estão evoluindo em sua visão sobre a tecnologia. Eles a enxergam como uma aliada no fortalecimento das conexões humanas, que são essenciais para a vida da Igreja”, afirmou.

Fonte: Comunhão com informações de The Christian Post

Mais de 60.000 cristãos celebram 30 anos da Marcha por Jesus no México

Sob o sol, milhares de cristãos marcharam e se reuniram no Zócalo da Cidade do México. (Foto: Marcha por Jesus México)
Sob o sol, milhares de cristãos marcharam e se reuniram no Zócalo da Cidade do México. (Foto: Marcha por Jesus México)

Na semana passada, mais de 60.000 cristãos tomaram as ruas da Cidade do México para comemorar o 30º aniversário da Marcha por Jesus, um dos maiores eventos evangélicos do país.

A celebração pacífica reuniu fiéis em um percurso marcado por música, orações e proclamações do Evangelho, finalizando na icônica Praça Zócalo, no coração da capital.

O evento, realizado no final de abril, reuniu cristãos de diversas idades e denominações, que caminharam sob faixas com mensagens como “Jesus Cristo é o Senhor do nosso país” e “Menos violência, mais Deus”.

A marcha teve início pela manhã no Paseo de la Reforma, onde trailers equipados com sistemas de som e bandas de louvor se organizaram antes da mobilização prevista.

“México, a maior bênção que você pode receber é Cristo em seu coração”, proclamava uma das mensagens exibidas em uma plataforma móvel.

Outras cenas do evento mostravam jovens músicos liderando cânticos de adoração, mulheres realizando danças hebraicas com pandeiros e voluntários vibrando com bandeiras coloridas.

Evento anual

A Marcha por Jesus, organizada anualmente por líderes evangélicos, teve neste ano a coordenação de Pablo Quiroa, filho do fundador original do evento, Dr. Carlos Quiroa.

“Nossa marcha não é um protesto, mas uma celebração pacífica por Jesus”, afirmou Pablo Quiroa. “Somos o povo de Deus proclamando que Jesus é Rei.”

Motociclistas abriram a marcha, seguidos por grupos representando diversas igrejas e ministérios, muitos vestindo camisetas verdes como símbolo de unidade e destaque do evento.

Durante o trajeto, os participantes fizeram pausas para orar pelas pessoas ao longo do caminho e distribuir trechos da Bíblia e materiais evangelísticos.

Organizadores e participantes veteranos ressaltaram a importância histórica da marcha deste ano, que teve início em meados da década de 1990 com apenas algumas centenas de pessoas.

Hoje, com dezenas de milhares de participantes, o evento simboliza a crescente influência da comunidade evangélica no México.

Orações pela paz

Durante o encontro de encerramento no Zócalo, que se estendeu por mais de cinco horas, líderes cristãos ressaltaram a importância da reconciliação, dos valores bíblicos e da paz pública.

O evento contou com apresentações musicais de artistas cristãos renomados, como Paul Wilbur e Fernel Monroy, e teve seu desfecho com uma oração coletiva pela paz no país e pela orientação divina aos governantes mexicanos.

A crescente violência e a expansão do crime organizado marcaram a marcha deste ano como um evento de reflexão e preocupação.

O Projeto de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados (ACLED) alertou no início de 2025 sobre o risco de agravamento da segurança no México devido à fragmentação dos grupos criminosos.

Apesar dos esforços intensificados pelo governo sob a liderança da presidente eleita Claudia Sheinbaum, os episódios de violência continuam sendo uma questão alarmante em todo o país.

Diante desse cenário, os manifestantes não só celebraram um marco na unidade evangélica, mas também levantaram um clamor público por paz, cura e fé, buscando esperança em meio à incerteza que assola o país.

Fonte: Guia-me com informações de Christian Daily

Evangelista é morto a facadas após evento que levou muçulmanos a Jesus em Uganda

Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)
Bandeira de Uganda tendo ao fundo a cidade de Kampala (Foto: Montagem FolhaGospel/Canva Pro)

Extremistas islâmicos assassinaram um evangelista em um evento ao ar livre no leste de Uganda depois que ele levou vários muçulmanos a Jesus.

David Washume, conselho municipal de Nabumali, no distrito de Mbale, foi esfaqueado até a morte em 3 de abril, quando retornava de três dias de pregação nas áreas de Nalondo, Buwalasi e Nabumali. Ele tinha 38 anos.

Conforme o Morning Star News, David estava acompanhado do amigo, também evangelista, Fred Wepuhulu. Na ocasião, ele mencionou textos do Alcorão e referências bíblicas em sua pregação, enfatizando a divindade de Cristo e a humanidade de Maomé.

“No terceiro dia, o número de participantes aumentou, David fez um apelo para que eles matassem o pecado em suas vidas e seguissem a Cristo contra Satanás, e suas vozes se elevaram ao céu em cânticos”, disse um participante, cujo nome não foi revelado por motivos de segurança.

“Muitas pessoas responderam, incluindo vários muçulmanos que aceitaram Jesus como Senhor e Salvador. Mas, outros começaram a gritar em protesto, e os dois evangelistas saíram e entraram na casa de um amigo”, acrescentou.

O ataque

Na noite do dia 3 de abril, David e Fred estavam voltando para casa, na área de Nabumali, quando foram atacados por volta das 22h.

“Quando nos aproximávamos da nossa aldeia, encontramos três homens usando máscaras, vestidos com trajes muçulmanos, com facas, falando em árabe. Eles nos pararam e nos mandaram entregar nossas malas”, contou Fred.

Nesse momento, os agressores encontraram Bíblias e um Alcorão na bolsa de David: “Um deles gritou em nossa língua local: ‘São eles, matem!’”, relembrou Fred.

E continuou: “Percebi que estávamos no meio de extremistas muçulmanos. Lutei com um deles que me segurava com força, mas consegui escapar. Meu amigo, que estava preso por dois homens, não conseguiu. Finalmente, cheguei em casa, mas com muito medo”.

No dia seguinte, Moses Kutosi, presidente do Conselho Municipal de Nabumali, informou que recebeu a notícia de que havia um cadáver em uma poça de sangue perto da capela de uma faculdade bíblica.

“Imediatamente, fui ao local do incidente e encontrei o corpo do meu amigo David. Fiquei chocado e com medo e liguei para a polícia, que chegou algumas horas depois”, relembrou ele.

Busca pelos assassinos

O corpo foi levado para o necrotério da cidade de Mbale para autópsia. Um parente de David disse que o corpo tinha ferimentos no pescoço e no peito.

“A faca que os agressores usaram para matá-lo foi encontrada na cena do crime, incluindo uma nota escrita dizendo: ‘Você, infiel, encontrará Alá no julgamento’, e outras palavras em árabe que não puderam ser entendidas”, afirmou o parente.

Moses contou que David era um bom homem, trabalhador e membro de uma igreja na cidade de Mbale.

Segundo a polícia local, as autoridades e membros da comunidade iniciaram uma busca intensiva pelos assassinos.

Apesar da Constituição do país e outras leis preverem liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter-se de uma fé para outra, o assassinato de David foi o ataque mais recente de muitos casos de perseguição aos cristãos em Uganda.

Os muçulmanos representam não mais que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas regiões orientais do país.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Aumenta a vigilância sobre líderes cristãos na Nicarágua

Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)

“A Nicarágua está presa em uma espiral de violência marcada pela perseguição de todas as formas de oposição política, real ou percebida, tanto interna quanto externa. O governo consolidou uma espiral de silêncio que paralisa qualquer potencial de oposição”, afirma Jan Simon, presidente do Grupo de Especialistas do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos.

“Os familiares das vítimas de violações dos direitos humanos são alvos do governo apenas por seus laços com opositores reais ou suspeitos. Essas violações são particularmente graves quando se trata de crianças. Menores foram submetidos à violência devido às atividades e/ou opiniões expressas por seus pais ou familiares. Deportações e proibições de entrada na Nicarágua também resultaram na separação de várias crianças dos pais”, acrescenta Jan Simon.

O Parlamento Europeu condenou repetidamente o desenvolvimento autoritário na Nicarágua. Em outubro de 2024, a União Europeia estendeu suas sanções contra 21 oficiais e três instituições do regime até 2025. Essas sanções incluem proibições de viagem e congelamento de ativos. Além disso, eles rejeitaram a emenda constitucional recente, que concede poder absoluto a Ortega.

Ongs e igrejas fechadas

Os cristãos e igrejas são alvos de perseguição nesse cenário por serem vistos como instituições independentes à estrutura de poder central. Eles são tratados como ameaças por não deixarem de criticar as violações do governo na Nicarágua e por definitivamente defenderem a submissão a Deus antes das autoridades.

Um dos atos de perseguição recente foi a invasão policial à Clínica Médica Nazaré, uma instituição beneficente cristã no município de San Rafael del Norte, em 26 de janeiro deste ano. A Clínica fazia parte das obras sociais promovidas pelo líder cristão Odorico D. Andrea e oferecia atendimento médico com especialidades em odontologia, ginecologia, medicina laboratorial, farmácia, optometria, psicologia e medicina geral.

Pouco dias depois, 30 cristãs foram expulsas da Nicarágua no meio da noite. Já a partir de março, a ditadura de Daniel Ortega e Rosario Murillo aumentaram a vigilância sobre as igrejas, especialmente os líderes cristãos. As autoridades têm verificado telefones celulares, exigem relatórios semanais de atividades e restringem a liberdade de movimento.

O jornal nicaraguense Mosaico CSI relatou que “os líderes cristãos que permanecem na Nicarágua são obrigados a entregar sermões exclusivamente teológicos. Eles não podem fazer críticas sociais”. Para isso, os oficiais fazem visitas regulares às casas dos líderes cristãos e verificam se estão se comunicando com outros cristãos e o conteúdo das mensagens.

Isso mostra a estratégia mais ampla para silenciar as instituições religiosas na Nicarágua. Organizações cristãs, tanto católicas quanto protestantes, têm sido implacavelmente alvo de perseguição. Nos últimos cinco anos, o governo fechou mais de 5.660 organizações sem fins lucrativos, incluindo numerosos grupos religiosos. Entre os fechamentos mais recentes estão a Associação Cristã do Monte da Santa Unção, o Ministério da Igreja Missionária Pentecostal Evangélica e o Ministério Evangélico Querubins do Rei.

Fonte: Portas Abertas

Governo faz doutrinação em massa na Coreia do Norte

Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Portas Abertas)
Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Portas Abertas)

A Coreia do Norte parece intensificar seus esforços para doutrinar a população. Um relatório do DailyNK confirma que a polícia estatal recebeu ordens para lançar atividades de educação em massa, um sinal de que o regime de Kim Jong-un está preocupado com as pessoas formando seus próprios pensamentos.

Todo norte-coreano é doutrinado desde o nascimento. As primeiras palavras que os bebês aprendem são obrigado, pai Kim Il-sung. Na escola, a ideologia juche, de autossuficiência, e as muitas realizações da família Kim são mais importantes do que matérias básicas como línguas e matemática. A propaganda nunca para, nem mesmo quando os norte-coreanos se tornam adultos. Nos locais de trabalho, na TV e no rádio, nas ruas; em todos os lugares há propaganda sendo lançada sobre eles.

“As autoridades tentam nos convencer de que os Estados Unidos e a Coreia do Sul são ruins. Por meio de muitas palestras e reuniões, eles nos dizem como os cidadãos são obrigados a lutar contra os poderes hostil”, disse um cristão secreto à Portas Abertas. Essa pressão se estende aos seguidores de Jesus, pois o cristianismo é visto como uma influência do Ocidente.

A intensificação do treinamento ideológico e da propaganda indica que a Coreia do Norte vê pessoas com mentes livres como altamente perigosas. É também uma das razões pelas quais os cristãos são tão ferozmente perseguidos. Na mente do regime, você não pode servir a Deus e ser leal ao seu país, que é o primeiro na Lista Mundial da Perseguição 2025.

Casa segura e ajuda emergencial para cristãos norte-coreanos  

Apesar da perseguição aos cristãos, nada nem ninguém pode impedir a igreja de crescer. Ajude cristãos norte-coreanos a sobreviverem física e espiritualmente. Com uma doação, você garante casa segura e ajuda emergencial para uma família de refugiados norte-coreanos fugindo da perseguição extrema. 

Fonte: Portas Abertas

Conflito afeta cristãos há dois anos em Manipur, na Índia

Casas de cristãos foram destruídas em Manipur, na Índia. (Foto: Portas Abertas)
Casas de cristãos foram destruídas em Manipur, na Índia. (Foto: Portas Abertas)

Um estado outrora considerado a joia da Índia por sua beleza natural e herança cultural diversificada agora está marcado por cartazes, veículos carbonizados e casas em chamas. Há exatamente dois anos, no dia 3 de maio de 2023, a violência etnorreligiosa eclodiu em Manipur entre as etnias kuki e meitei. O conflito deixou milhares de deslocados, centenas de mortos, vilarejos e casas destruídas e centenas de igrejas saqueadas e queimadas.

Vinte e quatro meses após a violência, o estado ainda está devastado e dividido. Paz e harmonia tornaram-se sonhos distantes. Os deslocados ainda estão espalhados e sem abrigo, com a incerteza pairando sobre as esperanças das famílias de retornar às suas aldeias e casas.

Testemunhos dos deslocados

Lalboi* um cristão deslocado da comunidade tribal, reflete: “Três de maio de 2023 veio e passou, mas nunca deixou nossos corações. Ainda é a noite mais longa de nossas vidas. Eu testemunhei os tiros, o poste de luz sendo derrubado e a explosão de cilindros de gás, com fumaça envolvendo os céus, enquanto nos escondíamos em nossas casas com luzes apagadas e em silêncio”.

A casa de Lalboi na cidade abrigava quatro gerações, e sua família estava envolvida em ajudar os indivíduos marginalizados na sociedade. Seu pai, com apoio local e verba do governo, fornecia assistência educacional para crianças necessitadas, estabelecia meios de subsistência sustentáveis para famílias pobres e conectava pacientes crônicos a tratamentos médicos adequados. Tudo isso mudou em uma única noite. Confira o testemunho completo na notícia.

Outra jovem cristã deslocada, Neinu*, da área montanhosa, teve que fugir com sua família para um estado vizinho. Com a ajuda das forças de segurança, foram levados para um acampamento de deslocados. “O campo comunitário comum, que antes sediava nossos jogos, agora nos abrigava como cidadãos deslocados, expulsos de nossas casas. Dormi em um espaço aberto com nada além de um tapete rasgado entre o chão irregular e minhas costas.”

Mas em meio ao ódio e à crescente inimizade, há testemunhos não contados de famílias de ambas as comunidades, kuki e metei, ajudando umas às outras com suprimentos de medicamentos, abrigo e mantimentos. Elas oram e esperam por um futuro onde possam viver em unidade, assim como faziam antes de 3 de maio de 2023.

Muitos, como Lalboi e Neinu, querem acreditar que tudo isso é apenas um pesadelo, uma nuvem passageira. Olhando para trás, eles se perguntam quantas orações foram compartilhadas naquela noite. Eles sobreviveram para contar seus testemunhos, mas se perguntam se algum dia poderão fazer isso sem sentir o peso do ódio. Eles serão capazes de transformar isso em uma lição de paz para as futuras gerações?

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

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