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Pastor é preso por visitar famílias cristãs em Cuba

Homem cristão com uma Bíblia nas mãos (Foto: Portas Abertas)
Homem cristão com uma Bíblia nas mãos (Foto: Portas Abertas)

Em 9 de julho, o pastor Maikel Pupo Velázquez, membro da Aliança Cristã de Cuba (ACC), foi detido por 14 horas após visitar Marta Perdomo, mãe de Jorge e Nadir Martín Perdomo, dois jovens cristãos presos por participarem dos protestos pacíficos em 2021. O pastor Velázquez havia levado remédios para a neta de Marta e oferecido apoio pastoral em Cuba.

Embora breve, a detenção o deixou visivelmente abalado. Sua prisão parece ser uma resposta direta ao seu ato de solidariedade com a família Perdomo e faz parte de uma repressão mais ampla contra líderes religiosos que demonstram compaixão por prisioneiros políticos e suas famílias.

Jorge e Nadir foram condenados a oito e seis anos de prisão, respectivamente, sob acusações como “desordem pública” e “desacato”. As condições na prisão são especialmente severas para Jorge, que tem sofrido maus-tratos, condições insalubres e isolamento após se recusar a realizar trabalho forçado.

Aniversário dos protestos de 11 de julho de 2021

Marta Perdomo, mãe da família, também está sendo alvo de perseguição. As autoridades a proibiram de frequentar cultos religiosos, e alguns pastores têm sido pressionados a negar sua entrada para evitar retaliações do governo. Ela chegou a ser detida ao tentar entrar em uma igreja local.

Por ocasião do aniversário dos protestos de 11 de julho de 2021, igrejas relataram aumento na vigilância e advertências para não permitirem a presença de familiares de prisioneiros políticos nos cultos. Pastores também estão sendo ameaçados por pregarem sobre justiça, liberdade ou direitos humanos.

“Este caso mostra como Cuba está violando liberdades básicas de expressão, de religião e de tratamento humano nas prisões. O regime está criminalizando a fé e tentando silenciar o apoio espiritual às vítimas da repressão”, disse Laura Díaz*, parceira local da Portas Abertas em Cuba.

Fonte: Portas Abertas

Cidade da Bíblia terá museu, praça da fé e centro cultural em SP

Projeto da Cidade da Bíblia (Foto: Divulgação SBB)
Projeto da Cidade da Bíblia (Foto: Divulgação SBB)

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) lançará até 2030 a Cidade da Bíblia, um centro moderno e sustentável com 121 mil metros quadrados, localizado no km 42 da Rodovia Castello Branco, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

O espaço foi planejado para reunir produção, comunicação, formação missionária e impacto social, com o objetivo de ampliar o alcance das Escrituras no Brasil e no mundo.

Além da nova gráfica com impressão em larga escala e distribuição em mais de 60 idiomas, incluindo braile e Libras, o projeto contará com um Centro de Comunicação, que integrará mídias digitais, rádio e aplicativos com mais de 7,2 bilhões de capítulos acessados por ano.

Entre os espaços previstos estão o Centro de Recursos para Missão, voltado à montagem de materiais bíblicos pedagógicos, e o Centro de Treinamento Missionário, que poderá capacitar até 400 voluntários com formação bíblica, pastoral e social.

A Cidade da Bíblia também terá um centro de desenvolvimento de programas sociais, além de atrações como a Praça da Fé, Museu da Bíblia, espelhos d’água, áreas verdes, hospedagem para voluntários, centro cultural e anfiteatro.

Segundo a SBB, a atual Gráfica da Bíblia opera acima da capacidade e a nova estrutura atenderá a crescente demanda pelas Escrituras. Em sua história, a entidade já produziu mais de 200 milhões de exemplares da Bíblia e do Novo Testamento.

– A Cidade da Bíblia nasce de uma visão integrada, que une a proclamação da Palavra de Deus com ações concretas de amor ao próximo – destacou a instituição.

Fonte: Pleno News

Confiança na igreja está se recuperando após atingir níveis recordes de baixa nos EUA, diz pesquisa

Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)
Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)

A confiança pública na Igreja como instituição aumentou após três anos de estagnação, com 36% dos americanos afirmando agora ter muita ou bastante confiança nela. A mudança, registrada na pesquisa mais recente da Gallup sobre o tema, marca o primeiro aumento significativo desde 2020.

A confiança na igreja caiu para 31% em 2022 e permaneceu em torno de 32% nos dois anos seguintes, próximo aos níveis mais baixos já registrados. A Gallup acompanha essa tendência anualmente desde 1973, quando a confiança era de 66%, atingindo um pico de 68% em 1975.

A única outra grande recuperação nas últimas décadas ocorreu em 2001, quando o sentimento pós-11 de setembro elevou brevemente a confiança para 60%, a última vez que a instituição obteve um apoio tão amplo, conforme relatado pela Lifeway Research.

Os números mais recentes mostram que a igreja americana está recuperando algum terreno, igualando os níveis vistos pela última vez em 2021, quando a confiança era de 37%. Embora ainda longe do apoio da maioria, o aumento é notável em vários grupos demográficos, particularmente entre os conservadores políticos.

Entre os republicanos, a confiança na Igreja saltou de 49% em 2024 para 64% neste ano. Essa mudança se alinha a ganhos mais amplos na confiança institucional entre os eleitores republicanos após a reeleição do presidente Donald Trump.

Em contraste, a confiança na igreja caiu ligeiramente entre os democratas, de 22% para 21%, e aumentou modestamente entre os independentes, de 28% para 30%, de acordo com a Gallup.

A divisão entre partidos segue padrões políticos de confiança institucional. Na mesma pesquisa, a Gallup registrou um aumento de 73 pontos na confiança republicana na presidência, enquanto a confiança dos democratas no cargo caiu 58 pontos. A Gallup observou que o controle partidário das instituições desempenha um papel central na confiança pública, afirmando que a confiança frequentemente se correlaciona mais com a filiação política do que com o desempenho institucional.

Mulheres, americanos mais jovens e famílias de baixa renda demonstraram aumento significativo na confiança na igreja no último ano. A confiança das mulheres aumentou oito pontos percentuais, chegando a 36%, eliminando a diferença de gênero anterior. Americanos de 18 a 37 anos apresentaram o maior aumento, passando de 26% para 32%. Aqueles de 38 a 54 anos aumentaram três pontos percentuais, chegando a 31%, e os americanos com 55 anos ou mais aumentaram de 39% para 42%.

A confiança entre negros e hispânicos americanos permaneceu menor do que entre brancos, mas todos os grupos apresentaram ganhos modestos. Trinta e um por cento dos negros americanos e 33% dos hispânicos americanos expressaram alta confiança na igreja, em comparação com 37% dos brancos americanos. Em 2024, o número para todos os entrevistados não brancos era de 30%.

Aqueles com algum nível de ensino superior, mas sem diploma, relataram um dos aumentos mais acentuados — 11 pontos percentuais, chegando a 36%. A confiança de pessoas com renda inferior a US$ 50.000 por ano também aumentou de 31% para 39%, enquanto a de pessoas em domicílios com renda superior a US$ 100.000 aumentou de 29% para 36%.

Apesar do aumento, a igreja ainda está atrás das pequenas empresas (70%), das forças armadas (62%) e da ciência (61%) em termos de confiança pública. Ela se situa no nível intermediário, ao lado da polícia (45%), do ensino superior (42%) e do sistema de saúde (32%).

Instituições com níveis de confiança mais baixos do que a Igreja incluem a presidência (30%), bancos (30%), escolas públicas (29%), a Suprema Corte dos EUA (27%) e grandes empresas de tecnologia (24%). Jornais (17%), o sistema de justiça criminal (17%), grandes empresas (15%), telejornais (11%) e o Congresso (10%) ocupam as últimas posições no ranking de 2025 da Gallup.

Megan Brenan, da Gallup, observou que a confiança institucional tende a mudar drasticamente dependendo do partido que detém o poder. “… A confiança dos partidários é facilmente restaurada quando seu partido político controla a instituição”, escreveu ela. “O outro lado, é claro, é que a confiança dos apoiadores do outro partido diminui quando o partido perde o poder.”

A confiança média do público nas 14 instituições medidas pela Gallup permanece baixa. Este ano, apenas 28% dos americanos relataram alta confiança nessas instituições em geral, o mesmo número de 2024.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cruzada evangelística leva mais de 2 mil pessoas a Cristo no RS

A cruzada evangelística realizada pela missão Aviva em parceria com todas as igrejas locais de Lajeado, no RS. (Foto: Reprodução)
A cruzada evangelística realizada pela missão Aviva em parceria com todas as igrejas locais de Lajeado, no RS. (Foto: Reprodução)

Todas as igrejas evangélicas de Lajeado se uniram com a missão Aviva para evangelizar os moradores de uma das cidades mais atingidas pela enchente no Rio Grande do Sul.

De 12 a 21 de julho, cristãos locais e missionários de mais de 10 estados do Brasil receberam treinamento de evangelismo e saíram às ruas de Lajeado para anunciar a salvação em Jesus.

Os evangelistas também pregaram o Evangelho em casas e escolas da cidade. “Vários alunos decidiram entregar sua vida a Jesus”, relatou o evangelista Lucas Teodoro, líder da missão Aviva, em postagem no Instagram.

A campanha evangelística também contou com uma conferência de avivamento com a participação de todas as igrejas. No evento, os líderes cristãos intercederam por Lajeado.

“Foi um momento de ativação para a cruzada de avivamento que aconteceria nos dias seguintes. Reunimos todas as denominações em um só lugar. No meio da conferência, saímos todos para fora para buscar aqueles que estavam perdidos”, disse Lucas.

“E as pessoas que estavam passando pela igreja, de repente estavam lá dentro no púlpito entregando a vida para Jesus”.

Cruzada em tenda

No final de semana, os cristãos promoveram uma grande cruzada em uma tenda ao ar livre, atraindo uma multidão de cerca de 1.500 pessoas.

As Boas Novas foram anunciadas e muitos aceitaram a Cristo como seu Salvador no momento no apelo.

Curas e maravilhas também foram registradas. Um homem que enxergava embaçado teve a visão restaurada.

“Muitos disseram para a nossa equipe que nunca haviam pisado em uma igreja”, comentou Lucas.

Os novos convertidos receberam Bíblias e foram encaminhados para as igrejas locais, onde receberão discipulado.

Durante a cruzada, um evento para as crianças também foi realizado. “Centenas de crianças, junto com suas famílias, se entregaram a Jesus”, testemunhou Teodoro.

No total, mais de 2.000 pessoas receberam Cristo durante as ações evangelísticas e a cruzada.

“Nós cremos que o tempo das grandes cruzadas de avivamento não acabou”, ressaltou o evangelista.

Fonte: Guia-me e Comunhão

Campanhas online ameaçam cristãos no Iêmen

Campanhas online ameaçam cristãos no Iêmen (Foto: Portas Abertas)
Campanhas online ameaçam cristãos no Iêmen (Foto: Portas Abertas)

A igreja iemenita voltou a ser alvo de perseguição extrema no 3º país da Lista Mundial da Perseguição 2025. Há algumas semanas, começou uma campanha coordenada na mídia contra os cristãos. Desta vez, líderes cristãos estão sendo apontados em diferentes plataformas públicas online por sua fé em meio à propagação de discursos anticristão e antimissionário.

A igreja no Iêmen enfrenta novamente uma temporada séria de perseguição somada à instabilidade causada pela guerra há décadas no país. “Não passou um único ano sem um incidente grave. Cada vez a igreja fica abalada e tomada pelo medo”, compartilha um líder cristão no Iêmen. Ainda assim, em meio a tudo isso, a Igreja também testemunhou a ação de Deus quando Saleh*, um líder iemenita, conseguiu milagrosamente deixar o país, apesar dos voos extremamente limitados de entrada e saída do Iêmen.

Embora a maioria dos comentários seja negativa, há alguns que afirmam com ousadia que as pessoas são livres para escolher como crer em Deus. Comentários neutros como esses são novidade nessa cultura, revelando certa abertura e aceitação e alimentando centelhas de esperança para a Igreja Perseguida no Iêmen.

Fonte: Portas Abertas

Cristão é morto por parentes muçulmanos enquanto orava na sua casa, em Uganda

Cristãos durante culto em Uganda.
Cristãos durante culto em Uganda.

Um cristão convertido de 37 anos no leste de Uganda foi morto por membros de sua própria família na sexta-feira, 18 de julho, depois que eles invadiram sua casa e o encontraram orando em nome de Jesus, de acordo com fontes locais.

Kasajja Abdul Maliki, da vila de Kaliro, distrito de Kaliro, trancou-se em casa durante o culto na mesquita de sexta-feira para orar e estudar a Bíblia, uma prática que ele manteve desde sua conversão ao cristianismo em abril.

Sua sobrinha, Shamina, disse ao Morning Star News que no dia do ataque, parentes ouviram Maliki orando em voz alta dentro de casa “em nome de Issa [Jesus], pedindo a Issa que salvasse os membros da família”.

“Avisei então os familiares sobre o jeito estranho de Maliki rezar, e eles foram às pressas para a casa dele”, disse Shamina, filha do irmão mais velho de Maliki, Lubega Kalimu. “Encontraram a casa trancada, pois Maliki ainda estava orando . Empurraram a porta com força, entraram e encontraram Maliki ainda orando com a Bíblia ao lado.”

Segundo Shamina, os parentes então “pegaram a Bíblia e a rasgaram em pedaços”. Ela descreveu como “enquanto estávamos dentro de casa, outros membros da família chegaram furiosos e começaram a gritar o lema islâmico ‘Allah Akbar’ [Deus é maior] e a golpear Maliki com chutes e socos”.

“Logo, mais membros da família chegaram com facas e paus, liderados por meu pai, Kalimu, e Sempa Arafat”, disse ela.

Maliki gritou por socorro enquanto a violência aumentava. No entanto, Shamina afirma que seu pai não demonstrou misericórdia para com Maliki e “com uma faca afiada o perfurou no peito”.

Os vizinhos chegaram, mas não conseguiram salvá-lo. Um deles disse: “Tentamos resgatar Maliki, mas era tarde demais para salvar sua vida, e ele morreu a caminho de uma clínica próxima”.

Maliki se converteu durante um evento evangelístico realizado de 9 a 12 de abril na cidade de Kaliro. Um pastor local, falando sob condição de anonimato por motivos de segurança, disse: “Após a campanha, levei-o para minha casa e o discipulei nos ensinamentos cristãos por uma semana, e depois disso ele voltou para casa.”

Desde a conversão, Maliki frequentava reuniões de estudo bíblico noturno duas vezes por mês, às sextas-feiras, e sessões mensais de treinamento em soldagem, organizadas pela igreja. O pastor acrescentou: “Desde sua conversão em abril, Maliki adquiriu habilidades suficientes em soldagem, e nós, como igreja, estávamos planejando abrir um pequeno negócio para ele na cidade de Kaliro.”

Familiares começaram a suspeitar ao notar a ausência de Maliki nas orações da mesquita. Uma semana antes de sua morte, um vizinho muçulmano informou aos parentes que vira Maliki saindo de um complexo religioso.

Embora a Constituição de Uganda garanta a liberdade religiosa, incluindo o direito de conversão e propagação da própria fé, os convertidos do islamismo, especialmente no leste de Uganda, enfrentam sérias ameaças. Os muçulmanos representam cerca de 12% da população de Uganda, com altas concentrações no leste.

O assassinato de Maliki se soma ao número crescente de ataques documentados contra convertidos ao cristianismo em Uganda nos últimos anos.

Até o momento da publicação desta matéria nenhuma prisão foi feita.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Massacre em igreja no Congo deixa mais de 40 mortos, incluindo nove crianças

Moradores de uma vila no Congo (Foto: Portas Abertas)
Moradores de uma vila no Congo (Foto: Portas Abertas)

Um trágico episódio de violência marcou este domingo (27/07) na cidade de Komanda, localizada no nordeste da República Democrática do Congo. Rebeldes armados ligados ao grupo extremista Estado Islâmico invadiram uma igreja católica durante um momento de oração e executaram dezenas de fiéis. De acordo com informações confirmadas por autoridades locais e por organismos internacionais, pelo menos 43 pessoas foram mortas no ataque — entre elas, nove crianças.

A autoria do massacre foi atribuída às Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês), um grupo insurgente originário de Uganda que atua no leste congolês e, desde 2019, declarou lealdade ao autoproclamado Estado Islâmico. A ação violenta interrompeu um culto religioso pacífico e transformou um espaço sagrado em cenário de horror.

O ataque foi descrito com detalhes alarmantes pela Missão de Estabilização das Nações Unidas para a República Democrática do Congo (Monusco), que acompanha a situação no país. Em nota oficial, a vice-chefe da missão lamentou a brutalidade da ofensiva: “A maioria das vítimas teria sido esfaqueada num local de culto. Várias pessoas foram raptadas. Casas e lojas também foram incendiadas, agravando uma situação humanitária já extremamente preocupante”.

A mesma autoridade acrescentou que “esses ataques direcionados a civis indefesos, especialmente em locais de culto, não são apenas revoltantes, mas também contrários a todas as normas de direitos humanos e do direito internacional humanitário”.

Esse episódio ocorre após meses de relativa calmaria na província de Ituri, uma das mais afetadas pela violência no país. O Exército congolês se pronunciou oficialmente, classificando a ação como um “massacre em larga escala”, e acusando as ADF de “se vingar de populações pacíficas indefesas para espalhar o terror”.

A região leste do Congo é marcada por instabilidade crônica. Estima-se que aproximadamente 130 grupos armados estejam em atividade no país, muitos deles disputando o domínio sobre áreas ricas em recursos naturais valiosos como ouro, diamantes, coltan e cobalto. Essa disputa constante alimenta ciclos de violência que afetam principalmente civis.

Apesar de um recente cessar-fogo firmado com outro grupo rebelde da região — o M23 — em julho deste ano, o ataque em Komanda evidencia que a paz ainda está longe de ser realidade no leste congolês. Enquanto isso, milhares de famílias continuam expostas a riscos extremos, vivendo sob a ameaça constante de grupos armados.

As Forças Democráticas Aliadas, embora com origem em solo ugandês, vêm operando há anos dentro do território congolês, especialmente em zonas de difícil acesso e fraca presença estatal. O grupo é notório pela extrema violência de seus ataques, muitas vezes utilizando armas brancas como facões e machados. Sua aliança com o Estado Islâmico ampliou não apenas sua capacidade operacional, mas também a dimensão simbólica de seus ataques, agora associados ao jihadismo global.

Diante do agravamento da crise, organizações humanitárias têm alertado para a necessidade de respostas mais robustas da comunidade internacional. Além da contenção militar dos grupos armados, é urgente investir em proteção civil, ajuda humanitária e reconstrução social e espiritual das regiões afetadas.

Enquanto isso, os moradores de Komanda tentam lidar com o luto e o trauma deixado pelo ataque. Famílias perderam entes queridos, crianças foram vítimas inocentes de uma guerra que não compreendem, e uma comunidade de fé viu seu templo ser transformado em local de martírio. Mais do que números, as vítimas representam vidas interrompidas por um conflito que parece não ter fim.

Folha Gospel com informações de Portal Terra

Livro propõe um olhar bíblico sobre os impactos da era digital na espiritualidade

Livro Hiperconectados (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Livro Hiperconectados (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Em um mundo onde se passa mais tempo rolando telas do que cultivando a comunhão com Deus, o que a internet tem feito com a fé das pessoas? É exatamente essa provocação que Jacira Pontinta Vaz Monteiro, pós-graduada em Teologia Bíblica, traz no novo livro Hiperconectados: Como a era da informação forma e deforma nossa espiritualidade. Por meio de uma linguagem direta, bíblica e pastoral, a autora convida os leitores a refletirem sobre os efeitos da tecnologia na fé e na relação com Deus.

Jacira faz um verdadeiro raio-X da era digital, ao passar por temas como interações superficiais, culto à autoimagem, cultura do cancelamento e vício em receber likes. Longe de ser moralista, a teóloga fala como quem também está inserida nesse redemoinho de conexões, tentando encontrar equilíbrio em meio à polarização: “A verdade é que todos nós temos uma sede de conexão e de relacionamento. […] nosso problema não é a falta de informação, é o excesso dela e a falta de sabedoria para lidar com tudo isso”, analisa.

A escritora relembra que as mídias sociais não são espaços neutros e podem moldar cada usuário de forma positiva ou negativa. Pois, o maior desafio não é abandonar as redes, mas saber silenciá-las nos momentos certos e cultivar uma espiritualidade lúcida dentro da rotina hiperconectada. É necessário filtrar o consumo das publicações e sempre questionar se elas aproximam ou afastam dos ensinamentos da Bíblia. Isso significa desenvolver presença, discernimento e silêncio em meio à avalanche de estímulos — e, sobretudo, permitir que o Evangelho seja o principal filtro para interpretar os conteúdos online.

Nossa solução, portanto, deve ser ficar atentos aos nossos desejos carnais e lutar contra eles; deve ser agir como Jesus; deve ceder, em vez de reter. Em lugar de querer só visibilidade, devemos enfocar a missão. Em vez de almejar curtidas, devemos submeter nossos conteúdos ao escrutínio do Senhor, antes mesmo de postar. Em lugar de desejar ser mais uma celebridade, devemos negar a nós mesmos, tomar a nossa cruz e seguir a Jesus. 
(Hiperconectados, p.158)

Este lançamento da Editora Mundo Cristão ajuda o leitor a usar a internet sem se deixar ser usado por ela. Ou seja, habitar o mundo virtual sem desejar fama, exercer o narcisismo, discutir, invejar o próximo ou esquecer a essência cristã. Hiperconectados é um chamado para quem não quer terceirizar a fé e deseja navegar nos ambientes virtuais com compaixão e a essência das Escrituras. Afinal, mesmo em meio a algoritmos e notificações, ainda é possível ouvir a voz de Jesus sem se perder no scroll infinito.  

Ficha técnica: 
Título: Hiperconectados 
Subtítulo: Como a era da informação forma e deforma nossa espiritualidade  
Autora: Jacira Pontinta Vaz Monteiro 
Editora: Mundo Cristão 
Onde encontrar: Amazon (clique aqui para comprar) 

Sobre a autora: Jacira Pontinta Vaz Monteiro é autora e palestrante. Nascida em Guiné-Bissau, ela mora no Brasil desde os sete anos de idade e identifica-se como afro-brasileira. É mestra em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduada em Teologia Bíblica e Exegética do novo Testamento pela Faculdade Internacional Cidade Viva, além de graduada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal da Paraíba. É também uma das fundadoras do Projeto Agostinhas, formado por mulheres cristãs que buscam promover o debate sobre o racismo à luz da Bíblia. 
Instagram: @jacirapvm 

Sobre a editora: Fundada em 1965 na cidade de São Paulo pelo missionário americano Peter Cunliffe, a Editora Mundo Cristão publica Bíblias e livros de autores nacionais e estrangeiros e de diversos gêneros literários, sempre pautados pela postura teológica cristã, histórica e equilibrada.

Igreja Luterana condena ‘extermínio através da fome’ em Gaza e exige o fim ao cerco israelense

Bispo Sani Ibrahim Azar na Igreja do Redentor, na Cidade Velha de Jerusalém. Foto: LWF/A. Hillert
Bispo Sani Ibrahim Azar na Igreja do Redentor, na Cidade Velha de Jerusalém. Foto: LWF/A. Hillert

A Igreja Evangélica Luterana na Jordânia e na Terra Santa emitiu uma condenação contra o cerco israelense a Gaza, acusando-o de usar a fome como arma para “acelerar a limpeza étnica” dos palestinianos.

O Bispo Sani Ibrahim Azar disse que o mundo está testemunhando “fome em massa” enquanto bloqueio de ajuda durante meses sufocaram o acesso humanitário. Apenas um fio de ajuda está entrando, disponível em pontos de distribuição perigosos. “Uma em cada cinco crianças enfrenta desnutrição grave, e 113 palestinianos, incluindo 81 crianças, já morreram de fome, dezenas apenas nos últimos dias”, disse Azar numa declaração.

Citou relatos de testemunhas oculares do Patriarca Ortodoxo Grego Teófilo III e do Patriarca Latino Cardeal Pierbattista Pizzaballa, que viram famílias famintas à espera durante horas debaixo do sol “por um pedaço de pão”.

Azar afirmou que, a ajuda permanece intocada em armazéns a apenas quilômetros de civis desesperados.

Chamando à crise uma “fome provocada pelo homem no ponto sem retorno”, exigiu governos, líderes religiosos e organismos internacionais a quebrar o silêncio e agir para levantar o cerco, garantindo a entrega segura de ajuda e impor um cessar-fogo imediato.

“O silêncio face ao sofrimento é uma traição da consciência… não podemos ser neutros”, afirmou.

A declaração termina com uma oração pelos famintos, doentes e deslocados de Gaza, e um apelo por justiça: “Dai-nos hoje o nosso pão de cada dia… clamamos por um cessar-fogo imediato, um fim a este genocídio, e para que a justiça chegue à nossa terra”.

Fonte: TRT – Portugal

Depressão de líderes evangélicos liga alerta sobre o exaustão dos pastores

Pastor estressado (Foto: IA/Canva)
Pastor estressado (Foto: IA/Canva)

O afastamento do pastor Luciano Estevam do ministério pastoral da Primeira Igreja Batista em Aracruz (ES), após 24 anos e sete meses de serviço, revela um desafio crescente no meio evangélico: a saúde mental dos líderes religiosos. Diagnosticado com depressão severa no final de 2024, ele optou por renunciar ao cargo para dedicar-se ao tratamento, reconhecendo o impacto profundo da doença sobre suas emoções e sua capacidade de conduzir a igreja.

Em sua despedida, o pastor deixou claro que não pretende colocar em risco o trabalho do Reino enquanto enfrenta a depressão, uma decisão que expõe a urgência de atenção à saúde emocional no ambiente pastoral. “Enquanto eu estiver com a doença, não vou arriscar continuar com o ministério de qualquer igreja para não causar prejuízo ao reino de Deus”, afirmou.

O caso de Luciano traz à tona um cenário que muitos líderes vivem em silêncio. Segundo levantamento do Barna Group, 42% dos pastores americanos já cogitaram deixar o ministério devido à exaustão. No Brasil, uma pesquisa da PUC-SP indicou que 8% dos pastores da Convenção Geral das Assembleias de Deus apresentavam sintomas de depressão e 18,4% de ansiedade, problemas frequentemente agravados pela falta de espaços seguros para manifestar suas dificuldades emocionais.

A psicóloga Danielle Silva destaca que a sobrecarga de trabalho, a constante cobrança por excelência e o isolamento afetivo são fatores que pesam no adoecimento desses líderes. “Muitos acumulam funções e expectativas e perdem a conexão com suas próprias necessidades, permanecendo em estado de alerta por longos períodos”, explica. Ela ressalta ainda que o estigma associado ao sofrimento psíquico, muitas vezes interpretado como falta de fé, atrasa a busca por ajuda e aprofunda o sentimento de culpa.

Silêncio

O silêncio em torno da saúde mental pastoral também é uma questão teológica e cultural. O pastor e psicanalista Sidnei Vicente Paula de Melo reforça que fé e ciência podem caminhar juntas para promover a cura. “A psicanálise visa levar o indivíduo a buscar reconciliação, inclusive intrapsíquica, com seu próprio interior, o que complementa o cuidado espiritual”, afirma. Para ele, o acolhimento emocional é parte essencial do ministério, e a igreja deve ser um espaço seguro para o alívio das feridas emocionais.

Segundo o pastor e psicanalista Anderson Aurora, a escuta clínica ajuda a transformar o sofrimento em processo de cura. “A igreja é vocacionada para acolher os cansados e oprimidos, e a psicanálise pode auxiliar na identificação de emoções e traumas, colaborando para a libertação emocional”, reforça.

O pastor Júnior Martins, autor do livro “A Batalha Silenciosa dos Pastores”, tem dedicado esforços para revelar essa realidade. Ele lembra que, no Brasil, estima-se que cerca de 60% dos líderes religiosos enfrentem algum grau de depressão, um número alarmante que encontra pouca visibilidade. “Muitos pastores se sentem sem saída, seja pelo medo do estigma, seja pela ausência de apoio dentro da igreja. Romper o silêncio é o primeiro passo para o cuidado”, comenta.

Contexto religioso

Martins acrescenta que o livro aborda personagens bíblicos como Sansão e Judas para mostrar que o sofrimento emocional faz parte da experiência humana, inclusive no contexto religioso, e que o cuidado com a saúde mental não é um sinal de fraqueza, mas de maturidade espiritual.

A situação do pastor Luciano Estevam pode funcionar como um marco para que as igrejas brasileiras comecem a desenvolver práticas mais efetivas de acolhimento e prevenção. É fundamental que o cuidado com o emocional dos líderes pastorais seja incorporado como parte do ministério e da comunidade, afinal, a qualidade da liderança espiritual reflete diretamente na saúde e vitalidade das igrejas.

Fonte: Comunhão

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