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Pastor, esposa, pais e mais de 20 familiares são mortos na Síria por terroristas

Pastor Khaled Mezhir e sua família foram mortos por terroristas islâmicos na Síria. (Foto: X/seanfeucht)
Pastor Khaled Mezhir e sua família foram mortos por terroristas islâmicos na Síria. (Foto: X/seanfeucht)

Um massacre horrível e macabro está em andamento na Síria, especialmente nas últimas 72 horas, segundo fontes confiáveis em vários países árabes ao All Arab News.

Segundo as informações, mais de 1.000 pessoas de minorias sírias, principalmente drusos e cristãos, foram assassinadas pelas forças militares sírias e pelos terroristas do ISIS.

“Apenas parte desse banho de sangue está sendo noticiado pela grande mídia, enquanto muito está sendo ignorado”, diz Joel C. Rosenberg, editor-chefe do All Arab New.

“As Nações Unidas e vários grupos de direitos humanos também dizem pouco ou nada”, lamenta.

Rosenberg questiona: “Onde está o clamor global?” Para ele, não se pode ficar “em silêncio diante de tais atrocidades”.

Pastor e família martirizados

Em uma carta encaminhada por e-mail e compartilhada com o All Arab News, um pastor árabe – cujo nome está sendo preservado por segurança – escreveu aos seus apoiadores de oração ao redor do mundo:

“Amados irmãos e irmãs em Cristo, nossos corações estão pesados e partidos enquanto clamamos ao Senhor nesta hora sombria”.

“Há quase uma semana, combates ferozes ocorrem em Suweida, na Síria, entre as comunidades drusa e beduína (muçulmana sunita)”, continuou o e-mail. “Mais de mil almas preciosas pereceram, e inúmeras outras estão feridas ou foram feitas reféns.”

“É com profunda tristeza e lágrimas que compartilhamos a triste notícia de que nosso amado irmão e pastor, Khaled Mezhir, da Igreja Evangélica Bom Pastor em Suweida, foi martirizado por sua fé — juntamente com sua esposa, seus pais e mais de 20 familiares. Eles foram brutalmente assassinados hoje”.

Oposição e perseguição

Ex-druso, o pastor Khaled entregou sua vida a Jesus e passou a proclamar fielmente o Evangelho ao seu povo, apesar da oposição e da perseguição.

“Ele e sua família permaneceram como luzes na escuridão e agora descansam na presença do Senhor a quem serviram com tanta fidelidade”, relatou o pastor árabe, que continuou explicando:

“A igreja em Suweida está agora dispersa; muitos fiéis estão desaparecidos. Os membros sobreviventes estão enfrentando um sofrimento inimaginável – sem comida, água, eletricidade, internet e sem esperança de segurança, apesar do chamado ‘cessar-fogo’ declarado por um novo regime.”

Pedidos de oração

O pastor também compartilhou vários pedidos de oração em seu e-mail:

“Imploramos urgentemente a vocês, nossa família em Cristo, que levantem suas vozes em oração” pelas seguintes necessidades:

Ore pelo conforto e força dos parentes sobreviventes do Pastor Khaled e pelo rebanho que ele deixou para trás.

Ore pela proteção e perseverança das igrejas e fiéis restantes em Suweida.

Ore para que o Senhor forneça milagrosamente comida, água e segurança para Seus filhos.

Ore por sabedoria e recursos para que possamos alcançar e ajudar aqueles que estão sofrendo e deslocados.

Libertação sobre Suweida

O pastor encerrou sua mensagem citando o Salmo 34:18 – “O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido.”

“Que o Senhor, que está perto dos corações partidos, se levante como nosso refúgio e fortaleza”, escreveu ele.

E finalizou: “Vamos nos unir como um só Corpo, clamando por Sua misericórdia e libertação sobre Suweida e todos os nossos irmãos e irmãs na Síria.”

Fonte: Guia-me com informações de All Arab News

Cobrança para realizar batismo causa indignação no meio evangélico

Cerimônia de batismo (Foto: Redes sociais / Divulgação)
Cerimônia de batismo (Foto: Redes sociais / Divulgação)

Uma publicação nas redes sociais informando que fiéis só poderiam ser batizados após o pagamento de R$ 80 causou indignação entre evangélicos de todo o país. A cobrança, segundo os relatos, incluiria uma pulseira e uma camiseta obrigatórias para a participação na cerimônia. A orientação teria sido repassada em grupos de WhatsApp ligados à Igreja Batista da Lagoinha, unidade de Alphaville, em Barueri (SP).

A repercussão foi imediata. Para muitos cristãos, a medida fere a essência do evangelho ao atrelar um ato espiritual a uma condição financeira. O teólogo e pesquisador Rodolfo Capler considera que a prática rompe com os fundamentos da fé cristã.

“Cobrar por algo que é sinal da graça de Deus é deturpar o evangelho na sua essência. O batismo é símbolo de arrependimento, entrega e nova vida em Cristo e não um produto, não um show com pulseira e camiseta. A fé não pode ser gerida como um negócio. Quando isso acontece, o templo vira mercado e, o púlpito, balcão”, afirma.

A comparação com a venda de indulgências na Idade Média também apareceu nas reações. Capler vê paralelos com o erro que Martinho Lutero denunciou no século XVI: o comércio do sagrado. “Quando se cobra por um sacramento ou por qualquer símbolo de obediência a Deus, a lógica da graça é rompida. A fé vira moeda, o evangelho vira produto e a cruz perde seu poder. O risco é espiritual e trágico”.

Distorção do Evangelho

O pastor Gilmey Meyreles, coordenador do projeto Viver Cariacica, ES, observa que essa lógica de cobrança é reflexo de uma teologia que vem distorcendo o evangelho há anos.

“A fé já se transformou em objeto de cobiça e valor tem algum tempo. Antes, foi a promessa de riqueza, agora, são práticas como essa, de cobrar por algo que deveria ser corriqueiro na vida cristã. Em Mateus 10, Jesus diz: ‘De graça recebestes, de graça dai’”.

O impacto social dessa prática também preocupa. Meyreles alerta que, em comunidades vulneráveis, muitos sequer têm o básico para viver. “Sou pastor em comunidade de periferia. Às vezes somos nós, pastores, que levamos cesta básica para os membros da igreja. Imagine ter que dizer a essas pessoas que, para serem batizadas, precisam pagar. Isso é a elitização do evangelho”.

O pastor Gilson de Oliveira, reitor da Faculdade Teológica FAITESP e comandante nacional da Capelania Unicev, também vê na prática um risco grave de transformar o sagrado em produto. “Cobrar para que alguém seja batizado fere os princípios do evangelho e vai contra os ensinamentos de Jesus. O batismo é uma ordenança que simboliza o novo nascimento e deve ser acessível a todos, sem distinção”.

A Bíblia oferece diretrizes claras sobre o tema. Em Mateus 28:19, Jesus ordena aos discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” Não há qualquer menção a taxas ou exigências financeiras. Em Atos 8, Pedro repreende duramente Simão por tentar comprar um dom espiritual: “Pereça contigo o teu dinheiro, pois julgaste que o dom de Deus se obtém por dinheiro!”

Exclusão social

Especialistas ouvidos pela Revista Comunhão destacam ainda os riscos de exclusão social que esse tipo de cobrança pode causar. Ao impor barreiras financeiras ao batismo, a igreja deixa de acolher e passa a selecionar quem pode ou não participar da vida comunitária.

Para o pastor Rodrigo Vieira, da Igreja Batista da Paz, em Marília, São Paulo, esse tipo de cobrança fere os princípios fundamentais do evangelho. Ele afirma que a prática representa risco de transformar o sagrado em produto. “Mas ainda que tenha joio no meio do trigo, essas pessoas pertencem ao Senhor, vão continuar sendo Dele”.

O pastor Rodrigo alerta para os riscos de heresias e de uma mentalidade equivocada sobre a graça. “Esse é o verdadeiro risco. A manipulação pelo legalismo”. O pastor Rodrigo destaca que esse tipo de cobrança pode transmitir à sociedade a imagem de uma igreja mercenária, o que considera uma injustiça com as igrejas sérias.

“Quando Cristo fala em Mateus 7, que no juízo final muitos dirão: ‘Senhor, expulsamos demônios, curamos’. Ele responde ‘Não vos conheço’. Essa fala é dirigida a líderes que pregam heresias, vendem indulgências, ganham likes e exposição nas mídias.

A Igreja Batista da Lagoinha, unidade de Alphaville, em Barueri (SP), foi procurada para comentar o caso, mas não retornou.

Fonte: Comunhão

Morre o pr. Valberto da Cruz, vice-presidente da Consciência Cristã

Pastor Valberto da Cruz (Foto: Divulgação/Consciência Cristã)
Pastor Valberto da Cruz (Foto: Divulgação/Consciência Cristã)

O pastor Valberto da Cruz, da Igreja O Brasil Para Cristo, em Campina Grande, morreu na tarde deste sábado (19), aos 56 anos. Ele era o vice-presidente Visão Nacional para a Consciência Cristã (VINACC).

A informação foi divulgada pela própria instituição nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada, mas ele passou mais de 50 dias na UTI da Clínica Santa Clara.

De acordo com a nota, o pastor Valberto dedicou-se à evangelização e ao ensino fiel das Escrituras ao longo da vida. Por muitos anos, exerceu seu ministério como pastor da Igreja O Brasil Para Cristo, no bairro Alto Branco, em Campina Grande (PB), onde serviu com zelo e fidelidade ao chamado que Deus lhe confiou.

Graduado em Administração e Teologia, o pastor Valberto tornou-se mestre em Missiologia. Sua contribuição para a literatura cristã evangélica inclui a coautoria do livro Pequenos Grupos, ao lado de Fabiana Ramos, com prefácio de Russell Shedd. Também atuou como professor no Instituto Teológico Superior de Missões (ITESMI), formando novas gerações para o serviço cristão.

O pastor Renato Vargens, líder da Igreja Cristã da Aliança em Niterói e colunista do Pleno.News, lamentou:

– Uma perda irreparável. Um grande e notável homem de Deus. Fará muita falta a igreja em Campina Grande, como também a Consciência Cristã. Meus mais sinceros sentimentos a os familiares, amigos e igreja – escreveu.

O pastor Valberto deixa a esposa, Tânia Cruz, e a filha, Letícia Cruz.

Fonte: Pleno News

Cristianismo corre o risco de ser “eliminado” em 10 países

Crucifixo no chão com sangue (Foto: Reprodução/Flickr)
Crucifixo no chão com sangue (Foto: Reprodução/Flickr)

O cristianismo corre o risco de ser “eliminado” em algumas partes do mundo devido à intensificação da perseguição, alertou o enviado especial do Reino Unido para a Liberdade de Religião ou Crença (FoRB), David Smith. O governo britânico agora tem como alvo 10 países como parte de sua política externa revisada para defender esse direito humano.

Smith, deputado do Partido Trabalhista por Northumberland, fez os comentários durante uma coletiva de imprensa no Ministério das Relações Exteriores e do Desenvolvimento da Commonwealth. Cristão e ex-colaborador da Tearfund e da Sociedade Bíblica, ele anunciou um novo plano para priorizar a liberdade de religião ou crença (FoRB) em países onde minorias religiosas, incluindo cristãos, bahá’ís e muçulmanos ahmadi, enfrentam repressão ou violência, informou o Religion Media Centre .

Smith afirmou que o Reino Unido se concentrará em 10 países, incluindo Vietnã, Argélia, Índia, Nigéria, Paquistão, China, Síria, Ucrânia, Afeganistão e Iraque. Ele afirmou que estes foram selecionados devido à gravidade da necessidade, aos laços diplomáticos do Reino Unido e à possibilidade de progresso.

Ele acrescentou que a perseguição, realizada tanto por governos quanto por grupos sociais, pode envolver assédio policial, ostracismo social, detenção sem justa causa, negação de cidadania, tortura, ataques a locais de culto e até assassinatos, citando pesquisas do Pew Research Center.

Ele citou dados recentes que mostram que 380 milhões de cristãos enfrentam perseguição em todo o mundo e alertou: “A perseguição com base na religião ou crença, praticada pelos próprios Estados e grupos sociais, está ocorrendo em todos os continentes do mundo”.

Smith chamou o compromisso do Reino Unido de “um novo capítulo” na política externa e disse que a liberdade religiosa estava interligada a outras liberdades, incluindo a liberdade de expressão, consciência e reunião.

Dos 10 selecionados, apenas três — Nigéria, Paquistão e Afeganistão — estão entre os 10 primeiros na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas, que identifica os países onde os cristãos são mais severamente perseguidos. Os piores criminosos dessa lista, como Coreia do Norte, Somália e Iêmen, não estão entre as prioridades atuais do Reino Unido.

Smith reconheceu a lacuna e afirmou que países como Eritreia e Iêmen permanecem sob sua alçada por meio de advocacy contínua. Ele afirmou que a natureza direcionada da estratégia não impede o Reino Unido de atuar em outros casos, inclusive em nome de prisioneiros de consciência.

Ele se referiu à comunidade Ahmadiyya no Paquistão, que não é reconhecida como muçulmana pelo Estado e cujas mesquitas são frequentemente profanadas, e à repressão aos bahá’ís no Irã e aos cristãos na Coreia do Norte.

Smith explicou que a liberdade de expressão não se refere apenas à crença religiosa, mas à saúde das sociedades. “A intolerância religiosa e a perseguição podem alimentar a instabilidade e o conflito”, disse ele. Ele acrescentou que proteger os direitos de crença é crucial para prevenir crises futuras, especialmente em países que enfrentam guerras ou divisões sectárias.

A estratégia FoRB (Freedom of Religion or Belief), que traduzido significa Liberdade de Religião ou Crença, do governo do Reino Unido envolve cinco vertentes.

Em primeiro lugar, visa manter os padrões internacionais por meio de organismos como a ONU e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Em segundo lugar, incorporará a questão à diplomacia bilateral direcionada, incentivando missões individuais a levantar a questão da liberdade de religião (LCR) em capitais estrangeiras. Em terceiro lugar, o Reino Unido fortalecerá as coalizões internacionais que trabalham pela liberdade religiosa. Em quarto lugar, o Ministério das Relações Exteriores incorporará a questão da liberdade de religião (LCR) em sua programação principal de direitos humanos. A quinta vertente envolve a colaboração com grupos da sociedade civil que trabalham com respeito e conscientização inter-religiosos.

Falando no briefing, Lord Collins de Highbury, ministro dos Direitos Humanos, disse que o Reino Unido há muito acredita que os direitos e o Estado de Direito fortalecem a prosperidade e a resiliência globais. Ele afirmou que seu gabinete já havia escrito aos chefes de missão britânicos, orientando-os a incorporar os direitos humanos, incluindo a liberdade de religião ou de religião (LCR), em todas as áreas do trabalho diplomático.

Ele citou a recente libertação de dois indivíduos — o ateu nigeriano Mubarak Bala e o pastor cubano Lorenzo Rosales Fajardo — como exemplos de advocacy bem-sucedida apoiada pelos britânicos.

“Somente trabalhando juntos podemos construir um mundo onde todos, em todos os lugares, possam viver com dignidade, livres para acreditar — ou não acreditar — sem medo”, disse Lord Collins.

Em abril, durante um debate , Smith afirmou que a postura diplomática britânica é influenciada por sua própria história, transitando “da perseguição ao pluralismo”, o que, segundo ele, confere credibilidade à defesa no exterior. Ele descreveu o Reino Unido como “excepcionalmente bem posicionado” para agir em apoio à liberdade religiosa, citando seu legado de direitos legais e pluralismo pacífico.

A função de enviado para a Liberdade de Religião (FoRB) foi criada após um relatório de 2019 do então Bispo de Truro, Philip Mounstephen, que constatou que os funcionários do Ministério das Relações Exteriores não tinham conhecimento da perseguição religiosa global. O relatório levou a recomendações de que a liberdade religiosa fosse formalmente integrada à política externa do Reino Unido.

Smith argumentou que defender a liberdade de expressão não beneficia apenas as comunidades perseguidas, mas também aqueles que se envolvem em repressão. Ele afirmou que a liberdade de expressão poderia gerar novas oportunidades e liberdades para que suas nações prosperassem e reafirmou seu compromisso de pressionar o governo do Reino Unido a agir.

Enquanto isso, o Christian Today observou que uma nova pesquisa da Jersey Road PR descobriu que a grande mídia do Reino Unido raramente noticia ataques contra cristãos em todo o mundo.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Pesquisa revela que 64% dos cristãos nunca levaram alguém à fé em Jesus

Evangelismo e oração (Imagem ilustrativa: Unsplash/Kevin Wright)
Evangelismo e oração (Imagem ilustrativa: Unsplash/Kevin Wright)

Uma pesquisa recente do Barna Group aponta que 64% dos que se declaram cristãos dizem jamais ter levado alguém à fé em Jesus Cristo – nem uma única vez.

Quase dois terços dos cristãos que frequentam regularmente os cultos – cantando hinos, fazendo orações e lendo as Escrituras – nunca estiveram diretamente envolvidos na transformação espiritual de outra pessoa.

Isso revela um distanciamento entre a prática religiosa e o chamado evangelístico.

Mais preocupante ainda, a pesquisa mostra que apenas 19% afirmam sentir pessoalmente a responsabilidade de compartilhar sua fé.

Para a maioria, evangelizar parece ser uma missão que pertence a outros – líderes religiosos, missionários ou figuras públicas – e não uma responsabilidade individual.

O cristianismo tem como fundamento a proclamação das “boas novas” – o Evangelho. “Essas notícias eram tão transformadoras que os primeiros apóstolos arriscaram, e em muitos casos entregaram, suas vidas para anunciá-las ao mundo”, lembra o colunista Clayton Hayes.

O próprio Jesus comissionou seus seguidores com um chamado claro e universal: “Vão e façam discípulos de todas as nações” e não “vá e guarde para si mesmo”.

O que levou a essa mudança? Para começar, o clima cultural atual não favorece a partilha da fé, explica Hayes.

“Vivemos numa sociedade cada vez mais cautelosa – se não mesmo abertamente hostil – em relação a conversas religiosas, especialmente aquelas que sugerem que a verdade é mais do que apenas uma preferência pessoal.”

E continua: “Adicione a isso o medo de ofender alguém, o desconforto da rejeição ou simplesmente o constrangimento, e não é difícil entender por que muitos crentes se refugiam no silêncio.”

Negligência espiritual

A redução no alcance evangelístico não pode ser atribuída apenas às barreiras culturais ou sociais.

A pesquisa do Barna Group revela dados ainda mais profundos sobre o comportamento dos cristãos praticantes.

Segundo o levantamento, apenas 17% desses fiéis admitem não ter compartilhado o Evangelho nenhuma vez no último ano. Esse número não representa simples fracasso – é um alerta contundente sobre negligência espiritual e a desconexão entre convicção e ação.

“Não se trata apenas de uma deficiência pessoal; trata-se de uma mudança cultural dentro da própria Igreja”, avisa Hayes.

Que emenda: “Nos tornamos tão focados em eventos comunitários, programas sociais ou conteúdo online que podemos ter esquecido a simplicidade – e a urgência – de uma conversa cara a cara sobre a eternidade.”

Uma parte significativa do problema pode estar na compreensão equivocada sobre o que realmente é evangelizar.

Muitos cristãos acreditam, de forma errada, que é necessário ter formação teológica ou dominar uma apresentação impecável para compartilhar a fé.

“Mas, na maioria das vezes, conduzir alguém a Cristo começa com amizade, honestidade e disposição para falar sobre o que a fé significa para você. Não se trata de fechar uma venda, e sim de abrir uma porta”, afirma o colunista cristão.

Colapso do discipulado

Hayes diz que estamos vendo os efeitos do colapso do discipulado. De acordo com a Barna apenas 25% dos cristãos dizem se sentir confiantes para responder a perguntas sobre sua fé.

“Essa falta de confiança pode paralisar as pessoas. Mas também é um convite – para aprender, crescer e confiar que o Espírito Santo faz o verdadeiro trabalho, não nós”, diz Hayes.

Ele afirma que é claro que nem todos são chamados para pregar nas ruas ou liderar apelos em estádios. Mas todo cristão é chamado para ser uma testemunha.

“Isso pode significar orar por um amigo, compartilhar sua história tomando um café ou convidar alguém para a igreja”, diz.

Para ele, pequenos atos de coragem ainda contam – e às vezes eles abrem conversas que transformam vidas.

“A boa notícia é que evangelizar não é um jogo de números. Não somos julgados por quantas pessoas convertemos, mas por nossa fidelidade em apontar outros para Aquele que pode”, diz.

Mas Hayes diz que ainda assim, devemos ficar preocupados quando a maioria dos crentes passou a vida inteira sem nunca fazer apresentar Jesus para alguém.

“Talvez seja hora de uma reinicialização – um lembrete de que nossa fé nunca foi concebida para ser privada, silenciosa ou culturalmente segura. Se realmente acreditamos que o Evangelho é uma boa notícia, não é algo que podemos guardar para nós mesmos”, afirma.

Fonte: Guia-me com informações de State Gazette

Karina Bacchi lança devocional voltado à prática diária da fé

Karina Bacchi com seu livro devocional + Forte na Fé (Foto: Reprodução)
Karina Bacchi com seu livro devocional + Forte na Fé (Foto: Reprodução)

Karina Bacchi lança o devocional + Forte na Fé, uma obra voltada a mulheres que desejam aprofundar a vida espiritual por meio de reflexões diárias. O livro publicado pela Editora Vida reúne 100 mensagens com base em textos bíblicos, acompanhadas de orações, e tem como foco o fortalecimento da intimidade com Deus em meio às demandas do cotidiano.

Organizado para ser lido diariamente, o conteúdo pode ser utilizado de maneira individual ou em grupo, como em discipulados ou rodas de conversa. O formato das mensagens busca facilitar a aplicação prática da fé, por meio de citação bíblica, reflexão sobre o tema e oração. A proposta é que cada leitura funcione como uma conversa com o Senhor, com espaço para pausa, escuta e ação.

Buscar a Deus não pode ser a última opção, o “se der”, o que sobra depois de tudo. Ele é o centro da vida abundante que desejamos. É no encontro com Ele que nossa fé se fortalece, nossa identidade se alinha e o coração encontra descanso. (+ Forte na Fé, p. 18).

O livro nasce a partir da vivência pessoal da autora, que após uma trajetória na televisão passou por uma mudança de vida motivada pelo Cristianismo. Karina tem se dedicado a compartilhar conteúdos ligados à espiritualidade em diferentes formatos: palestras, eventos missionários e o +Forte Podcast, canal em que recebe convidados do meio cristão para conversas sobre testemunhos e vida com Deus.

Com linguagem acessível e estrutura prática, + Forte na Fé propõe uma rotina devocional que possa ser iniciada a qualquer tempo, com ou sem experiência prévia em leituras bíblicas. O material se insere no contexto de publicações que visam oferecer suporte à vida espiritual, incentiva a criação de espaços de escuta, oração e reflexão nas diversas etapas da jornada cristã. Além deste lançamento, a autora já havia publicado, em 2023, o livro +Forte e Corajosa, também pela Editora Vida.

Ficha técnica 
Título
: + Forte na fé
Subtítulo: 100 Devocionais Para Fortalecer sua Intimidade com Deus
Autora: Karina Bacchi
Editora: Vida
ISBN: 978-65-5584-741-3
Formato:  21×15 cm
Páginas: 336
Preço: R$ 69,90
Onde encontrar: Amazon (compre aqui)

Adquira também este livro de Karina Bacchi: Mais Forte e Corajosa: Descobrindo a sua Força e Potencializando a sua Felicidade (compre na Amazon)

Sobre a autora: Karina Bacchi é mãe, autora, apresentadora, influenciadora digital e atriz, nascida em São Manuel (SP). Aos 14 anos, mudou-se para a capital em busca da carreira artística, mas sua vida foi transformada após um encontro com Jesus. Hoje, atua como pregadora, palestrante e missionária. No YouTube, apresenta o +Forte Podcast, onde recebe convidados cristãos e compartilha mensagens de fé, renovação e encorajamento.

Instagram: @karinabacchi
Podcast: @maisforte.podcast

Cultura da caridade é forte no Brasil mas ainda pode crescer, analisa ONG Visão Mundial

Ação de solidariedade dstribui alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade (Foto: Canva Pro)
Ação de solidariedade dstribui alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade (Foto: Canva Pro)

Hoje, 19 de julho, é celebrado no Brasil o Dia da Caridade, data que convida a sociedade a refletir sobre a importância da solidariedade, da empatia e da ação coletiva para transformar realidades. Em um cenário de crescentes desigualdades e desafios sociais, a Visão Mundial, organização humanitária cristã que atua há mais de 50 anos no país, destaca a relevância de iniciativas que colocam a proteção de crianças, adolescentes e até adultos brasileiros em situação de vulnerabilidade no centro das prioridades.

Apesar de o Brasil ocupar a 62ª posição no World Giving Index 2023, ranking global que mede a solidariedade em mais de 140 países, a cultura de doação no país demonstra sinais de força. Segundo o Brasil Giving Report, 62% dos brasileiros afirmaram ter feito doações em dinheiro para causas sociais no último ano, enquanto 38% participaram de atividades voluntárias. As principais áreas apoiadas são educação, saúde e proteção à infância — causas que refletem diretamente a atuação da Visão Mundial.

“Em linhas gerais, o Brasil é um país caridoso, mas há uma dificuldade em transformar o sentimento de caridade nas pessoas em ações que de fato contribuam, como trabalho voluntário, doações e outras. Por isso, datas como o Dia da Caridade são um chamado à ação. É quando reafirmamos nosso compromisso com a justiça social e com o cuidado daqueles que mais precisam. Cada doação, cada gesto de solidariedade, contribui para garantir direitos e dignidade a milhares de brasileiros”, afirma Thiago Crucitti, diretor nacional da Visão Mundial Brasil

Presente em mais de 100 países, a Visão Mundial tem intensificado sua atuação no Brasil, especialmente em comunidades marcadas por crises socioeconômicas, desastres naturais e insegurança alimentar. Somente em 2024, a organização atendeu mais de 600 mil pessoas no país com ações emergenciais, programas de desenvolvimento comunitário e projetos de fortalecimento familiar. Entre as iniciativas mais recentes da ONG está a campanha Todo Sonho Importa, que leva atendimento médico, atividades educativas e apoio psicossocial a crianças em áreas vulneráveis da Amazônia. A organização também atua no apoio a populações atingidas por desastres, como as enchentes no Rio Grande do Sul, oferecendo kits de higiene, água potável, acolhimento e proteção infantil.

Durante emergências, como a pandemia de Covid-19 ou os desastres climáticos no Sul do país, a solidariedade brasileira costuma se intensificar. Em 2020, por exemplo, o Brasil foi o segundo país que mais doou para ações ligadas à pandemia, com mais de R$ 7 bilhões em doações, segundo dados da ABCR. No entanto, ainda existem desafios: menos de 30% das doações são recorrentes, e a falta de confiança em instituições é apontada como uma barreira à continuidade do apoio.

Neste Dia da Caridade, a Visão Mundial convida empresas, doadores e voluntários a se unirem em prol de um futuro mais justo e solidário. “Transformar a realidade de uma criança é possível, mas só acontece quando há um esforço coletivo”, reforça Crucitti.

Sobre a Visão Mundial

A World Vision, conhecida no Brasil como Visão Mundial, é uma organização humanitária cristã dedicada a trabalhar com crianças, famílias e comunidades para combater as causas da pobreza e da injustiça. No Brasil desde 1975, atua nas áreas de proteção, educação, advocacy e emergências, priorizando populações em situação de vulnerabilidade, independentemente de religião, raça ou gênero. Mais informações: www.visaomundial.org.br

Jovens estão cada vez mais abertos à fé e a Deus, revela pesquisa

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

No início deste ano, uma pesquisa encomendada pela Sociedade Bíblica sugeriu que um “reavivamento silencioso” está ocorrendo na Grã-Bretanha, particularmente entre a Geração Z, aqueles nascidos por volta da virada do milênio. A Geração Z está frequentando cada vez mais a igreja, com os jovens, em particular, demonstrando grande interesse em retornar à fé histórica britânica.

Agora, a Youth for Christ (YfC) revelou suas próprias descobertas em seu relatório “ZA Growing Spirituality” , que analisa as atitudes de fé na geração abaixo da Geração Z – Geração Alfa, ou seja, de 11 a 18 anos.

Pouco mais da metade dos entrevistados disseram ser cristãos (52 por cento), mas apenas 35 por cento se descreveram como “seguidores de Jesus”, embora esse número tenha aumentado 12 por cento em relação a cinco anos atrás.

Cerca de dois terços dos entrevistados (65%) disseram ter uma visão positiva das igrejas em sua área local, com apenas seis por cento tendo uma visão negativa.

É importante ressaltar que pouco mais da metade (53%) disse que consideraria ir à igreja se fosse convidada por um amigo.

O estudo foi realizado pela DJS Research em nome da Youth for Christ e se baseou em respostas a 1.009 pesquisas respondidas por jovens de todo o Reino Unido.

Foi revelado que a maioria dos jovens faz conexões online em vez de em um ambiente do mundo real.

Ironicamente, embora os jovens passem muito tempo on-line, eles ainda consideram os influenciadores digitais como a fonte de informação menos confiável, preferindo confiar na família e nos amigos.

A pesquisadora principal, Laura Hancock, afirmou: “Em 2025, muitas pessoas passarão mais tempo em ambientes isolados, na segurança de um lar com pessoas em quem confiam, interagindo com o mundo principalmente por meio de telas. Essa mudança influenciou profundamente não apenas em quem confiam, mas também o que molda suas crenças e decisões.”

A pesquisa também observou que a Páscoa e o Natal oferecem uma oportunidade perfeita para divulgação, com mais pessoas do que nunca frequentando a igreja durante esses importantes festivais cristãos.

Hancock disse que a pesquisa mostra que agora é a hora da colheita na Grã-Bretanha.

“Estendam a mão e se envolvam com os jovens em suas comunidades… A hora é agora. É urgente. Os jovens estão procurando por Jesus e esperando que alguém lhes fale sobre Ele”, disse ela.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Senado realiza sessão solene em homenagem ao pastor Gedelti Gueiros

Morre pastor Gedelti Gueiros. (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Morre pastor Gedelti Gueiros. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A trajetória do fundador da Igreja Cristã Maranata, pastor Gedelti Victalino Teixeira Gueiros, foi celebrada em sessão solene realizada no Senado Federal nesta quinta-feira, 17 de julho. A iniciativa partiu do senador Magno Malta, que conduziu a cerimônia diante de autoridades políticas, lideranças evangélicas, familiares e membros da igreja. O líder religioso morreu no dia 5 de julho em Vila Velha, no Espírito Santo, aos 93 anos de idade.

A homenagem reuniu nomes de destaque do cenário nacional, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que prestou solidariedade à família Gueiros. “O pastor Gedelti foi um homem que impactou gerações com sua firmeza, sua fé e sua devoção ao Evangelho. Um exemplo de liderança que deixa um legado eterno”, declarou Bolsonaro, que foi aplaudido ao mencionar o papel da igreja na formação espiritual do país.

O deputado federal Gilberto Nascimento, presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional, também participou da solenidade. Em sua fala, destacou a importância da Igreja Cristã Maranata para o avanço da fé cristã no Brasil. “O pastor Gedelti foi um instrumento de Deus na edificação de uma obra que atravessa fronteiras. Sua vida foi um testemunho de coragem e fidelidade à Palavra”, afirmou.

O pastor Alexandre Gueiros, atual presidente da Igreja Cristã Maranata e sucessor de Gedelti, destacou o compromisso da denominação em manter vivos os princípios defendidos por seu fundador. “Seguimos firmes na doutrina revelada e no modelo de igreja que o Senhor entregou por meio do seu servo Gedelti. Ele cumpriu seu chamado até o fim”, disse Alexandre, emocionado.

Convivência

Outro nome presente foi o conselheiro presbiterial da Maranata, Julio Cezar Costa, que compartilhou sua convivência com o líder. “Foi um pai espiritual para todos nós. O pastor Gedelti não apenas ensinava a doutrina, ele a vivia. Era íntegro, zeloso, atento à condução do Espírito Santo.”

Também esteve presente o genro do pastor, Albert Velten Bitran, que agradeceu ao Senado pelo reconhecimento público da trajetória do sogro. “Essa homenagem ultrapassa os limites da política. Ela alcança os corações de milhares de pessoas que foram tocadas pelo ministério dele.”

A filha do pastor, Jurama Barros Gueiros Bitran, acompanhou a cerimônia ao lado dos filhos e netos de Gedelti. Visivelmente emocionada, ela recebeu o carinho dos presentes e foi citada em diversos discursos como exemplo de continuidade e dedicação à obra iniciada por seu pai.

Discursos

A sessão foi marcada por discursos de reconhecimento, momentos de oração e menções à atuação histórica de Gedelti Gueiros, que fundou a Igreja Cristã Maranata em 1968, no Espírito Santo, e a conduziu por mais de cinco décadas.

Ao encerrar a cerimônia, o senador Magno Malta exaltou o legado de seu amigo pessoal. “Gedelti foi um gigante da fé. Não liderou por vaidade, mas por obediência a um chamado. A sua voz continuará ecoando por meio da igreja que ele edificou com temor e amor.”

A sessão solene deixou evidente o respeito institucional e espiritual por uma das figuras mais influentes da história recente do movimento evangélico no Brasil.

História

Nascido no estado do Rio de Janeiro, Gedelti mudou-se ainda na infância com a família para Vila Velha, onde concluiu a graduação em Odontologia e passou a maior parte de sua vida. Em janeiro de 1968, ao lado de ex-pastores da Igreja Presbiteriana do Brasil, participou da fundação da Igreja Cristã Maranata, que hoje reúne aproximadamente 5 mil templos no Brasil e presença ativa em mais de cem países, espalhados por todos os continentes.

Ao longo das últimas décadas, consolidou-se como uma das figuras mais conhecidas do meio evangélico nacional. Entre suas contribuições, destaca-se a adoção de tecnologias via satélite para a transmissão de cultos e programas cristãos em emissoras de televisão no país. Em 2018, recebeu uma homenagem no Congresso Nacional durante a comemoração dos 50 anos da Igreja Maranata.

Fonte: Comunhão

Dioceses católicas dispensam imigrantes de comparecer à missa por medo de deportação

Padre em igreja católica (Foto: reprodução)
Padre em igreja católica (Foto: reprodução)

Duas dioceses católicas nos Estados Unidos dispensaram imigrantes ilegais de comparecer à missa de domingo devido ao medo de batidas policiais em meio à pressão do presidente Donald Trump por deportações em massa.

Citando as “necessidades pastorais da nossa diocese”, a Diocese de San Bernardino, no sul da Califórnia, anunciou que os fiéis que têm “medo de possível atividade anti-imigrante” podem ser dispensados de comparecer à missa aos domingos “até novo aviso ou até que as circunstâncias que exigem este decreto sejam suficientemente resolvidas”.

“Todos os fiéis da Diocese de San Bernardino que, por medo genuíno de ações de imigração, não puderem comparecer à missa dominical ou às missas em dias santos de guarda, ficam dispensados dessa obrigação, conforme previsto no Cânon 1247, até que este decreto seja revogado ou alterado”, afirma o decreto do Bispo de San Bernardino, Alberto Rojas.

A diocese pede que aqueles dispensados da missa “mantenham sua comunicação espiritual com Cristo e Sua Igreja” por meio de oração, leitura da Bíblia, assistindo à missa televisionada e devoções.

A diocese se junta à Diocese de Nashville, que emitiu uma isenção semelhante em maio, pois enfrentou uma diminuição na frequência às igrejas de língua espanhola em meio ao aumento da atividade de fiscalização da imigração na área metropolitana.

“[M]uitos em nossa diocese estão preocupados com a possibilidade de serem confrontados ou detidos enquanto participam da missa ou de outros eventos paroquiais”, diz um comunicado da diocese de Nashville. “Nossas igrejas permanecem abertas para acolher e servir nossas comunidades paroquiais, mas nenhum católico é obrigado a participar da missa no domingo se isso colocar sua segurança em risco.”

No domingo, depois que o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA prendeu quase 200 pessoas em uma operação no início de maio, a Diocese de Nashville relatou que o comparecimento caiu 50%, de acordo com a WPLN .

No início de junho, os bispos de Nashville, Memphis e Knoxville emitiram uma declaração elogiando os esforços das autoridades policiais para deter criminosos, traficantes de drogas e pessoas. No entanto, questionaram os números do governo, enfatizando que “cerca de 100 dos detidos, embora indocumentados, aparentemente não tinham antecedentes criminais”.

“Isso levanta a questão de se a atividade de execução tinha como alvo principal aqueles que não deveriam ter lugar em nossas comunidades por causa de suas próprias atividades ilegais”, escreveram os bispos na declaração divulgada pela Conferência Católica do Tennessee.

“O fato de tantas pessoas sem documentação poderem viver discretamente, sem ser notadas, muitas vezes por décadas, aponta claramente para a necessidade de uma ampla reforma no sistema de imigração.”

Os bispos pediram “esforços para resolver as deficiências de décadas na aplicação da lei de imigração, respeitar o devido processo legal e a dignidade de cada pessoa”.

Pouco depois de assumir o cargo em janeiro, o governo Trump alterou uma política de “Proteção de Locais Sensíveis” que limitava a ação das autoridades federais de imigração em áreas “sensíveis” ou próximas a elas.

“Os criminosos não poderão mais se esconder nas escolas e igrejas dos Estados Unidos para evitar a prisão”, disse um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA em um comunicado na época.

Em junho, o Bispo Rojas alegou que agentes federais entraram em uma propriedade da paróquia de San Bernardino para deter várias pessoas. Agentes do ICE teriam perseguido várias pessoas que não eram funcionários nem paroquianos até o estacionamento da Igreja de Santa Adelaide, em Highland, onde foram detidas, de acordo com o Diretor de Comunicações da Diocese de San Bernardino, John Andrews.

O bispo nascido no México enviou uma carta aos paroquianos discutindo a “mudança e o aumento na fiscalização da imigração em nossa região e, especificamente, em nossa diocese”.

“As autoridades agora estão sequestrando irmãos e irmãs indiscriminadamente, sem respeitar seu direito ao devido processo legal e sua dignidade como filhos de Deus”, escreveu ele.

“Embora certamente respeitemos e apreciemos o direito das autoridades policiais de manter nossas comunidades protegidas de criminosos violentos, agora vemos agentes detendo pessoas ao saírem de suas casas, em seus locais de trabalho e em outros locais públicos escolhidos aleatoriamente”, continuou ele. “Tivemos pelo menos um caso de agentes [do Serviço de Imigração e Alfândega] entrando em uma propriedade paroquial e apreendendo várias pessoas.”

O pastor Samuel Rodriguez, que lidera a Conferência Nacional de Liderança Cristã Hispânica e pastoreia a Igreja New Season em Sacramento, disse ao The Christian Post no início deste ano que “recebeu várias garantias e esclarecimentos sobre a motivação por trás” da mudança de política do governo Trump.

“Em nenhuma circunstância, nos últimos 250 anos da história americana, houve um momento em que tropas federais entraram em uma igreja com armas de fogo. E isso não acontecerá sob o governo Trump”, disse Rodriguez, que orou na primeira posse de Trump. “Não prevejo nenhuma circunstância em que agentes [do Serviço de Imigração e Alfândega], em cooperação com outras agências policiais, entrem em um culto matinal de domingo com armas de fogo.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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