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Dois evangelistas são mortos em ataque na Nigéria

Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)
Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)

No domingo (13), militantes entre a etnia fulani abriram fogo contra a comunidade de Gwon, na Nigéria, matando dois evangelistas que estavam visitando a região. Os evangelistas faziam parte de um grupo que estava compartilhando as boas-novas na comunidade de Gwon, no estado de Plateau.

Solomon Daylop, líder de um grupo juvenil local chamado Associação de Jovens Berom Moulders, que presenciou o ataque, relatou: “Eles abriram fogo e mataram duas pessoas. A partir daí, houve muitos disparos contra a comunidade até que a força-tarefa militar e membros da vigilância chegaram e repeliram os agressores, que recuaram para as colinas”.

Onda de violência na Nigéria

Os extremistas seguiram para a comunidade vizinha de Jol, onde atacaram novamente. “Enquanto enterrávamos as duas pessoas mortas em Gwon, os militantes foram até a sede da comunidade de Rim e atacaram a vila”, disse Solomon à imprensa local.

“O ataque durou cerca de uma hora, com uma intensa troca de tiros. Os militantes estavam por toda a área da comunidade de Jol, destruindo plantações também.” Antes de partirem, os agressores ameaçaram voltar à noite.

O líder comunitário compartilhou que as pessoas estão vivendo em estado de ansiedade nessa região da Nigéria. “O povo está em luto e vivendo em apreensão e medo por suas vidas, sem saber o que acontecerá a seguir, pois os bandidos, em número superior a cem, estão bem armados”, relatou.

Comunidades cristãs no Cinturão Médio, Nordeste e Centro da Nigéria estão sofrendo uma onda de ataques por parte de militantes entre o povo fulani. Este é um momento estratégico para atacar essas comunidades, pois muitos são agricultores de subsistência e estão no período de plantio. A destruição e o deslocamento garantem que os meios de subsistência sejam destruídos e os cristãos fiquem empobrecidos.

A Missão Portas Abertas pede oração pelo Norte da Nigéria, onde os ataques contra seguidores de Jesus têm acontecido quase diariamente.

Fonte: Portas Abertas

‘A Visão’, novo filme cristão, estreia hoje nos cinemas do Brasil

Cena do filme "A Visão" (Foto: 360WayUp)
Cena do filme "A Visão" (Foto: 360WayUp)

Estreia hoje, 17 de julho, o filme A Visão nos cinemas de todo o Brasil. A produção é assinada pela Angel Studios, estúdio responsável por sucessos como The Chosen, Som da Liberdade e O Rei dos Reis, e tem distribuição nacional da Heaven Content em parceria com a 360 WayUp.

Baseado em uma história real, o filme conta a trajetória do Dr. Ming Wang, interpretado por Terry Chen e Ben Wang (Karatê Kid: Lendas), um jovem chinês que sobreviveu à Revolução Cultural e imigrou para os Estados Unidos, onde se tornou um dos principais cirurgiões oftalmológicos do mundo. Determinado a usar sua profissão para transformar vidas, o Dr. Wang enfrenta desafios emocionais e espirituais ao tentar restaurar a visão de Kajal, uma órfã que perdeu os olhos após um ataque da madrasta.

A Visão estreia nos principais cinemas do Brasil e aborda temas como perdão, superação e a busca pelo propósito, conectando ciência e fé de maneira emocionante. A direção é de Andrew Hyatt, que também dirigiu Paulo, Apóstolo de Cristo.

Para Ygor Siqueira, CEO da 360 WayUp e cofundador da Heaven Content, o lançamento representa um novo momento para o público cristão no país. “As pessoas estão em busca de histórias que toquem o coração e tragam esperança. A Visão é um convite a refletir sobre o poder da fé e da compaixão”, afirma.

Trailer “A Visão”:

Sobre a 360 WayUp
A 360 WayUp nasceu com o objetivo de impulsionar o mercado cinematográfico cristão no país. A empresa atua no processo de viabilizar, produzir, distribuir e comunicar obras que alcancem pessoas através de mensagens de fé e esperança. Para isso, utiliza-se de estratégias eficientes numa atuação em nível nacional. Fundada por Ygor Siqueira, a empresa tem como diferencial a expertise de se comunicar amplamente com o seu público-alvo: os cristãos. Com uma equipe experiente, a 360 WayUp é a única do mercado e tem revolucionado o segmento. Entre os lançamentos: Você Acredita?, Quarto de Guerra, Ressurreição, Milagres do Paraíso, Deus Não Está Morto 2, Ben-Hur, Para Sempre, Papa Francisco, A Cabana, A Estrela de Belém, Extraordinário, Mais que Vencedores, Paulo, Apóstolo de Cristo e Som da Liberdade, A Forja, O Rei dos Reis, dentre outros, totalizando quase 40 milhões de espectadores levados ao cinema.

Sobre a Heaven Content
A Heaven Content é a principal força do cinema cristão no Brasil, trazendo histórias inspiradoras que promovem fé, esperança e superação. Com parcerias estratégicas com a 360 WayUp, a Heaven Content combina excelência em produção, distribuição eficiente e campanhas autênticas, impactando milhões de espectadores. Sua missão é conectar o público a narrativas transformadoras, consolidando-se como referência no entretenimento cristão no Brasil e na América Latina.

Fonte: 360 WayUp

Parlamento Europeu aprova resolução pedindo proteção aos cristãos na Síria

Igreja destruída na Síria (Foto: Captura de Tela/YouTUbe)
Igreja destruída na Síria (Foto: Captura de Tela/YouTUbe)

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução urgente exigindo maior proteção para cristãos e outras minorias na Síria.

A resolução condena, e é o resultado direto, do atentado suicida na igreja ortodoxa grega Mar Elias, em Damasco, no mês passado.

Vinte e cinco pessoas morreram no atentado, que se acredita ter sido obra de um grupo dissidente de radicais islâmicos, embora outras fontes afirmem que membros dos serviços de segurança da Síria estavam envolvidos.

A Síria é atualmente dominada pelo HTS, um braço islâmico da Al-Qaeda. Apesar de suas origens, o grupo tem se esforçado para se apresentar como inclusivo e inofensivo em relação a cristãos e outras minorias.

No entanto, além do atentado à igreja, houve outros incidentes de grave violência sectária. Em março, centenas de alauítas foram massacrados, embora não esteja claro se isso ocorreu com o apoio do governo ou se foi apenas uma indicação de que este não tem poder para controlar todas as facções armadas do país.

O grupo de defesa cristão, ADF International, acolheu a resolução do Parlamento Europeu pedindo maior proteção às minorias religiosas e mais ações contra o extremismo violento.

Kelsey Zorzi, Diretora de Liberdade Religiosa Global da ADF International, disse: “Esta resolução marca um passo importante para construir um movimento internacional para proteger os cristãos e outras minorias religiosas na Síria.

“O Parlamento Europeu tem razão em exigir responsabilização, não apenas pelo ataque a Mar Elias, mas pelo padrão mais amplo de perseguição religiosa na Síria, e em condicionar o apoio futuro ao cumprimento das obrigações de direitos humanos pelo governo sírio.”

A resolução também exige que o governo sírio garanta que a igreja de Mar Elias seja reconstruída.

A ADF manifestou preocupação com o fato de os cristãos na Síria estarem supostamente sujeitos a níveis crescentes de discriminação em empregos nos setores público e privado. Histórias de assédio e intimidação também estão aumentando, aumentando o temor de que a histórica população cristã da Síria possa desaparecer com o tempo devido à emigração.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Mais de 40 cristãos são presos em nova onda de repressão no Irã

Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)

Pelo menos 43 cristãos foram presos em diferentes cidades do Irã após o cessar-fogo com Israel nas últimas semanas. Essas detenções, realizadas pelo Ministério da Inteligência iraniana, parecem fazer parte de uma campanha mais ampla contra minorias religiosas.

Embora as acusações exatas não tenham sido divulgadas, alguns casos envolvem a posse de Bíblias. Outros estão ligados a uma nova proposta de lei que ameaça com punições severas qualquer suposta colaboração com “estados hostis”, como os Estados Unidos ou Israel. Tais leis são frequentemente usadas contra cristãos de origem muçulmana, que são rotineiramente rotulados como “sionistas” ou acusados de pertencer a “seitas desviantes” por abandonarem o islã.

Em documentos judiciais anteriores, juízes afirmaram abertamente que o cristianismo evangélico mina os valores islâmicos, desestrutura a família e se alinha com inimigos ocidentais. Essa mentalidade continua a justificar a crescente perseguição contra os cristãos no Irã. Recentemente, especialistas em direitos humanos da ONU destacaram relatos perturbadores da mídia estatal rotulando comunidades inteiras – como os cristãos – como “traidores”, chegando a usar termos como “ratos imundos” para desumanizá-los.

Mãe cristã relata tratamento desumano na prisão

Após o recente ataque aéreo à prisão de Evin, em Teerã, as condições dos prisioneiros pioraram drasticamente. Pelo menos 11 cristãos detidos em Evin foram transferidos para outras prisões, mas alguns ainda não foram localizados. O destino deles permanece desconhecido, levantando sérias preocupações sobre desaparecimentos forçados.

Entre os que sofrem está Aida Najaflou, uma cristã de origem muçulmana de 43 anos, que continua presa simplesmente porque não pode pagar a fiança exorbitante estipulada para sua libertação. Em uma gravação recente, ela descreveu a transferência horrível de mais de 60 prisioneiras para a prisão de Qarchak, onde agora estão detidas sem água potável, alimentação adequada ou instalações higiênicas. “Estamos sofrendo, enclausuradas e impotentes”, disse ela.

Aida enfrenta várias acusações, incluindo “propaganda contra a República Islâmica” e “conluio”, simplesmente por orar, realizar batismos e postar conteúdo cristão online. Até mesmo a Bíblia foi citada em sua acusação como um “livro proibido”. Algumas de suas acusações também estão ligadas ao apoio ao movimento “Mulher, Vida, Liberdade” e à crítica a figuras políticas nas redes sociais.

Apesar da observação internacional, as autoridades iranianas continuam a usar a repressão e o medo para silenciar minorias religiosas e restringir a liberdade de crença. A recente onda de prisões é mais um lembrete do alto custo que muitos cristãos pagam por sua fé.

Fonte: Portas Abertas

Cuba: Líderes cristãos relatam efeitos do aumento da censura

Culto na Igreja Movimiento Apostólico Fuego y Dinámica del Espíritu Santo em Camagüey, Cuba (Foto: Reprodução)
Culto na Igreja Movimiento Apostólico Fuego y Dinámica del Espíritu Santo em Camagüey, Cuba (Foto: Reprodução)

Ao longo do último ano, uma nova lei deu respaldo legal ao controle de longa data do regime cubano sobre a informação e a expressão. À medida que a censura se intensifica, cristãos cubanos estão levantando suas vozes com cautela para compartilhar como essas restrições estão impactando sua fé e ministérios.

Ángela*, uma líder cristã cubana de 48 anos, lembra que aprendeu desde cedo a ser cuidadosa com suas palavras. Frases como “as paredes têm ouvidos” e “é melhor ser senhor do seu silêncio do que escravo das suas palavras” eram conselhos comuns. Hoje, esses avisos se tornaram realidade diária.

Cada conversa, mesmo com familiares no exterior, envolve risco. Ela não pode falar livremente sobre as crises econômica ou energética de Cuba, nem sobre a vigilância dentro de sua igreja. Qualquer comentário relacionado a esses temas pode ser considerado “contrarrevolucionário”.

Censurados

Embora a repressão à informação exista há décadas, uma lei recente a formalizou. A Lei 35 sobre Comunicação Social – promulgada em outubro de 2024 – alarmou muitos, especialmente os cristãos. Em entrevista ao canal de televisão France 24, Castro declarou: “a Lei 35 não é o início da censura, é a legalização oficial da censura”.

Entre outras disposições, Castro afirma que a ambiguidade da lei tem um propósito claro. Ao usar termos vagos como “notícias falsas” ou “comentários que prejudicam o prestígio do país”, ela dá às autoridades o poder de punir arbitrariamente qualquer dissidência. A lei regula os meios de comunicação tradicionais e digitais, incluindo redes sociais e influenciadores, garantindo que nenhuma mensagem escape ao controle do regime.

Para os cristãos na ilha, a lei levanta sérias preocupações. Eles poderão continuar compartilhando sua fé sem medo? O que acontecerá com os esforços de evangelismo ou discipulado online? Como isso afetará o crescimento ministerial em Cuba?

Liliana*, uma líder cristã cubana, diz que até mesmo uma mensagem sobre a vontade de Deus para Cuba pode ser interpretada como uma declaração política, se chegar aos ouvidos de alguém alinhado ao governo. “Se você se expressa e eles interpretam mal, no dia seguinte, um oficial do Ministério do Interior pode bater à sua porta, acusando você de ser contrarrevolucionário”, ela explica.

A igreja que permanece

Antonio*, pastor em Cuba há mais de cinco anos, enfatiza que a ameaça não é mais teórica. É uma realidade prática. Ele observa que muitos recursos online antes usados para sermões ou estudos teológicos agora estão inacessíveis. “Antes podíamos buscar notícias ou recursos teológicos. Agora, muitas páginas não carregam ou foram bloqueadas”, ele aponta.

Apesar do contexto adverso, os cristãos cubanos permanecem firmes em seu chamado. Como afirma Ángela: “As comunidades de fé podem desempenhar um papel fundamental na promoção da verdade e na transformação social”.

É por isso que a igreja cubana está enviando uma mensagem ao corpo global de Cristo: “Não parem de orar por nós”. Apesar da desconexão e da censura, o desejo deles é levar a luz de Cristo aos cantos mais escuros da ilha.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Tanzânia fecha igreja após críticas de pastor sobre direitos humanos

Fiéis se reúnem para o culto em Nyumba ya Ufufuo na Uzima (A Casa da Ressurreição e da Vida) da Igreja Glória de Cristo na Tanzânia - Captura de tela/Josephat Gwajima RudishaTv/YouTube
Fiéis se reúnem para o culto em Nyumba ya Ufufuo na Uzima (A Casa da Ressurreição e da Vida) da Igreja Glória de Cristo na Tanzânia - Captura de tela/Josephat Gwajima RudishaTv/YouTube

O governo da Tanzânia fechou uma igreja importante depois que seu fundador e pastor, um parlamentar do partido governista, denunciou violações contínuas de direitos humanos em um sermão. A medida ocorreu menos de um dia após o sermão e gerou preocupação generalizada com a liberdade religiosa e a dissidência política antes das eleições de outubro no país.

A Igreja Glória de Cristo na Tanzânia, fundada pelo Bispo Josephat Gwajima, teve seu registro oficialmente cancelado pelo Registro de Sociedades em 2 de junho, um dia após Gwajima condenar publicamente o aumento de sequestros e desaparecimentos forçados e lançar uma campanha de oração de sete dias por justiça e paz durante um sermão de domingo, informou o grupo Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediado no Reino Unido, no último fim de semana.

O governo acusou Gwajima de violar o Capítulo 337 da Lei das Sociedades ao proferir sermões politicamente carregados que, segundo ele, tinham a intenção de minar a confiança pública no governo.

A igreja, amplamente conhecida em suaíli como “Nyumba ya Ufufuo na Uzima” (A Casa da Ressurreição e da Vida), tem mais de 70.000 membros em pelo menos 2.000 filiais em todo o país e é um dos movimentos pentecostais mais visíveis do país.

Os esforços da igreja para garantir uma liminar do Tribunal Superior em Dodoma falharam inicialmente devido a erros na carta de cancelamento de registro, informou a Baptist Press .

Gwajima, que representa o distrito eleitoral de Kawe no Parlamento como membro do partido governista Chama Cha Mapinduzi, ou CCM, tornou-se um crítico cada vez mais veemente da presidente Samia Suluhu Hassan. Seu sermão recente ocorreu após relatos de sequestros e supostas torturas de dois ativistas estrangeiros – o queniano Boniface Mwangi e o ugandense Agather Atuhaire – que foram presos em Dar es Salaam antes do julgamento do líder da oposição Tundu Lissu por traição, segundo a Associated Press.

Os ativistas foram posteriormente expulsos do país após supostamente terem sido torturados e agredidos enquanto estavam sob custódia.

Na sexta-feira passada, a Igreja Glória de Cristo recorreu do seu fechamento no tribunal pela segunda vez, mas nenhuma decisão foi anunciada ainda.

Desde meados de julho, o prédio principal da igreja em Dar es Salaam permanece fechado e sob vigilância policial, com um veículo de controle de distúrbios estacionado na entrada. Os membros da congregação inicialmente se reuniam em casas particulares para os cultos e, posteriormente, se mudaram para o Salão Social Tanzanita em Kimara Korogwe para realizar seus cultos.

Em 1º de junho, Gwajima usou sua plataforma para alertar seus seguidores a permanecerem vigilantes e condenou as detenções e desaparecimentos de críticos do governo. A presidente Hassan já havia alertado contra o que chamou de “gwajimanização” do CCM, uma aparente referência à crescente influência e dissidência de Gwajima dentro do partido no poder.

O fechamento ocorre em meio a sinais crescentes de repressão na Tanzânia antes das eleições gerais.

Em abril, o candidato da oposição Tundu Lissu foi preso e acusado de incitação e traição, um crime capital. Ele está agora em julgamento, e grupos de direitos humanos têm levantado preocupações sobre a imparcialidade do processo.

O principal partido da oposição, Chadema, defendeu reformas eleitorais, enquanto a presidente Hassan, que assumiu o cargo após a morte do ex-presidente John Magufuli em 2021, busca seu próprio mandato. Embora seus primeiros meses no cargo tenham incluído a revogação da proibição de Magufuli a comícios políticos, nos últimos meses houve uma mudança de tom, incluindo suas advertências públicas a observadores estrangeiros e deportações de ativistas sem explicação.

A presença policial também foi relatada em um culto conjunto realizado em 6 de julho pela Igreja Evangélica Luterana na Tanzânia, onde ex-membros da Igreja Glória de Cristo se reuniram, segundo a CSW. Anteriormente, em 8 de maio, o Bispo Benson Bagonza, da Diocese de Karagwe, da Igreja Luterana, revelou ter recebido ameaças de morte após levantar preocupações semelhantes sobre assassinatos e sequestros.

A Tanzânia exige o registro de todas as organizações religiosas por meio do Registro de Sociedades, com renovações a cada cinco anos. Organizações que violarem os termos de registro podem sofrer penalidades ou ser fechadas.

Em julho de 2024, a Igreja da Vida Cristã em Dar es Salaam teve seu registro cancelado após alegações de que cobrava dos membros por serviços espirituais e fazia sermões considerados contrários aos valores da Tanzânia.

O CEO da CSW, Scot Bower, disse que o governo estava usando indevidamente as leis de registro para silenciar vozes críticas, descrevendo o fechamento como injustificado, dadas as garantias constitucionais de liberdade religiosa, expressão e associação.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Ataque de Israel atinge igreja católica e deixa dezenas de feridos em Gaza

Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)
Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)

Um ataque de Israel atingiu uma paróquia católica na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira, 17, deixando dezenas de pessoas ficaram feridas, informaram médicos do Hospital Al-Ahli, na Cidade de Gaza.

A ofensiva danificou a Igreja da Sagrada Família, a única igreja católica no território palestino.

O Vaticano não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. As IDF (Forças de Defesa de Israel) disseram que estavam investigando o assunto.

O Patriarcado Latino de Jerusalém afirmou em um comunicado, que não há vítimas fatais até o momento.

A agência de notícias italiana ANSA informou que seis pessoas ficaram gravemente feridas, enquanto o pároco, padre Gabriele Romanelli, que costumava atualizar regularmente o falecido papa Francisco sobre o conflito israelense-palestino, sofreu ferimentos leves nas pernas.

“Os ataques israelenses em Gaza também atingiram a Igreja da Sagrada Família”, disse a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em um comunicado. “Os ataques contra a população civil que Israel vem realizando há meses são inaceitáveis. Nenhuma ação militar pode justificar tal atitude”.

Fonte: CNN

Pastores comentam legado deixado por John MacArthur

Pastor John MacArthur (Foto: Reprodução/Grace Community Church)
Pastor John MacArthur (Foto: Reprodução/Grace Community Church)

Após a morte do pastor John MacArthur aos 86 anos, vozes do meio evangélico brasileiro comentaram o impacto do legado deixado por uma das figuras mais influentes do evangelicalismo conservador nas últimas cinco décadas. Conhecido por sua fidelidade à exposição bíblica e por posicionamentos firmes diante de temas teológicos e culturais, MacArthur influenciou pregadores e igrejas em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil.

Para o pastor José Ernesto Conti, da Igreja Congregação Presbiteriana Água Viva, em Vitória, a influência ministerial de MacArthur é evidente, embora nem sempre fácil de definir. Ele reconhece que parte de seu próprio ministério foi moldado pela teologia do pastor americano.

“Se por um lado, é muito fácil falar da influência ministerial de John MacArthur, de outro não é tão simples assim. É óbvio que seus livros e suas meditações têm influenciado muitas gerações de líderes cristãos. Seu apego às Escrituras e seus sermões expositivos são fonte inesgotável para qualquer pregador”, afirmou o pastor capixaba.

Conti também fez uma ressalva quanto à postura teológica de MacArthur. Segundo ele, algumas afirmações do teólogo norte-americano causaram estranhamento mesmo entre calvinistas e arminianos mais conservadores.

“Sua interpretação do Apocalipse é excelente fonte de consulta, mas não de didaskalia. Porém, apesar de algumas poucas arestas, é inegável sua contribuição para a firmeza da fé e a segurança da graça”, declarou. Ao final, classificou MacArthur como um daqueles de quem o mundo não era digno, citando o livro de Hebreus.

Pastores que acompanharam o ministério de MacArthur à distância reconheceram nele um modelo de fidelidade à Escritura. O pastor Celso Godoy, da Igreja Batista Monte Castelo, recebeu com pesar a notícia do falecimento e destacou a coragem doutrinária que marcou a vida do pregador. “Aos 86 anos, ele encerra sua jornada entre nós, mas deixa um legado profundo de fidelidade às Escrituras, coragem doutrinária e dedicação pastoral exemplar”, disse Godoy.

Ele também ressaltou a forma como MacArthur se manteve firme diante de mudanças culturais e pressões externas. “Sua firmeza em pregar a verdade bíblica sempre inspirou milhares a manterem o compromisso com a Palavra de Deus acima de tudo. Louvo a Deus por sua vida e exemplo, e oro para que essa semente continue frutificando na vida de tantos outros que, como ele, desejam apenas ser servos fiéis de Cristo”.

Influência

O alcance da influência de MacArthur atravessou fronteiras. Para o pastor Gilton de Medeiros Vieira, da Primeira Igreja Batista do Lins, no Rio de Janeiro, MacArthur deixa um legado que vai além das igrejas norte-americanas. “O pastor, teólogo e líder cristão conservador John MacArthur deixa um legado que transcende o contexto do seu ministério nos Estados Unidos”, comentou.

Gilton também recordou um dos episódios que mais evidenciaram a postura intransigente de MacArthur quanto à liberdade e à autoridade das Escrituras. “Deu exemplo ao se contrapor às autoridades da Califórnia, recusando-se a paralisar as atividades de sua igreja no período da pandemia da Covid-19”.

Para ele, os escritos do pastor seguem como referência. “Os seus muitos livros, escritos com estilo elegante e com grande profundidade, impactaram a muitos. Para mim, particularmente, foi muito útil a leitura de As Parábolas de Jesus Comentadas por John MacArthur”, finalizou.

O diácono Jonatas Nascimento, da Primeira Igreja em Maricá, no Rio de Janeiro, vê MacArthur como alguém que viveu plenamente o chamado ministerial. “Falar do pastor americano John MacArthur, agora de saudosa memória, é falar de alguém que literalmente combateu o bom combate. É falar de alguém que foi determinado em suas convicções e delas jamais se desviou”.

Para ele, a vida do pastor foi marcada por foco e firmeza diante de opositores. “Críticos ou adversários jamais o fizeram esmorecer. Viveu focado no alvo e por isso alcançou a coroa”.

Jonatas ainda destacou que, apesar das divergências e debates teológicos, o essencial permaneceu em sua caminhada. “Estava certo em tudo? Estava errado em tudo? Essa resposta só a eternidade revelará. Verdade é que ele pregou o Evangelho a muitos, ganhando almas para Jesus e, pelos olhos da fé, já podemos contemplá-lo na sua morada eterna, não por suas não poucas obras, mas pela fé que ele depositou em Jesus”.

Mesmo após sua morte, a influência de John MacArthur continua sendo sentida por pastores, seminaristas e igrejas que compartilham de sua visão de fé e ministério. Para muitos, sua voz ainda ecoa como a de um servo que lutou até o fim por aquilo que acreditava ser a verdade inegociável da Palavra de Deus.

Fonte: Comunhão

China usa reconhecimento facial em igrejas para intensificar perseguição aos cristãos

Cristãos em igreja na China. (Foto: Reprodução/CBN News)
Cristãos em igreja na China. (Foto: Reprodução/CBN News)

O governo comunista da China intensificou a repressão contra os cristãos, iniciando uma nova onda de perseguição religiosa. Agora, há igrejas na China sendo monitoradas por meio de câmeras com software de reconhecimento facial.

Bob Fu, presidente da China Aid — uma organização que oferece assistência jurídica a cristãos injustamente presos na China — revelou que o Partido Comunista tem monitorado os cristãos por meio de câmeras estrategicamente posicionadas e software de reconhecimento facial.

“Todos os quatro cantos da igreja, incluindo o púlpito, precisam instalar câmeras de reconhecimento facial para monitorar todos aqueles que estão participando do culto”, informou Bob à CBN News.

Além disso, ele destacou que pastores estão sendo presos por recolher o dízimo e as atividades missionárias estrangeiras também estão sofrendo repressões.

No entanto, apesar da repressão mais recente do líder da ditadura chinesa, Xi Jinping, o cristianismo continua dando frutos. Jeff King, presidente da International Christian Concern (ICC), acredita que, embora o país esteja se aproximando de um ponto crítico, ainda há esperança.

“As pessoas estão buscando a democracia, o que poderia ser uma coisa maravilhosa, mas o que elas precisam é de fé”, disse Jeff.

Aumento da perseguição cristã

À medida que mais cidadãos chineses aceitam Jesus, Xi responde com novas medidas repressivas. Em 1º de maio, seu governo impôs novas restrições a missionários estrangeiros.

“Conheço quase todos os cristãos estrangeiros que são missionários, mas sob o nome de uma empresa ou até mesmo de estudantes, e muitos, muitos outros, inclusive, que fabricam tendas, trabalham na área médica e até apoiam orfanatos. Seus serviços estão sendo totalmente discriminados, e eles estão proibidos de servir e permanecer na China”, explicou Bob.

Estrangeiros não podem pregar ou ensinar sem autorização prévia, que raramente é concedida sem a supervisão do Partido Comunista. Por isso, muitos missionários omitem suas atividades evangelísticas.

“Na maioria dos casos, aqueles que permanecem escondidos permanecerão. Então, provavelmente permanecerão até serem pegos e expulsos”, destacou Jeff.

Em maio deste ano, o governo também passou a exigir que os hinos cantados nas Igrejas Patrióticas das Três Autonomias registradas na China sejam adaptados aos princípios comunistas.

“Todos os domingos, antes de cantarem a doxologia, eles têm que se levantar e cantar o hino comunista, o hino nacional comunista. Primeiro, cantar os louvores aos heróis comunistas em vez de adorar o nome do Senhor Jesus Cristo”, disse Bob.

Pastores estão sendo detidos

Há mais de dois anos, a polícia prendeu três pastores da Linfen Covenant Church sob acusações de fraude empresarial, e eles foram a julgamento em maio deste ano.

“Agora, até mesmo o dízimo e as ofertas são considerados atividades estrangeiras, são criminalizados, especialmente nas igrejas domésticas. Muitos pastores de igrejas domésticas são presos só porque colocam as ofertas no dízimo, em uma caixa na igreja”, observou Bob.

A China Aid informou que um pastor foi condenado a quase dois anos de prisão e outros dois receberam uma sentença de mais de três anos e meio.

Contudo, Bob e Jeff afirmam que apesar da repressão de Xi Jinping, o cristianismo está crescendo na China.

Enquanto seu pastor, Wang Yi, cumpre uma pena de nove anos de prisão, os membros da Early Rain Covenant Church estão vivendo um avivamento.

“No ano passado, eles plantaram mais duas igrejas sob a mais severa perseguição. Então, vimos muitas, muitas igrejas domésticas vivenciarem o avivamento”, contou Bob.

Para Jeff, o governo comunista não entende o impacto da perseguição na fé cristã: “Nunca consigo entender como os líderes marxistas não entendem isso: quanto mais você pressiona, mais a igreja se espalha. Os cristãos têm uma longa história de lidar com correntes e opressão, e nada os detém. É uma história incrível”.

A China ocupa o 15° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas de países mais difíceis para ser cristão.

Fonte: Guia-me com informações de CBN News

Novo livro de Kenner Terra propõe vivência da fé cristã como resposta prática ao cotidiano em um mundo fragmentado

Livro "Coragem para ser", de Kenner Terra (Foto: Reprodução)
Livro "Coragem para ser", de Kenner Terra (Foto: Reprodução)

Viver a fé cristã de forma prática, concreta e integrada à vida comum, é o ponto de partida de Coragem para ser: como experienciar Deus em um mundo fragmentado. O livro do teólogo Kenner Terra propõe uma espiritualidade que se manifesta na maneira de existir, mais do que em práticas religiosas isoladas. Em vez de fórmulas ou performances, o pastor convida o leitor a adotar um modo de ser que reflita a presença de Cristo em suas decisões, relações e compromissos cotidianos.

Organizada em dezesseis aspectos, entre elas amor, sinceridade, justiça, recomeço, liberdade e fragilidade, a obra apresenta cada uma dessas virtudes como expressões da coragem de viver segundo o evangelho. A espiritualidade, nesse contexto, é apresentada como um movimento de resposta, não de conquista, em que a maturidade cristã se revela em atitudes consistentes no ambiente pessoal, profissional e comunitário.

Entre tantas vozes destoantes e confusas sobre fé e espiritualidade, voltar ao básico é resgatar o que realmente importa. Não se trata de praticar obrigatoriedades que garantam minha permanência na aliança com Deus ou minha condição de filho ou filha, mas sim de manifestações de vida de quem está inserido na aliança divina. (Coragem para ser, p.15)

Este lançamento da Editora Mundo Cristão responde à dúvida que muitos cristãos nutrem: como enfrentar os desafios do tempo presente a partir da experiência com Cristo, sem reduzir a fé a um sistema de regras? Kenner apresenta um caminho espiritual pautado no cotidiano, distante de modelos meritocráticos ou moralistas – sempre próximo de uma vivência que reconhece limites, valoriza relações e busca coerência entre crença e prática.

Pós-doutor em Ciência da Religião, Kenner Terra defende o resgate do essencial da fé cristã em um contexto de relações fragilizadas. Coragem para ser oferece subsídios para a construção de uma espiritualidade centrada na presença, não no desempenho: uma fé que se manifesta em escolhas diárias, gestos concretos e vínculos reais.

Sobre o autor: Kenner Terra é pastor da Igreja Batista de Água Branca (IBAB), em São Paulo. Graduado em Teologia e licenciado em Filosofia, é mestre e doutor em Ciências da Religião (UMESP) e pós-doutorando em Ciência da Religião na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É professor no Programa e Pós-doutorado em Teologia da FIURJ e membro da Rede Latino-americana de Estudos Pentecostais (RELEP) e da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB). É casado com Mariléa Terra, com que tem três filhos, Beatriz, Roger e Gabriella.

Ficha técnica:
Título
: Coragem para ser
Subtítulo: Como experienciar Deus em um mundo fragmentado
Autor: Kenner Terra
Editora: Mundo Cristão
Onde encontrar: Amazon (compre aqui)

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