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Projeto de Lei quer punir apoio espiritual a pessoas que querem deixar homossexualidade na Bahia

Evangelismo e oração (Imagem ilustrativa: Unsplash/Kevin Wright)
Evangelismo e oração (Imagem ilustrativa: Unsplash/Kevin Wright)

No final de junho, um Projeto de Lei (PL) que prevê a proibição das chamadas “terapias de conversão” foi apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

A PL./25862/2025, de autoria do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), quer punir indivíduos ou instituições que derem apoio espiritual para pessoas LGBT que querem deixar a homossexualidade, no estado.

Se aprovado, o projeto vai proibir aconselhamento pastoral, cultos, retiros, orações e outras práticas religiosas voltadas para ajudar homossexuais a retornarem ao gênero biológico e viverem a sexualidade bíblica, como os casos de pessoas destransicionadas.

O texto ainda prevê a proibição de internações, cirurgias e uso de medicamentos para alterar a orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa.

Além disso, o PL estabelece o dia 26 de julho como a data estadual de conscientização e combate às “terapias de conversão”.

A proposta faz parte de uma mobilização nacional liderada pelo deputado Guilherme Cortez (Psol-SP) contra as chamadas “terapias de conversão” através do PL 1495/2023 – em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

“Este Projeto de Lei tem como objetivo a responsabilização administrativa daqueles que promovam, realizem ou incentivem práticas destinadas a ‘converter ou reparar’ a orientação sexual, a identidade ou a expressão de gênero de qualquer pessoa. Acreditamos na aprovação deste projeto porque ele representa um compromisso político e ético com a liberdade, a dignidade e a igualdade de todas as pessoas”, alegou o deputado Hilton Coelho.

Multas e cassação de licenças

A ação prevê punição para quem oferecer apoio espiritual a pessoas da comunidade LGBT que desejam abandonar a homossexualidade, desde sansões administrativas com multas que podem chegar a R$ 450 mil até a cassação da licença de funcionamento para instituições, em casos de reincidência envolvendo menores de 18 anos.

Conforme o texto, as ações puníveis consideradas “terapias de conversão” são:

  • Submeter pessoa a tratamento, cirurgia, internação, aplicação indiscriminada de medicação sem consentimento ou prescrição médica; chantagem; castigos e penitências físicas; trabalhos extenuantes e abusivos; aulas ou sessões de aconselhamento; isolamento social; extorsão; cultos; grupos de oração; rituais ou tarefas religiosas e espirituais, destinadas à tentativa de “correção”, “mudança” ou “apagamento” de sua orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero.
  • Promover ou anunciar tratamento ou serviço destinado à tentativa de “correção”, “mudança” ou “apagamento” da orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero de pessoas LGBTQIAP+.
  • Obter, direta ou indiretamente, qualquer tipo de vantagem material oriunda de tratamento ou serviço destinado à tentativa de “correção”, “mudança” ou “apagamento” da orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero de pessoa LGBTQIAP+.
  • Proferir ameaças, chantagem emocional, palestras, aconselhamento, a fim de induzir a “correção”, “mudança” ou “apagamento” da orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero de pessoa LGBTQIAP+.
  • Promover encontros, retiros, acampamentos, ou qualquer tipo de reunião, aberta ou fechada, que tenha como objetivo a indução de pessoa LGBTQIAP+ a “corrigir”, “mudar” ou “apagar” sua orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero.
  • Expor ou coagir, a pessoa LGBTQIAP+, em cultos, missas ou sessões religiosas, a assumir sua orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero; bem como aceitar tratamento de “correção”.
  • Coagir ou obrigar, a pessoa LGBTQIAP+, a desempenhar castigos, se submeter a punições em dinâmicas ou assistir conteúdos que envolvam esforços de “correção” de orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero.
  • Solicitar doação de valores ou bens, com o objetivo de proporcionar a repressão ou a tentativa de “correção” da orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero de pessoas LGBTQIAP+.
  • Induzir ou conduzir, a pessoa LGBTQIAP+, a tratamento religioso ou de saúde, com o objetivo de tentar “corrigir”, “mudar” ou “apagar” sua orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero.
  • Prescrever ou induzir o uso de medicamentos psicoativos ou de hormônios como forma de “corrigir”, “mudar” ou “apagar” a orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero de pessoa LGBTQIAP+.

De acordo com a proposta, o processo para investigar as infrações acontece após denúncias da vítima, familiares, Organizações Não Governamentais (ONGs) e autoridades.

Risco à liberdade individual

Em entrevista ao site cristão Guiame, a advogada Julie Ana Fernandes, especialista em Direito Religioso, afirmou que a Proposta de Lei pode ser um risco à liberdade individual e ao direito de crença.

“A liberdade individual pressupõe o direito do indivíduo de escolher, conforme a sua vontade, como quer viver, por quais valores irá orientar a sua vida, qual crença irá adotar. O exercício da liberdade de escolha depende da existência de alternativas legítimas”, observou ela.

“Qualquer proposta que pretenda deslegitimar a capacidade do indivíduo de tomar decisões espirituais, impedindo a tomada de decisões íntimas e invalidando o seu livre e esclarecido consentimento, poderia violar direitos e garantias fundamentais”, alertou.

Fernandes observou que, embora o PL apresentado na Bahia, não preveja punição para pessoas que busquem apoio espiritual e conversão da sua sexualidade, o projeto pode ferir a liberdade individual indiretamente.

“Na medida em que pretende proibir quem oferece a referida mudança, poderia, em tese, afetar a autonomia individual”, declarou a doutora.

Julie ainda pontuou que ações discriminatórias que ferem a dignidade humana já são criminalizadas pela legislação brasileira.

Líderes e cristãos punidos

Sobre a possibilidade do PL, caso aprovado, punir líderes religiosos e cristãos que oram e dão apoio espiritual a pessoas que querem por vontade própria deixar a homossexualidade, Julie Fernandes lembrou que o Estado deve respeitar a liberdade religiosa.

“Ao Estado não cabe, pela via judicial ou legislativa, punir a moralidade religiosa, assim como não pode impedir a conversão, mudança de crença, culto, ensino ou aprendizado religioso, de qualquer religião. Tampouco pode direcionar a fiscalização e monitoramento para qualquer religioso ou qualquer instituição religiosa”, afirmou.

A especialista em Direito Religioso destacou que todos, incluindo pessoas LGBT, têm o direito de se converter à religião que desejarem.

“O exercício do direito de crença do indivíduo não pode ser violado, em qualquer hipótese, bem como o seu direito de viver em conformidade com os dogmas de fé adotados”, declarou Julie.

Conforme a advogada, há um risco da liberdade religiosa ser limitada no Brasil, em um contexto onde pautas progressistas ganham espaço.

“Há um risco de reformulação dos limites da liberdade religiosa, em termos preocupantes. Constante judicialização de discursos religiosos, tentativa de desqualificar o modelo de laicidade constitucional, hostilidade contra cristãos, eventuais iniciativas legislativas que possam cercear ou punir o livre exercício religioso, são exemplos de medidas que podem desenhar novos parâmetros para a liberdade religiosa”, comentou.

Em vários países, leis sobre “terapias de conversão” semelhantes têm sido discutidas e aprovadas. No Reino Unido, já é proibido orar e aconselhar homossexuais e transgêneros que querem deixar suas práticas.

Acolhimento a destransicionados

Em abril deste ano, junto com associações médicas e de proteção à infância, o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), divulgou uma nota apoiando e elogiando a resolução 2.427/25 do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A nova resolução reconheceu a realidade de pessoas destransicionadas e determinou que elas precisam de acolhimento e cuidados médicos especializados.

“O artigo 8º da resolução prevê o acolhimento e o suporte médico aos pacientes que realizaram as intervenções para transição de gênero e posteriormente se arrependeram. O reconhecimento dessa população restabelece o princípio da justiça, pois os destransicionados também têm o direito à uma assistência médica singular”, afirmou a nota de apoio.

“Esses jovens são a prova de que as intervenções hormonais e cirúrgicas, realizadas em casos de diagnóstico transitório, podem causar danos irreparáveis que necessitarão de cuidados psicológicos e médicos especializados prolongados”, acrescentou.

Fonte: Guia-me

Grupo de direitos religiosos pede à União Europeia que combata o ódio anticristão

Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)
Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)

Um grupo de direitos religiosos na Espanha está pedindo ao presidente da Comissão Europeia que crie um Coordenador Especial para combater crimes de ódio contra cristãos.

O Observatório para a Liberdade Religiosa da Espanha pediu na quarta-feira a Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, que criasse um cargo equivalente aos especialistas existentes para combater o antissemitismo e a islamofobia na União Europeia.

“É imperativo que a Comissão Europeia aja com o mesmo comprometimento que demonstra na luta contra outras formas de ódio religioso”, disse a presidente da OLRC, María García, em um comunicado à imprensa.

Ataques anticristãos são frequentes, ela disse, já que o Observatório sobre Intolerância e Discriminação Contra Cristãos na Europa (OIDAC Europa) documentou 2.444 crimes de ódio contra cristãos em 35 países europeus em seu relatório “Relatório sobre Intolerância e Discriminação Contra Cristãos na Europa 2024”.

O relatório inclui 232 ataques pessoais, como “assédio, ameaças e violência física”.

Afirmando que as hostilidades anticristãs estavam crescendo, a OLRC citou recentes “ataques sérios” à liberdade religiosa dos cristãos na França e na Alemanha.

“Nas últimas semanas, houve episódios alarmantes, como a invasão de um homem gritando [o slogan jihadista] ‘Allahu Akbar’ no altar da Basílica do Sagrado Coração em Paris, o ataque incendiário a uma igreja na Baviera ou o ataque a um sacristão em Rodgau (Alemanha), usando uma cruz como arma”, afirmou o OLRC.

A OLRC destacou o assassinato do sacristão leigo e pai de dois filhos Diego Valencia Contreras em 25 de janeiro de 2023. Ele foi morto a golpes de facão pelo terrorista Yassin Kanza do lado de fora da paróquia de San Isidro, em Algeciras, Espanha.

Outro caso de assassinato citado foi a morte de um frade de 76 anos na cidade de Valência, em 9 de novembro do ano passado. Um homem que se dizia ser Jesus Cristo entrou no Mosteiro de Santo Espíritu del Monte, em Gilet, ao norte da cidade, e atacou os monges, deixando vários feridos.

O último relatório do OLRC, em 2023, registrou 36 ataques a locais de culto e símbolos cristãos na Espanha, “um número que aumenta ano após ano”.

“A União Europeia não pode ignorar esses assassinatos e ataques a igrejas”, disse Garcia.

É imperativo que a Comissão Europeia reconheça a gravidade destes factos e aja com o mesmo empenho que demonstra na luta contra outras formas de ódio religioso, afirmou.

“A coexistência e a liberdade religiosa na Europa estão ameaçadas”, disse Garcia. “Por isso, solicitamos a criação urgente de um Coordenador Especial da União Europeia para o combate à cristianofobia, para coordenar e implementar políticas eficazes para coibir esses ataques.”

A OLRC instou os cidadãos europeus a assinarem uma petição em seu site para “exigir que as instituições europeias protejam de forma real e efetiva os direitos fundamentais de todos os seus cidadãos, especialmente a liberdade religiosa”.

Folha Gospel – artigo publicado originalmente no Christian Daily International

Cinco cristãos mortos e 110 sequestrados no noroeste da Nigéria

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

Terroristas conhecidos como Pastores Fulani mataram cinco cristãos e feriram outros três na sexta-feira (11 de julho) em uma área do estado de Kaduna, noroeste da Nigéria, onde pelo menos outras 110 pessoas foram sequestradas nos últimos seis meses, disseram fontes.

No Condado de Kajuru, “bandidos Fulani” atacaram na sexta-feira um estudo bíblico e culto de oração da Igreja Evangélica Vencedora de Todos (ECWA) na vila de Kampani, matando Victor Haruna, Dogara Jatau, Luka Yari, Jesse Dalami e Bawu John, disse o morador Philip Adams.

Ele identificou os feridos como Samuel Aliyu, Philip Dominic e Jacob Hussaini. Moradores disseram que o ataque ao local da igreja ocorreu por volta das 15h30 hora local.

“Este é o problema atual da maioria das comunidades nas áreas do Conselho Local de Kajuru e Kachia, no sul do estado de Kaduna”, disse o morador Happiness Daniel ao Christian Daily International-Morning Star News por mensagem de texto. “Vivemos constantemente com medo, todos os dias. Não podemos dormir em nossas casas e não podemos ir às fazendas.”

Sequestros

O condado de Kajuru foi palco de pelo menos 110 sequestros nas aldeias predominantemente cristãs de Bauda, Unguwan Yashi, Unguwan Mulki, Makyali, Ungwan Mudi Doka e Unguwar Rogo nos primeiros seis meses deste ano, disseram os moradores.

Pastores fulani invadiram Bauda em 28 de junho, sequestrando o chefe da aldeia, Obadiah Iguda, no distrito de Kufana, por volta da 1h da manhã, disseram eles. Stephen Maikori, líder comunitário e supervisor do distrito de Kufana, disse que o sequestro de Iguda foi um entre dezenas de outros sequestros de aldeões cristãos.

“Este ato de violência sem sentido aprofundou ainda mais o clima de insegurança e medo entre os moradores de Bauda e comunidades vizinhas”, disse Maikori.

Em 12 de março, pastores Fulani sequestraram 10 moradores das aldeias Unguwan Yashi, Makyali e Ungwan Mudi Doka, disse Maikori. Os ataques começaram por volta das 2h em Unguwan Yashi-Maraban Kajuru, onde seis cristãos foram sequestrados, disse ele.

“Na comunidade de Makyali, duas mulheres cristãs foram sequestradas, enquanto dois homens também sofreram ferimentos de bala e estão recebendo tratamento”, disse ele ao Christian Daily International-Morning Star News. “Os bandidos atacaram a aldeia de Makyali por volta das 4h da quarta-feira, 12 de março.”

Na aldeia de Ungwan Mudi Doka, mais dois cristãos foram sequestrados no mesmo dia, disse Maikori.

“No mesmo dia, um pastor que servia na Igreja ECWA foi morto na comunidade de Unguwan Mulki”, disse ele. “Isso se soma ao sequestro de 38 cristãos, mas oito escaparam, deixando outros 30 que permanecem em cativeiro.”

Em Unguwan Yashi, pastores Fulani sequestraram God-Dream Ladan, Lady God-Dream, Philip Mudakas, Mercy Philip, Bitrus Philip e Gmen Philip, disse ele. Na aldeia Makyali, eles sequestraram Rahina Yahaya e Zulai Yahaya, enquanto na aldeia Ungwan Mudi Doka, Amos Michael e Samita Amos foram sequestrados, disse ele.

Pastores fulani que invadiram a vila de Buda em 10 de março sequestraram 61 cristãos, incluindo mulheres e crianças, disse ele.

Em 18 de janeiro, na vila de Agama, moradores cristãos foram sequestrados enquanto estavam fora de um funeral, ele acrescentou.

“A situação é devastadora porque não tivemos notícias de seus captores nem das vítimas cristãs desde os incidentes”, disse Maikori. “Apelamos ao governo para que tome medidas e garanta seu retorno imediato.”

Em Unguwar Rogo, pastores Fulani incendiaram uma igreja e dezenas de casas pertencentes a cristãos, disse o morador Zamani Ishaku.

“Esta é uma continuação dos ataques às nossas comunidades que começaram no dia de Ano Novo”, disse Ishaku.

O morador Ishaya Onnusim disse que o prédio da igreja pertencia à ECWA.

“Os bandidos destruíram propriedades, roubaram produtos agrícolas, incendiaram seis casas e incendiaram a Igreja ECWA em Unguwar Rogo após saquear objetos de valor da igreja e de seu pastorado”, disse Onnusim.

O morador Jonah Dodo acrescentou: “É com muita dor no coração que informo vocês sobre os constantes ataques às nossas comunidades amantes da paz por terroristas muçulmanos Fulani armados, que continuam sem que o governo nigeriano faça nada para detê-los.”

Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020.

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de terroristas às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo deles de tomar as terras dos cristãos à força e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem seus rebanhos.

A Nigéria continua entre os lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição de 2025 (LMP) da Portas Abertas, que reúne os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período do relatório, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, segundo a LMP.

“O nível de violência anticristã no país já está no máximo possível segundo a metodologia da Lista Mundial da Perseguição”, afirma o relatório.

Na zona centro-norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no nordeste e noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, principalmente cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de invasões, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, segundo o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, Lakurawa, surgiu no noroeste, munido de armamento avançado e com uma agenda islâmica radical, observou a LMP. Lakurawa é filiado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2025 dos 50 piores países para cristãos.

Folha Gospel com informações de Morning Star News

John MacArthur, renomado pastor e professor da Bíblia, morre aos 86 anos

Pastor John MacArthur (Foto: Reprodução/Grace Community Church)
Pastor John MacArthur (Foto: Reprodução/Grace Community Church)

John MacArthur, professor da Bíblia, pastor e autor da Califórnia conhecido por suas posições teológicas polarizadas e desafio aos atuais lockdowns da COVID-19, morreu aos 86 anos. 

Grace to You, o ministério de ensino de MacArthur, confirmou em uma postagem no X na noite de segunda-feira que MacArthur faleceu pouco depois de ser hospitalizado com pneumonia. 

“Nossos corações estão pesados, mas alegres, ao compartilharmos a notícia de que nosso amado pastor e professor John MacArthur entrou na presença do Salvador. Esta noite, sua fé se tornou visível”, compartilhou o ministério  em suas redes sociais.

MacArthur deixa Patricia, sua esposa por mais de 60 anos, além de quatro filhos, 15 netos e nove bisnetos.  

“Descanse em paz, leão da fé”, tuitou o teólogo e autor Owen Strachan em resposta à notícia. “Já é estranho viver em um mundo sem a presença firme e convicta de MacArthur. Rezem por sua família, sua igreja e pelos muitos que o lamentam.”

Parente distante do famoso general cinco estrelas dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, Douglas MacArthur, John Fullerton MacArthur Jr. nasceu em 19 de junho de 1939, em Los Angeles, Califórnia.

MacArthur obteve o título de Bacharel em Ciências pelo que então era chamado de Los Angeles Pacific College, atual Azusa Pacific University, e o título de Mestre em Divindade pelo Talbot Theological Seminary da Biola University.

Em 1969, três anos após se formar em Talbot, MacArthur se tornou pastor-professor da Grace Community Church (GCC) de Sun Valley, Califórnia, onde serviria por mais de 50 anos.

“Sob a liderança de John, os dois cultos matinais da Grace Community Church (GCC) lotam o auditório de três mil lugares”, observou o The Master’s Seminary, uma escola cristã particular liderada por MacArthur.

“Vários milhares de membros participam toda semana de dezenas de grupos de comunhão e programas de treinamento, a maioria liderados por líderes leigos e cada um dedicado a equipar membros para o ministério em níveis local, nacional e internacional.”

Autor e palestrante prolífico, estima-se que MacArthur tenha pregado pelo menos 3.300 sermões e escrito mais de 400 livros e guias de estudo bíblico.

Além de seus muitos livros e sermões, MacArthur também apresentou um programa de rádio de longa duração e uma transmissão de televisão local centrados em seus estudos bíblicos e pregações.

MacArthur ajudou a fundar a Master’s University and Seminary em 1986 e atuou como presidente até 2018, quando renunciou em meio a problemas com o credenciamento da escola.

Fogo Estranho, ‘Vá para Casa’

MacArthur gerou controvérsia ao longo dos anos por causa de algumas de suas visões teológicas, inclusive em questões como o movimento pentecostal e a pregação feminina.

Em 2013, MacArthur realizou uma conferência e publicou uma crítica às igrejas carismáticas intitulada Fogo Estranho: O Perigo de Ofender o Espírito Santo com Adoração Falsa .

“O movimento carismático sempre foi um terreno fértil para escândalos, ganância, doutrinas ruins e todo tipo de trapaça espiritual. Como movimento, está claramente indo na direção errada. E está crescendo a uma taxa sem precedentes”, diz a descrição do livro na Amazon.

Muitos líderes cristãos, incluindo o Rev. Samuel Rodriguez, ministro pentecostal e presidente da Conferência Nacional de Liderança Cristã Hispânica, denunciaram o trabalho.

Livros de John McArthur em português aqui

“Com a devida deferência a um líder cristão que muitos de nós admiramos, suas conclusões a respeito do maior e mais rápido crescimento da cristandade global, o movimento pentecostal/carismático, falam de um homem que ignora o comprometimento desenfreado da comunidade com a ortodoxia bíblica”, disse Rodriguez em uma declaração fornecida ao The Christian Post em 2013.

“O Sr. MacArthur deveria se concentrar no fato de que, enquanto muitos na igreja continuam a abandonar nossa fé cristã, a comunidade pentecostal/carismática continua a oferecer à igreja um mecanismo legítimo de crescimento.”

Em outubro de 2019, McArthur recebeu muitas críticas quando se opôs à participação da professora bíblica Beth Moore e da televangelista Paula White na pregação.

“Vá para casa”, disse ele sobre Moore. “Não há argumentos bíblicos que possam sustentar uma pregadora. Ponto final. Parágrafo. Fim da discussão.”

Ele continuou dizendo que achava a ideia de pregadoras mulheres “profundamente preocupante”, acrescentando que “quando os líderes do evangelicalismo se rendem a pregadoras mulheres, as feministas realmente venceram a batalha”.

Entre os críticos dos comentários estava o pastor e autor de best-sellers Max Lucado, que declarou estar “triste” com os comentários “zombeteiros” de MacArthur.

“Será que nós, líderes brancos, homens e idosos da igreja, estamos ouvindo? Estamos atendendo à mensagem de nossas irmãs em Cristo?”, afirmou Lucado na época.

Ouvir nossas astutas e competentes professoras da Bíblia? Ouvir seu anseio por ministrar sob uma perspectiva feminina? Ouvir sua disposição em emprestar seu intelecto, energia e paixão à causa de Cristo? Que riqueza de sabedoria elas trazem!

Em uma aparente resposta a MacArthur no X na época, Moore disse que “não me rendi ao chamado de um homem quando tinha 18 anos. Eu me rendi ao chamado de Deus”, tuitou Moore.

Resistência ao confinamento devido à COVID-19

Quando a Califórnia decretou regras de lockdown, proibindo cultos em resposta à pandemia de COVID-19 em 2020, MacArthur e sua igreja inicialmente seguiram as restrições de aglomeração. No entanto, como o lockdown persistiu por vários meses, a igreja decidiu se reunir para o culto presencial.

Em resposta, MacArthur e a Grace Community Church se envolveram em uma longa batalha legal com autoridades de Los Angeles e do estado por sua recusa em aderir às ordens de saúde pública.

“Somos amigos desta sociedade, de todos os níveis desta sociedade”, disse MacArthur em uma entrevista à Fox News em 2020. “Mas nunca antes o governo invadiu o território que pertence somente ao Senhor Jesus Cristo e nos disse que não podemos nos reunir, não podemos adorar, não podemos cantar.”

Livros de John McArthur em português aqui

Jonathan Leeman, do 9Marks, escreveu uma postagem de blog na época expressando ceticismo sobre se as igrejas deveriam seguir o exemplo da Grace Community Church e reabrir os cultos presenciais.

“Igrejas em cidades costeiras durante a Segunda Guerra Mundial atenderam à exigência de blackout noturno caso aviões inimigos atingissem a costa. Essas igrejas não insistiram que o governo não tinha o direito de ‘restringir nossa adoração’”, escreveu Leeman.

Em outras palavras, só porque você acha que Deus, no fim das contas, justificará sua decisão de desobedecer ao governo no último dia, não significa que seja sensato. Você pode ter outras opções para evitar atenção indevida.

No final de agosto de 2021, autoridades estaduais e locais chegaram a um acordo com MacArthur, que resultou no pagamento de US$ 800.000 pelo governo em honorários advocatícios para encerrar o litígio.

“Tem sido uma batalha árdua para preservar a liberdade religiosa e esperamos que esse resultado incentive os californianos, e todos os americanos, a continuarem firmes na ideia de que a igreja é essencial”, disse a Thomas More Society, que representava MacArthur, em uma declaração na época.

Controvérsias sobre abuso na igreja

Enquanto pastor da Grace, a igreja de MacArthur enfrentou diversas acusações de que sua liderança estava maltratando mulheres que tinham acusações confiáveis de abuso contra seus ex-maridos.

Em fevereiro de 2023, um ex-ancião do GCC chamado Hohn Cho compartilhou preocupações de que os líderes da igreja de MacArthur tinham “padrões terríveis” de se aliar aos abusadores contra suas vítimas.

Um exemplo proeminente disso foi quando a GCC excomungou Eileen Gray por se recusar a aceitar de volta seu marido abusador de crianças, David Gray, em 2002. De acordo com o The Roys Report, mesmo depois que David foi condenado por abuso e molestamento infantil em 2005, a igreja continuou a apoiá-lo em vez de Eileen.

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Em resposta às preocupações compartilhadas por Cho, o GCC divulgou uma declaração explicando que “os presbíteros da Grace Church não discutem publicamente detalhes decorrentes de casos de aconselhamento e disciplina — especialmente nas redes sociais”.

“Também não litigamos disputas sobre tais assuntos em fóruns online. A Grace Church lida com acusações de forma pessoal e privada, de acordo com os princípios bíblicos. Não respondemos a ataques, mentiras, deturpações e acusações anônimas”, dizia a declaração de fevereiro de 2023.

A história e a congregação da nossa igreja são o testemunho. Os membros da Igreja Myriads of Grace que buscaram aconselhamento em nossa igreja testificarão que o aconselhamento que recebem é bíblico, caridoso, solidário e libertador.

Hospitalizações

No dia de Ano Novo de 2023, que caiu num domingo, MacArthur, então com 83 anos, foi hospitalizado , o que o impediu de pregar no segundo culto em sua igreja, e teve que ser tratado por um bloqueio nas artérias.

Embora o GCC tenha fornecido uma atualização no dia seguinte dizendo que MacArthur estava “bem” após a emergência, o proeminente pastor continuou a ter problemas de saúde e ficou longe de seu púlpito de julho de 2024 até novembro passado, quando pregou em um culto de Ação de Graças .

“Ainda estou aqui e sou grato a Deus por isso”, disse MacArthur no culto. “Deus tem propósitos que jamais teríamos conseguido cumprir se não tivéssemos passado por algum tipo de estresse.”

Em janeiro, o presbítero do GCC, Tom Patton, disse em uma atualização que MacArthur, de 85 anos, “sofreu uma série de problemas de saúde que o mantiveram fora do púlpito e exigiu três cirurgias no segundo semestre de 2024”.

Livros de John McArthur em português aqui

“Sua recuperação tem sido mais lenta do que o esperado, com contratempos ocasionais afetando seu coração, pulmões e rins”, disse Patton à congregação. “Os médicos ainda não descobriram uma causa única para esses diversos problemas.”

No início deste ano, MacArthur se dirigiu aos participantes da Conferência de Pastores, realizada em sua igreja, por meio de uma mensagem de vídeo , dizendo-lhes: “Percebo que estou na última volta”.

“Isso ganha um novo significado quando você sabe que está na ponta mais fraca da vela”, disse ele. “Sou grato e louvo a Deus por tudo o que Ele me permitiu fazer parte e por tudo o que Ele realizou por meio da Sua Palavra nestes anos de ministério.”

MacArthur foi novamente hospitalizado neste final de semana devido a complicações respiratórias, incluindo um quadro de pneumonia e cirurgias cardíacas e pulmonares.

O anúncio foi feito pelo pastor Tom Patton durante o culto de domingo (13), dizendo à congregação que MacArthur, pastor há mais de cinco décadas, “poderá estar na presença do Senhor em breve”.

Patton pediu à igreja para interceder por MacArthur e sua família, afirmando que a igreja estava entregando seu pastor “aos pés do glorioso Salvador a quem ele serviu tão fielmente por tantos anos e agora aguarda seu comando final para estar em sua presença para sempre”.

Ao longo de 2024, MacArthur se manteve afastado da igreja devido a persistentes problemas de saúde, não chegando a pregar em nenhum momento do ano.

Livros de John McArthur em português aqui

Folha Gospel com informações de The Christian Post

The Chosen: 5ª temporada estreia no Prime Video

"The Chosen" lança 5º temporada no streaming do Brasil. (Foto: Divulgação)
"The Chosen" lança 5º temporada no streaming do Brasil. (Foto: Divulgação)

A aguardada 5ª temporada de The Chosen estrou no Brasil neste domingo (13), no Prime Video. A série, que retrata a vida de Jesus Cristo, terá seus episódios liberados em três etapas semanais na plataforma. A estreia trouxe os dois primeiros capítulos da nova temporada.

Já os episódios 3, 4 e 5 estarão disponíveis em 20 de julho, e os episódios finais — 6, 7 e 8 — serão liberados em 27 de julho.

Nos Estados Unidos, a nova temporada alcançou o topo do ranking do Amazon Prime Video. “Está liderando o caminho”, publicou o Amazon MGM Studios nas redes sociais. A repercussão entre o público tem sido marcada por depoimentos emocionados.

“O último episódio me fez chorar e abraçar minha Bíblia. Eu amo muito Jesus. Obrigada por fazer essa série”, escreveu uma fã.

Outro espectador destacou: “O que mais gosto na série é a maneira como você humanizou os discípulos e Jesus. Sabíamos que eles eram humanos, mas na série tudo é perfeito. Obrigado por isso.”

Assista ao teaser da 5º Temporada de The Chosen!

Fonte: Comunhão

John MacArthur é internado com pneumonia e ‘pode estar na presença do Senhor em breve’, diz igreja

Pastor John MacArthur (Foto: Captura de tela do YouTube)
Pastor John MacArthur (Foto: Captura de tela do YouTube)

John MacArthur, de 86 anos, líder da Grace Community Church na Califórnia, foi novamente hospitalizado devido a complicações respiratórias, incluindo um quadro de pneumonia e cirurgias cardíacas e pulmonares.

O anúncio foi feito pelo pastor Tom Patton durante o culto de domingo (13), dizendo à congregação que MacArthur, pastor há mais de cinco décadas, “poderá estar na presença do Senhor em breve”.

Patton pediu à igreja para interceder por MacArthur e sua família, afirmando que a igreja estava entregando seu pastor “aos pés do glorioso Salvador a quem ele serviu tão fielmente por tantos anos e agora aguarda seu comando final para estar em sua presença para sempre”.

Ao longo de 2024, MacArthur se manteve afastado da igreja devido a persistentes problemas de saúde, não chegando a pregar em nenhum momento do ano.

56 anos de ministério

Apesar de ter celebrado, em fevereiro, seus 56 anos de ministério como pastor e professor, o agravamento de sua condição de saúde o impediu de realizar aparições públicas ou cumprir compromissos de pregação.

Na oração conduzida por Patton, foram feitos pedidos de apoio à esposa de MacArthur, Patricia, a seus filhos e noras, além de seus 15 netos e nove bisnetos

“Apoie-os nesta hora”, disse Patton durante o culto, enquanto pedia “graça sobre graça” para a família.

Ele descreveu MacArthur como “seu servo fiel e seu mensageiro confiável”, enquanto pedia a Deus para “abrir as comportas do Céu em bênçãos, alegria e bondade para eles”.

Desafios relacionados à saúde

Em novembro de 2024, MacArthur compartilhou abertamente com sua congregação os desafios relacionados à saúde, mencionando o “estresse” provocado pelas cirurgias e pelo processo de recuperação.

Na ocasião, expressou sua gratidão a Deus, afirmando: “Vejo a mão boa, graciosa, bondosa e providencial de Deus em cada vicissitude da minha vida, em cada experiência difícil, em cada desafio.”

Em abril de 2024, MacArthur surgiu em um vídeo divulgado pelas redes sociais da Grace to You, desmentindo os rumores sobre sua condição de saúde e afirmou estar pronto para retornar ao ministério.

“Os rumores sobre a minha morte foram muito exagerados”, disse ele na gravação, citando Mark Twain. Na época, ele afirmou não estar sofrendo de nenhuma doença terminal, acrescentando: “Meu coração provavelmente está mais forte agora do que na última década da minha vida.”

Hospitalizações

O primeiro sinal de declínio na saúde de MacArthur surgiu em janeiro de 2023, quando apresentou dificuldades respiratórias pouco depois de pregar um sermão.

Ele foi hospitalizado e, na sequência, submetido a três cirurgias cardíacas e um procedimento pulmonar, o que resultou em um período de internação de sete semanas.

“Eles me colocaram no hospital”, ele explicou em comentários posteriores, “porque eu fiz uma cirurgia no pulmão e três procedimentos cardíacos”.

MacArthur recebeu alta do hospital em fevereiro de 2024.

Phil Johnson, diretor executivo da Grace to You e ancião da igreja, esclareceu que MacArthur estava em processo de recuperação em casa, apesar dos rumores imprecisos que circulavam sobre seu estado de saúde naquele período.

Referência no cristianismo evangélico

Embora desejasse retornar ao púlpito, MacArthur não participou da Conferência dos Pastores realizada em março — encontro anual promovido pela Grace para líderes e ministros. Sua ausência representou o segundo ano consecutivo em que, por questões de saúde, não pôde estar presente.

Ao longo das últimas décadas, MacArthur se consolidou como uma referência no cristianismo evangélico.

Ele é a voz principal do ministério de transmissão Grace to You, que alcança audiências internacionais através do rádio e das plataformas digitais. Além disso, é autor de dezenas de obras teológicas e comentários bíblicos que influenciam líderes e fiéis ao redor do mundo.

Desde que se tornou pastor-professor em 1969, MacArthur pregou mais de 3.000 sermões.

Em uma entrevista de 2024, refletindo sobre envelhecimento e mortalidade, MacArthur disse: “Percebo que estou na última etapa. Isso assume um novo significado quando você sabe que está na ponta mais curta da vela.”

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

Bíblias são usadas nas igrejas para ajudar na alfabetização de adultos

Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)
Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)

O Brasil ainda convive com uma chaga silenciosa: o analfabetismo funcional. Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado em maio de 2025, 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são incapazes de compreender textos simples ou realizar tarefas básicas com números. A taxa não apresentou avanço desde 2018. Entre pessoas de 50 a 64 anos, o índice sobe para 51%. Pretos e pardos, historicamente mais vulneráveis, também estão sob maior risco de exclusão educacional.

Neste cenário, a alfabetização de adultos encontra na igreja um terreno fértil para se expandir. Ali, o ato de aprender a ler se entrelaça com fé, pertencimento e dignidade. Ao acessar a Bíblia com os próprios olhos, homens e mulheres que não tiveram acesso à escolarização formal se reencontram com Deus de maneira profunda e libertadora.

“Um dos principais desafios é preparar líderes e voluntários para lidar com essa realidade. Muitas vezes, há exigências que excluem”, afirma o pastor Jorge Souto, da Comunidade Evangélica Jesus Vive, na Tijuca (RJ). Ele relata o caso de uma familiar que, após se converter, começou a frequentar a Escola Bíblica com entusiasmo.

Tudo corria bem até que um professor entregou uma atividade escrita e disse que quem não levasse as respostas na semana seguinte não poderia continuar na turma. “Ela se sentiu constrangida por não saber ler nem escrever. Estava aprendendo pelo ensino oral, mas diante da exigência acabou desistindo. A meritocracia espiritual afasta quem mais precisa ser acolhido”.

Para ele, a igreja deve recorrer a recursos como áudios, dramatizações, Bíblia falada, vídeos com linguagem acessível e uma abordagem individualizada. “A alfabetização deve ser parte da missão da igreja, numa integração entre evangelização, educação e ação social”, diz, citando Romanos 15:7: “Portanto, recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus”.

Alfabetizar também faz parte da missão

O teólogo Atila Ribeiro, diretor do Instituto Teológico Dünamis, destaca os desafios teológicos e pastorais desse processo. “A missão da igreja é formar discípulos e isso inclui ensinar todas as coisas que Cristo ordenou. Para isso, no entanto, é preciso que o crente tenha acesso à leitura compreensiva da Palavra. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, como diz 2 Timóteo 3:16. Isso pressupõe que o texto seja lido e entendido”.

Com base na perspectiva pastoral e acadêmica, Atila reforça que a alfabetização bíblica não pode ser tratada como um recurso opcional dentro da igreja. “Incluir adultos recém-alfabetizados no ensino das Escrituras é um ato de justiça do Reino. Isso revela o coração inclusivo de Deus, que não faz acepção de pessoas, como lemos em Atos 10:34.

O discipulado precisa ser formativo, não apenas informativo, e isso exige sensibilidade para adaptar o conteúdo sem diluir a essência da fé. A Palavra continua a mesma, mas os caminhos para alcançá-la precisam ser diversos e acessíveis”.

Atila lembra que muitos desses adultos carregam o peso de uma história de exclusão educacional e religiosa. “A igreja, como comunidade terapêutica e pedagógica, deve agir com graça e paciência, aplicando os princípios de 1 Coríntios 12:22-25, que ensinam que os membros menos honrados são indispensáveis. O discipulado precisa ser adaptado, sem perder profundidade, com recursos orais, visuais e relacionais”.

Um divisor de águas

O pastor Francisco Rosa, da Igreja Batista Missionária em Éden, no Rio de Janeiro, vê na alfabetização um divisor de águas. “Hoje a alfabetização na fase adulta tem sido uma realidade na vida de milhares de brasileiros. São pessoas que não tiveram oportunidade de frequentar a escola e ficaram à margem da sociedade. A leitura da Bíblia, nesse contexto, fortalece a fé e promove uma participação mais ativa na comunidade”.

Para ele, o impacto não é apenas espiritual. “A leitura funcional leva o indivíduo a compreender melhor a vida e a se tornar crítico diante das diversas manifestações da sociedade. A leitura é o primeiro passo para a liberdade e para a expansão da existência”. Ele cita a orientação de Paulo a Timóteo: “Persiste em ler” (1 Timóteo 4:13).

Em Vitória (ES), o pastor Fábio Andrade, da Igreja Batista Resgate, vai além. “Somos o povo da Bíblia. Cremos no Deus que se revela pela Palavra. É uma afronta existirem pessoas na igreja local que não sabem ler e nada ser feito para mudar isso. A alfabetização, ainda que tardia, abre um portal para uma intimidade totalmente nova com Deus”.

Segundo ele, a fé que antes era sustentada pelo ouvir passa a ser também alimentada pelo ler. “Essa apropriação pessoal da Palavra fortalece a convicção e aprofunda a caminhada cristã. Deus deixa de ser apenas falado. Ele passa a ser lido e compreendido de forma íntima.”

O pastor Marcos Soares Gonçalves, da Assembleia de Deus Igreja da Família em Pedra de Guaratiba (RJ), faz um alerta social. “O analfabetismo no Brasil representa 4,3% da população, o que equivale a mais de nove milhões de pessoas em vulnerabilidade educacional. Isso é muito para um país que se diz em crescimento”.

Ele defende que erradicar o analfabetismo, inclusive o funcional, deveria ser a prioridade número um de qualquer governo. “Muitos que se alfabetizaram por conta própria usaram a Bíblia como ferramenta. Com políticas públicas aliadas à ação das igrejas, esse processo poderia ser muito mais eficaz”.

Educação que gera frutos

Na mesma cidade, o pastor Eder Reis, da Assembleia de Deus na Tijuca, testemunha os frutos espirituais da alfabetização. “Os adultos recém-alfabetizados, ao se encontrarem com a Bíblia, passam a ver sentido na vida, ganham direção, descobrem promessas e experimentam consolo”.

Ele relata a história de uma senhora que aprendeu a ler em um projeto da igreja. O maior sonho dela era ler a Bíblia sozinha. “Um dia, ela conseguiu ler um versículo e chorou profundamente. Disse: ‘Antes, eu ouvia Deus pela boca dos outros. Agora, eu leio a voz de Deus com os meus próprios olhos’. Essa frase nunca saiu da minha memória. Foi um dos momentos mais impactantes do meu ministério”.

A alfabetização bíblica se revela, assim, como uma ponte entre fé, cidadania e dignidade. O ensino da Palavra, quando adaptado com amor e paciência, torna-se mais que informativo. Ele se transforma em um ato pastoral que acolhe e restaura. Como ensina 2 Timóteo 2:24-25, “ao servo do Senhor não convém brigar, mas ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão”.

Embora milhões de brasileiros ainda enfrentem barreiras para acessar o universo da linguagem escrita, a igreja tem se consolidado como um espaço essencial para romper esse ciclo de exclusão. Quando a leitura da Bíblia se torna uma experiência pessoal, não é apenas a fé que se fortalece.

A dignidade também é restaurada. Ensinar alguém a ler, nesse contexto, significa abrir caminho para que cada pessoa descubra, por si mesma, a presença viva de Deus nas palavras sagradas. Ler, então, deixa de ser um ato mecânico e passa a ser um encontro.

Fonte: Comunhão

Mulheres continuam mais religiosas do que os homens nos EUA, revela estudo

Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)
Mulher cristã adorando a Deus em um culto (Foto: Reprodução/Evangelical Alliance)

As mulheres americanas continuam mais propensas a serem religiosas do que os homens, de acordo com o Estudo do Panorama Religioso do Pew Research Center .

O estudo está alinhado com outras pesquisas sobre gênero e religião: as mulheres têm sido consistentemente mais propensas a serem religiosas do que os homens, nos Estados Unidos e em muitos outros países.

Uma tendência contrária, amplamente divulgada este ano, é que os jovens da Geração Z estão agora mais religiosos do que suas colegas mulheres. Eles frequentam cultos com mais frequência e são mais propensos a se identificarem como religiosos. Mais homens cristãos da Geração Z estão permanecendo na igreja, enquanto mais mulheres da Geração Z estão abandonando a igreja.

Essa tendência é encontrada entre aqueles que se identificam como cristãos, para começar.

No entanto, entre todos os adultos do país, as mulheres continuam mais propensas do que os homens a adotar a religião.

De acordo com a Pesquisa do Panorama Religioso de 2023-24, 66% das mulheres se identificam como cristãs, enquanto apenas 59% dos homens o fazem. Os homens são ligeiramente mais propensos a se identificar com outras religiões, com 8% dos homens e 6% das mulheres tendo uma identidade religiosa não cristã. No entanto, as mulheres ainda são mais propensas, em geral, a serem religiosas.

As mulheres também são muito mais propensas do que os homens a orar diariamente. Os dados mostram que metade das mulheres relatam orar pelo menos uma vez por dia, em comparação com 37% dos homens.

Em consonância com sua maior predisposição à identidade religiosa e às práticas espirituais, as mulheres afirmam sentir uma sensação de bem-estar espiritual com mais frequência do que os homens. Entre os participantes da pesquisa, 45% das mulheres e 35% dos homens relataram sentir uma sensação de bem-estar espiritual uma vez por semana ou mais.

Da mesma forma, 29% dos homens afirmam que raramente ou nunca sentem paz espiritual e bem-estar. Apenas 20% das mulheres relataram o mesmo.

O estudo do Pew não tenta explicar por que as mulheres são mais religiosas do que os homens, mas sociólogos discordam sobre o assunto. Alguns teóricos afirmam que a testosterona masculina faz com que os homens se sintam mais confortáveis em assumir riscos sem precisar de orientação espiritual. Outros afirmam que os papéis de gênero tornam as mulheres mais confortáveis em se submeter a uma figura de autoridade do que os homens.

Seja qual for o motivo, a tendência de maior espiritualidade entre as mulheres permaneceu consistente ao longo do tempo, segundo a pesquisa, mesmo com a tendência dos americanos se identificarem como religiosos continuando a diminuir.

Embora o estudo Pew tenha examinado o gênero, não isolou atitudes e práticas entre aqueles que são transgêneros, não binários, intersexo ou não conformes com o gênero. A pesquisa mais recente pediu aos participantes que se identificassem como heterossexuais, lésbicas/gays (emparelhados) ou bissexuais.

Em estudos anteriores , o Pew descobriu que mulheres lésbicas e bissexuais tendem a ser ligeiramente mais religiosas do que os homens. Mas, entre a comunidade gay e lésbica, cerca de metade (34%) se identifica como cristã em comparação com a comunidade heterossexual (66%). A identidade cristã é ainda menor entre aqueles que se identificam como bissexuais (27%).

Da mesma forma, apenas 33% dos americanos lésbicas e gays dizem que são “religiosos”, em comparação com 60% dos americanos heterossexuais.

No entanto, quando a pergunta foi feita de forma diferente, a diferença entre gays, lésbicas e bissexuais americanos e heterossexuais americanos diminuiu significativamente. Questionados se se consideram “espirituais”, 68% dos gays e lésbicas disseram ser muito espirituais ou um pouco espirituais. Isso representa apenas alguns pontos atrás dos heterossexuais americanos que se declararam “espirituais”.

Folha Gospel com informações de Baptist News

Discurso de Javier Milei em igreja gera críticas entre evangélicos argentinos

Javier Milei discursa na igreja Portal del Cielo, na Argentina (Foto: Iglesia Portal del Cielo/Instagram)
Javier Milei discursa na igreja Portal del Cielo, na Argentina (Foto: Iglesia Portal del Cielo/Instagram)

O presidente argentino Javier Milei compareceu à inauguração do Portal del Cielo , o novo templo da Igreja Cristã Internacional no Chaco, com capacidade para mais de 10.000 pessoas.

A construção do Portal del Cielo levou uma década. Segundo o pastor Jorge Ledesma, a obra foi financiada inteiramente em dinheiro, e a construção foi inspirada por uma profecia espiritual que ele recebeu há 17 anos, conforme relatado pelo Infobae.

A inauguração do que é considerado o maior auditório evangélico da Argentina foi parte do Congresso Mundial da Invasão do Amor de Deus, uma reunião de liderança cristã, com duração de dois dias.

Os ingressos para o evento variavam de 30.000 pesos argentinos a 100.000 dólares (entre 20 e 60 euros) nas áreas VIP. Os ingressos mais baratos (de 20.000 dólares) esgotaram rapidamente.

Dada a magnitude do evento, o governo local da cidade de Chaco implementou uma operação de segurança em larga escala envolvendo pelo menos 120 policiais.

Fundada em 1994 por Jorge e Alicia Ledesma, a Igreja Cristã Internacional começou com um pequeno grupo. Hoje, conta com mais de 25.000 fiéis por semana e afirma ter 50.000 membros ativos.

Este grupo faz parte do movimento carismático pentecostal mundial e tem 166 congregações em 66 países, incluindo 45.000 membros na Argentina.

Javier Milei é o primeiro presidente da Argentina a fazer um discurso em uma igreja evangélica.

“O presidente Milei mantém um relacionamento espiritual não religioso com o pastor Ledesma há vários anos. Eles se conheceram durante a campanha de 2023”, disse uma autoridade de Chaco ao jornal argentino La Nación .

Defendendo a cultura cristã e suas próprias políticas

Em seu discurso, Milei citou versículos bíblicos e criticou as ideias socialistas de justiça social, redistribuição de renda e a frase atribuída a Eva Perón, que diz “onde há uma necessidade, nasce um direito”.

“Se os valores judaico-cristãos têm sido uma fonte inesgotável de progresso, os antivalores da esquerda levam à pobreza, à miséria e ao subdesenvolvimento”, disse o presidente Milei.

“A primeira coisa que eles atacam quando começam a avançar é a fé das pessoas. Eles querem substituir o Deus do céu pelo deus do Estado, que os invejosos e ressentidos usam para roubar das pessoas de bem os frutos do seu trabalho”, acrescentou.

O presidente enfatizou que a cultura judaico-cristã “orienta profundamente” a formulação de suas políticas. “As eleições de 2023 nada mais foram do que o povo argentino se reunindo com os valores da liberdade e rejeitando o falso deus do Estado”.

Milei ressaltou que o Estado é um conceito diabólico e justificou sua visão com passagens do Antigo Testamento e a tentação de Jesus no deserto, quando Satanás ofereceu a Jesus os reinos do mundo. “Esse é o Estado”, disse Milei.

O presidente descreveu a ideologia de esquerda como um “vírus na cabeça das pessoas” que as enche de “ódio e ressentimento”. “Desde quando um pecado capital se tornou uma virtude? Eles não vão nos destruir; nós conhecemos as Sagradas Escrituras”.

Nas últimas décadas, a esquerda impôs um discurso único sobre a justiça, definindo-a apenas em termos distributivos. Mas este não é o verdadeiro significado da justiça, porque, para dar a alguns, é preciso tirar de outros. Como aprendemos da pior maneira na Argentina, quem dá leva a melhor.

“Mas, felizmente, eles estão começando a acabar na cadeia”, disse Milei, referindo-se à pena de prisão da ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Críticas dos evangélicos

A participação de Milei no evento gerou um debate acalorado sobre o envolvimento das igrejas evangélicas na política argentina nos últimos anos.

O pastor evangélico Norberto Saracco é uma das vozes críticas que se manifestaram contra a participação de Milei.

Saracco lidera a igreja evangélica Buenas Nuevas (Boas Novas) há quase 40 anos. Ele é cofundador do Conselho de Pastores da Cidade de Buenos Aires e membro do conselho administrativo da Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da Argentina (Aciera), a Aliança Evangélica nacional.

Ele lamentou que “o lugar sagrado do púlpito tenha sido emprestado ao presidente, em um claro ato partidário, para proferir uma diatribe cheia de argumentos falsos, distorções maliciosas e declarações completamente contrárias aos ensinamentos do evangelho”.

O representante da Aciera lembrou que “nenhum presidente jamais fez um discurso em um evento religioso judaico, católico ou muçulmano. Esses grupos religiosos têm um respeito por espaços e eventos sagrados que nós, evangélicos, obviamente não temos”.

Sobre a relação entre capitalismo e protestantismo, sobre a qual Milei falou, o pastor sublinhou que “o presidente, ou aqueles que escrevem os seus discursos, esquecem ou ignoram que a escravatura e o racismo foram desenvolvidos e sustentados em sociedades capitalistas e protestantes como os Estados Unidos e a Inglaterra”.

“Os países com o melhor padrão de vida para todos, não apenas para alguns, são os países escandinavos. Eles se baseiam em princípios protestantes, mas são aplicados por um Estado muito presente.”

Também Walter Ghione, político e líder evangélico, alertou que Milei cometeu “erros graves” em seu discurso ao dizer que “o próprio Estado representa o mal”.

“Essa ideia contradiz a história bíblica, bem como a teologia cristã. O Estado não é uma entidade moral em si; é inerte e assume o caráter daqueles que o governam e os princípios pelos quais o fazem”, disse ele, acrescentando que Romanos 13:1 diz que toda autoridade provém de Deus, embora possa ser mal utilizada quando aqueles que a exercem se afastam dEle.

Além disso, o pastor lembrou que a justiça social não tem origem marxista, mas cristã, embora tenha sido posteriormente “ideologizada”. “Era um modelo de justiça que não condenava a riqueza, mas sim a acumulação egoísta e a opressão dos fracos”, diz Ghione.

“É por isso que reduzir a justiça social a ‘inveja com retórica’ é uma simplificação perigosa. A verdadeira justiça social não consiste em roubar de uns para dar a outros, mas em criar condições nas quais a dignidade humana, o trabalho e a solidariedade sejam respeitados como dádivas de Deus”, concluiu Ghione.

Jorge Fernández, pastor evangélico argentino radicado na Espanha e atual assessor de imprensa da Federação de Entidades Religiosas Evangélicas da Espanha (FEREDE), também expressou seu desconforto tanto com o discurso de Milei quanto com o convite para subir ao púlpito.

“Os evangélicos latinos ainda não se arrependeram o suficiente da vergonha de entregar o púlpito de algumas de nossas igrejas a políticos importantes como Augusto Pinochet e Efraín Ríos Montt”, ambos ditadores, disse ele.

“Alguns dirão que não é a mesma coisa, que Milei é um presidente democrático legítimo e não um golpista. Isso é verdade, mas ele ainda é um presidente, o mais alto representante do poder político em uma república, e seu lugar é no governo, não no púlpito da Igreja de Jesus Cristo”, enfatizou Fernández.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Ataque a tiros em igreja batista deixa duas mulheres mortas nos EUA

Igreja Batista Richmond Road, em Kentucky, nos EUA (Foto: Reprodução/X)
Igreja Batista Richmond Road, em Kentucky, nos EUA (Foto: Reprodução/X)

Um atirador matou duas mulheres em uma igreja no Kentucky e atirou e feriu um policial estadual do lado de fora de um aeroporto no domingo, antes que a polícia conseguisse matá-lo a tiros dentro da igreja, disseram as autoridades.

As mulheres foram mortas na Igreja Batista Richmond Road, em Lexington. Dois homens também ficaram feridos, incluindo um em estado crítico, informou o chefe de polícia de Lexington, Lawrence Weathers, em uma coletiva de imprensa.

As autoridades não forneceram o nome ou a idade do suspeito.

“Há dias como hoje que são extremamente difíceis”, disse Weathers. “Às vezes, as coisas acontecem, e você simplesmente não sabe o porquê.”

O incidente começou por volta de 11h25 do horário local no Aeroporto Blue Grass, na cidade de Lexington. O policial parou veículo que o homem dirigia no Terminal Drive, perto do aeroporto, após receber um alerta do leitor de placa. Durante a interceptação, porém, o agente foi baleado.

O suspeito roubou um veículo e fugiu do local até acabar na Igreja Batista Richmond Road, a cerca de 24 km de distância, informou Weathers, na coletiva deste domingo. Segundo ele, o homem “disparou sua arma contra pessoas na propriedade da igreja”.

As duas mulheres baleadas e mortas tinham 72 e 32 anos. Ainda não se sabe se eram parentes. Outras duas pessoas na igreja ficaram feridas e foram transportadas para um hospital próximo. As autoridades disseram que acredita-se que vários membros da igreja sejam parentes.

Em uma série de postagens nas redes sociais no domingo, o governador do Kentucky, Andy Beshear, pediu orações. 

“Por favor, orem por todos os afetados por esses atos de violência sem sentido e vamos agradecer pela rápida resposta do Departamento de Polícia de Lexington e da Polícia Estadual de Kentucky”, 
escreveu Beshear em um tópico no X.

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