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ECA 35 anos: na era digital e da desigualdade, proteger crianças e adolescentes exige mais do que a lei

Adolescente com celular triste sofrendo cyberbulling (Foto: Canva Pro)
Adolescente com celular triste sofrendo cyberbulling (Foto: Canva Pro)

Hoje, 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 35 anos – uma das legislações mais avançadas do mundo na defesa dos direitos da infância. Criado para garantir proteção integral a crianças e adolescentes, o ECA mudou a forma como o Brasil enxerga sua população mais jovem; não mais como objetos de tutela, mas como sujeitos de direitos. Ainda assim, mais de três décadas depois, o desafio continua sendo tirar esses direitos do papel e torná-los realidade para todos.

A ONG Visão Mundial, presente no Brasil desde 1975 e uma das organizações que atuaram na construção do Estatuto, reforça que, apesar dos avanços institucionais, a infância brasileira continua vulnerável e agora diante de novas e antigas ameaças.

“Vivemos um momento crítico. A violência se sofisticou. Hoje, ela não está apenas nos lares e nas ruas, mas também nos celulares, nos algoritmos, nas narrativas que desumanizam a infância. O ECA precisa ser defendido, sim, mas também precisa evoluir para responder a esses novos desafios”, afirma Thiago Crucitti, diretor nacional da Visão Mundial Brasil. “Proteger nossas crianças hoje significa também olhar para as novas tecnologias, combater desigualdades estruturais e garantir que os direitos previstos na lei cheguem a todos, sem exceção”, conclui.

Segundo o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), considerando-se a faixa etária de 0 a 2 anos, a proporção de crianças usuárias de internet saltou de 9% em 2015 para 44% no ano passado. Já na faixa etária de 3 a 5 anos, o salto foi de 26% para 71% no mesmo período e, entre 6 e 8 anos, o uso dobrou, passando de 41% para 82%, reforçando que o ambiente digital virou terreno fértil para novas formas de violação. A exposição a conteúdos sensíveis, o cyberbullying e o aliciamento para crimes sexuais acontecem diante de uma legislação que ainda não compreende plenamente a lógica e os impactos desse ecossistema.

De acordo com a rede internacional InHope, o Brasil foi o 5º país com mais denúncias de abuso sexual infantil online em 2024, com mais de 52 mil páginas denunciadas contendo material ilegal. Somado a isso, a SaferNet Brasil registrou em 2023 um recorde histórico de 71 mil denúncias relacionadas à exploração sexual infantil, um crescimento de 84% em comparação ao ano anterior.

“Esses dados escancaram a urgência de que o ECA seja atualizado com mecanismos de regulação digital, moderação ativa de conteúdo e responsabilização das plataformas, que hoje operam sem barreiras eficientes”, comenta Crucciti.

A Visão Mundial alerta ainda para a falta de políticas públicas voltadas à educação midiática e o vazio de monitoramento parental. A ONG defende que o Congresso avance em projetos como a regulação das plataformas digitais, enquanto as escolas e comunidades se fortaleçam para prevenir e combater as novas formas de violência digital.

A violência sexual contra crianças continua sendo uma das violações mais brutais e invisíveis do país. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que quase 100 crianças sofrem violência sexual por dia no Brasil, sendo 82% meninas. Em 85% dos casos, o agressor é alguém do convívio da vítima. Em pesquisa do Atlas da Violência 2025, a cada hora, 13 crianças e adolescentes de até 19 anos sofreram algum tipo de violência em 2023, entre física, psicológica, sexual e negligência. Foram 115.384 vítimas registradas no país, um aumento de 36,2% em relação ao ano anterior.

Uma das respostas mais conhecidas a esse cenário, por exemplo, foi a criação da Coalizão Pelo Fim da Violência Contra Crianças e a Adolescentes, uma articulação nacional composta por organizações da sociedade civil (incluindo a Visão Mundial) — laica, independente e suprapartidária — que trabalha para prevenir e enfrentar todas as formas de violência contra crianças e adolescentes no Brasil. Formada no final de 2017, reúne atualmente entre 40 e 77 entidades, incluindo institutos, universidades, coletivos e movimentos sociais.

“Iniciativas que conscientizam a sociedade sobre a violência sexual de crianças e adolescentes, como a coalizão, são importantes porque se somam ao ECA, resultando em um moderno arcabouço legal sobre a infância, e não há limite aprofundarmos o debate sobre a segurança dos jovens brasileiros”, analisa Crucitti.

A ONG Visão Mundial e o ECA: uma história em defesa da infância

A organização Visão Mundial participou ativamente dos debates que originaram o ECA em 1990, atuando com outras organizações da sociedade civil na mobilização por um marco legal que colocasse a criança no centro da política pública. Desde então, a ONG tem desenvolvido programas de proteção, educação, advocacy e resposta a emergências, atendendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em todo o território nacional.

Para além da celebração da data, a organização propõe que o Brasil transforme o 13 de julho em um marco de renovação de compromissos com a infância, voltado não só à memória, mas à ação concreta.

“Mais do que nunca, é hora de refletir. Estamos avançando na proteção das nossas crianças ou ainda enfrentamos os mesmos desafios de décadas atrás, como a negligência, a violência e a falta de acesso a direitos básicos? O ECA representou um marco essencial na história do país, mas sua efetivação depende de compromisso contínuo, atualização frente aos novos contextos e ação concreta em todas as esferas da sociedade. O ECA é uma conquista, mas que precisa ser defendida todos os dias”, conclui Crucitti.

Projetos em tramitação no Congresso propõem nova era de proteção infantil na internet

Em meio ao crescimento de denúncias de exploração sexual, cyberbullying, exposição a conteúdos sensíveis e desafios perigosos nas redes sociais, parlamentares tentam acelerar a votação de propostas que buscam preencher lacunas legais deixadas por uma norma criada em 1990, antes da popularização da internet e das plataformas digitais. No último mês, junho, a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para discutir a vulnerabilidade de crianças e adolescentes no ambiente digital. 

A expectativa é que esses projetos ganhem força ainda em 2025, impulsionados por dados alarmantes. Segundo a rede internacional InHope, o Brasil foi o 5º país do mundo com mais denúncias de abuso sexual infantil online em 2024. Já a SaferNet Brasil registrou 71 mil denúncias desse tipo em 2023, um aumento de 84% em relação ao ano anterior.

Para especialistas que atuam na linha de frente da proteção à infância, como a ONG Visão Mundial, presente no Brasil desde 1975 e uma das organizações que atuaram na construção do ECA, os projetos representam um avanço necessário para enfrentar um cenário que se agrava em silêncio. “A internet se tornou parte da vida cotidiana das crianças. Mas enquanto elas navegam, interagem e consomem conteúdo, o Brasil ainda opera com uma legislação que não as protege adequadamente nesse ambiente”, afirma Thiago Crucitti, diretor nacional da Visão Mundial Brasil.

Conheça os principais projetos em discussão:

PL 2628/2022  – Marco legal para proteger crianças e adolescentes em ambientes digitais

O Projeto de Lei 2628/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira é o principal projeto com envolvimento da Visão Mundial e parceiros, inclusive com a intermediação da ONG na criação de grupos de trabalho com outras organizações sociais. Ele propõe a criação de um marco legal para proteger crianças e adolescentes em ambientes digitais. A proposta estabelece regras para limitar a coleta e o uso de dados pessoais de menores, proíbe o perfilamento e a publicidade direcionada sem consentimento, e exige mecanismos eficazes de verificação etária, especialmente para impedir o acesso de crianças com menos de 12 anos a determinadas plataformas. 

Além disso, o texto impõe responsabilidades às empresas de tecnologia, como a obrigação de remover imediatamente conteúdos ilegais ou prejudiciais, independentemente de ordem judicial, e implementar medidas preventivas contra abusos como bullying, assédio e exposição a conteúdos inapropriados.

O projeto foi aprovado no Senado em 2024 e está atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, onde passou por audiências públicas e recebeu dezenas de emendas. O debate se concentra em temas como a diferenciação entre crianças e adolescentes, os limites à atuação das plataformas digitais e as exceções para campanhas de interesse público.

PL 4474/2024 – Ambientes digitais seguros para crianças

De autoria da deputada Tábata Amaral (PSB-SP), o projeto altera o Marco Civil da Internet, o ECA e a Lei Geral de Proteção de Dados para estabelecer medidas específicas de segurança para crianças e adolescentes em plataformas digitais.

A proposta obriga empresas a: Implementar verificação de idade ativa; Criar ambientes certificados para crianças, com navegação segura e ausência de publicidade comportamental; Produzir relatórios de impacto sobre privacidade e segurança infantil; Disponibilizar recursos de denúncia acessíveis para crianças e responsáveis. O texto já passou pela Comissão de Educação da Câmara e avança agora nas comissões de Ciência e Tecnologia e de Constituição e Justiça.

PL 663/2025 – Regulamentação do uso de redes sociais por menores

De autoria do deputado Ricardo Silva (PSD-SP), o projeto cria regras claras para o uso de redes sociais por crianças e adolescentes, com base na faixa etária. Entre os principais pontos estão: Proibição do uso de redes sociais por menores de 12 anos sem autorização e supervisão dos pais; Exigência de verificação de idade por meio de documentos ou tecnologia confiável; Limitação de funcionalidades, como bloqueio de mensagens diretas de adultos desconhecidos para menores; Restrições de conteúdo sensível e notificações excessivas; Penalidades para plataformas que não cumprirem as regras.

Segundo o autor, o projeto busca proteger a saúde mental e emocional dos jovens, especialmente diante da disseminação de conteúdos tóxicos, como discursos de ódio, culto ao corpo, automutilação e erotização precoce.

PL 2551/2025 (Senado) – Supervisão parental obrigatória

Em análise no Senado, esse projeto estabelece que é dever legal dos pais e responsáveis supervisionar o uso da internet por crianças e adolescentes sob sua guarda. A medida busca reforçar o papel da família na mediação do acesso digital, mas também prevê campanhas públicas para conscientizar sobre o uso saudável da tecnologia, bem como incentivos ao desenvolvimento de ferramentas de controle parental. O projeto está sendo analisado na Comissão de Direitos Humanos e pode seguir para a Comissão de Educação.

 PL 777/2025 – Transparência e responsabilização das plataformas

A proposta visa atualizar o Marco Civil da Internet e o ECA, tornando mais rígida a atuação das plataformas digitais quando houver conteúdos que violem direitos de crianças e adolescentes. Dentre as principais mudanças, o texto prevê: Obrigatoriedade de relatórios públicos sobre moderação de conteúdo infantojuvenil; Prazo máximo para remoção de conteúdos abusivos; Multas pesadas e responsabilização civil de plataformas em caso de omissão. A proposta dialoga com experiências internacionais, como a Lei de Serviços Digitais da União Europeia, e pode abrir caminho para uma regulação mais robusta no Brasil.

ONG Visão Mundial: “O ECA precisa alcançar o mundo digital”

A ONG, que participou da construção do ECA em 1990, defende a atualização da legislação para contemplar a realidade digital e cobra do Congresso agilidade na tramitação das propostas. “O ECA é uma conquista, mas que precisa ser defendida e adaptada todos os dias. A violência online é real, tem deixado marcas profundas e exige uma resposta institucional à altura”, completa Crucitti.

Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil, 9 em cada 10 crianças entre 9 e 17 anos acessam a internet todos os dias, mas apenas 26% afirmam que há algum acompanhamento dos pais ou responsáveis sobre o que consomem. Além disso, 22% já viram conteúdo sexual; 19% foram vítimas de xingamentos ou humilhações; 16% relataram ter sofrido discriminação online.

O cenário preocupa para a Visão Mundial, além da legislação, é urgente que escolas, conselhos tutelares e campanhas públicas estejam preparados para atuar na prevenção e acolhimento das vítimas. Todos os projetos citados ainda tramitam nas comissões da Câmara e do Senado. Para que avancem, dependerão de mobilização política e apoio da sociedade civil. “Essa é uma oportunidade concreta de atualizar a proteção da infância brasileira. Não podemos perdê-la”, conclui Crucitti.

Sobre a Visão Mundial: A World Vision, conhecida no Brasil como Visão Mundial, é uma organização humanitária cristã dedicada a trabalhar com crianças, famílias e comunidades para combater as causas da pobreza e da injustiça. No Brasil desde 1975, atua nas áreas de proteção, educação, advocacy e emergências, priorizando populações em situação de vulnerabilidade, independentemente de religião, raça ou gênero. Mais informações: www.visaomundial.org.br

Pesquisa aponta que 94% dos adolescentes não sabem como denunciar violência sexual online

Adolescente com celular no quarto escuro (Foto: Canva Pro)
Adolescente com celular no quarto escuro (Foto: Canva Pro)

De acordo com a pesquisa “Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet”, realizada pela ChildFund Brasil, foi possível identificar que, de todos os adolescentes ouvidos pelo estudo, cerca de 8.500, 94% afirmaram não saber como proceder diante de situações de risco de violência sexual online, mas indicaram que a reação mais comum é o bloqueio de perfis suspeitos, em vez da formalização de denúncias, o que contribui para a subnotificação do problema e dificulta ações mais efetivas de combate à violência. 

Em 2024, o Brasil foi o quinto país que mais denunciou páginas online que distribuíam conteúdos de abuso sexual infantil, segundo relatório da International Association of Internet Hotlines (INHOPE), rede internacional de organizações que combatem o abuso sexual infantil online. No total, mais de 48 mil páginas foram denunciadas e compartilhadas pela SaferNet com a organização, ficando atrás somente de países como Alemanha, Holanda, Reino Unido e Bulgária, que lidera a lista com mais de 1 milhão e 600 mil páginas denunciadas, somente em 2024. 

Para o diretor de país do ChildFund Brasil, Mauricio Cunha, é necessário que pais, familiares e cuidadores estejam atentos a o que crianças, adolescentes e jovens fazem no ambiente on-line, a fim de prevenir a violência sexual on-line. “Entender as tendências é uma forma de conseguir agir. O ChildFund Brasil defende que a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual deve ser promovida por meio da educação digital voltada para pais e adolescentes sobre os riscos on-line; monitoramento parental ativo, associado a diálogos constantes com os adolescentes e, principalmente, a implementação de mecanismos que favoreçam a proteção integral no ambiente digital, indo além de medidas paliativas”, declara Mauricio.  

Outro ponto de destaque divulgado na pesquisa foi que, com o aumento da idade dos adolescentes, cresce também o tempo de uso da internet e a variedade de aplicativos, elevando, em até 1,3 vezes, o risco de violência on-line para jovens de 17 e 18 anos em comparação aos de 15.  

Mecanismos de Segurança On-line 

Um dos métodos mais recomendados pelo ChildFund Brasil para prevenir abusos sexuais on-line é a partir do controle parental sobre o que crianças e adolescentes fazem na internet. Dentre os estudantes entrevistados, foi possível analisar uma discrepância entre os que estudam em escolas particulares e privadas. O estudo identificou que, o controle digital por pais alcança 40% dos adolescentes de escolas privadas e apenas 24% dos adolescentes de escolas públicas. 

Aliado ao combate contra violência sexual on-line de crianças e adolescentes, lançamos, gratuitamente, o curso SafeChild, com o objetivo de orientar o público infantojuvenil, pais, professores e cuidadores sobre como identificar perigos e se proteger contra os vários tipos de crimes e abusos que ocorrem no ambiente on-line.  

Acesse e divulgue o curso para que crianças e adolescentes naveguem com mais segurança na internet. 

Fonte: ChildFund Brasil

ONG lança campanha para proteger crianças e adolescentes das ameaças on-line

Crianças com smartphones (Foto: Canva pro)
Crianças com smartphones (Foto: Canva pro)

Você sabe realmente quem está do outro lado da tela ou quem conversa com o seu filho(a) quando está conectado à internet? O ChildFund Brasil, organização que atua há quase 60 anos na promoção e defesa dos direitos de crianças, adolescentes e jovens, lançou a campanha “Os Monstros na Internet São Reais” em seis países da América Latina, sendo México, Guatemala, Honduras, Equador, Bolívia e Brasil. A proposta é conscientizar famílias, educadores e a sociedade sobre os riscos crescentes no ambiente digital, como aliciamento, exploração sexual, cyberbullying e manipulações disfarçadas de brincadeiras ou laços de amizade.

A campanha foi construída a partir de relatos reais de adolescentes atendidos pela organização. Situações como perfis falsos, ameaças, chantagens e tentativas de contato por meio de jogos virtuais têm se tornado cada vez mais comuns. Em uma pesquisa realizada pelo ChildFund Brasil, por exemplo, o Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet,  um dos participantes contou que foi abordado por um perfil falso que solicitou o envio de fotos. Mais tarde, descobriu que se tratava de um adulto se passando por adolescente. O relato também revela que ele passou a receber mensagens com ameaças de exposição caso não atendesse às exigências feitas.

“A internet é uma ferramenta poderosa, mas também é um dos ambientes mais arriscados para crianças e adolescentes quando estão sozinhos e sem acompanhamento. Esta campanha tem um objetivo claro: entender como podemos proteger nossas crianças de agressores on-line, que utilizam diversas estratégias digitais para entrar em contato, manipular e violar novas vítimas todos os dias”, afirma Cristina Barrera, diretora regional do ChildFund nas Américas.

Por meio da metáfora dos “monstros”, a campanha personifica os perigos invisíveis da internet. Com três vídeos impactantes, materiais educativos e recursos gratuitos, o ChildFund oferece apoio a mães, pais, cuidadores e também diretamente a crianças, adolescentes e jovens. Os conteúdos ajudam a reconhecer ameaças, identificar sinais de manipulação e reforçar a importância do acompanhamento adulto na vida digital das crianças.

10 incidentes por segundo

Segundo o relatório ChildLight 2024, cerca de 302 milhões de crianças e adolescentes foram vítimas, no último ano, de captura, divulgação ou exposição não autorizada de imagens e vídeos com conteúdo sexual — o que corresponde a uma em cada oito crianças no mundo. Além disso, esses jovens também enfrentaram pedidos sexuais indesejados por parte de adultos ou outros menores. Os casos ocorrem em uma frequência alarmante: cerca de 10 incidentes por segundo, configurando uma “pandemia invisível” que exige atenção e ação imediata.

A campanha também é direcionada a toda a América Latina, região onde, segundo o estudo Plataformas globais, proteções parciais 2022, da Fairplay, os marcos legais e as ferramentas de proteção digital são menos rigorosos e menos acessíveis do que nos Estados Unidos e na Europa. 

Metade dos adolescentes brasileiros já sofreu violência sexual on-line

Mais de 8 mil adolescentes de 13 a 18 anos, de todas as regiões do país — especialmente do Nordeste e Sudeste — participaram do Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, conduzido pela organização. O estudo revelou que, com o aumento da idade, cresce também o tempo de uso da internet e a variedade de aplicativos acessados, elevando em até 1,3 vezes o risco de exposição à violência on-line entre jovens de 17 e 18 anos em comparação aos de 15. Em média, os adolescentes passam quatro horas por dia conectados, na maior parte pelo celular e fora do ambiente escolar.

A pesquisa também destacou a predominância do ambiente digital na rotina dos jovens, sendo que 79% dos hobbies mencionados por eles são on-line, como jogos e redes sociais, enquanto apenas 21% envolvem atividades offline, como desenhar, passear ou praticar esportes. Além disso, o estudo mostrou que 54% dos adolescentes brasileiros já sofreram algum tipo de violência sexual na internet, o que representa 9,2 milhões de jovens, com ou sem a interação direta de um agressor.

“Buscamos promover campanhas que ampliem a consciência sobre a importância da proteção infantojuvenil. Nosso objetivo é estimular a reflexão da sociedade e mobilizar esforços coletivos para que toda infância seja respeitada e protegida”, comenta Mauricio Cunha, diretor de país do ChildFund Brasil. 

O ChildFund Brasil convida escolas, empresas, meios de comunicação, autoridades e toda a sociedade a compartilhar essa mensagem e fazer parte ativa dessa rede de proteção. A campanha completa, com vídeos, orientações e formas de engajamento, está disponível em www.monstrosnainternetsaoreais.com

Sobre o ChildFund Brasil

Fundado em 1966, o ChildFund Brasil é uma organização com sede em Belo Horizonte (MG) que integra a rede internacional do ChildFund International, presente em mais de 70 países e responsável por impactar positivamente a vida de mais de 24,3 milhões de crianças e suas famílias. No Brasil, a organização atua no desenvolvimento integral e na promoção dos direitos de crianças, adolescentes e jovens, especialmente em contextos de privação, exclusão e vulnerabilidade.

O trabalho é viabilizado com o apoio de pessoas físicas, por meio do apadrinhamento de crianças e campanhas como o Guardião da Infância, além de parcerias com empresas, institutos e fundações. Em reconhecimento à sua atuação, o ChildFund Brasil foi eleito uma das 25 melhores ONGs do país pela certificadora internacional The Dot Good em 2024 e já recebeu premiações como a de melhor ONG de assistência social do Brasil (2022) e melhor ONG para crianças e adolescentes em três edições do Prêmio Melhores ONGs (2018, 2019 e 2021). www.childfundbrasil.org.br.

Morre sobrinho de André Valadão em acidente de moto

André Valadão e Felipe Pitteli (Foto: Reprodução)
André Valadão e Felipe Pitteli (Foto: Reprodução)

Os pastores André e Cassiane Valadão lamentaram nas redes sociais, neste sábado (12), a morte precoce do sobrinho Felipe Marroni Pitelli, 21 anos, vítima de acidente de trânsito.

De acordo com a assessoria da casal, o jovem sofreu um acidente de moto por volta das 23h desta sexta-feira (11) e não resistiu.

Filho do irmão da pastora, Felipe morava nos Estados Unidos e servia a Deus na Lagoinha Orlando Church. Natural de Londrina, o jovem foi morar com os tios assim que terminou o ensino médio.

Em seu Instagram, Cassi fez uma homenagem ao sobrinho destacando o quanto ele era amado por todos.

– Não estou acreditando que você se foi. Meu sobrinho amado. Menino mais incrível que conheci na vida. Desde que nasceu foi meu amor. Primeiro sobrinho, primeiro neto, primeiro bisneto da família. Éramos tão apaixonados por você, que quando completou o ensino médio, veio morar com a gente. Funcionário exemplar, amigo fiel, filho e irmão protetor. Irmão do Vivi, do Lolo e da Angel – escreveu a pastora, bastante abalada com a notícia.

E continuou:

– Não conseguimos entender os planos de Deus. Mas a vida do Fefe era a igreja, era servir a Deus. Hoje o céu está em festa, e nós em luto. Uma dor que nunca vivi parecida na vida. Hoje eu perdi um filho. Pra sempre lembraremos de você com esse seu sorrisinho, com sua inteligência, amor e cuidado com todos nós e principalmente com seus primos. Te amarei pra sempre.

O pastor André também lamentou a partida do jovem:

– Meu sobrinho. Meu filho. Meu amor. Jesus te levou. Você está com Ele. Seus irmãos Lolo, Vivi e Angel sentirão tantas saudades. Em tudo vemos você conosco. Nossa última viagem juntos em família era uma despedida e nunca imaginaria. Tio Dedé te ama.

A notícia da morte gerou grande comoção nas redes sociais e entre os fiéis que acompanhavam a trajetória do jovem na igreja liderada por Valadão.

Segundo o Fuxico Gospel apurou, Felipe havia decidido adquirir uma moto há cerca de três semanas, mesmo diante da resistência de André e outros familiares, que não concordavam com a ideia por questões de segurança. A decisão acabou se tornando trágica. Na noite do acidente, Felipe bateu de frente com um carro e morreu na hora.

O jovem trabalhava na igreja e era considerado um funcionário exemplar por todos que conviviam com ele. Desde muito novo demonstrava envolvimento com a fé cristã e dedicação ao serviço ministerial.

Fonte: Pleno News e Fuxico Gospel

Pastor e fiéis são mortos a tiros durante culto na Nigéria

Cristãos orando na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Cristãos orando na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

Durante um culto noturno na segunda-feira, supostos extremistas islâmicos atiraram em um pastor batista e outro fiel e sequestraram uma mulher no estado de Katsina, noroeste da Nigéria.

Cerca de 15 a 20 homens armados com sotaque fulani invadiram a Igreja Batista Bege na vila de Yaribori (também conhecida como Yari Bori), no Condado de Kafur, e atiraram no Rev. Emmanuel Na’allah Auta e Mallam Samaila Gidan Taro, de acordo com o meio de comunicação TruthNigeria .

O membro da igreja Zakariya Jatau disse ao Christian Daily International-Morning Star News que o pastor estava liderando um culto e um estudo bíblico quando foi baleado.

“Outra membro, uma senhora, também foi sequestrada e levada para um lugar desconhecido”, disse ele, corroborando o relato de outro membro da igreja.

Membros da congregação disseram que o morto Gidan Taro era um importante convertido do islamismo e que o pastor Na’allah havia trabalhado para reconciliar as comunidades muçulmana e cristã da vila, informou o TruthNigeria.

Assassinatos no estado de Plateau

No estado de Plateau, no centro da Nigéria, os terroristas pastores Fulani mataram 20 cristãos em uma área do estado em junho, enquanto aldeias predominantemente cristãs em outro condado do estado sofreram o massacre de 80 de seus moradores desde maio, disseram fontes.

No Condado de Mangu, terroristas arrasaram 96 casas pertencentes a cristãos em Gyambwas, distrito de Langai, e mataram dois cristãos em 27 de junho, disse a moradora da área, Esther Luka.

“Estes são os efeitos devastadores dos assassinatos de fulanis na Área de Governo Local de Mangu, no estado de Plateau”, disse Luka ao Christian Daily International-Morning Star News em uma mensagem de texto. “Na sexta-feira, 27 de junho, o pai do meu amigo, Rose Dapus, foi à sua fazenda em Gyambwas com cerca de 15 cristãos contratados para cultivar a terra e plantar. No final do dia, ele pagou e dispensou os trabalhadores contratados, enquanto permaneceu com o filho para dar alguns retoques na fazenda. Foi então que os terroristas atacaram os dois. O filho conseguiu correr e escapar para contar a história, mas o pai foi morto a tiros.”

No vilarejo de Manja, no condado, terroristas mataram três cristãos em 19 de junho enquanto trabalhavam em suas fazendas, disseram moradores.

“Os três cristãos estavam na fazenda, cultivando a terra e cuidando de suas terras quando os terroristas armados os atacaram e os mataram”, disse Mathew Kwarpo, deputado da Assembleia Legislativa do estado de Plateau, ao Christian Daily International-Morning Star News. “Durante o ataque na aldeia de Manja, os terroristas não apenas mataram os três cristãos, como também incendiaram mais de 20 casas pertencentes a cristãos.”

Em 11 de junho, terroristas mataram oito cristãos na vila de Chicim, no condado, disse o morador Jeremy Nyuwa.

“Os terroristas armados invadiram a comunidade, que fica a apenas 1,6 km da cidade de Mangu, e começaram a atirar nos cristãos que avistaram”, disse Nyuwa. “E na aldeia de Bwai, outra comunidade cristã, os terroristas atacaram cristãos no dia 10 de junho. Durante o ataque, sete cristãos foram mortos a tiros.”

No condado de Bokkos, terroristas fulani, em conjunto com outros terroristas extremistas islâmicos, atacaram 13 aldeias predominantemente cristãs desde maio, matando 80 pessoas e destruindo dezenas de casas, segundo fontes. Autoridades militares confirmaram os ataques e enviaram forças para as comunidades afetadas.

As aldeias de Tulus, Hokk e Juwan foram atacadas em 29 de junho, enquanto outras 10 comunidades foram invadidas em incidentes anteriores, nos dias 27, 26 e 2 de junho, segundo líderes cristãos. A casa de um pastor foi incendiada no ataque de 29 de junho em Hokk.

Amalau Samuel, presidente do Conselho de Governo Local de Bokkos, descreveu os ataques como “bárbaros e desumanos”.

“Os agressores chegaram tarde da noite e começaram a matar pessoas inocentes”, disse Samuel. “Eles iam de casa em casa e, onde não conseguiam entrar, arrombavam o teto. Os mais afetados são idosos e crianças que não conseguiam correr, enquanto os mais ágeis fugiam em busca de segurança.”

Moradores da área disseram que os terroristas têm acampamentos em áreas como Daffo, Mbar, Tangur, Pyakmallu, Butura e Kwatas, e que essa informação foi relatada às autoridades militares nigerianas e outras agências secretas.

Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade ou Crença Internacional (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020.

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de terroristas às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo deles de tomar as terras dos cristãos à força e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentarem seus rebanhos.

A Nigéria continua entre os lugares mais perigosos do planeta para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição de 2025 (LMP) da Portas Abertas, que reúne os países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período do relatório, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, segundo a LMP.

“O nível de violência anticristã no país já está no máximo possível segundo a metodologia da LMP”, afirma o relatório.

Na zona centro-norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no nordeste e noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, principalmente cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de invasões, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, segundo o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, Lakurawa, surgiu no noroeste, munido de armamento avançado e com uma agenda islâmica radical, observou a LMP. Lakurawa é filiado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na lista da LMPde 2025 dos 50 piores países para os cristãos.

Folha Gospel – artigo foi publicado originalmente pelo Christian Daily International – Morning Star News.

Extremistas destroem complexo de igreja em meio a conflito civil no Sudão

Cristãos no Sudão (foto representativa)
Cristãos no Sudão (foto representativa)

Extremistas, acompanhados por forças armadas sudanesas e policiais, destruíram um complexo de igreja pentecostal em Cartum, capital do Sudão, esta semana, de acordo com um grupo de vigilância.

A Igreja Pentecostal, construída inicialmente no início da década de 1990 e destruída na terça-feira, estava localizada na área de El Haj Yousif, de acordo com a Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediada no Reino Unido.

El Haj Yousif está sob o controle das Forças Armadas do Sudão (SAF) — a facção envolvida em um conflito civil com as Forças de Apoio Rápido (RSF) e que declarou Cartum “completamente libertada” do controle das RSF em maio.

Enquanto os combates entre as SAF e as RSF se intensificaram em Darfur e Omdurman, ataques direcionados a igrejas continuaram desde o início do conflito civil em abril de 2023. Ambas as facções armadas foram acusadas de profanar espaços religiosos durante operações militares.

Em dezembro de 2024, um ataque aéreo das Forças Armadas Revolucionárias da Síria (SAF) contra uma igreja em Cartum matou 11 pessoas, incluindo oito crianças. Em junho de 2025, tropas das Forças Armadas Revolucionárias da Síria (RSF) bombardearam três igrejas — a Igreja Episcopal Sudanesa, a Igreja do Interior Africano e a Igreja Católica Romana — em El Fasher, capital de Darfur do Norte, ao longo de dois dias.

O diretor executivo da CSW, Scot Bower, disse que a demolição em El Haj Yousif parece ter sido apoiada pelas autoridades locais, acrescentando que “ataques intencionais a locais dedicados à religião são crimes graves segundo o Estatuto de Roma”.

A área de El Haj Yousif também testemunhou demolições de igrejas no passado.

Em fevereiro de 2018 , as autoridades destruíram um complexo da Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão no mesmo bairro. O Rev. Abdul Harim, pastor da igreja, disse à International Christian Concern na época que escavadeiras do governo e a polícia chegaram após o culto matinal, removeram à força móveis e Bíblias e arrasaram o prédio.

A demolição foi realizada apesar de um processo judicial pendente contestando a propriedade do terreno, disse Harim, que, segundo o estado, deveria ser transferido para uma construtora muçulmana privada. Os pertences da igreja, incluindo Bíblias e cadeiras, foram confiscados.

Comunidades cristãs deslocadas pela guerra civil no Sudão enfrentaram restrições ao culto em áreas de refugiados.

Em Wadi Halfa, uma cidade no estado do Norte, cristãos deslocados foram impedidos de realizar um culto de Natal em um parque público onde haviam se abrigado. O pastor Mugadam Shraf Aldin Hassan, da Igreja Unida de Esmirna, disse na época que autoridades disseram à congregação que precisavam de permissão por escrito para realizar atividades cristãs em uma área muçulmana, apesar da aprovação verbal prévia das autoridades de segurança nacional.

O Sudão é classificado como o quinto pior país em termos de perseguição aos cristãos na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas, que observa que mais de 100 igrejas, edifícios e casas cristãs foram ocupados à força durante o conflito civil em curso.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Irmãos Kendrick anunciam produção do primeiro filme cristão no Brasil

Alex e Stephen Kendrick. (Foto: Divulgação)
Alex e Stephen Kendrick. (Foto: Divulgação)

Os cineastas cristãos Alex e Stephen Kendrick, conhecidos por filmes como “À Prova de Fogo”, “Quarto de Guerra” e “A Forja”, irão regravar no Brasil seu primeiro longa, “A Virada” (Flywheel no original), com elenco e equipe nacionais. 

Intitulada “A Ignição”, a nova produção é uma parceria com a 360 WayUp e será distribuída nos cinemas pela Heaven Content. O elenco será escolhido por meio do projeto Talento Puro, que busca promover profissionais cristãos e valorizar histórias de fé no audiovisual.

“Amamos o Brasil e estamos profundamente inspirados pela beleza do país e pela paixão e fé do povo. Deus está agindo nas igrejas brasileiras e estamos empolgados por poder levar uma das melhores histórias que já escrevemos e refilmar no Rio com atores, locações e profissionais brasileiros. Esperamos que esta produção fortaleça o número crescente de filmes cristãos produzidos no Brasil”, afirma Stephen Kendrick.

O elenco será selecionado por meio de um projeto chamado Talento Puro, criado com o propósito de valorizar e promover histórias de fé e transformação através de produções cinematográficas de alto nível. A proposta é conectar profissionais cristãos qualificados a projetos que transmitam valores bíblicos e mensagens que inspirem a crescente indústria audiovisual cristã no país. Profissionais cristãos que tenham interesse podem se inscrever através do site: https://talentopuro.com.br/

Atualmente, o Brasil ocupa a 2ª posição no ranking global de mais público nos cinemas em filmes cristãos, e irá se consolidar como uma potência na produção de novos conteúdos que impactam vidas. “Nossa missão é apoiar esse setor desenvolvendo talentos comprometidos e preparados para entregar excelência em cada produção”, destaca Ygor Siqueira, CEO da 360 WayUp e da Heaven Content.

Reconhecidos mundialmente por sua abordagem profunda de temas como família, identidade, oração e propósito, os Irmãos Kendrick recentemente emocionaram mais de 3 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros com “A Forja – O Poder da Transformação”, que narra a história inspiradora de um jovem desafiado por um mentor a iniciar um relacionamento com Deus e trilhar um caminho melhor para sua vida.

“Vamos refazer nosso primeiro filme de uma forma ainda melhor e atualizá-lo com uma equipe brasileira. Queremos que este seja o primeiro de muitos filmes realizados por cineastas cristãos brasileiros em ascensão”, anuncia Alex Kendrick.

“Enquanto orávamos, Deus colocou o Brasil em nossos corações e nos mostrou a grande necessidade de cristãos talentosos nas artes se unirem para produzir novos filmes cristãos que transformem corações e honrem a Deus”, afirma Stephen Kendrick, que estará presente no próximo Café com Negócio, em Curitiba, no dia 23 de agosto.

O filme “A Ignição”, primeiro filme dos irmãos Kendrick no Brasil, será rodado e filmado a partir de setembro de 2025 no Rio de Janeiro, com previsão para lançamento nos cinemas em 2026.

Sobre a Kendrick Brothers Productions

A Kendrick Brothers Productions é a empresa dos Irmãos Kendrick, que existe para honrar a Jesus Cristo e fazer Seu amor e Sua verdade conhecidos nas Nações através de seus filmes, livros, currículos e palestras. Através da oração constante para fazer uma mistura de histórias cativantes, com integridade doutrinária, os Kendricks buscam motivar, incentivar e inspirar espectadores e leitores com recursos que afetam a sua vida espiritual e fortalecem suas famílias e seus relacionamentos pessoais.

Sobre a 360 WayUp

A 360 WayUp nasceu com o objetivo de impulsionar o mercado cinematográfico cristão no país. A empresa atua no processo de viabilizar, produzir, distribuir e comunicar produtos que alcancem pessoas através de mensagens de fé e esperança. Para isso, utiliza-se de estratégias eficientes numa atuação em nível nacional. Fundada por Ygor Siqueira, a empresa tem como diferencial a expertise de se comunicar amplamente com o seu público-alvo: os cristãos. Com uma equipe experiente, a 360 WayUp é a única do mercado e tem revolucionado o segmento. Entre os lançamentos: Você Acredita?, Quarto de Guerra, Ressurreição, Milagres do Paraíso, Deus Não Está Morto 2, Ben-Hur, Para Sempre, Papa Francisco, A Cabana, A Estrela de Belém, Extraordinário, Mais que Vencedores, Paulo, Apóstolo de Cristo, A Forja, O Rei dos Reis e Som da Liberdade, dentre outros, totalizando mais de 30 milhões de espectadores levados ao cinema.

Sobre a Heaven Content

A Heaven Content é a principal força do cinema cristão no Brasil, trazendo histórias inspiradoras que promovem fé, esperança e superação. Com parcerias estratégicas com a 360 WayUp, a Heaven combina excelência em produção, distribuição eficiente e campanhas autênticas, impactando milhões de espectadores. Sua missão é conectar o público a narrativas transformadoras, consolidando-se como referência no entretenimento cristão no Brasil e na América Latina.

Fonte: Guia-me

Cristãos enfrentam ‘existência cada vez mais perigosa’ na Síria

Igreja destruída na Síria (Foto: Captura de Tela/YouTUbe)
Igreja destruída na Síria (Foto: Captura de Tela/YouTUbe)

O atentado à bomba na Igreja Santo Elias em Damasco, Síria, no mês passado, que matou mais de duas dúzias de pessoas, é uma indicação de que as autoridades islâmicas da Síria, sob o comando do presidente Ahmad al-Sharaa, estão permitindo o radicalismo que ameaça a existência da comunidade cristã da Síria, alertam especialistas.

O atentado à bomba de 22 de junho na Igreja Ortodoxa Grega serve como um “lembrete brutal” da presença de grupos jihadistas radicalizados na Síria que buscam eliminar os cristãos do país, de acordo com Jeff King, presidente do grupo de vigilância sediado nos Estados Unidos International Christian Concern.

O incidente foi o ataque mais mortal à comunidade cristã da Síria desde o Massacre de Damasco em 1860, com defensores dizendo que ele serve como um lembrete da “existência cada vez mais perigosa do cristianismo em sua antiga pátria”.

Em entrevista ao The Christian Post, King condenou al-Sharaa e seu governo, que chegaram ao poder depois que Hayat Tahrir al-Sham e grupos militantes aliados derrubaram o ex-presidente sírio Bashar al-Assad em dezembro, por serem incapazes ou não quererem proteger os cristãos sírios enquanto o novo governo assegura sua posição de poder.

“Esta suposta administração, liderada pelos jihadistas renomeados da Hayat Tahrir al-Sham, com raízes na Al-Qaeda e [no Estado Islâmico], oferece condolências vazias, mas não consegue conter milícias extremistas e células rebeldes que têm como alvo minorias”, disse King em um comunicado. “O islamismo radical, tanto dentro das fileiras do governo quanto por meio de atores independentes como os remanescentes do ISIS, busca a erradicação total do cristianismo na Síria.”

O atentado à Igreja Santo Elias ocorreu durante um culto de oração na manhã de domingo. O agressor entrou no prédio e abriu fogo contra a congregação antes de detonar um colete explosivo.

Após uma investigação preliminar, o governo sírio afirmou que o Estado Islâmico [também conhecido como EI ou ISIS] era responsável pelo atentado. Em seu discurso de 23 de junho, o presidente al-Sharaa condenou o atentado como um crime contra todos os sírios. O crime foi posteriormente reivindicado pela organização militante islâmica e grupo dissidente do HTS, Saraya Ansar al-Sunnah , que não tem afiliação oficial com o EI, mas demonstrou afinidade com o grupo.

“Este ataque é apenas um passo nessa campanha sangrenta”, disse King ao CP. “O mundo deve rejeitar a legitimidade dessa conspiração jihadista disfarçada de governo e impor pressão internacional imediata para proteger a população cristã quase extinta da Síria.”

O alerta surge no momento em que o governo dos EUA, sob a direção do presidente Donald Trump, removeu as sanções financeiras à Síria a partir deste mês. No início desta semana, o Departamento de Estado dos EUA removeu a designação terrorista do HTS, originalmente conhecido como Jabhat al-Nusra e designado como grupo terrorista pelos EUA em 2018. O grupo estava ligado a abusos generalizados de direitos humanos.

A revogação da designação de terrorismo atraiu a ira de alguns defensores cristãos dos direitos humanos, que dizem que o HTS já havia matado cristãos no Iraque e na Síria antes de ser renomeado para aceitação internacional desde a queda de Assad.

Brian Orme, presidente e CEO da Global Christian Relief, também está preocupado com a falha do presidente al-Sharaa e seu governo em proteger as comunidades cristãs históricas.

“Embora a liderança afirme que haverá liberdade religiosa, essas garantias parecem cada vez mais vazias. Este não é um incidente isolado, mas parte de um padrão mais amplo em que os cristãos permanecem vulneráveis ​​à violência e intimidação direcionadas”, disse Orme ao CP.

“Também devemos lembrar de orar pela Igreja na Síria — por sua proteção, pela liberdade genuína de adorar sem medo e pelo futuro dos cristãos na região”, acrescentou Orme.

Depois que o HTS e os rebeldes liderados por islâmicos derrubaram o regime de Assad em dezembro, os rebeldes se encontraram com líderes cristãos e representantes da igreja, fazendo promessas de defender a liberdade religiosa.

No início deste ano, King alertou que o HTS, formado por ex-combatentes do EI e da Al-Qaeda, estava tentando se “reformular” para parecer inofensivo. Como observou o presidente do TPI, os combatentes do HTS já atacaram cristãos no passado, o que torna sua promessa de proteção aos cristãos vazia.

Após o último ataque contra a Igreja Santo Elias, o rei declarou que os cristãos da Síria e os cidadãos do país merecem viver em paz e segurança após décadas do que ele descreveu como “opressão e privação”.

“O presidente al-Sharaa deve falar em nome das minorias religiosas de seu país e reconhecer a perseguição em curso no país”, disse o presidente do TPI.

Durante um funeral em 24 de junho, o Patriarca Ortodoxo Grego de Antioquia, João (X) Yazigi , um importante líder cristão sírio, exigiu ação em vez de compaixão do Presidente al-Sharaa. Yazigi fez essas declarações aos enlutados reunidos na Igreja da Santa Cruz, onde nove das vítimas do bombardeio foram sepultadas.

O líder cristão repreendeu al-Sharaa por expressar suas condolências por telefone, segundo a Reuters . Yazigi também culpou o atual governo pelo atentado à igreja em Damasco, que, segundo ele, foi consequência direta de uma falha do governo.

“O que é importante para mim — e eu digo isso — é que o governo assuma total responsabilidade”, disse Yazigi.

Richard Ghazal, diretor executivo do grupo de defesa In Defense of Christians (Em Defesa dos Cristãos), sediado em Washington, alerta que os cristãos na Síria — com uma população cada vez menor — enfrentam uma “crise existencial”.

“Com cada atentado suicida, cada igreja profanada, cada êxodo comunitário, a Síria se aproxima mais da perda de um pilar espiritual e cultural de dois milênios”, escreveu Ghazal em um artigo de opinião para o The Hill esta semana.

Antes do início da Guerra Civil Síria em 2011, os cristãos representavam cerca de 10% (2 milhões) da população síria e coexistiam com vizinhos muçulmanos. Hoje, restam menos de 300 mil cristãos na Síria, enfatizou Ghazal.

Em resposta ao ataque à igreja em 22 de junho, Ghazal afirma que o governo dos EUA deve pressionar o governo de transição sírio para processar os perpetradores e “implementar medidas de segurança robustas para proteger as comunidades cristãs do país”. Especificamente, a IDC quer que o governo dos EUA mantenha “relações diplomáticas ponderadas” e exija “garantias de segurança” e “proteções constitucionais” para as minorias.

Sem o envolvimento dos EUA, Ghazal acredita que há o risco de criar um “vácuo” que só fortalecerá os extremistas.

“Uma Síria sem cristãos não é mais um cenário hipotético distante”, escreveu ele. “É uma realidade que se aproxima rapidamente e que o mundo não pode se dar ao luxo de suportar. A presença cristã na Síria é um fio na tapeçaria mais ampla da civilização humana. Se esse fio for puxado, toda a tapeçaria se desfaz.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Pastor Luiz Sayão é internado novamente com suspeita de AVC

Pastor Luiz Sayão (Foto: Divulgação/Assessoria)
Pastor Luiz Sayão (Foto: Divulgação/Assessoria)

O pastor Luiz Sayão, fundador e líder da Igreja Batista das Nações Unidas (IBNU), em São Paulo, foi hospitalizado nesta quarta-feira (9) após apresentar sintomas compatíveis com Acidente Vascular Cerebral (AVC). A informação foi confirmada por meio de uma publicação no Instagram oficial do religioso.

Segundo o comunicado, Sayão passou mal logo nas primeiras horas da manhã e foi encaminhado para exames médicos especializados. A equipe que administra o perfil informou que, apesar do quadro, ele se encontra estável e em paz. “Depois de passar mal pela manhã bem cedo, internado no hospital para exames de sintomas de AVC. Estável e em paz. Agradecido pelas orações”, dizia a nota.

Este não é o primeiro episódio de saúde delicada enfrentado pelo pastor neste ano. Em maio, ele foi internado em estado grave após sofrer um AVC enquanto estava em um consultório médico para exames de rotina.

Na ocasião, Luiz Sayão apresentou perda súbita de força no braço esquerdo, dificuldade de fala e sudorese intensa. O atendimento rápido, realizado em menos de 30 minutos após o início dos sintomas, foi fundamental para reduzir as sequelas do acidente vascular.

Após um período de internação e ser monitorado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o pastor conseguiu recuperar parte da fala, embora tenha permanecido com limitações motoras no membro superior esquerdo. Exames complementares identificaram um problema cardíaco congênito que favoreceu a formação de coágulos, descartando causas relacionadas ao acúmulo de gordura nas artérias.

Sayão permaneceu hospitalizado por quase duas semanas antes de receber alta no início de junho. À época, ele destacou em entrevista que o atendimento rápido e a oração dos irmãos foram essenciais para sua recuperação. Atualmente, segue sendo acompanhado por equipes médicas para reabilitação e prevenção de novos episódios.

Além de pastor, Luiz Sayão é conhecido por sua atuação como teólogo, linguista e tradutor, sendo um dos principais nomes na área de estudos bíblicos no Brasil. Sua trajetória inclui participação em grandes projetos de tradução das Escrituras, como a Nova Versão Internacional (NVI), além de vasta produção acadêmica voltada para a formação de líderes cristãos, o que faz com que seu estado de saúde seja acompanhado com atenção e preocupação por fiéis, alunos e colegas de ministério em todo o país.

Fonte: Fuxico Gospel

Professores universitários cristãos são vigiados na China

Bandeira da China (Foto: Canva pro)
Bandeira da China (Foto: Canva pro)

Tem crescido o número de notícias sobre professores universitários do Leste da China sendo proibidos de participar de atividades em igrejas e compartilhar sua fé. Além das igrejas domésticas, os cultos secretos de estudantes são outra forma que os chineses têm para praticar sua fé e ser fortalecidos em meio à perseguição no país.

“Uma amiga minha, que é professora universitária, foi chamada pelo chefe diversas vezes para responder algumas perguntas sobre qual igreja ela frequenta e de quais atividades ela participa. Essa minha amiga foi informada que ela podia participar apenas de cultos nas igrejas do Movimento Patriota, sendo proibida de frequentar igrejas domésticas (clandestinas). Outras histórias parecidas aconteceram com funcionários da universidade”, diz Malia (pseudônimo), uma parceira local da Portas Abertas.

Todos os professores de outra universidade ao Leste da China receberam uma notificação da direção sobre prevenir e resistir à “infiltração religiosa” em todas as atividades dentro de classe. Essa região da China é um grande polo universitário, o que mostra a possibilidade de que outras faculdades adotem as mesmas medidas.

As ações restritivas são uma tentativa de dificultar ainda mais o evangelismo. Na China, jovens menores de 18 anos são proibidos de frequentar igrejas. As únicas igrejas autorizadas são monitoradas de perto para garantir que os discursos não sejam contra a ideologia do governo.

“Alguns cristãos que trabalham em universidades frequentam escondidos cultos em igrejas domésticas e grupos de estudantes. Eles estão enfrentando muita vigilância e desafios com essas restrições para a prática da fé e precisam das nossas orações”, diz Malia.

Fonte: Portas Abertas

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