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Geração Z redescobre a fé e faz disparar a venda de Bíblias no Reino Unido

Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)
Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)

As vendas de Bíblias no Reino Unido aumentaram drasticamente, aumentando 87%, de £ 2,69 milhões em 2019 para £ 5,02 milhões em 2024, de acordo com novos dados do SPCK Group e da Nielsen Book Data.

Editores e pesquisadores atribuem esse crescimento ao interesse renovado da Geração Z pela espiritualidade, marcando uma mudança cultural marcante.

Enquanto as vendas gerais de livros de não ficção caíram 6% entre 2023 e 2024, os livros religiosos desafiaram a tendência. A categoria mais ampla de “Bíblias e liturgia” cresceu de £ 7 milhões em 2019 para £ 8,1 milhões em 2024, continuando um aumento de longo prazo de £ 5 milhões em 2008. Os gastos com livros religiosos como um todo atingiram £ 25,2 milhões no ano passado, refletindo um aumento de 3% ano a ano.

Pesquisas sugerem que os jovens estão impulsionando essa mudança. Uma pesquisa de janeiro descobriu que 62% dos jovens de 18 a 24 anos se descrevem como “muito” ou “razoavelmente” espirituais, em comparação com apenas 35% dos maiores de 65 anos.

Além disso, apenas 13% da Geração Z se identifica como ateia — muito menos do que os 20% da geração Y e os 25% da Geração X.

Sam Richardson, diretor executivo da SPCK, acredita que essas tendências refletem uma grande mudança cultural.

“Estamos no centro de uma mudança cultural significativa em relação a questões de fé e religião”, disse ele. “O ateísmo, antes considerado pela sociedade moderna como a visão da maioria dos adultos racionais, não parece mais ter o mesmo peso ou apelo. Os jovens – a Geração Z em particular – são estatisticamente muito menos propensos a se identificarem como ateus do que seus pais.”

Muitos acreditam que fatores externos contribuíram para esse ressurgimento da fé. Richardson apontou a pandemia da Covid-19 e a crescente crise de saúde mental como influências-chave, com muitos jovens se voltando para a espiritualidade em busca de orientação e segurança.

Mark Woods, da Sociedade Bíblica, destacou o aumento da demanda, observando que as vendas estão sendo impulsionadas tanto por compras pessoais quanto por igrejas e escolas que fornecem Bíblias aos jovens.

“De qualquer forma, há um aumento muito claro na demanda”, ele disse. “Isso parece surgir de uma percepção de que a Bíblia tem algo importante a dizer aos jovens, e de um desejo de torná-la acessível a eles.”

Uma edição, a  Bíblia Boas Novas: Edição Jovem , tem sido particularmente popular, com vendas quase dobrando desde 2021. Projetada para atrair leitores mais jovens, ela inclui notas explicativas, infográficos e espaço para reflexões pessoais. 

A Nova Versão Internacional e a Bíblia Boa Nova agora vendem mais que a Bíblia King James, demonstrando uma preferência por traduções modernas e acessíveis.

Apesar da tendência geral da Grã-Bretanha em direção ao secularismo, o aumento nas vendas de Bíblias sugere que a fé continua sendo uma força poderosa, especialmente entre a geração mais jovem.

Em tempos de incerteza, muitos jovens parecem cada vez mais atraídos pela leitura das escrituras cristãs, uma prática que antes era considerada em declínio.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Conselho Mundial de Igrejas condena ataques em Gaza e no Iémen

Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)
Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI), órgão que representa 352 Igrejas cristãs de mais de 120 países, manifestou profunda preocupação com a recente escalada da violência no Oriente Médio. Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, 18 de março, a organização condenou o ataque mortal em Gaza, que pôs fim a dois meses de tréguas, e os ataques aéreos dos EUA no Iémen, que agravaram a instabilidade na região.

O documento, assinado pelo secretário-geral do CMI, Jerry Pillay, expressa solidariedade às vítimas e denuncia o sofrimento imposto a civis inocentes, incluindo mulheres e crianças. “Condenamos inequivocamente esta escalada de violência desnecessária, que levou a mais mortes e mais sofrimento”, declarou.

Como uma comunidade de igrejas comprometida com a justiça e a paz, o CMI apelou pelo fim imediato das hostilidades. A organização defendeu um compromisso renovado com o diálogo e a busca por soluções diplomáticas para os conflitos.

No caso específico do conflito israelo-palestino, Pillay enfatizou a necessidade de respeito ao direito internacional humanitário, garantindo a proteção de todas as pessoas, especialmente as mais vulneráveis.

Em relação ao Iémen, o secretário-geral alertou que “a ação militar não pode ser um caminho para a paz”, pois apenas agrava crises humanitárias e aprofunda ciclos de conflito. Ele reforçou que tanto o povo do Iémen quanto os habitantes de Gaza merecem segurança, dignidade e a oportunidade de viver sem medo e violência.

Folha Gospel com informações de 7 Margens

Cristã de origem muçulmana sai da prisão no Irã

Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Irã (Foto: Canva Pro)

Somayeh Rajabi, uma cristã de origem muçulmana de 42 anos, recebeu liberdade condicional da prisão Mati Kala no Irã. Ela precisou pagar uma fiança de 4 bilhões de tomans (mais de 40 mil dólares) para ser liberta. A maioria dos cristãos iranianos não consegue reunir recursos para pagar as altas fianças.

A cristã foi detida no mês passado durante o encontro de uma igreja doméstica quando agentes de inteligência iraniana invadiram o culto e prenderam seguidores de Jesus. Após a prisão, Somayeh foi levada para um centro de detenção de segurança para interrogatório antes de ser transferida para a prisão.

Embora sua libertação seja um motivo de gratidão, Somayeh ainda enfrenta acusações graves, incluindo “conspiração” e “propaganda contra o regime”, que são frequentemente usadas contra cristãos no Irã. A alta fiança estabelecida para sua libertação também reflete a pressão contínua do governo sobre os que deixam o islamismo para seguir a Jesus no país.

Apesar disso, a igreja continua a crescer, confiando que Deus está no controle e continua a fortalecer seu povo. Agradecemos as orações por Somayeh e contamos com a intercessão da igreja brasileira pelos muitos cristãos que continuam presos no Irã por amor a Jesus.

Fonte: Portas Abertas

Pastor Luiz Sayão enfrenta inflamação no cérebro, Covid e AVC: “Não deixarei de servir ao Senhor”

Pastor Luiz Sayão (Foto: Divulgação/Assessoria)
Pastor Luiz Sayão (Foto: Divulgação/Assessoria)

“Minha saúde se foi. Tenho o que chamo de sobrevida”. A frase em tom de desabafo é do pastor Luiz Sayão, fundador da Igreja Batista Nações Unidas (IBNU), em São Paulo. Em uma postagem feita hoje em suas redes sociais, o teólogo falou sobre suas condições de saúde, que se agravaram após ter Covid-19 em 2022, resultando em um AVC e, agora, em uma encefalomielite miálgica, também conhecida como síndrome da fadiga crônica.

“Vivo sob uma difícil encefalomielite miálgica, inflamação no cérebro, que se desdobra em dores, alergias e inflamações por todo o corpo. Sofro dores 24 horas por dia. Tenho crises maiores às vezes: subida de pressão, fadiga, problemas intestinais, alergias inesperadas e terríveis, dores musculares, tonturas, pesadelos terríveis com gritos, choro e movimentos bruscos. Até tive um quadro de abalo emocional muito forte”, conta Sayão.

O pastor relata que nessa sua rotina contra a doença já tentou de tudo. “Já fiz tudo o que existe (detox, vitaminas, etc). Tenho acompanhamento médico excelente (vários especialistas). Tomo mais de 40 nutrientes e suplementos por dia específicos para o meu organismo, depois de vários exames, inclusive genético. Disciplina alimentar e terapêutica total”, afirma.

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Ele também explica que tem feito uso da medicina integrativa, que combina práticas médicas convencionais com terapias complementares e alternativas. “Agradeço muito pela medicina integrativa: estimulação transmagnética craniana, imunoterapia, ozonioterapia, fisioterapia especializada, administração semanal de suplementos e medicamentos para controlar as dores, inflamações, fadiga e alergias”, relata.

Apesar de todo sofrimento, Sayão afirma que tem permanecido firme na fé. “Apesar de tudo, não vejo razão de reclamar ou ficar falando sempre nas dores. Até por isso, muitos dizem: você parece tão bem. É graça de Deus e força do Espírito. Não deixarei de servir ao Senhor e de abençoar a todos com a força que me restar. Se eu puder ser plenamente grato a Deus por tudo o que ele fez da minha vida, ainda será quase nada diante da graça sem fim que me alcançou em Cristo Jesus”, enfatiza.

Segundo o relato, o pastor sentiu necessidade de se pronunciar por conta da grande quantidade de convites que tem recebido, mas que, por causa de sua saúde debilitada, está tendo que recusar. “Preciso aqui reforçar a informação, pois a cada dia recebo vários convites para todo tipo de atividade. Desde janeiro de 2022 nunca mais fui uma pessoa normal. Por isso, peço desculpas, mas confirmo: não posso atender muitos convites”, explica.

Com mais de 30 anos de ministério, o pastor Luiz Sayão é professor, conferencista internacional, teólogo, linguista, hebraísta, escritor, tradutor, consultor editorial, tradutor da Bíblia (NVI, Almeida 21) e é Diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo.

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Fonte: Comunhão

Estudantes evangélicos são proibidos de realizar encontros em universidade pública de SC

Universidade do Estado de Santa Catarina (Foto: Secom/Udesc)
Universidade do Estado de Santa Catarina (Foto: Secom/Udesc)

Um grupo de estudantes evangélicos foi proibido de realizar “intervalos bíblicos” na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

Desde 2016, a rede internacional de estudantes e profissionais “CRU UDESC” realiza encontros de oração e estudo bíblico todas as semanas, em espaços de uso comum no campus.

Reuniões do CRU também acontecem em outras instituições pelo mundo, incluindo a Universidade de Harvard, USP, UFRJ e UFSC.

Cada reunião conta com a participação de 10 universitários em média, em um encontro pacífico que não atrapalha o bom andamento das atividades da universidade.

Entretanto, em dezembro de 2024, a Diretora-Geral do Centro de Artes, Design e Moda (CEART), Daiane Dordete Steckert Jacobs, contatou os participantes do grupo através do Instagram e convocou uma reunião online.

Ameaças e proibição ilegal

Na reunião, a diretora proibiu o CRU de continuar realizando seus encontros no espaço do CEART, alegando que os estudantes estavam ferindo a laicidade do Estado e da UDESC.

Além disso, Daiane ameaçou impor sanções disciplinares aos estudantes, denunciar as reuniões ao Ministério Público e interromper os intervalos bíblicos através da ação de seguranças.

Diante das ameaças, o grupo decidiu suspender os encontros e a página do CRU UDESC do Instagram. Os estudantes evangélicos procuraram a Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) para defender sua liberdade religiosa.

Na última quarta-feira (12), a Associação enviou uma notificação extrajudicial ao Reitor da UDESC, afirmando que o episódio foi uma violação da liberdade religiosa dos universitários e pedindo que a proibição seja retirada imediatamente.

No documento, a Anajure esclareceu que a laicidade não significa a exclusão da religião da esfera pública, mas sim a garantia da expressão de todas as crenças religiosas nos espaços públicos.

“A realização dos encontros religiosos do coletivo estudantil no espaço universitário em nada viola a laicidade da UDESC”, afirmou, acrescentando que o grupo promove encontros voluntários liderados pelos próprios alunos, sem ligação com nenhuma organização religiosa.

“A Diretora-Geral se utilizou do poder administrativo para impedir o pleno exercício da liberdade religiosa dos alunos da UDESC”, denunciou.

Discriminação

A Anajure observou que existem outros coletivos religiosos realizando encontros na universidade, como o grupo católico GOU, e que apenas o coletivo evangélico foi proibido.

A notificação ainda citou que diversos eventos de religiões de matriz africana já aconteceram na UDESC, como a apresentação “Sambas da Macumba”, em novembro de 2023, e “Tambor de Crioula” e Roda de Capoeira Africanamente, em novembro de 2024.

“É contraditório, portanto, que pontos e cantigas de cunho religioso possam ser publicamente entoados na UDESC para reverência e celebração de orixás, mas alunas evangélicas sejam proibidas de se reunirem, de forma discreta e voluntária”, afirmou.

Para Anajure, a Diretora-Geral do CEART cometeu discriminação religiosa contra o grupo evangélico.

“É notório que a UDESC permite manifestações de cunho religioso dentro de seu ambiente acadêmico, multiplicando-se os eventos e pesquisas relacionadas a outras crenças religiosas (muitos integrados pela Diretora-Geral da UDESC), bem como coletivos de caráter religioso, contrastando com a proibição imposta às reuniões especificamente evangélicas, evidencia tratamento discriminatório, o que pode configurar hipótese de crime de discriminação religiosa”, ressaltou.

A Associação cobrou que a universidade garanta a liberdade religiosa e o direito de reunião aos integrantes do CRU. Além disso, solicitou que os estudantes não sofram possíveis punições administrativas.

Fonte: Guia-me

Adolescentes na Finlândia estão renovando interesse pelo Cristianismo, diz pesquisa

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

Historicamente, as mulheres têm demonstrado uma religiosidade mais acentuada do que os homens, especialmente em contextos onde o Cristianismo é a religião predominante.

Esse padrão é amplamente reconhecido pelos estudiosos como um fenômeno universal. Contudo, pesquisas recentes na Finlândia indicam que os jovens do sexo masculino estão apresentando um maior comprometimento com o Cristianismo em comparação com as meninas.

Kati Tervo-Niemelä, professora de Teologia Prática da University of Eastern Finland, coordenou estudos com jovens em fase de preparação para a confirmação, um rito de passagem no qual os participantes aprofundam seu conhecimento sobre os ensinamentos da fé, como a Bíblia e os fundamentos cristãos. Esse grupo contempla jovens entre os 14 e 15 anos de idade.

A pesquisa mais recente, realizada em 2024 e abrangendo 30% dos jovens em preparação para a confirmação, apresenta resultados surpreendentes.

Desde 2019, estudos têm sido realizados anualmente, mostrando que a fé em Deus entre as meninas permaneceu relativamente estável até 2023. Cerca de 35% das adolescentes que participam da preparação para a confirmação a cada ano afirmam acreditar em Deus.

Paralelamente, a religiosidade dos meninos apresentou um aumento expressivo. Em 2019, eles estavam praticamente no mesmo nível das meninas, com 36% afirmando acreditar em Deus. No entanto, a proporção de meninos que declaram sua crença em Deus cresceu de maneira constante e significativa ano após ano, alcançando 50% em 2023 entre aqueles em preparação para a confirmação.

Meninas também estão se interessando pelo Cristianismo

Entretanto, os dados de 2024 na Finlândia apontam para uma nova exceção. Eles indicam que 62% dos meninos que participaram da escola de confirmação declararam acreditar em Deus, enquanto a proporção de meninas que compartilham essa crença também apresentou um aumento.

Em 2024, 50% das meninas que participaram da Confirmação declararam acreditar em Deus, representando um aumento de 13 pontos percentuais em comparação ao ano anterior. Isso sugere que as meninas também estão demonstrando um crescente interesse pelo Cristianismo, embora com alguns anos de atraso em relação aos meninos.

De acordo com a Professora Tervo-Niemelä, essa mudança não pode ser atribuída apenas ao fato de que jovens sem religiosidade estão deixando de participar da preparação para a confirmação. Isso porque a popularidade das escolas de confirmação se manteve relativamente alta, enquanto o número de pessoas que se identificam como crentes cresceu de forma expressiva.

Kati Tervo-Niemelä revelou novas descobertas de suas pesquisas durante uma conferência teológica realizada no Instituto Bíblico Finlandês no início de janeiro de 2025.

Jovens nas cidades são mais religiosos do que nas áreas rurais

Estudos recentes na Finlândia indicam que os jovens das áreas urbanas têm demonstrado maior religiosidade em comparação com seus colegas das zonas rurais. Historicamente, ocorria o contrário: a religiosidade era mais acentuada nas áreas rurais do que nas cidades.

Conforme estudos recentes com jovens em preparação para a confirmação, aqueles que vivem em áreas urbanas demonstram maior propensão a acreditar em Deus e na ressurreição de Jesus em comparação com os jovens das zonas rurais.

O que chama a atenção é que o maior número de pessoas que não acreditam em nada está concentrado nas áreas rurais. Uma possível explicação para isso é que as áreas rurais tendem a ser mais homogêneas em termos de população e religião, enquanto as cidades, com sua maior diversidade, abrigam uma variedade de crenças.

“Nas áreas rurais, pode ser mais fácil não pensar sobre isso. Sentir que a religião não é relevante para mim”, diz Henrietta Grönlund, Professora de Teologia Urbana da Universidade de Helsinque, em entrevista à revista Uusi Tie.

Outra possível explicação é que a religiosidade nas áreas rurais pode ser vista como desagradável, especialmente pelos jovens. Em pequenas cidades, por exemplo, alguns podem perceber as normas religiosas como mais restritivas em comparação às cidades maiores.

“Todos também parecem saber da sua vida, como com quem você está namorando ou se vai à igreja no domingo. Nas cidades, muitas vezes você pode viver de forma mais anônima”, diz Grönlund.

Diversidade nas cidades levanta questões religiosas

As grandes cidades concentram as maiores proporções de imigrantes, muitos dos quais vêm de contextos culturais onde expressar a fé de forma aberta é uma prática comum.

“Quando há muitas opções disponíveis, isso pode despertar interesse”, afirma a Professora Grönlund.

Ela observa que falar sobre fé de maneira natural contribui para torná-la um tema mais cotidiano. Essa abertura em relação à fé incentiva as pessoas a refletirem e a formarem suas próprias perspectivas sobre religião, seu papel em suas identidades ou se ela faz parte delas.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus

Ex-muçulmano que espancava cristãos se torna evangelista, na Nigéria

Cristão lendo a Bíblia (Foto: Reprodução)
Cristão lendo a Bíblia (Foto: Reprodução)

Abdul* e seus amigos muçulmanos eram conhecidos por perseguir cristãos na Nigéria. Em um episódio marcante, eles atacaram um grupo de fiéis que se preparava para uma cruzada evangelística no norte do país. Abdul acreditava estar fazendo a coisa certa tanto para a humanidade quanto para Deus.

No entanto, o destino reservava uma reviravolta inesperada para sua vida. As mesmas pessoas que um dia foram suas vítimas agora são seus parceiros e irmãos na fé cristã. Criado em um lar islâmico, Abdul sempre se esforçou para seguir os costumes religiosos da família. Durante sua adolescência, buscou ser um muçulmano exemplar, repetindo as práticas tradicionais com rigor.

Um dos sinais de devoção que ele queria ostentar era o calo na testa, resultado da intensa oração encurvado sobre o tapete cinco vezes ao dia. Para impressionar o pai, que era um sacerdote islâmico, Abdul chegou a esfregar propositalmente a testa no chão para criar essa marca de fervor religioso. Quando o pai viu, ficou satisfeito e prometeu enviá-lo à Arábia Saudita para estudar o islamismo e se tornar um líder.

A vida de Abdul começou a mudar quando ele se mudou para Lagos com seu irmão. Foi lá que teve o primeiro contato com o cristianismo por meio da cunhada, que era seguidora de Jesus. Apesar de ser obrigada a se converter ao islamismo para se casar, ela manteve uma Bíblia escondida, e Abdul a encontrou.

Seu primeiro encontro com Cristo ocorreu de forma misteriosa: ele teve um sonho, do qual não conseguia descrever os detalhes, mas sabia que se tratava de Jesus. O significado do sonho permaneceu um mistério até que ele participou de uma cruzada evangelística e ouviu a mensagem do Evangelho. No entanto, naquele momento, ele ainda resistiu, travando uma batalha interna entre sua fé islâmica e o chamado de Cristo.

A luta espiritual dentro de Abdul continuava intensa. Ele gostava de jogar futebol e foi convidado para uma partida com um grupo de cristãos da igreja local. Após o jogo, sentiu o desejo de conversar com o pastor da juventude. Durante a conversa, o pastor lhe explicou sobre a salvação por meio de Jesus e fez uma pergunta decisiva: “Você está pronto para embarcar nessa jornada com Deus?”. Abdul respondeu afirmativamente, mas ainda estava confuso.

Ao retornar para casa, ele colocou o Alcorão sobre a Bíblia e saiu. Quando voltou, encontrou a Bíblia em cima do Alcorão. Sem saber se alguém havia entrado no quarto ou se era um sinal divino, aquilo mexeu com ele profundamente.

No dia seguinte, Abdul procurou novamente o pastor e tomou sua decisão definitiva. Aceitou Jesus Cristo e, ao ser tocado pelo Espírito Santo, começou a falar em línguas. Mais tarde, lembrou-se de uma profecia que um primo muçulmano lhe havia dito anos antes: que ele se tornaria um líder cristão na Nigéria. Naquele momento, compreendeu que Deus já havia preparado esse caminho para ele.

Atualmente, Abdul é um evangelista dedicado a pregar o Evangelho em regiões remotas da Nigéria. Antes, ele perseguia e agredia cristãos que participavam de cruzadas evangelísticas; hoje, ele também faz parte delas, levando a mensagem de Jesus a muitos que, assim como ele um dia, resistem à fé cristã.

*Nome alterado por motivos de segurança.

Folha Gospel com informações de Guia-me e God Reports

Estudantes cristãos enfrentam perseguição religiosa em Cuba

Bandeira de Cuba em uma rua da capital Havana (Foto: canva)
Bandeira de Cuba em uma rua da capital Havana (Foto: canva)

O jovem Juan Pablo* foi criado pela mãe e avó e desde cedo conheceu Jesus em Cuba. Ele lembra como foi ensinado a orar a Deus em todas as circunstâncias. Aos 16 anos, tomou a decisão pessoal de se tornar cristão e, hoje, é um dos líderes em treinamento apoiados pela Portas Abertas.

Desde os primeiros anos na escola, Juan Pablo enfrentou dificuldades por causa de sua fé. Colegas o chamavam de “garoto estranho” apenas porque orava antes do almoço e frequentava a igreja. Com o tempo, o assédio físico e a humilhação pública começaram a fazer parte de sua rotina, muitas vezes incentivados pelos próprios professores.

Os desafios aumentaram quando ele ingressou na faculdade de economia. As autoridades acadêmicas descobriram sua fé e começaram a pressioná-lo para renunciar a ela. Ele foi forçado a se filiar à Federação de Jovens Comunistas Cubanos (UJC), mas recusou. Como consequência, suas notas, antes excelentes, começaram a cair sem explicação. Eventualmente, a perseguição se tornou insustentável e Juan Pablo precisou abandonar a universidade.

A repressão a cristãos em Cuba não é um fenômeno novo. Muitos jovens vivem situações semelhantes há décadas. Segundo Josué Valdez*, pesquisador da Portas Abertas, o regime comunista passou a enxergar a religião como uma ameaça ao seu controle, associando a fé cristã a valores contrários ao socialismo. As instituições religiosas passaram a ser vigiadas de perto, e seus líderes, perseguidos.

Miguel*, pastor há mais de 20 anos e voluntário da Portas Abertas, conta como, quando era estudante, precisava se reunir em segredo com outros cristãos. Para evitar a repressão, encontravam-se nas montanhas ou em locais isolados para compartilhar a fé. Caso fossem descobertos, poderiam ser expulsos e acusados de evangelismo. Embora o governo tenha declarado Cuba um Estado laico em 1992 e afirmado que a perseguição havia diminuído, a realidade dos cristãos cubanos mostra o contrário.

Miguel testemunhou como o governo tenta controlar o crescimento das igrejas e silenciar aqueles que não apoiam suas políticas. Segundo dados da Portas Abertas, entre janeiro de 2021 e março de 2024, foram registrados 614 incidentes de perseguição contra cristãos em Cuba, incluindo o fechamento de igrejas. Atualmente, o país ocupa a 26ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, sendo considerado o mais perigoso da América Latina para os cristãos.

Para especialistas, a educação cristã se tornou essencial para manter a fé em meio à repressão. As igrejas desempenham um papel crucial ao fornecer apoio espiritual e moral às famílias, algo que o Estado não pode oferecer. Nos últimos quatro anos, a Portas Abertas tem investido na capacitação de líderes cristãos por meio de treinamentos bíblicos, discipulado e estratégias de evangelismo.

Os esforços incluem métodos para engajar os jovens e fortalecer as igrejas mesmo sob perseguição. Juan Pablo é um dos beneficiados por esse treinamento e encontrou um novo propósito após ter que deixar a universidade. Seu objetivo agora é continuar no ministério e dedicar sua vida a servir a Deus, levando outras pessoas a Jesus, mesmo diante das restrições impostas pelo regime cubano.

Fonte: Portas Abertas

Robert Morris, fundador da Gateway Church, se entrega à polícia após ser indiciado por abuso sexual infantil

Robert Morris após se entregar à polícia. (Foto: Gabinete do Xerife do Condado de Osage, EUA)
Robert Morris após se entregar à polícia. (Foto: Gabinete do Xerife do Condado de Osage, EUA)

Robert Morris, fundador da Gateway Church em Southlake, Texas, se entregou formalmente ao Gabinete do Xerife do Condado de Osage, em Oklahoma, na manhã desta segunda-feira, e deve se declarar inocente no tribunal alguns dias após ser indiciado por cinco acusações de atos obscenos ou indecentes com uma criança por um grande júri de vários condados naquele estado na última quarta-feira.

Documentos de prisão analisados ​​pelo The Christian Post mostram que Morris foi formalmente autuado, no horário local, às 7h57 e liberado às 8h11 sob fiança de US$ 50.000.

O advogado de Morris, Mack Martin, se recusou a comentar mais especificamente sobre as acusações, mas disse à Associated Press que espera declarar-se inocente em nome do fundador da megaigreja em audiência.

A rendição de Morris ocorre poucas horas depois de autoridades da Gateway Church oferecerem orações aos fiéis e tentarem distanciar a igreja de seu antigo líder em dificuldades.

As acusações decorrem de alegações feitas por Cindy Clemishire, agora com 54 anos, em junho passado, de que Morris abusou sexualmente dela durante vários anos na década de 1980, quando ele era um evangelista viajante, começando quando ela tinha 12 anos.

Nic Lesmeister, pastor executivo de alcance global da Gateway Church, reiterou em um discurso no domingo que Morris, que renunciou devido às acusações em junho passado, não tem mais nenhum vínculo formal com a igreja.

“Em novembro passado, nossos presbíteros deixaram claro que tínhamos traçado uma linha clara como igreja e que estávamos seguindo em frente. E porque estamos seguindo em frente, e a Gateway não está mais envolvida nessa questão legal, não continuaremos a atualizá-los sobre os procedimentos do caso, mas continuaremos a orar por todos os envolvidos e afetados nessa questão”, explicou Lesmeister.

Em uma declaração após a acusação de Morris, o procurador-geral de Oklahoma, Gentner Drummond, que atuou como advogado de Clemishire enquanto ele exercia advocacia privada em 2005, disse que os supostos crimes de Morris eram “mais desprezíveis” porque ele era pastor quando ocorreram.

“Não pode haver tolerância para aqueles que abusam sexualmente de crianças”, disse ele. “Este caso é ainda mais desprezível porque o suposto perpetrador era um pastor que explorou sua posição. A vítima neste caso esperou muitos anos para que a justiça fosse feita.”

Em 2005 e 2007, Drummond tentou negociar um acordo com Morris para Clemishire. Mas Morris supostamente se recusou a fornecer assistência a menos que ela assinasse um acordo de não divulgação.

Quase 43 anos após o suposto abuso de Clemishire, ela disse, em uma entrevista, que estava grata que a lei finalmente tivesse alcançado Morris.

“Depois de quase 43 anos, a lei finalmente pegou Robert Morris pelos crimes horríveis que ele cometeu contra mim quando criança. Agora, é hora do sistema legal responsabilizá-lo”, disse ela. “Minha família e eu somos profundamente gratos às autoridades que trabalharam incansavelmente para tornar este dia possível e continuamos esperançosos de que a justiça finalmente prevalecerá.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Pastor Fernando Takayama, fundador da Assembleia de Deus Nipo-Brasileira, morre aos 80 anos

O pastor Fernando Takayama foi o fundador da Assembleia de Deus Nipo-Brasileira (ADNIPO) e deixa um grande legado. (Foto: Reprodução internet)
O pastor Fernando Takayama foi o fundador da Assembleia de Deus Nipo-Brasileira (ADNIPO) e deixa um grande legado. (Foto: Reprodução internet)

Morreu na última sexta-feira (14), aos 80 anos, o pastor Fernando Takayama, fundador da Assembleia de Deus Nipo-Brasileira (ADNIPO). Um emocionante culto fúnebre foi realizado no sábado (15), com a presença de parentes, amigos, membros da igreja, além de lideranças religiosas e políticas.

A orquestra tocou as músicas que ele mais gostava e, durante as homenagens, um vídeo narrado por Inteligência Artificial apresentou um resumo de seu legado.

“Com pesar, informamos o falecimento do nosso querido Pr. Fernando Takayama. Ele descansou em paz, nos braços do Pai, que o preparou para sua partida com amor e graça”, declarou a ADNIPO. A Convenção Geral de Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) também emitiu uma nota de pesar, manifestando condolências e apoio à família e aos amigos.

Vindo de uma família budista, Takayama aceitou Jesus e foi batizado aos 16 anos. Em 1980, fundou a ADNIPO, na zona leste de São Paulo, com o propósito de levar a palavra de Deus aos japoneses e demais orientais. Hoje, a denominação conta com mais de 100 filiais. Além disso, a orquestra e o coral da igreja, com 320 integrantes, tornaram-se referência na música cristã no país.

ADNIPO

Irmão biológico do renomado conferencista Hidekazu Takayama, de Curitiba (PR), o pastor Fernando fundou a ADNIPO em 1980, com o propósito inicial de levar a palavra de Deus aos japoneses e orientais.

Com mais de 320 integrantes, a orquestra e o coral da igreja destacam-se como um dos maiores e mais renomados conjuntos de música sacra do Brasil.

Após mais de quatro décadas, a ADNIPO se consolidou e atualmente conta com mais de 100 filiais, a maioria localizada no estado de São Paulo.

O falecimento do pastor Fernando gerou manifestações de diversos líderes da igreja evangélica do Brasil.

A Convenção Geral de Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) divulgou uma nota de pesar, manifestando sinceras condolências pelo falecimento do pastor e demonstrando apoio à família e aos amigos.

Fonte: Comunhão e Guia-me

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