Especial de Natal do Porta dos Fundos mostra Deus em prostíbulo (Foto: Divulgação)
Especial de Natal do Porta dos Fundos mostra Deus em prostíbulo (Foto: Divulgação)

No início de dezembro, o Porta dos Fundos lançou seu novo especial de Natal e, mais uma vez, trouxe polêmica para os Cristãos. Desta vez, o grupo aborda o que seria a adolescência de Jesus Cristo. A iniciativa, no entanto, rendeu um processo na Justiça apresentado pelo Centro Dom Bosco de Fé e Cultura.

Nas redes sociais, o centro afirmou: “Processamos a Paramount, empresa associada ao novo especial de Natal do ‘Porta dos Fundos’. Que viva Cristo rei”. A ação foi registrada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e conta ainda com um pedido de indenização.

A história, chamada “Te prego lá fora”, é apresentada pela primeira vez em formato de animação e mostra Jesus como um aluno adolescente da Escola Municipal Eva e Adão. Ele tenta adaptar-se à vida na escola, e ao lado de seu melhor amigo, Lázaro, se esforça para que ninguém descubra que ele é o Messias.

Para isso, o jovem Filho de Deus vive agruras de adolescentes, como sofrer bullying e consumir pornografia. Ele também tenta ser um “bad boy”. Em uma cena, Jesus chega a ir a um prostíbulo, onde ele questiona que “não é de Deus”. Ao que lhe respondem: “Na verdade, aquela mais alta ali [uma prostituta] é exclusiva de Deus”.

Na cena seguinte, Jesus encontra Deus na cama com três mulheres, que logo são transformadas em pombas quando o Pai é surpreendido pelo Filho.

No total, 15 atores interpretam os personagens animados da produção. Rafael Portugal é o dublador de Jesus.

O formato já virou uma espécie de tradição do humorístico, mesmo com as polêmicas e muitas críticas negativas. Começou em 2018 com Se Beber, Não Ceie, sugerindo que Jesus e os apóstolos tomaram um porre na noite da última ceia.

Em 2019, teve A Primeira Tentação de Cristo, que mostra Jesus se assumindo homossexual e voltando do deserto com um namorado para apresentar à família.

O último programa, em 2020, foi o Teocracia em Vertigem, comparando a crucificação de Jesus Cristo a um golpe de Estado.

Fonte: Pleno.News


Comentários