O ex-deputado federal Agnaldo Muniz (PSC), disse ontem que ainda não recebeu nenhuma notificação do Ministério Público Federal (MPF-RO) sobre a ação de improbidade administrativa decorrente da Operação Sanguessuga, ocorrida em 2006, e que estranhou a notícia divulgada ontem pela assessoria de imprensa do órgão e veiculada na imprensa.

“Fiquei sabendo dessa ação pela imprensa e só posso concluir que estão querendo requentar, em véspera de mais uma eleição, uma situação que já foi investigada pela Polícia Federal e por uma CPI na Câmara dos Deputados e onde eu fui inocentado e não sofri nenhuma condenação”, disse. “A Polícia Federal investigou minhas contas, de meus assessores e familiares e não encontrou nada”, reforçou.

O MPF afirma que a organização criminosa descoberta pela Operação Sanguessuga, em 2006, “contou com a atuação decisiva do ex-parlamentar para obtenção de verbas destinadas às prefeituras no estado de Rondônia”. Em depoimento à Polícia Federal, Luiz Antônio Trevisan Vedoin, maior responsável pelo esquema de fraudes, dise ter “acertado” com Agnaldo Muniz uma licitação realizada no município de Novo Horizonte para compra de duas ambulâncias. O acerto, segundo Vedoin, teria sido para pagar a Agnaldo Muniz o percentual de 10% sobre o valor da emenda, por ocasião da licitação.

O ex-deputado Agnaldo Muniz nega as acusações e diz que a associação de seu nome ao escândalo das ambulâncias foi uma armação da cúpula do PMDB, que na época estava alinhado para as eleições de 2006 ao PP, seu ex-partido, para prejudicá-lo na reeleição à Câmara. “O Amir Lando, que era o relator da CPI, incluiu meu nome para ocultar o envolvimento de um outro deputado federal do PMDB que concorria na mesma coligação”, disparou. “Eu liberei emendas para vários municípios, mas nunca tive contato com os empresários da máfia das ambulâncias e não existe nenhuma prova sobre minha participação neste esquema de corrupção”, disse.

O ex-deputado também atribuiu o ressurgimento das acusações no MPF a mais uma tentativa de prejudicar sua carreira política e sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de 2010. “Desde quando eu comecei a planejar e a organizar com o povo cristão uma candidatura ao Senado, tenho recebido ameaças e pedidos para que recue desse projeto”, disse. Agnaldo Muniz é evangelista da Igreja Evangélica Assembléia de Deus.

“Como estou firme nesse propósito, começaram a desenterrar falsas acusações para me prejudicar”, disse. “O único pré-candidato ao Senado no Estado que tem apenas uma acusação e nenhum processo sou eu. Porque não vão atrás de senadores e outros políticos que possuem vários processos e até foram condenados pelo TSE e tiveram o mandato cassado”, rebateu.

Fonte: Diário de Amazônia

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