O papa Francisco vive o primeiro escândalo do pontificado, com a revelação de uma revista italiana do lobby gay presente no banco do Vaticano.

A acusação é de que a pessoa escolhida por ele para liderar a reforma no Instituto para as Obras de Religião (IOR), a instituição financeira da Santa Sé, levou por anos uma vida dupla como diplomata no Uruguai.

A revelação coube ao experiente jornalista da revista L?Espresso Sandro Magister. Os relatos sobre o monsenhor d. Battista Mario Salvatore Ricca surgem repletos de escândalos sexuais. Apesar de ser religioso e ocupar o cargo de núncio apostólico, teria oferecido trabalho e casa a um capitão da Guarda Suíça, com quem mantinha um caso. Com frequência seria visto em bares com ele e até chegou a ser espancado.

A Santa Sé desmentiu a publicação, mas a revelação fez surgir comentários dentro do Vaticano de que o vazamento da informação já faz parte de um contra-ataque das alas mais conservadoras da Igreja – profundamente irritadas com as atitudes do novo papa. A publicação ainda sai às vésperas de sua primeira viagem internacional.

Ricca foi nomeado para servir como representante de Francisco no Banco do Vaticano, instituição que se deseja reformar de forma dramática, diante dos escândalos recentes de lavagem de dinheiro e corrupção.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que a reportagem “não tem credibilidade” e Ricca continua tendo a confiança total do papa. Nesta sexta-feira mesmo, a revista rebateu a crítica, alertando que as fontes são seguras e o Vaticano tem até documentos sobre o caso.

Conforme a revista, o caso já foi avaliado pela administração da Santa Sé e se sugeriu que o monsenhor fosse removido do Uruguai – o religioso seguiu para Trinidad e Tobago e o capitão acabou demitido.

[b]Fonte: d24am[/b]