É de mais de 97% o percentual dos ludovicenses que se dizem seguidores de uma religião, a maioria católicos, mas com tendência de crescimento do universo dos evangélicos. Menos de 3% da população de São Luís é formada por pessoas que não seguem nenhum credo religioso.

Outra constatação é a de que as pessoas se dividem quanto ao fato dos líderes das igrejas tomarem partido político, mas é mínima a parcela dos fiéis que se dizem seguidores dos seus chefes espirituais quando o assunto é o voto.

Pesquisa Escutec/O Estado ouviu 411 pessoas, entre terça-feira e quarta-feira da semana passada, sobre o comportamento religioso do morador da capital maranhense. Os católicos formam 60,4% da população, enquanto os evangélicos das diversas tendências (tradicionais e pentecostais) somam 35% dos que têm uma religião.

Os espíritas aparecem com 1,5%, os umbandistas com 0,2% e os que seguem outros credos totalizam 1,2%. Praticamente 93% dos que se dizem seguidores de uma religião afirmam que não fazem nenhuma restrição a praticante de um outro credo que não seja o seu.

A pesquisa apurou que é real o movimento de pessoas de uma igreja para a outra, chegando a mais de 21% o percentual das que admitem já ter mudado de religião, e é aí que se verifica a tendência de crescimento das igrejas evangélicas, pois quase todas as trocas de religiões registradas são no sentido delas. Dos que largam suas crenças de origem, praticamente 80% eram católicos que procuraram uma das tendências do protestantismo.

A freqüência dos ludovicenses nas igrejas registra percentuais do comportamento católico que predomina com a tradição de ir à missa apenas aos domingos. Eles estão representados pelos 53,1% dos entrevistados, que afirmaram freqüentar a igreja apenas uma vez por semana.

Mas a soma dos que vão mais de uma vez por semana ao seu templo religioso chega a 32,7% – 15,2% disseram que vão duas vezes, 11,2% três vezes, 4,9% quatro vezes e 1,4% freqüenta a igreja cinco vezes ou mais – ou seja, quase os 35% de evangélicos identificados pela pesquisa em meio à população de São Luís. Ainda assim, 12,5% afirmaram não ir à igreja nenhuma vez.

Dízimo

Já na hora do desembolso do dízimo, o que se vê é que nem a fatia que seria das igrejas evangélicas emplaca os 10% sobre aquilo que se ganha durante um mês. Contribuições de 6 a 10% são de apenas 22% da população e, acima disso, de apenas 2,7%. A maior fatia, de 38,1%, é das pessoas que dão de 1 a 5% do que ganham, e mais de 36% confessam que não dão nada para a igreja.

Sobre o envolvimento dos chefes das igrejas com a política partidária, 41,6% dos fiéis dizem que não se importam com isso e acham até que é legítimo cada um tomar uma posição e propagá-la, mas só 18,6% dizem que seguem o seu chefe de igreja na hora do voto, ou seja, a proporção de validade de apoio de um padre ou pastor é de menos de um voto para cada grupo de 5 eleitores ligados a uma organização religiosa.

Na realidade, a maioria quer ver as duas instituições, política e igreja, separadas. Isso se verifica quando 54% das pessoas que se dizem religiosas condenam o fato do seu líder adotar uma posição político-partidária. Mais ainda quando 76,3% dos fiéis de diferentes credos religiosos dizem que não seguem o voto do seu líder.

Fonte: Imirante Online