Templo da Igreja Universal em Manaus (AM)
Templo da Igreja Universal em Manaus (AM)

A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) aprovou, em sessão virtual nesta quarta-feira (6), o projeto de lei nº 136/2020, que torna as igrejas e os templos de qualquer culto atividade essencial em períodos de calamidade pública.

Os estabelecimentos estão fechados a partir de decreto do governador Wilson Lima (PSC) para conter o avanço do coronavírus que já contaminou mais de 8 mil pessoas e fez 649 vítimas fatais no estado.

O PL, de autoria do deputado estadual João Luiz (Republicanos), prevê regras para a realização de cultos e missas. A proposta foi subscrita pelos deputados Felipe Souza (Patriotas), Josué Neto (PRTB), Delegado Péricles (PSL) e Fausto Jr. (PV) e, agora, segue para a sanção do governador Wilson Lima (PSC).

Amparado no Artigo 5º da Constituição Federal, no inciso 4, que afirma “ser  inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, o projeto de lei tem por finalidade resguardar a liberdade religiosa, neste momento de pandemia pela Covid-19. 

Ao reforçar que a atividade religiosa se mostra essencial em período de crise, sendo apontada como um hospital da alma, o deputado João Luiz ponderou, também, que a proposta prevê regras e as igrejas e templos religiosos precisarão atender as recomendações, inclusive, da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

“As igrejas e templos estarão atendendo a uma série de recomendações de prevenção contra o coronavírus. A proposta é garantir à população amazonense o apoio necessário para este momento crítico. A atividade religiosa tem sido auxiliadora do Estado Brasileiro ao prestar serviços na área da educação, saúde e assistência social, chegando a lugares onde o Poder Público não consegue atender as demandas”, completou João Luiz.

Segundo o texto, “igrejas e templos de qualquer culto veda a participação de idosos com 60 anos de idade ou mais; de pessoas que possuam algum problema de saúde ou estejam com algum sintoma de gripe ou Covid-19; de pessoas que estejam convivendo com infectados pelo coronavírus e de crianças”. 

“O funcionamento ocorrerá com a capacidade de pessoas limitada a 30% da igreja ou templo; deverá haver entre uma pessoa e outra o espaçamento de uma poltrona para os lados esquerdo e direito, como também para frente e para trás; ao final das celebrações os organizadores deverão tomar as providências para que os fiéis mantenham o distanciamento de um metro e meio, e não fiquem aglomerados”, de acordo com o texto do PL.

Vale ressaltar que o descumprimento acarretará na suspensão do funcionamento da igreja ou templo pelo período em que durar o plano de contingência.

Relator do projeto, o deputado Dr. Gomes (PSC) destacou que o momento é de crise e que as igrejas são refúgios para a alma do ser humano. “Com o confinamento, o ser humano luta contra um problema imperceptível, que é o lado psicológico e emocional. Por isso, as igrejas são essenciais, por acolher e acalmar o cidadão que busca a ajuda necessária para lidar com a situação”, disse.   

O deputado Felipe Souza enfatizou a importância das igrejas e templos religiosos e ressaltou as recomendações a serem adotadas para garantir um funcionamento seguro a todos os frequentadores. “As igrejas irão funcionar com as devidas precauções, evitando, inclusive, aglomerações”, disse. Após sanção do governador do Estado, a legislação entrará em vigência a partir da publicação no Diário Oficial do Estado (DOE).

Fonte: Em Tempo