A atriz Gabriela Durlo, protagonista da nova minissérie da Rede Record que estreia nesta quarta-feira, 3 de março, disse que estudou tudo sobre a época em que Ester viveu. Apesar de ter estudado em um colégio católico, Gabriela diz que não conhecia bem a história da judia Ester e que por isso fez uma leitura detalhada da Bíblia.

Dia desses, enquanto circulava pelo RecNov –complexo de estúdios da Record no Rio de Janeiro–, Gabriela Durlo não conteve o riso ao esbarrar com um rapaz vestindo roupas do século V antes de Cristo. “Foi engraçado ver, no meio daquela loucura toda dos bastidores, alguém vestido daquele jeito. Foi como um mergulho no tempo”, acredita a bela atriz paulista, de São José do Rio Preto, que também anda voltando ao passado ao interpretar Ester, papel-título da minissérie de dez capítulos “A História de Ester”, que a emissora estreia nesta quarta-feira, às 23h.

“Adoro quando visto aquelas roupas de rainha, aquele monte de joias, aqueles tecidos esvoaçantes. É muito bom sair um pouco da realidade”, empolga-se. Quando soube que através de Ester penetraria em um universo totalmente diferente da atualidade, Gabriela começou a estudar tudo sobre a época em que a moça viveu.

“Eu e o resto do elenco tivemos quase dois meses de ‘workshop’ com um historiador”, destaca ela, admitindo que, antes de ser escalada para encarnar a protagonista, nunca tinha lido –na íntegra– a história da jovem judia na Bíblia. “Apesar de ter estudado em colégio católico e de ter tido aula de ensino religioso, me lembro apenas de citações a Ester. Não conhecia a história dela em profundidade”, confessa. Por conhecer superficialmente a biografia de Ester, Gabriela não perdeu tempo e, além de prestar muita atenção ao workshop, fez uma leitura detalhada da Bíblia.

“Foi aí que comecei a mergulhar em pesquisas e descobri que tem muito material sobre ela: desde livros até filmes”. Para dar ainda mais verossimilhança à personagem –que na história é levada para o harém do rei Assuero, interpretado por Marcos Pitombo, que se apaixona por ela e acaba coroando-a rainha–, a atriz também procurou encontrar a maneira mais adequada de reproduzir o texto bíblico. “Além de não usarem gírias e abreviações, os personagens pronunciam todas as letras. Mas não é um texto rebuscado. Queremos atingir o maior público possível”, explica.

Tanto carinho ao falar sobre a protagonista da minissérie da Record tem motivo. Segundo Gabriela, além de ela marcar sua estreia como personagem principal em uma produção, a jovem judia também representa sua iniciação em tramas de época. “É legal sair do convencional”, acredita a atriz, que, desde que estreou na emissora, há quatro anos, como a prostituta Daniela de “Vidas Opostas”, só tinha experimentado papéis contemporâneos. “E a Ester é tão diferente de tudo o que já fiz! Estou encantada com a fé que ela tem, com a forma com que acredita que Deus está sempre mexendo com a vida dela”, elogia.

Apesar de estar encarando uma protagonista, Gabriela não se mostra ansiosa nem preocupada. Ela garante não hierarquizar seus papéis. “Estou me dedicando à Ester tanto quanto me dediquei aos meus trabalhos em ‘Vidas Opostas’, ‘Amor e Intrigas’ e ‘A Lei e o Crime’. Sempre dou o melhor de mim”, assegura ela, que também é estreante em minissérie. “É uma linguagem muito parecida com a do cinema. Temos mais convívio com a equipe, podemos desenhar a personagem com mais calma, já que a obra é fechada e sabemos o final. Está sendo uma experiência muito boa”, avalia.

Fonte: UOL