Alguns dos mais raros e importantes livros religiosos do Judaísmo, do Cristianismo e do Islã estão sendo exibidos juntos, pela primeira vez, na Biblioteca Britânica, em Londres, desde onte, sexta-feira.

Textos da coleção privada da biblioteca e tesouros emprestados de outras instituições formam a base da exposição, intitulada “Sacred” (Sagrado em inglês), e que ficará aberta até 23 de setembro, informou a instituição em um comunicado.

Embora a visitação da mostra seja gratuita, seus organizadores aconselham a reserva de ingressos.

“A Biblioteca Britânica tem uma das maiores coleções do mundo de textos sagrados e esta exposição nos habilita a comparar e contrastar alguns dos mais remotos textos existentes dos três credos”, disse o principal curador da exposição, Graham Shaw.

“Isto será de grande interesse para estudiosos e para os visitantes em geral”, acrescentou.

A exposição inclui exemplos inestimáveis da Torá, do Novo Testamento e do Corão, que serão exibidos um ao lado do outro e tratados tematicamente para mostrar suas similaridades, diferenças e como eles foram interpretados.

Os tesouros incluem o Códice de Londres, um dos mais antigos manuscritos existentes da Torá, os cinco primeiros livros do Antigo Testamento, que são fundamentais para o Judaísmo.

O Códice Sinaiticus, o manuscrito mais antigo e mais completo do Antigo Testamento, de cerca de 350 a.C, que também estará na exposição, assim como o Ma’il Qur’an, que é um dos exemplos mais antigos do mundo do livro sagrado muçulmano.

Ele data do início do século VIII a.C – ou o primeiro século do calendário muçulmano Hijri -, o que significa que foi escrito nos cem anos da fuga do profeta Maomé de Meca para Medina, um evento chave para o Islã.

Outras atrações incluem o Pentateuco Siríaco, o mais antigo manuscrito bíblico conhecido, e a Bíblia Espanhola do Duque de Sussex, que é considerada uma das refinadas bíblias hebraicas, datada de meados do século XIV.

O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, e o rei Mohammed VI do Marrocos são os patronos da exposição.

Entre os doadores estão a Fundação Coexist, uma organização britânica de caridade que promove as relações inter-religiosas, a British Society marroquina e a Fundação Santa Catarina, que apóia o trabalho de conservação do Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai.

Fonte: Yahoo! Notícias