Sete reféns cristãos – sendo que seis eram trabalhadores da construção civil e um deles de uma fábrica – foram seqüestrados e degolados na segunda-feira passada por extremistas do grupo Abu Sayyaf.

A rede de TV BBC disse que os militantes decapitaram os sete reféns e enviaram suas cabeças às tropas na ilha de Jolo, ao sul das Filipinas, segundo os militares do país. A ilha de Jolo fica a 950 quilômetros ao sul da capital, Manila.

Os militares juraram intensificar os esforços para seguir as pistas deixadas pelo grupo. As tropas filipinas têm lutado contra militantes extremistas islâmicos na região montanhosa de Jolo durante vários meses.

Abu Sayyaf é o menor dentre os quatro grupos rebeldes filipinos, com aproximadamente 400 membros. Suspeita-se que tenha ligações com a Al-Qaeda e o grupo regional Jemaah Islamiah. Ambos os grupos tem sido responsabilizados por inúmeros seqüestros e atentados à bomba na região.

Os militantes exigiram que civis distribuíssem as cabeças dos cristãos assassinados em dois diferentes campos militares. Os corpos foram recuperados na vila.

A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, disse que os assassinatos demonstraram a crueldade do grupo. “Os atos terroristas de Abu Sayyaf não ficarão impunes”, garantiu ela.

Para o chefe das forças militares em Jolo, general Ruben Rafael, essas mortes aconteceram como retaliação à morte de um comandante dos militantes extremistas, além do que “os empregados da construção civil se negaram a pagar resgate pelos homens seqüestrados”.

Nos últimos meses, as tropas Filipinas, com o auxílio de treinadores anti-terroristas dos Estados Unidos, realizaram uma varredura intensiva na ilha em busca de militantes extremistas, segundo informações da BBC.

Dois líderes experientes dos grupos extremistas, Abu Sulaiman e Khaddafy Janjalani, foram mortos, mas acredita-se que ainda estejam na ilha dezenas de homens armados e que Dulmatin e Umar Patek, suspeitos de participarem dos atentados à bomba em Bali, também estejam na região.

Fonte: Portas Abertas