A Aliança Reformada Mundial (ARM) remeteu carta ao Vaticano, datada em 10 de julho, questionando a posição de Roma sobre o status das igrejas não-Católico Romanas, assinalando que a afirmação leva “a um tipo de pensamento e a uma atmosfera que prevalecia antes do Concílio Vaticano Segundo”.

A carta do secretário-geral da ARM, Setri Nyomi, dirigida ao presidente da Pontifícia Comissão para a Unidade Cristã, cardeal Walter Kasper, manifesta a perplexidade que causou no mundo não-católico esta declaração da Congregação para a Doutrina da Fé.

“Sentimo-nos desconcertados por uma declaração deste tipo neste momento da história da Igreja. Num tempo de fragmentação social em todo mundo, a Igreja de Jesus Cristo, na qual todos participamos, deveria afirmar seu testemunho comum e afirmar nossa unicidade em Cristo”, menciona.

A missiva lembra que desde o Concílio Vaticano II os diálogos bilaterais entre católicos e reformados “tentaram compreender e sobrepor-se às diferenças que tivemos durante séculos”. Documentos extraídos desses diálogos “deram esperanças para a viagem de sobrepor-nos às diferenças e a afirmar a unicidade da Igreja de Jesus Cristo”.

O documento agora divulgado pela Congregação para a Doutrina da Fé “faz-nos questionar a seriedade com que a Igreja Católica Romana toma os diálogos com a família Reformada e outras famílias da igreja. Faz-nos questionar se realmente estamos orando juntos pela unidade cristã”, questiona Nyomi.

Ele destaca: “Pelo momento, damos graças a Deus que nosso chamado a ser parte da Igreja de Jesus Cristo não depende da interpretação do Vaticano. É um dom de Deus”. Nyomi afirma que os reformados oram pelo dia em que a Igreja Católica Romana vá além das suas reivindicações exclusivistas, para que “possamos avançar na causa da unidade cristã” pela qual Jesus orou.

Fonte: ALC

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