Igreja na França foi alvo de ataque com três mortos (Foto: EFE/EPA/Sebastian Nogier em Pleno.News)
Igreja na França foi alvo de ataque com três mortos (Foto: EFE/EPA/Sebastian Nogier em Pleno.News)

Um ataque com faca na manhã desta quinta-feira (29) na Basílica Notre-Dame de Nice, na França, deixou três mortos e diversos feridos. Segundo o prefeito da cidade, Christian Estrosi, um suspeito foi detido e o caso foi classificado como terrorismo.

A Procuradoria antiterrorismo da França abriu uma investigação sobre o incidente, que ocorreu por volta das 9 horas pelo horário local (6 horas no horário de Brasília). O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, anunciou uma reunião de crise com a presença do presidente Emmanuel Macron, que depois irá a Nice.

A basílica fica no coração da cidade da Riviera Francesa, que já tinha sido alvo de um ataque terrorista com 84 mortos em 2016. Na ocasião, um caminhão atropelou diversas pessoas que assistiam à queima de fogos em comemoração ao 14 de Julho, o Dia da Bastilha.

O Passeio dos Ingleses, onde ocorreu o ataque de 2016, fica a cerca de 1 quilômetro da Basílica Notre-Dame. O ataque desta quinta ocorre 13 dias após a decapitação de Samuel Paty, professor que mostrou uma charge de Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.

Alerta de segurança no nível máximo

A França elevou o nível de alerta de segurança para o patamar mais alto após ataques simultâneos terem sido registrados em diversas localidades, inclusive no consulado do país na Arábia Saudita, informou hoje o primeiro-ministro Jean Castex.

Em Jidá, uma das principais cidades da Arábia Saudita, um homem feriu um guarda em um ataque com faca no consulado francês e foi imediatamente detido, segundo informaram a mídia estatal e a embaixada francesa.

A polícia da província de Meca, onde Jida está localizada, disse que o agressor era saudita, mas não especificou a nacionalidade do guarda, que teria sofrido ferimentos leves.

Nem as autoridades sauditas nem a embaixada francesa mencionaram os motivos do ataque. No entanto, isso ocorre em meio à crescente raiva no Oriente Médio pelas declarações do presidente francês Emmanuel Macron de que seu país não “renunciará às charges” retratando o profeta Maomé, o que desencadeou um boicote a produtos franceses no mundo árabe.

Fonte: Pleno News e UOL