Jair Bolsonaro e André Mendonça
Jair Bolsonaro e André Mendonça

O presidente Jair Bolsonaro confirmou a indicação do ministro André Mendonça, da Advocacia-Geral da União, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Sua fala foi feita a ministros durante reunião ministerial na manhã desta terça-feira (6) no Palácio da Alvorada.

“Todos sabem que é minha vontade”, disse Bolsonaro, segundo o jornal O Globo.

A informação de que Bolsonaro afirmou que indicará Mendonça para a corte também foi confirmada em relatos feitos à Folha de S. Paulo. Já a CNN Brasil informou que, logo depois do anúncio, Mendonça fez um discurso de agradecimento ao presidente e aos colegas de governo.

O nome de André Mendonça deve ser encaminhado para o Senado na segunda quinzena de julho, mas Bolsonaro não falou em prazos durante a reunião de ontem. A vaga será aberta com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio no dia 12, que completa a idade limite de 75 anos.

O presidente já havia mencionado, em diversas ocasiões, que escolheria não só um nome “terrivelmente evangélico”, mas também alguém que, como ele disse no mês passado, pudesse “tomar cerveja comigo”.  Mendonça, apesar de pastor presbiteriano, costuma dizer que bebe cerveja. André é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília.

Em 2019, Bolsonaro afirmou que o ministro da AGU, André Luiz Mendonça, era “terrivelmente evangélico“, expressão usada por ele para definir um dos nomes que pretende indicar para a Suprema Corte.

“Eu sei que ele é terrivelmente evangélico, posso garantir a vocês. Há muitos bons nomes pra lá e o Andre Luiz é um bom nome e, com toda certeza, está em uma lista aí”, disse na época.

O nome de Mendonça é bem visto por pastores, apoiadores do governo e pela base de Bolsonaro no Legislativo.

Em abril de 2020, André Mendonça chegou a ser nomeado por Bolsonaro para ocupar a vaga deixada por Sergio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública. No final de março de 2021, retornou ao cargo de advogado-geral da União.

Folha Gospel com informações de Guia-me, O Globo e Folha de S. Paulo