Bolsonaro e Trump apertam as mãos após declarações para imprensa, na área externa da Casa Branca
Bolsonaro e Trump apertam as mãos após declarações para imprensa, na área externa da Casa Branca

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi recebido pessoalmente pelo presidente americano Donald Trump, às 12h05 desta terça-feira (19) na Casa Branca, em Washington, onde o presidente brasileiro cumpre a principal agenda da visita oficial aos Estados Unidos.

Os dois chefes de estado estiveram reunidos a sós durante 20 minutos para conversarem sobre pontos principais da agenda comum.

Na sequência, Bolsonaro e Trump concederam uma breve entrevista coletiva no Salão Oval. Temas como China, Venezuela, comércio e relacionamento entre os dois países foram respondidos, de forma rápida.

Após reunião com Donald Trump na Casa Branca, Bolsonaro fez uma declaração à imprensa onde falou, entre outras coisas, sobre o “a garantia das liberdades no respeito à família tradicional, no temor a Deus, nosso Criador, contra ideologia de gênero, o politicamente correto e as fake news”.

Veja o vídeo da declaração de Bolsonaro e logo abaixo a íntegra da declaração:

“Excelentíssimo senhor Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, meus ministros, integrantes das delegações dos estados e do Brasil, senhoras e senhores, profissionais da imprensa, senhoras e senhores. Muito obrigado presidente Trump, por sua calorosa hospitalidade. É uma honra estar em Washington, em minha primeira visita bilateral desde que fui eleito presidente do Brasil. Aproveito a oportunidade, para convidá-lo, serás muito bem recebido pelo povo brasileiro, temos muita coisa em comum.

Sempre fui um grande admirador dos Estados Unidos e essa admiração aumentou com a chegada de Vossa Excelência na presidência. Este nosso encontro retoma uma antiga tradição de parceria e ao mesmo tempo, abre um capítulo inédito na relação entre o Brasil e os Estados Unidos. Hoje, destravamos assuntos que já estavam na pauta há décadas e abrimos novas frentes de cooperação. Esta é a hora de superar velhas resistências e explorar todo vasto potencial que existe entre o Brasil e os Estados Unidos. Afinal, hoje o Brasil tem um presidente que não é anti americano, caso inédito nas últimas décadas.

As reformas que estamos empreendendo vão transformando o Brasil em um parceiro ainda mais atraente. Seguimos firmemente dedicados a equilibrar as contas públicas e formar (inaudível) de negócios. O apoio americano ao ingresso do Brasil na OCDE será entendido como um gesto de reconhecimento que marcará ainda mais a união que buscamos. Os (inaudível) de ambos os países têm que continuar a ser protagonista em nossas relações. Por isso, reativamos o foro de altos executivos Brasil-Estados Unidos. Temos também, como prioridade, o lançamento de um foro de energia com ênfase em óleo, gás e outras fontes. Como sinal deste governo, o governo brasileiro concedeu a isenção de visto para cidadãos americanos para estimular o turismo e os negócios. Na vertente da defesa e da cooperação espacial, assinamos o acordo de salvaguardas tecnológicas, o que viabilizará o Centro de Lançamento de Alcântara. A cooperação militar, também tem se ampliado na busca de parcerias em sistemas de defesa.

As atividades ciência, tecnologia e inovação podem ocupar espaço cada vez maior em nosso relacionamento. Daí, nossa proposta de um Fórum de inovação Brasil- Estados Unidos.

O combate ao terrorismo e ao crime organizado é questão de maior audiência para os nossos povos. Decidimos fortalecer o fórum bilateral de Segurança e fazermos mais contra lavagem dinheiro e o narcotráfico.

O restabelecimento da democracia na Venezuela é de interesse comum dos nossos governos. O regime ditatorial venezuelano faz parte de uma coligação internacional, conhecida como foro de São Paulo, que esteve próximo de conquistar o poder em toda América Latina. Pela via democrática, nos livramos desse projeto no Brasil.

Encerro dizendo, que o Brasil e os Estados Unidos também estão emanados na garantia das liberdades no respeito à família tradicional, no temor a Deus, nosso Criador, contra ideologia de gênero, o politicamente correto e as fake news. E inspirando-me, inspirando-me em Ronald Reagan, quero levar para o Brasil a sua forma de administrar resumida na seguinte frase de sua autoria: “O povo deve dizer o que o governo pode fazer e não o contrário”.

Os Estados Unidos mudaram em 2017 e o Brasil também começou a mudar em 2019. Estamos juntos para o bem dos nossos povos. Queremos uma América grande e um Brasil grande também. Mais uma vez expresso o meu reconhecimento ao presidente Trump neste dia em que selamos aliança promissora entre as duas maiores democracias do ocidente.

Que Deus abençoe o Brasil e que Deus abençoe os Estados Unidos da América. Meu muito obrigado senhor presidente.

Fonte: Guia-me, UOL e TV NBR