Ameaçada de morte por líder muçulmano, Sauda vive escondida no país africano mas relata que fé cristã tem curado marcas de abusos sofridos no passado
A jovem ugandense Sauda está fugindo de sua própria família e vivendo em esconderijos após decidir abandonar o islamismo para se converter ao cristianismo. A perseguição é liderada por seu pai, um influente líder muçulmano local, que passou a buscá-la de forma implacável após a rejeição familiar e ameaças de morte. O caso é acompanhado pela organização internacional de direitos humanos International Christian Concern (ICC).
Antes de optar pela mudança de religião, a jovem enfrentou anos de severas agressões físicas e psicológicas em sua residência. Ela detalhou que era obrigada a cumprir obrigações religiosas sob constante violência.
“Meu pai era implacável. Ele nos obrigava a ir à mesquita e, ao mesmo tempo, me abusava, às vezes alegando que tinha o direito de fazer o que quisesse comigo”
Ao ter contato com as mensagens do Evangelho, a jovem encontrou uma nova perspectiva de vida e decidiu se converter. A decisão, no entanto, provocou a revolta imediata de seus familiares, que emitiram ameaças de morte diretas e a forçaram a fugir. Com a fuga da filha, o líder religioso passou a enviar emissários para capturá-la na região.
A constante vigilância de grupos muçulmanos tradicionais aumentou o temor da jovem, que enxerga risco de morte em cada aproximação suspeita.
“Nunca imaginei que essa jornada seria tão dolorosa. Os ataques têm sido tão intensos que temo pela minha vida simplesmente por ter aceitado Jesus Cristo! Meu pai está me caçando”
Rede de apoio e restauração emocional
Atualmente, Sauda recebe amparo de uma amiga cristã, que tem atuado como suporte espiritual e emocional durante o período em que permanece escondida. Mesmo ciente de que corre risco iminente de morte caso seja localizada por seus familiares, ela afirma que sua decisão espiritual é definitiva.
“Meu pai está me procurando. Sei que ele vai me matar se me encontrar, mas, felizmente, me arrependi dos meus pecados”
Apesar da gravidade de sua situação atual, a jovem relata que a conversão tem proporcionado alívio emocional e ajudado a superar os traumas históricos decorrentes das agressões paternas.
“Jesus não apagou minhas memórias da noite para o dia, mas tem curado meu coração dia após dia. Ele substituiu minha vergonha por esperança”

