Com seu nome atrelado à Igreja Universal do Reino de Deus, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, tem trabalhado suas agendas para tentar se dissociar do estigma de ser filiado a um partido de bispos.

Durante a campanha, o ex-deputado tem visitado vários centros religiosos, cristãos ou não, para se descolar da Universal. Em seu discurso, sustenta que a desconfiança por ser ligado à igreja de Edir Macedo “já se dissipou”. Segundo já afirmou, Russomanno é católico fervoroso e não sofre nenhuma pressão partidária por isso.

De mesquitas muçulmanas à centros de umbanda; dos galpões onde ocorrem os cultos evangélicos a igrejas católicas. Todas, em algum momento, fizeram parte do itinerário de campanha de Russomanno, que nelas busca apoio, recebe bênçãos e se vê em mais uma chance de posar para fotos ao lado de líderes de outras religiões. Ontem, em visita à Igreja Messiânica do Solo Sagrado, no extremo sul da cidade, Russomanno voltou a reforçar o ecumenismo na fala.

“As pessoas não roubam, não matam, não usam drogas porque elas têm religião. O poder público tem que preservar, tem que ajudar a regularizar os templos para que as pessoas tenham um pouco de paz. A religião faz um trabalho que deveria ser do Estado e o Estado não faz”, afirmou. Ele repetiu que vai regularizar todos os templos da capital.

Para o candidato, a igreja é a linha de conduta do ser humano. “Essa perseguição não pode haver. Antes de autuar, o poder público tem obrigação de orientar para que os líderes religiosos façam da maneira certa. O gestor público que não enxerga isso não conhece seu passado nem enxerga seu futuro”, afirmou.

A Igreja Messiânica do Solo Sagrado segue uma doutrina de origem japonesa, baseada no respeito a todos os líderes religiosos. O culto é realizado no “Solo Sagrado”, uma área preservada em volta da Represa de Guarapiranga, na zona sul, onde os fiéis acreditam ser o “protótipo do paraíso terrestre”.

[b]Fonte: Estadão[/b]