Pessoas podem “aceitar” coisas em nome de Deus por razões que não se pode explicar…

Jesus nos mostra como por trás de decisões humanas importantes na maioria das vezes a motivação é perversa…

Por exemplo, em João capitulo oito, Jesus diz coisas subjetivas e difíceis de entender, e, o resultado, é que os judeus que antes indagavam quem Ele era e por que dizia o que dizia, de súbito dizem agora “crer” Nele.

A esses tais Jesus disse que eles deveriam permanecer em Seus palavras a fim de que de fato se tornassem Seus discípulos [nada mais natural e óbvio…]; e acrescentou que se permanecessem em Sua Palavra eles haveriam de conhecer a verdade no intimo, e que a verdade os libertaria…

Quando Jesus usou o verbo “libertar”, eles, os judeus que haviam crido Nele, de repente se eriçaram…

Indagaram…

Nós somos descendentes de Abraão, já sobrevivemos a todos os cativeiros e dominios imperiais sem nos rendermos, e agora nem os romanos nos escravizam a alma, como pode você dizer que seremos libertos, se nunca fomos escravos?

Jesus explicou que falava de escravidão interior, do pecado… No entanto, o condicionamento cultural, político, ideológico, étnico, racial, genético, etc. — eram elementos mais fortes neles do que a tal da nova fé em Jesus.

Reagiram… Zangaram-se… Ficaram brabos…

Jesus replicou… Não deixou passar… Prosseguiu… Provocou…

O assunto do pedigree continuou…

Jesus disse que sabia que eles eram da ancestralidade de Abraão… Mas afirmou que espiritualmente a ancestralidade deles era outra, provinha de outro espírito… De fato era do diabo que eles se faziam filhos, pela mentira, pela incapacidade de se auto-encararem na verdade, e pelo ódio assassino que os habitava até quando falavam de fé…

Eles ficaram com ódio…

Partiram para a ignorância…

Disseram que estavam certos desde o principio, pois diziam que Jesus era samaritano e tinha demônios…

Assim, a “fé” que começa como uma adesão à subjetividade “profunda” do ensino quase esotérico de Jesus no contexto antecedente, de súbito se torna outra coisa…, e termina com a afirmação dos que tinham antes dito que haviam “crido em Jesus” — que… desde sempre haviam sabido que Jesus era de uma casta inferior [samaritano] e que tinha demônios agindo em sua vida…

Jesus, no entanto, nunca esteve animado com aquela “fé” tão “pronta e rápida”, pois, prosseguiu chamando-os para as implicações da confissão de fé, que é a entrega à verdade que nos liberta das doenças do pecado e de suas escravidões…

Do mesmo modo há muitos que são discípulos apenas do Jesus que não entendem, pois, quando Jesus os força a entenderem que ser discípulo não é achar Jesus o máximo, mas sim render-se ao reino da verdade no coração, então, a “fé” vira “ódio” e a “confissão” se torna “blasfêmia”…

É por esta razão que muitos “crentes” ficam com raiva do “evangelho”, ainda que para isso tenham que inventar histórias ou fazer do mensageiro um “samaritano e endemoninhado”…

Este é o nível da entrada do Evangelho como amargor nas entranhas do engano…

Em geral esse é um conflito apenas de crentes…

Pense nisso!…

Nele,

Caio

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