Semana passada participei de uma conferência missionária na qual acabei conhecendo o neto de Billy Graham e filho de Franklin Graham, o Pr. William Graham. Sentamos à mesma mesa e depois da programação, batemos um papo bem agradável e descontraído.

Pr. Will, como gosta de ser chamado, é um jovem de trinta e poucos anos, bem simpático e nem um pouco arrogante ou afetado pelo fato de ser neto do maior evangelista do século XX. Will contou alguns episódios bem engraçados sobre o período em que foi aluno aqui da Liberty University, e também falou sobre o estado de saúde de seu avô, que já conta 92 anos de idade mas que ainda tem vontade de pregar em publico uma vez mais.

Pr. Will, viaja o mundo inteiro para proclamar o evangelho e esteve recentemente no Brasil, em Belo Horizonte mais precisamente, e me disse que tem planos voltar ao Brasil em breve. Ainda nos encontramos novamente no dia seguinte no final da conferencia de forma muito rápida mas com tempo para uma simpática despedida com direito a um “Bom dia”, única frase em português que ele lembrou.

Fiquei com a melhor das impressões sobre Will Graham, que mesmo jovem ainda, demonstra uma firmeza de propósitos enorme e um inabalável amor pelas almas perdidas. Will me pareceu alguém digno de continuar o legado de seu avô.

Qual não foi a minha surpresa essa semana, ao ver o rosto de Will Graham estampado em todos os canais de noticias e sites da internet, tudo por causa de um polêmico show evangélico na Carolina do Norte.

O evento que já teve edições em outras bases americanas, está programado para acontecer no Forte Braggs, uma base militar que conta com cerca de 45 mil soldados nas proximidades de Charlotte. Com o sugestivo nome “Rock the Fort”, o show tem por objetivo claro pregar o evangelho e ao mesmo tempo proporcionar algum entretenimento musical para os militares americanos. Os ministérios ligados à família Graham estão à frente do projeto e Will Graham, diretamente envolvido.

A polêmica toda começou quando alguns grupos “politicamente corretos” acusaram o show, de quebrar o principio de separação entre igreja e estado, prevista pela constituição Americana. Esses grupos fizeram protestos contra o evento e até mesmo exigiram que o show fosse cancelado imediatamente.

Para responder às acusações, Will Graham foi entrevistado por várias emissoras americanas e mais uma vez demonstrou grande personalidade e coerência. Em momento algum fugiu das perguntas e foi sempre direto e autêntico ao jamais negar que o objetivo principal do evento seria a pregação do evangelho. A exemplo de seu pai, Franklin Graham, Will jamais perde uma oportunidade de apresentar o plano da salvação, ainda mais quando sabe que vai estar em rede nacional.

O que o evangelho mais precisa hoje em dia é de pessoas assim, que não se rendam às flexibilizações desse mundo para apresentar um evangelho cômodo e irreal, e que não recuem diante ameaças do secularismo. Agindo dessa forma, Will vai granjear muitas inimizades na sociedade americana, cada vez mais liberal e materialista; mas, para quem é cristão de verdade, não existe outra opção. A Bíblia diz que não se pode agradar à Deus e ao mundo ao mesmo tempo.

Bom seria que mais pastores no Brasil deixassem de lado suas querelas infantis e egoístas, seus impérios televisivos e pregações de auto-ajuda, e se voltassem mais para o evangelismo puro e simples, da forma como sempre deveria ser, abrindo mão de seus interesses próprios. Bom seria se o amor aos perdidos voltasse à ser prioridade em nossas igrejas em lugar da desenfreada busca pela prosperidade financeira e vantagens pessoais.

Um abraço,

Leon Neto