Não muito tempo depois dos ataques de 11 de setembro, Heather Mercer estava ao lado de uma montanha no Afeganistão, olhando para uma dúzia de soldados afegãos do Talibã.

Mercer e sete trabalhadores da Shelter Now, instituição de caridade internacional, tinham sido capturados pelo Talibã em agosto de 2001 e foram acusados de tentar converter afegãos ao cristianismo. Os trabalhadores do grupo de ajuda humanitária, incluindo Mercer e alguns moradores do país, foram presos e ameaçados de ser sentenciados à morte.

Semanas depois, os soldados do Talibã fugiram e tentaram esconder seus prisioneiros nas montanhas nos arredores de Cabul. As temperaturas eram abaixo de zero. Armados com fuzis, eles levaram os presos dentro de um contêiner de metal à noite.

Mercer, então com 24 anos, disse que não temia os sequestradores, mas temia que eles a trancassem e deixassem ali, congelando até a morte. “Vocês podem me matar, mas vocês não vão me trancar lá dentro”, disse ela em Dari, um dialeto afegão.

Depois de ser libertada em uma ação militar, Mercer disse que estava determinada a continuar auxiliando as pessoas. Hoje, ela é presidente da Esperança Global, que faz caridade e trabalhos de desenvolvimento no norte do Iraque e está arrecadando dinheiro para concluir um centro comunitário de 2 milhões de dólares.

Mercer disse que sua obra é inspirada, em partes, por seu tempo de cativeiro no Afeganistão. Enquanto estava presa, ela conheceu mulheres que foram presas em razão de imposições sociais. Então decidiu trabalhar para esse tipo de pessoas.

“Eu nunca teria pensado que poderia ter dito ‘não’ ao Talibã”, disse ela em uma entrevista junto com seu marido, Mohand Al Khoury.

Mercer espera que sua organização sem fins lucrativos possa ser uma ponte entre os cristãos e os muçulmanos. Ela acredita que eles têm muito em comum e disse que está trabalhando sem nenhum remorso em relação aos eventos passados; só quer ajudar e fazer seu trabalho de caridade.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas [/b]