Enquanto 13 milhões de pessoas estão morrendo de fome na África, muitas agências cristãs humanitárias são impedidas de matar a fome desses que não têm nem sequer um pedaço de pão para comer.

O mais grave é que as Agências têm os alimentos para oferecer, mas grupos terroristas ligados à Al-Qaeda estão impedindo que a ajuda chegue até o povo.

Todd Nettleton, da missão Voice of the Martyrs , diz que na Somália o desafio é ainda maior. “O grupo terrorista Al-Shabaab pretende exterminar completamente os cristãos do país. Eles estão caçando os cristãos, e qualquer um que possa se converter ao cristianismo torna-se alvo dos terroristas”, afirma ele.

Os grupos cristãos de ajuda humanitária têm sido forçados a sair da Somália, principalmente em áreas onde o grupo terrorista Al-Shabaab está no poder.

“Em meio a essa perseguição aos cristãos, milhares de pessoas estão morrendo de fome. Nós tentamos ajudar, mas quando alguém se identifica como cristão é o mesmo que pintar um alvo nas costas”, conta Todd Nettleton.

Apesar das ameaças, a missão World Concern continua trabalhando no país. Chris Shaech acabou de voltar da fronteira entre a Somália e o Quênia. “Conhecemos muitos refugiados que fugiram das áreas de confronto. Alguns refugiados andam até 250 quilômetros a pé, só para tentar encontrar comida e água para suas famílias”.

Chris Shaech diz que é difícil trabalhar numa zona de conflito e, neste caso, “é de partir o coração”. Ele conta ainda que pessoas estão sofrendo e morrendo, porque não podem receber qualquer auxílio. “A única maneira de sobreviver é andar esses muitos quilômetros para obter alimento”.
Muitos deles estão fisicamente debilitados e não conseguem percorrer o trajeto. As pessoas que podem andar longas distâncias, em busca de comida e água, procuram viajar à noite para aumentar a sua própria segurança. “Mas mesmo assim eles correm o risco de ser atacados por leões e outros animais selvagens”.

A organização cristã World Concern faz tudo o que pode para ajudar os mais necessitados. “Vamos até onde nos permitem ir e onde temos capacidade técnica. Mas vamos continuar levando mantimentos para as pessoas e tentando entrar em outras áreas”.

Enquanto as organizações cristãs humanitárias ajudam aqueles que passam fome física, também aproveitam para alcançar aqueles que estão famintos espiritualmente. “Uma das coisas importantes para nós é que nossa fé não é está baseada apenas em palavras, mas em atos”.

A Organização das Nações Unidas afirma que a crise deve piorar. Então, ore para que Deus possa proteger aqueles que trabalham nessas áreas de difícil acesso, ajudando os que vão apoiar financeiramente o trabalho.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas [/b]