Manzoor Ahmad Chat, 33 anos, um membro ativo da igreja doméstica na Caxemira (região entre a Índia e o Paquistão) foi brutalmente assassinado no sábado à noite, dia 14 de abril, por militantes hizbul, na vila de Pinglana, distrito de Pulawama.

Manzoor e sua família se converteram do islamismo ao cristianismo. Eles sempre faziam parte das reuniões de oração do ministério Voz de Salém. Ele era um dos líderes da sessão de oração. Manzoor era também um empregado do governo. Instalava telefones do departamento de serviço de energia, na região de Kakapora.

Na sexta-feira, ele foi com sua motocicleta resolver questões sobre taxas e impostos. No caminho, encontrou dois crentes, parou e os lembrou da reunião de oração. Em seguida foi seqüestrado por militantes. Suspeita-se que fossem policiais.

No sábado, os moradores do vilarejo de Pinglena encontraram um corpo sem cabeça em uma plantação de arroz. Depois encontraram a cabeça guardada em um saco plástico perto de uma mesquita.

Os militantes já planejavam matá-lo antes. Um conflito armado entre militantes e as forças armadas tomou conta da casa de Manzoor no ano passado.

Pelas marcas no corpo, parece que Manzoor foi brutalmente torturado antes de ser morto. A polícia registrou a ocorrência e abriu inquérito para investigar o caso. O corpo do rapaz foi entregue para a família depois da autópsia. Neste caso, a polícia agiu rápido e acabou matando dois líderes do grupo extremista Leshkar-e-Toyiba.

O reverendo Paul Ciniraj, presidente da organização de Ministros Cristãos das Igrejas na Índia (CMCI, sigla em inglês) e diretor do ministério Voz de Salém, condenou o assassinato de Manzoor Ahamed. Ele também parabenizou o Estado e o governo central pela agilidade na ação contra os terroristas.

Ore pela viúva e pelos filhos de Martyr Manzoor Ahamed Chat.

Há quatro meses, o evangelista e engenheiro Basheer Ahamed Tantry, que também era empregado do governo, foi morto após ter sido atingido por um tiro em Kashmir, durante o dia, na frente das pessoas.

O pastor Ashir, da igreja não-registrada em Kupwara, Kashmir, também foi seriamente agredido no mês passado.

Fonte: Portas Abertas