As igrejas ortodoxas, católicas e evangélicas do Egito decidiram entrar na campanha lançada por ativistas cristãos e coptas exilados pedindo que o governo acelere o decreto da lei unificada para construção de templos.

A campanha, denominada “Getting out of the dark tunnel” (Saindo do túnel escuro), emitiu uma declaração conjunta convocando todos os apoiadores para retirar a comunidade de conflitos étnicos e religiosos para obter completa cidadania.

Os líderes da campanha dizem que ela foi lançada após o acidente em uma igreja católica, no qual quatro casas vizinhas desmoronaram e oito pessoas morreram devido o atraso nas restaurações dos prédios.

O bispo Morcos, chefe do comitê de mídia da igreja, demonstrou surpresa quanto ao atraso no decreto da lei unificada para construção de templos. Ele disse: “Essa lei coloca os cidadãos na mesma base e reflete a seriedade do Estado ao implementar o Artigo 1 da Constituição.”

A igreja não sabe o motivo de a lei não ter sido discutida na Assembleia popular, principalmente porque havia representantes dela entre aqueles que prepararam a lei de direitos humanos.

Ikram Lamei, representante das igrejas evangélicas compartilha do ponto de vista de Morcos e diz: “Essa lei resolverá muitos problemas. Em primeiro lugar, terminará com o sectarismo em casos de igrejas construídas sem licença”.

O porta-voz da igreja católica Rafiq Gresh, disse que a igreja pede essa lei há mais de três anos. Sempre que havia uma reunião com os oficiais do Estado, era pedido para que a lei fosse acelerada.

Essa lei é importante porque acabaria com o decreto Hamayouni de estabelecimento de igrejas. Esse decreto é responsável por todas as revoltas sectárias que mancham a reputação dos egípcios no exterior.

Fonte: Portas Abertas