Há quase um ano, o aluno David Mota entrou na escola com um revólver calibre 38, atirou em uma professora e depois se suicidou

“É a Palavra. Ainda estamos buscando voltar à vida normal. E Deus é quem nos conforta”, são as palavras do evangélico e pai do aluno de 10 anos que atirou na professora em 22 de setembro de 2011, e depois se suicidou sem deixar pistas do motivo.

Há quase um ano o aluno David Mota Nogueira marcou a história da tranquila Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, localizada no bairro Mauá, em São Caetano. David entrou na escola com um revólver calibre 38, atirou na professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos em seguida, o jovem atirou na própria cabeça.

A trágica história marcou também a vida do guarda-civil municipal Milton Evangelista Nogueira, 43 anos, seu pai, que ainda tenta entender o que aconteceu no dia.

“Até hoje não sei explicar o que aconteceu. Só quando morrer vou encontrar a Deus e Ele revelará o que pretendeu com isso, qual a mensagem que Ele quis passar a todos nós.”

“Hoje eu vejo que ele é um anjo que passou rápido pela Terra. Talvez o Senhor quisesse ter ele de volta ao seu lado”, disse Milton.

Milton, que é evangélico, se recorda com tristeza e emoção da data. De acordo com o site DCABC, pai e filho, dois dias antes do fato, teriam visitado um hospital para orar pelos doentes, situação que o deixa ainda mais sem compreensão da ação do filho que segundo ele nunca apresentou nenhum distúrbio de personalidade.

David que era o caçula da família completaria 11 anos no dia 7. As fotos do garoto ainda continuam na casa onde a família vive, o quarto de David, porém, foi desmontado para não trazer mais dor.

“O mundo quis saber o que ocorreu. Não sei explicar. Não sei dizer como ele pegou a arma. Não sei por que ele fez isso”, lamenta o pai que decidiu tirar férias neste mês para se afastar das lembranças e buscar com a família refúgio das memórias doloridas.

O filho mais velho de Milton, de 17, ainda estuda na escola. Já a professora, vítima que levou o tiro, voltou ao trabalho mas em outra escola da cidade, que não foi informada.

Na casa de parentes da vítma, na Vila Vivaldi, em São Bernardo, o recado é direto. “Não vamos comentar nada. Isso já está superado e ela está bem”, disse um deles.

Na escola, a discrição é visível e todos evitam comentar sobre o assunto. Entretanto, um funcionário da escola informa que pedirá autorização da escola para fazer um minuto de silêncio no dia em que a tragédia aconteceu.

“É claro que não é uma comemoração. Mas não podemos ignorar a vida que foi perdida”, disse.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]