Martinho Lutero (Foto: Reprodução)
Martinho Lutero (Foto: Reprodução)

3. Não acreditava que as pessoas que se suicidavam iam para o inferno.

Durante séculos, muitas igrejas ensinaram que as pessoas que morrem por suicídio cometeram um pecado imperdoável. Algumas igrejas se recusam a conceder ritos funerários àqueles que se suicidaram.

Lutero discordou, conforme registrado em uma conversa às mesas que ocorreu em abril de 1532, na qual o líder da Reforma Protestante comparou o suicídio a ser dominado por um ladrão.

“Não compartilho da opinião de que os suicidas devem ser condenados. Meu argumento é que eles não desejam se matar, mas são vencidos pelo poder do diabo. São como um homem assassinado na floresta por um ladrão”, disse Lutero.

No entanto, Lutero foi cauteloso em tornar essa visão muito pública, acrescentando que “isso não deve ser ensinado ao povo comum para que Satanás não tenha a oportunidade de causar matança, e recomendo que o costume popular seja estritamente seguido, segundo o qual o cadáver não é carregado além da soleira da porta, etc.”

“No entanto, esses são exemplos pelos quais nosso Senhor Deus deseja mostrar que o diabo é poderoso e também que devemos ser diligentes na oração”, acrescentou. “Não fosse por esses exemplos, não temeríamos a Deus. Portanto, Ele precisa nos ensinar dessa maneira.”

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