Pastor Andrew Brunson, preso na Turquia, recebe apoio do Presidente dos EUA, Donald Trump
Pastor Andew Brunson, preso na Turquia, recebe apoio do Presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente Donald Trump ameaçou a Turquia com grandes sanções econômicas, caso não liberte o pastor americano Andrew Brunson.

A Turquia, aliada da Otan, se recusa a ceder, jurando que “nunca tolerará ameaças de ninguém”.

“Ninguém dá ordens a Turquia”, tuitou o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu. “Nós nunca vamos tolerar ameaças de ninguém. O estado de direito é para todos; sem exceção.”

Na quinta-feira, o governo Trump deixou claro que haveria consequências severas para a continuação da detenção de Brunson na Turquia.

“Os Estados Unidos imporão grandes sanções à Turquia por sua longa detenção do Pastor Andrew Brunson, um grande cristão, homem de família e um ser humano maravilhoso”, twittou Trump, do Air Force One nesta quinta-feira, 26, acrescentando que Brunson “está sofrendo muito”.

“Este inocente homem de fé deve ser libertado imediatamente!” ele disse.


A ameaça do presidente americano segue uma advertência igualmente forte do vice-presidente Mike Pence, que falou na quinta-feira na primeira conferência global sobre liberdade religiosa.

“Ele deveria ter sido libertado há muito tempo. Ele agora está em prisão domiciliar – mas não vamos parar até que ele esteja totalmente liberado e se reúna com sua família, amigos e igreja”, prometeu.

Pence advertiu que, se a Turquia não tomar medidas imediatas para libertar Brunson, “os Estados Unidos da América imporão severas sanções econômicas à Turquia”.

Brunson, pastor evangélico de 50 anos de Black Mountain, Carolina do Norte, foi preso em dezembro de 2016 e mais tarde acusado de ligações com um plano fracassado de derrubar o governo turco em julho de 2016 – acusações que Brunson veementemente nega.

Os defensores afirmam que ele é efetivamente um prisioneiro político sendo considerado uma moeda de barganha pela Turquia, que está buscando ativamente a extradição de Fethullah Gülen, um clérigo muçulmano que culpa pelo fracasso do golpe.

O secretário de Estado dos EUA,  Mike Pompeo,  confirmou a saída de Brunson da prisão em um tweet na quarta-feira, chamando-a de “notícias atrasadas”, mas exigiu que o governo turco “resolva seu caso imediatamente de maneira transparente e justa”.

Enquanto isso, Pence disse à delegação de mais de 80 países na Reunião Ministerial para Promoção da Liberdade Religiosa, que a lista de violadores da liberdade religiosa é longa, com China, Iraque e Coreia do Norte no topo da lista.

“A perseguição dos cristãos pela Coreia do Norte não tem rival na Terra”, disse Pence. “É implacável, sistemático, inflexível e muitas vezes fatal. A simples posse de uma Bíblia cristã é uma ofensa capital”.

Brunson pode pegar até 35 anos de prisão por “cometer crimes em nome de grupos terroristas”.

O presidente Trump repetidamente exigiu a libertação de Brunson e disse no Twitter na semana passada que a detenção do pastor era “uma vergonha total”.

Fonte: CBN News