Cristãos no Egito
Cristãos no Egito

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu o atentado cometido nesta sexta-feira contra um ônibus com cristãos coptas que causou a morte de sete pessoas e feriu outras 19 quando se dirigiam ao mosteiro de São Samuel, no centro do Egito.

A agência “Amaq”, vinculada ao EI, indicou que membros deste grupo jihadista atacaram os cristãos na estrada do mosteiro de São Samuel, na província de Minia.

O porta-voz da Igreja Copta egípcia, Boles Halim, disse à Agência Efe que o número de feridos aumentou para 19, entre eles cinco em estado grave.

Por sua parte, meios de comunicação estatais egípcios confirmaram o número de mortos, mas reduziram o de feridos a sete.

De acordo com a versão divulgada por estes meios, a estrada principal para o mosteiro está fechada por ordem das autoridades de segurança devido ao perigo deste local situado no deserto e a falta de comunicação nos seus arredores.

Nesse sentido, afirmaram que as vítimas do ataque chegaram ao local através de caminhos secundários para chegar ao mosteiro.

Além disso, declararam que as forças de segurança se dirigiram ao local do ataque e estão buscando os terroristas.

Vídeos postados nas redes sociais supostamente atribuídos ao ataque mostram imagens de pessoas baleadas no veículo.

O presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, ligou para o papa copta Teodoro II para expressar suas condolências, segundo indicou a Igreja Copta em comunicado.

O ataque aconteceu no mesmo local no qual em maio do ano passado membros do EI atacaram um ônibus com cristãos que faziam o mesmo percurso, causando então a morte de 28 pessoas.

Desde dezembro de 2016, o grupo terrorista, que tem uma filial na península do Sinai, reivindicou vários atentados que mataram mais de uma centena de pessoas em igrejas egípcias.

Depois desses ataques, as autoridades reforçaram ainda mais a segurança, enviando militares e forças especiais, que hoje estão presentes nas imediações de algumas igrejas.

Os coptas são a comunidade cristã mais numerosa e destacada do Egito, onde representam cerca de 10% dos 100 milhões de habitantes do país.

Fonte: EFE via UOL