O Dia Internacional da Não-Violência foi lembrado por 94 mulheres, que se reuniram na primeira Igreja Batista de Matagalpa, distante 146 km ao norte da capital. No encontro de fraternidade e estudo elas lembraram o compromisso de contribuir com a Polícia Nacional no combate ao tráfico de pessoas e à violência intrafamiliar, delitos que crescem na sociedade e também nas igrejas.

A líder da Igreja do Nazareno e presidenta do Conselho de Igrejas Evangélicas Pró Aliança Denominacional (Cepad), Lilliam Reyna, disse que as adoções de meninos e meninas nicaragüenses por casais estrangeiros que não têm filhos transformou-se num grande negócio. Casais chegam a pagar até 40 mil dólares por adoção.
Outra líder evangélica afirmou que, diante da falta de emprego, muitas jovens estão sendo recrutadas por negociantes que as levam para a Guatemala como escravas sexuais em clubes noturnos, onde são mantidas sob ameaças.

A oficial de polícia, capitão Lidenina Morales, exortou as pastoras das igrejas evangélicas a estimularem os fiéis a contribuirem com a polícia na denúncia do tráfico de pessoas, delito perigoso e muito comum no estrangeiro. A oficial explicou detalhadamente as graves conseqüências do tráfico de pessoas, alertando que o autor do delito pode ser um professor e até mesmo os próprios pais.

Mulheres da Rede de Luta da Não-Violência marcharam pelas ruas de Matagalpa exigindo justiça e demandando do governo segurança e proteção frente à onda de violência. Também reivindicaram a despenalização do aborto terapêutico, “para que mulheres e adolescentes não continuem morrendo”.

Fonte: ALC