A polícia iraniana prendeu dez ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo no dia 11 de maio na cidade de Shiraz. Outros dois ex-muçulmanos foram presos em um parque no dia 13 de maio e continuam presos, sob condições desconhecidas.

Mahmood Matin e um segundo homem identificado apenas pelo primeiro nome, Arash, são membros de um grupo cristão que se reúne em uma residência.

Outros oito convertidos presos em Shiraz no dia 11 de maio foram soltos separadamente nas semanas seguintes e vão responder a um processo no tribunal, seis sob a acusação de promoverem atividades contra o islã e dois sob a acusação de trabalharem contra o país.

De acordo com as leis islâmicas rígidas do Irã, é ilegal converter os muçulmanos. E qualquer muçulmano que se converta do islã para outra religião pode vir a ser executado.

Um projeto de lei antes do parlamento iraniano reelegido faria a pena de morte obrigatória para “apóstatas” que deixam o Islã.

Nas últimas três décadas do regime islâmico no Irã, centenas de cidadãos que deixaram o Islã e os que se tornaram cristãos foram presos por semanas ou meses, mantidos em locais desconhecidos e sujeitos a dor psicológica e física.

Apesar de terem saído da prisão, sob fiança, eles permanecem ameaçados de acusação criminal caso ousem adorar nas igrejas domésticas ou se envolvam em qualquer atividade cristã.

Minoria reprimida

O ativista de direitos humanos iranianos, Shirin Ebadi, falando de Londres, disse que o governo prende freqüentemente os membros da minoria cristã acusados de trabalhar contra a segurança nacional, uma acusação geralmente usada contra os muçulmanos convertidos ao cristianismo.

“Eu às vezes penso que o governo iraniano está sofrendo de uma fobia”, disse Ebadi, de acordo com jornal “The Independent”.

“Eles pensam que todo o mundo deseja subverter o governo. Quando os motoristas de ônibus protestam contra baixos salários, eles são lançados na prisão.”

Fonte: Portas Abertas

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