Cristãos na República Centro-Africana
Cristãos na República Centro-Africana

Um grupo de 14 cristãos foi morto por extremistas muçulmanos de um grupo ex-Seleka na cidade de Bria, na República Centro-Africana, na noite da última quinta-feira (6).

Entre os cristãos mortos havia dez mulheres, dois homens e duas crianças. Não há informação dos nomes.

Colaboradores da Portas Abertas foram informados de que a maioria das vítimas do sexo masculino tinha ferimentos à bala, enquanto as mulheres e crianças tinham feridas feitas por corte. Ao menos uma das mulheres estava grávida.

Um líder cristão nos informou que as mortes ocorreram a um quilômetro de um acampamento de pessoas internamente deslocadas.

“Provavelmente, eles foram mortos quando voltavam da fazenda”, disse outro líder da igreja. Gedeon, um cristão que vive no acampamento, afirma que a situação está muito tensa na região.

O acampamento abriga cerca de 50 mil pessoas, cristãos em sua maioria, e também seguidores de religiões tradicionais da cidade de Bria e áreas vizinhas.

Eles são mantidos no acampamento devido à insegurança, mesmo depois das negociações em Cartum organizadas pela Rússia em 28 de agosto.

Durante as negociações em Cartum, os principais líderes dos grupos armados mais fortes assinaram um acordo preliminar. Facilitadores também se reuniram com representantes de 14 grupos armados pela terceira vez para finalizar demandas conjuntas.

Há pelo menos quatro facções ex-Seleka atuando em Bria: FPRC, UPC, Ex-Seleka e Seleka Renové. Os cristãos de Bria são ameaçados e afligidos por eles.

“Eles não querem ver nenhum cristão aqui. Dizem que todos são anti-Balaka [termo utilizado para se referir às milícias cristãs]; então, se você for pego, já era. Eles alegam falsamente que líderes cristãos são líderes do anti-Balaka. Cristãos nunca vão para a cidade, porque se forem são ameaçados, presos e obrigados a pagar fianças para serem libertos. Não há como sair da cidade. Eles bloquearam todas as estradas. Nós, cristãos, não temos mais o que fazer, não temos comida e nem para onde ir. Dependemos somente das orações. Orem por nós”, desabafou um líder da igreja. Outro líder cristão no acampamento disse: “É uma situação muito difícil. Oramos para que Deus nos ajude”.

Fonte: Missão Portas Abertas