Os negros representam, atualmente, 49,5% da população brasileira. Levantamentos do IBGE mostram que a condição do negro, apesar de alguns avanços, continua desfavorável em relação à da população branca. Você acha que existe racismo na igreja evangélica? Participe da enquete [url=http://www.folhagospel.com/htdocs/modules/xoopspoll/index.php?poll_id=62]aqui[/url] e deixe seu comentário.

Em indicadores como acesso ao ensino superior entre pessoas de 18 a 24 anos, a população preta e parda não havia atingido, em 2006, o patamar já alcançado pelos brancos em 1995.

Na área de trabalho, por exemplo, estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que, em 2006, o rendimento médio mensal dos homens brancos equivalia a R$ 1.164. Esse valor, no mesmo ano, era 98,5% superior ao recebido pelos homens pretos e pardos (R$ 586,26) e 200% maior do que o obtido pelas mulheres pretas e pardas.

Especialistas afirmam que esses dados são apenas exemplos das dificuldades que os negros enfrentam em situações cotidianas marcadas pela falta de oportunidades, discriminação e desrepeito.

Em homenagem ao principal ícone da luta contra a escravidão no país, Zumbi dos Palmares, na próxima quinta-feira será cebrado o Dia da Consciência Negra. O líder foi assassinado no dia 20 de novembro de 1695.

Para marcar a data, a Agência Brasil dá início nesta segunda-feira a uma série de reportagens sobre saúde, educação, mercado de trabalho, religião e outros temas relacionados à população negra brasileira.

As reportagens que abrem a série abordam as dificuldades para implementação da Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental e médio, e os debates sobre a eficácia da política de cotas para negros nas universidades.

Fonte: JB Online