A proibição judicial da foto da atriz Carol Castro nua na “Playboy” segurando um terço gerou grande repercussão entre os leitores do GLOBO ONLINE. Mais de 300 internautas opinaram sobre a decisão do juiz Oswaldo Freixinho, da 29ª Vara Cível do Rio, que proibiu a Editora Abril de mandar para as bancas novas revistas com esta foto específica.

A maioria dos leitores, como é o caso de Fernando Cesar de Oliveira, concorda com a proibição, mas não condena a atriz pelas fotos: “Acho uma decisão acertada, e não é por ser católico, mas devemos sempre respeitar o credo alheio. Foram infelizes em usar o terço para este tipo de propaganda, mesmo sendo nu artístico, acho que não foi respeitoso. Gosto da Carol Castro, acho que ela é uma boa atriz, mas tem muitos outros meios de se passar o seu lado católico sem transgredir ou ofender o credo alheio, se não o seu próprio credo. (…) Mas também não concordo com os ataques e xingamentos que a Carol tem sofrido, pois vai contra o que Jesus Cristo prega, amor”.

A opinião é compartilhada por Eliane Araujo, que afirma, ainda, que a Igreja teria todo o direito de procurar a Justiça: “O que entendo aqui é que a Igreja Católica se sentiu lesada, por ver um símbolo seu considerado como sagrado ser mesclado com o que para eles e totalmente profano. Nada mais justo do que a Igreja procurar o poder público para corrigir o agente que provocou a injúria”

Para Eduardo José Ferreira de Oliveira, a decisão do juiz não seria uma forma de censura: “A decisão foi acertada, pois a foto ofende a um direito constitucional protegido, do respeito a liberdade de crença e de seus símbolos. Logo, se determinada crença não deseja ver sua imagem e de seus símbolos vinculados a uma determinada situação, a Constituição garante isso. Ainda que a revista fale em liberdade de expressão, esta não pode passar por cima de outras liberdades. Às vezes a imprensa se esquece disso!”

“Concordo. A liberdade democrática de expressão implica em respeitar limites que o convívio social e coletivo nos impõe. Uma sociedade livre exige maiores responsabilidades. Ainda vamos chegar lá, estamos aprendendo”, corroborou o leitor Sidinezio Soares Alves.

Já para Tayra Regina Mota Gonçalves, a polêmica teria sido uma forma encontrada pela “Playboy” para vender mais revistas: “(A Justiça) está certíssima. Acho que a revista já sabia do problema que ia surgir, isso foi para criar um bate-boca e a revista ser vendida, não encalhar nas bancas. Eles apelam pra tudo, até derespeitar a religião católica”.

Mas, entre os internautas, há também quem não acredite que a foto seja ofensiva e afirme que a decisão judicial seria uma forma de censura.

“Eu acho que uma maioria esta confundindo respeito com liberdade de expressão. Se você se sente ofendido porque a Carol Castro tem uma cruz na foto e porque esta nua, tira o cristo das Igrejas, pois ele está semi-nu em uma cruz (é ofensivo em certos países). Censurar foi sempre a solução destes que se sentem lesados, e o poder judiciário não deve se meter em uma sociedade laica. Será que se ela tivesse uma estrela de David voces se manifestariam? E uma grande hipocrisia colocar sua crença para censurar os outros”, opina o leitor Adriano Amaral.

Felipe Alves Sobrinho concorda: “Entendo e acho perfeitamente normal que os católicos não gostem da foto, mas a proibição é um atentado contra a liberdade de expressão. Só vê a moça com o terço na mão quem compra a revista”.

Mas maioria dos internautas que são contra a decisão questionam a Justiça por se envolver no caso: “A Justiça tem coisas bem mais importantes para resolver do que fotos da Playboy. Acho absurdo, lê Playboy quem quer”, diz a leitora Jane Maria Berg Pinheiro Chagas.

Ana Maria Carvalho engrossa o coro: “Essa Justiça no nosso país não tem mais nada para fazer? Com essa bandidagem toda que se vê por aí, essa moça linda com um terço: qual é o problema? Até Deus iria achar uma beleza, afinal é assim que nascemos, pelados!”.

Fonte: O Globo