Início Site Página 111

Autoridades prendem e torturam sete cristãos no Sudão

Cristãos no Sudão
Cristãos no Sudão

Agentes de inteligência das Forças Armadas do Sudão (SAF) prenderam e torturaram pelo menos sete cristãos em Shendi, cerca de 150 quilômetros (93 milhas) a nordeste de Cartum, disseram fontes.

Os membros da Igreja de Cristo Sudanesa buscaram refúgio em áreas controladas pelas SAF dos combates militares em Cartum, mas ao chegarem em Shendi, estado do Rio Nilo, foram presos por agentes da Inteligência Militar (MI), de acordo com a União da Juventude Cristã Sudanesa.

Agentes do MI acusaram os cristãos de apoiar as Forças de Apoio Rápido (RSF) paramilitares rivais e de receber dinheiro roubado, com os cristãos negando ambas as alegações. O sindicato da juventude afirmou que as falsas acusações eram uma desculpa para prender os cristãos, e um advogado que acompanha o caso disse que as autoridades os torturaram para confessar.

O advogado cristão, Shinbago Mugaddam, disse que os sete jovens cristãos tiveram assistência jurídica negada, foram torturados e levados a um julgamento falso no mesmo dia de sua prisão.

“Eles foram presos pela inteligência do exército e foram submetidos a espancamentos e interrogatórios”, disse Mugaddam, seguindo o caso de outro país como refugiado da guerra, ao Morning Star News. “Um caso foi aberto contra eles onde o reclamante e as testemunhas da acusação eram todos membros das forças armadas. O tribunal não perguntou se eles precisavam de um advogado ou tinham testemunhas para negar este incidente, sabendo que eles foram espancados e forçados a confessar e fornecer evidências contra si mesmos.”

Os acusadores e a testemunha eram todos da Inteligência Militar e forçaram os cristãos a se declararem culpados contra sua vontade, disse ele.

“Esses jovens foram julgados sob o Artigo 174 do Código Penal Sudanês de 1994, relativo a roubo, em um julgamento sumário no Tribunal Shendi, estado do Rio Nilo, onde as condições para um julgamento justo não foram atendidas”, disse Mugaddam.

A Union of Sudanese Christian Youth condenou as prisões e pediu sua libertação imediata. Descrevendo as prisões como uma violação dos direitos humanos e religiosos no Sudão, o órgão instou todos os grupos de direitos, organizações regionais e internacionais a intervir e proteger aqueles que foram presos sem evidências.

“Nós, da União da Juventude Cristã Sudanesa, condenamos essas violações baseadas na religião, cor e etnia”, diz a declaração emitida na terça-feira (21 de janeiro).

Em 26 de outubro, cristãos foram presos pela Inteligência Militar em Shendi depois de fugir de áreas sob controle da RSF em Cartum.

Em maio, o governo militar do Sudão aprovou uma lei restaurando amplos poderes e imunidades aos agentes de inteligência que haviam sido retirados após a deposição do presidente Omar al-Bashir em abril de 2019. A Lei do Serviço Geral de Inteligência (GIS) (Emenda de 2024) autoriza agentes de inteligência a convocar e interrogar indivíduos, conduzir vigilância e buscas, deter suspeitos e apreender bens, de acordo com o Sudan War Monitor .

A emenda concedeu imunidade extensiva, protegendo agentes de processos criminais ou civis sem a aprovação do chefe do GIS. Em casos de pena de morte, deu ao diretor autoridade para formar um tribunal especial.

“Qualquer ato cometido por qualquer membro da agência de boa-fé durante ou por causa do desempenho de suas funções, ou do desempenho de qualquer dever imposto a ele, ou de qualquer ato emitido por ele sob qualquer autoridade autorizada ou concedida a ele sob esta lei, não será considerado um crime”, afirma o Artigo 52 da lei, de acordo com o Sudan War Monitor.

O Sudão foi classificado em 5º lugar entre os 50 países onde é mais difícil ser cristão na Lista Mundial da Perseguição de 2025 da Portas Abertas, abaixo da 8ª posição do ano anterior.

As condições no Sudão pioraram à medida que a guerra civil que eclodiu em abril de 2023 se intensificou. O Sudão registrou aumentos no número de cristãos mortos e abusados ​​sexualmente e casas e empresas cristãs atacadas, de acordo com o relatório da WWL.

“Cristãos de todas as origens estão presos no caos, incapazes de fugir. Igrejas são bombardeadas, saqueadas e ocupadas pelas partes em guerra”, afirmou o relatório.

Desde abril de 2023, militantes do grupo paramilitar RSF lutam contra as SAF, e cada força islâmica atacou cristãos deslocados sob acusações de apoiar os combatentes da outra.

O conflito entre a RSF e a SAF, que compartilhavam o governo militar no Sudão após um golpe em outubro de 2021, aterrorizou civis em Cartum e outros lugares, matando dezenas de milhares e deslocando mais de 12,36 milhões de pessoas dentro e fora das fronteiras do Sudão, de acordo com o Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUR).

O general Abdelfattah al-Burhan, das SAF, e seu então vice-presidente, o líder das RSF, Mohamed Hamdan Dagalo, estavam no poder quando os partidos civis concordaram, em março de 2023, com uma estrutura para restabelecer uma transição democrática no mês seguinte, mas divergências sobre a estrutura militar prejudicaram a aprovação final.

Burhan tentou colocar a RSF — uma organização paramilitar com raízes nas milícias Janjaweed que ajudaram o ex-líder Omar al-Bashir a reprimir os rebeldes — sob o controle do exército regular em dois anos, enquanto Dagolo aceitaria a integração em nada menos que 10 anos.

Ambos os líderes militares têm origens islâmicas enquanto tentam se apresentar à comunidade internacional como defensores da democracia e da liberdade religiosa.

Após dois anos de avanços na liberdade religiosa no Sudão após o fim da ditadura islâmica sob Bashir em 2019, o espectro da perseguição patrocinada pelo estado retornou com o golpe militar de 25 de outubro de 2021. Depois que Bashir foi deposto de 30 anos de poder em abril de 2019, o governo civil-militar de transição conseguiu desfazer algumas disposições da sharia (lei islâmica). Ele proibiu a rotulagem de qualquer grupo religioso como “infiel” e, assim, efetivamente rescindiu as leis de apostasia que tornavam o abandono do islamismo punível com a morte.

Com o golpe de 25 de outubro de 2021, os cristãos no Sudão temeram o retorno dos aspectos mais repressivos e severos da lei islâmica. Abdalla Hamdok, que liderou um governo de transição como primeiro-ministro a partir de setembro de 2019, foi detido em prisão domiciliar por quase um mês antes de ser libertado e reintegrado em um tênue acordo de compartilhamento de poder em novembro de 2021.

Hamdock enfrentou a tarefa de erradicar a corrupção de longa data e o “estado profundo” islâmico do regime de Bashir — o mesmo estado profundo que é suspeito de erradicar o governo de transição no golpe de 25 de outubro de 2021.

O Departamento de Estado dos EUA removeu o Sudão da lista de Países de Preocupação Particular (CPC) que se envolvem ou toleram “violações sistemáticas, contínuas e flagrantes da liberdade religiosa” em 2019 e o atualizou para uma lista de observação. O Sudão havia sido designado anteriormente como um CPC de 1999 a 2018.

Em dezembro de 2020, o Departamento de Estado removeu o Sudão de sua Lista de Vigilância Especial.

A população cristã do Sudão é estimada em 2 milhões, ou 4,5% da população total de mais de 43 milhões.

Folha Gospel com informações de Christian daily

Fernanda Brum diz que seu marido foi diagnosticado com leucemia

Fernanda Brum, ao lado do esposo, Emerson Pinheiro. (Foto: Reprodução)
Fernanda Brum, ao lado do esposo, Emerson Pinheiro. (Foto: Reprodução)

O pastor e músico Emerson Pinheiro, esposo da cantora gospel e pastora Fernanda Brum, foi diagnosticado com leucemia. A informação foi divulgada pela própria cantora durante entrevistas recentes sobre o lançamento de seu novo álbum, “Milagres”. Segundo ela, o diagnóstico representa um momento desafiador para a família, que tem buscado força na fé.

A cantora revelou que os últimos lançamentos, “Enquanto Dói” e “Lamparinas”, foram profundamente marcados por um período desafiador que a família enfrentou após o diagnóstico de leucemia de seu esposo e produtor musical, Emerson Pinheiro.

De acordo com Fernanda, o álbum “Milagres” foi inspirado nas experiências vividas recentemente pela família. Apesar de ser um tipo menos agressivo de leucemia, o tratamento de Emerson tem exigido resiliência e esperança.

“O novo álbum se chama ‘Milagres’ porque temos vivido um tempo muito difícil aqui em casa. Apesar de ser um tipo menos agressivo de leucemia, o diagnóstico do Emerson tem sido um grande desafio. Estamos esperando por um milagre”, afirmou Fernanda.

“O álbum inteiro foi inspirado no milagre e na adoração. É um álbum para orarmos, receber e experimentar milagres em diversas situações: no CTI, no hospital, em casa, na família. Tenho certeza de que será muito especial compartilhar esses momentos com vocês e viver os milagres de cada um”, completou a cantora.

Ao falar sobre a união da família para enfrentar os desafios do ministério, Fernanda destacou: “Não fazemos nenhum esforço para aparentar algo que não somos. Somos genuínos em nosso chamado ministerial, assim como nossos filhos, que também estão seguindo a vontade de Deus”.

Com mais de trinta anos de carreira, Fernanda Brum compartilhou os desafios e as vitórias dessa jornada. “Um dos maiores desafios foi me reinventar a cada geração. A música evolui e os gostos mudam, mas sempre busquei ser fiel à mensagem de Deus e me conectar com o público mais jovem”.

Confira abaixo a entrevista para a Revista Comunhão:

Fonte: Fuxico Gospel e Comunhão

Novo devocional para fortalecer a sua fé em 2025

Livro devocional "Fé & Esperança Para Cada Dia" (Foto: montagem/FolhaGospel)
Livro devocional "Fé & Esperança Para Cada Dia" (Foto: montagem/FolhaGospel)

Começar e seguir o ano em paz é a vontade de grande parte das pessoas, contribuindo para uma jornada leve e carregada de bons sentimentos. Para contribuir com essa jornada em busca de tranquilidade e orientação, o pastor e autor Flavio Valvassoura lança o devocional “Fé & Esperança Para Cada Dia”, publicação da Citadel Grupo Editorial.

A obra serve como guia para todo o ano e conta com espaços para que o leitor inclua seus planejamentos, metas e avaliações de janeiro a dezembro. A cada página, Valvassoura sugere uma leitura bíblica, uma oração conjunta e exercícios práticos para mergulhar na fé.

As páginas também reúnem lições que contribuem para transformar positivamente o dia a dia das pessoas. Para quem sofre com os males da ansiedade, por exemplo, o pastor indica que o caminho da cura começa se colocando voluntariamente em oração as próprias inquietações.

“Que você possa experimentar essa paz hoje e todos os dias. Faça a sua parte, apresente seus pedidos a Deus em oração e, acima de tudo, confie que ele cuidará daquilo que está além do seu controle” — reflete Valvassoura, responsável também pelos best-sellers “Não mais escravo do medo” e “Como vencer gigantes”.

As orações compartilhadas inspiram o sentimento de acolhimento e compreensão. São palavras que exaltam a crença e a fé. “Amado Pai, entrego a ti minhas preocupações, ansiedades e medos. Já te agradeço, pois sei que ages mesmo quando não compreendo. Amém”.

Fé & Esperança Para Cada Dia serve como “diário” para quem quer compartilhar na intimidade os sentimentos, angústias e desejos com Deus. A publicação também pode guiar as reflexões de toda a família, sendo um caminho para unir pessoas queridas por meio da fé.

Detalhes do produto

  • Editora ‏ : ‎ Citadel Editora; 1ª edição (28 dezembro 2024)
  • Capa comum‏ : ‎ 416 páginas
  • Onde comprar ‏ : ‎ Amazon (clique aqui)

Sobre o autor: Natural de Nova Iguaçu (RJ), Flavio Valvassoura, é formado em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil e pelo Asbury Theological Seminary (EUA), com ênfase em pregação bíblica e liderança eclesiástica. É pastor da Igreja do Nazareno Central de Campinas (INCC), é também conferencista e autor de vários livros, entre eles Não mais escravo do medo, Superando limites, O Deus da esperança e coautor da obra Como vencer gigantes.

Sobre a editora: Transformar a vida das pessoas. Foi com esse conceito que o Citadel Grupo Editorial nasceu. Mudar, inovar e trazer mensagens que possam servir de inspiração para os leitores. A editora trabalha com escritores renomados como Napoleon Hill, Sharon Lechter, Clóvis de Barros Filho, entre outros. As obras propõem reflexões sobre atitudes que devem ser tomadas para quem quer ter uma vida bem-sucedida. Com essa ideia central, a Citadel busca aprimorar obras que tocam de alguma maneira o espírito do leitor. 

Fonte: Guia-me

Bispa pede que Trump ‘tenha misericórdia’ de pessoas LGBT e imigrantes ilegais

Mariann Edgar Budde, bispa da Diocese Episcopal de Washington (Foto: Reprodução/X)
Mariann Edgar Budde, bispa da Diocese Episcopal de Washington (Foto: Reprodução/X)

Uma bispa da Igreja Episcopal se dirigiu diretamente ao presidente Donald Trump em um culto realizado na Catedral Nacional de Washington nesta terça-feira, 21, onde ela implorou que ele “tivesse misericórdia” de indivíduos LGBT e imigrantes ilegais.

A Reverenda Mariann Edgar Budde, bispo da Diocese Episcopal de Washington, fez o sermão no Serviço de Oração pela Nação na catedral.

Perto do final de seu sermão, Budde se dirigiu diretamente a Trump, que estava sentado na primeira fila ao lado de sua esposa, a primeira-dama Melania Trump, e do vice-presidente JD Vance e sua esposa, a segunda-dama Usha Vance.

“Em nome do nosso Deus, peço que tenham misericórdia das pessoas em nosso país que estão assustadas agora”, declarou Budde. “Há crianças gays, lésbicas e transgêneros em famílias democratas, republicanas e independentes. Algumas que temem por suas vidas.”

“As pessoas que colhem nossas plantações e limpam nossos prédios de escritórios, que trabalham em granjas avícolas e frigoríficos, que lavam a louça depois que comemos em restaurantes e trabalham nos turnos noturnos em hospitais. Elas podem não ser cidadãs, ou ter a documentação adequada, mas a vasta maioria dos imigrantes não são criminosos.”

Budde pediu a Trump que “tivesse misericórdia” das pessoas “em nossas comunidades cujos filhos temem que seus pais sejam levados embora e que você ajudasse aqueles que estão fugindo de zonas de guerra e perseguição em suas próprias terras a encontrar compaixão e boas-vindas aqui”.

“Nosso Deus nos ensina que devemos ser misericordiosos com o estrangeiro, pois todos nós já fomos estrangeiros nesta terra”, ela continuou. “Que Deus nos conceda a força e a coragem para honrar a dignidade de cada ser humano, para falar a verdade uns aos outros em amor, e caminhar humildemente uns com os outros e com nosso Deus.”

Anteriormente em sua mensagem, Budde enfatizou a importância da unidade, de discordar respeitosamente uns dos outros, mas também expressou preocupação com o que ela chamou de “cultura do desprezo” e temeu “a perda de igualdade” para alguns que perdem em debates políticos.

Budde criticou Trump em 2020, quando o presidente realizou uma sessão de fotos do lado de fora da Igreja Episcopal de St. John, perto da Casa Branca, um dia depois de manifestantes incendiarem parte da igreja.

“O presidente acabou de usar uma Bíblia e uma das igrejas da minha diocese como pano de fundo para uma mensagem antitética aos ensinamentos de Jesus e a tudo o que nossa igreja representa”, declarou Budde na época.

O sermão de Budde na terça-feira, no qual ela falou sobre o Sermão da Montanha de Jesus, foi parte de um grande culto realizado na Catedral Nacional que serviu como um momento de oração pelo país, seus líderes recém-eleitos e o mundo em geral.

Além da música e liturgia cristãs, o culto também contou com música de um cantor judeu, um chamado muçulmano à oração e leituras de representantes de outras religiões.

Vários clérigos fizeram orações pelo presidente e pelo vice-presidente, assim como por outras autoridades eleitas, pelos juízes da Suprema Corte dos EUA, pelos militares e socorristas, entre outros.

A Catedral Nacional realiza um culto de oração inter-religioso no dia seguinte à posse desde 1933, ao qual tradicionalmente comparecem o presidente e o vice-presidente recém-empossados.

Em 2021, devido à atual pandemia de COVID-19 e aos bloqueios subsequentes, a catedral realizou um culto quase todo virtual , com diversos palestrantes fazendo discursos de diferentes locais.

Em novembro passado, a Catedral Nacional sediou uma vigília de oração no Dia da Eleição como parte de um esforço para promover a unidade e a esperança em meio ao partidarismo divisivo da temporada eleitoral.

“Temos uma brecha em nossa vida pública, uma ruptura que exige que assumamos o trabalho de reconciliação”, disse o Reverendíssimo Randolph Marshall Hollerith, reitor da Catedral Nacional, em uma declaração no ano passado.

“O comando de Jesus é muito claro: ‘amem seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem pelos que abusam de vocês.’ Essa é uma tarefa difícil, e requer que oremos pela graça de Deus, que oremos por cura.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Justiça nega pedido de Edir Macedo para retirar sua imagem de documentário da Netflix sobre possessão

Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Reprodução)
Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Reprodução)

A juíza de Direito Paula da Rocha e Silva, da 36ª vara Cível de São Paulo/SP, negou o pedido do bispo Edir Macedo para que a Netflix Brasil removesse suas imagens do documentário sobre possessão demoníaca.

A magistrada considerou que não há dano grave ou de difícil reparação e determinou o prosseguimento do processo.

Edir Macedo e seu sobrinho, o pastor Renato Costa Cardoso, ajuizaram ação contra a Netflix Brasil devido à veiculação de suas imagens no documentário “O Diabo no Tribunal”.

A produção aborda um julgamento ocorrido nos Estados Unidos, no qual a defesa do réu alegou “possessão demoníaca” como justificativa para um homicídio, tese rejeitada pela Justiça americana.

Os bispos afirmam que a exposição compromete sua reputação e viola seu direito de imagem, alegando que a produção tem um caráter “sensacionalista” e os associa indevidamente a práticas de exorcismo, descontextualizando suas atuações religiosas.

A defesa da Netflix sustentou que as imagens são de domínio público e foram utilizadas de forma exemplificativa, sem desvirtuar a realidade dos fatos retratados. Alegou ainda que a aparição dos autores ocorre por poucos segundos, sendo difícil a identificação devido à baixa qualidade e antiguidade das gravações.

Além disso, ressaltou que o próprio Edir Macedo já havia divulgado vídeos semelhantes em seu canal oficial, nos quais aparece realizando sessões de libertação espiritual conhecidas como “Sessões de Descarrego”.

Decisão judicial

Ao analisar o pedido, a juíza destacou que os bispos aparecem por um tempo reduzido e que “não se vislumbra, no momento, existência de dano grave”.

Ressaltou que as imagens são antigas e de baixa qualidade, o que dificulta a identificação dos autores, já que seus rostos não são visíveis.

A magistrada mencionou ainda que as cenas exibidas no documentário são utilizadas de forma exemplificativa, retratando a prática de “libertação (exorcismo) de uma pessoa ‘possuída'”, atividade amplamente divulgada pela própria Igreja Universal na internet.

Ainda na decisão, a juíza considerou o impacto econômico da remoção das cenas, que exigiria a reedição do documentário e representaria um ônus desproporcional à plataforma de streaming.

Por fim, concluiu que o prosseguimento do processo se faz necessário para melhor análise dos fatos, evitando uma possível “configuração de censura ou impedimento do uso da liberdade de expressão”.

Assim, negou o pedido dos bispos e determinou que a Netflix apresente sua contestação no prazo de 15 dias úteis, sob pena de revelia e reconhecimento da veracidade das alegações dos autores.

Processo: 1166991-03.2024.8.26.0100

Fonte: Migalhas (https://www.migalhas.com.br/quentes/423321/netflix-pode-manter-imagm-de-edir-macedo-em-documentario-de-possessao)

Justiça anula lei que permite ruídos excessivos em templos religiosos em SP

Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)
Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)

O Órgão Especial do TJ/SP declarou inconstitucional a lei municipal 3.355/90, de Araçatuba/SP, que autorizava templos religiosos a emitir ruídos acima dos limites definidos em âmbito Federal. Decisão foi baseada na competência exclusiva da União para legislar sobre proteção ambiental.

O desembargador Renato Rangel Desinano, relator do acórdão, destacou que a competência para legislar sobre a proteção ao meio ambiente é da União, dos Estados e do Distrito Federal.

Segundo ele, “não cabe ao município contrariar legislação federal ou estadual, mesmo sob o pretexto de observar o interesse local”.

O magistrado ainda apontou que “a disposição normativa impugnada, ao permitir que templos religiosos produzam pressão sonora de até 85 decibéis, limite muito superior ao estabelecido nas NBRs 10.151 e 10.152, desrespeitou a disciplina federal sobre a matéria, vulnerando a proteção ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”.

Ele também citou o julgamento da ADPF 567 pelo STF, afirmando que, “ao suplementar a legislação federal e estadual, os Municípios podem editar normas mais protetivas ao meio ambiente, em atenção às peculiaridades regionais e na preponderância de seu interesse”.

Processo:  206668-32.2024.8.26.0000

Fonte: Migalhas (https://www.migalhas.com.br/quentes/423161/tj-sp-anula-lei-que-permite-ruidos-excessivos-em-templos-religiosos)

Bola de Neve: Pastora Denise Seixas faz nova acusação de fraude; igreja se manifesta

Pastora Denise Seixas, viúva do Apóstolo Rina, da Igreja Bola de Neve (Foto: instagram @deniseseixas)
Pastora Denise Seixas, viúva do Apóstolo Rina, da Igreja Bola de Neve (Foto: instagram @deniseseixas)

Em mais um desdobramento sobre a disputa pela liderança da Igreja Bola de Neve, a defesa de Denise Seixas, viúva do apóstolo Rina, ingressou com ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), alegando fraude por parte do antigo conselho administrativo na gestão financeira da instituição.

A acusação da presidente em exercício da Bola de Neve menciona o antigo conselho, incluindo Everton César Ribeiro “vêm agindo ilegalmente em seu nome, através de redes sociais, outorgando procurações, além de movimentar contas bancárias”.

O documento aponta que os desvios ilegais dos lucros da instituição foram feitos por meio de uma conta bancária paralela.

“E é através da instituição financeira BMP Money Plus que os Requeridos [antigo conselho] tem recebido as receitas de titularidade da Igreja, mediante a emissão de notas fiscais das quais a requerente [Denise Seixas] teve acesso”, diz um trecho do documento.

O processo judicial revela que Denise, além de detalhar as movimentações financeiras, autorizou o acesso integral às contas da Bola de Neve por meio do Bradesco, banco onde a igreja mantém sua conta oficial.

Igreja responde

A Igreja Bola de Neve se manifestou publicamente após as novas denúncias feitas pela pastora Denise Seixas, viúva do apóstolo Rina, contra a ex-diretoria da igreja.

Em nota, a Bola de Neve informou que não há quaisquer indícios de fraude, e que há mais de uma década as contas da organização são auditadas anualmente e aprovadas.

O documento também afirma que todos os contratos eram de conhecimento da pastora Denise Seixas, quando era vice-presidente.

Leia a nota na íntegra

A Igreja Bola de Neve reafirma sua gestão está totalmente de acordo com a legislação e boas práticas de conformidade. Não há, aliás, qualquer indício da prática de fraude, como tem afirmado advogados da pastora Denise a veículos de imprensa.

Há mais de uma década as contas da organização são auditadas anualmente e aprovadas sem restrições por empresa multinacional cuja expertise e seriedade são reconhecidas pela qualidade e regularidade dos serviços prestados.

Os contratos questionados, aliás, eram de conhecimento da pastora Denise Seixas, quando era vice-presidente. Divulgações ou imputações falaciosas sobre valores ou práticas serão alvo de providências judiciais cabíveis, para reparação de eventuais danos morais e materiais.

A Igreja Bola de Neve reitera, nos recursos judiciais que têm movido, que continua válida a renúncia assinada pela pastora Denise Seixas em 27 de agosto, um ato jurídico perfeito que a própria Denise o reconheceu como válido ao receber as importâncias financeiras devidas e previstas pelo acordo firmado naquela ocasião — o acordo previa a renúncia e pagamentos mensais que já ultrapassaram R$ 330 mil à pastora.

Disputa judicial

Após a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que anulou o divórcio entre Denise Seixas e o apóstolo Rina, líderes da igreja evangélica Bola de Neve alegaram que a pastora continuou recebendo valores acordados em contrato. Segundo o colegiado, Denise teria embolsado cerca de R$ 340 mil desde agosto, mesmo após a morte de Rina. O caso é parte de uma disputa judicial que envolve o comando da igreja e acusações de desvio de recursos.

A 9ª Câmara de Direito Privado do TJSP manteve uma decisão de primeira instância que considera Denise, perante a Justiça, viúva de Rina, anulando acordos feitos durante o processo de separação não homologado. O colegiado argumentou que a pastora assinou um acordo em 27 de agosto de 2024, no qual renunciava ao cargo de vice-presidente da instituição. Apesar disso, a direção da Bola de Neve afirma que Denise continuou a receber benefícios, mesmo após contestar publicamente o acordo. A defesa da pastora, no entanto, nega que ela tenha recebido tais valores.

A disputa judicial se intensificou nos últimos meses, com reviravoltas envolvendo decisões de diferentes varas judiciais. Após ser retirada da sede da igreja por um mandado de reintegração de posse, Denise conseguiu uma decisão judicial que invalidou o acordo de separação, sustentando que ela ainda é a vice-presidente da Bola de Neve e, portanto, sucessora legítima de Rina no comando da organização religiosa.

Desvio de dinheiro

Denúncias de desvio de dinheiro também foram apresentadas pela pastora contra membros da direção da igreja, incluindo Everton César Ribeiro. A acusação aponta movimentações financeiras suspeitas em contas da igreja e empresas vinculadas a líderes da instituição, como a SIAF Solutions e a Green Grid Energy. Essas empresas teriam gerido dízimos e taxas arrecadadas em templos da Bola de Neve, que possui aproximadamente 560 unidades e uma receita anual estimada em R$ 250 milhões. Denise afirma que contratos foram firmados sem transparência, beneficiando pessoas próximas à direção da igreja.

Enquanto a direção da Bola de Neve assegura que as finanças da instituição são auditadas e regulares, Denise alega irregularidades e comunicou o caso ao Ministério Público de São Paulo. Em nota, a direção da igreja declarou que todos os contratos foram aprovados por auditorias externas e que as acusações da pastora são infundadas.

Disputa pelos bens de Rina

A situação envolvendo os bens do apóstolo Rina também se tornou alvo de disputa. A Justiça de São Paulo negou o pedido de Denise para ser inventariante dos bens do ex-marido, nomeando o filho mais velho do casal, Rinaldo Neto, como responsável pelo inventário.

Denise havia afirmado, em e-mail enviado após a morte de Rina, que retomaria a presidência da instituição conforme previsto no estatuto social da Bola de Neve. A pastora segue argumentando que é a legítima sucessora de Rina na liderança da organização religiosa.

Fonte: Fuxico Gospel e Metrópoles

Fiéis da Assembleia de Deus confeccionam Bíblia gigante transcrita à mão, em Goiânia

Fiéis da Assembleia de Deus transcrevem à mão bíblia gigante, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Fiéis da Assembleia de Deus transcrevem à mão bíblia gigante, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Fiéis de uma unidade da igreja Assembleia de Deus transcreveram à mão os livros do Novo e Velho Testamento da Bíblia Sagrada em uma versão “gigante”, em Goiânia. Pesando 11kg e com 60 centímetros de altura, o exemplar foi escrito por 39 membros da entidade.

Com 888 páginas, os fiéis levaram quase 8 meses para preencher as folhas em branco, de abril a dezembro de 2024. Exposto durante os cultos religiosos, o livro ganhou admiração dos integrantes da igreja.

Maura Jorge, membro da igreja de 90 anos, contou à TV Anhanguera sobre a experiência e o “arrependimento” de ter escolhido um livro menor para transcrever.

“Hoje eu me arrependo de ter escolhido o menorzinho livro da Bíblia. Deu vontade de escrever mais, a experiência foi boa”, disse a fiel.

Com extremo cuidado aos mínimos detalhes, as 80 canetas usadas para confeccionar o artefato religioso eram da mesma cor e lote, para evitar diferenças nas tonalidades. Reconhecidos pela Sociedade Bíblica do Brasil, os membros agora pretendem que o livro transcrito entre para o Livro dos Recordes.

Eliezer de Jesus, pastor da igreja, disse ser um privilégio ter participado da confecção da versão “gigante” do livro mais vendido do mundo.

“O livro mais lido e vendido até hoje do mundo é a Bíblia Sagrada. Então, a gente teve o privilégio de uma Bíblia, um livro que não é estudado só por teólogos, mas por cientistas, por antropólogos. É um livro que você lê e o autor está junto. Quem é o autor? A inspiração, que é o Espírito Santo, foi o que a gente sentiu escrevendo a palavra de Deus”, disse o pastor.

A ideia surgiu com Elza Soares, que é membro missionária da igreja, durante um encontro de orações. Ela conta que o livro os ajuda a memorizar as palavras de Deus.

“É uma forma de nós, além de lermos a palavra, memorizarmos mais, né? E estarmos gravando a palavra do Senhor em nosso coração”, disse Elza.

Fonte: G1

Missionários são libertos após pagamento de fiança, na Índia

Bandeira da Índia (Foto: Canva)
Bandeira da Índia (Foto: Canva)

Nesta terça-feira (21), a justiça indiana concedeu liberdade sob fiança a dois missionários da Junta de Missões Mundiais (JMM) e a um cristão convertido. A liberação de mais um missionário e um crente ainda está pendente.

“Louvamos a Deus pela libertação dos três e continuamos a orar pela libertação dos outros”, escreveu o pastor João Marcos Barreto Soares, diretor de Missões Mundiais, em rede social.

O líder religioso pediu que os cristãos agradeçam a Deus pelo cuidado com os cristãos até o momento e que orem pela libertação de Gabriel e Silas (nomes fictícios por questões de segurança). “Clamem pela recuperação emocional de todos e pela cessação da perseguição.”

“Louvamos a Deus e nos alegramos pela libertação dos nossos três irmãos. Continuemos a orar pela libertação de Gabriel e Silas”, postou o pastor João Marcos.

“Louvado seja Deus pela libertação dos missionários Miguel e Samuel e do irmão Lucas (nomes fictícios por questões de segurança) nesta noite. Nós os trouxemos para nossa igreja e passamos quase quatro horas ouvindo seus testemunhos”, relatou o coordenador da JMM na Índia.

Durante a detenção, os missionários testemunharam para os outros presos. “Até o carcereiro disse: ‘Sentiremos falta de vocês na prisão, estavam muito felizes, apesar das falsas acusações’. O nome do Senhor foi glorificado”, contou o coordenador indiano.

O grupo fundamentalista hindu ofereceu uma grande quantia em dinheiro a Lucas e Silas, além de uma fiança imediata, para que testemunhassem contra os três missionários, alegando que eles os haviam forçado a aceitar Cristo. “Louvado seja Deus pela firme fé desses homens, que recusaram a oferta. Todos os crentes da vila estão prontos para ir para a prisão por causa de Cristo. Aleluia!”, escreveu o coordenador da JMM na Índia.

Após a liberação, o grupo jantou na igreja, onde passará a noite. Os três missionários expressaram o desejo de retornar para casa junto aos outros dois cristãos ainda detidos. “Obrigado pelas suas orações poderosas e palavras de encorajamento”, agradeceu o coordenador indiano.

Fonte: Comunhão

Grupos cristãos consideram fugir da Síria

Igreja atacada na Síria (Foto: Reprodução)
Igreja atacada na Síria (Foto: Reprodução)

À medida que as novas autoridades na Síria consolidam seu poder desde que o ex-presidente Bashar al-Assad deixou o país em 8 de dezembro de 2024, ninguém sabe ainda em que direção o país está indo. No contexto de mudanças, quatro cristãos, três mulheres e um homem, que permanecem anônimos por segurança, contam suas impressões sobre o novo regime.

Apesar da necessidade de cautela, evitando as ruas vazias e horários com pouco movimento, escolas, lojas e bancos agora estão abertos e a vida parece voltar ao normal. Segundo uma das jovens sírias, alguns pais estão mantendo os filhos em casa, pois estão preocupados com a ausência de polícia nas ruas. Além disso, os bancos impuseram fortes restrições quanto ao saque de dinheiro.

“Todos estão com falta de dinheiro. O governo está com dificuldades para pagar os salários e, especialmente, as pensões para os idosos. Ouvimos que cristãos e pessoas de outras minorias estão sendo demitidos em alguns lugares por motivos irracionais. Até recebemos essa confirmação de pessoas que conhecemos”, acrescenta a jovem.

Entre partir e permanecer

Os sentimentos para a comunidade cristã são mistos e, em meio à incerteza, a igreja se coloca em fuga. “Acredito que os cristãos agora tendem mais a deixar o país do que antes, mas para onde podemos ir?”, compartilha a cristã síria. Até agora, o discurso das novas autoridades é bom, segundo os quatro cristãos. “Mas eles vão cumprir? Agora, quando há incidentes no país, eles sempre dizem que não são eles que estão fazendo”, afirma o cristão.

Um dos medos de muitos sírios, incluindo os cristãos, é que as diferentes facções comecem a lutar entre si e levem a uma nova guerra civil no país que já foi tão duramente atingido por conflitos desde 2011. Quando perguntados o que os mantém em pé, um dos quatro apenas sorri e diz: “Minha fé, sem isso não estaríamos mais vivos. Minha fé está me carregando também nesta fase”.

Desde a tomada de poder, houve reuniões entre líderes da igreja e as novas autoridades no país. Os líderes da igreja expressaram sua disposição de se envolver na construção da nova Síria. Após uma grande reunião em Damasco, duas semanas atrás, eles expressaram estar “cautelosamente otimistas”. Os três patriarcas das maiores denominações cristãs na Síria disseram: “Estamos à beira de uma nova era que exige de todos nós humildade, coragem e determinação para construir a Síria do futuro. Essa nova fase exige um compromisso com uma cultura de diálogo e abertura aos outros”.

Os patriarcas querem que a igreja esteja envolvida no processo de construção de um futuro com “igualdade de oportunidades para todos os seus cidadãos, sem qualquer discriminação”. Além das igrejas tradicionais, a Síria também tem cristãos de origem muçulmana. Eles estão, no período de transição atual, com medo de que grupos radicais possam aproveitar a nova situação e atacar os que deixaram o islã para seguir a Jesus.

Fonte: Portas Abertas

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-